sábado, 1 de outubro de 2016

A necessidade de uma Nova Ordem.

O objetivo deste tópico não é criar “terror” apocalíptico e muito menos infundir um sentimento sensacionalista nas pessoas, mas sim tratar da realidade geo social que nos rodeia. No que concerne a questão apocalíptica, principalmente as questões relacionadas ao meio ambiente, à política e a economia percebe-se claramente que tais questões deixaram de ser abordadas somente no meio religioso e passaram a ser tratadas no meio cientifico. Atualmente a escassez, o problema climático e mesmo a super população em vários recantos do globo tem sido destacado pelo meio científico como um problema que trará sérios impactos para o planeta.  

O que desassocia a comunidade cientifica da questão religiosa no que diz respeito a este assunto é que a ciência tem acreditado que tais problemas sociológicos serão sanados, acreditam eles que com educação, respeito pela biodiversidade, e com a evolução do saber os homens apesar de passarem por períodos catastróficos evoluirão, e se adaptarão, contornando assim a crise ambiental e política. Agindo assim percebe-se claramente o homem colocando sua “fé” na engenhosidade do próprio homem, porém a prática decorrida da própria história tem demonstrado o oposto.

Na verdade a história tem confirmado a bíblia no que diz respeito à evolução humana. Jr. 17. 9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Isto denota o fato de que apesar de boas intenções a sociedade colherá apenas os frutos da evolução no que diz respeito apenas aos bens de consumo, ou seja, a evolução humana concernente ao convívio pacífico com o seu semelhante e o habitat natural, por mais que tentem não atingirá tal desenvolvimento.

O convívio pacífico em todas as suas esferas requer uma transformação interior, infelizmente isso é algo que o homem não possui e muito menos pode oferecer, diferentemente na questão industrial percebemos uma evolução muito grande, os bens de consumo produzido para aquietar uma sociedade faminta por tecnologia e desenvolvimento tem patrocinado uma busca predatória pelos recursos naturais e isso tem contribuído para um desgaste extremo do mesmo.

Em resumo, a medida que o homem evolui no campo da ciência e da tecnologia ele regride na paciência e no altruísmo, assim sendo a tão sonhada evolução humana a qual tem como objetivo atingir uma esfera superior capaz de conviver em paz com o próximo e com o meio ambiente não será atingido. Por fim quando a explosão demográfica atingir o seu limite, quando os recursos naturais ( a água o alimento) diga-se de passagem, não for suficiente para aqueles que comandam a sociedade, então algo de radical será levado a efeito.

Vale salientar também que a evolução espiritual não será atingida devido a rejeição de Deus e sua palavra, e o problema crucial disso tudo está no fato de que, menos espiritualidade mais egoísmo, isso é apoiado pela bíblia, 1ª Co. 2.14Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

A radicalidade dita acima é algo previsto pela bíblia, o comportamento humano só vem ratificá-la.  Ap. 13. 16-17 “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.”

Reparem no verso como ele destaca a questão comercial, e dito no mesmo que com exceção daqueles que receberem certa marca poderão comprar e vender. É interessante destacar que mesmo dentro da comunidade cristã existe resistência quanto a implantação da marca, em outras palavra acreditam os resistentes que a marca da besta conforme dito pela bíblia é algo que está no passado.

Ap. 14. 9-10 “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.”

Os versos estão dando ênfase para o vindouro juízo de Deus, em outras palavras aqueles que se submeterem ao governo da “besta” serão condenados por Deus, tal condenação e execução são entendidas como sendo um acontecimento no futuro, ou o juízo. Ap. 19. 20 Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre.”

Outros ainda acreditam que a marca é um simbolo, pelo fato de o livro do apocalipse tratar de acontecimentos simbólicos. Mas o autor do livro destaca no verso 16 o fato de que tal marca será imposta literalmente, “faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte.”  (grifo meu). No original a palavra marca é charagma e que dizer marca impressa, marca imprimida com ferro quente, algo esculpido, gravado.

O fato do livro do apocalipse ser escrito de uma forma simbólica não significa que tudo o que é descrito deva ser entendido simbolicamente. Caso fosse assim, o próprio Jesus, os salvos e a restauração quando apresentados no livro deveriam representar algo diferente, mas não é assim. Muito se tem argumentado com relação à marca da besta, e o que será ela; fala-se de micro chip de código de barra, e outros afins.

Na realidade como dito acima a tecnologia tem avançado e o avanço tecnológico é que cimentará o cenário para que seja implantado tal recurso; o mundo globalizado e completamente conectado será necessário para tal sistema de governo e isso a Internet tem cumprido muito bem. Quanto à questão do comercio nos dias futuros e a sua implicação para a sobrevivência dos seres humanos, acredito que a tecnologia apresentada acima, tais quais, micro chip, código de barra e outros são apenas aspectos embrionários daquilo que será utilizado como padrão no futuro.

Outro fato importantíssimo que devemos atentar é que o comércio lícito não é pecado, no entanto, a bíblia descreve como cometendo anomalias aqueles que “optarem” em ser marcado na fronte ou na mão. Em minha concepção o que fará com que tal ato seja reprovado e condenado por parte de Deus, será a tentativa dos líderes com o apoio da população em abolir Deus a fé em sua palavra do dia a dia das pessoas. Assim sendo, naqueles dias, acredito que o mundo e os seus recursos estarão fadados a falência.

E a marca será um meio utilizado pela elite global com o intuito de “organizar, ordenar e mesmo adaptar” os moradores do mundo, o comercio foi destacado com o intuito em demonstrar o sistema de governo incrédulo que regerá os incrédulos da terra.

Evandro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

As duas naturezas de Cristo, é bíblica ou pós bíblica?

O cristianismo do 3º século em diante achou necessário transformar Jesus em Deus. Talvez por necessidade dos novos convertidos os quais viviam a realidade da cultura helenística, isto é, respiravam o ensinamento os quais acreditavam que os deuses podiam se encarnar, ou mais propriamente acreditavam que os deuses tomavam para si mulheres e com estas tiveram filhos. Mas como transformá-lo em Deus se ele Jesus era humano?

Foi então que os padres dos primeiros séculos adeptos da filosofia de Sócrates, Platão, Plotino, Heráclito e outros se valeram da mesma e ensinaram que Jesus é o Deus-homem. No livro (História da filosofia ocidental, vol. Pág. 330) diz: “O Deão Inge em seu inestimável livro sobre Plotino enfatiza com muita precisão o que o cristianismo deve a ele. O platonismo diz ele, é parte da estrutura vital da teologia cristã, com a qual ouso dizer, nenhuma outra filosofia pode se conciliar sem atritos. Há uma absoluta impossibilidade de extrair o platonismo do cristianismo sem destruir por completo o cristianismo.”

Assim sendo e se valendo deste ensinamento, os pais conciliaram a filosofia grega aos escritos apostólicos principalmente o texto de João o qual cita que a palavra ou o verbo estava com Deus. Jo. 1.1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Já a bíblia boa nova em português corrente diz: No princípio era a Palavra. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.” Como já dito em assuntos anteriores os tradutores optaram por Verbo com V em maiúsculo ao invés de palavra pelo fato desta ser feminino.

     Assim mesmo a própria tradução em português corrente faz um trocadilho e opta por escrever palavra como sendo masculino; Jo. 1. 2-3 “Aquele que é a Palavra estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada foi criado.” O certo seria: “Todas as coisas foram feitas por meio dela” . O que João pretendeu dizer ao descrer a palavra grega logos? Estaria ele falando daquilo que ela representava ou estaria dando outro significado?

Logos significa muitas coisas entre elas estão:  O ato de falar, palavra proferida a viva voz, aquilo que expressa uma concepção ou ideia. o que alguém disse. Palavra, os ditos de Deus, seu uso com respeito a MENTE em si, causa, motivo. Este é a real aplicação para o termo logos, mas através de Heráclito esta palavra ganhou outra conotação, Foi nos escritos de Heráclito que a palavra "logos" mereceu especial atenção na filosofia da Grécia Antiga. (1).

O estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino (noção que os estoicos tomam de Heráclito e desenvolveram. A alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual pertence. Este logos (ou razão universal) ordena todas as coisas: tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um cosmos (termo que em grego significa "harmonia"). Visto que o homem buscava intensamente essa harmonia e tranquilidade de vida.

Devido a isso na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado e tornou-se um Deus encarnado. Assim sendo Para Heráclito o logos é a razão que domina todo o universo e que faz possível a existência de ordem e regularidade no acontecimento das coisas. Para Ele, o logos também está presente em nós e que deve servir para guiar-nos na nossa conduta e como instrumento para o verdadeiro Conhecimento. Já na comunidade cristã, o termo logos tornou-se o divino mediador da criação que se fez carne. Muitos acreditam que o termo logos pertence ao cristianismo genuíno. Porém o conceito logos havia surgido no contexto cultural helenista.

Outra questão importante reside no fato de os escritos do AT. Não atribuir ou comparar a palavra criadora de Deus com uma pessoa; Gn. 1.3Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” A palavra original “Disse Deus” אמר é traduzido como ’amar e significa literalmente: dizer, falar, proferir, ordenar; diz apenas que Deus falou e tudo se fez, nada diz de um ser intermediário agindo com função criadora. O salmista compartilha deste pensamento ao dizer em Sl. 33. 6 “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.”

O verso 9 do mesmo capítulo corrobora com esta visão “ Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir. Não há como acreditar em um ensinamento tão modificado, a bíblia é clara em dizer que o ato criador de Deus foi através de sua ordem expressa, porém, ao estabelecer a filosofia grega como sendo a base do ensino cristão maculou-se a religião.

Com o intuito em objetar muitos irão recorrer o verso de João lido acima e dirão: se é assim como resolver a questão onde diz que o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus? Tendo em mente que Verbo é o mesmo que palavra, podemos entender que a palavra, a sua voz, é em última instância a sua autoridade, vontade e intenção, portanto o representa. Assim sendo a prova deve ser exigida para os objetores, os quais terão de responder o seguinte:

O Verbo ou palavra é uma pessoa separada de Deus e estava com Deus na criação? Se disserem que sim, fica claro que existem dois deuses. Ou seja, não há nenhuma lógica em afirmar que Deus estava com Deus e mesmo assim não ser dois deuses, inclusive tal ensinamento joga por terra o monoteísmo bíblico e mesmo a doutrina trinitária, portanto a única lógica plausível é acreditar que o Verbo ou a palavra de Deus é a sua intenção, propósito e ação que em última instância o traduz.  

Hb. 11. 3 Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” Aqui o autor da carta aos hebreus acertadamente confirma o ato criador feito por Deus e diz que tal ato foi feito por sua palavra, o interessante que neste verso não é usado a palavra logos para descrever palavra, mais sim rhema, que quer dizer: aquilo que é ou foi proferido por viva voz, algo falado, palavra, qualquer som produzido pela voz e que tem sentido definido, fala, discurso, aquilo que alguém falou.

Fica claro então que o ensinamento das duas naturezas de Cristo, de um logos como sendo uma pessoa separado de Deus, contradiz claramente o ensino bíblico, os pais da igreja levaram anos e mesmo séculos para tentarem elaborar um ensinamento coerente acerca das duas naturezas de Jesus, e por fim foi dogmatizado como infalível.

Evandro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Em seu retorno, Jesus encontrará fé na terra?

No assunto a seguir a segunda parte do verso 8 de Lucas 18 nos interessa para questão de analise, Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” De uma perspectiva teológica esta pergunta de Jesus é muito interessante, porém pouco analisada. A primeira parte da pergunta diz: “quando vier o Filho do Homem...” Segundo estas palavras de Jesus, nós podemos entender ao menos duas questões: (1) fica claro que Ele se referia a uma era vindoura, não aquele momento.

A despeito de suas palavras terem sido dirigidas para os seus contemporâneos o seu cumprimento abrangente foi para eras subsequentes, isto pode ser comprovado após as palavras ditas acima,  (quando vier o Filho do Homem). Jesus não disse “Eu estou aqui, ao contrário ele disse, quando vier”. Seria simples comprovar a incredulidade dos seus naquele momento, mas não foi esse o intuito. A incredulidade daqueles que o circundava só representava de uma forma estrita a falta de fé da geração que receberia o seu retorno.

E a segunda questão é a mais interessante ou aquela que nos representa. E baseado nisso podemos lançar uma pergunta com o objetivo em ser o alicerce do assunto em construção: o cristianismo atual em todas as suas facetas tem ensinado ou mesmo estimulado aos seus adeptos a aguardarem a volta de Jesus? A pergunta é necessária, visto ela fazer frente a outras questões que trazem objeções ao próprio ensinamento de Jesus, ou seja, o seu retorno sobre a terra.

Vivemos a era da informação, o mundo conectado tem reduzido o espaço e a espera, isto sem dúvida é um avanço que trás para a sociedade. No entanto, nem tudo são flores, no mundo cibernético as mazelas produzidas podem ser notadas diariamente, e entre elas estão: À perda de tempo, os Sites que fomentam o vício, e no que tange a questão religiosa ou mais propriamente a espiritual, percebemos um desinteresse muito grande por parte de muitos.

E sem contar um incentivo até mesmo de ódio por parte de outros. Tudo isso tem sido fomentado e patrocinado pelo relativismo que ora permeia a sociedade tudo isso tem contribuído para basear a segunda questão, ou seja, na sua vinda Jesus encontrará fé na terra? Naturalmente terei que ratificar o fato de Jesus estar se dirigindo a sua pergunta para aqueles que professam fé em seu retorno, a bíblia é enfática em dizer isso; Jo. 3. 18-19 “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

Em outras palavras aqueles que não creem não se preocupem em criticar ou mesmo em patrocinar o descrédito, são palavras vãs sem nenhum peso, ou seja, perda de tempo. Muitos se preocupam e dizem: os incrédulos tem apagado a fé de muitos nesses Sites polêmicos, Eu penso e pergunto, será mesmo? Baseado na informação bíblica acredito piamente que não. Dentro da esfera humana somos produtos do meio, isto é, claro está que para alguns a conclusão encontrada em um depoimento contrário a fé e mesmo a crença em Deus pode ser catastrófica, ou seja, perda da fé.

Mas como dito acima somos produtos do meio, e isso não é tão ruim, ou seja, aquilo que é depreciativo que vem de encontro com a palavra de Deus são os meios que ora presenciamos. Mas como tudo neste mundo não foge do controle absoluto de Deus, podemos acreditar que o meio que ora vivemos e presenciamos tem como objetivo em nos levar de encontro com o fim que Deus irá nos proporcionar. Por isso disse acima, não precisamos ficar temerosos se o relativismo fomentado pelos céticos tem abalado a fé de alguns, muitos então dirão: - Posso participar de debates com céticos e relativistas e perder preciosas horas no mundo cibernético e mesmo assim estar seguro? A resposta é sim e não.

Todos podem fazer o que acharem ser melhor para suas vidas, no entanto, vejamos o conselho bíblico Judas verso 3 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.”

Neste verso encontramos algo interessantes: nos é dito para batalharmos, por algo que já nos foi dado, o que é trabalhar por algo já conquistado? Seria isso um paradoxo? Não, lembrem-se, somos produtos do meio, somos facilmente influenciados. Realmente a fé é um presente de Deus que já nos foi dada, no entanto, somos facilmente levados de um lado para outro, assim sendo o batalhar pela fé significa não ser tão susceptível a ensinamentos contrários a bíblia e o seu conteúdo.

Significa não perder tempo somente com entretenimento e coisas que não edificam. O estilo de vida que presenciamos no mundo pós moderno tem contribuído grandemente para edificar o palco o qual tem pisado aqueles que cumprirão na integra as palavras de Jesus, ou seja, no que diz respeito a espiritualidade a sociedade atual tem formado pessoas vazias, desprovidas de fé.

Lutar pela fé a qual nos foi dada, não significa conquistar a fé, mas sim fortalecê-la, significa prioriza-la em meio a um mundo descrente. A falta de fé na terra pode ser muito bem representado pelo estilo de vida que os cristãos da atualidade tem levado, inclusive um verso bíblico adequado para sintetizar este exemplo encontra-se em Lc. 6. 45 “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” A segunda parte do verso é o que nos interessa.

Assim segundo a bíblia, a boca fala do que está cheio o coração, assim também são as nossas ações, tendências e vontades, ninguém irá deixar de seguir os padrões mundanos se estes lhes atrai, do mesmo modo ninguém se agradará da palavra de Deus se esta não lhe for importante. E de igual modo ninguém terá fé, a menos que esteja familiarizado com os ensinamentos bíblicos. Mas se estamos familiarizados com a bíblia e seus ensinamentos, se temos por ela estima, qual a razão então, de muitos não terem fé?

Baseado no contexto humano acredito que a resposta está em Rm. 12. 2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Se conformar com este século é se padronizar segundo os ditames do mundo, naturalmente quem age assim trará como resultado uma vida sem fé e crença nas coisas sagradas, lembrando sempre que o mundo promove contenda, naturalmente ninguém será aprovado na vinda de Cristo se o seu padrão for o mundo e suas informações.


Claro está que me refiro a informação contenciosa, a qual tenta denegrir a espiritualidade e os bons costumes.

Evandro.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tito 2. 13 prova a doutrina da trindade?

Vários versos bíblicos principalmente aqueles que são encontrados no NT. São usados com o intuito em fortalecer a doutrina da trindade, neste assunto destaco o verso encontrado na carta de Paulo dirigida a Tito. Na Almeida Revista e Atualizada diz assim: Tt. 2. 13 Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” Para o leitor trinitário o verso vem como luva, apoiando as suas expectativas. Mas, no final do assunto veremos que esta tradução não é a mais indicada, isso pelo fato dela deixar brechas em sua declaração.

E podemos enumerar as falhas encontradas nesta tradução: (1) Esta foi uma declaração de Paulo e como sabemos esta não é a maneira peculiar que ele utiliza para descrever Deus e Jesus, basta para isso lermos os seguinte s versos: Rm. 1. 7 “A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.”
          
Rm. 5. 11 E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” 1ª Co. 1. 3 “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” 1ª Co. 8. 6 Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Percebemos a diferenciação ou distinção que ele faz, com relação a Deus, o pai, e ao Senhor, Jesus Cristo, não podemos compreender como ele Paulo querendo enfatizar uma só pessoa. (2) Outro fato importante é considerarmos as construções semelhantes, por exemplo: 2ª Ts. 1.12 A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”

Estes versos só vem demonstrar a desuniformidade das traduções, naturalmente é compreensível, visto que elas (as tradutoras) querem fortalecer a fé dos leitores trinitarianos. No entanto o verso de Tito 2. 13 pode muito bem ser traduzido assim: “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do Salvador Cristo Jesus.”

A diferença que faz a diferença está na preposição “do” e do artigo definido “e”. Granville Sharp. (1755 a 1813) Antes, porém, de me referir um pouco sobre Sharp é importante destacar como a tradução católica a bíblia do peregrino descreve Tito 2.13 “Esperando a promessa feliz e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do nosso salvador Jesus Cristo.” Percebe-se uma falta de consenso, mesmo entre as tradutoras trinitarianas, no entanto, a tradução é fiel ao texto bíblico.

Granville Sharp foi um homem notável, abolicionista, escreveu vários enunciados, tanto relacionado aos direitos humanos como em relação ao cristianismo. Um trinitariano convicto, resolveu estudar o grego afim de poder provar a divindade de Jesus, foi através da leitura de Tito 2.13 que ele percebeu a possibilidade de criar regras gramaticais que pudessem corroborar com a deidade de Cristo.

Assim sendo ele produziu seis enunciados conhecidos como o cânon de Sharp. Segundo a regra de Sharp quando a preposição ou o artigo vem antes do primeiro substantivo e não é repetido no segundo substantivo está se referindo sempre a mesma pessoa que está descrita no primeiro substantivo, por isso o verso de Tito 2.13 da a entender que se fala de uma única pessoa. Em outras palavras se dois nomes do mesmo caso são conectados por um "kai" e o artigo é usado com ambos os nomes, eles se referem a diferentes pessoas ou coisas. Se somente o primeiro nome tem o artigo, o segundo nome se refere à mesma pessoa ou coisa referida pela primeira.

Mas para o leitor atento a regra de Sharp não pode servir de regra, pois regra significa englobar tudo, e este não é o caso, reparem somente em 1ª Ts. 1.12A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”  O verso ou as pessoas são ligadas pelo artigo e pela preposição, no entanto, percebe-se claramente a distinção das pessoas.

Em outras palavras a regra de Sharp não serve de regra, pelo fato dela ter suas exceções. Ef. 2.20 “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular.” Neste verso o artigo e está entre apóstolos e profetas, sabemos, no entanto, que ambos são distintos, são de épocas diferentes. O artigo definido “e” vem da partícula primária “Kai”.

Ef. 4.11E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres.” O mesmo vemos em pastores e mestres, a partícula primária que tem uma ação aditiva está entre esses dois substantivos, no entanto, ambos exercem funções diferentes. Portanto, pastor não é o mesmo que mestre, assim como apostolo não é o mesmo que profetas, de igual forma Jesus não é o mesmo que Deus, significando que a partícula definitiva Kai não torna seres distintos em uma mesma pessoa.

Ef. 5. 5 “Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” Segundo a regra de Sharp o verso fala de uma mesma pessoa, ou seja, ele estaria falando de Jesus duas vezes além de excluir Deus, o pai. A bíblia diz “reino de Deus” umas setenta vezes, ao passo que reino de Cristo só encontramos em Efésios 5. 5. E o mais interessante é que na bíblia Jesus não é identificado como o Deus que reina, mas como o rei constituído por Deus.

O qual na consumação de todas as coisas entregará o reino a Deus, conforme está escrito em 1ª Co. 15. 24 “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.” 


 Evandro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Objeções ao juízo investigativo.

A Igreja Adventista do 7º dia tem como base fundamental a doutrina do "juízo investigativo". E. G. W. A profetisa do adventismo diz: “A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento, foi: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” O grande Conflito Pág. 409.

O que é proclamado neste ensinamento foi que em 1844, Jesus entrou no Lugar Santíssimo do céu, para começar a purificar o santuário celeste. Se esta doutrina puder ser refutada então todo o ensinamento dos adventistas deverá ser refutado, inclusive a própria denominação deixara de ter crédito, pelo fato dela ser tanto a coluna como a base da fé do adventismo. Muitos são os argumentos utilizados pelos adventistas, a fim de tentarem provar a veracidade das 2300 tardes e manhãs como sendo dias anos. Esta doutrina está baseada nos capítulos 8 e 9 de Daniel.

Dn. 8. 3-4 Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia”.

A própria bíblia descreve o que representa o carneiro e os seus dois chifres: Dn. 8. 20 Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia”. No que diz respeito a bíblia e em profecia, animal sempre representa reino, assim como chifre simboliza um rei.

Dn. 8. 5-7 “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele”.

Segundo o relato bíblico as coisas começaram a se complicar para os medos e persas, a sua altivez e orgulho estava sendo ameaçados. Novamente pela bíblia somos informados quem representa o bode peludo, Dn. 8. 21Mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei”.

O verso acima nos diz que o império Medo Persa dominou o mundo de então até que veio Alexandre ou (o chifre notável) e tomou o poderio fazendo com que a Grécia dominasse o mundo. Nesta analise simples começamos a perceber que a doutrina das 2300 tardes e manhãs começa a ruir, e isso é percebido quando fazemos a leitura dos seguintes versos:

Dn. 8. 8-9O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa”. Dn. 8. 22 “O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não Com força igual à que ele tinha”. Vimos anteriormente que o bode da profecia representa o império grego e o grande Chifre o primeiro rei o qual a maioria dos estudiosos acreditam ser Alexandre. E dito também que o grande chifre se quebraria. Neste caso morreria, porém do mesmo reino diz a profecia, se levantaria quatro reis, ou seja, no império grego se levantaria quatro pessoas com o intuito de reinar.

Alexandre faleceu em meio a uma ardente febre, antes mesmo de sepultá-lo os seus generais começaram a discutir. Vinte e dois sangrentos anos mais tarde em 301 A.C, quatro generais se achavam no comando dos quatro reinos greco; [1] Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia; [2] Lisímaco tomou a Trácia e a grande parte da Ásia menor; [3] Ptolomeu reteve o Egito a Cirenáica e a Palestina; [4] Seleuco reteve a Síria.

Vimos no verso 22 a bíblia dizendo que o império grego seria divido em quatro fato que realmente aconteceu. Mas o problema com a doutrina das 2300 tardes e manhãs para os adventistas se encontra nos versos 8 e 9 vamos ler novamente: O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa”.

O bode se engrandeceu, ou seja, (o ápice do império grego), e o grande chifre foi quebrado, (morre Alexandre) os quatro chifres, (são os generais ditos acima.) O chifre que rumou para a terra gloriosa algo que quase todos os estudiosos acreditam ser Jerusalém chegando lá matou os sacerdotes e profanou o santuário proibiu algo extremamente importante para os judeus daqueles dias o sacrifício diário, mas porque isso aconteceu? Dn. 8. 12 “O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.”  Sim por causa das transgressões do povo que se dizia santo.

E por quanto tempo duraria essa assolação a qual impediria que os sacrifícios diários fossem restabelecidos? Dn. 8. 14 “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” É exatamente isso que a bíblia está dizendo, ou seja, vocês estão desobedecendo por isso vou enviar alguém que vai matar alguns de vocês, vai profanar o templo e irá impedir que os trabalhos nele realizados fiquem parados por 2300 dias.

Mas para ser instituída a doutrina do santuário dos adventistas precisa mais do que isso. Vejam o que diz o escritor adventista C. Mervyn Maxwell: “Os leitores da bíblia por vezes entendem que ao dizer que o chifre pequeno saiu de um deles, o significado é que ele surgiu de um dos quatro chifres. O que a bíblia realmente quer dizer, entretanto, é que o chifre pequeno surgiu de um dos quatro ventos; ou seja, que ele surgiu de um dos quatro pontos cardeias”.)  Uma nova era segundo as profecias de Daniel, pág. 157.

Na verdade ele está tentado estabelecer outra pessoa ao invés do rei selêucida Antíoco, quando ele diz de um dos ventos ou pontos cardeias, ele quer que seja de Roma, mas a bíblia é clara em dizer que surgiu de um dos chifres, ou seja, dentro do império grego. Outra questão a ser considerada é a seguinte, o rei que pisoteou o santuário fez isso nos dias do império grego ainda que dividido, já os adventistas e seus historiadores jogam este acontecimento para o futuro.   

A complicação para o dogma adventista continua quando eles afirmam em sua doutrina que somente depois de 2300 anos o santuário começaria a ser purificado e isso no céu, já a bíblia descreve que após 2300 tardes e manhãs ou 2300 dias literais o santuário seria purificado, ou seja, não diz nada a respeito de ser no céu, não diz que começaria a ser purificado.

O capítulo 8 de Daniel nos mostra que os acontecimentos nele registrados referem-se ao povo judeu, desde o cativeiro babilônico até o período do domínio helênico, nada diz sobre a era cristã e muito menos sobre um santuário no céu; apesar da palavra purificado (Tsadaq) do verso 14 dizer “ser justo, ser correto, ser justificado”. Podemos entender pelo contexto a seguinte questão: Dn. 8. 13Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

A pergunta do ser celestial foi a seguinte: “quanto tempo vai ficar sem sacrifício devido ao fato de um invasor profanar o santuário?” O outro ser angelical responde, 2300 sacrifícios, após isso tornará a justiça no santuário, os tradutores preferiram por (O santuário será purificado). Em resumo a IASD. Pretendeu desenvolver uma doutrina base de sua ideologia retirando a literalidade o acontecimento de um povo transportando-os para um nível espiritual.

Evandro.

sábado, 16 de julho de 2016

A bíblia ensina sobre leis de saúde?

A bíblia nos mostra principalmente nas páginas do AT. Deus por meio de Moisés estabelecendo leis as quais regeriam a nação de Israel. O assunto que tenho proposto neste tópico refere-se à questão alimentar. Dt. 14. 3 Não comereis coisa alguma abominável.”  Antes de comentar sobre o verso faz-se necessário algumas perguntas: estamos nós na atualidade sujeitos a esta mesma lei? A lei estabelecida por Deus referente a alimentação encontrada em Levítico 11 e Deuteronômio 14 deve ser entendida como sendo uma lei sobre saúde?

As igrejas ou denominações judaizantes as quais ensinam e “praticam” tais orientações deveriam também observar outros ritos que tratam da impureza? Veremos estas questões no decorrer do assunto? Não comereis coisa alguma abominável.” Está assim traduzida pela ARA. A bíblia nos permite tratar a abominação de duas maneiras distintas, de forma ritual e no sentido ético. O sentido ritual refere-se ao alimento impuro a cultura local aos ídolos a vestimenta e mesmo o casamento misto. Já a questão ética refere-se a impiedade.

A palavra hebraica que trata da abominação de Deuteronômio 14. 3 é to ̀ebah e é a mesma utilizada em Gn. 46. 34 Respondereis: Teus servos foram homens de gado desde a mocidade até agora, tanto nós como nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, porque todo pastor de rebanho é abominação para os egípcios. Para os egípcios tal repugnância (abominação) se dava numa dimensão cultural. A mesma palavra hebraica é utilizada para descrever Dt. 22. 5A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus.”

A mesma palavra hebraica utilizada nos versos anteriores é usada em Lv. 20.13 Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.”  Esta não é uma questão ritual cerimonial cultural ou local, é uma questão ética, como podemos definir isso? Baseado no ensinamento do NT. Em se tratando do sentido ritual já podemos responder ao menos uma pergunta feita acima: “As igrejas ou denominações judaizantes as quais ensinam e “praticam” tais orientações deveriam também observar outros ritos que tratam da impureza?”

Se para eles comer algo causa-lhes repugnância ou é abominável o misturar vestimenta também deveria causar, o casamento entre pessoas que não professam a mesma denominação religiosa não poderia ser aceito, os ídolos que são cultuados (na sua grande maioria) não são ídolos de pedra deveriam causar abominação, será que causa? Por causa de atitudes similares foi que Jesus disse aos seus ouvintes no monte das oliveiras, Mt. 5. 20 “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” Já outra pergunta é: A lei estabelecida por Deus referente a alimentação deve ser entendida como sendo uma lei sobre saúde?

Não! Deus não faz nenhuma referencia a saúde, Ele não diz que os camelos têm mais parasitas que as vacas, o mesmo se dá com relação ao garças se alimentam de peixes, mas não são consideradas próprias para consumo, no entanto, os patos também comem pequenos peixes e não há uma restrição bíblica quanto ao seu consumo. Deus por meio da bíblia dá algumas regras, sem dar razões para isso. Não nos é dito por que as abelhas são impuras, mas o mel produzido por elas pode ser consumido. 

Não nos é dito por que a carpa que se alimentação do fundo pode ser comido, mas o bagre (peixe gato) que também se alimenta do fundo não pode, no entanto assim como o bagre as carpas são consideradas por muitos como porcos de água doce. Os judaizantes irão dizer: O bagre não pode por ser peixe de coro e a falta das escamas lhe deixa sujeito às contaminações existentes no seu habitat. Mas a questão permanece, pois ambos o de couro ou o de escamas se alimentam de toda sorte de impureza. Outra regra que foi estabelecida e nós não compreendemos é: porque os gafanhotos podem e os caranguejos não podem. O argumento de que o gafanhoto é herbívoro é inválido, isso pelo fato das abelhas sobreviverem do pólen das plantas e nem por isso segundo a bíblia são liberadas para consumo.

Argumentam os judaizantes que a alimentação ideal são as ervas e estas podemos comer de tudo. No entanto algumas plantas são venenosas, mas Deus não listou as que são permitidas Ele deixou os seres humanos discernir quais são as plantas permitidas para alimento e quais não são permitidas e Isso é feito por meio da investigação científica. O mesmo se dá com relação às carnes; se algum israelita tocasse em um animal não próprio para alimento era considerado imundo até a tarde, no entanto se ele tocasse um animal morto próprio para consumo era mesmo assim considerado imundo, até a tarde.

 Lv. 11. 39-40 Se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde; quem do seu cadáver comer lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará as suas vestes e será imundo até à tarde.” O fato da bíblia dizer que a pessoa ficava imunda até a tarde destaca o seu lado cerimonial e religioso e descarta a questão de saúde. O cerimonial é definido nas palavras “até a tarde”.

Já a questão religiosa pode ser entendida nos versos a seguir Lv. 20. 25-26Fareis, pois, distinção entre os animais limpos e os imundos e entre as aves imundas e as limpas; não vos façais abomináveis por causa dos animais, ou das aves, ou de tudo o que se arrasta sobre a terra, as quais coisas apartei de vós, para tê-las por imundas. Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.”

Mas os judaizantes podem retrucar: “somos israelitas espirituais, portanto pertencemos a Deus e assim sendo somos separados e nos apartamos de coisas imundas”. Esta objeção pode ser refutada com o seguinte verso bíblico, Dt. 14. 21Não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro que está dentro da tua cidade, para que o coma, ou vendê-lo ao estranho, porquanto sois povo santo ao Senhor, vosso Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.”

Isso só confirma duas coisas, o poder comer e o não poder comer era uma questão religiosa entre Deus e os judeus; e os gentios ainda que vivessem dentro de Israel não estava obrigado a seguir tal lei e ensinamento, reparem, “Podereis dá-lo ao estrangeiro que está dentro da tua cidade”. Em outras palavras a questão do puro e do impuro foi para fazer separação entre Israel e os gentios, e o verso exclui também a questão da saúde, ou os gentios que viviam em Israel poderiam adoecer por causa de alimento?

Embora possamos ver alguns benefícios de saúde evitando certos tipos de carne, esses benefícios parecem ser coincidentes. Se o problema for parasita, por exemplo, uma solução simples seria a de exigir cozedura completa. Além disso, animais limpos podem ter parasitas, assim como animais impuros. Se a saúde era o objetivo principal, então deveriam estar incluído em Levítico 11 e Deuteronômio 14 exercícios físicos, necessárias horas de sono, em vez de proibir gaivotas e morcegos, algo que poucas pessoas querem comer. Na verdade deveria nos ser dito quais cogumelos são perigosas, e que ervas aumentam nossas chances de ter câncer. Portanto, as leis dietéticas encontradas na bíblia têm como objetivo em fazer separação, entre os israelitas que possuiriam a terra prometida e os seus vizinhos.  

Evandro.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A revelação bíblica sobre o reino de Deus.

Atualmente não sabemos descrever com fidelidade o que era um reino nos tempos antigos. No entanto os personagens Bíblicos podiam definir prontamente um reino pela sua experiência diária. E segundo a bíblia o reino era composto de quatro coisas: um território, um governante, um povo governado e as leis do governo. No Antigo Testamento o reino de Israel, governado por reis como Davi e Salomão, era um reino neste sentido e é muito relevante que depois da ressurreição de Jesus os discípulos demonstraram que esperavam o Reino de Deus no mesmo sentido.

No primeiro capítulo de Atos dos Apóstolos aprendemos que no pequeno intervalo entre a sua ressurreição e ascensão aos céus, Jesus falou com os seus discípulos At. 1.3 A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.”
  
Jesus aproveitou os seus últimos dias sobre a terra para falar do reino de Deus. A reação dos discípulos consistiu em esperar um reino literal, da mesma maneira como o reino de Israel tinha anteriormente existido. At. 1.6Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo em que restaures o reino a Israel?
           
Desde o início da história os homens têm-se organizado em grupos, colocando outros em posição de autoridade sobre eles. Deste modo o homem governa o homem. Isto é válido tanto para o antigo chefe tribal como para os presidentes eleitos na atualidade. Tal sistema de governo onde o homem controla a sua própria organização e destino é chamado na Bíblia "o reino dos homens".

Atualmente este reino é representado por todas as diferentes nações do mundo sem importar o seu ponto de vista político. Praticam-se idéias humanas e impõe-se a vontade humana. Mas muito pouca gente dá-se conta de que o reino dos homens está sob o controle oculto de Deus. Dn. 4. 32 Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.”
           
O propósito deste controle oculto é de levar a humanidade a um estado em que Deus governará abertamente o mundo. Por outras palavras, o reino dos homens dará lugar ao Reino de Deus. Se houve alguma vez um homem e um regime que representou o reino dos homens, foi o rei que governou sobre o Novo Império Babilônico por volta de 600 a.C. Sob o seu gênio militar e administrativo formou-se um grande império como o mundo jamais tinha visto até então.

Centrado na cidade capital de Babilônia sobre o rio Eufrates, o império estendia-se num grande arco que rodeava o perímetro ocidental do deserto da Arábia, incluindo no seu território, países conhecidos atualmente como o Iraque, Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Israel e parte do Egito e Irã. Sobre esta área governou Nabucodonosor como déspota, impondo a sua vontade e capricho através de uma eficiente organização civil e militar.

Reconstruiu completamente a Babilônia: seus templos, palácios e residências particulares foram rodeados por grossas muralhas de grande altura e resistência. A Bíblia mostra o rei dizendo: Dn. 4. 30 “Falou o rei e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade? No seu tempo ele representou o reino dos homens.

Mas o que tem que ver isto com o Reino de Deus? Exatamente o seguinte: Em certa ocasião Nabucodonosor foi para a sua cama preocupado como o que sucederia ao seu reino depois da sua morte. Nessa mesma noite, Deus respondeu aos seus pensamentos dando-lhe um resumo dos acontecimentos mundiais que abarcam os 2500 anos seguintes. Esta informação foi-lhe proporcionada através dum sonho registrado no livro de Daniel Capítulo 2. No sonho Nabucodonosor viu uma grande estátua que se erguia até ao céu em deslumbrante magnificência. Uma característica pouco comum desta estátua era que cada secção estava feita de um tipo de metal diferente.

Perplexo acerca desta estranha visão, Nabucodonosor pediu a Daniel, o profeta judeu que estava exilado na Babilônia, que lhe explicasse o seu significado. Com a ajuda de Deus, Daniel disse que a estátua representava diferentes fases do reino dos homens através da história. A cabeça de ouro representava o próprio Nabucodonosor e o Império Babilônico sobre o qual ele governava, Dn. 2. 38 A cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro.”

Depois do Império Babilônico levantar-se-iam três impérios no reino dos homens, representados pelos três metais seguintes, Dn.  4. 39-40 Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará.”
          
A história demonstrou que esta predição foi cem por cento exata. O Império Babilônico deu lugar ao Império Persa por volta de 538 a.C. Este corresponde ao peito e braços de prata. Anos mais tarde os gregos derrotaram os persas e tomaram o controle do império dos homens. Este império Grego foi o maior, estendendo-se desde o Mar Egeu até às fronteiras da Índia. Tal como Daniel disse, "Dominará sobre toda a terra," não o globo inteiro tal como o conhecemos atualmente, mas certamente sobre a maior parte do mundo civilizado de então.

A eleição do metal foi apropriada. O bronze era a característica distintiva dos exércitos gregos, as armaduras de bronze dos gregos são legendárias. A seguir na cena mundial, chegaram os Romanos os quais em vez dos gregos vieram a ser os representantes do reino dos homens. De novo a eleição do metal foi boa. O verso diz "forte como o ferro", e certamente o Império Romano foi o mais forte, mais eficiente e impiedoso que o mundo jamais tinha conhecido. O Império Romano continuou até ao século quinto d.C.

Mas ao contrário dos impérios anteriores, não foi suplantado por outro império maior. Ao contrário, decompôs-se gradualmente frente ao ataque de tribos do norte como os godos e hunos. A ausência de um quinto império já tinha sido predita por Daniel mil anos antes. As pernas de ferro da estátua deram lugar aos pés que são uma mistura de material forte e frágil, ferro e barro. O próprio Daniel explica o que isto prefigura:

Dn. 2. 41-42 Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil.”

Isto foi provado como sendo completamente exato. Desde o final do Império Romano não existiu um poder que tenha tido completa autoridade sobre a maior parte do mundo. Muitos tentaram e falharam. Sempre existiu uma mistura de nações fracas e fortes, e isto ainda persiste na atualidade. A propósito, isto significa que qualquer esperança de domínio mundial por alguma das superpotências atuais é somente uma ilusão. Está claro que o sonho que Deus deu a Nabucodonosor foi uma revelação importante para a humanidade.

O seu objetivo não foi satisfazer a curiosidade do rei, mas informar todas as gerações futuras que Deus está a controlar todos os acontecimentos do mundo. Enquanto que superficialmente parece que o homem é supremo no reino dos homens, na realidade pode operar somente dentro dos limites permitidos por Deus. Poderia esta detalhada predição de 2500 anos da história do mundo ter sido escrita por um simples homem? Poderá a adivinhação e premonição explicar satisfatoriamente a sua estranha exatidão?

Como Daniel pode dizer exatamente aquilo que ocorreria no futuro? Dn. 2. 28 Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas.” A revelação de Deus a Nabucodonosor não limitou-se a mostrar-lhe esta extraordinária estátua metálica. Ao continuar o sonho ele viu outra coisa surpreendente. De uma montanha próxima seria cortado um pedaço de pedra. Gradualmente esta pedra separou-se da rocha até que finalmente ficou livre. O que impressionou o rei foi que isto se realizou sem que o homem estivesse envolvido nisso. 

Depois chegou o final dramático do sonho. A pedra recentemente cortada repentinamente precipitou-se através do ar em direção à estátua e a atingiu nos pés com grande força. A grande massa de metal tremeu e estremeceu, e finalmente a estátua completa caiu sobre a terra. Tão devastadora foi à destruição e ficaram tão pulverizados os seus fragmentos que quando se levantou um vento forte os restos da estátua espalharam-se, e a única coisa que ficou foi a pequena pedra que tinha causado toda a destruição.

Enquanto observava, Nabucodonosor viu que a pedra mudava de forma. Ia crescendo! Continuou a crescer até alcançar o tamanho de uma colina. Continuou a crescer, tornando-se finalmente uma montanha que cobria toda a terra. A destruição da estátua significa que o domínio humano da terra será subitamente eliminado. Se você sente-se inclinado a pensar que isto é impossível, recorde o cumprimento exato da primeira parte da profecia: a sequência exata dos quatro impérios mundiais, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, e a ausência de um quinto império.

Tomando o seu lugar uma mistura mundial de nações fortes e fracas. A razão exige que aceitemos a totalidade da profecia e não somente a primeira parte. O fato de ter-se cumprido a primeira parte garante o cumprimento da parte restante. A impressão imediata de que a destruição da estátua representa a remoção do reino dos homens é correta. Deixemos que o próprio Daniel no-lo diga Dn. 2. 44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.”
     
Este é um dos versículos mais reveladores de toda a Bíblia, com informação cumprida sobre o reino de Deus. O verso nos diz coisas importantes: "Nos dias destes reis", Quais reis? A pedra atingiu a estátua nos pés de ferro e barro, representando o estado fragmentado do mundo depois do declínio do Império Romano. Esta foi a condição do mundo durante os últimos 1500 anos, incluindo o tempo presente. Por conseguinte vivemos na época em que a pedra atingirá a estátua e esta cairá.

"O Deus do céu suscitará um reino" Os reinos que caíram e foram removidos estavam na terra. Da mesma maneira, o reino de Deus terá que estar na terra. Não há nada que sugira que este reino divino será menos literal que o reino dos homens que será substituído. A pedra (ou o Reino de Deus) cresceu até encher a terra, não os céus. "Esmiuçará e consumirá todos estes reinos"

O governo humano da terra representado pelos quatro impérios da Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, e o estado dividido do mundo desde então, será removido completamente. A profecia não sugere uma transição gradual do reino dos homens para o Reino de Deus. A mudança será repentina, violenta e total. Os restos espalhados dos governos humanos serão desfeitos de tal maneira que "deles não se viram mais vestígios". "Este reino não passará a outro povo".


O esplendor da Babilônia passou para a Pérsia, seu conquistador. Por sua vez a Pérsia entregou o seu reino e território à Grécia, e a Grécia a Roma. O reino de Deus será diferente. Uma vez estabelecido, será permanente, sem ceder a sua autoridade ou domínio a um sucessor. Outras frases do versículo confirmam isso: "não será jamais destruído" e "subsistirá para sempre".

Copiado do Site: http://www.god-so-loved-the-world.org/

Postado por Evandro.