quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A espiritualidade o ceticismo e a aposta de Pascal.

No decorrer da história alguns homens, escritores, filósofos, uns ateus, outros não, criticaram a religião, dizendo que esta é o ópio do povo. Para essas pessoas a religião era simplesmente um ópio, que acalmava os sofrimentos dos fracos. Este pensamento é muito utilizado na atualidade pelos evolucionistas, ateus e liberais. Olhando de uma perspectiva, isso é até uma realidade, tem um fundo de verdade, me refiro à questão denominacional. Aqueles que não mais estão presos pelo sistema religioso sabem o que estou dizendo, lamentavelmente as denominações religiosas (me refiro ao meio cristão) criaram para si um status o qual não é ensinado na bíblia.

A “voz” da denominação passou a ser a palavra de Deus, definidora do bem e do mal, mesmo que esta esteja indo contra a palavra de Deus. Assim sendo o grau de entrega denominacional feita por um seguidor demonstra o tamanho da dependência do mesmo em relação à instituição a qual ele crê ser verdadeira e portadora da voz de Deus. Dentro desta realidade não vejo a religião como um ópio, mas como um sistema escravizador, portanto os adeptos não precisam de ópio, mas de liberdade.

Por outro lado, os críticos, os evolucionistas ateus e liberais estão equivocados, podemos criticar um sistema baseado na demonstração perceptível, no entanto, tais críticos nunca poderão compreender a espiritualidade, 1ª Co 2. 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Rm. 8. 5 “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.” Assim sendo a espiritualidade é inquestionável, pelo menos para os que são espirituais; 1ª Co. 1. 18 “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.”

É sabido também pela bíblia que a espiritualidade não é adquirida ou barganhada, é um presente de Deus, não concedido a todos. A espiritualidade a qual me refiro é um antagonismo de incredulidade, 2ª Pe. 2. 12 “Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção. A irracionalidade aqui referida não significa falta de intelectualidade, mas de espiritualidade.

Assim sendo, a pergunta a ser feita é: quem precisa de ópio? Não me reporto a questão denominacional corruptível, mas sim a espiritualidade; a questão denominacional pode ser resolvida com liberdade, a espiritualidade não precisa de ópio, no entanto aqueles que são contrários, me refiro aos incrédulos, precisam sim de uma carga muito grande do alucinógeno. Para aqueles que descreem da espiritualidade o que esperam do futuro?

Crendo ou descrendo uma questão pertinente e imutável permanece Lc. 12. 18-20E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será.” Assim sendo, as conquistas, as lutas, vitórias e derrotas e tudo aquilo que estimula o homem a vida será interrompido. Para aqueles que não enxergam a vida além desta, qual a vantagem disso tudo? Acreditar na política, na evolução do homem e tudo o que lhes beneficia, acreditar em si mesmo, acreditar em um mundo de paz e prosperidade, é Preciso possuir muita, mas muita fé, ou no mínimo uma boa dose de ópio. 

Portanto, o fato de o homem moderno acreditar em algo o qual ele incorporou e acredita ser correto e real não muda a perspectiva de um futuro degradante. As promessas bíblicas as quais são espirituais e entendidas pelos mesmos são as únicas que podem preencher o interior vazio do ser humano, são as únicas que podem trazer esperança para a mente que sabe e não quer aceitar que o fim de tudo é a morte, 1ª Co. 15. 19 “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”

Muitos irão questionar dizendo: - e isso não é um paliativo para suportar a insegurança prenunciada do futuro? Bem, apesar de ser uma promessa espiritual e portanto não ser inteligível a todos, no entanto o que envolve ela e suas promessas pode ser sim demonstrada de uma forma tangível. Por exemplo: a bíblia descreve o pecado como algo corrupto e que é passado a todos (naturalmente os liberais em todas as suas escalas não admitem tal argumentação) mas não importa, isso não muda a realidade dos fatos.

O fato é que a bíblia descreve os pecadores (no caso os homens) “gênero” todos sem exceção, condenados a morte, e isso nenhum liberal pode questionar, no entanto, eles questionam a causa da morte, a qual a bíblia descreve como sendo o pecado, Rm. 5. 12 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”  Ou seja, isso é claramente tangível e percebido pela visão natural, em outras palavras é um argumento sim a favor da espiritualidade.

Outro fato também que corrobora com os ensinos bíblicos consiste na degradação humana, a despeito do homem acreditar que a raça esteja evoluindo, isto pode ser sim demonstrado e a própria natureza tem testificado tamanha degradação, na sua grande maioria proporcionada pelo próprio homem, Ap. 11. 18 Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra. A última parte do verso é o que nos interessa para reflexão. (Grifo meu.)

Destruir os que destroem a terra. Esta é a promessa bíblica, seria inadmissível tal promessa existir ou mesmo se cumprir se não fosse patente aos nossos olhos tal acontecimento, ou seja, a destruição do planeta em todos os seus pormenores é uma realidade visível e indiscutível, portanto um argumento válido e a favor da espiritualidade.

Os críticos de todas as classes querem se desfazer dos ensinamentos bíblicos, principalmente daqueles que vão contra a tendencia e inclinações, utilizam-se do argumento que a bíblia é um livro arcaico e portanto ultrapassado, falam que os tempos são outros e que a mentalidade “evoluiu” e que não podemos ficar presos a ensinamentos que a muito não contribui para o bem estar das pessoas, e os países de 1º mundo já a muito evoluíram nessa direção; este é o pensamento e o desejo de todos aqueles que são contrários ao ensino bíblico.

Eu gosto de argumentar do seguinte ponto de vista: o errado não passa a ser certo pelo simples fato de alguém querer que ele seja certo, não significa que só pelo fato de um país de 1º mundo instituir como regra algo que seja degradante que isso passa a ser correto, o simples fato de eu querer que algo aconteça, isso não fará de maneira nenhuma que isso ocorra, i.e. o simples fato de alguém querer invalidar a bíblia e a espiritualidade ou mesmo que irão conseguir converter os acontecimentos que acometem o mundo e tudo o que nele existe, não significa que tal ocorrerá.

Penso que a aposta de Pascal continua sendo o melhor estimulo para analisarmos as questões pertinentes ao nosso futuro. Pascal propôs o seguinte: se você acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho infinito; se você acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda finita; se você não acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho finito; se você não acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda infinita.

É um raciocínio lógico, no entanto, rejeitado pelos críticos liberais e ateus, infelizmente tal consentimento só será visto naqueles que são capazes de enxergar além deste mundo, em outras palavras não podemos exigir algo que as pessoas não possuem. Por outro lado o que Pascal está propondo é válido e inteligente. 










  








quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Nem antinomista, nem legalista.

O presente artigo tem como objetivo em fazer uma pequena análise de uma questão doutrinária pouco difundida no meio religioso cristão. Refiro-me a lei de Deus. Alguns seguimentos doutrinários ensinam que após o NT. Não estamos mais sujeitos a lei, para este seguimento religioso o fim da lei é Cristo, no entanto, do outro lado outros partidários contestam veementemente, alegando que tal ensinamento é um anti-nomismo, ou seja, declaração daqueles que são contrários a lei.

Assim sendo, estes últimos alegam que a lei deve ser observada num todo, ou melhor, naquilo que é descrito nos dez mandamentos. Desta forma, como um contra ataque aqueles que são tidos como sendo contrários a lei atacam os seus oponentes, dizendo que estes são legalistas, e assim vão, injuriando e sendo injuriados. Neste assunto quero destacar que ambos os lados defendem erros e acertos. Rm. 10. 4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.”

Neste verso percebemos que os ditos anti-nomistas estão com a razão, ou se aceita o que Paulo escreveu ou repudia-o de vez, como fizerem os judeus, para os judeus, Paulo foi um traidor, At. 21. 24 Toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei.” No meio judaico estava sendo proclamado que Paulo estava quebrantando a lei, e aqui posso assegurar que tanto os judeus, quanto aqueles que dizem que não mais existe lei estão equivocados.

Mas Paulo não disse que o fim da lei é Cristo? assim sendo aqueles que são tidos por legalistas estão certos? Sim, Paulo disse realmente que o fim da lei é Cristo, mas aqueles que defendem uma perpetualidade da lei como um todo, ou melhor, aquela parte descrita nos dez mandamentos como sendo necessária para se obter a salvação também estão equivocados. O erro daqueles que querem a todo custo erradicar a lei de Deus se encontra no fato de que o universo como um todo é regido por leis.

Com relação aos seres humanos não seria diferente, em um reino os súditos que vivem sem lei naturalmente estão sem rei, ou se estão debaixo da regência de um rei, logo são considerados como subversivos e anarquistas, neste sentido podemos observar que a lei existe, Rm. 3. 5- 6 “Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? (Falo como homem.) Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?”

O juízo de Deus é uma realidade demonstrada constantemente pela bíblia, mas se não existe nenhuma lei, como julgará Deus o mundo? Devemos entender o contexto em que a bíblia se aplica, por exemplo: no mundo judaico a lei como um todo (não em partes) ou seja, dividida, era o padrão para definir o certo do errado, era o aferidor para medir o caminho dos judeus, para aqueles a qual foram dadas a promessa da Canaã, no oriente médio, a lei era o padrão que permitia viver ou não viver.

Para os cristão a lei que define o caminho de vida eterna é um caráter renovado, é ser contrário a tudo aquilo que é definido como as obras da carne, assim sendo para Paulo, tal pessoa só conseguirá obter tal transformação se estiver unido com Cristo, por isso para ele o fim da lei é Cristo, ou seja, não estamos mais dependentes da lei, até por que a lei foi administrada para um período que se deu do êxodo até Cristo, era um sistema estabelecido para uma época para reger um povo e um regime.

Mas, segundo a teologia paulina o fim da lei é Cristo, no sentido de estarmos unidos com Ele, em outras palavras, a justiça do homem nunca procedeu da lei, mas de Cristo, Gl. 2. 21 “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.”  Hb. 7. 19 (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.”  O intuito de Paulo não foi falar mal da lei, nem mesmo dizer que ela não existe.

O que Ele disse na verdade, é que a lei não é mais o método utilizado para guiar o povo de Deus, no entanto, por outro lado a lei existe. Neste sentido tanto aqueles que defendem uma perpetuidade da lei ou ao menos alguma parte dela, e mesmo aqueles, do meio cristão os quais asseguram que a lei não mais existe, ambos estão equivocados. Para aqueles que estão unidos com Cristo, o espírito santo os orienta, revelando e dizendo o caminho a seguir.

Já a lei será a norma pela qual Deus utilizará para julgar o mundo, 1ª Tm. 1. 8-10 “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo, tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina.

Assim sendo, isso seria o mesmo que dizer que Deus condenará aqueles que não tem a lei ou melhor os dez mandamentos como norma de conduta? Para os que estão em Cristo não, 2ª Co. 5. 15 “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” Só assim a lei deixa de existir, se alguém não está unido com Cristo logo será julgado pela lei, mas que lei seria essa, seria transgredir o sábado, por exemplo? Não, a lei do evangelho não está vinculada com cerimônias, mais sim com o caráter.

Outro fato já destacado é que a lei não deve ser restringida ou mesmo dividida, se alguém diz observar a lei deve viver para observar toda a lei, Gl. 3. 10 “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. Percebemos nas cartas de Paulo uma teologia espiritual, muito além daquela ensinada pelos mestres dos seus dias, naturalmente só foi possível ele visualizar e mesmo informar tal acontecimento, através do espírito santo.

Por isso Paulo não entra em contradição, Ele por um lado defende a validade da lei, Rm. 3. 31 “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei. Faz isso sabendo que ela como um todo incluindo a lei do evangelho será a norma pela qual Deus irá julgar aqueles que não estão em Cristo; e diz também que agora estamos sem lei, Rm. 3. 21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas.


Faz isso confirmando que o fim da lei só se dá para aqueles que estão unidos com Cristo, ou seja, os que estão em Cristo segundo o ensinamento do evangelho deveria ser nova criatura, e nova criatura não vive na prática do pecado, logo, se não vive na prática do pecado, não pode ser condenado pela lei.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Ortodoxos" X desigrejados, quem é mais cristão?

Sistematicamente os ditos “cristãos ortodoxos” criticam as pessoas que não são consideradas por eles “os ortodoxos”, e a crítica vai além, dizem  que os não ortodoxos não pertencem à igreja de Cristo, isto pelo fato de não acreditarem na doutrina da trindade e por não pertencer e frequentar nenhuma denominação religiosa cristã. Na verdade, os ditos não ortodoxos o qual Eu me enquadro, são por muitas das vezes rotulados por hereges e desigrejados, título este recebido pelo fato de não pertencerem a nenhuma denominação cristã.

Como me enquadro nesta situação resolvi fazer este pequeno artigo, não como uma contra crítica, mas ressaltando quem sabe algumas questões as quais os “ortodoxos” deveriam rever. Por exemplo: Mc. 9. 38-40 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não seguia conosco. Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. Pois quem não é contra nós é por nós.”

Os discípulos ainda naquela fase de não amadurecimento ficaram bravos, pelo fato de terem visto certo homem que não participava do grupo, operando algum sinal notório em nome de Jesus. A reação deles foi de imediato, “ora, se não andas conosco, não é um dos nossos”, posso atestar com toda a certeza, se o termo existisse já naqueles dias, tal homem seria rotulado como desigrejado, isso eu não tenho dúvidas.

Mas a reação do mestre foi de alguém mais inteligente ou podemos dizer mais maduro, Jesus partiu para o caminho óbvio, ou seja, se tal homem está trabalhando ainda que distante para nós, ele não pode ser nosso inimigo, essa é a conclusão lógica, ora quem não é contra nós é por nós, concluiu Jesus. O problema da religião chama-se exclusivismo, bem verdade que Deus escolhe quem e onde Ele quer, mas não deveria ser prerrogativa humana tornar Deus, Cristo ou mesmo a igreja uma propriedade privada.

Pelo contrário, é Deus quem escolhe este ou aquele, não são os homens que escolhem Deus. Assim sendo o fato de não pertencer a determinada denominação não torna ninguém inferior ao outro. Caso seja ensinado o contrário, tal ensinamento e palavras não passam de “chavões” vazios, a muito articulado pelos líderes denominacionais. Portanto ninguém se preocupe, visto que os mesmos que se auto intitulam ortodoxos foram os primeiros a dividir o corpo de Cristo.

Algo que já havia ocorrido no passado, 1ª Co. 1. 13Acaso, Cristo está dividido Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? Ainda que não percebemos nenhuma denominação dita ortodoxa pregando exclusivamente em nome de Paulo ou mesmo batizando em seu nome, vemos as mesmas se arrogando e dizendo que cada qual é exclusividade de Cristo, ora muitas não podem ser exclusivas, ou seja, exclusividade é característica de uma somente.

Por que nenhuma delas podem se arrogar de ser exclusiva ou mesmo ortodoxa? Ou melhor ortodoxa pode até que sejam, mas devemos entender como funciona tal ortodoxia. A questão da exclusividade: Devemos compreender o fato de que a placa denominacional não garante exclusividade de ser de Cristo, Jo. 4. 20-21 “Nossos pais adoravam neste monte vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.”        

A mesma polêmica se levantou nos dias de Cristo, a mulher no seu diálogo com Jesus lhe assegurou: “ Nós os samaritanos fazemos o nosso culto aqui neste lugar, mas vocês os judeus dizem que é em Jerusalém; a resposta de Jesus se encaixa perfeitamente para os exclusivistas dos nossos dias, -ora vocês só estão preocupados com placa denominacional. Ou seja, por ser Deus espírito não está Ele restrito a um ambiente, portanto não é o local que define a adoração ou o culto prestado, mais sim a intenção o propósito e o objetivo do adorador.

O que temos visto é a suposta exclusividade dividindo o “corpo” de Cristo, algo que não se encaixa nos seus ensinamentos. E quanto a ortodoxia? Será que os supostos exclusivistas são realmente ortodoxos? Como disse nas linhas acima, ortodoxos até que realmente podem ser, mas de onde parte a suposta ortodoxia? Ao compararmos o ensinamento bíblico contrapondo com o ensino dos ditos segmentos cristãos, fica evidente que a ortodoxia a qual eles se arrogam tanto não provem do ensino bíblico.

Em outras palavras a ortodoxia cristã ensina pelas denominações é uma ortodoxia dos pais da igreja supostamente embasada por alguns versos bíblicos. Por exemplo: alguns versos parece ou supostamente afirma que Jesus é Deus, mas contrapondo o ensinamento com a própria bíblia temos inúmeros versos dizendo que Deus é um, no verdadeiro sentido da palavra, ou seja, um de unitário, não um em composição, pergunto, de onde surgiu este ensinamento? Da bíblia, de Jesus, ou dos cristão posteriores ao cânon bíblico?

Se foi a bíblia que disse isso ela está se contradizendo, e com certeza ela não está, fato é que o monoteísmo literal é defendido na bíblia. Seria Jesus que ensinou tal ortodoxia defendida pelos exclusivistas? Não mesmo! Usarei o próprio NT. O qual eles dizem existir evidencias do deus triúno para provar que nem a bíblia nem mesmo Jesus ou os apóstolos ensinaram tal ortodoxia, Mc. 12. 29 “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!

Seria estranho o próprio Jesus dizer: “o nosso Deus é o único Senhor”. Se ele não se considerasse alguém inferior a Deus, e isso foi o próprio Jesus quem assegurou Jo. 14. 28  Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.”  Jo. 5. 44 “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único? Jo. 17. 3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Rm. 16. 27Ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!”

Percebemos claramente nestes versos a bíblia e o próprio Jesus testificando sem contradições que Deus não é uma trindade, por que me refiro a trindade? Pois ela segundo a cristandade é a base da ortodoxia cristã, ou seja, se não sou trinitário não sou ortodoxo, e muitos chegam a dizer que se alguém não crê na trindade então esse alguém não é cristão. Os três últimos versos lidos, dois dito pelo próprio Jesus e um por Paulo dizem que Deus é único, este único vem da palavra grega monos é significa: (sozinho, sem companhia, único somente). 

Ao contrário, a historia da igreja tem nos mostrado que a doutrina da trindade foi formulada pelos primeiros cristão pós apostólicos, chamados de pais da igreja, e foram vários os motivos que levaram eles a elaborarem tal doutrina, não irei neste assunto tratar destes casos, mas o que se percebe é: a ortodoxia ensinada atualmente é pós bíblica e neste sentido Eu não me importo nem um pouco, por não ser ortodoxo. Segundo o exclusivismo é um sinal de arrogância ou síndrome de superioridade, algo condenado pelo próprio Cristo, e terceiro será que os ditos ortodoxos cristãos exclusivistas seguem realmente o ensinamento de Cristo? Não sei, infelizmente Eu ainda não sigo, talvez alguém queira saber que ensinamento é esse, ele se encontra em Mateus 5. 1-48. se alguém seguir a risca esses ensinos então tal pessoa é um verdadeiro cristão.   

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Venha o teu reino.

A política brasileira e acredito mesmo a política mundial não trás muita confiança, em outras palavras qual deve ser a nossa atitude no que diz respeito ao governo humano? Estão os governantes preocupados com a nossa estadia aqui na terra? Em meio à catástrofe sócio-política que vivemos, qual deve ser a nossa atitude? Para todas estas perguntas a bíblia nos dá a resposta. Sl. 115. 16 Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens”.

O modelo de governo que ora temos presenciado, e em todas as partes do mundo, por si só demonstra com realidade que é um governo dirigido pelos homens, ou seja, um governo falido, injusto, egoísta, ultrapassado, o qual necessita ser substituído. Não estou fazendo propaganda política, para governo A ou B, ou mesmo por ideologias partidárias, quando digo que o governo humano precisa ser substituído, não penso em uma substituição de homem por homem, seria trocar seis por meia dúzia.

A substituição a qual me refiro é a substituição prevista pela bíblia, ou seja, a substituição do reino dos homens pelo reino de Deus. A bíblia de uma forma simbólica apresenta um resumo da realidade do reino humano, qual é a característica apresentada pela bíblia do reino dos filhos dos homens?  Dn. 7. 7 “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.”

Não irei entrar em detalhes acerca do verso acima, mas posso lhes assegurar que na bíblia, animal em profecias significa reino, Dn. 7. 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra”. Os reis lideram um reino. A característica que ora nos interessa é: (terrível, espantoso) A palavra terrível e espantoso para este verso, (é dar medo). Mesmo não sendo este reino de Daniel 7.7 o que ora nos representa, o que podemos dizer do reino humano na atualidade? Seguramente as suas características não são diferentes daquelas apresentadas pelo verso.

O reino humano dá medo por quê? Pelo fato de estar estribado na injustiça, no abuso de poder, muitas das vezes na ilegalidade, e há aqueles que apelam até mesmo para a opressão, tudo isso gera desconforto, desconfiança, ansiedade na população que compõe este reino. A bíblia descreve a atividade do governo injusto como sendo uma lição no povo ímpio, um caso semelhante aconteceu nos dias do profeta Isaías, Is. 10. 5-6 Ai da Assíria, cetro da minha ira! A vara em sua mão é o instrumento do meu furor. Envio-a contra uma nação ímpia e contra o povo da minha indignação lhe dou ordens, para que dele roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas”.

Nestas palavras vemos Deus utilizando uma nação ímpia e ao mesmo tempo impiedosa para destroçar outros povos semelhantes, igualmente na atualidade, alguns povos se arrogam dizendo que são soberanos e senhores do destino, atribuem sua força as suas armas destruidoras, extremamente poderosas  e se esquecem ou nunca tiveram a noção de que alguém infinitamente superior não só permitiu mas ordenou desenvolverem e mesmo agir desta forma, com o intuito em abater a soberba de outros povos. 

Seriam as nações poderosas melhores e mais justas do que as outras? as suas obras testificam dizendo que não. Assim sendo não estão de forma nenhuma livres de uma retribuição; nos dias bíblicos ou mais precisamente nos dias da Assíria, o acerto de contas vinha em forma de uma nação igualmente concorrente e poderosa, Is. 10. 12Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, castigará a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos.”  Já na atualidade não sabemos como o acerto virá, só sei que o povo paga pela sua transgressão e impiedade.

Assim como Assíria desconhecia que Deus ordena e comanda todas as coisas, atualmente as nações modernas acreditam que o seu auge dependeu somente de seus esforços e sabedoria. Dn. 4. 17 “Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles”.

Conhecendo isso, ou seja, o governo humano é terrível e espantoso, ou mais precisamente cruel. As nações imponentes foram também estabelecidas por Deus com o intuito em abater a soberba e impiedade dos povos, vimos também às mesmas nações soberanas do passado e a promessa de que no futuro elas também terão em si mesmo a retribuição merecida de sua impiedade e falta de misericórdia. Devemos crer que somente o governo justo de Deus trará paz justiça e prosperidade, e deve ser este o governo o qual devemos aguardar.

Não existe outra expectativa, o governo humano não cria nada que possa garantir equilíbrio prosperidade e justiça, não é possível, ainda que possa existir boa intenção. Sobre as nações modernas existe uma expectativa não muito agradável para aqueles que não acreditam no vindouro reino de Deus, Dn. 2. 34 Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou”.

Falando sobre a chegada do reino de Deus a bíblia descreve como sendo algo drástico a acontecer no futuro, ela também descreve uma estátua com vários metais, representando o reino dos homens Dn. 2. 35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra”.

Este verso nos mostra que após a “colisão” da pedra com a estátua os metais e todos os outros materiais sumiram, contudo a pedra encheu a terra, como dito acima os materiais pertencentes a estátua, significavam o reino dos homens em suas vária fases e época, já a pedra simboliza o reino de Deus, o qual se tornará em uma grande montanha até encher a terra. Portanto, ainda que estejamos neste mundo, sofrendo por causa das injustiças dos governantes, em meio as impiedades dos povos, não adianta e muito menos convém nos importar.

O nosso reino não pertence a este sistema falido e fadado ao fracasso. Devemos sim viver de forma a promover a paz e a justiça neste mundo, não esperando recompensas neste sistema (terrível e espantoso) a nossa expectativa deve girar em torno da promessa bíblica, de que o reino de Deus há de vir, não nos preocupando em marcar datas e tempos, pelo fato de não existir esta indicação, a bíblia só diz que será nos dias destes reis, Dn. 2. 44 “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre”.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Salvação progressiva ou finalizada?

A maioria das denominações cristãs ensinam com todo o esmero que a salvação descrita na bíblia não é definitiva, ou seja, argumentam eles que a salvação é progressiva. Segundo eles são usadas duas palavras diferentes para "salvo" nas Escrituras. A primeira parte ou o início do assunto será apresentado como os defensores do livre arbítrio interpretam a salvação, ou seja, a interpretação dada por eles é de uma forma bíblica, porém humana. Depois então irei argumentar como entendo a salvação de uma perspectiva diferente, ou seja, do ponto de vista bíblico espiritual. Eles argumentam da seguinte maneira: “Temos que ter cuidado com o uso de algumas palavras, para evitar chegar a conclusões desastrosas e desencaminhadoras”. Enumero alguns Versos da bíblia a respeito dos defensores da salvação decorrente.

"Salvo" no tempo presente. As passagens a seguir indicam que a salvação é um processo contínuo durante a vida do crente, At. 2. 47louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. 1ª Co. 1. 18 “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos poder de Deus." "Salvo" no tempo futuro: Mt. 24. 13 “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo." 1ª Co. 3. 15 "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo." Esta passagem se refere ao Dia do Julgamento.

1ª Co. 5. 5 "Entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus". Esta passagem também se refere ao Dia do Julgamento. 1ª Tm. 4. 16 "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes" Timóteo foi eleito líder da igreja por Paulo. Segundo o ensino do Evangelho Timóteo era "um homem salvo". Mas note, o Apóstolo Paulo escreve sobre a salvação de Timóteo como sendo futura e condicional, pois terá que ter cuidado dele mesmo e da doutrina, "continua nestes deveres". No passado, Deus manifestou Sua grande salvação na pessoa e obra de Cristo.

O crente apropria-se disto no batismo. Se segue uma vida de discipulado na qual a salvação trabalha para o desenvolver de uma nova criatura. Não é senão no Dia do Julgamento, que a pessoa é realmente salva. Não devemos presumir que alguém se considere de posse da vida eterna antes do tempo. Considere outras passagens: Hb. 3. 12-14 “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.”

 Hb. 6. 4-6 “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do espírito santo, e provaram a boa palavra de deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o filho de deus e expondo-o à ignomínia.”

Fl. 3. 10-13 “Para conhecer, o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão.”  1ª Co. 9. 27 “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.”

Eis as minhas palavras (Evandro) Os defensores do livre arbítrio fazem a seguinte pergunta: Isto é a linguagem de um homem que sabe que a sua eterna bem aventurança está completamente assegurada? O que essas pessoas desconhecem ou não querem conhecer é que a bíblia fala em relação à salvação de possibilidades sim, mas somente na perspectiva humana, isso é mais do que lógico, pois estamos falando de seres falhos desconhecedores do futuro, e acima de tudo mortais. Outro fato de suma importância que desconhecem essas pessoas está na realidade de que nós não conquistamos a nossa salvação, não há como isso acontecer. 

Assim como a bíblia nos exorta a mantermos firmes para sermos salvos, (linguagem humana) também é a mesma bíblia que ensina que fomos salvos, mesmo antes de nascermos, não existe contradição existe sim temporalidade, ou seja, não podemos ver além daquilo que é possível. Ef. 1. 4 Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.” E Pedro faz uma declaração excelente sobre a existência da salvação, contrastando com sua manifestação, 1ª Pe. 1. 20 Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.”

Ap. 17. 8 “A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá.” O verso é claro e absoluto em dizer que os perdidos só são ou serão (como queiram) perdidos devido ao fato de não terem tido os nomes escritos no livro da vida.

Baseado neste princípio interpretativo não importa se essa ou aquela pessoa ouvirá o convite do evangelho, no final tal não será salva, não depende dos anos decorrentes mais sim daquilo que Deus estabeleceu. 1ª Co. 15. 3 “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” Por outro lado a bíblia nos informa também o fato de Cristo, pela graça de Deus ter pago os nossos pecados, baseado nesta realidade podemos lançar algumas perguntas para aqueles que acreditam na salvação gradual.

E a pergunta é: se creio que o meu pecado não está pago por Cristo, devo crer que Jesus pagou que pecado então? Os meus pecados até a “aceitação” do evangelho ou mesmo até o batismo? Se creio assim, naturalmente terei que crer em três outras questões que a meu ver não tem apoio bíblico (a) Que Deus não é onisciente (pois, a salvação se transformaria em uma incógnita, do ponto de vista de Deus) (b) A salvação e mesmo o retorno de Cristo jamais aconteceria, isso pelo fato de a eternidade ser o tempo necessário para que o homem pudesse por si só se voltar para Cristo, (c) que Eu seria co-autor ainda que parcialmente da minha salvação.

Sabemos que a bíblia está cheia de versos que asseguram que o crente em Cristo está salvo, naturalmente como somos pecadores vemos a nossa salvação oscilante. Isso claro devido ao fato de não sermos ainda plenamente santificados ou transformados. Ef. 2. 5 “E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos”. Naturalmente não creio que devemos viver em pecado crendo que com isso estamos agradando a Deus. Vejo que o cristão redimido apesar de ser pecador não tem prazer na prática do mesmo, e sendo assim Deus proveu um meio através de Cristo para que o cristão possa se achegar a Deus, não para angariar a salvação mais sim exercitar a sua fé e sua vida espiritual.

Como diz Pedro 2ª Pe. 1. 10 Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum”. Olhando sempre do ponto de vista humano, somos falhos e pecadores, necessitamos de um salvador, mas sempre acreditando que o salvador já proveu todos os meios para a minha salvação e que essa já é uma realidade do ponto de vista de Deus. 2ª Tm. 1. 9 “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos”.

Veja que o verso diz nos salvou. Está no passado, em outras palavras a salvação é algo consumado. Mesmo assim muitos argumentam: Isto é a presciência de Deus, Ele antes dos santos existirem já tinha conhecimento de quem seria salvo. Sendo assim a questão fica fácil de ser respondida: se Deus tem conhecimento dos que serão salvos, como pode então tais pessoas não serem salvas? Aquilo que é certamente previsto deve ser certo. Se nós assumirmos que o conhecimento divino do futuro é correto então é absolutamente certo que a pessoa A crerá e a pessoa B não crerá. Não existe qualquer forma de suas vidas tornarem-se diferente disso. Além disso, ninguém poderia argumentar consistentemente que Deus previu aqueles que creriam e seriam salvos e também pregar que Deus está tentando salvar todo o mundo. 

Se Deus sabe quem será salvo, então seria um absurdo acreditar que mais pessoas podem ser salvas que aquelas que Ele previamente sabia que o escolheriam. Seria inconsistente afirmar que Deus está tentando fazer alguma coisa que Ele já sabia que nunca aconteceria. Quando a bíblia diz que a nossa salvação está no futuro, não significa que ela não era existente. A nossa salvação é uma incerteza (para nós) devido ao fato de sermos temporais. Ef. 1. 5 “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.” A palavra predestinar significa decidir de antemão. Como Deus pode decidir algo e esse algo não ocorrer? 1ª Co. 1. 18 “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.”

Veja que Paulo disse sobre a salvação, não seriam palavras de quem estava certo da sua salvação Naturalmente todas as pessoas quando tratam da salvação com o seu semelhante levam a salvação para um tempo futuro com o objetivo de estimular a pessoa na sua caminhada espiritual, como somos temporais isso deve ser feito, porém não significa que tal caminhada espiritual contribuirá para a salvação. Lemos em 2ª Tm. 1. 9 “que tal não ocorrerá segundo as nossas obras”. Caso venha a crer que a minha conduta irá causar a minha salvação ai sim chegarei à conclusão desastrosa. É verdade, dentro da esfera humana e temporal a salvação não é algo consumado, porém não é algo inexistente, ou algo que com meu esforço irei adquirir, isso seria salvação pelas obras. Algo contrário ao ensinamento bíblico. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Leis de saúde ou cerimônia religiosa. Parte 2

Na antiga aliança várias doenças de pele faziam com que uma pessoa fosse considerada impura. Se uma ferida fosse mais profunda do que a pele ou se o pelo no local da praga ficasse branco, a pessoa era considerada imunda; Lv. 13. 3 (O sacerdote lhe examinará a praga na pele; se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará e o declarará imundo.) Se o problema de pele se espalhasse, o sacerdote pronuncia que a pessoa estava impura Lv. 13.8 (Este o examinará, e se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é lepra.)
        
Assim sendo tais pessoas teriam que viver fora do acampamento e advertir as outras pessoas que não eram limpas, Lv. 13. 45-46. (As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.)

Quando alguém era declarado limpo, o sacerdote matava um pássaro, e o mergulhava outra ave no sangue, aspergido a pessoa e lançou a ave viva, Lv. 14. 2, 6-7 (Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote... Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes. E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.)

A pessoa, que era declarada limpa tinha que raspar o seu pelo e se lavar duas vezes, em seguida oferecia uma oferta pela culpa e outra como expiação pelo pecado, e o sacerdote molhava o lóbulo da orelha direita, e o polegar direito e o dedão do pé direito e a pessoa era declarada limpa. Surpreendentemente, se o problema cobrisse todo o corpo, a pessoa era considerada limpa, Lv. 13. 12-13 (Se a lepra se espalhar de todo na pele e cobrir a pele do que tem a lepra, desde a cabeça até aos pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote, então, este o examinará. Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha; a lepra tornou-se branca; o homem está limpo.)
              
Se em uma casa ou mesmo em uma veste fosse encontrado o vestígio de contaminação eram considerados imundos. Não há registro de que a lepra atacava uma veste ou mesmo uma parede para designar lepra é a mesma para fungo e mofo. Assim sendo a veste ou mesmo a parede estavam mofadas. Quando a vestimenta estava com mofo deveria ser queimada, Lv. 13. 47-52 (Quando também em alguma veste houver praga de lepra, veste de lã ou de linho, seja na urdidura, seja na trama, de linho ou de lã, em pele ou em qualquer obra de peles, se a praga for esverdinhada ou avermelhada na veste, ou na pele, ou na urdidura, ou na trama, em qualquer coisa feita de pele, é a praga de lepra, e mostrar-se-á ao sacerdote.

O sacerdote examinará a praga e encerrará, por sete dias, aquilo que tem a praga. Então, examinará a praga ao sétimo dia; se ela se houver estendido na veste, na urdidura ou na trama, seja na pele, seja qual for a obra em que se empregue, é lepra maligna; isso é imundo. Pelo que se queimará aquela veste, seja a urdidura, seja a trama, de lã, ou de linho, ou qualquer coisa feita de pele, em que se acha a praga, pois é lepra maligna; tudo se queimará.)

Mesmo lavando o material o tal deveria ser destruído. O mesmo acontecia com as paredes de uma casa, se a parede fosse raspada e após isso a mancha não retornou a casa era declarada limpa, isso após uma cerimônia em que um pássaro era sacrificado e o outro libertado, Lv. 14. 48 (Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se tiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.)

 Lv. 14. 49-53 (Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo, imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes, tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes. Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o estofo carmesim. Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará expiação pela casa, e será limpa.)

As leis de impureza são bastante incomuns, e as cerimônias de purificação são incomuns também. Por que uma novilha vermelha era mais eficaz do que uma branca ou preta? Havia alguma razão de saúde pública para que as cinzas de sacrifício fossem despejadas em um lugar limpo ao invés de um impuro? Por que existiam determinados sacrifícios pelo pecado mesmo que tal pecado fosse involuntário? Como por exemplo, esbarrar em algum corpo morto?

Por que a água da limpeza fazia com que algumas pessoas ficassem limpas e outras imundas? Há muitas perguntas que não podemos responder. A distinção entre o puro e o impuro, tanto quanto podemos entender, era uma prática estritamente cerimonial. Acima de tudo, as regras lembravam aos israelitas que eles eram diferentes de outros povos. Nascimentos e mortes lembravam o povo de que deveriam estar em harmonia com Deus. As atividades diárias lembravam ao povo que eles não estavam perfeitamente santos. 

Várias regras davam ao povo freqüentes lembretes que Deus tinha algo a dizer sobre como eles deveriam viver. As coisas sagradas eram diferentes das coisas comuns, e para um israelita, ser santo para Deus, era diferente das outras nações. As leis sobre a impureza pode ter dado aos israelitas alguns benefícios de saúde pública, mas esses benefícios parecem mais incidentais do que o objetivo principal. Se a (praga em uma parede, acredito ser o mofo) era um perigo para a saúde pública, naturalmente seria perigoso para qualquer um raspar o interior das paredes das casas. Ou mesmo para o sacerdote examinar algum leproso.

Deus não instituiu essas leis objetivando quaisquer benefícios de saúde. Embora possamos discernir, a partir de nossa perspectiva do século 20, alguns benefícios com algumas dessas práticas, não podemos afirmar que todas visavam os princípios de saúde. Atualmente ninguém é considerado impuro se matar um mosquito e esse deixar sangue em seu braço. Além disso, não existe um método de purificação exterior para se achegar a Deus, fazemos isso por meio de Cristo, todos os procedimentos de lavagem são agora obsoletos Hb. 9. 10, (Os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.)

É claro que uma boa higiene é fundamental para a saúde, mas isso não está em discussão nos conceitos bíblicos de puro e impuro.) O exemplo de Jesus é instrutivo. Ele tocou em pessoas com lepra Mt. 8. 3 (E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra.) Mesmo que as pessoas ficassem curadas, segundo as regras da antiga aliança, tanto elas como Jesus seria impuro até à tarde. No entanto, Jesus não fez nenhum esforço para evitar isso. Também não lemos que Jesus nunca participou de uma cerimônia de purificação. Na nova aliança, alguns casos relatados como, por exemplo, tocar em uma pessoa morta não afeta o nosso estado com Deus. A limpeza que nos é necessária é o arrependimento, isso nos faz limpos no sentido religioso.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

A criação aponta para um Ser inteligente.

O ateísmo busca uma explicação para a origem da vida onde Deus possa ser descartado. A resposta aparentemente salvadora veio de Darwin, o qual por meio do seu livro A Origem das Espécies tornou viável explicar a origem da vida “de forma natural”. Enquanto ele próprio era reticente em relação às implicações de sua teoria, hoje o mundo, cada vez mais ímpio, aclama seu patrono em manchetes sem fim. Vale salientar também que naquela época nada se sabia sobre o DNA, o armazenamento de informações genéticas e sua transmissão. A aclamação dos ímpios reproduz na verdade as palavras da bíblia, Sl. 10. 4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.”

Até a viagem de Darwin às ilhas Galápagos no Equador, em 1835, acreditava-se no filósofo grego Aristóteles, que dizia que as espécies são imutáveis. A partir das diferentes formas de bicos de tentilhões (pássaro) que viviam na ilha, Darwin concluiu com acerto: espécies podem se adaptar e se modificar. Mas sua conclusão seguinte, de que toda a vida viria de uma árvore genealógica comum, não é cientificamente defensável. O próprio Darwin percebeu que uma grande fraqueza de sua teoria era a inexistência, na natureza, de fósseis de formas intermediárias. Mesmo assim, seguindo a doutrina darwinista, o homem perdeu sua posição especial atribuída pelo Criador e passou a ser apenas um ser mais evoluído no reino animal.

Os tentilhões, apesar da variedade de bicos e costumes alimentares, continuavam sendo tentilhões. Por exemplo, nunca foram encontrados fósseis de pré-tentilhões (fóssil de transição) ou observada uma espécie se transmutando em outra espécie. Na realidade o que se tem percebido apesar dos céticos recusarem é que a natureza aponta para um criador inteligente, por exemplo: Is. 40. 28 Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.”

Será que a evolução por si só seria capaz de produziria algo como iremos ler a seguir? Em cada gota de sangue temos aproximadamente 5 milhões de glóbulos vermelhos. Eles são como mini-submarinos altamente especializados que, ao invés de levarem a bordo torpedos mortais, realizam algo extremamente vital. 175.000 vezes durante seus 120 dias de vida eles são abastecidos com oxigênio, enquanto descarregam no pulmão o gás carbônico (CO2), resíduo que se forma pelo processo de oxidação.

Esses minúsculos navios cargueiros são tão pequenos que conseguem ultrapassar os mais finos vasos capilares, chegando a todas as partes do corpo. A cada segundo são gerados dois milhões de novos glóbulos vermelhos, que contêm a hemoglobina (que dá a cor vermelha ao sangue), uma composição química muito notável e complexa. Contrário a criação e a bíblia a teoria da evolução ensina que somos produto da: mu­ta­ção, se­le­ção, iso­la­men­to, lon­gas ­eras, aca­so, ne­ces­si­da­de e morte. To­dos es­ses fa­to­res exis­tem; po­rém, ne­nhum de­les é fon­te de no­vas in­for­ma­ções cria­do­ras.

A hemoglobina é necessária para o transporte de oxigênio já na fase de desenvolvimento embrional. Evidentemente, até o terceiro mês as necessidades de oxigênio são diferentes do que no estágio fetal (a partir do terceiro mês), e por isso faz-se necessário um tipo distinto de hemoglobina, de composição química diferente. Pouco antes do parto, as fábricas celulares voltam a funcionar a todo vapor para realizar a alteração para hemoglobina adulta. Os três tipos de hemoglobina não poderiam ser descobertos pelo caminho evolutivo, através da experimentação, porque as outras variantes não transportariam oxigênio suficiente, o que seria fatal para o ser vivo supostamente em evolução.

Mesmo que em dois estágios fosse produzida a molécula correta, isso significaria a morte certa se a molécula da terceira fase não estivesse disponível. Por três vezes a produção de hemoglobina necessita de um biomecanismo completamente diferente, que também precisa modificar completamente sua produção no momento exato. De onde vem um mecanismo tão complicado? Aqui toda e qualquer idéia de evolução falha completamente, pois em seus estágios semi-prontos, que segundo a evolução teriam conduzido a esse mecanismo tão complexo, esses seres vivos nem poderiam ter sobrevivido.

Esse conceito de complexidade não-redutível também é válido para o sistema imunológico do organismo humano ou para o flagelo com que as bactérias se locomovem. Mais uma vez, vemos que os seres vivos não teriam sobrevivido em sua “jornada” até seu estágio atual se este fosse atingido por processos evolutivos. Pelo fato de segundo a teoria da evolução a mesma precisar de várias eras para evoluir. É mais razoável admitir que tudo esteve pronto desde o princípio, o que somente é possível se um Criador planejou e criou tudo funcionando plenamente desde seu começo. Is. 45. 12 Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.”

O vôo da Tarambola-Dourada: A Tarambola-Dourada é um pássaro maravilhoso que nasce no Alasca. Como ali o inverno é extremamente frio, ele migra para o Havaí. Sua viagem é muito longa, pois o destino fica a 4.500 quilômetros de distância. O vôo tem de ser direto, sem escalas, uma vez que no caminho não existem ilhas para descanso, e essa ave não sabe nadar. Para seu vôo, a Tarambola-Dourada precisa de um tanque cheio de combustível na forma de 70 gramas de gordura armazenada em seu corpo. Desse total, 6,8 gramas são uma reserva para enfrentar ventos contrários.

Como o pássaro tem de voar ininterruptamente por três dias e meio, noite e dia, sem parar, e precisa manter a rota com exatidão dentro das coordenadas geográficas, ele necessita de um piloto automático trabalhando com extrema exatidão. Se não encontrar as ilhas do Havaí, sua morte é certa, pois não existe qualquer outra alternativa de pouso. Se não possuísse essa porção de gordura precisamente calculada, não sobreviveria. A mutação e a seleção natural, nesse caso, mais uma vez são construtores incapazes. Mais plausível é admitir que a Tarambola-Dourada foi criada assim desde o começo – pronta e equipada com tudo o que precisa.

A baleia cachalote ou cacharréu é um mamífero que está equipado de tal forma que pode emergir de 3.000 metros de profundidade sem morrer pela temida descompressão. Uma quantidade imensa de bactérias microscópicas em nosso trato intestinal tem motores elétricos embutidos, que podem funcionar para frente e de marcha à ré. A sobrevivência dos seres vivos depende do funcionamento perfeito de cada um de seus órgãos (por exemplo, coração, fígado, rins). Órgãos semi-prontos, em desenvolvimento, não têm valor algum. Ou os órgãos estão prontos ou não tem aproveitamento.

Nesse assunto, quem pensa segundo o darwinismo deveria saber que a evolução desconhece a perspectiva de um órgão que passará a funcionar perfeitamente no futuro. O biólogo evolucionista alemão G. Osche observou acertadamente: “Seres vivos não podem, durante certas fases evolutivas, parar tudo como um empresário que fecha a firma temporariamente por causa de reformas”. A inteligência e a sabedoria expressas nas obras da Criação são simplesmente imponentes. O caminho que conduz das obras criadas até um autor criativo é mais que evidente – das obras deduz-se a existência de um Criador. Combina muito bem com nossa observação o que a Bíblia já diz em seu primeiro versículo:  Gn. 1.1 “No princípio, criou Deus...”

Hoje sabemos o que Darwin ainda não podia saber: nas células de todos os seres vivos existe uma quantidade praticamente inimaginável de informação, na forma mais compacta que se conhece. A formação de todos os órgãos é conduzida pela informação, todos os processos nos seres vivos funcionam dirigidos por informação e a produção de todas as substâncias do corpo (por exemplo, 50.000 proteínas no corpo humano) é controlada pela informação proveniente da célula. O sistema da evolução somente poderia funcionar se houvesse na matéria a possibilidade de a informação surgir por acaso. A informação é absolutamente imprescindível, pois os projetos de todos os indivíduos e todos os processos complexos nas células ocorrem baseados em informação.

Informação é uma grandeza imaterial; portanto, não é uma qualidade da matéria. As leis da natureza acerca de grandezas não-materiais, especialmente da informação, dizem que a matéria jamais pode gerar uma grandeza não-material. É evidente: informação somente pode surgir a partir de um emissor dotado de inteligência e vontade.