segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

O adventismo e suas contradições.

Os adventistas do 7º dia argumentam que a verdade contida na bíblia deve ser entendida baseada em seus ensinamentos. geralmente o argumento utilizado por eles é que pertencem a única denominação religiosa que existe sobre a terra a qual possuem toda a verdade revelada por Deus, e assim sendo, somente eles podem agradá-lo. Argumentam ainda, que se alguém pertencer as fileiras do adventismo jamais sairá do seu meio, será mesmo? Bem, não concordo.

Estas declarações ditas pelos adventistas, estão embasadas em sua profetiza E.G.W. Em outras palavras acreditam eles que estão acobertados pela visão profética dela e assim podem se orgulhar e testemunhar que estão com a plena verdade revelada por Deus. Mas, necessário se faz duas perguntas: o que qualifica uma verdade? Primeiramente que ela seja isenta de contradições. E as declarações de E.G.W. São isentas de erro? De maneira nenhuma!

E se por um momento os da dita denominação enxergassem os erros e contradições da dita profetiza; jamais se arrogariam novamente. Várias são as contradições; hoje iremos analisar uma delas, vejamos as declarações de E.G.W. Extraída do seu livro O Grande Conflito, págs.. 445-447. Ela diz:

(A "imagem da besta" representa a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes buscarem o auxílio do poder civil para imposição de seus dogmas. Resta definir ainda o "sinal da besta". Depois da advertência contra o culto à besta e sua imagem, declara a profecia: "Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus." Visto os que guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, é claro que a guarda da lei de Deus, por um lado, e sua violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus e os da besta.

Os adoradores da besta salientar-se-ão por seus esforços para derribar o monumento do Criador e exaltar a instituição de Roma. Foi por sua atitude a favor do domingo que o papado começou a ostentar arrogantes pretensões; seu primeiro recurso ao poder do Estado foi para impor a observância do domingo como "o dia do Senhor". O Grande conflito, págs.. 445 – 447.)

Grande parte do ensino profético adventista é construído sobre a ideia de que a Igreja Católica é o "chifre pequeno" que apareceu sobre a quarta besta de Daniel 7 e mudou os “tempos" e as leis". Segundo os adventistas, os tempos e a lei que o "chifre pequeno" mudou está relacionado ao sábado. Eles alegam que o papado transferiu a observância do sábado para o domingo durante a idade das trevas.

A profetiza Ellen White diz ter visto que o papa mudou o dia de culto para o domingo, e isso ela diz no livro Primeiros Escritos pg. 33, (Vi que Deus não havia mudado o sábado, pois Ele jamais muda. Mas Roma tinha-o mudado do sétimo para o primeiro dia da semana; pois deveria mudar os tempos e as leis.)

Grande parte da profecia adventista sobre o fim do mundo gira em torno de tornar o catolicismo o grande poder maligno perseguidor, registrado na profecia bíblica descrita em Daniel 7. Embora o catolicismo certamente tenha falhado em muitas maneiras em representar a Cristo, os fatos são que ele simplesmente não se encaixa na visão de Daniel 7 por várias razões.

Dn. 7. 7-8 “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.

Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência.” A besta de Daniel 7 tem "10 chifres", os adventistas dizem representar dez tribos que conquistaram o Império Romano. Existem vários problemas com essa teoria. Para começar, na bíblia, chifres em uma cabeça de um mesmo animal sempre indicou os líderes ou reis do mesmo império, nunca um novo império ou um novo poder.

Por exemplo, em Daniel 8, um grande chifre cresce sobre a cabeça do bode, e esse chifre é entendido por todos como Alexandre, o Grande, rei do império grego, e não o império em si, o império é representado pelo bode não pelo chifre. A Bíblia diz claramente que os dez chifres são "reis" e não "reinos". Em profecias a bíblia é clara em dizer que animais referem-se a reinos e chifres representam reis.

Dn. 7. 23-24 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis”. Ap. 17. 12 “Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora.

Esses "reis" não poderiam se referir às dez tribos sustentadas pelos adventistas como sendo aquelas que destruíram o império romano, isso pelo fato de que as dez tribos eram amargas inimigas da besta romana. Seria estranho realmente imaginar as dez tribos crescendo sobre a cabeça de um império que eles mesmos destruíram. As tribos eram, de fato, uma força invasora externa e não cresceram dentro do Império Romano. Além disso, havia pelo menos vinte tribos envolvidas na derrocada do Império Romano.

Os adventistas alegam que três tribos foram arrancadas ou destruídas pelo papado (o chifre pequeno). A verdade é que os vândalos, ostrogodos e os hérulos nunca foram destruídos ou subjugados pelo papa. Os Hérulos foram derrotados pelos lombardos, e os vândalos e ostrogodos caíram para os bizantinos. Não há evidência de que o bispo romano tenha algo a ver com a subjugação dessas tribos. De fato, os lombardos, que derrubaram os hérulos, eram inimigos da Igreja Católica!

Os adventistas dizem também que a destruição das três tribos foi completa em 538 d.C. com o fim dos ostrogodos, mas isso é simplesmente falso. Os ostrogodos foram expulsos temporariamente de Roma, mas eles a recapturaram em 541 d.C. e governaram Roma por quase uma década. Os ostrogodos não foram completamente exterminados até 561 d.C.

E quanto a observância do domingo? E.G.W. Acertou em sua profecia de que o catolicismo romano mudou o sábado para o domingo? Eis a questão! O teólogo adventista do sétimo dia Samuel Bacchiocchi, teve acesso aos cofres do Vaticano, e pesquisou o material mais antigo sobre a guarda do sábado. Sua pesquisa levou-o a concluir que a guarda do domingo era amplamente praticada muito antes de o primeiro papa entrar em cena. Bem, aqui nós temos duas questões a considerar: ou E.G.W. Não recebeu visão nenhuma, ou Bachiocchi mentiu. Mas, continuando com a declaração de Samuel Bachiocchi ele diz o seguinte:

*"Eu discordo de Ellen White sobre a origem do domingo. Ela ensina que nos primeiros séculos todos os cristãos observavam o sábado e foi em grande parte graças aos esforços de Constantino que a guarda do domingo foi adotada por muitos cristãos no século IV. a pesquisa mostra o contrário. Se você leu meu ensaio Como começar a guardar o domingo; o que resume minha dissertação, você notará que eu coloco a origem da guarda do domingo na época do imperador Adriano, em 135 d.C. *Samuele Bacchiochi, Ph.D., mensagem de e-mail para a "Catholic Cataloging List" católica@american.edu em 8 de fevereiro de 1997.

*Em 150 d.C. Justino Mártir conhecido como um dos apologista da igreja declarou - "No dia chamado Domingo, todos os que moram nas cidades ou no campo se reúnem em um só lugar, e as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas são lidos ... Domingo é o dia em que todos nós mantemos nossa assembleia comum, porque é o primeiro dia em que Deus, tendo operado uma mudança nas trevas e matéria, fez o mundo; e Jesus Cristo, nosso Salvador, no mesmo dia ressuscitou dos mortos " *Justin, First Apology, 67; ANF 1 186.

Bem, apesar do domingo não ser um mandamento bíblico, não podemos sustentar a tese de que o catolicismo romano o impôs de forma a ser um dia de guarda, sim ele deu sequência naquilo que era praticado naquele período, portanto cai por terra a “visão de E.G.W em ser o domingo a marca da besta e consequentemente demonstra mais um erro cometido por ela.


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Deus é amor.

    1ª Jo. 4. 8 “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” Realmente o verso em questão é bastante acalentador, somos insignificantes, e ter um Deus poderoso que nos ama trás alivio e segurança. No entanto, esse é um verso bastante mal interpretado no meio cristão, tanto no que diz respeito ao amor de Deus por suas criaturas, quanto o que é em si o amor de Deus. Muitos acreditam que de certa forma expressam em algum sentido o amor de Deus

Bem, antes de tudo vamos nos deparar um pouco com a segunda questão: a primeira coisa a se fazer é começar a entender o que não é o amor de Deus. Isso sim é interessante, pelo fato de nós humanos termos uma ideia equivocada do que possa ser o amor de Deus; seria o nosso amor em um certo sentido equivalente ao amor de Deus? Na verdade o nosso “amor” é um amor egoísta, pelo fato de ser baseado em trocas, todos nós temos um amor que espera receber algo, assim sendo esse nosso amor é interesseiro, ademais o nosso amor não suporta a afronta, nem mesmo esse amor pode ser contrariado, em suma a base do nosso amor é o egoísmo.

1ª Co. 13. 4-7 “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Percebemos uma discrepância entre o nosso amor e o verdadeiro amor registrado na carta aos coríntios.

Nos revelando que desconhecemos por completo o que é o amor de Deus. No que diz respeito ao amor de Deus por suas criaturas, somos informados sim, que Deus ama a sua criação, conforme diz Gn. 1. 31 “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.”

Somos informados também que o amor de Deus é direcionado também para nós, os seres humanos, Ef. 2. 4 “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou.” Assim sendo, Deus não ama apenas a sua criação, mas também as suas criaturas. No entanto, surge uma questão importante, Deus ama todas as suas criaturas? Na sua maioria, o mundo religioso cristão diz que sim.

Infelizmente, alguns ramos denominacionais, para defenderem essa ideologia, chegam a beira do ridículo, entre outras coisas, dizem que Deus fica muito triste quando um indivíduo rejeita o chamado para pertencer à determinada instituição religiosa, dizendo que essa pessoa usou do seu livre arbítrio para rejeitar a salvação, e assim por diante. No entanto, se pegarmos o texto somente de determinados versos, somos tendentes a acreditarmos nessa e outras teorias.

Para ilustrar o que estou dizendo o verso de Efésios 2. 4 parece nos dizer isso, porém, se olharmos o seu contexto perceberemos algo diferente, Ef. 2. 1-3 “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.”

Os versos a seguir já nos mostram que o amor de Deus relacionado a salvação espiritual, é um amor restrito, isto é: direcionado aos eleitos, Ef. 2. 4-5 “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” Vejamos: “pelo seu muito amor com que nos amou”. Isso claramente exclui um tipo de amor universal.

E, “Estando nós ainda mortos”. Significa claramente que alguns outros, continuam mortos no sentido espiritual, isso demonstra também que o ato de ressurreição espiritual vem exclusivamente de Deus, ou devido ao amor de Deus pelos eleitos,

Ef. 1 .3-4 e 11 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade.”

Neste sentido, o amor de Deus é restrito e direcionado aos escolhidos. Entender isso significa entender o propósito bíblico da salvação espiritual, salvação essa, não meritória, não baseada no livre arbítrio, mas vinda unicamente da vontade de Deus. Entender o amor de Deus pelos eleitos, trás luz sobre sobre o estudante da bíblia, remove conceitos estranhos relacionados a salvação espiritual, me refiro ao conceito do livre arbítrio.

Por exemplo: é ensinado nesse meio denominacional que Deus ama a todos, e nós por nossa incredulidade escolhemos ou não ser salvos, isso é bastante contraditório, basta prestarmos atenção nos versos lidos de efésios 2 “Estando nós ainda mortos”. A pergunta é: morto faz alguma escolha? Morto tem percepção da vida ou do certo e errado? A morte é um estado de inércia, e a bíblia sabiamente faz uma analogia exata, utilizando aquilo que conhecemos, no caso, a morte física, para exemplificar o estado espiritual do homem, (gênero) antes que Deus o chame para vida, e esse chamado é motivado unicamente pelo amor de Deus pelos seus.

Portanto, os versos que parecem apoiar o livre arbítrio e o amor de Deus por toda as suas criaturas e isso na esfera espiritual, quando lidos fora de contexto, dão só a impressão, no entanto, dizem a sua exatidão, 1ª Pe. 2. 9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”

Reparem o verso, (vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz) dando com isso a entender claramente, que aqueles chamados, outrora estavam em trevas; e mais, mostra também que aqueles que permanecerem nas trevas não serão chamados, o estado de morte espiritual continua. E esse estado só é interrompido quando Deus, por sua misericórdia e amor ressuscitam de forma espiritual aqueles que outrora estavam mortos em trevas.







quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Rejeição a Deus e o comprar e vender.

Ap. 14. 9-10 “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro”.

Muitos cristãos tem associado a ideia de que o comprar e vender será a causa primária que “decidirá” ao menos no contexto terrestre a rejeição de muitos, vinda por parte Deus. Porém, essa ideia é um tanto equivocada. Nesses dias, o comprar e vender, será apenas uma manifestação exterior da intolerância ao Deus criador e sua vontade para os homens.

Em todas as culturas o comprar e vender aquilo que é lícito e honesto nunca foi proibido dentro da sociedade secular, e também nunca foi considerado pecado. O que caracteriza o comprar e vender como sendo uma prática pecaminosa nos dias que virão? Será o fato de se ter uma marca fixada (charagma) sobre a mão?

Não seria esse tipo de “impressão” na pele algo tecnológico? Porque os outros meios atuais e tecnológicos de compra e venda não são descritos como sendo pecado ao serem utilizados? Seria pelo fato da bíblia descrever como sendo algo impresso na pele? Não, não é por isso. Na realidade o receber a marca será apenas a culminação de um intento estruturado por um governo ateísta.

Na verdade aqueles que receberão a marca serão (obrigados ao menos nesse contexto) por força das circunstancias a recebê-la, assim diz a bíblia Ap. 13. 16 “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas.” O verso diz: “e faz” é imperativo, obriga a todos a receberem tal marca. Isso nos indica que o mundo estará passando por um período difícil.

Ou escassez em alguma área, fato é que a marca servirá também como um monitoramento daquilo que será consumido, o verso 17 parece nos dizer exatamente isso, “Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” O governo mundial à besta, desenvolverá meios tecnológicos que serão utilizados para esses objetivos: vigiar, monitorar e punir.

Mas, a pergunta continua, o que o comprar e o vender e mesmo a marca tem de blasfemo a ponto das pessoas que a receberão serão punidas conforme o escrito bíblico, Ap. 14. 9-10 “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.”

Na verdade, os recebedores da marca estarão apoiando e representando aqueles que nesse tempo usarão de todos os meios para abolir da terra, Deus, e a sua palavra. E isso acontece porque? São questões espirituais e isso pode ser observado em Gn. 3. 15 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

E essa inimizade a qual é simbolizada pelos filhos da serpente versos os filhos da mulher, veio a luz logo cedo, Gn. 4. 8 “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” E, ainda segundo o relato bíblico, por que o matou? 1ª Jo. 3. 12 “Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.”

Por se tratar de um acontecimento que ainda se desenrolará acredito que possivelmente o contexto estará propício, isto é, calamidades, escassez e conflitos, será o pano de fundo “necessário” para um novo regime, o qual terá pessoas com “boas intenções” objetivando trazer um melhor equilíbrio para os moradores da terra.

E, a frente desse sistema estará a semente da serpente, o qual se oporá a Deus e a sua palavra. Desde sempre essa pessoas foram resistentes a Deus, Gn. 4. 16 “E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden.” O ato de Caim em sair diante da face do Senhor simboliza o afastamento e a repulsa de todos aqueles que tem a mesma disposição espiritual do mesmo.

Tanto é assim que esse acontecimento será tido como natural e necessário por muitos, não me refiro a parte tecnológica, mas sim o que concerne a rejeição de Deus, isso pode ser visto em Ap. 13. 8 “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

Alguém poderá objetar dizendo: - quem garante que haverá uma rejeição de Deus e sua palavra. Essa objeção é facilmente respondida, o fato da bíblia dizer que haverá um julgamento por parte de Deus a todos aqueles que apoiarem e receberem a marca, vimos isso em apocalipse 14. 9-10.

Como disse a cima, por se tratar de um acontecimento que está no futuro não podemos descreve-lo com exatidão, podemos apenas ter uma ideia baseada nos escritos bíblicos e no desenrolar dos acontecimentos, por exemplo: um verso interessante que trás nova luz sobre esse acontecimento está em Ap. 13. 15 “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”.

A tecnologia estará a serviço da besta: marca impressa, comprar e vender... e o que dizer da inteligência artificial? Reparem o verso, foi lhe concedido que desse espírito ou vida à imagem da besta... não posso afirmar mas, não posso duvidar de que nessa época a I A estará a serviço do governo, isto é, besta.








domingo, 1 de outubro de 2023

Ateísmo, alguns pontos...

   O ateísmo pode ser tratado como um problema espiritual? Sim, um exemplo claro disso é encontrado no livro do êxodo, Ex. 5. 2 “Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.” 2ª Ts. 3. 2 “E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.” Esse verso confirma o que eu disse. Não estou dizendo que todos os ateus são essencialmente maus, me refiro a questão da fé.

A despeito de ser um problema espiritual a materialização do ateísmo se dá devido a algumas questões e dentre elas cito: perda de algo, esse foi o caso de faraó, Ele não poderia imaginar o fato de ficar sem os escravos que movimentavam o seu país. Os ateus também são pessoas que foram quem sabe, até “crentes” mas não conheciam a Deus, me refiro ao fato de possivelmente terem criado um deus imaginário.

O que é um deus imaginário? São deuses criados segundo a necessidade e urgência de cada um Is. 43. 15 “Eu sou o Senhor, vosso Santo, o Criador de Israel, vosso Rei.” Na nossa cultura o pronome senhor está mais direcionado para as pessoas idosas, mas na mentalidade bíblica esse pronome é mais abrangente, está relacionado também com domínio, autoridade, tanto é que o verso lido de Isaías relaciona Senhor com Rei.

Não é assim com o deus imaginário, na verdade esse “deus” sim, foi criado pela mente humana com a finalidade única de servir o indivíduo que passa a ser o senhor desse deus. E quando esse “deus” não responde aos seus anseios, surge então, as revoltas que presenciamos. O outro grupo de ateu, são aquelas pessoas que um dia realmente creram no Deus Criador, mas não conseguiram compreender que nem sempre Deus nos responde como almejamos.

E por que é assim? Essa questão é respondida pelo profeta Isaías, Is. 55. 9 “Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” As queixas mais aceitáveis a favor e feitas pelos seres humanos, são aquelas que relacionam doenças e morte. Porém, não existe uma promessa de isenção para essas questões dentro desse contexto que ora vivemos.

Pelo contrário, Jo. 16. 33Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” E o outro fato mais relevante dentro da teologia é que Deus não nos deve nada, e pelo fato de ser o criador, rei e governante de todo o vasto universo, Ele está desobrigado de satisfazer os nossos anseios terrestres, Dn. 4. 35 “³E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?”

Surge então a indignação por parte de muitos. Mas, para termos uma visão mais apurada daquilo que a bíblia descreve devemos de recorrer a pelo menos quatro versos, Rm. 3. 10 e 19 “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.”

Visto que somos culpados e irremediavelmente condenados a destruição perante Deus, o que podemos exigir? Ef. 2. 4-5 “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” Naturalmente o verso está se referindo a salvação espiritual dos eleitos. Dando a entender claramente que Deus não está alheio aos nossos anseios, no entanto, a promessa de redenção não está incluído o aqui e agora.

A outra causa para o ateísmo se dá devido a uma falsa interpretação dos mesmos, os quais acreditam que Deus tem duas versões sobre sua vontade, alegam então, que o Deus da bíblia é mutável e impotente. Baseiam esse raciocínio em declarações bíblicas que ora fala que Deus salva somente os eleitos, e ora fala que quer que todos se salvem. O que na verdade falta para essas pessoas é ter um conhecimento mais apurado.

Na verdade essa aparente contradição é facilmente explicável, devemos distinguir entre a vontade de preceito de Deus e sua vontade de decreto. O que significa vontade de preceito? Preceito significa uma regra, uma norma, uma recomendação, e essa vontade pode e é rejeitada pelos homens, Já o decreto significa uma ordem, uma determinação e nesse caso uma manifestação dos designíos de Deus os quais deverão invariavelmente se cumprir, a despeito da vontade humana.

Um acontecimento que caracteriza um preceito ou uma recomendação por parte de Deus se encontra em Ex. 4. 21-23 “E disse o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo. Então, dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito.”

Percebemos nestes versos as duas vontades de Deus, a vontade de preceito ou ordem, essa vontade diz o que deveria acontecer. E também encontramos a vontade de decreto, quando Deus diz que endurecerá o coração de Faraó, a fim de que Faraó se recuse a ordem de deixar o povo ir. Esta é a vontade decretiva de Deus, ou seja, sua vontade de decreto ou propósito. O que Deus tem ordenado acontecerá. Ela é também conhecida como sua vontade oculta, ou vontade soberana ou vontade eficiente. “Assim, o que vemos [em Êxodo] é que Deus ordena que Faraó faça algo que a vontade do próprio Deus não permite. A boa coisa que Deus ordena ele impede.

Assim, a vontade decretiva de Deus refere-se ao secreto, tudo que engloba seu divino propósito de acordo com o que ele predestinou, seja o que for que venha a acontecer. Já a Sua vontade de preceito refere-se às ordens e proibições nas Escrituras. O fato é que Deus pode decretar aquilo que ele tem proibido. A vontade de Deus é às vezes é “frustrada” porque ele assim o quer.

É importante manter em mente que nossa responsabilidade é obedecer à vontade de preceito ou vontade revelada, e não especular sobre o que está oculto ou sobre a vontade decretiva de Deus, essa vontade está com Ele e pertence a Ele.

sábado, 2 de setembro de 2023

Falsas propagandas religiosas. II

Jr. 23. 21 “Não mandei os profetas; todavia, eles foram correndo; não lhes falei a eles; todavia, eles profetizaram.” Ninguém questiona a existência de um profeta, o que se discute na realidade é a autenticidade desse profeta, ou seja, quem comissionou esse profeta? Foi Deus ou a sua imaginação? Esse verso destaca o que ocorreu com a nação de Israel nos dias do cativeiro babilônico, os profetas iam profetizavam sem ter sido Deus que os tivesse ordenado.

O interessante é como sempre a história se repete, muitos profetas se levantaram em nome de Deus, contudo, será que foi Deus quem os enviou? Para podermos saber temos que investigar, dando continuidade sobre a autenticidade ou não de Ellen G. White como profetiza inspirada, iremos analisar algumas questões interessantes. É sempre bom destacar o fato de que o profeta só é inspirado quando esse é enviado por Deus. Tentar se estabelecer usando de outros meios e outras fontes, não o autentica como tal.

Por exemplo: No início de suas carreiras, Ellen e Tiago White tiveram os apócrifos em alta consideração. E essa era uma realidade que predominava os pioneiros adventistas; Joseph Bates um pioneiro adventista, citou os apócrifos em seus escritos, afirmando em 1849: "O 2º livro de Esdras, contém verdades muito importantes para aqueles que guardam a lei e os mandamentos de Deus..."

Vale destacar também que o termo "apócrifo" é derivado da palavra grega que significa "oculto" ou "segredo". Esses livros são considerados pelos estudiosos como de autoria ou autenticidade duvidosa. Eles não entraram no cânon judaico formado no final do século II d.C. Os reformadores protestantes também não consideravam esses livros em igualdade com o restante das Escrituras; assim, surgiu o costume de fazer dos apócrifos uma seção separada na Bíblia protestante, ou às vezes até mesmo de omiti-los completamente.

Quanto a sua consideração pelos apócrifos Ellen White fez os seguintes comentários em uma visão de 1849: "Livro oculto” é lançado fora. Amarre-o ao coração (repetiu essas palavras por quatro vezes) não deixe que suas páginas sejam fechadas, leia-o com atenção." 4. No ano seguinte ela teve ainda outra visão sobre os apócrifos: "Vi que os Apócrifos eram o livro oculto, e que os sábios destes últimos dias deveriam entendê-lo."

Independentemente de Ellen White realmente ter visto isso em visão, suas palavras parecem ser uma paráfrase de 2 Esdras 12:37-38 (KJV): "Portanto, escreva todas essas coisas que você viu no livro e esconda-as: e ensine-as aos sábios do povo, cujos corações você sabe que podem compreender e guardar esses segredos." Será que as suas palavras que veremos a seguir foram realmente inspiradas, ou foram frutos de plágio?

Antes de entrar na cidade, os santos foram dispostos em um quadrado perfeito, com Jesus no meio. Ele ficou cabeça e ombros acima dos santos e acima dos anjos . ...Quando Jesus pediu as coroas, anjos as apresentaram a Ele, e com Sua própria mão direita, o amável Jesus colocou as coroas na cabeça dos santos.” Primeiros escritos (págs. 287-288).

Comparar com 2ª Esdras 2. 42-43 “Eu, Esdras, vi no monte Sião uma grande multidão, que não pude contar, e todos louvavam ao Senhor com cânticos. No meio deles estava um jovem de grande estatura, mais alto do que qualquer um dos outros, e na cabeça de cada um deles colocou uma coroa, mas ele era mais exaltado do que eles. E fiquei fascinado”.

Vi que se os santos tivessem comida armazenada por eles ou no campo em tempos de angústia, quando a espada, a fome e a pestilência estivessem na terra, ela seria tirada deles por mãos violentas e estranhos ceifariam seus campos. ... Casas e terras serão inúteis para os santos no tempo de angústia, pois então eles terão que fugir diante de multidões enfurecidas, e naquele tempo suas posses não poderão ser utilizadas para promover a causa da verdade presente”. (pág. 56) Comparar com 2ª Esdras 16. 71 “Eles serão como loucos, sem poupar ninguém, saqueando e pilhando aqueles que ainda temem ao Senhor. Pois eles saquearão e saquearão suas propriedades e os expulsarão de suas casas”.

O monte Sião estava bem diante de nós, e no monte havia um templo glorioso, e ao redor dele havia outras sete montanhas, nas quais cresciam rosas e lírios. E vi os pequeninos subirem, ou, se quisessem, usarem suas asinhas e voarem, até o topo das montanhas e colherem as flores que nunca murcham”. (pág. 18) 2ª Esdras 2. 18-19 “Enviarei ajuda a vocês, meus servos Isaías e Jeremias. De acordo com o conselho deles, consagrei e preparei para vocês doze árvores carregadas de várias frutas, e o mesmo número de fontes que manam leite e mel, e sete montanhas poderosas nas quais crescem rosas e lírios; com isso encherei de alegria os seus filhos.”

Na próxima passagem, Ellen White incorpora em seus escritos a ideia apócrifa de que a Arca foi escondida em algum local secreto e que no final dos tempos, quando o Senhor aparecer, a Arca e a Lei serão mostradas a todos. “Entre os justos ainda em Jerusalém, a quem fora esclarecido o propósito divino, havia alguns que resolveram colocar fora do alcance de mãos cruéis a sagrada arca contendo as tábuas de pedra nas quais haviam sido traçados os preceitos do Decálogo. Isso eles fizeram. Com lamento e tristeza, eles esconderam a arca em uma caverna, onde seria escondida do povo de Israel e Judá por causa de seus pecados, e não seria mais restaurada a eles. Essa arca sagrada ainda está escondida. Nunca foi perturbada desde que foi escondida. (Profetas e Reis , p. 453).

Então aparece no céu uma mão segurando duas tábuas de pedra. Essa santa lei, a justiça de Deus, que em meio a trovões e chamas foi proclamada do Sinai como o guia da vida, é agora revelada aos homens como a regra de julgamento. A mão abre as tábuas, e ali se veem os preceitos do decálogo, traçados como que por pena de fogo. As palavras são tão claras que todos podem lê-las. (O Grande Conflito, edição de 1888, p. 639).

Também estava contido no mesmo escrito que o profeta, sendo avisado por Deus, ordenou que o tabernáculo e a arca fossem com ele, quando ele saiu para a montanha [Nebo] Moisés subiu e viu a herança de Deus. E quando Jeremias chegou lá, encontrou uma caverna, onde colocou o tabernáculo, a arca e o altar de incenso, e então fechou a porta. E alguns dos que o seguiam vieram indicar o caminho, mas não o encontraram. Quando Jeremias percebeu, os culpou, dizendo: Quanto àquele lugar, será desconhecido até o tempo em que Deus reúna seu povo novamente e os receba em misericórdia. Então o Senhor lhes mostrará estas coisas, e a glória do Senhor aparecerá, e também a nuvem, como foi mostrada a Moisés...2ª Macabeus.4: 8.

Com o tempo, os apócrifos caíram em completo descredito entre os líderes adventistas. Em 1888, os editores da Review declararam que os apócrifos "não são inspirados". 6 As admoestações inspiradas por visões de Ellen White ordenando que seus seguidores entendessem os apócrifos foram perdidas na história e são amplamente ignoradas pelos adventistas do sétimo dia de hoje.

Parcialmente copiado do Site: https://www.nonsda.org

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Falsas propagandas religiosas.

Neste assunto irei fazer uma pequena análise sobre a crença e divulgação dos neopentecostais. Essa vertente religiosa “cristã” enfatiza a teologia da prosperidade, eles defendem que o cristão deve ser próspero, feliz e vitorioso em sua vida terrena. O termo neopentecostal significa novos cristãos, oriundos dos pentecostais. Como dito a cima, nessa pequena análise baseada no ensinamento bíblico demonstrarei o quão equivocado e muitas das vezes contraditório é o ensinamento desse segmento religioso.

Se eu fosse abordado por um líder neopentecostal o qual viesse com o intuito de me doutrinar, a primeira pergunta que eu lhe faria seria: qual é a base que da suporte para essa teologia? Se ele me respondesse que foi a bíblia, eu teria que desmenti-lo. Sim, isso mesmo, a bíblia principalmente nas páginas do NT. não apoia essa teologia.

O estudante da bíblia deve saber distinguir as mensagens encontradas nos dois testamentos e os seus objetivos, a mensagem encontrada no AT. É direcionado exclusivamente para o povo judeu, e tem como objetivo guia-los até a terra prometida e essa promessa estava o direito baseado na obediência a Deus em possuir a terra, Dt. 11. 31 “Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra, que vos dá o Senhor vosso Deus; e a possuireis, e nela habitareis”.

E nesse contexto o povo hebreu iria possuir ou usufruir aquilo que a terra lhe proporcionava, sendo assim a promessa para Israel era literalmente material e terrena, como tudo era direcionado para a possessão terrena todas as outras coisas relacionadas ao povo também o era, isto é, o cumprimento dos serviços religiosos a lei e etc. Tudo era baseado apenas no material, Dt. 26. 9 “E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel”.

Assim como as denominações religiosas cristãs se valem de parte do AT. Para formular as suas doutrinas, assim também fizeram os neopentecostais, esses últimos objetivando angariar os bens dessa terra. Se esquecem no entanto, que as bênçãos adquiridas era derivada da obediência a Deus, ou seja, o cumprimento da lei. Por outro lado, Deus não pactuou com nenhuma denominação religiosa, inclusive os neopentecostais, Dt. 5. 2-3 “O Senhor , nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe. Não foi com nossos pais que fez o Senhor este concerto, senão conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.”

O concerto foi feito com Israel, portanto as bênçãos advindas pelo cumprimento daquilo que lhes foi estipulado, pertencia a eles somente, não existe apoio bíblico para achismos, ou seja, o fato de alguém acreditar que ele tem os mesmos direitos que foi prometido no AT. Para Israel, fere o claro ensino encontrado no NT. O Novo Testamento, sim, foi direcionado a todos os povos.

O Novo Testamento trás consigo uma mudança, os valores deixaram de ser terrenos e passaram a ser espirituais, nesse contexto não há base de troca como houve na antiga aliança, e também não existe exclusivismo, nenhuma denominação religiosa abriga o Todo Poderoso, a promessa foi feita para todos os povos , At. 13.47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.”

O NT. Destaca a pregação do evangelho para todos os povos, contudo não estou enfatizando a salvação universal, estou dizendo que a salvação espiritual nesse contexto não é exclusiva a nenhum povo ou sistema religioso, apesar de ser dirigida a todos não é para todos, At. 2. 39 “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.” 

Os líderes dessas ditas denominações religiosas estão na maioria das vezes ludibriando os simples e alimentando o ego de outros, ludibriar os simples significa descontextualizar a bíblia e passar informações não verdadeiras para pessoas sem conhecimento, e alimentar o ego de alguns, significa prometer aquilo que eles mais querem, prosperidade material.

Na nova aliança, ou novo testamento, não trás consigo nenhuma promessa benéfica (e isso em todos os sentidos) para essa vida, é um raciocínio lógico, não pode haver bem aventurança em um mundo marcado pelo pecado e a morte, Rm. 8. 21 “Na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.”

Não que o Deus criador seja um Deus impotente no meio de sua criação, na verdade não existe um propósito duradouro para este mundo, não vivemos em uma teocracia como viveu Israel, não existe uma troca entre nós e Deus, não podemos por nós mesmos agradá-lo, não podemos dar algo a Ele para que nos retribua. Ademais vivemos no “reino dos Homens,” aqui impera toda sorte de mazelas, desde a menor da injustiça até a culminação causada pela morte. Portanto, a pregação neopentecostal de cura e prosperidade não resiste a realidade encontrada na bíblia.

Portanto, a promessa bíblica encontrada no NT. É espiritual, está além das conquistas humanas, Ef. 1. 3 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.” Jo. 18. 36 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.”

Agora vejam, o próprio Jesus repudiou ser rei nesse atual sistema, no entanto, aqueles que alegam serem seus seguidores, disseminam a ideia e isso por meio da religião de conseguirem obter uma vida de ostentação e luxo no atual sistema, isso é contradição. Ninguém é impedido de buscar os bens dessa terra, só é feio usar a religião para fazer isso, principalmente quando os ensinamentos bíblicos não incentivam tal prática.

Portanto, não acreditem em falsas propagandas religiosas, podemos sim, vivenciar dois tipos de milagres, Deus nos salvou, isso relacionado a questão espiritual, e o milagre da vida o qual nós participamos, isso em meio a um mundo marcado pela morte. No mais, milagres só se estiver nos planos de Deus.









domingo, 2 de julho de 2023

Ensinamentos estranhos.

Algumas ensinamentos no meio religioso cristão devem sim serem criticados, sempre lembrando que tal crítica não é contra a denominação em si, mas contra certas doutrinas defendidas por essas denominações religiosas das quais se valem para dar o ar de ortodoxia. E uma dessas doutrinas defendidas pela cristandade quase em sua totalidade, diz respeito ao livre arbítrio, o qual inevitavelmente leva a salvação universal, me refiro ao livre arbítrio relacionado a questão espiritual.

Quando me referi a fazer uma crítica, estou dizendo que ela é construtiva, ou seja, não é meu objetivo falar mal de a ou b, mas sim por meio da bíblia analisar as questões doutrinárias defendidas por essas denominações para somente assim podermos ver se tais ensinamentos tem ou não base bíblica, caso haja base, então ela está dizendo a verdade de outro modo, a mentira prevalece.

Quando se defende o livre arbítrio como sendo uma doutrina encontrada na bíblia pressupõe que a salvação espiritual é algo acertado e garantido para todos indistintamente, esse pressuposto é encontrado na bíblia, na realidade são questões mal interpretadas as quais geram polêmica e conflito, 2ª Pe. 3. 9 “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”

O texto fora de contexto nos induz a entendermos que Deus quer que todos se arrependam. Qual o problema disso? Ao menos podemos encontrar dois: confusão doutrinária, pois diz o que o contexto não diz, e “tiram” de Deus a regência e autoridade sobre a criação, logo podemos entender que essa teoria não tem apoio bíblico. Mas alguém pode retrucar e dizer: (- o verso diz que Deus quer que todos se arrependam.)

A chave para interpretarmos corretamente essa questão reside no fato de entendermos e isso baseado na bíblia, quem é o Deus anunciado por ela. A despeito de existirem inumeráveis denominações religiosas cristãs pouco delas tratam com seriedade quem é o Deus apresentado pela bíblia, na atualidade essas denominações cristãs tem apresentado uma variedade de deuses, para vários gostos e necessidades.

O que a bíblia na verdade nos revela sobre Deus? Dt. 10. 17 “Pois o Senhor , vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas.” Esse verso por si só vem nos demonstrar a majestade do Deus criador. Is. 46. 5 “A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?”

Acho que os cristãos da atualidade não entenderam esse verso, na verdade eles tem comparado a Deus com os homens, pensam que Ele tem as mesmas oscilações encontradas no gênero humano, ora Ele fala uma coisa e ora fala outra, o verso no entanto, está nos dizendo que não existe semelhança entre Deus e o resto da sua criação. Vejamos outro verso interessante, Jr. 32. 27 “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne. Acaso, seria qualquer coisa maravilhosa demais para mim?”

Se não existe algo extraordinário demais Para Deus, significa que Ele realizará todos os seus designíos, parece que é exatamente isso que encontramos na bíblia, Is. 46. 10 “Que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.” De certa forma o verso parece apoiar segunda Pedro 3.9 mas, para não nos iludirmos iremos ao contexto do capítulo 3. 2ª Pe. 3. 1-2 “Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero, para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos”.

Para quem foi dirigida essas palavras do apostolo? Para os convertidos, para os dispersos e essa era a segunda vez que ele lhes dirigia a palavra 1ª Pe. 1. 1-2 “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Reparem que no ponto de vista de Pedro esses convertidos foram tidos como eleitos de Deus por meio de Cristo, logo percebemos para quem as suas cartas foram endereçadas, 2ª Pe. 3. 5 “Eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste”. Que interessante, “-Eles voluntariamente ignoram isto”, eles quem? Os não eleitos, os que rejeitaram.

Percebemos então, Pedro tratando de dois grupos distintos, 2ª Pe. 3. 9 “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. Temos então “eles, e “alguns”, “eles” estavam influenciando negativamente a “alguns” a descrerem do retorno de Jesus, no entanto, a promessa da salvação espiritual foi feita para alguns.

E para destacar o fato de que a doutrina da salvação universal baseada no livre arbítrio é uma falácia, vejamos Ap. 20. 15 “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” Baseado na decisão de Deus, na sua soberania, a interpretação de que todos serão salvos não tem lógica, sendo assim, se o destino de muitos será a destruição eterna, logo esses mesmos que serão destruídos não poderão jamais se salvar.

Baseado no fato de que, se Deus houvesse dito que todos se salvariam, logo todos seriam salvos, mas se não serão salvos conforme apocalipse 20. 15 e inúmeros outros versos, significa que Deus não ordenou a salvação de todos. Caso houvesse Deus ordenado a salvação de todos e muitos tivessem rejeitado essa salvação, poderíamos concluir que Deus não era supremo, mas isso é impossível visto a magnitude da criação, sendo assim Deus é o dominador de todas a sua criação.

Logo se alguém desobedecesse a ordem dado por Deus para ser salvo, esse alguém estaria pecando e portanto, não seria apto para usufruir a salvação espiritual.