domingo, 2 de agosto de 2020

Cumpriu o adventismo a profecia de Ap. 14. 6?

O que da base para o adventismo se auto declarar a denominação cristã verdadeira? Essa pergunta pode ser respondida com duas respostas apenas: (1) Afirmam ter uma profetisa que estabeleceu e abalizou o movimento, (2) as profecias bíblicas, sobre tudo Daniel e apocalipse, convergem para essa realidade. Essas são palavras de todos aqueles que abraçam a denominação adventista.

Mas, seriam essas palavras defendidas pelos adventistas uma realidade? As profecias bíblicas apoiam o surgimento e o estabelecimento do adventismo? Uma das muitas profecias bíblicas utilizadas pelos adventistas para tentarem provar o surgimento da denominação é apocalipse capítulo 14, esse capítulo foi utilizado por E. G. W com o objetivo de demonstrar o surgimento profético da denominação.

Ap. 14 . 6 “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo.” O verso está nos dizendo literalmente que esse Anjo tem como objetivo em ir a toda nação, tribo, língua e povo, a fim de pregar o evangelho eterno. Em outros assuntos nós vimos que o evangelho bíblico é diferente daquele evangelho pregado pelas denominações cristã.

A diferença entre o evangelho bíblico e aquele pregado pelas denominações, está a questão do mercantilismo, da “fé” emotiva, e o exclusivismo denominacional, o evangelho bíblico não trás consigo essas características, mas voltando ao verso lido a cima, a ideia denominacional de pregar o evangelho parece nobre, porém a mensagem não pode assumir um aspecto diferente do evangelho e nem mesmo pode ser exclusivista.

Então, aqui entra ao menos três questões pertinentes com relação a veracidade do adventismo, a primeira questão é: pregou ou prega o adventismo o evangelho bíblico sem inserções de doutrinas desnecessárias a salvação? É o adventismo exclusivista em sua mensagem religiosa? E, se não E. G. W pode ser considerada uma profetisa verdadeira? Vejamos as suas declarações:

(Anjos de Deus acompanhavam Guilherme Miller em sua missão. Ele era firme e ousado, proclamando destemidamente a mensagem a ele confiada. Um mundo que permanecia na impiedade, e uma igreja fria e mundana eram bastante para instigar à atividade todas as suas energias, e levá-lo voluntariamente a suportar trabalhos, privações e sofrimento. Embora a ele se opusessem cristãos professos e o mundo, e rudemente o atacassem Satanás e os seus anjos, não cessou de pregar o evangelho eterno às multidões, onde quer que era convidado, fazendo repercutir longe e perto o clamor: "Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo." Apoc. 14:7. Primeiros Escritos pg. 232.)

Na realidade o adventismo é exclusivista, vemos isso nessa declaração, onde Ela diz que a igreja dos seus dias era fria e mundana, e que os cristãos daqueles dias eram apenas professos, e todos necessitavam ouvir a mensagem do primeiro Anjo, dizendo isso Ela estava dando exclusividade para a pregação adventista, a despeito se existia ou não pessoas sinceras naqueles dias.

Sabemos que o adventismo inseriu doutrinas desnecessárias a salvação, isso podemos ver em um assunto posterior, mas o fato que para o adventismo a morte e a ressurreição de Jesus não são suficientes para a salvação, E. G. W diz isso: (Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna. Testemunhos Seletos V. 3, pg. 23.) Na verdade o que veremos a seguir, não só demonstra que E. G. W não preenche os requisitos de uma verdadeira profetisa, como o próprio surgimento do adventismo não está abalizado sobre uma profecia bíblica, algo defendido por eles.

Vejamos outras declarações encontradas no livro primeiros escrito, pg 232. (Anjos de Deus acompanhavam Guilherme Miller em sua missão. Ele era firme e ousado, proclamando destemidamente a mensagem a ele confiada...) (...Vi que Deus estava na proclamação do tempo em 1843. Era Seu desígnio suscitar o povo, e trazê-los a uma condição em que seriam provados, na qual decidiriam ou pró ou contra a verdade...) (...Alguns deixaram seus campos para fazer soar a mensagem, enquanto outros eram chamados da indústria e do comércio. E mesmo alguns profissionais foram compelidos a deixar suas profissões a fim de se empenharem na obra impopular de proclamar a mensagem do primeiro anjo.)

Claramente nos é dito que a mensagem do 1º Anjo de apocalipse 14 foi pregada no ano de 1843, essa formulação da data para os adventistas, tem como base o seu surgimento profético, ou seja, se a mensagem foi proclamada conclui-se que o movimento foi posto por Deus, surge então uma pergunta: e se a mensagem não foi proclamada conforme os ditames da profecia? Pode-se afirmar então, sem medo de errar que o movimento não foi posto por Deus, a conclusão é lógica.

Por exemplo: voltemos a apocalipse 14. 6 “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo.” Vemos claramente no verso que as mensagens angélicas de Apocalipse 14 deveriam ser proclamadas a cada nação, e tribo, e língua, e povo.

A mensagem milerita da breve volta de Cristo foi entregue a todas as nações, tribos, línguas e pessoas em 1844? Não de acordo com Joshua V. Himes. Ao lado de William Miller, Joshua Himes foi o principal líder do movimento de 1844. Ninguém estava em melhor posição para avaliar o progresso do movimento de 1844 do que Himes. Observe com atenção o que Himes escreveu após a Grande Desilusão.

"o choro do sétimo mês foi local e parcial . Estava confinado a este país." Himes continuou no artigo dizendo que o "choro" não produziu efeito algum na Europa . Himes sabia do que estava falando. Ele dirigiu esse movimento. Ele havia viajado por todo o nordeste dos Estados Unidos promovendo o movimento. Ele estava em contato com a Inglaterra. Se alguém estava em posição de avaliar o progresso do movimento, era Himes. (Joshua V. Himes, The Morning Watch, 20 de fevereiro de 1845.)

Os fatos históricos mostram que o movimento milerita estava em grande parte confinado ao nordeste dos Estados Unidos . Há poucas evidências de que alguma vez tenha penetrado muito no sul ou no oeste dos Estados Unidos, e muito menos no mundo inteiro! Havia um pequeno interesse na mensagem no sudeste do Canadá e talvez entre 2.000 e 3.000 seguidores na Grã-Bretanha. Havia um punhado de crentes em alguns lugares dispersos na Europa, mas a mensagem realmente só pegou no nordeste dos Estados Unidos, onde recebeu talvez 50.000 adeptos.

Embora a mensagem tenha sido levada a algumas estações missionárias, é uma falsidade completa afirmar que essa foi uma mensagem mundial que foi enviada a todas as nações, línguas e pessoas! Em 1844, havia aproximadamente 1.250.000.000 de pessoas vivendo na terra. Há pouca ou nenhuma evidência de que essa mensagem tenha chegado aos seguintes povos:

  • 17 milhões no sul dos EUA e oeste dos EUA / Canadá

  • 110 milhões na África (isso foi antes de David Livingstone abrir a África)

  • 36 milhões na América Latina e no Caribe

  • 800 milhões na China, Japão, Filipinas, Sudeste Asiático, Índia, Paquistão e Oriente Médio

  • 275 milhões na Rússia e no resto da Europa

Das 1,25 bilhão de pessoas no mundo, apenas aproximadamente 12 milhões no nordeste dos Estados Unidos, sudeste do Canadá e Londres tiveram a oportunidade de ouvir a pregação milerita e não há como dizer quantas delas realmente ouviram a mensagem. Portanto, menos de 1% da população mundial teve chance de ouvir a mensagem de Miller - quase todos que falavam inglês!

Mesmo no ano de 2020, a mensagem do evangelho ainda não penetrou em todos os grupos de idiomas do mundo. Como uma mensagem que alcançou menos de um por cento da população mundial - principalmente falantes de inglês - pode ser o cumprimento de uma profecia que deveria ser "aplicada a todas as nações, tribos, línguas e pessoas?

O Movimento de 1844 não poderia ter cumprido as mensagens do primeiro e do segundo anjos de Apocalipse 14, que descrevem uma mensagem mundial que atinge todas as nações, todas as línguas e todos os grupos étnicos! Assim sendo, a ideia de um movimento religioso surgindo em 1844 por vontade de Deus, se configura apenas como massa de manobra. A própria evidência testifica isso, sim, a mensagem deve ser levada a todos os povos e não 1% dos povos. Portanto, se o grupo profético não é uma realidade bíblica, muito menos seria a sua profetiza. Mt. 24. 14 “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.


quarta-feira, 1 de julho de 2020

A trindade está implícita no livro do apocalipse?

Os teólogos trinitários são enfáticos em afirmar que o livro de revelação (apocalipse) testifica, ou ao menos apoia a ideia da trindade. Será assim mesmo? Ap. 1. 1 “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João.”

Como o próprio verso nos diz, o livro do Apocalipse é "a revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu". Desde o primeiro versículo somos informados que Jesus não é Deus. Mas, Deus é diferenciado de Jesus. O Deus de Jesus Cristo lhe deu essa revelação. Na verdade, todo o livro vem testificar essa realidade, a saber, a diferenciação entre Jesus e Deus.

Ap. 1. 5-6 “E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” O verso seis é claro em dizer que Deus não é somente o pai de Jesus, mas também o seu Deus, seria estranho defender a ideia de um Deus ter um Deus no sentido estricto da palavra, não no sentido lato.

Assim sendo, o Pai é o Deus de Jesus Cristo, tanto no livro do Apocalipse como em outros livros do NT. Eles testificam muitas vezes sobre essa realidade, Jo. 20. 17 “Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” Rm. 15. 6 “Para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” 2ª Co. 1. 3 e 31 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” “O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.”

Ef. 1. 3 e 17 “ Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.” 1ª Pe. 1. 3 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” Outros versos no livro do apocalipse onde nos é mostrado o próprio Jesus se dirigindo a Deus como o seu Deus, Ap. 3. 2 “Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.”

E isso é consolidado no verso, 12 onde, Jesus se referiu ao "meu Deus" por quatro vezes, Ap. 3. 12 “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome”. E um fato importante deve ser destacado aqui, essas declarações ditas Por Jesus foram feitas após a sua ressurreição e assunção.

Em outras palavras, este este Cristo ressuscitado e glorificado que está à direita de Deus, diz por si mesmo que tem um Deus. Assim sendo, Jesus Cristo não apenas é distinguido do Pai no livro do Apocalipse, mas também é distinguido de Deus. O Livro do Apocalipse distingue claramente entre o Deus Todo-Poderoso, “Aquele que está sentado no trono” Ap. 4. 10-11 “os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” E “o Cordeiro” Ap. 5. 11-12 “Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.”

Percebe-se claramente que existe uma distinção e essa sem confusão, o Cordeiro não é Deus (que está sentado no trono), Deus não é o Cordeiro que foi morto. Todos aqueles que estão ao redor do trono reverenciam a Deus, porque Ele é o Deus que tudo criou. O Cordeiro também é reverenciado, não porque ele é Deus, mas porque ele foi morto e pelo seu sangue resgatou homens para Deus, Ap. 5. 9 “E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.”

O livro do apocalipse nos informa, que “o Cordeiro, parado em pé, como se tivesse sido morto” refere-se a Jesus, o Messias, que foi morto, mas depois ressuscitou dentre os mortos. Deus, por outro lado, não morre e por isso não ressuscita dentre os mortos. Observe como o Cordeiro é continuamente diferenciado de Deus, que está sentado no trono. Ou seja, Deus não é o Cordeiro, e o Cordeiro não é Deus. Vejamos mais distinções: Ap. 5. 13 “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.”

Ap. 6. 16 “E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro.” Ap. 7. 9 -10 “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.”

Várias outras passagens no livro do apocalipse, fazem essa mesma distinção, entre Deus, e o Cordeiro, no entanto, nós não iremos atentar em todas elas. Ap. 22. 1-3 “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.” Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão.” Esses dois últimos versos que fazem referência a Deus e ao Cordeiro, contêm a frase “o trono de Deus e do Cordeiro”.

Alguns trinitarianos afirmam que esta frase mostra que o Cordeiro é Deus. Mas essa suposição está errada por vários motivos: Também nesses versos, Deus se distingue do Cordeiro. Quem é Deus? Ele não é o Cordeiro. O Cordeiro foi morto e ressuscitado. Deus não morreu e por isso não foi ressuscitado. A interpretação trinitariana ignora todas as outras referências no livro do Apocalipse, que também diferenciam entre Deus e o Cordeiro.

As quais afirmam que o Cordeiro tem um Deus. O Cordeiro compartilha do trono de Deus porque Deus o concedeu, Ap. 3. 21 “ Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” Mt. 28. 18 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Há outras passagens testificando que Davi e Salomão se assentaram no trono de Deus. 1ª Cr. 29. 23 “Salomão assentou-se no trono do Senhor, rei, em lugar de Davi, seu pai, e prosperou; e todo o Israel lhe obedecia.” 

Mas, nem Davi, nem Salomão eram deuses, pelo fato de terem se assentado no trono de Deus para governar, eles foram representantes de Deus, no trono de Deus, como escolhidos, foram reis, ungidos por Deus. Assim sendo, foi concedido a eles sentar-se no trono de Deus, mas nem por isso podemos considerá-los como sendo Deus no sentido estricto. O mesmo aconteceu com o ressuscitado Jesus Cristo.

Está claro no livro do Apocalipse, que Jesus Cristo, o Cordeiro foi morto, mas que agora vive, o primogênito dentre os mortos, o começo da criação de Deus, não é Deus. As vezes, os trinitarianos dizem que a divindade de Cristo foi revelada aos apóstolos gradualmente ou progressivamente. Se fosse esse o caso, deveríamos encontrar o próprio Jesus apresentado-se como Deus no livro do Apocalipse, o último livro do Novo Testamento. No entanto, esse não é o caso. Em vez disso, o livro do Apocalipse distingue entre Deus e Jesus. A revelação nos diz que Deus não é Jesus e que Jesus não é Deus.



quarta-feira, 3 de junho de 2020

Deus, o criador é um Deus absoluto.

No assunto anterior, Eu disse que a cristandade tornou o Deus criador em uma verdade relativa; quando me refiro a cristandade, digo o cristianismo pós bíblico, a começar pelos pais da igreja. Recapitulando um pouco sobre o assunto, relembramos os versos onde Jesus dialogou com o escriba, Mc. 12. 28-29 “Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!”.

Mc. 12. 32 “Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele”. Vemos neste verso uma declaração importante do escriba, ele diz que é com verdade que Deus é um, de único. Interessante também a resposta de Jesus para o escriba, se Jesus fosse relativizar essa verdade essa era a hora, mas não foi assim, pelo contrário, Mc. 12. 34 “Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo”.

Todo o NT. Tem atestado essa realidade, de que Deus é um, e isso no sentido estrito da palavra, não existe por parte dos apóstolos a ideia de que um é três e que três formam? um. Sabemos que a doutrina relativa de quem é Deus, passou a tomar forma com os primeiros padres da igreja, o anti-semitismo foi uma peça chave para a reinterpretação da bíblia, naqueles dias, interpretar a bíblia, principalmente o NT. De uma forma menos judaica foi primordial para os primeiros interpretes do período pós bíblico, tanto, que na sua grande maioria aqueles homens não pertenciam ao povo judeu.

Por outro lado devemos entender, que muitos judeus rejeitaram a ideia do Messias crucificado, naturalmente a igreja gentílica deveria assumir a sua função, função essa de propagação do evangelho, mas não era necessário a reinterpretação de quem ou como a partir dali seria Deus, muito menos a necessidade de se introduzir um novo Deus como conhecemos atualmente, infelizmente devido a isso temos não só um novo Deus, como também um novo “evangelho”.

Ex. 20. 3 “Não terás outros deuses diante de mim.” Essa foi a ordem expressa vinda do próprio Deus, no entanto os homens perverteram essa realidade, transformaram o “diante de mim” para o “diante de vós”; e isso pode ser visto no credo de Atanásio, o credo de Atanásio é dividido em 44 pequenos tópicos, vejamos a relativização de quem é Deus: o item 3 do credo católico diz: (A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus.) Ao passo que a bíblia diz: Tg. 2. 19 “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem”.

Sem entrar na questão relacionada aos demônios, mas atentando somente para aquilo que diz respeito a Deus, o verso nos diz que fazemos bem em crer que Deus é um só, mas seria esse um de único ou um “um composto”? 1ª Co. 8. 6 “Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.” Este verso não deixa dúvidas, aqui nos é dito claramente que esse único Deus é o pai, não deixa margem para dúvidas e especulações, essa é a verdade.

Além disso, não só essa realidade é confirmada, como faz uma diferenciação entre Deus, no caso o pai, e o Senhorio atribuído a Jesus Cristo, a diferença está entre ser Deus, e Senhor, não, não é a mesma coisa, o senhorio atribuído a Jesus está relacionado a questão humana, mais propriamente ao domínio absoluto no novo reino. Quando disse que o cristianismo pós bíblico inseriu um novo Deus na religião, isso pode ser visto no credo de Atanásio, com relação a quem é o Deus verdadeiro, não havia nenhuma necessidade de se instituir um credo, bastava ver o que a bíblia diz, e a bíblia diz exaustivamente que Deus é um, diferente de ser um, trinitário.

Ainda com relação ao credo católico isto é, cristão nos é dito: (O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. (11) Contudo, não há três eternos, mas um eterno. (12). Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado). Como? Surgem duas questões interessantes, a primeira é o argumento de que os teólogos do primeiro século, por inspiração, tiveram uma visão privilegiada sobre Deus, e que nós devido a nossa insignificância não podemos compreender.

Segundo; mesmo que não possamos compreender, devemos aceitar pela fé... Bem, na verdade esses são argumentos fracos e falhos, visto que não houve inspiração nenhuma para redefinirem quem é Deus, pelo contrário, a doutrina sobre Deus já estava há muito definida, o que houve na realidade foi uma disputa interna, disputa essa objetivando definir qual credo definiria quem é Deus. E depois, aceitar uma doutrina baseada na visão filosófica de alguns homens não inspirados, não há fé que baste. Pelo contrário, deve-se fazer a mesma pergunta, faltou fé para esses homens aceitarem a revelação bíblica de quem é Deus? Sim, faltou.

Outro fato importante está relacionado com a questão numérica sobre Deus, não existe em parte alguma da bíblia ensinamentos contrários a lógica, muitos dirão: - os milagres existem... sim, mas os milagres contrariam as leis naturais que regem as criaturas, nós somos regidos pela lógica, lógica essa determinada pelo próprio Deus, assim sendo Deus não poderia estipular algo que fosse contrário a sua própria natureza, ou seja, um vai ser sempre um não três. Dt. 4. 35 “A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão ele.” Logo esse “Ele” se refere a um, não se refere a três para que possa significar um.

O Deus criador apresentado por toda a bíblia, é descrito literalmente como sendo um. Já o Deus relativo, que foi reinterpretado a partir do 1º século, é um Deus “que deve ser”, como assim, deve ser? Ora, nenhum teólogo por mais sábio que seja, pode garantir por meio de sua sabedoria e filosofia, que um Deus possa ser três pessoas distintas e que essas mesmas três pessoas distintas não são três deuses. É impossível tal explicação. Dn. 2. 28 “Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas”.

Muito interessante o relato de Daniel, “há um Deus no céu”. Aqui não há respaldo bíblico para interpretarmos a ideia de que existe um Deus no céu manifestado em três pessoas, seria ir contra a lógica, acreditarmos que três pessoas formam um único Deus, não conseguimos desassociar à pessoa de Deus; isso baseado no pensamento Antropomórfico, isto é associarmos Deus, com características humanas, (pessoas). O credo trinitário estipulado por Atanásio continua dizendo: O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado. (21) O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado.

Segundo este credo, Jesus não foi criado, mais sim, gerado. Isto significa que o Deus da cristandade continua sendo um Deus relativo, isto pelo fato de que atualmente os teólogos trinitários contrariando o credo universal, reinterpretaram mais uma vez quem é o Deus trindade. Na atualidade, Jesus não é mais designado como sendo gerado, conforme o credo de Atanásio, segundo a reinterpretação teológica moderna, Jesus não foi feito, nem gerado, mas igualmente o pai e o Espírito Santo, ele também é eterno. O que temos na cristandade, é um Deus criado, reinterpretado por teólogos e filósofos, relativo e confuso em sua identificação.



















sexta-feira, 1 de maio de 2020

Deus, o criador, deve ser baseado na verdade absoluta.


2ª Co. 13. 8 “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”. Este verso é interessante e muito importante, a importância dele abrange todas as áreas de nossas vidas, inclusive aquela que delineia a nossa crença. A pergunta a se fazer é: o que é a verdade? É uma pergunta muito simples. Obviamente, responder não é tão simples. Podemos oferecer definições como "A verdade é aquela que está de acordo com a realidade, ou fato". Mas essa definição básica não está completa porque está aberta à interpretação e a uma ampla variedade de aplicações. O que é realidade? O que é fato? E assim por diante.

Para que a verdade seja definida adequadamente, teria que ser uma declaração factual e lógica correta. Em outras palavras, teria que ser verdade. Mas, talvez pudéssemos olhar mais longe a verdade, determinando o que não é. Verdade não é erro. A verdade não é auto-contraditória. Verdade não é engano. Certamente, pode ser verdade que alguém está sendo enganado, mas o engano em si não é verdade.

Dentro do contexto bíblico podemos encontrar verdades relativas? Sim, podemos, 2ª Cr. 9. 28 “Importavam-se cavalos para Salomão, do Egito e de todas as terras.” A visão de todas as terras do autor do texto, não é a mesma visão que temos do mundo na atualidade, por isso a realidade neste contexto é relativa, o mesmo pode ser entendido no que se refere ao conhecimento astronômico dos dias bíblicos, Js. 10. 13 “E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”.

O pensamento geocêntrico era uma verdade para as pessoas dos dias bíblicos, no entanto não é mais uma realidade para os nossos dias. O mesmo acontecia com as pessoas doentes naqueles dias, a verdade que permeava a mentalidade da época era que os doentes estavam possuídos, por que era assim? A doença geralmente não é visível ou palpável, assim sendo era algo espiritual que acometia o indivíduo, portanto, neste aspecto a verdade para eles não é a mesma para nós.

A grande questão a ser analisada está no fato de que esses detalhes não torna o relato bíblico uma mentira, a crença destacada nesses casos (toda a terra, o sol se deter, as doenças serem manifestações de espíritos) é uma crença baseada na tradição e na falta de conhecimento, lembrando sempre que não foi objetivo da bíblia ir contra a linguagem e conhecimentos da época. Outro fato é que essas verdades relativas não ferem a espiritualidade nem mesmo a divindade. Não podemos considerar esses itens como sendo doutrinários, pelo contrário.

Mas, as pessoas podem questionar dizendo, se a bíblia testifica que os demônios foram e são as causas das doenças, então naturalmente ela está se contradizendo... mas isso não é uma realidade doutrinária e sim uma realidade para época, no que diz respeito a questão teológica e mesmo doutrinária, a bíblia não apoia o dualismo, ou seja, um ser espiritual disputando com Deus, ao menos três versos bíblicos clareia essa questão, Is. 40. 18 “Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?”

Is. 40. 25 “A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? — diz o Santo”. Is. 46. 5 “A quem me comparareis para que eu lhe seja igual? E que coisa semelhante confrontareis comigo?” Percebe-se nestes versos o próprio Deus jogando por terra a questão do dualismo. Assim sendo, percebemos que a verdade relativa encontrada na bíblia, está interligada com as interpretações sugeridas e tidas como realidade da época, no entanto, tal interpretação e pensamento não fere a questão teológica principal, ou seja, Deus. 

O questionamento levantado para o Deus da bíblia, sua autoridade e sua criação, não pode surgir de pessoas que professam crer na bíblia, quando os céticos em todas as variantes fazem isso, pode ser visto como algo natural, haja vista que o objetivo deles é desacreditar a bíblia perante uma sociedade afetada pelo materialismo, mas quando ao longo dos séculos vemos pessoas reinterpretando a teologia, essa ciência ou estudo que se ocupa de Deus, de sua natureza e seus atributos, contribui para relativizar a verdade sobre quem é Deus.

A bíblia precisa ser interpretada? Naturalmente! No entanto, o mesmo não pode ser dito sobre quem é Deus. Ou pelo menos, não podemos reinterpretar aquilo que a própria bíblia testifica de quem seja Deus. Por exemplo, vimos a cima, nos versos de Isaías, a bíblia dizendo que não existe um concorrente para Deus, jogando por terra a crença no dualismo pagão, tão difundido e defendido pela maioria das denominações cristãs.

A bíblia também nos apresenta uma fartura de versos dizendo que Deus é um, Is. 44. 24 “Assim diz o Senhor, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o Senhor, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra”. Lc. 18. 19 “Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus.” Gl. 3. 20 “Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um.” Rm. 16. 27 “Ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!”

Paulo, Jesus, Isaías, não foram eles que elaboraram tal descrição, de que Deus é um, essa informação é bem anterior, alias, foi dita pelo próprio Deus, Ex. 20. 3 “Não terás outros deuses diante de mim”. Segundo a língua portuguesa, o pronome oblíquo mim, refere-se a 1ª pessoa do singular (eu) : mim, comigo. Quando Deus disse, (Mim), obvio que Ele não estava tratando da primeira pessoa do plural, que seria: nós, conosco, ou seja, Ele não disse, “diante de nós”.

Outro fato interessante é que desde essa declaração pós êxodo, passaram-se vários anos, e sempre, cada personagem bíblico em sua época sustentaram a unicidade de Deus, percebe-se claramente que para os escritores bíblicos tal unicidade de Deus já era algo definido determinado e terminado, outra questão importante foi que nenhum deles tentaram reinterpretar quem era Deus, fica evidente que Deus se auto revelou, não foi necessário um interpretação para poder entender quem é Deus.

É evidente por toda a bíblia que Deus é um. Não podemos dizer o mesmo da teologia cristã pós bíblica. Os primeiros teólogos da era cristã mudaram o entendimento daquilo que a bíblia diz ser Deus. Para eles, Deus continua sendo um, porém, esse um, é compartilhado por três, eles continuam insistindo, não importa, esse três deve ser entendido como sendo um. A pergunta a se fazer é: não estaria esses mesmos teólogos transformando a verdade de Deus em uma verdade relativa? Naturalmente!

Se por milhares de anos Deus foi descrito como sendo um ou uma unicidade, logo, se alguém diz que ele não é tão um conforme a bíblia assim o diz, então naturalmente a verdade dessa unicidade é relativa. Mas, não é esse o ensino bíblico, pelo contrário, combatendo essa aparente relatividade, vejamos os seguintes versos: Mc. 12. 28-29 “Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos?


Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!” O interessante é que a pergunta feita pelo escriba, foi direcionada justamente para aquele que os teólogos trinitarianos dizem ser Deus, mas o próprio Jesus desmente essa tentativa de relativizar a verdade sobre o único Deus, Mc. 12. 32 “Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele”. Vemos neste verso uma declaração importante do escriba, ele diz que é com verdade que Deus é um, de único.

A outra questão está na resposta de Jesus para o escriba, se Jesus fosse relativizar essa verdade essa era a hora, mas não foi assim, pelo contrário, Mc. 12. 34 “Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

A antiga aliança não foi feita com todos os povos.


As igrejas cristãs em geral, tem ensinado ao longo dos séculos sobre a grande importância do nosso Senhor Jesus Cristo. E essa importância pode ser resumida nos escritos do profeta Isaías, Is. 49. 6 “Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Neste verso relacionado ao Messias prometido, nós encontramos ao menos, duas questões teológicas muito expressivas.

A primeira questão refere-se a salvação até a extremidade da terra. Sabemos pela bíblia, que os judeus foram escolhidos por Deus, com o intuito de serem os portadores da primeira aliança, Ex. 24. 8 e 12 “Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras. Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.”

Percebemos aqui uma questão muito importante no verso, (para os ensinares). Naturalmente quando alguém é ensinado sobre algo, significa que tal pessoa não possui conhecimento pleno ou mesmo básico, daquilo que lhe está sendo ensinado, com relação a vontade de Deus para o povo hebreu é exatamente isso que a bíblia está nos dizendo, o povo que saiu do Egito, não conhecia a vontade de Deus, Dt. 5. 2-3 “O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.”

E o mais interessante é que não só os judeus desconheciam a vontade de Deus, antes, e mesmo após Deus ter feito a primeira aliança com eles, os outros povos continuaram na ignorância com relação a Deus e a sua vontade, Sl. 147. 19-20 “Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” O NT. Confirma essa realidade, Ef. 2. 11-12 “Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Estes versos de Efésios confirmam exatamente Isaías 49, onde lemos a profecia de que o Messias seria à luz para os gentios, baseado nos versos lidos, referentes a antiga aliança vemos a importância do Senhor Jesus Cristo para nós os gentios; não tínhamos nenhum conhecimento do Deus criador e muito menos daquilo que é exigido para nós. Outro fato importante destacado por Isaías é que Ele, o Messias, foi posto por Deus para ser a salvação até a extremidade da terra, e essa salvação foi ratificada pela morte e consumada quando Deus o ressuscitou dos mortos.

E ser luz dos povos é ser o guia daqueles que foram chamados a salvação, notem que luz dos povos deve ser entendido como: mostrar, clarear, guiar aqueles que anteriormente não tinham conhecimento de Deus. E aqui entra algo bastante importante, sobretudo para as denominações religiosas que dizem que Deus nos instruiu por meio do AT. Entre outras coisas a não comermos “isso ou aquilo” por causar mal a saúde. 

Ora, realmente a bíblia diz no AT. Que os judeus e exclusivamente eles, visto que toda a antiga aliança foi escrita para eles, não deveriam usar certos tipos de alimentos considerados imundos, no entanto ela não diz absolutamente nada sobre a saúde, e muito menos de que o gentio deveria participar de tal restrição. Não é meu interesse estimular o que alguém deve ou não comer, não ganho nem perco nada com isso, o meu objetivo é analisar pela bíblia o que ela testifica de verdade a esse respeito.

Que a aliança do AT. Não foi direcionada aos povos, isso é comprovado pelos versos lidos acima, assim sendo, a lei dietética estava integrada dentro da antiga aliança. Logo, não é justificável que alguns líderes denominacional venham dizer que o Covid 19 foi disseminado pelo fato dos chineses comerem o que é proibido pela bíblia. Primeiramente há de convir que Deus não estabeleceu nenhuma aliança particular com os chineses, assim como estabeleceu com os judeus, atualmente os chineses como todos os outros povos estão de baixo da misericórdia de Deus, isso por meio de Jesus Cristo baseado na nova aliança. 

Não quero entrar na questão daquilo que os chineses consideram alimento, vale a pena ressaltar o fato de que se Deus não instituiu uma aliança particular com nenhum outro povo exceto Israel, logo não existe uma norma alimentícia, legal, escrita para eles, assim como existe para os judeus. 

Para os outros povos, os que aderiram a nova aliança existem mandamentos, que direciona o principio e a espiritualidade do convertido, At. 15. 19-20 “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.”

Existem claro, muitos outros versos que devem reger a conduta do cristão e que na grande maioria não é colocado em prática, quer seja por incapacidade espiritual ou mesmo por negligência e Eu me incluo nesse grupo, mas devemos atentar para o verso 19 onde diz: “que, dentre os gentios, se convertem a Deus”. Essa é a questão, (com relação a China o cristianismo existe na região desde pelo menos o século VII, e conquistou alguma influência nos últimos 200 anos.

O crescimento da fé vem sendo particularmente significante desde a diminuição das restrições sobre a religião feitas pela República Popular da China desde a década de 1970. As práticas religiosas ainda são controladas com firmeza pelas autoridades governamentais; apenas chineses com mais de 18 anos de idade que residam no país recebem a permissão de se envolver em encontros cristãos sancionados oficialmente pelo Conselho Cristão da China). Fonte: Wikipédia.

Assim sendo, não existe como exigir dos chineses uma prática culinária nos moldes ocidentais, outros fatores também contribui para uma forma de se alimentar diferente da nossa... Naturalmente nós ocidentais e principalmente cristãos, jamais iremos comer ratos, morcegos e aranhas, algo imundo para os judeus e repugnante para os cristãos, mas acredito que a falta de conhecimento de praticas simples, como por exemplo, cozinhar bem o alimento, ou não ingerir certas coisas cruas traria um bem maior para a saúde.

Voltemos a questão anterior, Jesus veio revelar a vontade de Deus para os povos, algo que não era compartilhado conosco, as leis dietéticas do AT. Não se refere a lei de saúde, mas sim uma lei cerimonial, demonstrando naquela época, que os judeus e suas práticas, eram limpas, puras, ao passo que os gentios e suas práticas, eram consideradas sujas e impuras, Lv. 10. 10 “Para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo.

domingo, 1 de março de 2020

O surgimento do adventismo e a doutrina da porta fechada.


Mt. 25. 10 “E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.” Esse texto é a base do assunto que trataremos a seguir, falaremos sobre a porta fechada, assunto que por vários anos foi ensinado nos primórdios do adventismo, isso mesmo, foi ensinado, atualmente não é mais. Por vários anos esse assunto foi de grande importância para o movimento profético, isto é: para a igreja que estava surgindo como a restauradora da verdade.

Será que existe realmente uma espécie de intriga por parte daqueles que analisam as questões concernentes ao adventismo? Existe um argumento no meio do adventismo, onde é dito que aqueles que saíram de suas fileiras são pessoas, rixosas, intrigueiras, e, ou iludidas pelo “inimigo”. Seria isso mesmo? Ou existe por parte de muitos que se converteram do adventismo uma tentativa para tentar externar e mostrar os erros da denominação?

O adventismo propaga aos quatro ventos que é a única denominação religiosa do meio cristão que possui toda a verdade acerca da bíblia. Argumentam ainda que essa verdade está baseada em alguns princípios, entre os quais estão: a questão do santuário, os conselhos sobre saúde, a guarda dos mandamentos, a orientação profetica, e o surgimento denominacional com dia marcado.

Todas essas prerrogativas foram e são imperativas no meio do adventismo, por exemplo: a questão do santuário define o surgimento do adventismo como denominação escolhida por Deus. O mesmo se dá com relação a “guarda” dos mandamentos; para eles, a data marcada para o surgimento da denominação é apenas uma manifestação do plano de Deus para o surgimento de sua igreja.

Mediante isso os incautos caem na armadilha do movimento profetico, e as pessoas são doutrinadas de tal forma a ver somente o que interessa a denominação, os instrutores dos néscio argumentam incessantemente de que a denominação veio a existência por vontade absoluta de Deus. Mas a grande questão é, são imparciais os adventistas? O outro lado da moeda é mostrado? Infelizmente não.

Por exemplo: é fato que a questão do surgimento do adventismo em 22 de outubro de 1844 ser baseado nas visões e informações de Ellen G White não procede; no livro O Grande Conflito na pág. 400 ela diz: “O décimo dia do sétimo mês, o grande dia da expiação, tempo da purificação do santuário, que no ano de 1844 caía no dia 22 de outubro”... como a questão da purificação do santuário é referente ao calendário judaico basta fazer uma conversão, e ao contrário do que disse E. G. W. o dia 10 do sétimo mês de 1844 não foi em 22 de outubro, mais sim 2ª feira 23 de setembro de 1844.

Vemos aí um erro crasso, grosseiro, algo que não poderia ter surgido de uma profetiza, assim sendo o surgimento do adventismo, ou surgimento profético, foi baseado por meio de adaptações dos textos bíblicos, e todas essas adaptações tem um contexto formulado, como exemplo vimos a questão do dia da expiação; existe também os 2300 dias os quais foi adaptado para 2300 anos e existe na história do adventismo a questão da porta fechada. Questão essa que não é divulgada atualmente no meio do adventismo.

O que seria isso? Mt. 25. 1-2 “Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.” segundo a interpretação do movimento profetico as cinco virgens prudentes foram aqueles que abraçaram a causa do advento, ou seja, esperavam a volta de Jesus, já as cinco néscias foram os crentes, que a princípio simpatizaram com a ideia propagada por Guilherme Miller, contudo não eram tidas como prudentes.

E porque elas não eram prudentes? Pelo fato de não terem levado azeite em suas lâmpadas, Mt. 25. 3 “As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.” A interpretação dada pelo movimento profetico foi que Jesus não veio no dia marcado no momento esperado, e para isso eles se valem do seguinte verso, Mt. 25. 5 “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.”

O fato do verso bíblico dizer que a volta de Jesus foi retardada, caiu como luva para a interpretação do movimento profetico, mas como os versos a seguir de Mateus descrevem a chegada do noivo eles adaptaram a sua maneira, a fim de que a profecia assegurasse o surgimento do movimento profetico, O fato do verso cinco dizer que o noivo tardou a sua vinda, foi para o movimento do advento o que renovou a esperança de sua decepção. Quando Cristo não retornou como era esperado pelo movimento profetico em 1844, houve grande confusão entre os seguidores de Guilherme Miller.

A maioria dos mileritas retornaram às suas antigas igrejas, mas outros se recusaram a retornar. Para alguns, era muito humilhante. Para outros, os obstáculos eram grandes demais. Então, essas pessoas se uniram em vários grupos, entre eles, as Testemunhas de Jeová, a Igreja de Deus (do sétimo dia). Foi no grupo que mais tarde se tornou a Igreja Adventista do Sétimo Dia que o ensino da "porta fechada" se desenvolveu. Esses adventistas acreditavam firmemente que haviam dado o "clamor da meia-noite"

Mt. 25. 6-9 “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o.” Para eles, Jesus o noivo, veio à "ceia das bodas" em 22 de outubro de 1844.

Não a terra como anteriormente esperavam, porém Ele mudou-se do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo, isso no céu. Ao fazer assim, Cristo fechou a porta da salvação a todos, exceto aos crentes do Advento que haviam se juntado ao movimento de Guilherme Miller. Eles acreditavam que Jesus estava "fechado" com Seu povo especial, preparando-os para receber em Seu reino. Eles acreditavam que desde 22 de outubro de 1844, Cristo estava ministrando apenas a Israel (os crentes do Advento). Eles ensinaram que Cristo estava testando Seus filhos em certos pontos da verdade, como o sábado do sétimo dia, e que o trabalho deles, do movimento do advento, para a salvação de outros estava terminado.

A seguir algumas declarações de E. G. W sobre a questão da porta fechada, Ela diz: “Sábado, 24 de março de 1849, tivemos uma reunião agradável e muito interessante com os Irmãos em Topsham. O Espírito Santo foi derramado sobre nós e fui levado no Espírito, à cidade do Deus vivo. Ali me foi mostrado que os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, relativos à porta fechada, não podiam ser separados, e que o tempo para os mandamentos de Deus brilharem, com toda a sua importância, e para o povo de Deus ser provado na verdade do sábado.

Foi quando a porta foi aberta no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial, onde a Arca ou seja, contendo os dez mandamentos. Esta porta não foi aberta até que a mediação de Jesus terminou no Santo Lugar do Santuário em 1844. Então, Jesus se levantou e fechou a porta no Santo Lugar, e abriu a porta no Santíssimo, e passou por dentro. o segundo véu, onde ele agora está ao lado da arca; e onde a fé de Israel agora alcança”. Israel para Ela era o movimento do advento. Ela continua:

Vi que o presente teste no sábado não poderia acontecer até que a mediação de Jesus no Santo Lugar estivesse terminado; e ele passara dentro do segundo véu; portanto, os cristãos que adormeceram antes da porta ser aberta no Santíssimo, quando o clamor da meia-noite terminou, no sétimo mês de 1844”. O clamor da meia noite refere-se a Mateus 25. E por que eles interpretaram assim Mt. 25. 10 “E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.”

Mais declarações sobre a porta fechada da salvação: “Vi que os misteriosos sinais e maravilhas e falsas reformas aumentariam e se espalhariam. As reformas que me foram mostradas não foram reformas do erro à verdade; mas de mal a pior; para aqueles que professavam uma mudança de coração, apenas vestiam sobre eles uma roupa religiosa, que encobria a iniqüidade de um coração perverso. Alguns pareciam ter sido realmente convertidos, de modo a enganar o povo de Deus; mas se seus corações pudessem ser vistos, eles pareceriam mais negros do que nunca. Meu anjo acompanhante me pediu que procurasse o sofrimento da alma pelos pecadores, como costumava ser. Eu olhei, mas não pude ver; pois o tempo para a salvação deles era passado”.

O tempo de salvação deles estava no passado, para ela a porta da salvação estava fechada. Outra declaração dela: “Pois sabemos que o dono da casa se levantou em 1844 e fechou a porta do primeiro apartamento do tabernáculo celestial; e agora esperamos certamente que eles "irão com seus rebanhos", "buscarão o Senhor; mas não o encontrarão; ele se retirou (dentro do segundo véu) deles". O Senhor me mostrou que o poder que está com eles é uma mera influência humana, e não o poder de Deus”.

* Revista, Verdade Presente, 1849.



sábado, 1 de fevereiro de 2020

O Jesus bíblico, livre das tradições humanas.


A partir do momento que começamos a estudar a bíblia e isso desvinculado das tradições impostas pelo “cristianismo” a nossa primeira tarefa é localizar qual Jesus está na Bíblia. Isso parece bastante fácil, no entanto, todos trazemos para a Bíblia nossos próprios ensinamentos desde a infância, nossos próprios preconceitos culturais e, em particular, nossas próprias tradições herdadas da igreja.

A pergunta é: Jesus existia literal e conscientemente com Deus no céu antes de seu nascimento? Jesus já era o Deus filho pré-existente antes de se tornar um ser humano? O cristianismo tradicional responde afirmativamente: Sim, Jesus sempre existiu como Deus. E eles argumentam da seguinte maneira: De fato, Jesus estava lá no começo da criação do Gênesis com Deus o Pai e com o Deus Espírito Santo .

Nunca houve tempo em que Deus, o Filho, não existisse pessoalmente, mas, a fim de salvar a humanidade perdida, Deus o filho encarnou-se e tornou-se o Jesus humano, deixou de lado sua glória eterna e "tomou carne" para que ele pudesse morrer a fim de redimir a humanidade e nos trazer de volta para Deus.

A teologia moderna chama essa descida literal do céu à terra em "encarnação". Uma série de versículos “padrão” são citados em apoio a esse tipo de pré-existência pessoal e consciente, citarei apenas quatro; Jo. 1. 1No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

Jo. 6. 38 “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. Jo. 8. 58 “ Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou”. E Jo. 17. 5 “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.

Após esses versos qualquer um que leia esses versículos acha natural ver um Jesus que existia real e conscientemente antes de sua milagrosa "encarnação". Isso pode ser chamado de pré-existência 'literal' ou 'real'. É a opinião da maioria defendida hoje. No entanto, existe um segundo tipo de pré-existência que é bastante reconhecido pelos estudiosos bíblicos, mas infelizmente nem sequer é ouvido pela maioria.

Este é um caso em que a ignorância parece uma felicidade. Tal ignorância é desastroso, pois distorce Jesus, arrancando-o de seu ambiente cultural. Tal ignorância cria "outro Jesus", de fato um "falso Cristo" sobre o qual nosso próprio Senhor nos alertou, Mt. 24. 4 “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane”. Com relação a este assunto o modo particular de perceber o mundo na cultura judaica era que algo planejado (isto é, conhecido anteriormente no conselho de Deus) existia na mente nos planos de Deus, mas ainda não manifestado.

Com relação a preexistência muitos estudiosos tem observado que o estado preexistente pode ser descrito como ideal (existência na mente ou no plano de Deus) ou real (existência ao lado e distinta de Deus). Assim, é bem entendido na erudição bíblica que a pré-existência pode significar que algo ou alguém pode literalmente existir no Céu (o modelo ensinado pelos pais da igreja, ou pode ser do tipo 'ideal' judaico, onde algo ou alguém pode existe na mente de Deus antes que Ele literalmente a traga à existência material.


O termo presciência designa a idéia do "conselho" ou plano de Deus antes de todas as coisas, e esse termo está associado com o que a bíblia chama de pré-ordenação. Conforme podemos observar em 1ª Pe. 1. 20 “O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.” Aqui o apóstolo fala de Cristo como um cordeiro “conhecido” através da presciência de Deus antes da fundação do mundo.

Ele tem a idéia de um propósito que determina o curso do procedimento Divino. Essa evidência deve ser seriamente considerada antes de concluirmos que Jesus estava realmente vivo e consciente como Deus antes de sua aparição na Terra; caso contrário, corremos o risco de impor à Bíblia nossa própria leitura cultural tradicional, por mais ortodoxos que possamos ser. A pré-existência segundo o conhecimento judaico é a ideia de que algo ou alguém pode "existir" na mente de Deus antes de se manifestar na história da Terra no tempo designado, isso foi o que Pedro disse.

O que Deus propôs e decreta é considerado tão certo que é mencionado como se já existisse. De fato, Deus é Aquele que "chama as coisas que não são como se fossem" Rm. 4.17 (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem.”

Ou seja, o que Deus promete já existe com Ele "no céu". Quando os judeus falavam de algo ou alguém pré-existente no céu, entendiam que era algo "ideal" mas ainda não era real na terra. Para os sábios judeus ou rabinos, Sete coisas foram criadas antes do mundo existir, e são elas: a Torá o arrependimento, o Jardim do Éden, o Geena, o trono da glória, a casa do santuário e o nome do Messias.

Um exemplo dessa pré-existência ideal judaica, extraído desse comentário rabínico do Segundo Templo e usado como exemplo bíblico, diz respeito ao tabernáculo que Moisés construiu no deserto. Moisés foi instruído a construir o tabernáculo de acordo com um "padrão" que Deus lhe mostrou, Nm. 8. 4 “O candelabro era feito de ouro batido desde o seu pedestal até às suas flores; segundo o modelo que o Senhor mostrara a Moisés, assim ele fez o candelabro.”

O plano celestial deveria ser seguido. Os sacerdotes e o tabernáculo servem como "uma cópia e sombra das coisas celestiais" Hb. 8. 5 “Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.” Mais uma vez, a idéia é que o literal na Terra, já existia anteriormente no Céu, na mente e nos propósitos de Deus.