domingo, 11 de setembro de 2011

As doenças nos dias de Cristo.

A postagem não tem como objetivo em contestar as doenças e muito menos os milagres.

Os assírios e babilônicos, criam que toda classe de doenças eram provocadas por dáimones, para os babilônicos o deus Namtar, o príncipe das trevas, se comprazia em atormentar os míseros mortais: era representado agarrando um homem pelos cabelos, e com a espada desembainhada para feri-lo com todo tipo de doenças e dores. Etemmu era o nome dado aos espíritos dos mortos que não receberam os sacrifícios rituais prescritos; vagavam pela terra assombrando casas e "encostando" ou "incorporando" nas pessoas que assim caíam em transe e eram atormentadas de mil maneiras. Lamastu era o deus da febre e das doenças de crianças. Lilitu, deusa que causava os pesadelos noturnos, entrou na mitologia judaica antiga modificada em Lilit. Desta divindade ou demônio feminino, na Bíblia diz metaforicamente Isaías que descansa nas ruínas do Edom. Is. 34.14. Era a deusa ou demônio da tormenta para os acádios, identificada com a antiga Mililla ("senhora tormenta"). Terá grande destaque na demonologia pós-bíblica tanto entre os judeus como entre os cristãos. Pazuzu é o deus principal das chamadas "possessões demoníacas". Representavam-no com corpo mais ou menos humano, rosto de bode, pés em forma de garras de ave de rapina e poderosas asas. Pazuzu é o demônio que escolheu W. P. Blatty para causar a possessão no seu filme e livro “O Exorcista”. Cada doença, um demônio localizado. Mesmo moléstias tão comuns como a enxaqueca ou torcicolo. Quando alguém sofre das têmporas e os músculos de seu pescoço estão doloridos, está lá a ação de um demônio. Assim o demônio Alal agia sobre o peito. O demônio Adad, agia sobre o pescoço. Enquanto que Gigin atormentava nos intestinos, Idpa na cabeça, reservando-se a fronte para Utug. As dores nas costas eram provocadas por Ishtar. Etc. A medicina greco-romana. A demonologia da antiga Mesopotâmia, descrita na literatura sumérica, penetrou através dos caldeus na cultura helenística. A loucura e qualquer comportamento estranho eram conseqüência da interferência destes deuses, irritados, na mente do homem. Hipócrates (460-367 a.C.), pai da Medicina, e seus seguidores lutaram por erradicar a tradição espírita ou demonológica na explicação das doenças. Era a ciência que sustentava, já então, que todas as doenças se devem a causas naturais. Abertamente negaram a influência de deuses, espíritos ou demônios inclusive na epilepsia, considerada por excelência "a doença sagrada"! O filósofo Platão (347-327 a.C.) pouco depois com razão matiza o errado exclusivismo de Hipócrates, exclusivamente materialista. Platão defende acertadamente uma terapia psicossomática. Corpo e alma. Mas Platão volta em grande parte à mentalidade mágica, ao erro de que certos tipos de conduta estranha eram efeito da intervenção de daímones. Por exemplo, o transe dos adivinhos seria causado pelo deus ou daímon Apolo, os poetas estariam inspirados pelas daímones Musas, e a paixão dos enamorados era incutida pelos daímones Eros e Afrodite. Compreende-se que o povo estendesse estas explicações de delírios, fúria, transe, inspiração, paixão, a todos os tipos de loucura e que com estes exemplos se estendesse também a explicação a todo tipo de doenças internas e por isso mesmo “misteriosa”. Até o próprio Galeno, o médico mais destacado da antigüidade greco-romana, no século II d. C., ficara desconcertado e considerava obra de algum deus ou daímon os procedimentos psicológicos, que ele não conhecia, para enlouquecer uma pessoa ou fazê-la emudecer perante um tribunal (hoje falaríamos em lavagem cerebral). Como é sabido, os romanos adotaram a mentalidade grega, simplesmente trocando os nomes dos deuses ou daímones. Embora houvesse médicos, como a família de médicos chamados Asclepíades e os seguidores de Areteu de Capadócia, o povo e muitos médicos romanos, talvez a maioria, continuaram com a mentalidade mágica e demonológica. Ao daímon da Febre se dedicou um templo próprio em Roma. Chegaram ao extremo da mentalidade mágica, supersticiosa: Galeno, médico grego (nascido em Pérgamo, Ásia Menor) conhecido em todo o império romano do século II DC. Foi acusado de praticar a magia (bruxaria), pois só assim se compreenderia a precisão com que predizia o curso de uma doença interna: teria de ser porque conhecia os demônios que as causavam! No Antigo Testamento não há nenhum caso de possessão demoníaca. Eram claras e severas as admoestações contra a magia. De maneira nenhuma poderiam aceitar na Bíblia vetero-testamentária possessões, encostos e expulsões. Depois, a interpretação demonológica foi entrando aos poucos. Esta mentalidade mágica chegou mesmo a grassar entre os judeus do período inter-testamentário e nos judeus e cristãos do primeiro século após Cristo. A "possessão demoníaca" no NT. Nos Evangelhos fala-se de possessões ou expulsões demoníacas 16 vezes e 3 nos Atos dos Apóstolos. Não considero como diferentes as diversas narrações de um mesmo fato. Considero, porém, diferentes as frases gerais, mesmo que sejam bastante parecidas. Tais como "ao entardecer, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com uma palavra, expulsou os espíritos" Mt. 8,16. Ou, perante Filipe "de muitos, efetivamente, saíam os espíritos impuros dando grandes gritos" At. 8,6-7. Assim até onze frases Mc. 1,34 e 39; 3,15; 6,7 e 13; 9,17; Lc. 9,1; At. 19,11-12. Oito são casos concretos: a legião de demônios que foram aos porcos Mt 8,28-34, o demônio mudo expulso pelo poder de Beelzebul Mt 9,32-34, o menino que os discípulos não conseguiram curar no monte Tabor Mt 17,14-20, o homem violentamente agitado que na sinagoga reconheceu a Jesus como Messias, Mc. 1,21-28, a filha da siro-fenícia Mc. 7,24-30, os sete demônios expulsos de Maria Madalena Mc. 16,9, e a jovem pitonisa que aclamava Paulo e Silas como servos do Deus Altíssimo At. 16,16-18. Consideremos inclusive aquele demônio que haveria sido expulso da casa e que chama outros sete espíritos piores Lc. 11,24-26. O que são essas possessões? Principalmente nos dois séculos a.C. e no século I d.C., a medicina dos judeus era a da Mesopotâmia. Recebida diretamente dos povos mesopotâmicos e indiretamente através da cultura greco-romana. É problema cultural. Trata-se de fatos. Não de doutrina sobrenatural, inobservável, revelada. Portanto, como problema cultural, não doutrinal; como fatos, não como doutrina, devem ser estudados os "endemoninhados" no Novo Testamento. Trata-se evidentemente de interpretação de fatos. Pertence à ciência. E o conjunto dos ramos da ciência que estuda os fatos incomuns, e por isso misterioso, chama-se Parapsicologia. Isso sim: interessa à Teologia por estar consignado na Bíblia. Mas pertence à Parapsicologia. Os teólogos aqui têm obrigação de consultar a Parapsicologia. A magia nunca se desprestigiou perante as multidões e sempre houve paralelamente aos médicos o recurso às fórmulas imprecatórias... Eram conceitos da magia, misturando-se com receitas, remédios e pequenas cirurgias. Não foi fácil que a medicina dos gregos, após Hipócrates, triunfar nas áreas mais civilizadas. Nas áreas cultas da Babilônia, mesmo quando se praticava lá a mais estrita medicina hipocrática, havia também encantamentos, exorcismos e evocações. Havia, sem dúvida, numerosos médicos na Palestina dos tempos de Cristo, como inclusive se testemunha nos Evangelhos Mc. 5,26; Lc 8,43, e o confirmam a Mishna e o Talmude. Mas inumeráveis textos provam que, junto à Medicina, a crença em influências ocultas de demônios estava talvez tão difundida no meio judaico como no grego e oriental. A religião judaica convivia em sincretismos, destacando, porém, a idéia de que por cima de todas essas influências em que o povo acreditava, Deus pairava como Senhor Supremo. Diferença fundamental: Não Satã, senão os demônios. Quando se diz que Satã entrou em Judas Lc. 22,3; Jo. 13,27 ou em Ananias At. 5,3 se faz referência ao pecado voluntário. E os demônios não implicam nenhum aspecto moral. Em contrapartida, nunca aparecem "possessões" realizadas por Satanás. As "possessões" são realizadas pelos demônios ("espíritos impuros", "espíritos da doença", e outros muitos nomes equivalentes). Os povos primitivos, como também os judeus na época de Cristo, donde passou ao Cristianismo "popular", acreditavam no erro de que os demônios perversos atormentavam a humanidade. Todas as doenças internas (loucura, depressão, etc.) eram atribuídas aos demônios. Os sacerdotes dos povos circunvizinhos a Israel precisavam determinar o deus (daímon, demônio) que causa cada doença. E cada demônio era atraído por cada tipo de pecado. Por isso, começavam por um interrogatório para descobrir qual o pecado que o doente cometeu. Uma vez descoberto, devia-se expulsar tal daímon ou deus inferior determinado. Para a mentalidade mágica, de então (e de hoje!!!), as doenças proviriam do pecado. Por efeito dessa mentalidade ambiente os primeiros cristãos identificaram absurdamente a suposta ação de Satã e a suposta ação dos demônios. Pecado e doença. E terminaram por identificar Satanás e demônio. E pior ainda, identificaram os daímones ou deuses inferiores com os anjos rebeldes. Mas essa interpretação que se fez comum, de considerar certos doentes possuídos por anjos rebeldes, não tem nenhuma base. Nas expressões evangélicas, a respeito de endemoninhados, a idéia de anjos rebeldes pode perfeitamente e deve ser excluída. Doenças internas. Chamavam "endemoninhados" os que estavam doentes por causas não-aparentes, internas, e como tais inobserváveis e, portanto misteriosas para os conhecimentos médicos da época. Falo de doenças internas, não só psicológicas. A distinção que estabeleço não é entre doenças físicas e doenças psíquicas, ou entre orgânicas e funcionais, mas entre doenças com "motivo" perceptível e doenças por uma "causa" não-perceptível. A epilepsia e a loucura, por exemplo, podem ter causas orgânicas, cerebrais, mas tais lesões ou deficiências são internas, imperceptíveis. Certas paralisias, pelo contrário, podem ser psicógenas, histéricas nos seus começos, mas chegaram a provocar atrofia muscular claramente perceptível. Nestes casos, a paralisia, apesar de psicógena, não se atribuiria aos demônios. E a psicose e epilepsia, apesar de orgânicas, seriam consideradas como possessões. Possessão igual à doença interna. É inegável. Era essa a crença corrente. Se observável não é o demônio. Quando a causa é perceptível, visível, talvez até palpável, nunca nos Evangelhos o doente é considerado endemoninhado. Perante a lepra ou outras infecções da pele, os Evangelhos falam simplesmente de leprosos Mt. 8, 1-3; Lc. 17,11-13. Fala-se simplesmente de cegos Mt. 9, 27-31; Mc. 8, 22-26; Jo. 9, 1-3: os olhos estão vazios, ou as pálpebras estão grudadas, aparece a íris sem coloração, percebe-se a infecção -tão freqüente naquela época. Não se chama endemoninhados aos paralíticos: tinham visivelmente deformado ou atrofiados os músculos, mesmo que só fosse por estarem sempre prostrados e terem de ser transportados em macas; Mc. 2,1-5; Jo 5,1-3. Não é endemoninhado o homem que todos vêem com a mão "seca" Mt. 12,10 e 13, possivelmente atrofiada, sem carne e disforme. Usa-se o mesmo termo que se aplica à árvore seca. Não é endemoninhado o hidrópico Lc. 14, 2, que todos vêem inchado - pela excessiva acumulação de líquido nos tecidos do corpo. Sabia-se de "certa mulher, que sofria de um fluxo de sangue havia doze anos" Mt. 9,20. A sua cura por Jesus não é considerada expulsão de demônios. As doenças que apresentavam "causas" perceptíveis já estavam liberadas da interpretação demoníaca. Nenhuma alusão à atividade de agentes sobrenaturais nas doenças da sogra de Pedro Mc. 1,29-31, o filho do oficial real Jo. 4,46. 51, a filha de Jairo Lc. 8,40-42, 49-56, o surdo-gago Mc. 7,32-37, Não são expulsões de demônios. Todos os casos concretos de "possessão" narrados pelos Evangelhos são doenças internas. A causa é cerebral ou psíquica, não há marcas ou deficiências externas que expliquem, para os antigos, a conduta anormal. A acusação de expulsar demônios pelo poder de Beelzebul surgiu após a cura de um mudo Mt. 12,22. Se uma pessoa tem a língua como a de todos os demais, por que não fala? Como poderiam os antigos diagnosticar uma lesão cerebral ou um trauma psicológico? Se não falava era porque tinha dentro um daímon mudo... Mt. 12,22 acrescenta que o "endemoninhado" era também cego. Se o qualificativo "endemoninhado" se referia também à cegueira e não à mudez, o doente teria os olhos perfeitos em aparência. Os Evangelhos nada dizem. Os contemporâneos entendiam. Nós temos de entendê-lo assim. Com bastantes pormenores apresentam os evangelhos dois casos: o "endemoninhado" Gadareno e o do Monte Tabor. Doença interna. O que agora mais nos interessa é frisar que o "possesso" era um louco. Doença interna: Mc. 5,9. A legião romana constava de 5.200 soldados! Tantos demônios pululando no corpo de uma pessoa? Duro de aceitar... Até poderíamos humoristicamente perguntar: quantos demônios ficariam para o resto do mundo? Mas a resposta do louco é plenamente encaixável na típica e freqüentíssima megalomania compensadora. Para não sofrer complexo de inferioridade, muitos loucos declaram ser a reencarnação de Maria Antonieta, Napoleão, Júlio César... Ou estar possuídos pelo próprio Lúcifer. Ou nada menos que por uma legião de demônios. Ninguém mais do que eles! A família sofre, mas eles são "felizes", ao modo deles. Ou os loucos têm de ser tomados a sério; ou os "possessos" (e "reencarnados" etc.) têm de ser considerados doentes mentais. Provavelmente, a concretização de sua megalomania em considerar-se possuído nada menos que por uma legião de demônios lhe foi incutido pela opinião popular: quanto pior fosse uma doença, tanto mais daímones eram causadores dela. Um louco particularmente selvagem e furioso tinha de ter uma legião de demônios! Aliás, os gadarenos se maravilharam até o ponto em que "o pânico se apoderou deles" na intuição do poder milagroso de Jesus, capaz de, num instante, fazer que um louco passasse a poder estar -na expressão idêntica de Marcos e Lucas- "sentado, vestido e no seu juízo" Mc. 5,15. Ora, estar no seu juízo é a contraposição a estar louco. Que "causas" externas se percebem num louco? A causa é psíquica, funcional, hormonal ou cerebral. Em todo caso, meramente interna (não se via a olho nu, a anomalia ou doença, logo era um demônio). Por isso se atribuía a loucura aos demônios. Idêntica denominação para o louco da sinagoga de Cafarnaum Mc. 1,21-28 Neste sentido deve-se entender a passagem com referência a João Batista. Nenhum sinal físico externo. Mas procedia de maneira estranha, excêntrica, incrível: vivia no deserto, vestia uma pele de camelo, pregava novidades e ameaças Mt. 3,1-4, não bebia vinho, e jejuava... Foi considerado um louco. Aludindo à opinião de outros, dizia dele Jesus Cristo: Mt. 11,18 O próprio Cristo fez afirmações que pareceram mirabolantes aos judeus. Consideravam-nas próprias de um louco, e disseram: Jo 8,52. Em outra oportunidade perguntou Jesus: "Por que procurais tirar-me a vida?" Como não entenderam, em vez de comentar que aquilo era uma "loucura", disseram que Jesus tinha demônio. Jo. 7, 19-20

Extraído do livro: Antes que os demônios voltem.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A "coluna" do adventismo, sem base.

“A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento, foi: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." Dn. 8.14. GC. Pág. 409. Esta declaração de E.G.W revela que caso a doutrina adventista do santuário celestial caia por terra de nada valerá a pretensão adventista de única igreja verdadeira.

Como ela mesma afirma a doutrina do santuário é tanto a base, como a coluna central da fé dos adventistas do 7º dia. Os textos bíblicos utilizados pelos adventistas para “confirmar” tal doutrina é Daniel 8.14. Neste estudo veremos que a base da doutrina adventista é sem fundamento e se é sem fundamento, a pretensão de ser a igreja verdadeira também é sem fundamento.

Para os adventistas tanto Daniel capítulo sete como o capítulo oito representam Roma, para eles, o capítulo (8) representa a fase imperial e o outro (7) a papal. Será que procede? Não! não procede. Vejamos as diferenças:

Capítulo sete.

O chifre pequeno do capítulo sete está associado a uma besta que representa o quarto império.

Capítulo oito.

O chifre pequeno do capítulo oito está associado a uma besta que representa o terceiro império.

Surge diretamente da cabeça da besta.

Surge de um chifre já existente.

Aparece em meio aos 10 chifres já existentes (o que, segundo a teologia ASD, ocorre depois que o quarto poder se dividiu em 10 partes).

Não nasce da cabeça do bode

É um poder recente, novo, que surge do corpo do antigo império e em meio de suas várias partes.

Sai de um dos quatro chifres da cabeça do bode

É um chifre que nasce de uma besta.

É um chifre que nasce de um chifre.

Arranca três chifres durante seu surgimento.

Não arranca nenhum chifre durante seu surgimento

Diz-se ser diferente dos outros 10 chifres, indicando que este chifre seria um poder novo e diferente.

Nada indica que este chifre seja novo ou diferente em maneira alguma.

As palavras aramaicas para chifre pequeno em 7:8 se traduzem precisamente como “outro chifre, um pequeno”

As palavras hebraicas para chifre pequeno em 8:9 se traduzem precisamente como “um chifre de pequeno tamanho”.

É “mais robusto do que seus companheiros” (v. 20). Em outras palavras, representa um poder mais forte que os que estão simbolizados pelos outros 10 chifres.

É um chifre que sai de um chifre, um “chifre de pequeno tamanho”. É insignificante quando se compara com os quatro “chifres notáveis” e o chifre original alexandrino do bode.

Seu campo de influência é a totalidade do quarto império, pois surge da cabeça da besta e se converte no chifre dominante entre os outros dez chifres. Se levanta contra “o Altíssimo” e os “santos do Altíssimo”. Estes são os santos de Deus através de todo o quarto império.

Pertence somente a uma das quatro divisões do poder do bode. Sua atenção se restringe principalmente a uma província menor de uma divisão do império do bode (Grécia), ou seja, a “terra gloriosa” do versículo 9, que é a Palestina.

A malevolência é dirigida contra o povo judeu, seu sumo sacerdote, os sacrifícios, e o santuário.

Dn. 8.23- (Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei feroz de cara e especialista em intrigas.) A palavra rei para este verso é Melek que quer dizer rei e não malkuw que quer dizer reino, portanto o verso 23 está tratando de uma pessoa, um rei e não do império romano e sua extensão. Dn. 8.11-12.

(Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.) O príncipe do exército é Jesus? De maneira nenhuma o verso está dizendo isso. A palavra príncipe é SAR e é o mesmo que, governante, líder, chefe, comandante, oficial, capitão, líderes, príncipes (referindo-se a ofícios religiosos).

O sacrifício diário foi tirado por este rei por causa das transgressões, transgressões não dos cristãos como diz EGW, mais sim dos judeus dos dias de Daniel. Outro fato que joga por terra a interpretação adventista é a questão das tardes e manhãs. Dn. 8.14- (Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.) A palavra tarde deste verso é ereb, é o mesmo que tarde, por do sol, e manhã boqer que quer dizer fim da noite, nascer do sol. O verso está dizendo literalmente 2300 tardes e manhãs. Caso fosse 2300 dias a palavra deveria ser yowm que quer dizer dia. Outro fato bastante relevante e que contribui grandemente para jogar por terra a teoria adventista do santuário está no fato da purificação do santuário de Daniel 8.14 nada tem a ver com a purificação de Levítico 16.

A palavra purificado de Daniel é tsadaq que quer dizer, ser justo, ser correto, ao passo que o verso de Levítico 16.33 que fala sobre a expiação é kaphar que é o mesmo que cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação. Percebemos então que os versos são completamente diferentes, e nada tem a ver a purificação do santuário Levítico com as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8.14.