segunda-feira, 2 de março de 2026

Jesus é chamado de Deus na bíblia?

Os cristãos ao redor do mundo aprenderam que Jesus é Deus. E, baseado nessa realidade surge uma pergunta: a bíblia diz que Jesus é Deus? A resposta é sim, isso porque a maioria das versões da Bíblia escreve erroneamente a palavra “Deus” com inicial maiúscula como por exemplo Hb. 1. 8 “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino.” Em certo sentido, a resposta também é um sim, Jesus também é chamado de “Deus” na Bíblia.

Por outro lado, a resposta é um não, porque Jesus nunca é chamado de “Deus” da mesma forma que o Pai, é chamado. O próprio Jesus se referiu como o único Deus verdadeiro, Jo. 17. 3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Existe apenas um Deus com “D” maiúsculo, e esse é o Pai, 1ª Co. 8. 6 “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e em quem estamos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.”

Jesus é o melhor de todos os deuses com “d” minúsculo. Então, Jesus é chamado de “deus” na Bíblia? Sim, assim como outras pessoas e divindades pagãs, por exemplo: Moisés, os líderes espirituais de Israel, os imperadores romanos. Um estudo da palavra “deus” nas Escrituras mostrará que existem diversas maneiras de usá-la e que o uso de maiúsculas ou minúsculas faz grande diferença em seu significado.

Vamos analisar um pouco essa questão. Em João capítulo 10 os judeus importunavam Jesus para que lhes dissesse de uma vez por todas se ele era o Messias, e ele respondeu dizendo que isso deveria ter ficado óbvio para eles pelos milagres que havia realizado. Em seguida, traçou um paralelo entre si e o Pai, dizendo que ninguém poderia arrebatar um escolhido de suas mãos. Sua próxima declaração tem sido frequentemente retirada do contexto e grosseiramente mal interpretada, Jo, 10. 30 “Eu e o Pai somos um”. Como assim?

Claramente, no sentido que ele acabou de afirmar. Os judeus, muito insatisfeitos com a resposta de Jesus, pegaram pedras para matá-lo. Jesus então lhes perguntou qual milagre eles não haviam gostado. “Não foram os milagres”, disseram eles, “mas sim o fato de você, ser um homem, afirmar ser um deus”. Essa é a tradução correta do versículo, mas quase todas as versões da Bíblia o traduzem erroneamente como “…afirmar ser Deus”.

Esse erro de tradução só serve para confundir as pessoas sobre essa passagem clássica e crucial das Escrituras. Nenhum judeu em sã consciência teria dito que Jesus estava afirmando ser Deus o Pai. Se tivessem pensado isso, o teriam descartado como louco. Todos sabiam que o Messias seria um homem, mas tinham raiva de Jesus e se recusavam a acreditar que ele fosse esse homem. Se Jesus fosse “Deus” no sentido que a maioria dos cristãos hoje pensa que ele é, esta seria a sua oportunidade para deixar isso claro.

Ele teria dito, “Vocês têm razão — eu sou Deus”. Em vez disso, citou o Salmo 82 , ele disse: O Antigo Testamento não chama os juízes de Israel de 'deuses'? Então, o que há de tão errado em eu dizer que sou o Filho de Deus?”. Aliás, se as palavras têm significados definitivos, alguém não pode ser ao mesmo tempo o Filho de Deus e ser o próprio Deus.

Sl. 82. 1 “Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.” Nesse verso vemos o uso cultural hebraico da palavra “deus” referindo-se àquele que Deus escolheu como Seu representante. Sl. 82. 2 a 7 “Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.”

Nesses versos Deus lamenta o quão mal esses “deuses” estavam cuidando do Seu povo. Sl. 82. 8 “Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.” O salmo termina com um apelo, para que o Messias venha e governe a terra com justiça. Infelizmente, a palavra “deus” está escrita com inicial maiúscula incorretamente no versículo 8.

Vejamos outros trechos do AT. onde o Messias é chamado de “Deus”. Is. 9. 6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado estará sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Mais uma palavra “Deus” está escrita com inicial maiúscula incorretamente. O Messias não seria o poderoso “Deus”, mas sim o poderoso “deus”.

Algumas traduções trazem “poderoso herói” ou senhor, em vez de “poderoso Deus”. Essas são traduções muito precisas, pois, como o representante máximo de Deus, o Messias seria herói e senhor. E Jesus foi exatamente isso! Ele representou perfeitamente a vontade de Deus para a humanidade. Ele é o “deus” mencionado no Salmo 82. 8.

O Salmo 45 é também uma profecia sobre o Messias. Desta vez, ele cavalga vitoriosamente para conquistar e governar a terra, como o representante perfeito de Deus. Os versículos 6 e 7 são citados em Hb. 1. 8-9 “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.”

Infelizmente nesses versos a palavra “deus” está novamente com inicial maiúscula. Mas, assim como o Salmo 82 e Isaías 9. 6 este salmo também fala do Homem entre os homens, aquele a quem Deus capacitaria para restaurar o Seu reino. É importante ressaltar que Hebreus 1 e 2 são um relato contundente da jornada de Jesus, do sofrimento à glória, enfatizando por que Ele precisava ser homem ou seja, o Último Adão) para ser o Redentor enviado por Deus.

Hb. 1. 1-3 “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.”

Esses versos mostram como Deus fez o possível, nos tempos do Antigo Testamento, para se comunicar com a humanidade por meio das palavras faladas e escritas dos profetas, mas o que Ele realmente tinha em mente era Jesus, Seu representante humano. Já os versos 8 e 9 esclarecem aquilo que o Salmo 45. 6 e 7 havia predito, uma profecia messiânica. Mas os tradutores, mais uma vez, erram ao escrever “Deus” com inicial maiúscula. Por exemplo: o verso nove diz: “Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.”

Ora, se alguém é Deus, como pode outra pessoa ser o seu “Deus”? Em concordância com outros versos das Escrituras, Hebreus 1. 9 afirma claramente que, o fato de Jesus ter sofrido e morrido, Deus o trouxe dos mortos e o exaltou (ungiu) como Senhor. Portanto, a Bíblia se refere a Jesus como "Deus", mas apenas no sentido de ele ser o representante perfeito do único Deus verdadeiro, o Pai, Jo. 20. 17 “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os cananeus foram injustiçados?

  Existe uma disseminação muito grande sobretudo na Internet, onde os céticos e ateus tentam a todo custo propagar a ideia de que a bíblia é contraditória. Argumentam que o Deus criador apresentado nas páginas do AT. É um Deus tirano, seguindo essa mesma linha de raciocínio, dizem também que o Deus da bíblia é fruto da criação de Israel, objetivando com isso ter controle sobre os povos ao redor. Para isso esses grupos se valem da narrativa bíblica que retrata a destruição dos cananeus por Israel.

Outras objeções levantadas por eles, refere-se ao caráter de Deus, dizendo que Ele não é justo, argumentam que um Deus justo não pode matar inocentes. A bíblia nos relata quem foram os cananeus, eles descenderam de Canaã, neto de Noé, Gn. 10. 15-19 “E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete; E ao jebuseu, ao amorreu, ao girgaseu, E ao heveu, ao arqueu, ao sineu, E ao arvadeu, ao zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus. E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.”

Na verdade os cananeus formaram grupos, os quais viveram na região da Síria e Palestina, Js. 11. 3 “Ao cananeu do oriente e do ocidente; e ao amorreu, e ao heteu, e ao perizeu, e ao jebuseu nas montanhas; e ao heveu ao pé de Hermom, na terra de Mizpá.” Todos esses descendiam de Canaã, sendo grupos específicos, todos descendiam de Can, filho de Noé. Antes de seguirmos com os cananeus, voltemos aos céticos e ateus.

Qualquer um em sã consciência dá importância para aquilo que é real em sua vida, quer seja uma realidade palpável ou um problema de ordem psicológica e etc. No entanto, esses grupos defendem a não existência de Deus, grande parte, utilizam e muito de um vocabulário não saldável, na verdade até chulo. Mas, onde reside o problema? Em debater, se irritar contra algo que não existe. Sim, se para eles Deus não existe, porque o chamam de mal e injusto? Ninguém se irrita contra aquilo que não existe. Logo, fazendo isso eles testificam a existência de Deus.

Voltando aos cananeus: estaria Deus destruindo pessoas penitentes e sem conhecimento? Deus odeia a todos, exceto Israel? Is. 19. 25 “Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.“ Dt. 10. 17-19 “Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.”

Jn. 4. 11 “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?” Vimos por esses versos, que a misericórdia de Deus é direcionada a todos os povos. E a destruição dos cananeus não foi um ato de injustiça.

A destruição dos cananeus aconteceu não pelo fato de serem cananeus, mas sim devido aos seus atos ímpios, Lv. 18. 27-29 “Porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a terra foi contaminada. Para que a terra não vos vomite, havendo-a contaminado, como vomitou a nação que nela estava antes de vós. Porém, qualquer que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpados do seu povo.”

Esses versos vem nos mostrar ao menos duas situações: (1) Deus age com imparcialidade, demonstrando com isso que os cananeus não foram destruídos por serem cananeus, mas sim por sua impiedade. (2) joga por terra o argumento de que o AT. Foi escrito pelos judeus com o intuito de favorecer os seus interesses. Os versos são claros em dizer, caso o povo judeu cometessem as abominações dos povos, teriam a mesma recompensa. E foi isso que aconteceu, foram levados para cativeiro.

Outro argumento utilizado pelos ateus é que o AT. revela um Deus ciumento, dizem isso objetivando descredibilizar a bíblia. Se Deus é ciumento, logo os escritos são criação de mentes humanas. Mas a bíblia mostra que as ordens de Deus contra os cananeus e outros povos, não se baseava em ciúmes dos seus deuses, mas sim resguardar o povo judeu de se contaminar com esses deuses. E, por que isso? Para que as abominações não fossem repetidas por eles.

Segundo o historiador K. L. Noll o culto cananeu que era oferecido aos seus deuses incluía todos os tipos de atos sexuais, incestos bestialidades e etc. E não era só isso, “O sacrifício humano aconteceu na religião canaanita em certas ocasiões. Esculturas de relevo egípcio, outras fontes e a Bíblia, sugerem que, sob a coação de crise militar, o sacrifício humano foi oferecido ao divino patrono da cidade sitiada (Spalinger, 1978). Gn. 15. 16 “E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.”

Deus pacientemente esperou por mais de quatrocentos anos para por fim, trazer juízo sobre os ímpios. O caráter degradado da sociedade e da religião cananeia é bem descrito em termos morais e sociais em Lv. 18. 24-25 “Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós. Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniquidade, e a terra vomita os seus moradores.”

Lv. 20. 23 “E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles.” Dt. 12. 30-31 “Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses.”

Esses atos de perversão sexual particularmente associadas aos cultos de fertilidade, bem como a insensibilidade do sacrifício de crianças é reforçado nos textos históricos, associados a opressão e violência social, 1ª Rs. 14. 24 “Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.” 2ª Rs. 16. 3 “Porque andou no caminho dos reis de Israel, e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel.”

Duas questões devem ser destacadas: (1) não foi o povo judeu que inventou a destruição dos cananeus com o objetivo de possuir a sua terra. Pelo fato deles próprios terem ido para cativeiro, por terem cometido as mesmas abominações. (2) A conquista de Canaã tendo Deus como guia não foi um genocídio humano. Foi um julgamento divino.” (Wright, 93).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O problema da verdade presente defendida por instituições religiosas.

Algumas instituições religiosas cristãs desde o seu fundamento, mantém uma postura de porta voz de Deus. Ensinam em seus pulpitos, que a verdade bíblica é derivada apenas de suas mensagens. Estão certos nessas afirmativas? A palavra de Deus é subordinada a essas denominações? A verdade bíblica como um todo, pertence apenas a um grupo de pessoas? Na realidade essa afirmação por parte dessas instituições carecem não só de apoio bíblico como vai também contra a lógica.

Vejamos algumas declarações de E. G. W. Sobre a verdade. (Nós temos a verdade. Nós a conhecemos. Louvado seja o Senhor. Carta 18, 1850.) (Há muitas verdades preciosas contidas na Palavra de Deus, mas é a “verdade presente” que o rebanho necessita agora.) (Temos a verdade é um fato e devemos manter firmemente as posições e não podem ser abaladas; mas não devemos olhar com suspeitas sobre qualquer nova luz que Deus possa enviar. OP. 231)

Jo. 14. 6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” No que concerne a vida espiritual, Jesus foi claro nas suas palavras; Ele é o meio pelo qual nós podemos nos achegar a Deus. E baseado ainda nesse verso, aquele que anda por esse caminho, tem conhecimento da verdade. Jo. 16. 13 “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

A promessa de Jesus para os seus, foi que a verdade faria parte de suas vidas, Ele não disse que as pessoas deveriam se filiar a denominação A ou B para ter acesso a verdade contida na bíblia. E com relação a lógica é a mesma coisa, Ef. 1. 13 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”

De uma forma espiritual, o verso a cima nos diz que o evangelho está intimamente relacionado com a verdade, Mt. 24. 14 “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” “E este evangelho do reino... ”Percebemos também Jesus mencionando as suas palavras, dizendo ser o evangelho do reino, que apareceria no futuro? De forma nenhuma! Ele disse: (este evangelho) ou seja, dos seus dias.

Portanto, pela lógica, o evangelho bíblico genuíno é foi e sempre será uma verdade presente, diferentemente dessas denominações religiosas as quais dizem ser portadoras da verdade, que introduzem sempre uma suposta verdade presente. Diminuindo com isso a verdade presente dita por Cristo, a mais de dois mil anos. Todos os versos a cima confirmam que os seguidores tem a verdade, eles não precisam de se filiar a uma instituição que se intitula como sendo possuidora da verdade, pelo fato da verdade bíblica ser atual.

Qual o real perigo dessas “verdades presentes” instituídas por determinadas denominações? Primeiro, pelo fato de diminuírem a verdade estabelecida pelo evangelho, e depois tais “verdades presentes” nem sempre se configuram uma verdade de fato. Tomemos por exemplo a verdade presente do ensino adventista da porta fechada. Muitos dirão: - mas eles não ensinam isso. De fato, não ensinam. Mas ensinavam.

O ensino da porta fechada entre os adventistas surgiu devido ao fato de Jesus não ter voltado em 1844, como eles ensinavam e esperavam. Vejam uma declaração de Tiago White “Creio que veremos claramente que não pode haver outro lugar para a porta fechada senão no outono de 1844... Quando chegamos a esse ponto, toda a nossa compaixão, preocupação e orações pelos pecadores cessaram; e o sentimento e testemunho unânimes era de que nossa obra para o mundo estava terminada para sempre...” (Revista verdade presente, maio de 1850.)

E. G. W também disse que o assunto sobre a porta fechada foi uma verdade presente recebida por visão. No mesmo periódico de agosto de 1849 nas páginas 21-22 ela diz: "Ali me foi mostrado que os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, referentes à porta fechada, não podiam ser separados". E ela continua dizendo: "Vi que os sinais e maravilhas misteriosos e as falsas reformas aumentariam e se espalhariam. As reformas que me foram mostradas não eram reformas do erro para a verdade, mas do mal para o pior; pois aqueles que professavam uma mudança de coração apenas se envolviam em vestes religiosas, que encobriam a iniquidade de um coração perverso.”

Alguns pareciam ter se convertido de verdade, a fim de enganar o povo de Deus; mas se seus corações pudessem ser vistos, pareceriam tão negros como sempre. Meu anjo da guarda me ordenou que procurasse o sofrimento da alma dos pecadores, como costumava acontecer. Procurei, mas não pude vê-lo, pois o tempo para a salvação deles já havia passado."

O fato de Jesus não ter voltado na data marcada por Guilherme Miller e os outros que creram na mensagem, trouxe um problema grave para eles. Estariam eles errados na data para o retorno de Jesus? Se admitissem o erro como mais tarde o fez Miller, a ignomínia seria maior, então eles redesenharam a interpretação profética, disseram que a questão da data estava certa, o que estava errado era o fato de que Jesus não veio à terra, mas ele saiu do lado santo, no santuário celeste e adentrou no lugar santíssimo.

Segundo essa interpretação nesse período a porta da salvação estava fechada. Sim, os que rejeitaram a mensagem do advento não tinham mais chance de se salvarem. Essa interpretação é baseada na parábola das dez virgens encontrada no evangelho de Mateus 25. segundo o adventismo aquelas pessoas que não mais poderiam ser salvas são as virgens loucas, Mt. 25. 8-10 “E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Em resumo, para os adventistas as virgens prudentes são eles mesmos; as loucas são aqueles que ouviram a mensagem e a rejeitou. O fechar da porta pelo noivo (Jesus) é o desprovimento de salvação para aqueles que rejeitaram a mensagem. Percebe-se o grande problema dessas mensagens que se intitulam de verdade presente. Até quando os adventistas erroneamente ensinaram sobre a porta fechada? Isso será visto em outra ocasião.