terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tito 2. 13 prova a doutrina da trindade?

Vários versos bíblicos principalmente aqueles que são encontrados no NT. São usados com o intuito em fortalecer a doutrina da trindade, neste assunto destaco o verso encontrado na carta de Paulo dirigida a Tito. Na Almeida Revista e Atualizada diz assim: Tt. 2. 13 Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” Para o leitor trinitário o verso vem como luva, apoiando as suas expectativas. Mas, no final do assunto veremos que esta tradução não é a mais indicada, isso pelo fato dela deixar brechas em sua declaração.

E podemos enumerar as falhas encontradas nesta tradução: (1) Esta foi uma declaração de Paulo e como sabemos esta não é a maneira peculiar que ele utiliza para descrever Deus e Jesus, basta para isso lermos os seguinte s versos: Rm. 1. 7 “A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.”
          
Rm. 5. 11 E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.” 1ª Co. 1. 3 “graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” 1ª Co. 8. 6 Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Percebemos a diferenciação ou distinção que ele faz, com relação a Deus, o pai, e ao Senhor, Jesus Cristo, não podemos compreender como ele Paulo querendo enfatizar uma só pessoa. (2) Outro fato importante é considerarmos as construções semelhantes, por exemplo: 2ª Ts. 1.12 A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”

Estes versos só vem demonstrar a desuniformidade das traduções, naturalmente é compreensível, visto que elas (as tradutoras) querem fortalecer a fé dos leitores trinitarianos. No entanto o verso de Tito 2. 13 pode muito bem ser traduzido assim: “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do Salvador Cristo Jesus.”

A diferença que faz a diferença está na preposição “do” e do artigo definido “e”. Granville Sharp. (1755 a 1813) Antes, porém, de me referir um pouco sobre Sharp é importante destacar como a tradução católica a bíblia do peregrino descreve Tito 2.13 “Esperando a promessa feliz e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do nosso salvador Jesus Cristo.” Percebe-se uma falta de consenso, mesmo entre as tradutoras trinitarianas, no entanto, a tradução é fiel ao texto bíblico.

Granville Sharp foi um homem notável, abolicionista, escreveu vários enunciados, tanto relacionado aos direitos humanos como em relação ao cristianismo. Um trinitariano convicto, resolveu estudar o grego afim de poder provar a divindade de Jesus, foi através da leitura de Tito 2.13 que ele percebeu a possibilidade de criar regras gramaticais que pudessem corroborar com a deidade de Cristo.

Assim sendo ele produziu seis enunciados conhecidos como o cânon de Sharp. Segundo a regra de Sharp quando a preposição ou o artigo vem antes do primeiro substantivo e não é repetido no segundo substantivo está se referindo sempre a mesma pessoa que está descrita no primeiro substantivo, por isso o verso de Tito 2.13 da a entender que se fala de uma única pessoa. Em outras palavras se dois nomes do mesmo caso são conectados por um "kai" e o artigo é usado com ambos os nomes, eles se referem a diferentes pessoas ou coisas. Se somente o primeiro nome tem o artigo, o segundo nome se refere à mesma pessoa ou coisa referida pela primeira.

Mas para o leitor atento a regra de Sharp não pode servir de regra, pois regra significa englobar tudo, e este não é o caso, reparem somente em 1ª Ts. 1.12A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”  O verso ou as pessoas são ligadas pelo artigo e pela preposição, no entanto, percebe-se claramente a distinção das pessoas.

Em outras palavras a regra de Sharp não serve de regra, pelo fato dela ter suas exceções. Ef. 2.20 “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular.” Neste verso o artigo e está entre apóstolos e profetas, sabemos, no entanto, que ambos são distintos, são de épocas diferentes. O artigo definido “e” vem da partícula primária “Kai”.

Ef. 4.11E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres.” O mesmo vemos em pastores e mestres, a partícula primária que tem uma ação aditiva está entre esses dois substantivos, no entanto, ambos exercem funções diferentes. Portanto, pastor não é o mesmo que mestre, assim como apostolo não é o mesmo que profetas, de igual forma Jesus não é o mesmo que Deus, significando que a partícula definitiva Kai não torna seres distintos em uma mesma pessoa.

Ef. 5. 5 “Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” Segundo a regra de Sharp o verso fala de uma mesma pessoa, ou seja, ele estaria falando de Jesus duas vezes além de excluir Deus, o pai. A bíblia diz “reino de Deus” umas setenta vezes, ao passo que reino de Cristo só encontramos em Efésios 5. 5. E o mais interessante é que na bíblia Jesus não é identificado como o Deus que reina, mas como o rei constituído por Deus.

O qual na consumação de todas as coisas entregará o reino a Deus, conforme está escrito em 1ª Co. 15. 24 “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.” 


 Evandro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Objeções ao juízo investigativo.

A Igreja Adventista do 7º dia tem como base fundamental a doutrina do "juízo investigativo". E. G. W. A profetisa do adventismo diz: “A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento, foi: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” O grande Conflito Pág. 409.

O que é proclamado neste ensinamento foi que em 1844, Jesus entrou no Lugar Santíssimo do céu, para começar a purificar o santuário celeste. Se esta doutrina puder ser refutada então todo o ensinamento dos adventistas deverá ser refutado, inclusive a própria denominação deixara de ter crédito, pelo fato dela ser tanto a coluna como a base da fé do adventismo. Muitos são os argumentos utilizados pelos adventistas, a fim de tentarem provar a veracidade das 2300 tardes e manhãs como sendo dias anos. Esta doutrina está baseada nos capítulos 8 e 9 de Daniel.

Dn. 8. 3-4 Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia”.

A própria bíblia descreve o que representa o carneiro e os seus dois chifres: Dn. 8. 20 Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia”. No que diz respeito a bíblia e em profecia, animal sempre representa reino, assim como chifre simboliza um rei.

Dn. 8. 5-7 “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele”.

Segundo o relato bíblico as coisas começaram a se complicar para os medos e persas, a sua altivez e orgulho estava sendo ameaçados. Novamente pela bíblia somos informados quem representa o bode peludo, Dn. 8. 21Mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei”.

O verso acima nos diz que o império Medo Persa dominou o mundo de então até que veio Alexandre ou (o chifre notável) e tomou o poderio fazendo com que a Grécia dominasse o mundo. Nesta analise simples começamos a perceber que a doutrina das 2300 tardes e manhãs começa a ruir, e isso é percebido quando fazemos a leitura dos seguintes versos:

Dn. 8. 8-9O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa”. Dn. 8. 22 “O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não Com força igual à que ele tinha”. Vimos anteriormente que o bode da profecia representa o império grego e o grande Chifre o primeiro rei o qual a maioria dos estudiosos acreditam ser Alexandre. E dito também que o grande chifre se quebraria. Neste caso morreria, porém do mesmo reino diz a profecia, se levantaria quatro reis, ou seja, no império grego se levantaria quatro pessoas com o intuito de reinar.

Alexandre faleceu em meio a uma ardente febre, antes mesmo de sepultá-lo os seus generais começaram a discutir. Vinte e dois sangrentos anos mais tarde em 301 A.C, quatro generais se achavam no comando dos quatro reinos greco; [1] Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia; [2] Lisímaco tomou a Trácia e a grande parte da Ásia menor; [3] Ptolomeu reteve o Egito a Cirenáica e a Palestina; [4] Seleuco reteve a Síria.

Vimos no verso 22 a bíblia dizendo que o império grego seria divido em quatro fato que realmente aconteceu. Mas o problema com a doutrina das 2300 tardes e manhãs para os adventistas se encontra nos versos 8 e 9 vamos ler novamente: O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa”.

O bode se engrandeceu, ou seja, (o ápice do império grego), e o grande chifre foi quebrado, (morre Alexandre) os quatro chifres, (são os generais ditos acima.) O chifre que rumou para a terra gloriosa algo que quase todos os estudiosos acreditam ser Jerusalém chegando lá matou os sacerdotes e profanou o santuário proibiu algo extremamente importante para os judeus daqueles dias o sacrifício diário, mas porque isso aconteceu? Dn. 8. 12 “O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.”  Sim por causa das transgressões do povo que se dizia santo.

E por quanto tempo duraria essa assolação a qual impediria que os sacrifícios diários fossem restabelecidos? Dn. 8. 14 “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” É exatamente isso que a bíblia está dizendo, ou seja, vocês estão desobedecendo por isso vou enviar alguém que vai matar alguns de vocês, vai profanar o templo e irá impedir que os trabalhos nele realizados fiquem parados por 2300 dias.

Mas para ser instituída a doutrina do santuário dos adventistas precisa mais do que isso. Vejam o que diz o escritor adventista C. Mervyn Maxwell: “Os leitores da bíblia por vezes entendem que ao dizer que o chifre pequeno saiu de um deles, o significado é que ele surgiu de um dos quatro chifres. O que a bíblia realmente quer dizer, entretanto, é que o chifre pequeno surgiu de um dos quatro ventos; ou seja, que ele surgiu de um dos quatro pontos cardeias”.)  Uma nova era segundo as profecias de Daniel, pág. 157.

Na verdade ele está tentado estabelecer outra pessoa ao invés do rei selêucida Antíoco, quando ele diz de um dos ventos ou pontos cardeias, ele quer que seja de Roma, mas a bíblia é clara em dizer que surgiu de um dos chifres, ou seja, dentro do império grego. Outra questão a ser considerada é a seguinte, o rei que pisoteou o santuário fez isso nos dias do império grego ainda que dividido, já os adventistas e seus historiadores jogam este acontecimento para o futuro.   

A complicação para o dogma adventista continua quando eles afirmam em sua doutrina que somente depois de 2300 anos o santuário começaria a ser purificado e isso no céu, já a bíblia descreve que após 2300 tardes e manhãs ou 2300 dias literais o santuário seria purificado, ou seja, não diz nada a respeito de ser no céu, não diz que começaria a ser purificado.

O capítulo 8 de Daniel nos mostra que os acontecimentos nele registrados referem-se ao povo judeu, desde o cativeiro babilônico até o período do domínio helênico, nada diz sobre a era cristã e muito menos sobre um santuário no céu; apesar da palavra purificado (Tsadaq) do verso 14 dizer “ser justo, ser correto, ser justificado”. Podemos entender pelo contexto a seguinte questão: Dn. 8. 13Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

A pergunta do ser celestial foi a seguinte: “quanto tempo vai ficar sem sacrifício devido ao fato de um invasor profanar o santuário?” O outro ser angelical responde, 2300 sacrifícios, após isso tornará a justiça no santuário, os tradutores preferiram por (O santuário será purificado). Em resumo a IASD. Pretendeu desenvolver uma doutrina base de sua ideologia retirando a literalidade o acontecimento de um povo transportando-os para um nível espiritual.

Evandro.

sábado, 16 de julho de 2016

A bíblia ensina sobre leis de saúde?

A bíblia nos mostra principalmente nas páginas do AT. Deus por meio de Moisés estabelecendo leis as quais regeriam a nação de Israel. O assunto que tenho proposto neste tópico refere-se à questão alimentar. Dt. 14. 3 Não comereis coisa alguma abominável.”  Antes de comentar sobre o verso faz-se necessário algumas perguntas: estamos nós na atualidade sujeitos a esta mesma lei? A lei estabelecida por Deus referente a alimentação encontrada em Levítico 11 e Deuteronômio 14 deve ser entendida como sendo uma lei sobre saúde?

As igrejas ou denominações judaizantes as quais ensinam e “praticam” tais orientações deveriam também observar outros ritos que tratam da impureza? Veremos estas questões no decorrer do assunto? Não comereis coisa alguma abominável.” Está assim traduzida pela ARA. A bíblia nos permite tratar a abominação de duas maneiras distintas, de forma ritual e no sentido ético. O sentido ritual refere-se ao alimento impuro a cultura local aos ídolos a vestimenta e mesmo o casamento misto. Já a questão ética refere-se a impiedade.

A palavra hebraica que trata da abominação de Deuteronômio 14. 3 é to ̀ebah e é a mesma utilizada em Gn. 46. 34 Respondereis: Teus servos foram homens de gado desde a mocidade até agora, tanto nós como nossos pais; para que habiteis na terra de Gósen, porque todo pastor de rebanho é abominação para os egípcios. Para os egípcios tal repugnância (abominação) se dava numa dimensão cultural. A mesma palavra hebraica é utilizada para descrever Dt. 22. 5A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus.”

A mesma palavra hebraica utilizada nos versos anteriores é usada em Lv. 20.13 Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.”  Esta não é uma questão ritual cerimonial cultural ou local, é uma questão ética, como podemos definir isso? Baseado no ensinamento do NT. Em se tratando do sentido ritual já podemos responder ao menos uma pergunta feita acima: “As igrejas ou denominações judaizantes as quais ensinam e “praticam” tais orientações deveriam também observar outros ritos que tratam da impureza?”

Se para eles comer algo causa-lhes repugnância ou é abominável o misturar vestimenta também deveria causar, o casamento entre pessoas que não professam a mesma denominação religiosa não poderia ser aceito, os ídolos que são cultuados (na sua grande maioria) não são ídolos de pedra deveriam causar abominação, será que causa? Por causa de atitudes similares foi que Jesus disse aos seus ouvintes no monte das oliveiras, Mt. 5. 20 “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” Já outra pergunta é: A lei estabelecida por Deus referente a alimentação deve ser entendida como sendo uma lei sobre saúde?

Não! Deus não faz nenhuma referencia a saúde, Ele não diz que os camelos têm mais parasitas que as vacas, o mesmo se dá com relação ao garças se alimentam de peixes, mas não são consideradas próprias para consumo, no entanto, os patos também comem pequenos peixes e não há uma restrição bíblica quanto ao seu consumo. Deus por meio da bíblia dá algumas regras, sem dar razões para isso. Não nos é dito por que as abelhas são impuras, mas o mel produzido por elas pode ser consumido. 

Não nos é dito por que a carpa que se alimentação do fundo pode ser comido, mas o bagre (peixe gato) que também se alimenta do fundo não pode, no entanto assim como o bagre as carpas são consideradas por muitos como porcos de água doce. Os judaizantes irão dizer: O bagre não pode por ser peixe de coro e a falta das escamas lhe deixa sujeito às contaminações existentes no seu habitat. Mas a questão permanece, pois ambos o de couro ou o de escamas se alimentam de toda sorte de impureza. Outra regra que foi estabelecida e nós não compreendemos é: porque os gafanhotos podem e os caranguejos não podem. O argumento de que o gafanhoto é herbívoro é inválido, isso pelo fato das abelhas sobreviverem do pólen das plantas e nem por isso segundo a bíblia são liberadas para consumo.

Argumentam os judaizantes que a alimentação ideal são as ervas e estas podemos comer de tudo. No entanto algumas plantas são venenosas, mas Deus não listou as que são permitidas Ele deixou os seres humanos discernir quais são as plantas permitidas para alimento e quais não são permitidas e Isso é feito por meio da investigação científica. O mesmo se dá com relação às carnes; se algum israelita tocasse em um animal não próprio para alimento era considerado imundo até a tarde, no entanto se ele tocasse um animal morto próprio para consumo era mesmo assim considerado imundo, até a tarde.

 Lv. 11. 39-40 Se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde; quem do seu cadáver comer lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará as suas vestes e será imundo até à tarde.” O fato da bíblia dizer que a pessoa ficava imunda até a tarde destaca o seu lado cerimonial e religioso e descarta a questão de saúde. O cerimonial é definido nas palavras “até a tarde”.

Já a questão religiosa pode ser entendida nos versos a seguir Lv. 20. 25-26Fareis, pois, distinção entre os animais limpos e os imundos e entre as aves imundas e as limpas; não vos façais abomináveis por causa dos animais, ou das aves, ou de tudo o que se arrasta sobre a terra, as quais coisas apartei de vós, para tê-las por imundas. Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.”

Mas os judaizantes podem retrucar: “somos israelitas espirituais, portanto pertencemos a Deus e assim sendo somos separados e nos apartamos de coisas imundas”. Esta objeção pode ser refutada com o seguinte verso bíblico, Dt. 14. 21Não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro que está dentro da tua cidade, para que o coma, ou vendê-lo ao estranho, porquanto sois povo santo ao Senhor, vosso Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.”

Isso só confirma duas coisas, o poder comer e o não poder comer era uma questão religiosa entre Deus e os judeus; e os gentios ainda que vivessem dentro de Israel não estava obrigado a seguir tal lei e ensinamento, reparem, “Podereis dá-lo ao estrangeiro que está dentro da tua cidade”. Em outras palavras a questão do puro e do impuro foi para fazer separação entre Israel e os gentios, e o verso exclui também a questão da saúde, ou os gentios que viviam em Israel poderiam adoecer por causa de alimento?

Embora possamos ver alguns benefícios de saúde evitando certos tipos de carne, esses benefícios parecem ser coincidentes. Se o problema for parasita, por exemplo, uma solução simples seria a de exigir cozedura completa. Além disso, animais limpos podem ter parasitas, assim como animais impuros. Se a saúde era o objetivo principal, então deveriam estar incluído em Levítico 11 e Deuteronômio 14 exercícios físicos, necessárias horas de sono, em vez de proibir gaivotas e morcegos, algo que poucas pessoas querem comer. Na verdade deveria nos ser dito quais cogumelos são perigosas, e que ervas aumentam nossas chances de ter câncer. Portanto, as leis dietéticas encontradas na bíblia têm como objetivo em fazer separação, entre os israelitas que possuiriam a terra prometida e os seus vizinhos.  

Evandro.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A revelação bíblica sobre o reino de Deus.

Atualmente não sabemos descrever com fidelidade o que era um reino nos tempos antigos. No entanto os personagens Bíblicos podiam definir prontamente um reino pela sua experiência diária. E segundo a bíblia o reino era composto de quatro coisas: um território, um governante, um povo governado e as leis do governo. No Antigo Testamento o reino de Israel, governado por reis como Davi e Salomão, era um reino neste sentido e é muito relevante que depois da ressurreição de Jesus os discípulos demonstraram que esperavam o Reino de Deus no mesmo sentido.

No primeiro capítulo de Atos dos Apóstolos aprendemos que no pequeno intervalo entre a sua ressurreição e ascensão aos céus, Jesus falou com os seus discípulos At. 1.3 A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.”
  
Jesus aproveitou os seus últimos dias sobre a terra para falar do reino de Deus. A reação dos discípulos consistiu em esperar um reino literal, da mesma maneira como o reino de Israel tinha anteriormente existido. At. 1.6Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo em que restaures o reino a Israel?
           
Desde o início da história os homens têm-se organizado em grupos, colocando outros em posição de autoridade sobre eles. Deste modo o homem governa o homem. Isto é válido tanto para o antigo chefe tribal como para os presidentes eleitos na atualidade. Tal sistema de governo onde o homem controla a sua própria organização e destino é chamado na Bíblia "o reino dos homens".

Atualmente este reino é representado por todas as diferentes nações do mundo sem importar o seu ponto de vista político. Praticam-se idéias humanas e impõe-se a vontade humana. Mas muito pouca gente dá-se conta de que o reino dos homens está sob o controle oculto de Deus. Dn. 4. 32 Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.”
           
O propósito deste controle oculto é de levar a humanidade a um estado em que Deus governará abertamente o mundo. Por outras palavras, o reino dos homens dará lugar ao Reino de Deus. Se houve alguma vez um homem e um regime que representou o reino dos homens, foi o rei que governou sobre o Novo Império Babilônico por volta de 600 a.C. Sob o seu gênio militar e administrativo formou-se um grande império como o mundo jamais tinha visto até então.

Centrado na cidade capital de Babilônia sobre o rio Eufrates, o império estendia-se num grande arco que rodeava o perímetro ocidental do deserto da Arábia, incluindo no seu território, países conhecidos atualmente como o Iraque, Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Israel e parte do Egito e Irã. Sobre esta área governou Nabucodonosor como déspota, impondo a sua vontade e capricho através de uma eficiente organização civil e militar.

Reconstruiu completamente a Babilônia: seus templos, palácios e residências particulares foram rodeados por grossas muralhas de grande altura e resistência. A Bíblia mostra o rei dizendo: Dn. 4. 30 “Falou o rei e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade? No seu tempo ele representou o reino dos homens.

Mas o que tem que ver isto com o Reino de Deus? Exatamente o seguinte: Em certa ocasião Nabucodonosor foi para a sua cama preocupado como o que sucederia ao seu reino depois da sua morte. Nessa mesma noite, Deus respondeu aos seus pensamentos dando-lhe um resumo dos acontecimentos mundiais que abarcam os 2500 anos seguintes. Esta informação foi-lhe proporcionada através dum sonho registrado no livro de Daniel Capítulo 2. No sonho Nabucodonosor viu uma grande estátua que se erguia até ao céu em deslumbrante magnificência. Uma característica pouco comum desta estátua era que cada secção estava feita de um tipo de metal diferente.

Perplexo acerca desta estranha visão, Nabucodonosor pediu a Daniel, o profeta judeu que estava exilado na Babilônia, que lhe explicasse o seu significado. Com a ajuda de Deus, Daniel disse que a estátua representava diferentes fases do reino dos homens através da história. A cabeça de ouro representava o próprio Nabucodonosor e o Império Babilônico sobre o qual ele governava, Dn. 2. 38 A cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro.”

Depois do Império Babilônico levantar-se-iam três impérios no reino dos homens, representados pelos três metais seguintes, Dn.  4. 39-40 Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará.”
          
A história demonstrou que esta predição foi cem por cento exata. O Império Babilônico deu lugar ao Império Persa por volta de 538 a.C. Este corresponde ao peito e braços de prata. Anos mais tarde os gregos derrotaram os persas e tomaram o controle do império dos homens. Este império Grego foi o maior, estendendo-se desde o Mar Egeu até às fronteiras da Índia. Tal como Daniel disse, "Dominará sobre toda a terra," não o globo inteiro tal como o conhecemos atualmente, mas certamente sobre a maior parte do mundo civilizado de então.

A eleição do metal foi apropriada. O bronze era a característica distintiva dos exércitos gregos, as armaduras de bronze dos gregos são legendárias. A seguir na cena mundial, chegaram os Romanos os quais em vez dos gregos vieram a ser os representantes do reino dos homens. De novo a eleição do metal foi boa. O verso diz "forte como o ferro", e certamente o Império Romano foi o mais forte, mais eficiente e impiedoso que o mundo jamais tinha conhecido. O Império Romano continuou até ao século quinto d.C.

Mas ao contrário dos impérios anteriores, não foi suplantado por outro império maior. Ao contrário, decompôs-se gradualmente frente ao ataque de tribos do norte como os godos e hunos. A ausência de um quinto império já tinha sido predita por Daniel mil anos antes. As pernas de ferro da estátua deram lugar aos pés que são uma mistura de material forte e frágil, ferro e barro. O próprio Daniel explica o que isto prefigura:

Dn. 2. 41-42 Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil.”

Isto foi provado como sendo completamente exato. Desde o final do Império Romano não existiu um poder que tenha tido completa autoridade sobre a maior parte do mundo. Muitos tentaram e falharam. Sempre existiu uma mistura de nações fracas e fortes, e isto ainda persiste na atualidade. A propósito, isto significa que qualquer esperança de domínio mundial por alguma das superpotências atuais é somente uma ilusão. Está claro que o sonho que Deus deu a Nabucodonosor foi uma revelação importante para a humanidade.

O seu objetivo não foi satisfazer a curiosidade do rei, mas informar todas as gerações futuras que Deus está a controlar todos os acontecimentos do mundo. Enquanto que superficialmente parece que o homem é supremo no reino dos homens, na realidade pode operar somente dentro dos limites permitidos por Deus. Poderia esta detalhada predição de 2500 anos da história do mundo ter sido escrita por um simples homem? Poderá a adivinhação e premonição explicar satisfatoriamente a sua estranha exatidão?

Como Daniel pode dizer exatamente aquilo que ocorreria no futuro? Dn. 2. 28 Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas.” A revelação de Deus a Nabucodonosor não limitou-se a mostrar-lhe esta extraordinária estátua metálica. Ao continuar o sonho ele viu outra coisa surpreendente. De uma montanha próxima seria cortado um pedaço de pedra. Gradualmente esta pedra separou-se da rocha até que finalmente ficou livre. O que impressionou o rei foi que isto se realizou sem que o homem estivesse envolvido nisso. 

Depois chegou o final dramático do sonho. A pedra recentemente cortada repentinamente precipitou-se através do ar em direção à estátua e a atingiu nos pés com grande força. A grande massa de metal tremeu e estremeceu, e finalmente a estátua completa caiu sobre a terra. Tão devastadora foi à destruição e ficaram tão pulverizados os seus fragmentos que quando se levantou um vento forte os restos da estátua espalharam-se, e a única coisa que ficou foi a pequena pedra que tinha causado toda a destruição.

Enquanto observava, Nabucodonosor viu que a pedra mudava de forma. Ia crescendo! Continuou a crescer até alcançar o tamanho de uma colina. Continuou a crescer, tornando-se finalmente uma montanha que cobria toda a terra. A destruição da estátua significa que o domínio humano da terra será subitamente eliminado. Se você sente-se inclinado a pensar que isto é impossível, recorde o cumprimento exato da primeira parte da profecia: a sequência exata dos quatro impérios mundiais, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, e a ausência de um quinto império.

Tomando o seu lugar uma mistura mundial de nações fortes e fracas. A razão exige que aceitemos a totalidade da profecia e não somente a primeira parte. O fato de ter-se cumprido a primeira parte garante o cumprimento da parte restante. A impressão imediata de que a destruição da estátua representa a remoção do reino dos homens é correta. Deixemos que o próprio Daniel no-lo diga Dn. 2. 44 Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.”
     
Este é um dos versículos mais reveladores de toda a Bíblia, com informação cumprida sobre o reino de Deus. O verso nos diz coisas importantes: "Nos dias destes reis", Quais reis? A pedra atingiu a estátua nos pés de ferro e barro, representando o estado fragmentado do mundo depois do declínio do Império Romano. Esta foi a condição do mundo durante os últimos 1500 anos, incluindo o tempo presente. Por conseguinte vivemos na época em que a pedra atingirá a estátua e esta cairá.

"O Deus do céu suscitará um reino" Os reinos que caíram e foram removidos estavam na terra. Da mesma maneira, o reino de Deus terá que estar na terra. Não há nada que sugira que este reino divino será menos literal que o reino dos homens que será substituído. A pedra (ou o Reino de Deus) cresceu até encher a terra, não os céus. "Esmiuçará e consumirá todos estes reinos"

O governo humano da terra representado pelos quatro impérios da Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, e o estado dividido do mundo desde então, será removido completamente. A profecia não sugere uma transição gradual do reino dos homens para o Reino de Deus. A mudança será repentina, violenta e total. Os restos espalhados dos governos humanos serão desfeitos de tal maneira que "deles não se viram mais vestígios". "Este reino não passará a outro povo".


O esplendor da Babilônia passou para a Pérsia, seu conquistador. Por sua vez a Pérsia entregou o seu reino e território à Grécia, e a Grécia a Roma. O reino de Deus será diferente. Uma vez estabelecido, será permanente, sem ceder a sua autoridade ou domínio a um sucessor. Outras frases do versículo confirmam isso: "não será jamais destruído" e "subsistirá para sempre".

Copiado do Site: http://www.god-so-loved-the-world.org/

Postado por Evandro.

sábado, 18 de junho de 2016

O meu ceticismo quanto a teoria da alucinação.

Os céticos têm negado a literalidade do NT. Quando este diz que Jesus ressuscitou dos mortos ou mais propriamente que Deus o ressuscitou dos mortos, At. 5.30O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro.” Os incrédulos têm formulado várias teorias a fim de tentarem jogar por terra a literalidade bíblica da ressurreição, uma dessas teorias que carece de credibilidade é a teoria da alucinação.

No entanto, apesar da negação de muitos ateus céticos e mesmo de alguns ex crentes sobre o cristianismo e a ressurreição de Jesus, quase todos os estudiosos sobre o tema concordam que os dez pontos a seguir, todos relacionados a Jesus e a ressurreição, são fatos históricos e reais e são abalizados pela bíblia que na realidade neste sentido também é um livro histórico. Vamos aos pontos:

(1) A morte de Jesus deu-se por meio da crucificação romana. Jo. 19.23 Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo.”

(2) Ele foi sepultado, muito provavelmente, num túmulo particular. Mc. 15. 45-46 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.” (3) Pouco tempo depois, os discípulos ficaram desanimados, desolados e desacorçoados, tendo perdido a esperança.

Mc. 16.10-11 E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam. Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram.” (4) O túmulo de Jesus foi encontrado vazio pouco tempo depois de seu sepultamento. Mt. 28. 6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.”

(5) Os discípulos tiveram experiências que acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto. Jo. 20. 18 Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas.” (6) Devido a essas experiências, a vida dos discípulos foi totalmente transformada. Depois disso, até mesmo se dispuseram a morrer por sua crença.

At. 12. 1-2 Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar, fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João.” (7) A proclamação da ressurreição aconteceu logo de início, desde o começo da história da igreja. At. 4. 33 Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”

(8) O testemunho público e a pregação dos discípulos sobre a ressurreição de Jesus aconteceram na cidade de Jerusalém, onde Jesus fora crucificado e sepultado pouco tempo antes. At. 1. 4 E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.”

 (9) A mensagem do evangelho concentrava-se na pregação da morte e da ressurreição de Jesus. 1ª Co. 15. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (10) Poucos anos depois, Saulo de Tarso (Paulo) tornou-se cristão devido a uma experiência que ele também acreditou ter sido uma aparição do Jesus ressuscitado. At. 26. 13-15 Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”

Assim sendo a história do Novo Testamento não é uma lenda. Os documentos do NT foram escritos exatamente dentro de um período de duas gerações, com base nos eventos, pelas testemunhas oculares ou por seus contemporâneos. A seqüência da história do NT é corroborada por escritores não-cristãos. Além disso, o NT menciona pelo menos 30 personagens históricos que foram confirmadas por fontes externas ao NT. Eles também se referiram a fatos e a testemunhas oculares que seus leitores já conheciam ou poderiam verificar. De fato, os autores do NT fizeram seus leitores e os mais destacados inimigos do século I verificarem aquilo que disseram.

Se isso não é suficiente para confirmar sua fidedignidade, então seu martírio deveria remover qualquer dúvida. Essas testemunhas oculares sofreram perseguição e morte por causa da declaração empírica de que viram, ouviram e tocaram o Jesus ressuscitado, embora elas pudessem ter-se salvado simplesmente negando-se a dar o seu testemunho. Se a maioria dos estudiosos concorda com os 10 fatos relacionados anteriormente as evidências mostram que a história do NT não é uma lenda, uma mentira ou um embelezamento, então sabemos, que os autores do NT registraram com precisão aquilo que viram. 

O cético ainda tem uma questão. A última questão possível para o cético é que os autores do NT foram enganados. Os céticos argumentam, se os autores do NT estivessem simplesmente errados em relação àquilo que pensaram ter visto? Teriam eles se enganados no caso de acontecimentos miraculosos como a ressurreição de Jesus? Será que o engano foi tão forte a ponto de eles terem pagado por esse erro com a própria vida? Considere o fato número 5 daquela lista de 10 nos quais praticamente todos os estudiosos acreditam: "Os discípulos tiveram experiências que eles acreditaram ser aparições reais do Jesus ressurreto".

O consenso mínimo entre praticamente todos os estudiosos é que os discípulos acreditaram que Jesus ressuscitara dos mortos. De que maneira os céticos excluem a ressurreição? Uma das explicações que os céticos dão para a não ressurreição de Jesus é a teoria da alucinação. Teriam os discípulos sido enganados por alucinações?

Talvez eles pensassem sinceramente que tinham visto o Cristo ressuscitado, mas, em vez disso, na verdade estavam experimentando alucinações. Essa teoria tem muitas falhas fatais. Entre eles estão: Em primeiro lugar, as alucinações não são experimentadas por grupos, mas apenas por indivíduos. Nesse aspecto, são muito parecidas com sonhos. É por isso que, se um amigo lhe diz pela manhã: "Uau! Esse foi um grande sonho que nós tivemos, não é?", você não diz "Sim, foi fabuloso!

“Vamos continuar hoje à noite?". Você acha que seu amigo ficou louco ou que está simplesmente fazendo uma brincadeira. Você não o leva a sério porque sonhos não são experiências coletivas. Quem tem sonhos é o indivíduo, não grupos. As alucinações funcionam da mesma maneira. Se existirem raras condições psicológicas, um indivíduo pode ter uma alucinação, mas seus amigos não a terão. Mesmo que a tiverem, não terão a mesma alucinação.

Portanto, a teoria da alucinação não funciona, porque Jesus não apareceu uma única vez para uma única pessoa, ele apareceu em dezenas de ocasiões diferentes, numa grande variedade de cenários, para diferentes pessoas, durante um período de 40 dias. Ele foi visto por homens e mulheres. Foi visto caminhando, falando e comendo. Foi visto dentro e fora de lugares. Foi visto por muitos e por poucos. Um total de mais de 500 pessoas viu o Jesus ressuscitado. Elas não estavam tendo uma alucinação ou vendo um fantasma, porque, em seis das 12 aparições, Jesus foi fisicamente tocado ou comeu comida verdadeira com elas.

Mc. 16.14 Finalmente, apareceu Jesus aos onze quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.” Jo. 21. 13-14 Veio Jesus, tomou o pão, e lhes deu, e, de igual modo, o peixe. E já era esta a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, depois de ressuscitado dentre os mortos.”  

1ª Co. 15. 3-8 “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.  E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.  Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.”

Baseado no livro: Não tenho fé suficiente para ser ateu.

Evandro.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Antropoformismo, literalismo e a trindade.

O cristianismo ortodoxo oriundo do 4º século tem feito um malabarismo muito grande para sustentar a doutrina de Deus a qual é ensinado por eles. É ensinado que Deus se tornou homem, a fim de partilhar dos sofrimentos da humanidade e assim usar de misericórdia com os mesmos. No entanto a bíblia rechaça este ensinamento, não nos é dito em parte alguma que Deus tenha se tornado carne.

Encontramos na Bíblia vários textos falando a respeito de Deus. É interessante que alguns textos descrevem atitudes e particularidades a respeito Dele que se parecem muito com as particularidades do ser humano, mas nada que afirme que ele tenha se tornado homem, o dogma do Deus homem, do Deus que diminuiu que tomou a natureza humana é extra bíblico, portanto não tem apoio bíblico. Contudo a bíblia usa de uma linguagem figurada para representar Deus, no entanto é apenas uma representação. Vejamos alguns exemplos:

Gn. 6. 6 “Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração.” Deus é descrito aqui se arrependendo, como se tivesse cometido um erro. Ex. 33. 20 “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.” Neste verso Deus fala de si mesmo como se tivesse rosto. Sl. 17. 6 “Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.” Já o salmista diz que Deus tem ouvidos.

Mq. 4. 4 “Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse.” Aqui o profeta descreve Deus tendo boca e falando através dela. Estaria a bíblia descrevendo uma literalidade a respeito de Deus? Ou seria uma forma figurada para representar a Deus em que o gênero humano poderia mais facilmente compreende-lo?

Sim, todos os textos descritos acima apresentam o antropomorfismo. Essa expressão significa uma figura de linguagem que apresenta Deus como se Ele tivesse formas humanas, como membros e órgãos. Há também a descrição de Deus como se tivesse sentimentos e emoções como as nossas. Como disse anteriormente esse tipo de descrição é usado para facilitar a nossa compreensão, já que temos um conhecimento apurado do nosso mundo e suas particularidades, e um conhecimento pouco apurado das realidades das coisas de Deus.

Assim, os autores bíblicos utilizaram expressões que facilmente compreendemos para descrever Deus e suas ações na história. Não há meios humanos para descrever Deus pelo fato de a Bíblia deixa claro que Deus é Espírito e, sendo assim, não tem formas humanas. Jo. 4. 24, “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”  1ª Rs. 8. 27 Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.”

Sl. 139. 7-10 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.” Estes versos descrevem a onipresença de Deus, sendo Deus onipresente e se ele tivesse membros como os seres humanos, qual seria o tamanho da mão de Deus?

Naturalmente seria muito gigantesco pelo fato da bíblia também ensinar que nem mesmo o próprio céu pode contê-lo. Assim sendo a bíblia também ensina que Deus não é ser humano e nem erra para depois se arrepender Nm. 23. 19, “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” Qual a relação do antropoformismo e a doutrina de Deus ensinada pelo cristianismo ortodoxo?

O Antropoformismo ajuda o cristianismo ortodoxo, já à literalidade prejudica-o. Sim, se aceitarmos o ensinamento bíblico a respeito de Deus de uma forma figurada existiria a possibilidade de Deus se tornar homem, mas por outro lado se nem mesmo o céu pode contê-lo como poderia Deus ter se tornado homem? A resposta do cristianismo ortodoxo oriundo do 4º século é: “a bíblia diz que Ele Deus esvaziou-se”. Pode ser, mas será que esse era realmente o ensinamento de Paulo aos Filipenses, quando diz que Jesus se esvaziou?

Em outra postagem tratei este assunto e bem como o entendo. Mas suponhamos que o cristianismo ortodoxo esteja certo sobre aquilo que Paulo estava expressando, podemos afirmar que encontraríamos então a primeira contradição em sua teologia, pois ele Paulo foi enfático em dizer que há um só Deus, a segunda contradição seria ao lermos o verso 9 de Filipenses capítulo 2 o qual diz: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome.”

Ora, se Deus exaltou Deus, então não há dúvidas de que existem dois deuses, esta é a conclusão lógica, óbvia e inequívoca. Como não acredito que ele Paulo se contradisse em sua teologia sigo interpretando Filipenses 2.5-11 segundo o modelo que postei anteriormente de que o esvaziamento proferido por Paulo por parte de Jesus foi um aniquilamento de sua própria natureza e vontade.

Mas voltando a questão do antropoformismo e a improbabilidade de Deus se tornar homem lemos acima o próprio Jesus assegurando que Deus é espírito, seria mais natural Jesus ter dito, “olha Deus é espírito sim, mas também se tornou um ser humano,” por que Jesus não disse isso? Pelo fato dele ler e compreender as escrituras, a qual disse que de fato Deus não habitaria na terra, Jesus não seria contraditório. A bíblia não apresenta a forma de Deus, não existe um meio pelo qual poderia representá-lo.

Percebemos no entanto que mesmo nos dias em que Jesus esteve nesta terra a bíblia representava a Deus como alguém extra físico, por exemplo, o próprio Jesus dizendo que Deus é espírito, João dizendo que Deus é luz, ou seja, ele usa uma linguagem que diferencia Deus dos seres humanos,  1ª Jo. 1. 5Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.”  

Esta luz está em conformidade com o que Paulo diz a 1ª Timóteo 6. 16 “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém! A questão extra humana pode ser também percebida na imortalidade atribuída somente a Deus, visto que neste caso mesmo Jesus apesar de ter sido ressuscitado já tinha experimentado a morte.

E o restante do verso apoia a literalidade da apresentação de quem é Deus, ou seja, Deus é espírito, infinito e que homem algum já o viu nem mesmo é capaz de ver. Se valendo da linguagem figurada, a bíblia diz que os homens viram a Deus, Gn. 32. 30 “Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva.”  No entanto Paulo usando da literalidade para expressar sua teologia, disse que ninguém viu a Deus, ora todos sabem que Jesus foi visto por milhares de pessoas. 

Não foi intuito de Paulo dizer que Jesus era Deus, caso contrário ele teria dito: “Deus a quem os homens  viram nos dias de sua carne, mas, não nos dias de sua glória.”  Não é isso que a bíblia apresenta sobre Deus e seu ser. Deus é indescritível, Soberano, Eterno, espírito, imortal, e invisível. 

Evandro.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Um só Deus e um só Senhor.

A minha insistência contra a doutrina da trindade não está vinculada a nenhum tipo de crítica a qualquer denominação religiosa ou mesmo direcionada a pessoas específicas. A questão é puramente teológica, em suma não faço por partido ou mesmo por intrigas pessoais, mas com o intuito de usar a bíblia e a lógica e ver se assim posso compreender a literalidade das escrituras no tocante a sua apresentação do ser de Deus.

Vários versos bíblicos podem ser usados a fim de demonstrar que Deus é uno na literalidade da palavra, no entanto, existem aqueles versos que sobressaem em suas afirmações e entre eles está 1ª Co. 8. 5-6 Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Paulo dirigindo-se a igreja que se encontrava na cidade de Corinto a qual era repleta de vários deuses aludiu dizendo que o fato de existirem muitos deuses e muitos senhores isso não representava nada para o ensinamento judaico cristão de que havia somente um Deus, o pai, e um só senhor Jesus Cristo. Fazer essa diferenciação é muito importante, a bíblia é incisiva, um só Deus, o pai, e um só senhor, Jesus Cristo. Este é o ensinamento bíblico, este é o pensamento de Paulo e de todos os evangelistas, ensinar que existe um só Deus e um só senhor.

A mentalidade cristã insiste dizendo que não existe diferenciação, o cristianismo “ortodoxo” oriundo do 3º século afirma que a palavra grega Kyrios ou Kurios que se traduz como senhor é aplicado para Deus. À palavra kurios vem de kuros e significa supremacia, ora, mediante o ensinamento bíblico Jesus tem e terá supremacia sobre os seres humanos, no entanto isso não quer dizer que ele seja Deus, lembre-se, um só Deus e um só senhor, conforme 1ª Coríntios 8. 5-6.    

Ainda sobre a palavra Kyrios ou Kurios significa entre outras coisas “comandante, autoridade, ditador, dono e senhor, mestre, no sentido de quem está no comando e Senhor como pronome de tratamento, indicando respeito. Quanto a questão referente à palavra Senhor, com S maiúsculo é apenas uma questão de tradução, desconhecendo isso muitos alegam dizendo: “bem, quando a palavra Senhor se refere a Jesus deve sim conter o S maiúsculo”. O problema é que o NT. não foi escrito em português, mas em grego, e no grego não há maiúsculo.

Isto significa que a palavra Kyrios ou Kurios não é direcionada para Deus ou alguma divindade, por exemplo, Mt. 28.6 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida”. O senhor do servo incompassivo relatado na parábola por Jesus é Kyrios ou Kurios e nem por isso ele é Deus. Mt. 20.8Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros”.

O mesmo podemos destacar com relação ao senhor da vinha, a palavra senhor deste homem da parábola também é Kyrios, a única diferença é que o s não foi traduzido em maiúsculo; e é somente por isso que ele não pode ser considerado Deus? Não podemos nos ater a palavras maiúsculas e minúsculas, não devem ser elas a referencia de quem ou o que é Deus.  

Infelizmente isso tem acontecido, para tentar provar a divindade de Jesus às tradutoras tem feito acréscimo e decréscimo, um exemplo disso é Jo. 8.40 na Almeida Revista e corrigida, diz: “Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso”. O mesmo verso na Revista e Atualizada “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão”. A palavra  homem foi suprimida, pois o intuito é demonstrar que Jesus é Deus, ademais se Jesus nunca disse ser Deus o ideal ao menos é demonstrar que ele não é homem e deixar a impressão que ele é Deus.

A omissão pode ser vista também no verso de Mt. 28. 6 Bíblia de estudo Almeida Revista e Corrigida, diz: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia”. O mesmo mesmo verso só que na bíblia de estudo Almeida Revista e Atualizada, “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia”. A palavra Senhor foi omitida, por quê isso?

Se levarmos em consideração que a palavra Senhor ou Kyrios significa Deus, e se admitirmos que Deus não pode morrer, segue-se então que a palavra Senhor que segundo eles significa Deus deve ser suprimida, mas lembrando sempre que a palavra senhor só tem estaus de Deus por estar em maiúsculo.

Para a mentalidade apostólica o senhorio não significava divindade mas sim domínio, governo, liderança e regência. Por isso segundo Paulo todas as coisas são de Deus e coisas essas as quais são regidas por Cristo, assim sendo Kyrios significa dominador em relação aos seres humanos, 1ª Co. 11. 3Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. E que não me venham com a teoria da funcionalidade a qual não está na bíblia.

A epístola de Judas no verso 25 confirma que Deus é Deus e senhor e senhor “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” Esta é ideia bíblica, o rei ou o Senhor ser o meio o representante o responsável pelo governo de Deus aqui na terra.

A ideia de Deus ser um, e Senhor Kyrios ser um título para Deus que aniquilou-se por funcionalidade é absurda. Fl. 2. 11E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. A bíblia quer reforçar o senhorio de Cristo, não sua divindade, o senhorio de Cristo exalta a Deus, a bíblia não ensina não autoriza a divinização de Jesus, mas sim a sua regência. O governo de Deus será materializado pela pessoa de Jesus, convém que ele domine, 1ª Co. 15.25Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés”.

 Evandro.