quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Leis de saúde ou cerimônia religiosa. Parte 2

Na antiga aliança várias doenças de pele faziam com que uma pessoa fosse considerada impura. Se uma ferida fosse mais profunda do que a pele ou se o pelo no local da praga ficasse branco, a pessoa era considerada imunda; Lv. 13. 3 (O sacerdote lhe examinará a praga na pele; se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará e o declarará imundo.) Se o problema de pele se espalhasse, o sacerdote pronuncia que a pessoa estava impura Lv. 13.8 (Este o examinará, e se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é lepra.)
        
Assim sendo tais pessoas teriam que viver fora do acampamento e advertir as outras pessoas que não eram limpas, Lv. 13. 45-46. (As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.)

Quando alguém era declarado limpo, o sacerdote matava um pássaro, e o mergulhava outra ave no sangue, aspergido a pessoa e lançou a ave viva, Lv. 14. 2, 6-7 (Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote... Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes. E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.)

A pessoa, que era declarada limpa tinha que raspar o seu pelo e se lavar duas vezes, em seguida oferecia uma oferta pela culpa e outra como expiação pelo pecado, e o sacerdote molhava o lóbulo da orelha direita, e o polegar direito e o dedão do pé direito e a pessoa era declarada limpa. Surpreendentemente, se o problema cobrisse todo o corpo, a pessoa era considerada limpa, Lv. 13. 12-13 (Se a lepra se espalhar de todo na pele e cobrir a pele do que tem a lepra, desde a cabeça até aos pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote, então, este o examinará. Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha; a lepra tornou-se branca; o homem está limpo.)
              
Se em uma casa ou mesmo em uma veste fosse encontrado o vestígio de contaminação eram considerados imundos. Não há registro de que a lepra atacava uma veste ou mesmo uma parede para designar lepra é a mesma para fungo e mofo. Assim sendo a veste ou mesmo a parede estavam mofadas. Quando a vestimenta estava com mofo deveria ser queimada, Lv. 13. 47-52 (Quando também em alguma veste houver praga de lepra, veste de lã ou de linho, seja na urdidura, seja na trama, de linho ou de lã, em pele ou em qualquer obra de peles, se a praga for esverdinhada ou avermelhada na veste, ou na pele, ou na urdidura, ou na trama, em qualquer coisa feita de pele, é a praga de lepra, e mostrar-se-á ao sacerdote.

O sacerdote examinará a praga e encerrará, por sete dias, aquilo que tem a praga. Então, examinará a praga ao sétimo dia; se ela se houver estendido na veste, na urdidura ou na trama, seja na pele, seja qual for a obra em que se empregue, é lepra maligna; isso é imundo. Pelo que se queimará aquela veste, seja a urdidura, seja a trama, de lã, ou de linho, ou qualquer coisa feita de pele, em que se acha a praga, pois é lepra maligna; tudo se queimará.)

Mesmo lavando o material o tal deveria ser destruído. O mesmo acontecia com as paredes de uma casa, se a parede fosse raspada e após isso a mancha não retornou a casa era declarada limpa, isso após uma cerimônia em que um pássaro era sacrificado e o outro libertado, Lv. 14. 48 (Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se tiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.)

 Lv. 14. 49-53 (Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo, imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes, tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes. Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o estofo carmesim. Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará expiação pela casa, e será limpa.)

As leis de impureza são bastante incomuns, e as cerimônias de purificação são incomuns também. Por que uma novilha vermelha era mais eficaz do que uma branca ou preta? Havia alguma razão de saúde pública para que as cinzas de sacrifício fossem despejadas em um lugar limpo ao invés de um impuro? Por que existiam determinados sacrifícios pelo pecado mesmo que tal pecado fosse involuntário? Como por exemplo, esbarrar em algum corpo morto?

Por que a água da limpeza fazia com que algumas pessoas ficassem limpas e outras imundas? Há muitas perguntas que não podemos responder. A distinção entre o puro e o impuro, tanto quanto podemos entender, era uma prática estritamente cerimonial. Acima de tudo, as regras lembravam aos israelitas que eles eram diferentes de outros povos. Nascimentos e mortes lembravam o povo de que deveriam estar em harmonia com Deus. As atividades diárias lembravam ao povo que eles não estavam perfeitamente santos. 

Várias regras davam ao povo freqüentes lembretes que Deus tinha algo a dizer sobre como eles deveriam viver. As coisas sagradas eram diferentes das coisas comuns, e para um israelita, ser santo para Deus, era diferente das outras nações. As leis sobre a impureza pode ter dado aos israelitas alguns benefícios de saúde pública, mas esses benefícios parecem mais incidentais do que o objetivo principal. Se a (praga em uma parede, acredito ser o mofo) era um perigo para a saúde pública, naturalmente seria perigoso para qualquer um raspar o interior das paredes das casas. Ou mesmo para o sacerdote examinar algum leproso.

Deus não instituiu essas leis objetivando quaisquer benefícios de saúde. Embora possamos discernir, a partir de nossa perspectiva do século 20, alguns benefícios com algumas dessas práticas, não podemos afirmar que todas visavam os princípios de saúde. Atualmente ninguém é considerado impuro se matar um mosquito e esse deixar sangue em seu braço. Além disso, não existe um método de purificação exterior para se achegar a Deus, fazemos isso por meio de Cristo, todos os procedimentos de lavagem são agora obsoletos Hb. 9. 10, (Os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.)

É claro que uma boa higiene é fundamental para a saúde, mas isso não está em discussão nos conceitos bíblicos de puro e impuro.) O exemplo de Jesus é instrutivo. Ele tocou em pessoas com lepra Mt. 8. 3 (E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.) Mesmo que as pessoas ficassem curadas, segundo as regras da antiga aliança, tanto elas como Jesus seria impuro até à tarde. No entanto, Jesus não fez nenhum esforço para evitar isso. Também não lemos que Jesus nunca participou de uma cerimônia de purificação. Na nova aliança, alguns casos relatados como, por exemplo, tocar em uma pessoa morta não afeta o nosso estado com Deus. A limpeza que nos é necessária é o arrependimento, isso nos faz limpos no sentido religioso.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

A criação aponta para um Ser inteligente.

O ateísmo busca uma explicação para a origem da vida onde Deus possa ser descartado. A resposta aparentemente salvadora veio de Darwin, o qual por meio do seu livro A Origem das Espécies tornou viável explicar a origem da vida “de forma natural”. Enquanto ele próprio era reticente em relação às implicações de sua teoria, hoje o mundo, cada vez mais ímpio, aclama seu patrono em manchetes sem fim. Vale salientar também que naquela época nada se sabia sobre o DNA, o armazenamento de informações genéticas e sua transmissão. A aclamação dos ímpios reproduz na verdade as palavras da bíblia, Sl. 10. 4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.”

Até a viagem de Darwin às ilhas Galápagos no Equador, em 1835, acreditava-se no filósofo grego Aristóteles, que dizia que as espécies são imutáveis. A partir das diferentes formas de bicos de tentilhões (pássaro) que viviam na ilha, Darwin concluiu com acerto: espécies podem se adaptar e se modificar. Mas sua conclusão seguinte, de que toda a vida viria de uma árvore genealógica comum, não é cientificamente defensável. O próprio Darwin percebeu que uma grande fraqueza de sua teoria era a inexistência, na natureza, de fósseis de formas intermediárias. Mesmo assim, seguindo a doutrina darwinista, o homem perdeu sua posição especial atribuída pelo Criador e passou a ser apenas um ser mais evoluído no reino animal.

Os tentilhões, apesar da variedade de bicos e costumes alimentares, continuavam sendo tentilhões. Por exemplo, nunca foram encontrados fósseis de pré-tentilhões (fóssil de transição) ou observada uma espécie se transmutando em outra espécie. Na realidade o que se tem percebido apesar dos céticos recusarem é que a natureza aponta para um criador inteligente, por exemplo: Is. 40. 28 Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.”

Será que a evolução por si só seria capaz de produziria algo como iremos ler a seguir? Em cada gota de sangue temos aproximadamente 5 milhões de glóbulos vermelhos. Eles são como mini-submarinos altamente especializados que, ao invés de levarem a bordo torpedos mortais, realizam algo extremamente vital. 175.000 vezes durante seus 120 dias de vida eles são abastecidos com oxigênio, enquanto descarregam no pulmão o gás carbônico (CO2), resíduo que se forma pelo processo de oxidação.

Esses minúsculos navios cargueiros são tão pequenos que conseguem ultrapassar os mais finos vasos capilares, chegando a todas as partes do corpo. A cada segundo são gerados dois milhões de novos glóbulos vermelhos, que contêm a hemoglobina (que dá a cor vermelha ao sangue), uma composição química muito notável e complexa. Contrário a criação e a bíblia a teoria da evolução ensina que somos produto da: mu­ta­ção, se­le­ção, iso­la­men­to, lon­gas ­eras, aca­so, ne­ces­si­da­de e morte. To­dos es­ses fa­to­res exis­tem; po­rém, ne­nhum de­les é fon­te de no­vas in­for­ma­ções cria­do­ras.

A hemoglobina é necessária para o transporte de oxigênio já na fase de desenvolvimento embrional. Evidentemente, até o terceiro mês as necessidades de oxigênio são diferentes do que no estágio fetal (a partir do terceiro mês), e por isso faz-se necessário um tipo distinto de hemoglobina, de composição química diferente. Pouco antes do parto, as fábricas celulares voltam a funcionar a todo vapor para realizar a alteração para hemoglobina adulta. Os três tipos de hemoglobina não poderiam ser descobertos pelo caminho evolutivo, através da experimentação, porque as outras variantes não transportariam oxigênio suficiente, o que seria fatal para o ser vivo supostamente em evolução.

Mesmo que em dois estágios fosse produzida a molécula correta, isso significaria a morte certa se a molécula da terceira fase não estivesse disponível. Por três vezes a produção de hemoglobina necessita de um biomecanismo completamente diferente, que também precisa modificar completamente sua produção no momento exato. De onde vem um mecanismo tão complicado? Aqui toda e qualquer idéia de evolução falha completamente, pois em seus estágios semi-prontos, que segundo a evolução teriam conduzido a esse mecanismo tão complexo, esses seres vivos nem poderiam ter sobrevivido.

Esse conceito de complexidade não-redutível também é válido para o sistema imunológico do organismo humano ou para o flagelo com que as bactérias se locomovem. Mais uma vez, vemos que os seres vivos não teriam sobrevivido em sua “jornada” até seu estágio atual se este fosse atingido por processos evolutivos. Pelo fato de segundo a teoria da evolução a mesma precisar de várias eras para evoluir. É mais razoável admitir que tudo esteve pronto desde o princípio, o que somente é possível se um Criador planejou e criou tudo funcionando plenamente desde seu começo. Is. 45. 12 Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.”

O vôo da Tarambola-Dourada: A Tarambola-Dourada é um pássaro maravilhoso que nasce no Alasca. Como ali o inverno é extremamente frio, ele migra para o Havaí. Sua viagem é muito longa, pois o destino fica a 4.500 quilômetros de distância. O vôo tem de ser direto, sem escalas, uma vez que no caminho não existem ilhas para descanso, e essa ave não sabe nadar. Para seu vôo, a Tarambola-Dourada precisa de um tanque cheio de combustível na forma de 70 gramas de gordura armazenada em seu corpo. Desse total, 6,8 gramas são uma reserva para enfrentar ventos contrários.

Como o pássaro tem de voar ininterruptamente por três dias e meio, noite e dia, sem parar, e precisa manter a rota com exatidão dentro das coordenadas geográficas, ele necessita de um piloto automático trabalhando com extrema exatidão. Se não encontrar as ilhas do Havaí, sua morte é certa, pois não existe qualquer outra alternativa de pouso. Se não possuísse essa porção de gordura precisamente calculada, não sobreviveria. A mutação e a seleção natural, nesse caso, mais uma vez são construtores incapazes. Mais plausível é admitir que a Tarambola-Dourada foi criada assim desde o começo – pronta e equipada com tudo o que precisa.

A baleia cachalote ou cacharréu é um mamífero que está equipado de tal forma que pode emergir de 3.000 metros de profundidade sem morrer pela temida descompressão. Uma quantidade imensa de bactérias microscópicas em nosso trato intestinal tem motores elétricos embutidos, que podem funcionar para frente e de marcha à ré. A sobrevivência dos seres vivos depende do funcionamento perfeito de cada um de seus órgãos (por exemplo, coração, fígado, rins). Órgãos semi-prontos, em desenvolvimento, não têm valor algum. Ou os órgãos estão prontos ou não tem aproveitamento.

Nesse assunto, quem pensa segundo o darwinismo deveria saber que a evolução desconhece a perspectiva de um órgão que passará a funcionar perfeitamente no futuro. O biólogo evolucionista alemão G. Osche observou acertadamente: “Seres vivos não podem, durante certas fases evolutivas, parar tudo como um empresário que fecha a firma temporariamente por causa de reformas”. A inteligência e a sabedoria expressas nas obras da Criação são simplesmente imponentes. O caminho que conduz das obras criadas até um autor criativo é mais que evidente – das obras deduz-se a existência de um Criador. Combina muito bem com nossa observação o que a Bíblia já diz em seu primeiro versículo:  Gn. 1.1 “No princípio, criou Deus...”

Hoje sabemos o que Darwin ainda não podia saber: nas células de todos os seres vivos existe uma quantidade praticamente inimaginável de informação, na forma mais compacta que se conhece. A formação de todos os órgãos é conduzida pela informação, todos os processos nos seres vivos funcionam dirigidos por informação e a produção de todas as substâncias do corpo (por exemplo, 50.000 proteínas no corpo humano) é controlada pela informação proveniente da célula. O sistema da evolução somente poderia funcionar se houvesse na matéria a possibilidade de a informação surgir por acaso. A informação é absolutamente imprescindível, pois os projetos de todos os indivíduos e todos os processos complexos nas células ocorrem baseados em informação.

Informação é uma grandeza imaterial; portanto, não é uma qualidade da matéria. As leis da natureza acerca de grandezas não-materiais, especialmente da informação, dizem que a matéria jamais pode gerar uma grandeza não-material. É evidente: informação somente pode surgir a partir de um emissor dotado de inteligência e vontade.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

O "deus ego" e o evangelho da prosperidade.

Seguindo o curso imposto pelo capitalismo, os proclamadores do “evangelho” da prosperidade têm aguçado a tendência de seus seguidores a acreditarem que o simples fato de se intitularem cristãos, lhes dá o direito de serem prósperos em seus afazeres. Infelizmente os cristãos têm demonstrado em suas exposições que o deus o qual professam crer é um deus servo, a serviço do seu senhor.

Lamentavelmente este raciocínio tem penetrado até mesmo nas mentes de pessoas fora do circulo dos professos evangélicos da prosperidade, isso tem ocorrido devido ao fato do regime capitalista ter penetrado no dia a dia das pessoas, moldando os seus costumes e estimulando a sua tendência. E isso tem contribuído grandemente para os cristãos fazerem comparações com os mundanos ou mesmo com cristãos que são abalizados economicamente.

Infelizmente muitos não analisam como determinadas pessoas conseguiram acumular riquezas, não estão preocupadas em saber se foi de uma forma lícita ou não, não importa como, o que importa é ter. Existe apoio bíblico para o conceito de prosperidade material? Sim e Não, no AT. A vida dos israelitas era pautada no aqui e agora, claro se excetua alguns casos em que os profetas estimulavam uma vida de espiritualidade, Pv. 23. 17 Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia.”  

Com tudo isso, os israelitas foram instruídos não à abandonar a justiça, mas a prosperar na terra a qual lhes foi dado,  no entanto, os cristãos não foram instruídos no modelo do AT. Pelo contrário, a teologia do NT. Vem desfazer este ensinamento. Jesus e seus seguidores estimularam a prática espiritual modelo de um novo reino, Jo. 18. 36 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.”

Claro que este ensino abriu o leque para a interpretação que conhecemos na atualidade, ou seja, de que o reino será no céu. Antes, o ensino de Jesus visava despertar o povo de que o modelo de reino ou governo que regia o povo estava ultrapassado. Por outro lado estava sendo lhes apresentado um novo modelo de reino, era de origem espiritual ou celestial; outro fato importante a ser abordado é que o ensino de Jesus e de seus seguidores concernente ao reino espiritual, foi que o modelo de reino por ele proposto jamais foi um regime capitalista, nem socialista ou comunista. Contrariando o ensino daqueles que se intitulam cristãos e insistem em apresentar um deus servo.

Em outras palavras não existe apoio para o evangelho da prosperidade dentro do ensino do NT. Lc. 3. 10-11 Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo.” Não podemos dizer que Cristo e os seus discípulos ensinaram um modelo político o qual visava trazer um equilíbrio entre a sociedade, não pelo contrário, Jesus apresentou um modelo espiritual, baseado na justiça de Deus.

Assim sendo aqueles que se apoiam no modelo de prosperidade ensinado por alguns seguimentos dentro do cristianismo estão desvirtuado quanto a espiritualidade, não existe barganhas com Deus, posso lhes garantir que isso é completamente contrário e mesmo anti bíblico, Mc. 8. 34-35 “ Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.”  Logo, se o reino de Cristo não pertence a este sistema, se a nossa preocupação é com a vida espiritual, fica claro que o dito evangelho da prosperidade não tem base bíblica e é tremendamente mundana e egocêntrica. Muitos irão argumentar dizendo que vivemos em outro contexto, e o sistema de trabalho e remuneração pertence ao capitalismo não mais ao ensino bíblico.

Claro está que tal argumentação não pode surgir de uma pessoa que diz crer na bíblia, até porque o sistema bíblico de distribuição não é nenhum desses o qual presenciamos, o outro fato que devemos atentar é que a repartição de bens entre a comunidade do NT. Ocorreu após o pentecostes, portanto foi um sistema de distribuição espiritual e sem incentivo político.

Parece-me que mesmo após alguns anos os seguidores de Cristo não haviam abandonado a instrução dos apóstolos com relação à distribuição justa e igualitária, 2ª Co. 8. 12-14 Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade, suprindo a vossa abundância no presente a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta, e, assim, haja igualdade.”

Quando me referi ao deus servo me reporto à prática da pregação instituída pelos proclamadores da prosperidade, a qual podemos perceber na mídia, principalmente na televisiva, percebemos os líderes dessas seitas esbravejando e exigindo que o deus o qual eles acreditam venha lhes satisfazer as suas ordens e desejos, contrariando assim o ensino bíblico de que a vontade suprema de Deus, me refiro ao Deus da bíblia, ou seja, primariamente a vontade de Deus deve ser realizada.

Podemos estar certos de que as bênçãos as promessas e tudo o que perfaz o ensino bíblico principalmente do NT. Está direcionado para a questão espiritual, não podemos medir as bênçãos e promessas de Deus baseado no que conseguimos ou deixamos de conseguir. Os evangélicos atribuem ou medem a sua conduta espiritual baseado naquilo que conquistam, isso é anti bíblico e herege, não existe um pingo de verdade neste ensinamento.

Para eles se um seguidor não está prosperando e isso economicamente, provavelmente segundo eles tal pessoa não é um dizimista fiel, se, contudo, tal pessoa for um fiel dizimista é o diabo que está lhe provando, no meio religioso isso é conhecido como “chavões”, ou seja, se não tem como contrapor ao menos lhe meta terror. Mt. 8.20Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.”

Para os evangélicos da prosperidade Jesus não preencheria o quadro de bom seguidor pelo fato de não ser próspero economicamente. Devemos evitar pensar como esses da prosperidade, pelo fato de isso não ser real ou mesmo possível, no que diz respeito a intervenção de Deus para que tal aconteça, ou seja, as bençãos de Deus não são medidas por ganhos e perdas, isso não tem apoio bíblico, polo contrário é mais fácil ter perdas materiais do que ganho real. 

Na verdade isso é uma sugestão do ego embasado na cultura a qual pertencemos, ou seja, o capitalismo e o consumismo tem dominado, instigado sugerido a sermos prósperos economicamente. Na atualidade se alguém não possuir e muito, tal sujeito está fora do sistema. Portanto, essa não deve ser a lógica seguida por aqueles que professam ter fé na bíblia, pelo contrário, o capitalismo o consumismo além de danificar o planeta com a desculpa de trazer prosperidade tem proporcionado inúmeras doenças, tais quais: depressão, problemas cardíacos entre outros. Vale ressaltar também que este assunto não visa ser contra o bem estar e mesmo a prosperidade das pessoas. Mas sim ser contrário o comércio religioso.     

Evandro.

sábado, 15 de outubro de 2016

O satã bíblico não é o satã da cristandade.

A despeito de a cristandade insistir, argumentar e tentar provar, em todo o chamado antigo testamento não existe uma referencia sequer falando sobre o diabo como sendo um ser espiritual. Isso acontece pelo fato da palavra satã nada ter a ver com os anjos caídos, ou demônios do conceito clássico cristão. Com efeito, em várias oportunidades dependendo das versões aparece o termo satã no antigo testamento. A despeito de o povo judeu ter vivido rodeado por povos os quais acreditavam em demônios a cultura hebreia baseado em sua religião não permitiu tal assimilação. Sl. 96. 5 Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus.

Outra questão que devemos atentar está no fato de vários versos bíblicos quando esses mencionam a palavra hebraica satã não significa, no entanto que este esteja se referindo a um ser espiritual, por exemplo: 1ª Sm. 29. 4 “Os príncipes dos filisteus muito se indignaram contra ele; e disseram-lhe os príncipes dos filisteus: Faze voltar a este homem, e torne ao seu lugar em que tu o puseste, e não desça conosco à batalha, para que não se nos torne na batalha em adversário: porque com que aplacaria este a seu senhor? porventura não seria com as cabeças destes homens?”

É digno de nota que este e os outros versos que virão a seguir trarão consigo a palavra adversário, e no original hebraico significa satã. Mas, o que o verso acima associa? Quando Davi fugiu de Saul se refugiou com os Filisteus, e estes estavam em guerra contra Israel, agindo de astúcia os príncipes dos Filisteus não permitiram a Davi ir à peleja contra os seus irmãos israelitas, com medo dele Davi se rebelar contra eles os Filisteus. Lembrando também que a palavra adversário (satã) no original quer dizer, “alguém que se opõe”.

2ª Sm.19. 22 “Porém Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia, para que hoje me sejais adversários? morreria alguém hoje em Israel? porque porventura não sei que hoje fui feito rei sobre Israel?”  A questão aqui envolve a Simei o qual a bíblia diz ser descendente de Saul, este Simei quando Davi fugiu da revolta de seu filho Absalão, Simei começou a lhe atirar pedras. Quando Davi se fortaleceu no reino novamente Simei veio suplicar perdão, então Abisai chamado filho de Zeruia intentou matar a Simei.

Foi quando Davi lhe disse que ele e seus irmãos estavam lhe sendo por adversários ou satã. Estaria Davi dizendo que existem satanases? Ou os adversários que estavam lhe resistindo eram simplesmente pessoas do seu reino? Naturalmente Davi se referiu a seres humanos, não há espaço aqui para se acreditar que ele se referia a um ser espiritual e muitos menos vários deles.     

Na próxima passagem a bíblia ARA traduz simplesmente por inimigo onde o original hebraico diz satã; 1ª Rs. 5. 4 Porém a mim o Senhor, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; não há nem inimigo, nem adversidade alguma”. Já a ARC diz: “Porém agora o Senhor, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mal encontro”. O contexto reforça a ideia de que Salomão tratava de inimigos humanos, não se pensava em seres espirituais.

Mas Pouco depois já há dois satãs para Salomão, 1ª Rs. 11. 14 Levantou o Senhor contra Salomão um adversário, Hadade, o edomita; este era da linhagem real de Edom.” 1ª Rs. 11. 23Também Deus levantou a Salomão outro adversário, Rezom, filho de Eliada, que havia fugido de seu senhor Hadadezer, rei de Zobá.” Novamente a Bíblia descreve inimigos adversários humanos, não menciona nada de um adversário (satã) espiritual. Sl. 109. 6 “Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador.”  Esta tradução é da ARA. No original a palavra acusador é satã. Estaria Davi invocando um ser espiritual para ser o acusador do seu inimigo? Não, esta não é a mentalidade que permeia o AT. A acusação referida significa alguém acusar os erros literalmente, já a versão ARC diz: Põe acima do meu inimigo um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.”

Será que a oração de Davi foi para que esse homem o seu inimigo ficasse rodeado por um ser maligno lhe acusando, ou a sua oração foi para que ele tivesse alguém que lhe resistisse que lhe fosse por adversário? Qual seria a vantagem ou mérito para Davi acreditar que o seu inimigo tivesse a sua direita de forma espiritual um acusador invisível? Não adiantaria nada. Como a palavra acusador significa satã, os tradutores aproveitando o fato da aceitação cristã com relação ao diabo resolveram adicionar de uma forma literal e completa a palavra satanás em algumas traduções.

Depois do exílio babilônico, satã personifica alguém que estava tentando resistir o sumo sacerdote Josué. Dentre os servidores de Josué, um deles tem o cargo de satã, de acusador. Satã é um cargo não uma pessoa. Não é um nome próprio, é um título. Zc. 3. 1 “E me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor”. Um fato interessante é que a palavra hebraica opor significa satã, sendo assim satanás estava ali para ser satanás.

Zc. 3. 7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram”. Reparem que o verso 7 trata de questões terrenas, relacionadas a Jerusalém daqueles dias, Josué deveria ser integro, disse o Anjo, agindo assim ele julgaria o povo, nada relaciona que satanás estava lhe acusando com o objetivo dele Josué perder a salvação, isso é interpretação.

Zc. 3. 8 “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo.”  O verso 8 vem confirmar o fato que Josué não trabalhava sozinho, significando que entre os seus colaboradores existia alguém ali que estava lhe opondo, estava lhe resistindo.

O termo Satã é aplicado também ao anjo do Senhor no Livro dos Números: Nm. 22. 32 “Então o anjo do Senhor lhe disse: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim”. A palavra adversário é satã, reparem que neste verso o satã é um ser justo o qual repreende a perversidade de Balaão, se aplicado como interpreta a cristandade o verso seria no mínimo estranho.


Também nas Crônicas, Satã significa a oposição feita pelo próprio Deus. 1ª Cr. 21. 1 “Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel”. A bíblia também diz que foi o próprio Deus quem fez isso, 2ª Sm. 24.1 Tornou a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá.” Satanás no AT. Não significa um ser espiritual do mal, nunca designa um ser que possamos considerar um demônio no sentido, errado, tão difundido entre os cristãos de um ser espiritual e perverso. Significa oposição, resistência e mesmo a própria inimizade do homem para com o homem. 

Evandro.

sábado, 1 de outubro de 2016

A necessidade de uma Nova Ordem.

O objetivo deste tópico não é criar “terror” apocalíptico e muito menos infundir um sentimento sensacionalista nas pessoas, mas sim tratar da realidade geo social que nos rodeia. No que concerne a questão apocalíptica, principalmente as questões relacionadas ao meio ambiente, à política e a economia percebe-se claramente que tais questões deixaram de ser abordadas somente no meio religioso e passaram a ser tratadas no meio cientifico. Atualmente a escassez, o problema climático e mesmo a super população em vários recantos do globo tem sido destacado pelo meio científico como um problema que trará sérios impactos para o planeta.  

O que desassocia a comunidade cientifica da questão religiosa no que diz respeito a este assunto é que a ciência tem acreditado que tais problemas sociológicos serão sanados, acreditam eles que com educação, respeito pela biodiversidade, e com a evolução do saber os homens apesar de passarem por períodos catastróficos evoluirão, e se adaptarão, contornando assim a crise ambiental e política. Agindo assim percebe-se claramente o homem colocando sua “fé” na engenhosidade do próprio homem, porém a prática decorrida da própria história tem demonstrado o oposto.

Na verdade a história tem confirmado a bíblia no que diz respeito à evolução humana. Jr. 17. 9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Isto denota o fato de que apesar de boas intenções a sociedade colherá apenas os frutos da evolução no que diz respeito apenas aos bens de consumo, ou seja, a evolução humana concernente ao convívio pacífico com o seu semelhante e o habitat natural, por mais que tentem não atingirá tal desenvolvimento.

O convívio pacífico em todas as suas esferas requer uma transformação interior, infelizmente isso é algo que o homem não possui e muito menos pode oferecer, diferentemente na questão industrial percebemos uma evolução muito grande, os bens de consumo produzido para aquietar uma sociedade faminta por tecnologia e desenvolvimento tem patrocinado uma busca predatória pelos recursos naturais e isso tem contribuído para um desgaste extremo do mesmo.

Em resumo, a medida que o homem evolui no campo da ciência e da tecnologia ele regride na paciência e no altruísmo, assim sendo a tão sonhada evolução humana a qual tem como objetivo atingir uma esfera superior capaz de conviver em paz com o próximo e com o meio ambiente não será atingido. Por fim quando a explosão demográfica atingir o seu limite, quando os recursos naturais ( a água o alimento) diga-se de passagem, não for suficiente para aqueles que comandam a sociedade, então algo de radical será levado a efeito.

Vale salientar também que a evolução espiritual não será atingida devido a rejeição de Deus e sua palavra, e o problema crucial disso tudo está no fato de que, menos espiritualidade mais egoísmo, isso é apoiado pela bíblia, 1ª Co. 2.14Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

A radicalidade dita acima é algo previsto pela bíblia, o comportamento humano só vem ratificá-la.  Ap. 13. 16-17 “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.”

Reparem no verso como ele destaca a questão comercial, e dito no mesmo que com exceção daqueles que receberem certa marca poderão comprar e vender. É interessante destacar que mesmo dentro da comunidade cristã existe resistência quanto a implantação da marca, em outras palavra acreditam os resistentes que a marca da besta conforme dito pela bíblia é algo que está no passado.

Ap. 14. 9-10 “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.”

Os versos estão dando ênfase para o vindouro juízo de Deus, em outras palavras aqueles que se submeterem ao governo da “besta” serão condenados por Deus, tal condenação e execução são entendidas como sendo um acontecimento no futuro, ou o juízo. Ap. 19. 20 Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre.”

Outros ainda acreditam que a marca é um simbolo, pelo fato de o livro do apocalipse tratar de acontecimentos simbólicos. Mas o autor do livro destaca no verso 16 o fato de que tal marca será imposta literalmente, “faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte.”  (grifo meu). No original a palavra marca é charagma e que dizer marca impressa, marca imprimida com ferro quente, algo esculpido, gravado.

O fato do livro do apocalipse ser escrito de uma forma simbólica não significa que tudo o que é descrito deva ser entendido simbolicamente. Caso fosse assim, o próprio Jesus, os salvos e a restauração quando apresentados no livro deveriam representar algo diferente, mas não é assim. Muito se tem argumentado com relação à marca da besta, e o que será ela; fala-se de micro chip de código de barra, e outros afins.

Na realidade como dito acima a tecnologia tem avançado e o avanço tecnológico é que cimentará o cenário para que seja implantado tal recurso; o mundo globalizado e completamente conectado será necessário para tal sistema de governo e isso a Internet tem cumprido muito bem. Quanto à questão do comercio nos dias futuros e a sua implicação para a sobrevivência dos seres humanos, acredito que a tecnologia apresentada acima, tais quais, micro chip, código de barra e outros são apenas aspectos embrionários daquilo que será utilizado como padrão no futuro.

Outro fato importantíssimo que devemos atentar é que o comércio lícito não é pecado, no entanto, a bíblia descreve como cometendo anomalias aqueles que “optarem” em ser marcado na fronte ou na mão. Em minha concepção o que fará com que tal ato seja reprovado e condenado por parte de Deus, será a tentativa dos líderes com o apoio da população em abolir Deus a fé em sua palavra do dia a dia das pessoas. Assim sendo, naqueles dias, acredito que o mundo e os seus recursos estarão fadados a falência.

E a marca será um meio utilizado pela elite global com o intuito de “organizar, ordenar e mesmo adaptar” os moradores do mundo, o comercio foi destacado com o intuito em demonstrar o sistema de governo incrédulo que regerá os incrédulos da terra.

Evandro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

As duas naturezas de Cristo, é bíblica ou pós bíblica?

O cristianismo do 3º século em diante achou necessário transformar Jesus em Deus. Talvez por necessidade dos novos convertidos os quais viviam a realidade da cultura helenística, isto é, respiravam o ensinamento os quais acreditavam que os deuses podiam se encarnar, ou mais propriamente acreditavam que os deuses tomavam para si mulheres e com estas tiveram filhos. Mas como transformá-lo em Deus se ele Jesus era humano?

Foi então que os padres dos primeiros séculos adeptos da filosofia de Sócrates, Platão, Plotino, Heráclito e outros se valeram da mesma e ensinaram que Jesus é o Deus-homem. No livro (História da filosofia ocidental, vol. Pág. 330) diz: “O Deão Inge em seu inestimável livro sobre Plotino enfatiza com muita precisão o que o cristianismo deve a ele. O platonismo diz ele, é parte da estrutura vital da teologia cristã, com a qual ouso dizer, nenhuma outra filosofia pode se conciliar sem atritos. Há uma absoluta impossibilidade de extrair o platonismo do cristianismo sem destruir por completo o cristianismo.”

Assim sendo e se valendo deste ensinamento, os pais conciliaram a filosofia grega aos escritos apostólicos principalmente o texto de João o qual cita que a palavra ou o verbo estava com Deus. Jo. 1.1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Já a bíblia boa nova em português corrente diz: No princípio era a Palavra. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.” Como já dito em assuntos anteriores os tradutores optaram por Verbo com V em maiúsculo ao invés de palavra pelo fato desta ser feminino.

     Assim mesmo a própria tradução em português corrente faz um trocadilho e opta por escrever palavra como sendo masculino; Jo. 1. 2-3 “Aquele que é a Palavra estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada foi criado.” O certo seria: “Todas as coisas foram feitas por meio dela” . O que João pretendeu dizer ao descrer a palavra grega logos? Estaria ele falando daquilo que ela representava ou estaria dando outro significado?

Logos significa muitas coisas entre elas estão:  O ato de falar, palavra proferida a viva voz, aquilo que expressa uma concepção ou ideia. o que alguém disse. Palavra, os ditos de Deus, seu uso com respeito a MENTE em si, causa, motivo. Este é a real aplicação para o termo logos, mas através de Heráclito esta palavra ganhou outra conotação, Foi nos escritos de Heráclito que a palavra "logos" mereceu especial atenção na filosofia da Grécia Antiga. (1).

O estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino (noção que os estoicos tomam de Heráclito e desenvolveram. A alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual pertence. Este logos (ou razão universal) ordena todas as coisas: tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um cosmos (termo que em grego significa "harmonia"). Visto que o homem buscava intensamente essa harmonia e tranquilidade de vida.

Devido a isso na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado e tornou-se um Deus encarnado. Assim sendo Para Heráclito o logos é a razão que domina todo o universo e que faz possível a existência de ordem e regularidade no acontecimento das coisas. Para Ele, o logos também está presente em nós e que deve servir para guiar-nos na nossa conduta e como instrumento para o verdadeiro Conhecimento. Já na comunidade cristã, o termo logos tornou-se o divino mediador da criação que se fez carne. Muitos acreditam que o termo logos pertence ao cristianismo genuíno. Porém o conceito logos havia surgido no contexto cultural helenista.

Outra questão importante reside no fato de os escritos do AT. Não atribuir ou comparar a palavra criadora de Deus com uma pessoa; Gn. 1.3Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” A palavra original “Disse Deus” אמר é traduzido como ’amar e significa literalmente: dizer, falar, proferir, ordenar; diz apenas que Deus falou e tudo se fez, nada diz de um ser intermediário agindo com função criadora. O salmista compartilha deste pensamento ao dizer em Sl. 33. 6 “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.”

O verso 9 do mesmo capítulo corrobora com esta visão “ Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir. Não há como acreditar em um ensinamento tão modificado, a bíblia é clara em dizer que o ato criador de Deus foi através de sua ordem expressa, porém, ao estabelecer a filosofia grega como sendo a base do ensino cristão maculou-se a religião.

Com o intuito em objetar muitos irão recorrer o verso de João lido acima e dirão: se é assim como resolver a questão onde diz que o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus? Tendo em mente que Verbo é o mesmo que palavra, podemos entender que a palavra, a sua voz, é em última instância a sua autoridade, vontade e intenção, portanto o representa. Assim sendo a prova deve ser exigida para os objetores, os quais terão de responder o seguinte:

O Verbo ou palavra é uma pessoa separada de Deus e estava com Deus na criação? Se disserem que sim, fica claro que existem dois deuses. Ou seja, não há nenhuma lógica em afirmar que Deus estava com Deus e mesmo assim não ser dois deuses, inclusive tal ensinamento joga por terra o monoteísmo bíblico e mesmo a doutrina trinitária, portanto a única lógica plausível é acreditar que o Verbo ou a palavra de Deus é a sua intenção, propósito e ação que em última instância o traduz.  

Hb. 11. 3 Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” Aqui o autor da carta aos hebreus acertadamente confirma o ato criador feito por Deus e diz que tal ato foi feito por sua palavra, o interessante que neste verso não é usado a palavra logos para descrever palavra, mais sim rhema, que quer dizer: aquilo que é ou foi proferido por viva voz, algo falado, palavra, qualquer som produzido pela voz e que tem sentido definido, fala, discurso, aquilo que alguém falou.

Fica claro então que o ensinamento das duas naturezas de Cristo, de um logos como sendo uma pessoa separado de Deus, contradiz claramente o ensino bíblico, os pais da igreja levaram anos e mesmo séculos para tentarem elaborar um ensinamento coerente acerca das duas naturezas de Jesus, e por fim foi dogmatizado como infalível.

Evandro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Em seu retorno, Jesus encontrará fé na terra?

No assunto a seguir a segunda parte do verso 8 de Lucas 18 nos interessa para questão de analise, Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” De uma perspectiva teológica esta pergunta de Jesus é muito interessante, porém pouco analisada. A primeira parte da pergunta diz: “quando vier o Filho do Homem...” Segundo estas palavras de Jesus, nós podemos entender ao menos duas questões: (1) fica claro que Ele se referia a uma era vindoura, não aquele momento.

A despeito de suas palavras terem sido dirigidas para os seus contemporâneos o seu cumprimento abrangente foi para eras subsequentes, isto pode ser comprovado após as palavras ditas acima,  (quando vier o Filho do Homem). Jesus não disse “Eu estou aqui, ao contrário ele disse, quando vier”. Seria simples comprovar a incredulidade dos seus naquele momento, mas não foi esse o intuito. A incredulidade daqueles que o circundava só representava de uma forma estrita a falta de fé da geração que receberia o seu retorno.

E a segunda questão é a mais interessante ou aquela que nos representa. E baseado nisso podemos lançar uma pergunta com o objetivo em ser o alicerce do assunto em construção: o cristianismo atual em todas as suas facetas tem ensinado ou mesmo estimulado aos seus adeptos a aguardarem a volta de Jesus? A pergunta é necessária, visto ela fazer frente a outras questões que trazem objeções ao próprio ensinamento de Jesus, ou seja, o seu retorno sobre a terra.

Vivemos a era da informação, o mundo conectado tem reduzido o espaço e a espera, isto sem dúvida é um avanço que trás para a sociedade. No entanto, nem tudo são flores, no mundo cibernético as mazelas produzidas podem ser notadas diariamente, e entre elas estão: À perda de tempo, os Sites que fomentam o vício, e no que tange a questão religiosa ou mais propriamente a espiritual, percebemos um desinteresse muito grande por parte de muitos.

E sem contar um incentivo até mesmo de ódio por parte de outros. Tudo isso tem sido fomentado e patrocinado pelo relativismo que ora permeia a sociedade tudo isso tem contribuído para basear a segunda questão, ou seja, na sua vinda Jesus encontrará fé na terra? Naturalmente terei que ratificar o fato de Jesus estar se dirigindo a sua pergunta para aqueles que professam fé em seu retorno, a bíblia é enfática em dizer isso; Jo. 3. 18-19 “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

Em outras palavras aqueles que não creem não se preocupem em criticar ou mesmo em patrocinar o descrédito, são palavras vãs sem nenhum peso, ou seja, perda de tempo. Muitos se preocupam e dizem: os incrédulos tem apagado a fé de muitos nesses Sites polêmicos, Eu penso e pergunto, será mesmo? Baseado na informação bíblica acredito piamente que não. Dentro da esfera humana somos produtos do meio, isto é, claro está que para alguns a conclusão encontrada em um depoimento contrário a fé e mesmo a crença em Deus pode ser catastrófica, ou seja, perda da fé.

Mas como dito acima somos produtos do meio, e isso não é tão ruim, ou seja, aquilo que é depreciativo que vem de encontro com a palavra de Deus são os meios que ora presenciamos. Mas como tudo neste mundo não foge do controle absoluto de Deus, podemos acreditar que o meio que ora vivemos e presenciamos tem como objetivo em nos levar de encontro com o fim que Deus irá nos proporcionar. Por isso disse acima, não precisamos ficar temerosos se o relativismo fomentado pelos céticos tem abalado a fé de alguns, muitos então dirão: - Posso participar de debates com céticos e relativistas e perder preciosas horas no mundo cibernético e mesmo assim estar seguro? A resposta é sim e não.

Todos podem fazer o que acharem ser melhor para suas vidas, no entanto, vejamos o conselho bíblico Judas verso 3 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.”

Neste verso encontramos algo interessantes: nos é dito para batalharmos, por algo que já nos foi dado, o que é trabalhar por algo já conquistado? Seria isso um paradoxo? Não, lembrem-se, somos produtos do meio, somos facilmente influenciados. Realmente a fé é um presente de Deus que já nos foi dada, no entanto, somos facilmente levados de um lado para outro, assim sendo o batalhar pela fé significa não ser tão susceptível a ensinamentos contrários a bíblia e o seu conteúdo.

Significa não perder tempo somente com entretenimento e coisas que não edificam. O estilo de vida que presenciamos no mundo pós moderno tem contribuído grandemente para edificar o palco o qual tem pisado aqueles que cumprirão na integra as palavras de Jesus, ou seja, no que diz respeito a espiritualidade a sociedade atual tem formado pessoas vazias, desprovidas de fé.

Lutar pela fé a qual nos foi dada, não significa conquistar a fé, mas sim fortalecê-la, significa prioriza-la em meio a um mundo descrente. A falta de fé na terra pode ser muito bem representado pelo estilo de vida que os cristãos da atualidade tem levado, inclusive um verso bíblico adequado para sintetizar este exemplo encontra-se em Lc. 6. 45 “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” A segunda parte do verso é o que nos interessa.

Assim segundo a bíblia, a boca fala do que está cheio o coração, assim também são as nossas ações, tendências e vontades, ninguém irá deixar de seguir os padrões mundanos se estes lhes atrai, do mesmo modo ninguém se agradará da palavra de Deus se esta não lhe for importante. E de igual modo ninguém terá fé, a menos que esteja familiarizado com os ensinamentos bíblicos. Mas se estamos familiarizados com a bíblia e seus ensinamentos, se temos por ela estima, qual a razão então, de muitos não terem fé?

Baseado no contexto humano acredito que a resposta está em Rm. 12. 2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Se conformar com este século é se padronizar segundo os ditames do mundo, naturalmente quem age assim trará como resultado uma vida sem fé e crença nas coisas sagradas, lembrando sempre que o mundo promove contenda, naturalmente ninguém será aprovado na vinda de Cristo se o seu padrão for o mundo e suas informações.


Claro está que me refiro a informação contenciosa, a qual tenta denegrir a espiritualidade e os bons costumes.

Evandro.