sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O conceito bíblico de inferno.

O conceito popular de inferno ensinado pelas denominações cristãs é um lugar de punição para as "almas imortais" dos maus imediatamente após a morte, ou o lugar de tormento para aqueles que são rejeitados no julgamento. No entanto, Bíblia ensina que o inferno é a sepultura, onde todos os homens são levados ao morrer. A palavra original hebraica "sheol", traduzido em versões mais antigas da Bíblia como "inferno" significa "um lugar coberto."

A crença de que alguém jamais poderá sair do inferno não é encontrada na bíblia, um homem justo pode ir para o inferno (a sepultura) e depois voltar. Os. 13.14 " Eu os remirei da mão do inferno, e os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua perdição? O arrependimento está escondido de meus olhos”. Da mão do Seol [inferno que é o mesmo que sepultura] Deus vai redimir o seu povo.

Esta passagem é citada por Paulo em 1ª Co. 15. 55 “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” E aplica-se a ressurreição na volta de Cristo. Além disso, tendo em vista a segunda ressurreição "Morte e Hades [grego para" inferno "] entregaram os mortos que neles havia" (Apocalipse 20:13). Observe o paralelo entre a morte, ou seja, da sepultura e do inferno, Sl. 6. 5 “Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?”

1ª Sm. 2. 6 “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.” Estas palavras são muito claras, o Senhor mata e da a vida [através da ressurreição]. Ele faz descer à sepultura [inferno, sepultura], e faz subir. Desde o princípio a bíblia propagou a esperança de que os justos serão salvos do inferno, ou da sepultura e isso da através da ressurreição para a vida eterna. Contrariando o ensinamento da cristandade, é possível entrar no "inferno" ou túmulo, e de lá ressurgir através da ressurreição. O exemplo do que estou dizendo foi Jesus, conforme nos diz At. 2. 31 “ Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.”

Observe o paralelo entre a "alma" de Cristo e sua "carne" ou corpo. Que o seu corpo "não foi deixada no Hades" indica que ele estava lá por um período de tempo, ou seja, os três dias quando seu corpo esteve na sepultura. Cristo foi para o "inferno" deveria ser prova suficiente de que não é exatamente um lugar de tormento eterno. As pessoas boas e más vão para o "inferno", ou seja, para o túmulo. E ainda falando sobre Jesus, Is. 53. 9 “E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.” Há outros exemplos na bíblia de homens justos que foram para o inferno, isto é, para o túmulo.

Um dos princípios do castigo de Deus para o pecado é a morte Rm. 6. 23 “ Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” Rm. 8. 13 “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” Tg. 1. 15 “ Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” 

Sabemos pela bíblia que a morte é um estado de completa inconsciência, o pecado resulta em destruição total, não em tormento eterno Tg. 4. 12 “Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” Salvar ou destruir, não é dito salvar e atormentar. Lc. 17. 26-29 “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.”

Nos fatos ocorridos contados por Jesus, os pecadores morreram e que foram e foram destruídos, não nos é dito que eles foram atormentados para sempre. Portanto, não há relato bíblico literal dizendo que os ímpios serão punidos para a eternidade de tormento consciente. Ap. 20. 13-15 “ E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”

É neste sentido que o castigo para o pecado é " eterno" no sentido de que não haverá fim para a morte, inclusive para a própria morte, porém vimos que mesmo o inferno será destruído, isto é sepultura. O Cristianismo associa o "inferno" com a ideia de fogo e tormento. Isto está em nítido contraste com o ensino bíblico sobre o inferno (a sepultura). Sl. 49. 14 “ Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles.”

Significa que a sepultura é um lugar de esquecimento. Apesar da alma, ou corpo de Cristo ter ido ao inferno [sepultura] e não ter visto a corrupção, isso teria sido impossível se o inferno fosse um lugar de fogo. Ez. 32. 26-28 “Ali estão Meseque, Tubal e toda a sua multidão; ao redor deles estão os seus sepulcros; todos eles são incircuncisos, e mortos à espada, porquanto causaram terror na terra dos viventes. Porém não jazerão com os poderosos que caíram dos incircuncisos, os quais desceram ao inferno com as suas armas de guerra e puseram as suas espadas debaixo das suas cabeças; e a sua iniquidade está sobre os seus ossos, porquanto eram o terror dos fortes na terra dos viventes. Também tu serás quebrado no meio dos incircuncisos, e jazerás com os que foram mortos à espada.”

Estes versos dá uma descrição dos poderosos guerreiros das nações vizinhas, que estavam deitados em seus túmulos. Se refere ao costume de enterrar os guerreiros com as suas armas e a cabeça repousando sobre a espada. No entanto, esta é uma descrição do "inferno", o túmulo. Esses homens poderosos deitados no inferno (ou seja, em suas sepulturas), dificilmente dá-nos a ideia de que o inferno possa ser um lugar de fogo. Ainda mais quando encontramos relatos de aparatos físicos como por exemplo, espadas; irem para o "inferno" mesmo tendo todo um do meio cristão onde é ensinamento de que o inferno é um lugar de tormento espiritual, não faz sentido.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O que seria a falsa ciência?

1ª Tm. 6. 20 “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência.” Em que sentido a ciência está sendo considerada falsa por Paulo? No que diz respeito a negação da criação e por fim, do próprio Deus, não está se tratando aqui dos erros e acertos da ciência em outros campos que não seja o teológico.

Podemos afirmar sem medo de errar, que o período em que vivemos é o mais propenso a oposição estimulada, principalmente pela doutrina veiculada da chamada falsa ciência. Porque tem isso acontecido? Pelo fato de vivermos em uma época onde os seres humanos querem de todas as formas se tornarem autônomos, (com relação a Deus) tornando-se autônomos, acaba-se a obrigação de prestação de obediências e por fim a prestação de contas e isso tem se tornado muito atrativo para as novas gerações.

A igreja errou? Sim errou. Mas atuar buscando com isso descredibilizar as pessoas sobre a existência de Deus, não está certo. Por exemplo: dizer que as doenças são causadas por demônios foi um erro da igreja desde o seu nascimento, mas a questão é que a igreja sempre foi composta de pessoas, pessoas estas que viveram o seu contexto e tiveram as suas influências, assim sendo, o simples fato de serem crentes (quando digo crente não me refiro aos suposto protestantes, mas todos aqueles que creem.) 

Sim, o simples fato de terem crido, não os livrou de suas tradições o seu contexto e principalmente daquilo que lhes era encoberto, como as doenças por exemplo. E quanto as catástrofes naturais? Ou melhor, seriam elas uma punição contra as mazelas realizadas pelos homens? Ora, aos olhos da geração atual isso é um pensamento da idade média, mas eu como sou crente ( lembrando sempre a distinção de se crer dos pseudos protestantes da atualidade) tenho a minha interpretação particular, em outras palavras acredito sim que os desastres naturais são uma punição para o mundo pecador.

Bem, eu como crente ainda devo acreditar na existência do pecado, e por falar nisso a bíblia é clara em dizer, Rm. 3. 23 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Aqui é dito que todos, indistintamente são pecadores, isso quer nos dizer que não existe injustiça por parte de Deus quando uma catástrofe atinge uma determinada região, é verdade existem aqueles que não cometem barbaridades, mas isso não os isentam de serem pecadores, Rm. 3. 10 “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer".

Naturalmente este é um pensamento que vai contra a modernidade contra o pensamento da atribuída ciência, mas o problema da referida ciência está em um fato muito simples: como sabemos o que vale como realidade última para a ciência é a comprovação palpável dos fatos, assim sendo fica impossível para a dita ciência querer interferir naquilo que eles não podem penetrar, ou seja, na questão espiritual ou teológica. Como eles podem dizer que Deus não existe se eles não acreditam naquilo que é extra físico? 

Em outras palavras, a ciência só pode comprovar aquilo que pertence a matéria. É fato de que o que causa os desastres naturais são questões pertencentes a realidade física, como por exemplo: esquentou demais, logo é possível ocorrer uma grande precipitação d'água, sim devemos acreditar que existe uma lei ordenada que move essa realidade, mas as leis não surgem do nada e o nada absoluto não pode formular leis, assim Sendo a causa da precipitação da chuva apesar de obedecer uma lei natural não teve um surgimento espontâneo. 

Sl. 14. 1 “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem”. Realmente, a corrupção humana está baseada em cima da negação de Deus. O homem contemporâneo não acredita que o mar vermelho foi aberto pelo poder de Deus, nem mesmo que Jesus operou pelo poder de de Deus a multiplicação dos pães e dos peixes, o argumento é que tal intendimento é fruto somente da fé e portanto, de mentes pertencentes a idade média, para eles o que importa é a evolução trazida pela ciência.

E por falar em evolução e ciência o que podemos entender da teoria da evolução das espécies? Podemos realmente crer na evolução das espécies sem precisarmos ter fé? Na verdade, não temos visto anfíbio se transformar em réptil e nem mesmo macaco se transformar em homem, no entanto os defensores da teoria da evolução dirão que isso nós não veremos acontecer, visto ser um processo que leva milhões de ano. A pergunta a ser feita é: se nós não podemos ver tal processo de transformação das espécies, quem foi então que viu esse acontecimento para garantir a sua ocorrência? 

Quem marcou a sua data com exatidão e coerência? O fato de ocorrerem adaptações na natureza não significa uma evolução propositada do próprio organismo, mas sim uma lei pré estabelecida pelo próprio Deus. Portanto, podemos dizer que a evolução das espécies não é um acontecimento que possa ser demonstrado pela ciência, visto que a ciência só estuda assuntos relacionados ao aspecto físico, e não a questões subjetivas como eles mesmos afirmam.

Sustentar a teoria de que o próprio organismo se auto programou para evoluir não é científico, ao invés disso o ideal seria dizer que uma célula foi programada com o objetivo de ocorrerem certas adaptações, não evoluções tais como anfíbio se transformando em réptil a cerca de 320 milhões de anos na era paleozoica Não existe registro dessa época confirmando tal suposição, particularmente acredito que as palavras de Paulo em sua carta aos romanos descreve a realidade desta teoria, Rm. 1. 22 “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”.

Em resumo, apesar do iluminismo ter conseguido “retirar” Deus do centro de todas as coisas e introduzir em seu lugar o ego humano e suas tendências pecaminosas, não conseguiu com isso sanar as mazelas que afligem a raça humana, mazelas essas em todas as suas formas e espécie, ao contrário, eliminando o Senhorio absoluto de Deus e estipulando a autonomia humana, criou-se um vazio existencial muito grande, criando com isso inúmeras catástrofes na sociedade. Ao menos uma coisa permaneceu, a "fé" ainda que na evolução das espécies.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Haverá resistência quanto a instalação do reino de Deus?


As eleições ocorridas no último mês aqui no Brasil, demonstrou claramente como as pessoas  em sua totalidade são partidárias. Cada indivíduo defende a sua ideologia, e por conseguinte cada forma de ver e de pensar do indivíduo, torna-se uma verdade única, e isso em detrimento do pensamento do outro. Citei as eleições ocorridas aqui no Brasil simplesmente como sendo a base deste assunto, mas acredito piamente, que isso é uma característica intrínseca do ser humano em todos os lugares e em todas as épocas.
Estas poucas linhas acima, são na verdade a base do assunto que tenho proposto, o reino de Deus, o qual a bíblia amplamente destaca que será estabelecido por Jesus Cristo e diferentemente do ensinamento da teologia popular, ele será implantado aqui na terra. E como base religiosa e espiritual para este ensinamento destaco alguns versos bíblicos, dentre eles, Dn. 7. 27 "E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão".
Aqui explicitamente nos é dito que todas as coisas existentes, as quais conhecemos e a que não conhecemos, isto é, aquilo que existe debaixo de todo o céu pertencerá ao reino de Deus, dito desta forma podemos entender que aquilo que é conhecido como sendo debaixo de todo o céu, naturalmente deve ser entendido como sendo sobre a terra, Mt. 5. 5 "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra." Naturalmente tal herança não será dada no atual sistema que ora estamos presenciando, com isso deve de ser entendido que esta declaração de Jesus seja para tempos futuros.
Ap. 5. 9-10 "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra".
Estes versos falam por si só. Os reis, ou seja, aqueles que farão parte da executiva do governo de Cristo, os quais politicamente  dominarão sobre muitos, e os sacerdotes, aqueles que ensinarão as práticas que serão estabelecidas no reino, ainda não estão em vigor na terra, no entanto, o verso diz que este acontecimento se dará sobre a terra, logo deve ficar entendido que esteja falando após a implantação do reino de Deus.
Bem, a pergunta a se fazer é: o que as eleições ocorridas no Brasil tem haver com este assunto? Na verdade as eleições em si não tem nada haver, mas sim a disposição oriundas das tendências partidárias e ideológicas  das pessoas. Isso só nos demonstra que mesmo o reino de Deus, o qual será inaugurado por Cristo, não será implantado sem resistência, acredito que a parábola encontrada no evangelho de Lucas se cumprirá em sua integra, Lc. 19. 14 "Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós".
O ódio a Deus, a Cristo e a todos os seus seguidores, sempre existiu, não é diferente agora, e muito menos na ocasião do seu retorno. Por isso acredito piamente, não só apoiado pelos relatos encontrados na bíblia, mas pelos acontecimentos que se desenrolaram e se desenrolam através da história, de que o reino de Deus não será implantado de forma pacífica.
Ap. 17. 14 "Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis". De uma forma simbólica como é o livro de apocalipse, este verso nos diz algo interessante, de que as autoridades, os que governam sobre as nações, resistirão ao governo de Cristo, em outras palavras tentarão usar mesmo de violência para impedi-lo de reinar. Naturalmente essa tentativa de impedimento se dará sobre tudo por influência daqueles que odeiam as coisas de Deus. Naturalmente quando me refiro a Deus estou dizendo do criador.
Sl. 110. 2 e 6 "O Senhor enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos. Julgará entre os gentios; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de muitos países". Este acontecimento ainda não ocorreu, portanto podemos compreender que se dará no futuro reino de Deus. Deve ficar claro que não escrevo para descrentes, ateus e outras formas de ideologias contrárias ao ensino bíblico.
Contudo, devo dizer apenas que o fato de alguém descrer de algo não torna o torna impraticável, em outras palavras crendo ou não aquelo que irá acontecer acontecerá. Bem a bíblia continua dizendo que o método de transição do reino dos homens para o reino de Deus se dará por meio da força, utilizando ainda do simbolismo encontrado no livro de apocalipse percebemos isso.
Qual o problema com o simbolismo? Só um, o fato dele não nos dizer na integra o que está registrado, mas acredito que por causa da política e mesmo a religiosidade da época, foi o impedimento para que o simbolismo tivesse o seu lugar nos escritos da bíblia, portanto o simbolismo bíblico não significa que ela esteja dizendo palavras desconexas, mais sim tratando da realidade literal de forma diferente ou mesmo incompreensível para alguns.
Ap. 19. 15 "E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso". Alguém poderá dizer, como pode sair uma espada da boca de uma pessoa? Essa espada na verdade será a norma escrita do reino de Deus, ou seja a lei do novo reino, e por ser contrário as ideologias existentes,  nações se sentirão reprimidas por este novo ensinamento e por isso tornar-se-ão resistentes.
Então, o restante do verso nos diz, que ela as nações, serão regidas com vara de ferro, destacando que resistência não será bem sucedida. Alguém dirá: mas então, o reino será imposto por meio da tirania? desrespeitando o direito a democracia... O que eu na verdade posso dizer é que o período de transição, ou seja, entre o reino dos homens para o reino de Deus será turbulento.
Depois também não tem um método de comparação entre a minha vontade e a vontade de Deus, essa ideologia foi inserida através do iluminismo, ideologia esta que tem conseguido transformar a mentalidade do homem em um ser autônomo, segundo se Deus pretende instalar um reino de Justiça eu na verdade quero ser súdito desse reino e não ser uma "força" contrária, visto acreditar que o reino de Deus será melhor do que o reino dos homens.
E por último acredito que até mesmo a democracia tem os seus limites, não acredito que a democracia seja feita para suportar toda sorte de injustiça e libertinagem, portanto, acredito que a despeito do período de transição entre as forças resistentes e o reino de Deus acontecer por meio da força e não somente com paz e amor devo fazer como Jesus fez Lc. 11. 2 "E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu.
Para que realmente após a instalação do reino, a vontade de Deus se realize, tanto no céu quanto na terra.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O evangelho e os cristãos contemporâneos.

Rm. 6. 19 "Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação". 

A sociedade cristã contemporânea tem estipulado um estilo de vida religioso onde a crença em Deus na sua grande maioria não mais faz valer esta realidade escrita acima. O que estou dizendo é que muitos de nós cristãos não mais acreditamos que a principal mensagem do evangelho é de caráter espiritual. 

Para comprovar o que estou dizendo, basta perceber o que tem movido a religiosidade dos ditos cristãos, antes, porém é necessário evidenciarmos a proposta bíblica para o seguidor de Cristo. Jo. 18. 36 "Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui". 

Naturalmente Jesus não está dizendo que o seu reino não será edificado aqui na terra, existem inúmeros textos os quais fortalecem a ideia de um reino Messiânico terrestre, o que Jesus disse na verdade para Pilatos foi que o seu reino não era apenas de caráter humano, em outras palavras o reino de Cristo apesar de reger a humanidade ele é basicamente um reino espiritual. 

1ª Co. 2. 6 "Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam". As palavras "deste mundo" diferenciam o que pertence a este sistema, daquilo que é espiritual, 1ª Co. 7. 31 “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa". Deve ser destacado também que a visão bíblica de aniquilação, de algo passageiro, são na verdade aquilo que existe no planeta, não a terra em si, portanto a promessa bíblica é de que o reino de Cristo será instalado aqui. 

Dito isso, o que se destaca é o fato de que apesar do reino se instalar na terra, não significa que os seus súditos serão mundanos e é neste sentido que digo que existe uma deturpação no modo de enxergar o evangelho por parte dos cristão dos dias de hoje, e Paulo com muita propriedade nos esclarece isso, 1ª Co. 15. 50 "E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção

Paulo utiliza as palavras carne e sangue para enfatizar a natureza humana corrompida. Esta é a mensagem do evangelho, de que o homem natural, aquele conjunto que dita a nossa natureza e personalidade não é importante para o reino de Deus, ao contrário o que é importante é aquilo que vem de Deus para nós, aquilo que a bíblia destaca como sendo o novo nascimento, 2ª Co. 4. 16 "Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia". 

Por isso disse acima que muitos estão distorcendo o evangelho bíblico. E esta distorção se dá quando nós começamos a utilizar a nossa crença como sendo um aferidor de medidas daquilo que temos ou não conseguido no mundo, quando passamos a acreditar que o fato de se dizer cristão tenho que por obrigação ser bem sucedido na minha vida temporal, parece que o "evangelho" da prosperidade tem corrompido muitos que são levados nessa mesma ideologia maléfica. 

Muitos também têm aderido à ideia do mundo secular e descrente, essas pessoas têm influenciado a muitos a duvidarem da bondade e onipotência de Deus, pelo fato de que o curso natural do mundo com seus conflitos, desastres e problemas permanecerem. Os céticos têm argumentado que se Deus de fato existisse os conflitos a maldade as doenças não deveriam mais existir. 

Deve-se destacar também que Deus de fato existe e a criação com suas leis em perfeita sintonia destacam isso, tornando assim os céticos indesculpáveis em seus raciocínios, depois o fato de Deus ser autônomo ele agirá para trazer a restauração e por fim a maldade em todas as suas formas no tempo designado por ele, e deve-se destacar também que por ser soberano sobre sua criação Deus não é obrigado a dar conta de nada para ninguém. 

Pelo contrário, Deus já fez nos propôs a vida eterna, no entanto, o que muitos em sua incredulidade não conseguem ver, e muitos cristão estão deixando de ver, é que o que Deus fez e está fazendo, não diz respeito a natureza corruptível, nem mesmo a este atual sistema que ora presenciamos, por isso as catástrofes irão continuar a maldade as doenças e toda sorte de injustiça, até o tempo designado por Deus. 

Sl. 9. 8 "Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão". At. 17. 31 "Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos".  

Portanto, a nossa preocupação com relação a Deus não deve estar baseada com os acontecimentos que nos cercam, mas sim, com o mundo vindouro. Dito isso, quero dizer mais especificamente baseado dentro da revelação bíblica que o cristão não foi chamado a ser grande neste mundo, pelo contrário, Lc. 12. 15 “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”.  

A nossa preocupação não deve ser priorizada com as coisas do mundo, visto serem elas passageiras, Dn. 2. 35 “Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra."  

Este verso dá apenas um vislumbre do futuro, onde o reino dos homens pré-figurado pelos metais, serão consumidos pela pedra o qual representa o reino de Cristo. Isso nos mostra que o nosso objetivo neste mundo deve ser direcionado para algo mais elevado e não somente para aquilo que é comprovadamente passageiro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um só Deus e um só Senhor.

No mundo pagão do 1º século, as pessoas ofereciam sacrifícios aos ídolos, vemos pela bíblia Paulo exortando aos convertidos da cidade de Corinto sobre esta questão. Na cidade de corinto principalmente, era comum oferecer sacrifícios em forma de carne para os ídolos, parte era para os sacerdotes, e parte era para os adoradores, que a utilizavam para uma refeição ou uma festa, seja no templo, seja num lar. Contudo, parte da carne que havia sido oferecida aos ídolos muitas vezes era entregue a algum açougue, para ser vendida.

1ª Co. 8. 1 ORA, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica”. Paulo faz a sua palestra e no final do capítulo vemos ele dizer que o sacrificado ao ídolo deveria ser evitado não pelo fato do ídolo ser alguma coisa, mas sim por causa da consciência alheia, 1ª Co. 8. 10 “Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”.


Como a cidade de Corinto pertencera ao domínio grego e posteriormente ao domínio romano, os deuses que predominavam em seus templos eram numerosos, esses deuses ou daimones (demônios) os quais a princípio eram tidos como os distribuidores de bênçãos eram aclamados, e na concepção dos cidadãos da cidade merecedores de sacrifícios e homenagens. Reparem no contexto do capítulo 8 de 1ª coríntios, onde Paulo descreve a pluralidade, não só dos ídolos, mas também de deuses e senhores.

E este capítulo 8 é de suma importância para nós os que cremos, importante para provar ao menos duas coisas: (1º) a despeito do meio cristão insistir que devemos ter respeito pelos ídolos no sentido de nos preocuparmos com uma “vingança” dos mesmos, Paulo nos revela de que o ídolo nada é no mundo, 1ª Co. 8. 4Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só”.

Estaria Paulo sendo desrespeitoso com os ídolos pagãos? Não! Até porque para ele, o ídolo era apenas uma criação da mentalidade humana, uma representação daquilo que o ser humano idealizou como sendo a forma de um ser superior, no contexto de coríntios os distribuidores de bênçãos. Percebe-se claramente que Paulo não restringiu o uso da carne pelo ídolo em si, mas por causa da consciência alheia, 1ª Co. 8. 8 “Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta”.

Mas alguém irá dizer: - ora não estaria alguém ao comer algo sacrificado agradando ao demônio? Ninguém deve fazer nada que contrarie a sua consciência, no entanto, é bom ter em mente que o demônio na verdade refere-se não aquilo que a cristandade tem rotulado atualmente, o demônio era tido na antiguidade como um ser do plano superior o qual trabalhava com o intuito de distribuir as bênçãos aos seres humanos, posteriormente eles se rebelaram e passaram a distribuir também maldição e calamidades. Deve se ter em mente que este pensamente fazia parte do mundo pagão.

A segunda questão de suma importância encontrada no capítulo 8 de 1ª coríntios é algo extremamente simples e ao mesmo tempo revelador para a cristandade em geral, não sei como algo tão consistente pode passar despercebido, me refiro aos versos 4 a 6 de 1ª Coríntios, o verso 4 foi lido a cima e nos diz que apesar existir os ídolos no mundo só há um Deus, em outras palavras como diz o verso  não há outro Deus, senão um só. Esta segunda questão eu disse ser importante visto ela comprovar claramente que não existe uma trindade de deuses ou de Deus como queiram. 

O argumento dos trinitarianos será: - ora acreditamos e ensinamos também que existe somente um Deus agindo por meio de três pessoas, assim sendo 1ª Co. 8. 4 não prova nada contra a trindade. Bem, como resposta deve admitir que o credo trinitário seja dito exatamente dessa forma, de que há um Deus existindo em três pessoas. O grande problema teológico é que tal informação não encontra apoio em parte alguma da bíblia, em outras palavras a bíblia diz sim que existe somente um Deus, porém não diz que Ele atua por meio de três pessoas, assim sendo o verso 4 de 1ª Coríntios 8 começa a comprovar que Deus é um e um mesmo.  

E voltando ao contexto de Coríntios, onde as pessoas eram muito supersticiosas, cercadas pelos ídolos, Paulo abre um leque maior da realidade daquele lugar, alias não só daquele, mas de todo o mundo; e o próximo verso descreve não a realidade passada da cidade de Corinto, mas a realidade contemporânea, 1ª Co. 8. 5Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores).

Para o povo daquela cidade existiam os inumeráveis deuses, tanto é assim que Paulo relata-nos dizendo que a concepção dos cidadãos de corinto era de que os deuses habitavam não só o céu, mas também a terra, isso disse ela, com relação aos ídolos temidos pelo povo. Portanto os deuses dos cidadãos da cidade de Corinto eram os ídolos os daimones (ou demônios) os quais eles faziam as suas oferendas.

É bom atentarmos para o final do verso cinco, onde Paulo nos diz que além dos muitos deuses existem também os muitos senhores; na verdade esse senhorio dito por Paulo está relacionado à questão da escravidão, algo comum no 1º século, no entanto, a questão do senhorio continua, apesar de em grande parte do mundo não mais existir uma escravidão declarada ou legalizada. 

Mas a despeito de muitos e em toda parte se sentirem e se intitularem senhor devido ao seu poderio Paulo no verso 6 não descarta esse título desejado pelos homens, porém destaca claramente que para nós os que cremos há um só Senhor e este Jesus Cristo. 1ª Co. 8. 6 Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.

É certo também que por motivo de orientação, respeito ou tradição aqui no Brasil, por exemplo, temos o costume de chamarmos os mais velhos de Sr. Sra. Claramente isso não influencia na espiritualidade e devoção ao único Senhor que é Jesus Cristo, a quem o poderio e o domínio completo será dado, mas por outro lado o verso seis destaca algo importante e talvez até perturbador, diz que para nós há, ou seja, existe um só Deus.

E na continuação do verso percebem-se claramente dois erros crassos do trinitarianismo, o primeiro é dito que Jesus é Senhor e não Deus; existe uma diferença nisso, a crença judaico-cristã do primeiro século ensinou e acreditou até o fim de que Jesus irá reinar sobre a terra, reinará sobre os homens e como homem, naturalmente como um homem não mais sujeito a morte, por isso é dito que a despeito de existirem muitos senhores só há um só Senhor de todos.

Já a segunda questão refere-se a Deus, como sabemos a doutrina da trindade ensina que existe um só Deus, agindo por meio de três pessoas, algo desconhecido dentro da bíblia, o interessante é que quando digo que existe um só Deus eu que encontrar apoio para isso e o verso seis é claro em dizer que esse único Deus é o pai, assim sendo para nós há um só Deus, o Pai. Não tem erro nem mesmo mistério. Então fica claro que existe uma diferenciação entre Deus e Jesus, Deus é o pai e Jesus Cristo é o Senhor, algo completamente distinto, Fl. 2. 11 “E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai”.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Uma interpretação bíblica do satã do livro de Jó.

Jó. 2. 1 "E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles”. A interpretação popular que há milênios e dada para este verso é que Satanás é um anjo (caído) que veio do céu com o objetivo de criar problemas para a vida de Jó. Os problemas seriam dois, interferir diretamente na saúde de Jó, com o objetivo principal de afastá-lo de Deus.

Algo que deve ser salientado, no entanto é que "Satanás" é mencionado apenas nos dois primeiros capítulos de Jó, contudo, em nenhuma parte do livro é explicitamente definido como sendo um anjo. O que a tradição popular não ensina e de fato omitem é que a expressão filhos de Deus não significa unicamente que sejam os Anjos, por exemplo: Gn. 6. 2 Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

Assim sendo esta frase "filhos de Deus" pode referir-se àqueles que têm uma verdadeira compreensão de Deus, Rm. 8. 14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”. 2ª Co. 6. 17-18 Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”. E ainda segundo a bíblia, os Anjos ditos seres celestiais, não fazem acusação contra aqueles que são considerados filhos de Deus, 2ª Pe. 2. 11 Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.

Assim sendo, nós não podemos provar conclusivamente que Satanás era um filho de Deus ou um ser celestial, pelo simples fato de que no final do verso 6 de Jó nos é dito que satanás veio entre eles, no caso os filhos humanos de Deus. Porque podemos concluir que “satanás” estava entre aqueles professos filhos de Deus aqui na terra? Sl. 5. 4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal”. Hc. 1. 13 “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele”?

A cristandade como um todo tem ensinado que o Anjo caído foi expulso do céu, basicamente no período da organização da terra, assim sendo cabe uma pergunta: como pode o Anjo caído expulso, desligado das cortes celestes e mesmo assim ter acesso ao céu em um período posterior? Esta afirmação contraria não só a posição defendida pela cristandade; onde afirmam categoricamente ter sido expulso para a terra e também contrariam os versos bíblicos lidos a cima onde nos é dito que o mal não pode permanecer na presença de Deus. 

Como mencionei anteriormente a posição de fendida pela interpretação popular, ou pela cristandade em geral é que satanás veio trazer problemas para Jó e entre eles um problema de saúde, com o intuito de fazê-lo aborrecer-se de Deus, no entanto os versos a seguir nos mostram ao contrário, Jó 2. 10Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios”. Jó 16. 11Entrega-me Deus ao perverso, e nas mãos dos ímpios me faz cair”. Jó 23. 16Porque Deus macerou o meu coração, e o Todo-Poderoso me perturbou. Jo. 42. 11Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro”.

Observe que Jó não acreditava que Deus pudesse trazer apenas coisas boas para sua vida, em nenhuma parte ele se queixa de que Satanás lhe trouxe problemas. Jó percebeu que seus sofrimentos vieram para poder fazê-lo conhecer Deus na prática e não apenas na teoria Jó. 42. 5-6 Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

Como registrado em Jó 2. 1 onde nos é dito que os filhos de Deus juntamente com satanás terem ido a presença do Senhor não significa uma ida literal perante Deus, em outras palavras não quer dizer necessariamente que eles estavam no céu. Por exemplo: Gn. 4. 16 E saiu Caim de diante da face do SENHOR, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden”. Dt. 19. 17 Então aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias”. Dentro do contexto bíblico estar na presença de Deus dignifica estar perante um representante, Caim estava perto de um representante o qual a bíblia não diz quem foi, dois homens levaram uma demanda para os juízes os quais representavam a Deus, e o próprio Jesus foi levando perante Deus representado pelo sacerdote, Lc. 2. 22 “E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor”.
  
Jó 2. 3-6 E disse o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa. Então Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face! E disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida”.
 
Observe que Satanás não foi autônomo, tinha de receber o poder de Deus, não havia nada em seu próprio direito de fato, o verso 3 nos revela que foi Deus quem apontou, que falou de Jó a Satanás e apesar de ser dito que jó estava nas mãos de satanás não diz que ele fez mal a Jó, vejamos, jó 2. 7 Então saiu Satanás da presença do SENHOR, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça”. Aqui não é dito quem causos as úlceras em jó, pelo contrário diz que Deus é a fonte de seu sofrimento Jó 19. 21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou”.

Na verdade, não é dito que satanás fez algo de errado ele simplesmente faz a observação de que pode haver uma relação entre as ofertas oferecidas por jó e as bênçãos materiais que Deus lhe deu. Novamente é enfatizado pelo próprio Jó que Deus realmente trouxe os seus problemas, Satanás só foi o instigador do mesmo, Jó. 6. 4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim”.     

Baseado no pensamento cristão popular a resposta de Jó deveria ter sido: "Eu estou sofrendo porque Satanás fez isso comigo, não Deus! Já os seus amigos acusadores acreditavam que o problema ocorrido com era devido a algum pecado seu, e para eles Deus estava punindo devido a isso, o fato é que nem os amigos de Jó nem ele mesmo acreditavam que "Satanás" era um ser do mal, sobrenatural e pessoal. Talvez Satanás tenha sido os três “amigos” de Jó, o objetivo deles foi de acusarem Jó de ser um pecador, tanto é que no final do livro eles são repreendido, Jó. 42. 7 Sucedeu que, acabando o SENHOR de falar a Jó aquelas palavras, o SENHOR disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó”.

Na verdade o livro de Jó é uma desconstrução do satã cananeu e persa os quais eram tidos como criaturas que distribuíam desgraças sobre os seres humanos, lembrando sempre que a palavra Satanás nada mais é do que adversário alguém pode muito bem ser seus “amigos” que invejava Jó, e por isso pleiteavam a Deus para que de alguma forma punisse Jó. Não que Deus tenha atendido somente para satisfazer tal acusador, mas com o objetivo de revelar quem realmente era Jó e sua fé.  

domingo, 2 de setembro de 2018

Apocalipse 13. O que podemos esperar do futuro?


Com relação as profecias apocalípticas as quais ainda não tiveram o seu cumprimento, nós não podemos ser dogmáticos, em outras palavras, não podemos sustentar que uma opinião emitida possa ser unicamente a opinião verdadeira, por exemplo: não podemos afirmar categoricamente que fulano A ou a instituição B possa ser a besta do apocalipse, ou mesmo que a marca da besta seja o domingo como sustentam os adventistas, ou ainda que seja o código de barras ou o micro chip.

Ser dogmático ou sustentar radicalmente tais opiniões pode gerar descrédito a medida que tais acontecimentos não cumprem o que sustentamos ser o cumpridor das profecias; assim sendo, acredito que o mais sábio a se fazer é deixar a bíblia falar e seguir as lógicas dos fatos que se desenrolam ao nosso redor. Acredito particularmente que a tecnologia que ora presenciamos faz parte do embrião ou da teia que está sendo construída, com o intuito de formar o que chamamos ser o período da besta.

Ap. 13. 12 "E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada". Neste assunto não irei abordar quem ou o que possa ser, ou mesmo o que foi a primeira besta, pois segundo a bíblia a besta é apenas um corpo utilizado para impor as nações aquilo que a cabeça ou aquele que rege o corpo quer, como é relatado em Ap. 13. 1 e 3 "E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia". "E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta".

Percebe-se no verso que em uma determinada época, uma das cabeças foi tirada de circulação, mudando com isso o rumo que era tomado pela história, assim sendo, não irei me ater na questão que envolve a primeira besta mais sim no momento que ora presenciamos o qual resultará no campo favorável a besta. Antes porém eu pergunto: vivemos no período da besta? Sim! não no período dessa "cabeça" ou daquele (s) que arquitetará um mecanismo de compra e venda.

Na verdade o reino da besta é contrastado com o reino de Deus, temos sempre  o oposto, a bíblia classifica o reino de Deus como sendo de justiça, de verdade de equidade de igualdade e de durabilidade, o contraste demostra a realidade que ora presenciamos. O verso doze nos diz que a besta fará com que toda terra "adorem" (proskneo) sejam, participantes, aderentes, que gostem do modelo de governo da primeira besta, a grande questão é: como se dará o processo que possibilitará  ter acesso a toda a terra?

É aí que entra a tecnologia; o que temos presenciado na atualidade demonstra que existe uma tendência (acredito planejada)com o intuito de interligar os cidadãos de todo o mundo e o grande problema é que esta tendência parece ser natural e consentida, em outras palavras existe uma luta para poder ser aderente da nova realidade que o mundo propõe, está de fora significa estar desatualizado, fora da tecnologia, mas as pessoas dirão -ora, além de ser necessário, isso é um acontecimento maravilhoso...

Na verdade a nova tecnologia que temos presenciado se tornou necessária devido a "necessidade" que o homem estipulou como sendo necessário para sua subsistência, por isso disse acima, além de ser consentida ela foi planejada; e a massa que é regida pela mídia, tem feito a sua parte e essa parte culminará com o final do relato do verso três, "toda a terra se maravilhou após a besta", em outras palavras a "adoração ou reverência ao sistema de governo (da besta) será voluntário.

Na verdade a ciência tecnológica transformou-se no novo "deus"; Para se ter uma ideia em 1964, Walt Disney desvendou uma maravilha tecnológica na Feira Mundial de Nova Iorque. Era uma representação de Abraão Lincoln que se movia, falava, e, até mesmo, estava sentado e ficou em pé. Disney chamou essa nova forma de animação de Áudio-Animatronics. O homem havia encontrado uma maneira de fazer um objeto inanimado se mover, falar e exibir expressões faciais, usando uma forma especial de robótica.

Dn. 3. 1 "O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia". É sabido por todos que em muitos aspectos a história se repete; neste verso percebemos uma imagem sendo usada, com o objetivo de causar impacto, levado a mente daqueles que presenciaram o fato a uma condição de medo e submissão.

Dn. 3. 4-5 "E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas: Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado". Nesta época a tecnologia não contava com o apoio da eletrônica, da robótica e da mecatrônica e todos os meios que atualmente nós dispomos, apesar de ser uma obra gigantesca, a estátua era um objeto inanimado, não falava e não se movia. Em se tratando de profecias, como disse no início, devemos ser prudentes, e nunca estipular algo como sendo a realidade última e imutável, mas não podemos descartar as semelhanças.

Relembrando que Walt Disney deu um passo importante na feira mundial de Nova York, será que essa inovação parou por aí? Não! Basta pesquisar para descobrir que o mundo trabalha com o intuito de criar humanoides, mas o que isso tem a ver com a besta do apocalipse? Ap. 13. 15 "E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta".

Parece que a evolução tecnológica não tem limites, e parece também que o sistema será feito de tal maneira a não deixar brechas para manipulações, acredito segundo o verso bíblico que a inteligência artificial regerá as regras ditadas pelo governo da besta, tanto que o verso diz que foi concedido espírito, folego, ou vida (animação) em outras palavras para a imagem da besta, ou para aquilo que representa a besta em última instância; e o interessante é que a vida ou animação será lhe dada a ponto de fazer essa imagem falar.

Dando a entender claramente que seja lá o que for a imagem da besta era algo inanimado criado pelo homem. Não podemos ser dogmáticos nem mesmo categóricos, quanto ao que será essa imagem da besta, no entanto, uma coisa é certa, que a tecnologia que ora está sendo disseminada, aperfeiçoada, introduzida em todos os lugares e acima de tudo, exigida pela sociedade será a principal ferramenta da nova ordem mundial, conhecida como reino da besta.

Tanto será assim que o próprio sistema monetário ou mesmo o comércio em geral será regido por esse sistema, Ap. 13. 16-17 "E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome".