sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O problema da verdade presente.

Algumas instituições religiosas cristãs desde o seu fundamento, mantém uma postura de porta voz de Deus. Ensinam em seus pulpitos, que a verdade bíblica é derivada apenas de suas mensagens. Estão certos nessas afirmativas? A palavra de Deus é subordinada a essas denominações? A verdade bíblica como um todo, pertence apenas a um grupo de pessoas? Na realidade essa afirmação por parte dessas instituições carecem não só de apoio bíblico como vai também contra a lógica.

Vejamos algumas declarações de E. G. W. Sobre a verdade. (Nós temos a verdade. Nós a conhecemos. Louvado seja o Senhor. Carta 18, 1850.) (Há muitas verdades preciosas contidas na Palavra de Deus, mas é a “verdade presente” que o rebanho necessita agora.) (Temos a verdade é um fato e devemos manter firmemente as posições e não podem ser abaladas; mas não devemos olhar com suspeitas sobre qualquer nova luz que Deus possa enviar. OP. 231)

Jo. 14. 6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” No que concerne a vida espiritual, Jesus foi claro nas suas palavras; Ele é o meio pelo qual nós podemos nos achegar a Deus. E baseado ainda nesse verso, aquele que anda por esse caminho, tem conhecimento da verdade. Jo. 16. 13 “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

A promessa de Jesus para os seus, foi que a verdade faria parte de suas vidas, Ele não disse que as pessoas deveriam se filiar a denominação A ou B para ter acesso a verdade contida na bíblia. E com relação a lógica é a mesma coisa, Ef. 1. 13 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”

De uma forma espiritual, o verso a cima nos diz que o evangelho está intimamente relacionado com a verdade, Mt. 24. 14 “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” “E este evangelho do reino... ”Percebemos também Jesus mencionando as suas palavras, dizendo ser o evangelho do reino, que apareceria no futuro? De forma nenhuma! Ele disse: (este evangelho) ou seja, dos seus dias.

Portanto, pela lógica, o evangelho bíblico genuíno é foi e sempre será uma verdade presente, diferentemente dessas denominações religiosas as quais dizem ser portadoras da verdade, que introduzem sempre uma suposta verdade presente. Diminuindo com isso a verdade presente dita por Cristo, a mais de dois mil anos. Todos os versos a cima confirmam que os seguidores tem a verdade, eles não precisam de se filiar a uma instituição que se intitula como sendo possuidora da verdade, pelo fato da verdade bíblica ser atual.

Qual o real perigo dessas “verdades presentes” instituídas por determinadas denominações? Primeiro, pelo fato de diminuírem a verdade estabelecida pelo evangelho, e depois tais “verdades presentes” nem sempre se configuram uma verdade de fato. Tomemos por exemplo a verdade presente do ensino adventista da porta fechada. Muitos dirão: - mas eles não ensinam isso. De fato, não ensinam. Mas ensinavam.

O ensino da porta fechada entre os adventistas surgiu devido ao fato de Jesus não ter voltado em 1844, como eles ensinavam e esperavam. Vejam uma declaração de Tiago White “Creio que veremos claramente que não pode haver outro lugar para a porta fechada senão no outono de 1844... Quando chegamos a esse ponto, toda a nossa compaixão, preocupação e orações pelos pecadores cessaram; e o sentimento e testemunho unânimes era de que nossa obra para o mundo estava terminada para sempre...” (Revista verdade presente, maio de 1850.)

E. G. W também disse que o assunto sobre a porta fechada foi uma verdade presente recebida por visão. No mesmo periódico de agosto de 1849 nas páginas 21-22 ela diz: "Ali me foi mostrado que os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, referentes à porta fechada, não podiam ser separados". E ela continua dizendo: "Vi que os sinais e maravilhas misteriosos e as falsas reformas aumentariam e se espalhariam. As reformas que me foram mostradas não eram reformas do erro para a verdade, mas do mal para o pior; pois aqueles que professavam uma mudança de coração apenas se envolviam em vestes religiosas, que encobriam a iniquidade de um coração perverso.”

Alguns pareciam ter se convertido de verdade, a fim de enganar o povo de Deus; mas se seus corações pudessem ser vistos, pareceriam tão negros como sempre. Meu anjo da guarda me ordenou que procurasse o sofrimento da alma dos pecadores, como costumava acontecer. Procurei, mas não pude vê-lo, pois o tempo para a salvação deles já havia passado."

O fato de Jesus não ter voltado na data marcada por Guilherme Miller e os outros que creram na mensagem, trouxe um problema grave para eles. Estariam eles errados na data para o retorno de Jesus? Se admitissem o erro como mais tarde o fez Miller, a ignomínia seria maior, então eles redesenharam a interpretação profética, disseram que a questão da data estava certa, o que estava errado era o fato de que Jesus não veio à terra, mas ele saiu do lado santo, no santuário celeste e adentrou no lugar santíssimo.

Segundo essa interpretação nesse período a porta da salvação estava fechada. Sim, os que rejeitaram a mensagem do advento não tinham mais chance de se salvarem. Essa interpretação é baseada na parábola das dez virgens encontrada no evangelho de Mateus 25. segundo o adventismo aquelas pessoas que não mais poderiam ser salvas são as virgens loucas, Mt. 25. 8-10 “E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Em resumo, para os adventistas as virgens prudentes são eles mesmos; as loucas são aqueles que ouviram a mensagem e a rejeitou. O fechar da porta pelo noivo (Jesus) é o desprovimento de salvação para aqueles que rejeitaram a mensagem. Percebe-se o grande problema dessas mensagens que se intitulam de verdade presente. Até quando os adventistas erroneamente ensinaram sobre a porta fechada? Isso será visto em outra ocasião.