quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Babel, ontem e hoje.

Gn. 11. 7-9 “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.”

Vemos por esses versos que o resultado desse acontecimento foi falta de entendimento entre aqueles que estavam presentes, por isso foi chamado de Babel que tem o mesmo significado de confusão. Gn. 10. 6, 8 “E os filhos de Cão são: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra.” Por esses versos vemos que Ninrode era descendente de Cão filho de Noé.

E qual o problema disso? Segundo o relato bíblico, o mundo sempre foi e será dividido em duas linhagens; falando de uma forma figurada, uma linhagem seria a linhagem da mulher e a outra seria da serpente, completamente semelhantes na condição humana, isso incluindo a natureza caída, ou pecadora inclinada para o mal. Porém, uma linhagem é propensa para o chamado de Deus e a outra não.

É dito também que Ninrod começou a ser poderoso na terra, Gn. 10. 9-10 “E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; por isso se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. E o princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar.” Babel ou Babilônia foi onde começaram a erigir a torre, o objetivo dele era instituir um reino único, contrariando a ordem de Deus de se povoar toda a terra.

Mediante isso sempre existiu as guerras relacionadas aos descendentes de Sem e de Cão ou Cam, Sl. 75. 51 “E feriu a todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cão.” Recorrendo aos dois testamentos, percebemos o fato de que não é bom estarmos ligados, filiados ou dependentes de Babilônia, naqueles dias na torre, houve uma reprovação aqueles que aderiram ao reinado de Ninrod. Atualmente existe uma reprovação espiritual para aqueles que da mesma forma estão: ligados, filiados ou dependentes de Babilônia.

É importante também atentarmos para o fato de que nos dias de Babel com Ninrod, houve uma mobilização para convergir todos os povos a serem um, assim também será nos dias atuais e também no futuro, Babilônia tentará agregar tantos quantos possíveis para o seu lado, o objetivo será o mesmo dos dias passados, criar um governo rebelde na terra. Ap. 17. 3 “E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.”

Do ponto de vista espiritual essa interpretação é muito interessante, percebemos uma mulher prostituta unida com uma besta. Sabemos que a besta é o corpo do governo mundial, assim diz o capítulo 18 de apocalipse. Já a prostituta “cuida da parte espiritual” dos habitantes da terra, tanto é assim que o verso 4 de apocalipse 17 a descreve com um cálice na mão, simbolizando o ato de “intoxicar” as nações com sua doutrina. Ap. 17. 4 “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação.”

De uma forma física de se descrever é impossível não estar em “Babilônia”. Sim, todos os viventes do mundo dependem de Babilônia, uns usufruem mais, outros menos, alguns vivem na opulência, outros na miséria, contudo, todos estão participando de Babilônia. Conforme registrado em Apocalipse 18, existem aqueles que amam Babilônia, porém há outros que exultarão com sua queda. O livro de Apocalipse retrata Babilônia de uma forma figurada, em outras palavras, o profeta está dizendo que o mundo do NT. é uma tremenda confusão, e esse estado confuso, deu lugar as ideologias a qual trouxe consigo a rebeldia e por fim a negação ao Deus criador. É a mesma disposição de espírito dos dias de Ninrod.

E isso é confirmado pela bíblia? Sim. Ap. 18. 4-5 “Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”

Vimos também em apocalipse 17. 3 a prostituta a qual representa a parte espiritual do reino dos homens. Ela está unida fortemente com a besta, essa por sua vez, representa o conjunto sociopolítico-econômico, essa comunhão entre a besta e a prostituta, representa a unidade de governo que será estabelecido. Surge então uma questão: qual é a religião de Babilônia? A religião oficial de Babilônia é aquela que é contrário aos ensinamentos bíblicos.

Porque defendo essa ideia? Pelo fato de crer na bíblia? Sim. Mas, não só por isso. Todas as outras religiões mundo afora não tem como contrastar com uma Babilônia espiritual, isso só acontece com a religião derivada da bíblia, devido ao fato de ser algo instruído por ela. Isso significa que todos os seguimentos oriundos do cristianismo estão isentos de Babilônia?

Absolutamente. Eu disse anteriormente que a religião oficial de Babilônia é aquela que é contrário aos ensinamentos bíblicos. Eu não disse aos ensinamentos denominacionais, pelo contrário, todas, e isso quase sem exceção, estão servindo Babilônia, todas elas se contaminaram com um sincretismo religioso camuflado de verdade bíblica. Por exemplo: Já vi e ouvi pregadores religiosos cristãos acusando pessoas que não acreditam na trindade de pertencerem à seitas religiosas.

Segundo esses homens, a trindade e outros dogmas e doutrinas religiosas cristãs, pertencentes ao período pós bíblico. Ou seja, que não foram embasadas pelos escritores bíblicos, mas foram formuladas no 4º século da era cristã são inspiradas. Na verdade, elas são um produto de um sincretismo religioso, carentes de lógica e de base bíblica. 2ª Tm. 3. 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.”

Toda a escritura refere-se sobretudo ao AT. Não nos é dito que os ensinos dos líderes religiosos que sucederam os apóstolos são inspirados, não diz que seria necessário estipular uma doutrina sobre quem é o Deus criador, algo que já há muito era definido. A Inspiração não diz que Jesus é o Deus filho. Portanto, devemos cuidar para não sermos intoxicados com o vinho de Babilônia.







domingo, 1 de dezembro de 2024

1844 e o santuário, algumas considerações.

Acredito que as mobílias e todos os elementos os quais compunham o santuário celestial descrito principalmente nos livros de hebreus e apocalipse, são alegóricos. ou seja, são representativos, esboçam uma imagem finita para a compreensão humana. Os adventistas do sétimo dia ensinam o seguinte sobre o Santuário: O santuário terrestre do Antigo Testamento é uma réplica do santuário celestial. As atividades que foram realizadas no santuário terrestre pelos sacerdotes israelitas, estão agora sendo realizadas por Cristo no santuário celestial desde Sua ascensão ao céu. Antes de 22 de outubro de 1844, o trono de Deus está no Lugar Santo. Não há evidência bíblica disso. Ellen White viu isso em uma visão.1

Quando Cristo ascendeu ao céu, Ele entrou no primeiro compartimento do santuário celestial, o Lugar Santo, e permaneceu ali realizando um trabalho semelhante ao dos sacerdotes terrestres no Lugar Santo do templo terrestre. Cristo permaneceu no Lugar Santo até 22 de outubro de 1844, quando Ele (e o Pai) se mudaram do Lugar Santo para o segundo compartimento do santuário celestial, o Lugar Santíssimo, para começar a purificar o santuário celestial (Dn 8:14) realizando o Julgamento Investigativo do antitípico Dia da Expiação.

Assim como os pecados dos israelitas eram colocados sobre o cordeiro sacrificial, levados para o templo pelo sangue do cordeiro e aspergidos no véu pelo sacerdote, assim os pecados confessados dos cristãos são transferidos para o santuário celestial pelo sangue de Jesus. Como os pecados se acumularam no santuário celestial, ele se tornou "contaminado" e necessita de limpeza.

O santuário terrestre era purificado no Dia da Expiação quando o sumo sacerdote levava sangue para o Lugar Santíssimo e o aspergia no propiciatório. Da mesma forma, os ASDs dizem que o mesmo processo ocorre no santuário celestial que se tornou contaminado pela confissão dos pecados dos crentes. Eles ensinam que o sangue de Jesus levou esses pecados para o santuário celestial:

Assim como antigamente os pecados do povo eram colocados pela fé sobre a oferta pelo pecado e, por meio de seu sangue, transferidos, em figura, para o santuário terrestre, assim também na nova aliança os pecados dos arrependidos são colocados pela fé sobre Cristo e transferidos, de fato, para o santuário celestial.2” Em resumo, em 1844, Cristo se mudou para o Lugar Santíssimo e começou o processo do Dia da Expiação no céu para purificar o santuário. Este processo continuará até pouco antes de Seu retorno à Terra.

Aqui estão alguns problemas com os ensinamentos da IASD sobre o santuário. Cristo entrou no Lugar Santíssimo em Sua ascensão, não em 1844 - Ao comparar a evidência bíblica encontrada na descrição do Antigo Testamento do Dia da Expiação (Lv 16) com a descrição do Novo Testamento do Dia da Expiação (Hb 9), a localização de Jesus no templo celestial pode ser determinada exatamente: Hb 9. 24 “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.”

Quando Hebreus foi escrito, Jesus estava aparecendo na presença de Deus. Quando Apocalipse foi escrito, Ele estava sentado com Seu Pai no trono de Deus, Ap 3. 21 “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” Portanto, Jesus estava no Lugar Santíssimo durante o primeiro século. No antigo templo, o propiciatório sobre a Arca da Aliança simbolizava o trono de Deus, vigiado por dois querubins. A Arca estava no Lugar Santíssimo do templo. Lv 16. 2 “Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. O lugar da presença do Senhor no tabernáculo do Antigo Testamento era sobre o propiciatório no Lugar Santíssimo.

Para que Cristo entrasse na "presença de Deus", Ele deve ter entrado no Lugar Santíssimo para aparecer diante do propiciatório. Isso é ainda mais validado pelo fato de que os autores do Novo Testamento repetidamente se referem a Jesus como sentado ou de pé à direita de Deus. Ele nunca é retratado em uma sala separada de Deus, Mc. 16.19 “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.

Rm. 8. 34 “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Hb. 8. 1 “Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Vemos então, que o ensino dos adventistas sobre a ida de Jesus à presença de Deus somente após 1844 não tem suporte bíblico. Jesus abriu a porta do Lugar Santíssimo em Sua ascensão.

Assim sendo, Jesus, por Sua morte sacrificial, abriu o caminho para que entrássemos no Lugar Santíssimo para que pudéssemos levar nossas petições diretamente ao "trono da graça". O "trono da graça" não poderia ser nada além do Propiciatório no Lugar Santíssimo, onde a "presença de Deus" habita. O caminho para o Lugar Santíssimo foi aberto desde a ascensão de Cristo. Antes de 1844, como humanos pecadores poderiam ter acesso ao Santíssimo se o próprio Cristo não estivesse ministrando lá? E como os cristãos do primeiro século, a quem o livro de Hebreus foi endereçado, poderiam se aproximar do trono da graça no Santíssimo se a porta para o Santíssimo não foi aberta antes 1844?

Jesus é o véu, todos os itens no tabernáculo do Antigo Testamento apontavam para o ministério de Cristo no santuário celestial. O "véu" no santuário terrestre que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo era um símbolo usado para representar a obra de Jesus. Hb. 10. 19-20 “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne.”

A Bíblia não ensina que há um pedaço de pano pendurado no céu entre os apartamentos do Santuário, mas sim que Jesus Cristo é o próprio "véu!" Mc. 15. 37-38 “Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. O rasgar do véu indicou que Cristo havia aberto o caminho para o Lugar Santíssimo.

O próprio Cristo “é o véu que foi rasgado". Assim como o sacerdócio levítico ministrava no tabernáculo terrestre, o "sacerdócio real da nova aliança” tem acesso ao tabernáculo celestial. Ao contrário do sacerdócio levítico, no entanto, esse sacerdócio tem acesso direto ao "trono da graça" através do "novo e vivo caminho" que Cristo abriu para nós através do véu, que é Seu corpo. Portanto, desde o primeiro século o acesso ao Lugar Santíssimo é permitido através de Cristo.

1. Ellen White,Primeiros Escritos, 55. 2. Ellen G. White, O Grande Conflito, 421.

domingo, 3 de novembro de 2024

A bíblia não ensina a trindade 3.

Em outros assuntos vimos que Jesus não é Deus no sentido estrito, a bíblia assim o diz. Adão, o primeiro homem, era totalmente humano e por seu ato de desobediência trouxe o pecado ao mundo. Jesus é chamado de “último Adão” 1ª Co. 15. 45 “Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.” Essa designação não seria apropriada se Jesus não fosse totalmente humano da mesma forma que Adão. Além disso, Adão é chamado de “tipo” de Jesus Cristo.

Rm. 5. 14 “No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir” Em outras versões a palavra é “tipo” tupos em grego (#5179 τύπος), que pode ser definida como “um tipo, padrão, modelo ou exemplo de outra coisa”. Embora outras versões traduza tupos como “figura”, a maioria das versões diz “padrão” “protótipo” ou “tipo”. Adão era um tipo, protótipo ou padrão de Cristo porque ele era totalmente humano.

Mas se Jesus era cem por cento homem e cem por cento Deus, então Adão não poderia ser um “tipo” de Cristo, porque Adão não tinha uma “natureza divina”. A Bíblia diz em muitos versículos que há apenas um Deus, e “Deus” não tem um Deus. Is. 44. 6 “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” Ef. 4. 6 “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.” Esse verso identifica o único Deus com sendo o Pai. Em contraste com “Deus”, que sozinho é Deus e não tem um Deus, Jesus tem um Deus.

Mesmo antes de Jesus nascer, havia uma profecia de que ele teria um Deus, Mq. 5. 4 “E ele permanecerá, e apascentará ao povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora será engrandecido até aos fins da terra.” E a partir dai, os acontecimentos se deram exatamente dessa forma, vejamos.

Mt 27. 46 “E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Muitos irão dizer, isso é devido ao contexto, ou seja, Jesus viveu como homem. Mas, mesmo após a ressurreição ele continuou dizendo que tinha um Deus, Jo 20. 17 “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”

E o interessante é que a bíblia nos informa também, que mesmo após sua ascensão ao céu, Jesus continuou a ter um Deus, Ap. 3. 12 “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.”

Além disso, há muitos outros versos no Novo Testamento que falam claramente de “Deus” sendo o “Deus” de Jesus Cristo, veremos apenas dois, Rm. 15. 6 “Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” 2ª Co. 1. 3 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.”

Vimos então, que Jesus tem um Deus. Diferentemente de Jesus, tanto a bíblia quanto o próprio Jesus testificam que o pai não tem um Deus. Ou seja, não existe o Deus de Deus pai, pelo contrário, Jesus chamou Deus de “o único Deus verdadeiro”, Jo. 5. 44 “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único? A leitura direta deste versículo é que Jesus não pensava em si mesmo como Deus. Vejamos outro verso, Jo. 17. 3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Pareceria hipocrisia, ou pelo menos confuso, que Jesus se referisse a Deus como “o único Deus verdadeiro” se soubesse que tanto ele quanto “o Espírito Santo” também eram “Pessoas” em um Deus trino, e que o Pai compartilhava Sua posição como “Deus” com eles.

É muito mais provável que Jesus tenha falado a verdade simples, quando chamou seu Pai de “o único Deus verdadeiro”. De que mais Jesus chamou Deus? Lc. 10. 21 “Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.

Jesus chamou Deus de Senhor do céu e da terra. Essas não poderiam ser palavras ditas por Jesus, se realmente a Trindade fosse verdadeira. Não é assim que os iguais se dirigem uns aos outros. Além disso, se o Espírito Santo fosse um terceiro membro da Trindade e, portanto, também “Senhor do céu e da terra”, parece que Jesus não o teria deixado de fora de sua oração.

Além disso existem inúmeros versos bíblicos onde diz que Deus é o pai, por exemplo: 1ª Co. 8. 6 “Todavia para nós há um só Deus, o Pai,” … O verso começa dizendo: “para nós há um só Deus”, se a doutrina da Trindade fosse verdadeira, esperaríamos que ela nomeasse quem é Deus de uma forma tipicamente trinitária, como sendo “o Pai, o Filho e o Espírito Santo”. Certamente não esperaríamos que ela nomeasse apenas o Pai como Deus. Sendo assim, podemos dizer que não existe uma trindade de Deus na bíblia.


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Analisando 2 Pedro 2. 4 e Judas verso 6.

2ª Pedro 2. 4 "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo." Judas 6 “E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.”

O cristianismo com sua Interpretação Popular ensina que os versos lidos provam de que os anjos pecaram no céu, unidos na rebelião com Lúcifer e por isso merecem aguardam a sua punição. Em outros assuntos nós já vimos, segundo os relatos bíblicos que os Anjos não podem pecar e nem morrer, Lc. 20. 36 “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.”

Se a declaração sobre os Anjos caídos for mesmo literal, existe uma contradição nos ensinos bíblicos. Uma das contradições seria as palavras ditas por Jesus em Lucas 20. 36. E também é ensinado pelo cristianismo popular que os Anjos caídos são os instigadores, que levam as pessoas a pecar. Se isso se refere a anjos literais, então eles não vão levar as pessoas ao pecado, porque eles estão acorrentados em um lugar seguro, portanto estão sem liberdade para agir.

O contexto sugere que Judas 6 é uma referência a um fato bem conhecido: vale relembrar também que não há registro em qualquer outro lugar na Bíblia sobre os anjos que pecaram, como então os apóstolos poderiam lembrar estes cristãos sobre essas coisas? Os exemplos citados, Judas e Pedro são tirados do A T. que eram bem conhecidos.

Não há outras indicações de que estas coisas aconteceram, exceto no livro de Enoc. Fora desse livro, não há menção de anjos que pecaram, ou que foram imediatamente acorrentados na escuridão. Pelo contrário, Jó 38. 7 “Quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? Possivelmente (estrelas da alva) são uma referência aos Anjos. Gn. 1. 31 “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” Por esse verso percebe-se claramente a ausência do pecado.

A palavra "anjos" também pode se referir aos homens. Vejamos: Mt. 25. 41 “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” Então, os "anjos" serão julgados no "grande dia" na segunda vinda. No contexto de Mateus capítulo 25 O castigo é direcionado aos homens indignos, os quais serão completamente destruídos.

Pelo que lemos em Lucas 20. 36 os Anjos não podem morrer ou mesmo ser destruídos, Dn. 3. 27-28 “Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles. Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus.”

Um anjo andava com três amigos de Daniel na fornalha ardente. Outro episódio de um Anjo no meio do fogo se encontra em Jz. 13. 20 “Sucedeu que, subindo para o céu a chama que saiu do altar, o Anjo do Senhor subiu nela; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.” Sl. 104. 4 “Deus "faz seus anjos espíritos e dos seus ministros um fogo abrasador". Portanto, esses "anjos" que estavam sendo condenados em Mateus 25 são seres humanos, porque o fogo não pode destruir os anjos.

Judas 7 “Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.” O verso diz que Sodoma e Gomorra também "foram definidos como exemplos daqueles que irão sofrer a vingança do fogo eterno" (ou seja, destruição total após o julgamento.

Isto implica que os anjos que pecaram tornaram-se um exemplo público (como Sodoma) do que aconteceria ao desobedecer a Deus? No entanto, não há evidência bíblica sobre Anjos que pecaram no céu ou no Éden, sendo assim, como esses anjos do verso 6 "foram tomados como um exemplo"? Não há indicação de que mesmo Adão e Eva viram a punição de alguém a não ser serpente. Vale lembrar que o pecado entrou no mundo "por um homem", Adão e não por um Anjo pecador, Rm. 5. 12 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”

2ª Pe. 2. 9-11 “É porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores, ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.”

Nesses versos percebemos que esses Anjos não são literalmente Anjos, isso é demonstrado pelo fato de que eles falam mal de pessoas, enquanto os Anjos não fazem isso. Outro fato é que o verso nada diz sobre Anjos bons e Anjos maus, só diz que os Anjos são seres superiores e promovem o bem. .

O que significa “algemas eternas ou cadeias da escuridão", relacionado ao verso 6 de Judas? Representa a morte em
Jó. 3. 18 “ Ali os presos juntamente repousam, e não ouvem a voz do exator.” A bíblia compara a morte com uma prisão, muitas das vezes, diz que os mortos estão presos, enlaçados conforme Pv. 13. 14 “A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.” Assim, os Anjos, isto é, os mensageiros estão mortos. Eles estão "reservados" para o dia do juízo. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

A bíblia não ensina a trindade 2.

As profecias do Antigo Testamento sobre a vinda do Messias predisseram que ele seria um ser humano. Se entendermos e acreditarmos nisso, muitos conceitos errados sobre Jesus serão eliminados. Por exemplo, se ele era totalmente humano e não parte humano e parte Deus, então ele teve um começo. Além disso, ele não poderia ter existido antes de ser concebido; os seres humanos não existem antes de serem concebidos, e isso significa que Jesus não existia no Antigo Testamento exceto na mente de Deus e na expectativa das pessoas.

Segundo as profecias do Antigo Testamento, o Messias seria descendente de Eva, Gn. 3. 15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Ele seria descendente de Judá, Gn. 49. 10 “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.”

O Messias também seria um profeta como Moisés Dt. 18.15 “O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás.” Ele seria filho de Davi, Is. 11. 1 “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo”. Um rei governando sob Yahweh, Sl. 110. 1-2 “Disse o Senhor ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O Senhor enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.”

Sendo assim Ele seria um governante dentre o povo de Israel, Jr. 30: 21 “O seu príncipe procederá deles, do meio deles sairá o que há de reinar; fá-lo-ei aproximar, e ele se chegará a mim; pois quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim? — diz o Senhor.” Isso explica por que todas as pessoas esperavam um Messias humano. Com relação ao salmo 110. 1 ele tem sido mal compreendido e deturpado.

A maioria das versões trás assim: “Disse o Senhor ao meu Senhor….” A palavra “Senhor” traduzida com S maiúsculo é Jeová, mas muitos comentaristas trinitários argumentam que “meu Senhor” neste versículo é a palavra hebraica adonai, outro nome usado para Deus, portanto, prova que o Messias é Deus. Mas o texto hebraico não usa adonai, ele usa adoni (pronuncia-se a-do-'nee), que é sempre usado nas Escrituras para descrever mestres e senhores humanos, mas nunca Deus. E isso, é uma boa evidência de que o Messias não é Deus, e é uma das razões pelas quais os judeus esperavam que o Messias fosse um governante humano como os outros reis que governaram sob a direção de Deus.

Dn. 7. 13 “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.” Esse verso do Antigo Testamento também se refere ao Messias como “alguém semelhante a um filho de homem”. A frase “filho do homem” era uma expressão semítica para um ser humano e é usada dessa forma em todo o Antigo Testamento. Mas quando Daniel se referiu ao Messias como “alguém semelhante a um filho de homem”

Essa frase “filho de homem” também se tornou um título do Messias. Isso explica por que Jesus chamou a si mesmo de “filho do homem”. Mt. 9. 6 “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados— disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.” Mt. 11. 19Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” 

O uso de “filho do homem” em referência ao Messias, é mais uma evidência de que Jesus era plenamente homem e mais uma razão pela qual as pessoas esperavam que o Messias fosse humano. O Novo Testamento também ensina que Jesus era um homem. E mesmo o próprio Jesus disse isso, Jo. 8. 40 “Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso.”

Jesus disse que ele era “um homem que havia dito a verdade” Ele não estava sendo hipócrita e escondendo sua “natureza divina”. Na verdade Ele estava fazendo uma declaração factual que reforçava o que os judeus esperavam do Messias – que ele seria um homem plenamente humano. Os apóstolos também ensinaram que Jesus era um homem, o apóstolo Pedro fez uma declaração muito clara a esse respeito, vejamos na bíblia versão católica, At. 2. 22 “Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis.” Pedro ensinou claramente que Jesus era um homem e que Deus fazia milagres “por ele”.

Se a Trindade realmente existisse, quando Pedro reuniu milhares de judeus devotos no Dia de Pentecostes, teria sido um bom momento para ensinar sobre. Mas, em vez disso, Pedro disse aos judeus que Jesus era o Messias que eles esperavam: um homem aprovado por Deus. Paulo também ensinou que Jesus era um homem. Vejamos na versão católica, At 17. 31 “Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos.”

Paulo nunca disse ou deu a entender que Jesus era outra coisa senão um “homem”. Especialmente porque o público grego de Paulo era politeísta, parece que se houvesse uma Trindade, Paulo a teria ensinado à multidão. Enquanto os Judeus provavelmente teriam ficado muito chateados se alguém ensinasse que havia uma Trindade, estes Gregos politeístas quase certamente não teriam ficado chateados, então este teria sido um momento perfeito para apresentar o assunto às pessoas. Mas em vez disso, Paulo disse que Jesus era um homem designado por Deus.

Existem vários outros versículos do Novo Testamento que afirmam que Jesus era um homem. Rm. 5. 15 “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.” Alguns teólogos ensinam que somente Deus poderia pagar pelos pecados da humanidade, mas a Bíblia diz especificamente que um homem deve fazê-lo. O livro de Coríntios afirma o mesmo que Romanos.

1ª Co. 15. 21 “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.” 1ª Tm. 2. 5 “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” A doutrina trinitária tenta explicar os versículos que dizem que Jesus era um homem dizendo que ele era um homem sim, mas também era Deus ao mesmo tempo. Mas há problemas com isso.

Uma é que não existe um único versículo que diga que Jesus era Deus e homem. A doutrina Deus-homem é construída em um período extra bíblico. Além disso, os estudiosos admitem que existem apenas cerca de oito versículos em todo o Novo Testamento que podem ser entendidos como dizendo que Jesus é Deus, e cada um deles pode ser traduzido de uma forma que apoie também a posição bíblica unitarista. Esse versos que parecem apoiar a posição trinitária pode ser contestado textualmente, ou pode ser explicado a partir do uso da palavra “Deus” na cultura.

Em contraste, os versículos onde se diz que Jesus é um “homem”, como quando Pedro ou Paulo ensinaram ao seu público que Jesus era um homem designado por Deus, esses não são contestados. Hb. 2. 17 “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.”

Este versículo mostra claramente que Jesus não era totalmente humano e totalmente Deus ao mesmo tempo. Se fosse, não seria como nós em todos os aspectos. Se acreditarmos que Jesus era completamente humano, este versículo pode ser considerado verdadeiro. Mas, se Jesus é totalmente Deus e totalmente humano, é, na melhor das hipóteses, confuso. Nenhum de nós teríamos dúvidas, preocupações e medos, se fossemos Deus. Dizer que Jesus foi feito como nós em todos os sentidos significa dizer que Jesus não era “Deus homem”.





quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Qual é a responsabilidade de Deus com os sabatistas?

Quão bom seria, se todos os trabalhadores pudessem descansar no fim de semana. Quem é aquele que realmente labuta, que produz, que não gostaria de poder descansar nos fins de semana? Infelizmente o mundo secular mesmo com toda a sua modernidade não nos permite isso. Porém, surge uma pergunta: e no meio religioso cristão, precisamos realmente guardar o sábado? Para essa pergunta, surge algumas respostas.

A primeira delas consta na realidade de que a lei do sábado não foi dada para nós os ditos gentios, isso é facilmente comprovado pelos escritos bíblicos, Ex. 24. 12 (Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.) Muitos dirão: - para os ensinares. Sim, verdade, mas ensinar a quem?

Dt 9. 9-10 (Subindo eu ao Monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do Concerto que o Senhor fizera convosco, então fiquei no Monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi e água não bebi; e o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus, aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no Monte, do meio do fogo, estando reunido todo povo.)

Aparentemente o ensinamento é para todos, porém, os próximos versos definem com exatidão, a quem a lei era dirigida, Ex. 34. 27-28 (Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.) (Grifo meu.)

2ª Cr. 5. 10 (Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel.) 2ª Cr. 6. 11 (Nela pus a arca em que estão as tábuas da Aliança que o Senhor fez com Israel.) Ex. 25. 22 (Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.)

Por esses versos fica comprovado que a aliança do AT. Foi feita somente entre Deus e os judeus. Na realidade o descanso sabático ou de outro dia qualquer é fundamental para a restauração das forças. No entanto, para nós os povos que não estamos dentro de Jerusalém, nem mesmos regidos pela lei total do AT. A exigência para se guardar o sábado em detrimento, mesmo da perda do próprio trabalho não faz sentido.

As igrejas sabatistas, ou seja, aquelas que exigem a guarda do sábado dos seus seguidores, dizem que os mesmos devem exercitar sua fé, de que Deus proverá um trabalho afim de que eles possam guardar o sábado. Concordo também de que a fé na provisão de Deus, deve sim ser uma realidade daqueles que creem. Creio piamente que todas as coisas acontecem devido a vontade e decreto de Deus.

Porém, o que não é lógico e muito menos racional, é alguém ser obrigado a deixar o seu trabalho, sem ter um apoio da instituição que o obriga a fazer tal escolha. Vale ressaltar que os israelitas foram sim obrigados a guardar o sábado. No entanto, a cidade, isto é, Jerusalém, era o seu abrigo, e existia ainda o fato de que todos indistintamente estavam obrigados a mesma coisa, a lei era para todos. E, também a própria mão de obra deles os favoreciam, eles trabalhavam com a terra.

Isso resume bem o fato de Deus não ter estabelecido a lei do sábado para todas as nações. Nós não vivemos uma teocracia, os trabalhadores na sua grande maioria não são favorecidos com relação a não trabalhar no sábado, não existe lei para isso, os variados tipos de trabalhos diferenciam em muito o estilo vivido pelos israelitas no tempo do AT. Sendo assim, constitui-se um autoritarismo muito grande por parte dessas denominações, apenas exigem, mas não movem uma palha para providenciar nada para ajudar aqueles que perderam e perdem seus empregos.

Dt. 6. 16 (Não tentarás o Senhor, teu Deus, como o tentaste em Massá.) Cito esse verso, apenas para esclarecer, os que acreditam que Deus proverá algo para aqueles que abandonaram os seus empregos por causa da guarda do sábado, pode ser que sim, pelo fato de Deus ser misericordioso, como também pode ser que não, pelo fato descrito a seguir, Dt. 28. 1 (E será que, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.)

Aqui existia uma cláusula, e essa, era a obediência em tudo aquilo que foi ordenado, o verso a seguir diz exatamente isso, Dt. 28. 15 (Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão.)

Dt. 27. 26 (Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém!) Cumpre os sabatistas na integra a lei de Deus? Não, ninguém cumpre. A exigência da lei não era algo parcial a se cumprida, não se restringia a parcialidade dos dez mandamentos, ou seja, quando era exigido a guarda do sábado a observação era para ser total e irrestrita.

Neste sentido Deus não tem nenhuma obrigação de prover um trabalho para aqueles que “guardam” o sábado, esse pacto não foi feito conosco. A obrigação deveria estar com aqueles que promovem tal ideologia, sim, as denominações sabatistas. Em outras palavras eles te “lançarão na água antes mesmo de te ensinar a nadar”. Em Israel não foi assim, já no deserto todos estavam debaixo de uma perspectiva, após o Sinai, todos eles estavam subordinados a uma obrigação comum.

Chegando na terra prometida, tudo foi feito para atender as exigências impostas pela lei, assim, as autoridades, profetas, sacerdotes, juízes e posteriormente os reis, deveriam ter o mesmo propósito do povo comum. E com relação a guarda do sábado na atualidade? Como sobreviver a um regime desconhecido por muitos, e sobretudo em uma condição que não nos foi imposta? As autoridades seculares sancionarão leis as quais beneficiarão os guardadores do sábado? Não, de jeito nenhum!

Surge uma pergunta: as denominações exigentes, com relação a obediência à guarda do dia de sábado, batalharão em prol do irmão neófito para que ele consiga guardar esse dia? Em outras palavras possivelmente eles dirão: - a batalha é sua irmão, e você já tem a arma necessária, isto é, a fé. Muito provavelmente eles estarão mais preocupados com sua fidelidade relacionado a devolução dos dízimos. Porém, isso é um outro assunto.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A bíblia não ensina a trindade. I

A Bíblia ensina que existe um Deus, o Pai, e um Messias e Senhor, Jesus Cristo. Por outro lado, A doutrina ortodoxa da Trindade ensina que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, e os três são coiguais, coeternos e compartilham a mesma essência, e juntos esses três indivíduos “Pessoas” são um Deus triúno; também, Jesus é cem por cento Deus e cem por cento homem, e tanto a natureza divina de Jesus quanto a sua natureza humana vivem juntas em seu corpo carnal. A doutrina da Trindade, embora amplamente aceita, nunca é declarada na Bíblia.

Saber que existe apenas um Deus, e que Ele não é trino e, que não compartilha Sua identidade com outros dois, eleva-o à Sua posição legítima como o único Deus da Bíblia, o Criador do universo, Aquele a quem amamos com todo o nosso coração, alma, mente e força. Da mesma forma, saber que o Senhor Jesus é quem Pedro disse em At. 2. 22 “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis”. (homem aprovado por Deus).

Como dito a cima A palavra “Trindade” não está na Bíblia. Embora isso não exclua a possível existência da Trindade. No entanto, é uma prova de que a doutrina é anti-bíblica. Os trinitarianos diferem, às vezes muito, nas suas definições da Trindade. A Igreja Ortodoxa Oriental difere da Igreja Ocidental na relação do Espírito Santo com o Pai e o Filho. Além disso, os trinitarianos que defendem a definição “clássica” da Trindade, de que Jesus era cem por cento Deus e cem por cento homem enquanto esteve na terra, acreditam de forma diferente dos trinitarianos kenóticos, que acreditam que Jesus deixou de lado sua divindade enquanto era um homem na terra. Os pentecostais unicistas dizem que a fórmula clássica da Trindade está completamente errada. No entanto, todos estes afirmam que Cristo é Deus e que a Bíblia apoia a sua posição.

Um estudo da história da Igreja Cristã, mostra um desenvolvimento definido na doutrina da Trindade ao longo dos séculos. Por exemplo, a forma inicial do Credo dos Apóstolos, que se acredita datar de pouco depois da época dos próprios apóstolos, não menciona a Trindade ou a natureza dupla de Cristo. Além disso, afirma apenas: “Creio no 'espírito santo'”, o que poderia facilmente referir-se ao dom do espírito santo, assim como a uma terceira “Pessoa” na Trindade. O Credo Niceno, escrito em 325 d.C. e modificado mais tarde, adicionou o material sobre Jesus Cristo ser “eternamente gerado” e “verdadeiro Deus”, e sobre o Espírito Santo ser “Senhor”.

Mas foi o Credo Atanasiano, provavelmente composto no final dos anos 400 ou início dos anos 500 d.C., que foi o primeiro credo a declarar explicitamente a doutrina da Trindade, e diz que se uma pessoa não acredita na doutrina, ela não é salva, mas perecerá para sempre. No entanto, dizer que uma pessoa que não acredita na Trindade não é salva contradiz a Bíblia. Por exemplo, quando Pedro se dirigiu aos judeus no Dia de Pentecostes, ele não mencionou a Trindade ou que Jesus era Deus em carne, mas cerca de 3.000 pessoas na audiência foram salvas At. 2. 41 “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”.

Um dos argumentos mais convincentes a favor do Unitarismo Bíblico é que Deus nunca é descrito como sendo composto de “três”. Ou “três em um”, “Pai, Filho e Espírito Santo”, os três formando um Deus. Muitos trinitaristas apontam para Mateus 28. 19 que lista o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas não chama os três de “Deus”. Mateus 28.19 não está definindo Deus, está afirmando a autoridade pela qual os discípulos batizarão: pela autoridade de Deus, de Cristo, e pelo poder do espírito santo. Simplesmente mencionar três coisas juntas não as torna “Deus”. Por exemplo, se em Mateus 28. 19 lesse “Batize-os no 'nome' (isto é, autoridade) de Abraão, Isaque e Jacó”, isso não tornaria essas três pessoas “uma só Pessoa”.

Além disso, as duas naturezas de Jesus (ele sendo totalmente Deus e totalmente homem) estão completamente ausentes das escrituras. Nunca se diz que Jesus tem duas naturezas, duas personalidades, duas mentes, dois espíritos dentro dele. Ele é sempre visto como uma pessoa com uma mente.

Os trinitaristas dizem que o “trio” é tão vital quanto a sua unidade, mas a Bíblia nunca menciona a “trindade” de Deus, ao passo que menciona a sua unidade muitas vezes, por exemplo: Dt. 4. 35 A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão ele”. Is. 44. 6 e 8 “Assim diz o Senhor, Rei de Israel e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; porventura, desde então, não vo-lo fiz ouvir e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça”.

Jo. 5. 44 “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis”. Assim sendo, Não há versículos que definam Deus como sendo Pai, Filho e Espírito Santo. Não há versículos que definam Deus como sendo três, três em um ou um triplo de pessoas. Não há versículos que digam que Jesus tem duas naturezas ou duas mentes. Não há versículos que digam que Jesus é um Deus-homem, ou que ele é totalmente Deus e totalmente homem. Não há versículos que chamam Jesus de “gerado eternamente”, a bíblia diz que ele foi gerado ou “nascido” de Maria.

Se a doutrina da Trindade fosse realmente genuína e central para a crença cristã, como afirmam todos os trinitarianos, e especialmente se a crença nela fosse necessária para a salvação, como eles ensinam, ela teria sido claramente afirmada na Bíblia e mesmo nos primeiros credos cristãos. A Trindade não está “oculta” e não é um “mistério”, ela simplesmente não existe.

Deus deu as Escrituras ao povo judeu, e a religião e adoração judaica que vem dessa revelação não contém qualquer referência ou ensino sobre um Deus triúno. Visto que Deus deu o Antigo Testamento aos judeus, certamente eles estavam qualificados para lê-lo e compreendê-lo, mas nunca viram nele a doutrina da Trindade; na verdade, muito pelo contrário. Ao longo da sua história, os judeus defenderam ferozmente o fato de que havia apenas um Deus.

O próprio Jesus vinculou o maior mandamento da Lei com a existência de um só Deus. Um especialista na lei do Antigo Testamento perguntou a Jesus qual dos mandamentos era o mais importante. Mc. 12. 29-30 “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”.

Esse estudioso de acordo com os ensinamentos dos rabinos e a revelação e práticas dadas aos judeus, teria acreditado que Deus o criador era o único Deus verdadeiro. Mas Jesus nunca o corrigiu ou tentou modificar suas crenças, ele simplesmente reforçou o que este homem já acreditava – que há somente um Deus. Além disso, os pronomes na Bíblia que se referem a “Deus” são singulares e existem muitos deles. “A Bíblia Hebraica e o Novo Testamento contêm bem mais de vinte mil pronomes e verbos que descrevem o Deus Único” Os pronomes singulares incluem “eu”, “meu” e “ele”.

Os pronomes que se referem ao “Pai”, a Jesus e ao “Espírito Santo” se houvesse uma Trindade não poderia ser singular, pelo fato de que a Trindade é tida como sendo um “Deus” trino, isto é, consistindo em três “Pessoas ”, naturalmente os pronomes associados a “Deus” estariam no plural. De acordo com a doutrina trinitária, cada “Pessoa” no Deus triúno é individualmente onipresente, onisciente; e todo-poderoso, e cada um individualmente tem sua própria vontade, sua própria mente.

Jesus não poderia ter dito ao Pai: “não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Jo. 3. 16 “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Mas se “Deus” fosse composto de três seres co-iguais, cada um com sua própria mente e concordando juntos em enviar Cristo, esperaríamos que dissesse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que eles deram o Filho unigênito…. ” O fato de os pronomes na Bíblia se referirem a “Deus” como um ser singular é evidência de que não existe Trindade.