quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Propagandas, dogmas e falsas profecias.

Mt. 24. 14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Este deveria ser o empenho máximo que deveria ser desempenhado por toda a cristandade; anunciar o evangelho do reino. O que se percebe no entanto, é um tipo de “evangelho” desvirtuado” um evangelho se é que podemos assim chamá-lo, isento, sem a presença do futuro reino de Deus.

Mas, cada qual instituiu o seu próprio “evangelho” dizendo-se verdadeiro, diz ser oriundo do próprio Deus, um exemplo claro do que estou dizendo diz respeito a propaganda feita por certas denominações; elas estampam em faixas e cartazes as palavras que podem ser resumidas assim: (Estás a procura de milagres? Este é o lugar certo). Em outras palavras isso é uma tentativa de autenticar por definitivo aquilo que eles acreditam ser a verdade última de Deus.

E os motivos pelos quais as pessoas fazem isso são dois: (1) orgulho próprio, ou seja, ninguém irá admitir que está trabalhando por uma causa que não seja a única verdadeira, em outras palavras, ela está dizendo: - não existe uma verdade religiosa melhor do que aquela que eu conheço e pertenço, caso existisse, eu certamente estaria lá, ora, pertenço a denominação verdadeira e estou sempre no caminho da verdade.

E o segundo motivo é o financeiro, o dinheiro está entre o deus mais cultuado deste século e como em qualquer outra questão relacionada ao ser humano, o evangelho entrou também no campo da competição. Sim, se existe muita propaganda no seu evangelho denominacional acredite, a sua denominação religiosa quer sobressair as demais, e se isso está acontecendo a possibilidade do engano é extremamente grande. 2ª Pe. 2. 3E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.”

Outra propaganda extremamente eficaz é dizer possuir toda a verdade contida na bíblia, imagine uma pessoa leiga no que diz respeito aos ensinos encontrados na bíblia, ela se depara com algumas pessoas “bem intencionadas” em revelar-lhe o evangelho, lembrando sempre que tal pessoa leiga no assunto desconhece por completo que tal evangelho proposto por essas pessoas "bem intencionadas" é um evangelho baseado na interpretação denominacional, ou seja, não é o evangelho bíblico genuíno.

Mas, como disse acima, a criatura desconhece esse detalhe, torna-se então presa do sistema do qual ela passou a acreditar, ao tornar-se cativa ela mesma, e com o tempo passa ela também, a trabalhar em prol daquilo que ela acredita ser a verdade última. Muitas pessoas tem trabalhado com afinco, com o objetivo máximo em tornar certa denominação a realidade última de Deus, ou seja, tal “igreja” seria o meio pelo qual Deus se comunica, se revela e se faz presente.

Mas e as palavras de Jesus que nós lemos acima? Aquelas que diz que o evangelho do reino será pregado antes do fim? Tem se cumprido por meio dessas denominações que se auto intitulam verdadeiras? Ou tem elas pregado um evangelho descaracterizado? Gl. 1. 8-9 “Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!”

1ª Co. 4. 6 “Irmãos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: “Não ultrapassem o que está escrito”. Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro. Esta é a ordem com relação ao evangelho do reino de Deus, não ultrapassar aquilo que está escrito, não acrescentar nada mais desnecessário a propagação do evangelho.

Este é outro ponto interessante, certas denominações ditas cristãs inseriram doutrinas e dogmas e profecias, objetivando com isso torná-las superiores as outras demais, alguns dogmas são inserções fora de contexto, e completamente descaracterizado; tomamos como exemplo a proibição da transfusão de sangue, defendida pelo grupo denominacional conhecida como testemunhas de Jeová, como sendo para eles a realidade última do evangelho.

Outras ensinam como sendo um diferencial dentre as demais algo desnecessário, sem lógica, e por fim, sem comprometimento com o que seja o evangelho do reino, cito a questão do “ósculo santo” e ensinado aos membros de certa denominação que se cumprimentem, beijando uns aos outros. Outras vertentes do cristianismo dizem pregar o evangelho através do uso da camisa de mangas compridas, ou seja, o varão, palavra usada para classificar o gênero masculino, deve e isso em qualquer situação, clima ou trabalho, usar apenas camisa longa, para eles significa pregar testemunhando.

Mas, na maioria dos casos visto até agora, são inserções doutrinárias sem nexo quanto a pregação do evangelho, tais inserções só tem força no meio onde é divulgado. Em meio a essa propaganda feita pelas denominações, cada qual insistindo ser a igreja verdadeira aquela prega o evangelho do reino, não podemos deixar de fora a IASD. Em certas situações a denominação IASD. Supera as demais. Como é sabido por todos, a denominação é alicerçada por uma profetiza, vejamos o que ela diz ser a IASD.

No livro Eventos Finais pág. 43, Ela diz: Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. …No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados. …Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. ... Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em suas facilidades para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus.

A citação de E.G.W. Refere-se ao profeta Isaías no capítulo 58, no entanto, a citação dela é fora de contexto, vejamos Isaías 58. 1 “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados”. Percebemos Deus, por meio do profeta direcionando a sua mensagem não para a igreja cristã, mas sim para Israel.

Outro fato é que não era uma profecia espiritual, não, Deus estava chamando a atenção de Israel de uma forma literal e da mesma forma seriam as promessas; naquele contexto a opressão com o próprio povo deveria ser extirpado, a guarda dos mandamentos deveria ter lugar, ao invés da ganância nos negócios, se eles agissem assim, então nasceria a luz, a despeito das trevas que pairavam sobre a nação, e por fim eles novamente reedificariam literalmente os lugares que foram assolados. 

Isaías 58. 10-12 “Se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável.”

Não é tornando algo literal em espiritual que o tornaremos verdadeiro, E.G.W. Fez isso, Isaías 58 não é uma profecia para a igreja cristã, e isso torna a sua declaração como algo não procedente, isto é, carece da verdade. Tal declaração de E.G.W. Só vem demonstrar o que disse anteriormente: qualquer tentativa em tornar “minha” denominação em igreja verdadeira é exclusivismo, é tentar tornar uma mentira em verdade. Muitas outras coisas poderiam ser ditas, mas fica para a próxima.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Não atentando nas coisas que se vêem.



1ª Co. 15. 19 “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. Peguei este verso e o retirei do contexto do capítulo, com o objetivo de tirar uma lição para as nossas vidas. Neste verso nós encontramos ao menos duas situações a serem analisadas; a primeira, é que não existe esperança para os incrédulos, isso no que está relacionada a vida eterna, quanto a vida física podemos dizer que existe somente uma ilusão alimentada pela vaidade humana, nada além disso. A segunda questão é direcionada para aqueles que creem.

No verso acima, Paulo está nos alertando para não nos gabarmos, pelo fato de acreditarmos que somos cristãos, as coisas dessa vida não vão sempre estar de acordo com as nossas perspectivas. Acreditar diferente é viver de ilusão; temos ouvido as pessoas dizerem que a vida humana é cheia de altos e baixos, eu acredito que a nossa vida é composta por mais baixos do que altos. E o problema disso é que as pessoas começam a se perguntar: mas, isso é culpa de quem? É culpa de Deus? Afinal, não sou cristão?

Na verdade existem três questões básicas que nós devemos atentar e fixar em nossas mentes: a primeira é que não existe um único verso escrito na bíblia nos dando garantia de que nós estaremos livres dos revezes, pelo contrário, Jo. 16. 33 “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

A segunda questão diz respeito exatamente o que Jesus nos disse no verso anterior, a aflição encontrada no mundo, seria essa aflição um açoite somente para os cristãos? De maneira nenhuma! Rm. 3. 9 “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado”. As aflições em todas as suas formas, está distribuída não só sobre o gênero humano, mas sobre toda a criação.

Não importa o continente que se viva ou mesmo a classe social que se pertença, cedo ou tarde, a desilusão o encontrará. Não há meios humanos para se evitar isso, ninguém por mais abastado que seja poderá interromper o processo do envelhecimento, não há dinheiro no mundo que o faça escapar de um acidente, mas, devemos entender que isso se dá não só com o incrédulo, e por que isso se acontece? Rm. 5. 12 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

A segunda questão está diretamente relacionada com a ilusão que presenciamos; fabricada podemos assim dizer pela nossa própria existência e consequentemente com a desilusão proporcionada por nossas expectativas, expectativas essas que depositamos nesta ilusão que é a nossa fugaz existência. Segundo o dicionário a palavra ilusão significa: erro de percepção ou de entendimento; engano dos sentidos ou da mente; interpretação errônea; já a palavra desilusão tem outro significado: perda da esperança; descrença. sentimento de tristeza, frustração; desapontamento, decepção.

Por isso é necessário fixarmos em nossas mentes as palavras de Jesus, de que no mundo teremos aflições. A terceira questão é embasada pela bíblia, e podemos assim dizer testificada por nossa existência, 2ª Co. 4. 18 “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. Ec. 11. 8 “Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade”. A palavra vaidade significa “hálito” ou “vapor” e, portanto, qualifica a vida como algo que passa depressa.

A existência humana testifica este fato, então alguém irá perguntar: - a vida é sem sentido? Não! Talvez os nossos objetivos se demonstrarão sem sentido, o nosso empenho, o direcionamento de nossos esforços e ações, no final redundara em nada, mas esse não é o grande problema, visto que as coisas são assim mesmo e tendem a aniquilar-se, o problema maior é tentar manter uma queda de braço com o “imprevisto” já anunciado, como assim? Imprevisto anunciado!

Resumindo, é o mesmo que dizer: não querer aquilo que vai acontecer, por isso devemos relembrar sempre 2ª Corintios 4. 18 “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. Infelizmente essa situação desfrutada por nós os mortais tende a prosseguir, é o processo da morte que faz isso, o processo da morte não está restrito apenas nos seres animados, pelo contrário, tudo aquilo que percebemos e observamos está sofrendo desgastes, um reflexo do processo da morte em curso.

Por isso, apesar de necessário, não podemos atentar como coisa última as coisas existentes neste mundo; 1ª Co. 7. 31 “Mas também os que choram, como se não chorassem; e os que se alegram, como se não se alegrassem; e os que compram, como se nada possuíssem; e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa”. E nesse processo de “passar” estamos nós incluídos; o desgaste a corrupção, tudo isso tem trabalhado objetivando em levar aquilo que existe para o estágio anterior da existência.

Qual a vantagem de se crer na bíblia então? Muitas, entre elas está a promessa a interrupção do processo da morte. Contudo, não diz que tal reversão ocorrerá como um passe de mágica, antes tal reversão deve estar acontecendo hoje, e é nos dito exatamente como isso acontece, Rm. 6. 8-11Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus”.

Não que exista pessoas perfeitas, mas deve existir pessoas que esperam pela perfeição, e essa perfeição só existirá quando a morte for destruída, por isso a nossa visão de vida deve ser alicerçada sobre o que é duradouro, devemos sim usar e nos valermos daquilo que é aparente, no entanto, isso não pode se tornar algo duradouro, primaz em nossas vidas.

sábado, 1 de junho de 2019

O Satanás do livro de Jó, outras considerações.

Jó 1. 6 “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles”. Existem muitas possibilidades que o Satanás descrito no verso acima seja é um irmão de fé, que congregava juntamente com Jó e sua família. Ao analisarmos os versos anteriores percebemos alguma verdade nisso. Jó 1. 4 “ Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles”.

Após as festanças oferecidas pelos filhos, jó como homem temente a Deus se preocupava em oferecer sacrifícios em prol de algum possível deslize cometido pelos filhos, reparem no contexto que a presença de Satanás se dá justamente na reunião religiosa, reunião essa ocorrida logo após as festas de seus filhos. Naturalmente a reunião de adoração fazia com que todos os crentes fossem a presença de Deus, mas isso no céu? Não! Na reunião organizada pelo líder da localidade, e tudo indica que esse líder era o próprio Jó.

Mas como as pessoas se reuniam perante o Senhor? Dt. 19. 17 “Então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias”. Nos dias bíblicos o comparecer perante o Senhor bastava se apresentar ao seu representante, um sacerdote, ou outro representante, provavelmente em um lugar devidamente preparado para esse fim, Sl. 42. 2 “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”

Como todos os crentes foram a presença de Deus, Satanás foi também entre eles. Nem todos residem próximo de uma igreja, nos dias de Jó era assim também, muitos possivelmente viajavam por longos percursos, inclusive a pé para poderem chegar ao lugar da reunião. Jó. 1. 7 “Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela.”

Quando lemos este verso, imaginamos um ser espiritual rodeando toda a a terra, isso se dá devido ao condicionamento religioso que tivemos, mas, por outro lado a bíblia em vários textos nos mostra que o percorrer a terra, pode muito bem ser entendido como percorrer um determinado lugar, Gn. 4. 13-14, 16 “Então, disse Caim ao SENHOR: É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo.Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará; Retirou-se Caim da presença do SENHOR e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden".

Caim foi condenado a ser um andarilho sobre a terra por causa do crime cometido contra o seu irmão, crime este instigado pelo ciume. Neste mesmo pensamento, Satanás pode ter sido algum crente que em algum sentido nutria inveja de Jó e de tudo o que ele possuía e mesmo assim, participou da reunião dos crentes e lá expressou a sua inveja. A referência para os filhos de Deus que vieram juntos em adoração diante de um sacerdote ou um altar ocorre imediatamente após o relato sobre os filhos de Jó que fizeram suas festas bastantes picantes.

Por que disse anteriormente que Satanás pode ter sido algum “crente” contemporâneo de Jó? Pelo simples fato da palavra Satanás significar adversário e não um inimigo sobre humano, ou algum ser espiritual e o verdadeiro adversário de Jó eram seus "amigos". Sem subestimar a aflição física de Jó, seu oponente real eram seus irmãos de fé. O próprio Jó comentou como seus amigos tinham se tornado seus adversários, Jó. 19.19 “Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim". 

Vejamos as seguintes provas que seus amigos tinham, na verdade se tornado os Satanás, ou mais propriamente os adversários de Jó. Há algumas passagens bíblicas que nos mostram como os amigos de Jó foram acusados por ele pela perseguição física a ele dirigida, Jó. 19. 21-22 “Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu. Por que me perseguis como Deus me persegue e não cessais de devorar a minha carne?"

Não estaria Jó falando das calamidades humanas dos primeiros capítulos, que são atribuídas a Satanás? Por exemplo: Jó 1. 13-15 “Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito,que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.”

O interessante também é que Satanás no capítulo 1 quer de todas as formas contradizer a Deus ou aquele que o representa, Jó. 1. 8-10 “Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra".

A contradição se dá quando Deus ou aquele que o representava disse que Jó era integro e reto, o adversário movido por inveja não poderia admitir tal elogio, e a mesma disposição para denegrir a Jó teve o seu “amigo” Jó 8. 5-6 “Mas, se tu buscares a Deus e ao Todo- Poderoso pedires misericórdia,se fores puro e reto, ele, sem demora, despertará em teu favor e restaurará a justiça da tua morada".

Ora, Deus havia dito que Jó era reto, mas o seu “amigo” não acreditava. O que ele disse na verdade foi :"Se você realmente fosse puro e reto, certamente mesmo agora Deus se levantava em seu favor". A bíblia não diz qual dos “amigos” de Jó foi o seu Satanás, ou o seu adversário, ou inimigo, pode ter sido um dos três, como pode também ser outra pessoa que não apareceu. Porém, o fato foi que as palavras e ações dos amigos de Jó não agradaram a Deus, Jó. 42. 7 “Tendo o SENHOR falado estas palavras a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.”

O fato é que as calamidades ocorridas na vida de Jó aconteceram de duas maneiras: Pela mão de Deus, Jó. 2. 4-5 “Então, Satanás respondeu ao SENHOR: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida.Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face". Ou pela mão do homem:

Jó. 1. 8 “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR”. Jó 16. 9-13 "Homens abrem contra mim a boca, com desprezo me esbofeteiam, e contra mim todos se ajuntam.Deus me entrega ao ímpio e nas mãos dos perversos me faz cair. Em paz eu vivia, porém ele me quebrantou; pegou-me pelo pescoço e me despedaçou; pôs-me por seu alvo. Cercam-me as suas flechas, atravessa-me os rins, e não me poupa, e o meu fel derrama na terra".

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A importância do simbolismo da ceia.

Jo. 6. 3-4 “E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima”. A páscoa conforme registrada no AT. já no NT. Deu lugar para a ceia do Senhor. Mediante, isso várias são as interpretações no meio religioso cristão acerca do significado da mesma. O catolicismo romano talvez seja a denominação religiosa que mais retrata a questão da ceia do Senhor como sendo algo puramente literal, o ensinamento católico romano diz que o pão literalmente se transformou no corpo de Cristo. 

A base bíblica para este pensamento se encontra em Jo. 6. 51, 54 “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. Falava Jesus realmente de uma forma literal? Absolutamente! Não existe um ensinamento em toda a bíblia que confirme a prática do canibalismo, portanto Jesus falou de uma forma metafórica, algo corriqueiro para o mundo judaico de então.

Veremos dois exemplos claros disso encontrados no evangelho de João: Jo. 10. 9 “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”. Jo. 15. 1 “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador”. Fato é que Jesus não disse literalmente que era uma porta e nem mesmo que era uma videira e muito menos que Deus seja literalmente um agricultor; como disse acima a linguagem bíblica é assim, metáforas, prosopopeias e figuras de linguagens, linguagem comum nos dias bíblicos.

 1ª Co. 11. 26 “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”. Este é o objetivo da ceia do Senhor, testificar. Mas, testificar o que? Bem, podemos enumerar alguns acontecimentos importantes que merecem serem relembrados; e entre eles estão: o fim dos sacrifícios, os quais representavam a páscoa, a inserção da nova aliança, o cumprimento da promessa representada pelo cordeiro sacrificado, o prenuncio da ressurreição e por fim a instauração do reino de Deus. 

Portanto, estes são alguns objetivos da ceia do Senhor, naturalmente para aqueles que creem, lógico. Ou seja, todos os acontecimentos relacionados acima só terão lugar na mente daqueles que creem. Cito também a presença espiritual na ceia, não no pão, o pão é apenas um simbolo, algo que trás a memória, é certo também que a presença espiritual do Cristo ressuscitado não se dá apenas no momento da ceia, pelo contrário, Mt. 28. 20 Ensinados a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. 

1ª Co. 11. 24 “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim”. A confusão acontece quando o verso e outros paralelos dizem: isto é o meu corpo... seria desnecessário Jesus ter dito assim... este ato representa o meu sacrifício... é sabido por todos que a ceia judaica não era só realizada com pão e vinho, era a páscoa, portanto eles também comiam do sacrifício das ovelhas, mas o verso parece aludir ao pão. 

Seria ele mais especial ou representava mais taxativamente o sacrifício de Cristo? Jo. 1. 29 “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Em termos de representatividade e baseado no contexto direto que era a páscoa, o cordeiro representava melhor a Cristo, acredito que o pão figurou naquele momento pelo fato de ser melhor manipulado, ou seja, o ato de reparti-lo seria mais fácil com o pão do que com o cordeiro. 

Assim sendo, o pão não é o corpo de Cristo, representa-o. A palavra memória encontrada em 1ª corintios 11. 24, em grego é anmnésis e significa trazer a memória, recordar, relembrar, portanto, este é o objetivo da ceia, recordar relembrar manter viva a esperança do novo reino, dizer que o pão é literalmente o corpo de Cristo, é texto fora de contexto, é o mesmo que dizer que ele Jesus na ceia com os doze, comeu do seu próprio corpo, não tem lógica.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

A casa do pai, analisada pelo contexto bíblico

Jo. 14. 1-3 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também".

Quando lemos ou ouvimos estas palavras ditas por Jesus, somos automaticamente levados a imaginar que tal declaração refere-se a um lugar no céu, as ditas moradas celestiais, isso acontece devido ao fato de sermos doutrinados desde sempre a pensar assim. Mas, será que isso realmente procede? Estaria Jesus dando aos seus discípulos esta informação?

Primeiramente nós devemos ter em mente, que as declarações ditas por Jesus teve como público-alvo os seus discípulos e posteriormente aqueles que fariam parte do seu aprisco, logo os versos de João 14. 1-3 são palavras ditas por um judeu e para os judeus. As interpretações teológicas referente a esses versos os quais tem nos influenciados, à acreditarmos nas moradas celestes, são produtos da igreja ao longo dos séculos.

Jesus disse: Na casa de meu pai... o crente atual rejubila dizendo, a casa do pai fica no céu, logo, vamos morar no céu. No entanto, qual era o conceito de casa de Deus nos dias bíblicos? Estariam os discípulos com a mente direcionada a acreditar (como ensinam certas denominações) em mansões celestiais? 1ª Cr. 22. 10 “Ele edificará uma casa ao meu nome, e me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre”.

Era comum no pensamento judaico ter Deus como pai, Sl. 89. 26 “Ele me chamará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação”. Mesmo aqueles que não creram em Jesus tinham Deus por pai, era uma questão cultural, Jo. 8. 41 “Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus". Jo. 20. 17 “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.

Baseado nestes poucos versos, fica fácil perceber que ter Deus como pai, fazia e faz parte da religiosidade judaica. E quanto a casa de Deus? Ao Jesus dizer as palavras: “na casa de meu pai” foram os discípulos levados a pensar em um lugar no céu? Bem, se seguirmos o ensinamento cristão ortodoxo a resposta é um sim, mas devemos analisar a bíblia baseado em seu contexto histórico, isto é, analisar pelas lentes daqueles homens que viveram nos dias de Jesus e levando sempre em consideração o que eles criam.

Primeiramente eles não criam ou teriam sido ensinados a acreditarem em uma morada no céu, pelo contrário, a perspectiva que eles nutriam era de aguardarem a instauração do reino de Deus sobre a terra, Mt. 19. 28 “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”Lc. 22. 29-30 “E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel”. 

Ao ouvirem as palavras de Jesus dizendo, na casa de meu pai há muitas moradas naturalmente não pensaram que seria fora da terra. Pelo contrário, ao ouvirem estas palavras eles os discípulos, associaram logo que a casa de Deus era aquela que eles sempre ouviram dizer. Ou seja, o templo de Jerusalém, 1ª Rs. 6. 5- 6 “E edificou câmaras junto ao muro da casa, contra as paredes da casa, em redor, tanto do templo como do oráculo; e assim lhe fez câmaras laterais em redor. A câmara de baixo era de cinco côvados de largura, e a do meio de seis côvados de largura, e a terceira de sete côvados de largura; porque pela parte de fora da casa, em redor, fizera encostos, para que as vigas não se apoiassem nas paredes da casa”.

O Templo de Jerusalém é uma estrutura muito grande, mais ou menos retangular, de cerca de quinhentos metros de comprimento por trezentos de largura e está situado no monte Moriá a leste da cidade santa. Naturalmente a compreensão dos discípulos sobre a casa de meu pai anteriormente dita por Jesus levou os seus pensamentos para o templo de Jerusalém, Jr. 7. 4 “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”.

Eis a mentalidade judaica, templo do Senhor, sinônimo de casa do Senhor. Mesmo a ideia de se morar na casa do Senhor é desde o tempo do AT. Sl. 27. 4 “Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo”. Portanto, não existe uma só descrição na bíblia onde literalmente afirme que a casa do Senhor que é o mesmo que a casa do pai seja a nova Jerusalém descrita em apocalipse; ou seja, Jesus não disse que os salvos terão que subir ao céu para depois descer, são interpretações teológicas que criaram esse corpo doutrinário e haja vista, que essa interpretação sofre mudanças dependendo do ramo denominacional.

A despeito do NT. Ou mais propriamente o livro do apocalipse tratar a questão do templo de Deus de uma forma espiritual ou em outra dimensão, a mentalidade judaica ou a que mais interessava a Jesus naqueles dias que eram os discípulos, e estes interpretavam embasados na sua compreensão teológica e sobre tudo corroborados pelo próprio Cristo, de que a casa do pai era o templo de Jerusalém, Mt. 23. 21 “E, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita”.

Muitos irão dizer: mas a bíblia diz que o trono de Deus está no céu... é verdade, diz, contudo diz também que Deus habitava o templo, caso contrário Jesus não poderia ter dito as palavras acima, associando o templo sendo habitado pela presença de Deus, 2ª Cr. 7. 2 “E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor”.

Esta era a realidade, este era o ensinamento e sobre tudo, este era o pensamento que permeava a mentalidade dos discípulos. A casa do pai logo era associada ao templo, Jo. 2. 14-16 “E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda”.

Nesta ocasião Jesus chamou o templo de Jerusalém de a casa do meu pai, e os discípulos entenderam isso, o verso 17 nos confirma o que eu digo, “E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou”. Será que em outra ocasião as palavras de Jesus concernente “a casa do meu pai” teve outra dimensão? Deveriam os discípulos esquecerem-se os ensinamentos contidos em toda a bíblia e voltarem-se suas mentes para uma nova realidade a qual eles não compreendiam? 

Jo. 14. 3 “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. Resumindo: “E quando eu for” digamos que a interpretação seja realmente a ida de Jesus para o céu; só não nos é dito que os discípulos e os salvos iriam para o céu com ele, ao invés disso é dito: “virei outra vez”. “E vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” Naturalmente estas palavras ficam subentendidas, pois de nenhuma forma assegura uma ida ao céu, cabendo aqui as diversas interpretações existentes no meio cristão.

Acredito que de uma forma literal Jesus estava falando do estabelecimento do reino de Deus, tendo os discípulos como seus ministros, por isso a menção a casa do pai, local simbolo da soberania do povo judeu. De uma forma espiritual tenho também uma interpretação bíblia, interpretação esta que não é as moradas no céu, contudo, fica para uma outra ocasião.

sábado, 16 de março de 2019

O Deus de Hebreus. 1. 8, é o rei do salmo 45.

Vimos em outro assunto https://evandro-blogdoevandro.blogspot.com/2019/02/analisando-o-titulo-deus-em-hb-1-8.html que apesar dos teólogos trinitarianos assegurarem que o texto está se referindo diretamente a Jesus, contrasta com a declaração da bíblia em seu contexto que nos afirma que tal declaração de hebreus 1. 8 é uma clara alusão ao rei de Israel. Lembrando sempre que a palavra Deus ou deuses é Eloim.

Passemos então a analisar o contexto histórico do Salmo 45. 6-7, podemos perceber que, este salmo  como dito acima é dirigido a um monarca de israel, e que profeticamente e somente profeticamente aponta para Cristo, mas, perceba, o aponta como monarca, conforme o salmo, e não como o Deus Eterno. O restante do Salmo, normalmente e deixado de lado por muitos, no entanto, dá informações importantes sobre essa realidade.

Sl. 45. 1-2 “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor. Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre”. Vemos nestes dois versos que o escritor descreve a pessoa do Rei, a quem chama de o mais formoso entre os filhos dos homens e que Deus o abençoou.

(Verso 7) “ Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros”. Diz, que esse rei foi escolhido dentre outros companheiros.

(Verso 9) “As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres mulheres; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir". diz também que esse rei que foi chamado de “Deus” tem donzelas a sua disposição e já tem uma rainha, inclusive filhas.

Ao invés de imaginarmos o Salmo 45. 6 como um versículo isolado, como se este fosse um complemento no texto bíblico que foi usado em Hebreus, precisamos vê-lo como parte de um maravilhoso contexto, não somente do restante do próprio Salmo, mas de toda a Bíblia e entendê-lo como todo aquele que se preocupa em ler a Bíblia por completo entenderia; que a palavra “Deus” no verso 6 não é atribuição de deidade, mas reconhecimento de poderio e da origem do trono daquele monarca e nesse sentido, com caráter profético, aplicado em Hebreus.

Se só lermos Hb.1. 8, isoladamente, buscando uma solução trinitária, deveríamos antes parar para meditar: Se o texto diz que Deus, o Deus de “Deus”, o ungiu, não só teríamos um subordinacionismo ontológico, que é rejeitado pelos trinitarianos por negar a co-igualdade entre as hipóstases, como também “Deus” fora de Deus, cuja possibilidade é negada em Is. 44. 6, Ou seja, um Deus ungindo um outro co-igual é algo não permitido e nem ensinado na Bíblia.

Os versos não dizem que Deus está se auto-ungindo. Portanto se o texto se referir a primeira ocorrência da palavra Deus como Deidade absoluta, temos, por via de consequência dois “Deus(es)”; o ungido e aquele que o unge. Agora, se o entendemos como um texto que foi dirigido, como o próprio nome da epístola diz, aos HEBREUS, e nos lembrarmos que eles estavam familiarizados com os usos do termo “Deus” (Elohim) nas escrituras Hebraicas e o lia agora em grego, então, tudo se harmoniza.

Pois como regente da casa de Davi, Jesus assentará no trono eterno de Deus como o fez Salomão; será juiz (Cetro de Equidade), como o foram Jafé e muitos outros, e por consequência “Elohim” (Deus), mas não no mesmo sentido que o Pai é. Os hebreus não estranhavam quando alguém era chamado de “Elohim” (Deus) quando o contexto nitidamente apontava para aquele que fora designado por Deus e tinha o poder de reger e julgar o povo escolhido. Assim Hb. 1. 8, longe de atribuir deidade a Cristo, o reconhece, nos moldes Bíblicos, como Governante: O Messias que como rei regerá o seu povo.

domingo, 3 de março de 2019

A crença no Deus criador está baseada somente na fé?

Um dos objetivos principais dos naturalistas, (naturalismo é a crença de que somente explicações naturais devem ser consideradas.) é tentar segundo eles, esclarecer a mentalidade do homem (gênero) introduzindo um ensinamento baseado na ciência moderna a qual segundo eles, tem como pilar a razão em detrimento da fá, e assim remover o pensamento criacionista tão defendido e divulgado em épocas passadas. Antes porém, faz-se necessário observar que a despeito da dita ciência divulgar que a fé não é embasada na razão ou mesmo na lógica, não torna tal divulgação uma realidade.

Sl. 139. 14-16 “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.”

Naturalmente esta declaração do salmista soa estranho para os defensores da teoria da evolução, ao passo, para o crente (me refiro ao não cético) é uma realidade sem disfarces. Sustentar que um ser inteligente e sobre humano, não só criou, mas arquitetou toda a criação é algo transparente e sem equívocos. Naturalmente a bíblia foi escrita por e para o homem, por isso a linguagem humana se faz presente e é necessária, no entanto, não só a razão e mesmo a lógica baseada na necessidade de um criador é absolutamente compreensível.

Ou acreditamos em um Criador já há muito revelado e o tenhamos por Deus, ou instituímos por "deus" o acaso, o qual após uma explosão ocorrida a 13. 5 bilhões de anos surgiu a matéria e após o resfriamento da mesma surgiu a vida no mar primitivo. Bem, como eu disse a cima a bíblia foi escrita em uma linguagem humana, suponhamos que a descrição do livro de gênesis foi feita assim, devido ao fato de ter sido escrito por seres humanos restrito ao tempo.

Digamos também que a teoria da evolução esteja certa sobre o Big bang e o posterior resfriamento para que com isso originasse a vida na terra, surge então algumas perguntas e elas são: existia matéria antes do Big bang? Se sim, podemos concluir que não foi o Big bang quem provocou o surgimento da mesma, se não, quem foi que provocou a combinação de gases para o surgimento do mesmo? Os gases não poderiam existir a parte da matéria, visto serem eles algo físico, mesmo o espaço vazio que podemos imaginar não perfaz a realidade do nada absoluto existente antes do universo aparecer.

Em suma, a inercia absoluta não produz movimento, assim como a soma do nada absoluto é igual nada absoluto, portanto, faz-se necessário a existência de um ser anterior a matéria, com inteligência absoluta, para não só arquitetar, mas trazer a existência todas as coisas. E o escritor da carta aos hebreus sabiamente nos diz isso Hb. 11. 3 “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”

Sl. 33. 6, 8-9 “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos.Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu.” Como disse a cima, seja como for o resultado da ordem expressa de Deus não o torna isento de sua criação, ou seja, se após a ordem expressa de Deus ocorreu uma explosão e com isso o surgimento da matéria não faz diferença; sempre lembrando que Deus é espiritual e a sua criação material,

portanto, nada mais natural acontecer causas e efeitos, tanto no tempo como no espaço. Assim sendo, a fé em um Deus criador está bem embasada, devido a vários fatores, e entre eles estão: a perfeita interdependência entre a própria criação o acaso não poderia criar essa perfeita interação, segundo, as leis que regem o nosso planeta descreve um legislador sábio e onipotente, terceiro, o acaso por ser simplesmente uma palavra utilizada para dar contornos aquilo que desconhecemos não é capaz de criar algo do nada e muito menos descrever uma ordem dos acontecimentos.

Por exemplo: a célula responsável pelo olho não fabricará as peles do corpo, e mesmo o olho estará sempre na face, e nunca no dedão do pé, em outras palavras o acaso além de não ser capaz de dar a vida ele não é inteligente para designar os meios da mesma, isso pelo simples fato de o acaso não existir. Mas mesmo assim existe essa “luta” ferrenha em tentar propagar a não existência de Deus e consequentemente do seu ato criador.

Por que é assim? Existem alguns fatores que corroboram com tal incredulidade, e podemos defini-lá em dois estágios. Espiritual é material, ou carnal como queiram. Naturalmente as questões últimas ou as consequências dos acontecimentos tem lugar primeiro na esfera espiritual, por exemplo, o ato de crer o não em Deus dá, nos-à impressão de que seja uma atitude puramente de escolha humana, em termos físicos sim, mas a realidade é outra 2ª Ts. 3. 2 “E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.”

Jo. 10. 26 “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito.” Mc 4. 12 “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.” Os versos bíblicos vem nos comprovar que a essência que induz a rejeição na palavra de Deus NÃO é de cunho intelectual, mas sim espiritual. Muitos teólogos tem utilizado o termo ajuste preciso, para demonstrar um criador inteligente e ordenado.

Para que a vida na terra tenha sido trazida por acaso, é o mesmo que uma pessoa com um revolver na mão, pudesse visualizar o outro lado do universo e visse nesse outro lado um alvo com uma polega de diâmetro e assim com um único tiro acertasse esse alvo, algo estritamente impossível, o mesmo se dá com a ordenação da vida pelo acaso, vimos como um pequeno exemplo que o olho não foi localizado na face de forma aleatória. A verdade é que se não houver o fator rejeição já fixado de ante mão na mente do indivíduo a própria biologia comprovará a existência do Deus criador, e que ela a criação, será comprovada racionalmente.