terça-feira, 1 de março de 2011

História eclesiástica.

Este assunto tem como objetivo fazer uma pequena análise do livro história eclesiástica de Eusébio de Cesareia (263-340) Os primeiros quatro séculos da igreja cristã. Os relatos escritos de Eusébio estão entre aspas. Devido ao fato de haver um período muito longo separando a história contida no livro e os dias contemporâneos, me impossibilitou de fazer uma análise mais profunda do conteúdo do livro. Não só o hiato de tempo existente, mas a própria narrativa encontrada no livro dificultou uma explanação mais objetiva desse período do cristianismo. Em outras palavras podemos dizer que os fatos narrados no livro são bem fragmentados. Lógico que isso de nenhuma maneira vem contribuir para prejudicar a obra do autor, contudo dificulta uma abordagem mais profunda do leitor. Como mencionei anteriormente, o breve assunto que ora tenho proposto é trazer a tona esclarecimentos referente a declarações de fé dos cristãos nos primeiros séculos da igreja. É importante ressaltar que a meu ver o objetivo primário do livro e claro do autor, foi identificar e relatar as atrocidades que se abateu sobre os mártires cristãos, a mando dos vários imperadores. Este é um tema onde Eusébio fez questão de declarar, sobretudo as variadas formas de tortura, porém menciona muito pouco sobre o porquê da tortura. Várias vezes é declarado que eles os cristãos eram obrigados a sacrificar, e na página 321 falando sobre o mártir Procópio lemos: “...e recebeu ordens para que fizesse libações aos quatro imperadores”... Percebemos então que existia nestes dias o culto a César. Lamentavelmente essa igreja que Eusébio declara neste livro bem cedo se corrompeu, ele mesmo descreve este episódio relatando este acontecimento. Pág. 111. “A igreja continuava até então pura e incorrupta como uma virgem, pois havendo alguns que tentassem perverter a sã doutrina do evangelho salvador, estavam ocultos em esconderijos escuros; mas, quando o grupo sagrado dos apóstolos se extinguiu e a geração dos que tinham tido o privilégio de ouvir sua sabedoria inspirada passou, também surgiram maquinações dos erros ímpios pela fraude e pelo engano dos falsos mestres”. Acrescento que este acontecimento já havia sido previsto pelo apostolo Paulo. At. 20: 29, 2ª Co. 11: 3-4. Reparem que Eusébio nos diz que após se extinguir a geração dos apóstolos os falsos mestres começaram a introduzir conceitos contrários ao puro evangelho, lemos na página 52 do referido livro. “Filo tornou-se notável, homem muito destacado por sua cultura, não apenas entre os seus, mas entre os que vinham de fora. Quanto à sua origem, era descendente dos hebreus, inferior a ninguém em Alexandria no que tange à dignidade de família e nascimento. Quanto às divinas escrituras e as instituições de seu país, seu amplo e extenso labor, suas obras falam por si. E não é necessário dizer o quanto era bem qualificado em filosofia e nos estudos liberais de países estrangeiros, já que era seguidor zeloso da seita de Platão e Pitágoras”. Como sabemos o cristianismo é devedor ao platonismo. O que dizer do Platonismo na medida em que lhe foi sobreposto o adjetivo cristão? Foi a partir do século II, por obra de helenistas convertidos ao Cristianismo, que se deu esse, tipo de sobreposição. Ela foi feita, sobretudo em função de dois objetivos: um, dar à doutrina cristã um status filosófico; outro transformá-la numa doutrina plenamente aceita pelos intelectuais da época. Ao recorrer à Filosofia os novos helenistas convertidos — tais como Justino, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes, Gregório de Naziano, Basílio e Gregório de Nissa — evidenciaram várias "convergências" entre a doutrina cristã e as doutrinas filosóficas. Foi por causa dessas supostas convergências que eles se viram impulsionados a se adentrar ainda mais no território filosófico. Em geral, eles se serviram bem mais de Platão do que de Aristóteles. A recorrência a Aristóteles se deu, sobretudo pelo fato de eles terem encontrado na lógica aristotélica uma porta de acesso para a "teologia" de Platão. Direta ou indiretamente, eles encontraram em Platão e em Aristóteles inúmeras asserções que lhes pareceram úteis. O resultado foi uma mescla de filosofia e pregação religiosa, cuja tendência foi a de substituir a convicção racional pela fé. O que se deu, a bem da verdade, foi uma perversão de conceitos, de modo que, o que era tido como Filosofia, pouco a pouco se converteu em Religião... Entre elas a imortalidade da alma. Falando sobre a perseguição infligida por Valeriano nos é dito. “Mas quando se lhe apresentou a ocasião do céu”... Página 261. Outro relato interessante está registrado na pág. 330. “Uma moça de Tiro, por nome Teodósia, ainda com dezoito anos incompletos, mas distinta por sua fé e virtude, aproximou-se de alguns prisioneiros, confessores do reino de Cristo, sentados diante do tribunal, com a intenção de saudá-los e como é provável, pedir-lhes que se lembrassem dela quando estivessem na presença do Senhor”. Percebam que a morada no céu de modo imediato já começava a ser uma realidade naqueles dias. Continua na pág. 268. “Mas a festa mais alegre de todas foi celebrada por aqueles mártires perfeitos que estão agora festejando nos céus”. Lc. 14: 14, Jo. 5: 29, At. 24: 15, 2ª Tm. 2: 18. Ec. 9: 5. Outra prática estranha a bíblia que foi introduzida foi a de se reunir em cemitérios, “Mas nem vós, nem nenhum dos outros poderão, sob nenhum pretexto, manter reuniões nem entrar no que chamam de vossos cemitérios”. Pág. 258. Já na pág. 261 lemos: os cristãos chamavam de cemitérios, (koimêtêria) dormitórios, o lugar em que faziam seus sepultamentos... “Era freqüentado pelos cristãos, como lugares peculiarmente propícios para cultivar sentimentos religiosos, em particular se fossem depositários de confessores martirizados”... “Ali podiam manter um tipo de comunhão com a virtude falecida vendo-se mais fortalecidos por ela”. Outra questão interessante narrada neste livro foi o cisma que teve lugar nos dias em que Vítor dirigia a igreja de Roma. “As Igrejas de toda a Ásia, dirigidas por uma tradição remota, supunham que deveriam guardar o décimo quarto dia da lua para a festa da páscoa do salvador, em cujo dia os judeus tinham ordens de matar o cordeiro pascal”. É-nos dito que Vítor se empenhou em fazer o contrário, não querendo permanecer neste ensinamento. “Vítor se empenhou em desligar-se da unidade comum das igrejas de toda a Ásia”. Pág. 191 e 193. Fato que não aconteceu naqueles dias. Atualmente vemos na prática o empenho de Vítor em mudar a data da páscoa cristã. Outro acontecimento podemos dizer um tanto estranho, está registrado na pág. 306. “... outros ainda preferiram empurrar o braço para dentro do fogo a tocar o sacrifício profano; alguns, para escapar da provação mais rápido, antes que fossem levados e caíssem nas mãos dos inimigos, jogaram-se de cabeça do alto das casas, considerando vantajosa a morte em comparação com a malignidade desses perseguidores ímpios”. Em todo o livro percebemos que os cristãos admitiam o único Deus, porém em outras passagens vemos uma mistura com o triteísmo, igualmente podemos dizer sobre o dia do Senhor. Na pág. 329 lemos o seguinte: ... “Um dia antes do sábado santo, sexta feira na mesma cidade de Cesareia...” percebemos que eles não tinham ainda um corpo doutrinário definido. Outra questão também diz respeito às festas bíblicas como nos é relatado na pág. 287. “Muitas outras questões, sei, foram por ele discutidas (falando de certo Aristóbulo) algumas das quais com grande probabilidade, outras, estabelecidas com as mais certas das demonstrações, em que tentou mostrar que a festa da páscoa e do pão asmo deve ser observada totalmente após o equinócio...” Sabemos que por causa do anti- semitismo a igreja cristã repudiou tudo o que vinha dos judeus e no lugar das festas bíblicas foram adicionadas as festas cristãs, tal anti-semitismo começou com Marcião, para ele tudo o que foi endereçado aos judeus não servia para os cristãos inclusive o Deus dos judeus. O que percebemos no livro de Eusébio de Cesareia, é que lamentavelmente a única coisa digna de mérito que deve ser exaltada foi a bravura e a coragem dos mártires, face a intolerância religiosa imposta pelo império romano, ademais percebemos somente filosofias de um povo que vivia em trevas e que foi confundido por aqueles a quem o próprio povo mais respeitava, os filósofos. Lembrem-se, o cristianismo que nos é apresentado trás uma porcentagem muito grande no seu conteúdo da filosofia grega e muito pouco ou quase nada da bíblia. As principais doutrinas do cristianismo são todas filosóficas e entre elas estão: A trindade, as duas naturezas de Cristo e a imortalidade da alma. Já a guarda do domingo foi só uma continuação do que existia no império romano.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A questão do mal.

O teólogo e filósofo Agostinho, (354-430) tentou resolver uma questão importante, “a questão filosófica do mal”. Existem dois diferentes aspectos neste problema, o qual Agostinho formulou. (1) Deus criou todas as coisas; (2) o mal é uma coisa; (3), portanto, Deus criou o mal. Se as duas primeiras premissas são verdadeiras, então a conclusão é inevitável. Para os estudiosos da bíblia, inclusive Agostinho, essa formulação, se sustentada, é devastadora. A grande maioria diz: Deus não seria bom se ele tivesse criado o mal. Agostinho percebeu que a solução estava relacionada à questão: o que é o mal? O argumento acima depende da idéia de que o mal é uma coisa. (A segunda questão). Mas e se o mal não for uma "coisa"? Então o mal não precisaria ser criado. Então, sua busca pela fonte do mal irá por outra direção. Agostinho abordou a questão por um ângulo diferente. Ele perguntou: Há alguma evidência convincente de que um Deus bom existe? Se alguma evidência nos leva a concluir que Deus existe e é bom, então ele seria incapaz de criar o mal. Então, a fonte do mal deve ser alguma outra. Se essa abordagem de Agostinho é verdadeira, ela levanta algumas questões que leva a diferentes conclusões. Primeira: Todas as coisas que Deus criou são boas; (2) o mal não é bom; (3), portanto, o mal não foi criado por Deus. Segunda: Deus criou todas as coisas; (2) Deus não criou o mal; (3), portanto, o mal não é uma coisa. O fato é que com essas considerações Agostinho não conseguiu resolver e muito menos explicar a questão do mal, para Agostinho a fonte do mal está no livre arbítrio das pessoas. Atualmente este é o pensamento que permeia o assim chamado mundo cristão, infelizmente por não se aprofundarem na questão, tem se levantado não só por parte dos cristãos, mas também dos incrédulos algumas objeções, dizem eles então: se Deus é todo-poderoso, então Ele possui a capacidade de acabar com o mal. E se Ele é todo-amoroso, então Ele deseja acabar com o mal, contudo, visto que o mal ainda existe isto significa que Deus não existe, ou pelo menos significa que as coisas que os cristãos afirmam sobre Ele são falsas. Isto é, mesmo que Deus exista, visto que o mal também existe, Ele não pode ser tanto todo-poderoso como todo-amoroso, mas nós os verdadeiros cristãos insistimos que Ele é tanto todo-poderoso como todo-amoroso. Realmente, para os que não têm um conhecimento real da bíblia e seguem o modelo de interpretação da existência do mal formulada por Agostinho (ainda que inconscientemente) ficam sem outro argumento. E isso faz com que outras teorias surjam no meio cristão, entre elas estão: o mal foi um acidente, o mal surgiu em Lúcifer. Na verdade assim como Agostinho quem segue este pensamento está somente postergando o tratamento do problema, pois inevitavelmente surgem algumas perguntas: porque o mal existe no universo de Deus? Porque Deus criou um universo com o potencial tão grande para o mal? A bíblia nos diz que Deus é onisciente, de forma que Ele não criou o universo e a humanidade apenas estando ciente de que eles tinham o potencial para se tornarem maus; antes, Ele sabia com certeza que eles se tornariam maus. Sendo, assim diretamente ou indiretamente, Deus criou o mal. Sl. 33: 9. Ap. 4: 11. Em partes temos que concordar com Agostinho que apesar de Deus ter criado o mal para algum propósito, Deus é perfeitamente bom. Sl. 73: 1, Mc. 10: 18. Tg. 1: 17. I Jo. 1: 5. Quanto à questão de Deus ter criado o mal, creio que existam alguns objetivos para isso, e entre eles estão, Rm 9: 17, 22-23. Sl. 139: 12. Como sabemos a bíblia classifica ou faz uma analogia entre as trevas e o mal e a luz e o bem. I Ts.5: 5. Vimos porém, que para Deus tanto o bem quanto o mal são a mesma coisa. Fora ou longe de Deus é que as duas ciências tomam rumos diferentes, o fato é que Deus criou as duas ciências, o bem e o mal. Naturalmente Deus também quis se valer das duas, caso contrário não existia a necessidade da árvore do conhecimento do bem e do mal ter estado no meio do jardim. Gn. 2: 9, 16-17. Na verdade nada é aparte da vontade de Deus, nós não somos deístas nós não cremos que este universo funciona por uma série de leis naturais que são independentes de Deus, A Bíblia nos mostra que Deus está agora ativamente administrando o universo, de forma que nada pode acontecer ou continuar a existir aparte do poder ativo e do decreto de Deus. Mt. 10: 29, Is. 46: 10. Caso seja diferente nós teremos que admitir que Deus não é onisciente e nem onipotente, pois o mal seria então um acidente que pegou Deus de surpresa. Só que não é isso que a bíblia nos diz. Nm. 23: 19. Jó. 9: 3-12, 42: 1-2. Pv. 21: 1 e 30. Dn. 4: 35. Lc. 14: 28-32. Porque Deus não destruiu o mal logo na sua primeira manifestação? Naturalmente a existência do mal estava dentro dos planos e propósitos de Deus, como já foi mencionado acima, penso também que o mal serve como instrumento para Deus provar o gênero humano. Assim como Adão e Eva foram provados nos dias de suas inocências, quanto mais nós que já fomos completamente contaminados com o pecado, um fato que comprova o que estou dizendo foi a vida de Jesus, se ele que era legitimamente o filho de Deus foi provado para somente assim ser aprovado o que dizer de nós. Hb. 5: 8. Is. 45: 7, a palavra hebraica mal encontrada neste verso é רע ra ̀ Que é a mesma pronuncia encontrada em Gênesis 2: 9. Outros versos que nos mostram que Deus usa o mal para o seu inteiro propósito, Ex. 14: 4, Dt. 2: 30-33, 32: 39, Js. 11: 18-20. II Sm. 24: 1. Sl.105: 24-25. Pv. 20: 24. Lm. 3: 37-38, Is. 29: 10. Am. 3: 6, Rm. 11: 7-8, II Ts. 2: 11-12. I Pe. 2: 8. Ap. 17: 17. Deus se agrada do mal? De forma nenhuma! Creio, porém que o mal foi necessário para Deus mostrar a sua ira, a sua retidão, seu poder, a misericórdia, sua justiça, sua paciência, sua graça, longanimidade, e seu amor. A maioria das pessoas acreditam que o mal foi um acidente, pois dizem eles: Deus não pode ter criado o mal, e contra a sua natureza. Lamentavelmente esquecem tais pessoas que as leis e os padrões em todas as suas formas só existem para nós, não podemos fazer um padrão para Deus ser ou seguir, é absurdo, concordo que o mal é contrário a natureza de Deus, pois em nenhum momento disse que Deus é mal, tanto é que no final ele há de exterminar com o pecado e o mal, só não podemos ser contrários aquilo que Deus fez e criou para agir segundo a sua vontade. Ef. 1: 11. Deus em seu plano providencial usa o mal para dar glória a si mesmo por meio de Cristo. Ele usa o mal para apresentar os seus atributos; Deus usa o mal para condenar os impenitentes e também para acumular riquezas da graça para os eleitos. Rm. 11: 32.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Igreja cristã ou patrística?

A palavra patrística refere-se a ciência que estuda a doutrina dos pais da igreja. Percebam: doutrina dos pais da igreja, não doutrina bíblica. Todos os cristãos da atualidade acreditam que o ensinamento cristão no que compreende as suas doutrinas e práticas é uma extensão do cristianismo primitivo ou apostólico, a realidade bíblica e histórica nos mostra que isso não é uma verdade. O cristianismo contemporâneo tem em comum com o cristianismo primitivo somente o nome e nada mais do que isso. O que é um segmento? Em se tratando de religião é dar seqüência a algo que já existia, por exemplo: mesmo convertido ao Messias Jesus, Paulo dava seqüência aos ensinos do chamado velho testamento. At. 24: 14 “Mas confesso-te isto: que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas”. A bíblia é clara em nos mostrar que os discípulos de Jesus não faziam nenhum esforço para poder interpretar algum ponto das escrituras, e nem mesmo adicionar algo a ela, eles tinham uma religião e um Deus, o que passou a ser novidade para eles foi: anunciar a Jesus como o Messias esperado. Jo. 20: 31, At. 2: 36, 8: 37, 18: 5. e compartilhar o ensinamento do mestre Mt. 19: 21 At. 2: 45, esta pratica era realizada entre os irmãos da comunidade. Já nos padres apologistas a infiltração do pensamento filosófico foi evidente. Aristides de Atenas principia sua Apologia com uma demonstração da existência de Deus segundo o argumento de Aristóteles e São Justino acreditava que os pensadores gregos tinham tido acesso aos livros de Moisés. Justino afirma também que Deus é a causa de toda a existência, tendo criado todas as coisas no início a partir da matéria informe, conforme o ensinamento de Platão que Justino supõe que tivesse sido tomado do Gênesis. Embora, entretanto, Platão considerasse a matéria pré existente como eterna, Justino provavelmente interpretava que Deus tivesse criado primeiro a matéria da qual ele teria formado o cosmos. Justino afirmou igualmente que em criando e sustentando o Universo, Deus usou o seu Logos ou Verbo como instrumento. Os demais apologistas concordam com as colocações de Justino, embora sejam mais definidos a respeito da criação a partir do nada. Taciano coloca que a matéria a partir do qual o Universo foi feito foi ela mesma criada pelo "Único Artífice do Cosmos", que a criou através do seu Verbo. O que percebemos na realidade foi uma introdução de novos pensamentos dentro do cristianismo original, Como por exemplo: a questão do verbo, para a igreja apostólica o verbo não era uma pessoa, mas sim o a palavra criadora de Deus conforme nos diz salmo 33: 6 e 9. Estes pensamentos foram estabelecidos como normas nos concílios eclesiásticos que tiveram lugar nestes dois milênios. Os concílios pós apostólico: antes, porém veremos o que a bíblia nos diz sobre novos ensinamentos. Pv. 30: 6, 1ª Co. 4: 6, Gl. 1: 6-9 É um fato reconhecido que o anti-judaísmo, ou o anti-semitismo cristão, ganhou um novo impulso com a tomada do controle do Império Romano e essa força foi fortalecida quando a igreja de Cristo passou a ser dividida. De um lado os seguidores de Cristo seguindo o que haviam herdado de Jesus e dos apóstolos e de um outro os cristão que influenciados pela filosofia e estimulados pelo anti semitismo passaram a introduzir pensamentos discordantes das escrituras. Sendo o primeiro pensamento a introdução da guarda do domingo. Onde no concílio de Niceia em 325 DC. introduziram parcialmente um pensamento filosófico que foi amadurecendo até que passou a fazer parte das doutrinas da igreja, a doutrina da trindade. Ou melhor, a doutrina da bindade, sim pois, nesta época o segundo grupo de cristãos reconheciam Deus o pai e Deus o filho, como sendo as duas pessoas da divindade. Algo que era desconhecido para os apóstolos. Somente em 381 DC. No concílio de Constantinopla foi que introduziram o espírito santo como sendo a terceira pessoa da divindade. Os posteriores Concílios da Igreja manteriam esta linha. O Concílio de Antioquia 341 DC. proibiu aos cristãos a celebração da Páscoa com os Judeus. O Concílio de Laodiceia 363-364 DC. Não só proibia como amaldiçoava os cristãos de observar o Shabbat e também confirmou a guarda do domingo. O Concílio de Calcedônia foi um concílio ecumênico que aconteceu em 451 DC. Foi o quarto dos primeiros sete Concílios da história do cristianismo, neste concílio foi repudiada a doutrina de Eutiques relativa ao monofisismo ou seja, a consideração de uma única natureza em Cristo e declarada as duas naturezas, humana e divina na pessoa de Jesus. Monofisismo ou eutiquianismo: Eutiques foi um monge de Constantinopla, que fundamentou a heresia do monofisismo. Eutiques Afirmou que em Cristo existe uma só natureza: a divina. Nestorianismo: é uma doutrina “cristológica” que na realidade é mais uma heresia proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla, Nestório afirmava que em Jesus Cristo, existiam duas naturezas ou pessoas: a divina (Cristo, filho de Deus) e a humana (Jesus, filho de Maria). Vemos atualmente que os protestantes na sua grande maioria seguem o ensinamento de Nestório, algo que foi condenado como herético pelo primeiro concílio de Éfeso em 431 d.C Contrariando a Eutiques e a Nestório, diversos Padres da Igreja nos três primeiros séculos defenderam Maria como a Theotokos, ou mãe de Deus, como Orígenes (254), Atanásio (330) e João Crisóstomo (400). O Concílio de Éfeso decretou esta doutrina dogmaticamente em 431. Olhando pela ótica dos concílios estes homens tiveram razão, e os “protestantes” estão completamente errados, vejamos: se defendo que Jesus é Deus logo terei que admitir que Maria naturalmente é mãe de Deus, o concílio de Calcedônia diz, que não existe divisão nas naturezas. (...Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação...) se creio na doutrina da trindade, naturalmente devo crer em Maria como sendo a mãe de Deus. Os protestantes, argumentam que Maria é mãe somente de Jesus homem e não Jesus Deus, eco do nestorianismo porém contrariam com isso a própria crença que professam e defendem. Ou seja, aceitam somente em partes o que os pais da igreja elaboraram e dogmatizaram nos concílios. O que a bíblia nos diz sobre isso? Is. 5:20.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A noção do tempo e o paganismo.

Quantos de nós já não ouvimos ou mesmo pronunciamos a seguinte expressão: como o tempo está passando rápido, ou mesmo, o tempo está voando! Somos levados a pensar como Robert Herrick poeta inglês do século XVII. Que disse: “Colhe teus botões de rosa enquanto podes, o velho tempo ainda voa”. A noção de que o tempo corre como um fluxo de um rio acontece devido a algumas questões. (1) está impregnado em nossas mentes, (2) o contexto em que vivemos nos doutrinou assim, (3) o fato de envelhecermos parece nos provar exatamente isso. Na verdade o nosso envelhecimento não está associado a passagem do tempo mas sim a entropia, perda de energia do corpo algo que está diretamente ligado a 2ª lei da termodinâmica. O salmo 90 nos diz isso. Sl. 90: 10 aqui nos é dito que nós voamos, não o tempo. Para o nosso entendimento o passado nos parece algo fixo, o presente palpável e o futuro indeterminado, com relação aos acontecimentos isso pode até ser uma realidade, porém não com respeito a passagem do tempo. As estações do ano, bem como a variação do clima e o próprio labor humano dá-nos uma idéia de um tempo corrente. Gn. 8: 22 devido a esses fatores foi necessário ao homem não só marcar, mas contar o tempo. O calendário lunar: O calendário hebraico é um calendário do tipo lunar baseado nos ciclos da Lua, composto alternadamente por 12 ou 13 meses de período igual ao de uma lunação, de forma que o primeiro dia de cada mês é sempre o primeiro dia de lua nova. Nos tempos bíblicos o mês começava em Abib. Ex. 12: 2, Dt. 16:1, Sl. 81:3. o mês lunar é composto por 29 dias, 12 horas, 44 minutos, o problema do mês lunar se dá quando está se aproximando a lua nova e está nublado ou chovendo. No ano 46 AC. O líder romano Júlio César modificou o calendário lunar para o calendário solar, este calendário é conhecido como Juliano. Qual o problema em ser solar e não lunar? Aparentemente nenhum, a não ser pelo fato dos meses estarem associados aos deuses romanos e também pelo fato de que nos calendários lunares e lunissolares o dia tem sempre início com o pôr-do-sol, como ocorre ainda hoje, no calendário judeu e muçulmano, apoiado pela bíblia Gn. 1: 5 observem que o dia começa ao por do sol e é contado como tarde e manhã. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na Mesopotâmia o dia começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano. O calendário que usamos foi uma evolução do antigo calendário romano e os nomes dos meses utilizados vieram dos deuses. Janeiro: O nome vem do deus romano Jano com duas faces que era um "porteiro celestial". A palavra ianua significa porta e o mês de janeiro representa justamente a entrada do ano. Fevereiro: O termo vem da palavra februmm que significa purificar; neste mês acontecia um ritual de purificação romana e representa também ao deus etrusco da morte . Março: O nome vem do deus da guerra Marte; neste mês começa a primavera no hemisfério norte, que era uma ótima época para iniciar campanhas militares. Abril: Neste mês existem duas versões aceitas. Uma delas é que o nome do mês vem de aperire que significa abrir, que lembraria o desabrochar das flores na primavera. Na outra o nome vem de aprilis, uma comemoração feita para a deusa Vênus. Maio: Era uma homenagem a duas deusas, Maia e Flora, que eles acreditavam ser responsáveis pela primavera e o crescimento das flores. Junho: Era uma homenagem a deusa Juno que era protetora da família e dos partos. Também pode ter derivado do clã romano junius. Julho: No calendário romano, Juliano, esse mês era chamado quintilius, porque era o quinto mês. Séculos depois foi rebatizado em homenagem ao imperador Julius Caesar que tinha sido assassinado. Agosto: No primeiro calendário Juliano ele se chamava sextilis, porque era o sexto mês. Também foi rebatizado em homenagem ao imperador Augusto, até pelo fato de serem considerados deuses, percebemos também que ambos os meses, julho e agosto tem 31 dias demonstrando com isso a igualdade entre os imperadores, Julho e Augusto. Setembro a Dezembro Setembro vem da palavra septem,que significa sete, outubro vem de octo, que significa oito e assim por diante.
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Temos aqui uma imagem do Busto de Jano encontrada no Vaticano. O interessante é que no primeiro calendário ou no calendário Juliano o ano começava no mês de março e mesmo quando foram adicionados os meses de janeiro e fevereiro, eles ficavam após o mês de dezembro e não antes como conhecemos hoje. O calendário gregoriano passou a vigorar somente em 24 de Fevereiro do ano 1582 em homenagem ao papa Gregório XIII. Em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado pelos astrônomos, decretou pela bula papal que quinta-feira, 4 de Outubro de 1582 seria imediatamente seguido de sexta-feira 15 de Outubro para compensar a diferença de dias acumulados ao longo dos séculos. Percebemos também que os dias da semana permaneceram. Jano (em latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro. Era para os romanos o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. Era o responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava, e toda porta se volta para dois lados diferentes. Por isso é conhecido como "deus das Portas". Reparem que Jano está olhando para as duas direções passado, significando o ano que passou e futuro, o novo ano que se inicia. O que percebemos na realidade é uma idolatria muito grande até mesmo anexada aos meses do ano. Ap. 18: 2-4. E quanto ao tempo, passa ou não passa? Todos os métodos de se medir o tempo estão em constante desgaste assim como nós, por causa disso da-nos-a impressão de que o tempo flui, mais não é assim. O que ocorre na realidade como disse anteriormente é que nós passamos e não o tempo, qual seria a velocidade do tempo? Um segundo por segundo? Apesar de ser criado o tempo recebeu de Deus elementos que o fizeram que fosse eterno. Naturalmente se ele passasse teria que ter um fim, mas não é assim. Se a criação depende da terra, e da natureza para subsistirem a mesma natureza depende do tempo para existir. Ec. 1: 4, Is. 60: 21, Ez. 37: 25, 2ª Co. 4: 16 e 18, Tg. 1: 9-11. A nossa preocupação não deve estar pautada na passagem de mais um ano, mas sim viver cada dia Percebemos então que mesmo a contagem do “tempo” está impregnada com a idolatria e erros do paganismo, e que atualmente todos nós temos como uma realidade. Infelizmente isso acontece pelo fato de nós humanos, não atentarmos facilmente para a verdade. O que a bíblia nos orienta? Pv. 23: 23

* imagem wikipedia

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

25 dezembro, nascimento do deus sol.


O clima prova Jesus não nasceu em Dezembro. Vamos ler Lucas. 2:6-8 Quando Jesus nasceu os pastores estavam no campo, durante as vigílias da noite, e guardavam os rebanhos pelos quais eram responsáveis. Como seria o clima, em Dezembro, lá no Orienta Médio? Nesta época inicia-se a estação das chuvas, a considerada estação de inverno, fazendo muito frio. Por isso, os pastores tinham seus rebanhos recolhidos e abrigados, e não nos campos. Entre os pastores se costumava enviar as ovelhas aos desertos, por ocasião da páscoa, e recolhê-las no começo das primeiras chuvas... As primeiras chuvas começavam em princípios do mês de Marchesvan, que corresponde às partes de nosso Outubro e Novembro,... Por conseguinte, o Messias não nasceu em 25 de dezembro, quando não haviam rebanhos no campo.” (Comentário de Adam Clarke, vol3, pág 111) Durante os tempos que os rebanhos permaneciam fora, os pastores velaram por eles dia e noite, todavia a primeira chuva caia em meados de Hesvan, que corresponde a princípios de Novembro. As ovelhas permanecem fora nos campos de Israel, todo o tempo do verão,e em conseqüência, os pastores ali receberam as novas do anjo, o que mostra que Jesus não nasceu em 25 de dezembro, porque para este tempo já não havia pastores e ovelhas nos campos de Belém...” (Talmudist Inlighfootsd –ingles) Que mês do calendário hebraico corresponde ao nosso Dezembro? Zac. 7:1 A Bíblia confirma que havia chuvas neste mês? Esdras 10:9 A Bíblia confirma que fazia frio neste mês? Jr. 36: 22 Recenseamento no mês das chuvas? Nos dias do nascimento de Jesus, César Augusto convocou, por decreto, a todos do império para que fossem recensear-se. Lucas. 2: 1-5 César Augusto pretenderia realizar um recenseamento com um clima inadequado para a ocasião? Fatores a considerar: Belém está a 140 km de Nazaré; Belém está aproximadamente a 250 metros acima de Nazaré; As precárias condições das estradas; Os meios de transporte disponíveis: camelo ou burrico; Como um governador marcaria uma contagem para uma época assim? O que os pastores estariam fazendo com seus rebanhos no campo num tempo de chuvas e frio? No mapa pode-se observar a cidade de Nazaré ao norte na Galileia. Ao sul, na Judeia, próximo de Jerusalém, está Belém, a cidade do nascimento de Jesus. Estas cidades estão distantes 140 km entre si e num desnível de mais de 250 metros. Na manjedoura com Jesus. A tradição diz que na manjedoura estiveram os pastores, os reis magos e os animais. O que mostra a Bíblia? Lucas. 2:6-16 O texto mostra-nos com clareza, que os pastores que estavam no campo, no dia do nascimento do Senhor Jesus, foram visitá-lo na manjedoura, encontrando lá, José e Maria juntamente com seu filho Jesus. Então, onde estavam os magos? Aliás, eles eram reis ou magos? Mt. 2: 1-2 O novo testamento não declara quantos eram, nem que eram reis. Chamaríamos de fábulas, especulação e ainda acréscimo. Sabe-se que eram sábios estudiosos das profecias e de astronomia. Herodes procura matar o menino. A partir do momento em que viram a estrela no oriente, os magos partiram para encontrar o rei Jesus. Em Jerusalém houve grande perturbação. Herodes e as autoridades religiosas juntaram-se para descobrir onde e quando haveria de nascer o Messias. Mt 2: 3-8 Onde os magos encontraram o menino? Mt. 2:9-11 Os magos encontraram o menino em casa. Na manjedoura estiveram somente os pastores e não os magos! A idade de Jesus. Quando os magos encontraram Jesus, seria Ele um recém-nascido? Mt. 2: 16 Baseado na informação dos magos, Herodes agiu. Mandou matar os meninos de dois anos para baixo, procurando neste contingente atingir o menino Jesus. Portanto quando os magos encontraram o menino, em casa, Ele estava perto da idade de dois anos. Como se pode ver não se tratava mais de um recém nascido. E o que comumente se observa hoje? Porque levaram Presentes para Jesus? Era costume ao se visitar um rei levar algum presente. Por ser rei o Senhor foi presenteado, porém a Bíblia não menciona que houve troca de presentes. A bíblia nos confirma que era uma prática presentear os reis no oriente. IRs 10: 10, E sendo rei, o Senhor recebera os presentes destes estudiosos de astronomia. 25 de dezembro? É o nascimento do deus-sol-invicto dos pagãos. Ez. 8: 12 a 16 O nascimento de Jesus em 25 de dezembro, acaba por fazer com que se dê honra ao deus-sol. “A solenidade do natal foi instituída para substituir as festas pagãs do sol invicto, no solstício de inverno. A igreja do oriente sempre celebrou o nascimento de Jesus no dia 6 de janeiro, na festa da Epifania. No Ocidente sempre foi o dia 25 de dezembro.” (Informativo da Diocese de Marília-SP – Ano I – nr 4 – Dezembro/98 Editor: Vanderley Sampaio www.sampaio.jor.br/nomeiodenos/edic04/04forma.htm “Os cristão se deslumbraram diante das festas pagãs do deus-sol, celebrados no solstício de inverno, o dia mais curto do ano (21 ou 22 de dezembro, no hemisfério norte)”. A partir de então, passaram a proclamar, o natal de Jesus no dia 25 de dezembro. Eles se deram conta de que o Sol vem para dissipar as trevas do coração humano, arrebatar dos túmulos os que jazem na morte e inaugurar uma nova criação repleta de vida, alegria, realização e dignidade, é Jesus.” (Pe. Carlos James dos Santos, SJ, membro do CCB. http://www.ccbnet.org.br/companhia/comp003mat001.htm). Em que mês Jesus nasceu? Nascimento de João Batista: Zacarias era sacerdote da ordem de Abias: Lc 1:5 Davi divide o ano sagrado dos hebreus em 24 turnos ou quinzenas, definindo assim a ordem de cada turma para prestar os serviços do santuário. I Cr 24:3, 5, 7,18 Observe que, a oitava quinzena, dentro do ano sagrado, cabia ao turno de Abias. Esta estava dentro do mês de Tamuz. Nesta quinzena, Zacarias, o pai de João Batista, deveria prestar os serviços. Zacarias cumpria os serviços no tempo de acordo com sua ordem e, é avisado pelo anjo, que Isabel, sua esposa, ficaria grávida. Lucas. 1:5, 8,11-13 Zacarias voltou para casa, após o término dos serviços e sua esposa concebeu: Lucas. 1:23 Nascimento de João Batista em fins de Nisã ou Abibe. Nascimento do Senhor Jesus: Maria recebeu o aviso de sua gravidez pelo anjo Gabriel. Nesta ocasião, sua prima, Isabel, estava no sexto mês de gestação: Lc 1:26 e 27,30-34,36. Maria fica com Isabel os últimos três meses de gravidez da sua prima Lc 1:39 a 43, 56-59 Cumprem-se os dias para nascer o Senhor Jesus Seis meses depois do nascimento de João Batista, em Etanim, que é Outubro pelo calendário atual, neste mês nasceu Jesus.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para quem é a salvação?

Alguns versos bíblicos vêm nos dizendo que Deus não quer que ninguém se perca. O que a bíblia quer nos dizer exatamente? Deus está falando de uma totalidade envolvendo a questão matemática, ou a palavra ninguém se refere aos que irão se salvar? Para quem foi destinada a palavra de Deus? Em meio há vários versos que tratam sobre o assunto iremos analisar apenas três deles. O apóstolo Pedro declara com clareza que Deus não quer que ninguém pereça. 2ª Pe. 3.9 Como podemos encaixar este versículo na predestinação? Se não é a vontade de Deus eleger todos para a salvação, como pode então a Bíblia dizer que Deus não quer que ninguém pereça? Em primeiro lugar precisamos entender que a Bíblia fala da vontade de Deus em mais de uma maneira. Por exemplo: de um lado a Bíblia fala do que nós chamamos de vontade soberana eficaz. A vontade soberana de Deus é aquela vontade pela qual Deus faz com que as coisas aconteçam com absoluta certeza. Nada pode resistir à vontade de Deus neste sentido. Por sua soberana vontade, Ele criou o mundo. A luz não poderia recusar-se a brilhar Jó 42:2, Is. 46:10 A segunda maneira na qual a Bíblia fala da vontade de Deus é com respeito ao que chamamos de vontade preceptiva, ou seja, o que é ordenado por Deus . A vontade preceptiva de Deus refere-se a seus comandos, suas leis e seus mandamentos. È a vontade de Deus que façamos o que Ele ordena, porém, Somos capazes de desobedecer a sua vontade. Na realidade, quebramos seus mandamentos. Porém não podemos fazer isso impunemente. Fazemos isso sem sua permissão ou sanção. Ainda assim o fazemos. Na verdade nós pecamos. Um terceiro modo que a Bíblia fala da vontade de Deus faz referência à disposição de Deus, ao que agrada a Ele. Deus não tem prazer na morte do ímpio. Ez. 18:23, 33:11. Outro fato que não podemos esquecer é que Deus está direcionando estas palavras para Israel. O ímpio aqui relatado não significa necessariamente somente os ímpios impenitentes. Tanto é assim que o apostolo Paulo disse que há seu tempo Cristo morreu pelos ímpios. Rm 5:6. Existe um sentido no qual a punição do ímpio não traz alegria a Deus. E isso na esfera humana. Ele escolhe fazê-lo porque tem que punir o mal. Ele se alegra na justiça de seu julgamento, mas é “triste” que tal julgamento justo precise ser realizado. É algo como um juiz sentar-se na corte e sentenciar seu próprio filho à prisão. Vamos aplicar estas três definições possíveis à passagem de 2ª Pedro. Se tomarmos a declaração compreensiva “Deus não quer que ninguém pereça”, e aplicarmos a ela a vontade soberana de Deus, a conclusão é óbvia. Ninguém perecerá. Se Deus soberanamente decreta que ninguém deve perecer, e Deus é Deus, então certamente ninguém jamais perecerá. PV. 21:30. Este, então, seria um texto de prova não para o arminianismo, e sim para o universalismo, arminianismo é uma teoria teológica surgida na Holanda por Tiago Armínio. O universalismo é um pensamento ou uma doutrina teológica que diz que no final, todos serão salvos. Se aplicarmos a definição da vontade preceptiva de Deus a esta passagem, então a passagem significaria que Deus não permite que ninguém pereça. Isto é, Ele proíbe o perecimento das pessoas. E contra sua lei. Se as pessoas fossem adiante e perecessem, Deus teria de puni-las por perecerem. Sua punição por perecerem seria mais perecimento. Esta definição não funcionará. Não faz sentido. A terceira alternativa é que Deus não tem prazer no perecimento das pessoas. Isto se enquadra no que a Bíblia diz, em outros lugares, sobre a disposição de Deus em relação aos perdidos. Esta definição poderia servir nesta passagem. Pedro poderia simplesmente estar dizendo aqui que Deus não tem prazer no perecimento de ninguém. Embora a terceira definição seja possível e atraente para ser usada na solução desta passagem, com a qual a Bíblia ensina sobre predestinação, há ainda um outro fator a ser considerado. O texto diz mais do que simplesmente que Deus não quer que ninguém pereça. A cláusula inteira é importante: “pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento”. Qual é o antecedente de nenhum? É claramente “nós”. Será que “nós” se refere a todos nós humanos? Ou se refere a nós cristãos, o povo de Deus? Pedro gosta de falar dos eleitos como um grupo especial de pessoas. Na verdade o que ele está dizendo aqui, é que Deus não quer que nenhum de nós (os eleitos) pereça. Se esse é o seu significado, então o texto exigiria a primeira definição e seria mais uma forte passagem a favor da predestinação. De duas maneiras diferentes o texto poderia ser harmonizado com a predestinação. De maneira nenhuma sustentaria o arminianismo. O único significado possível seria o universalismo, que então entraria em conflito com tudo o mais que a Bíblia diz contra o universalismo. Por exemplo: o mesmo ocorre com Jo. 3:16-17. Não podemos interpretar estes versos como eles querendo falar literalmente. O fato é que Deus enviou, comissionou o seu filho ao mundo, agora, crer que Deus quer salvar o mundo matematicamente não se enquadra no que a bíblia diz. Na verdade Jesus viveu neste mundo para poder salvar os eleitos que estão no mundo. Mt.25:34, Jo. 17:9. (Eu rogo por eles: não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus). E se Deus tem os seus, naturalmente existem aqueles que não lhes pertence no que concerne à salvação. Assim como Deus proveu um meio para salvar os seus, e este meio nós sabemos foi enviar o seu filho ao mundo, assim também Deus de antemão providenciou um lugar para onde ele enviará os perdidos. Mt.25:41. Percebemos que a bíblia diz que tal lugar está preparado, isto nos mostra que se está preparado de maneira nenhuma Deus intentou salvar todos matematicamente. Mt. 24: 31 Outro fato está na declaração de Jesus, se existem os escolhidos também devem existir os que não foram escolhidos. 1ª Jo. 2:2 A bíblia nos diz que o sacrifício e a intercessão de Cristo são estendidos para o mundo inteiro. Novamente surge a questão da globalização, porém é fácil entender que o ímpio não recorre a Deus e a Jesus Cristo para ter os seus pecados cancelados, outro fato bastante relevante é que o apóstolo está direcionando as suas palavras para o mundo não matemático, mas sim para o mundo de crentes. E para ter uma maior prova disso basta ler o contexto deste mesmo capítulo dois. Jesus é a propiciação dos pecados de todos os seus que estão espalhados por todo o mundo. 2ª Tm. 2:19. diz: (Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade). Vale lembrar que tanto o universalismo quanto o arminianismo são doutrinas sem fundamento bíblico.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quem tem o espírito santo?

Vivemos em uma época onde as denominações religiosas principalmente o seguimento pentecostal diz que vive na plenitude do espírito, para tentar “provar” que estão cheios do espírito santo “falam em línguas, profetizam, curam e expulsão Demônios”. Antes de mais nada uma pergunta seria importante para os que defendem tal ideologia. Será que eles sabem realmente o que seja o espírito santo? pensam realmente que o espírito santo é uma pessoa? Na realidade a bíblia descreve o espírito santo como sendo o meio pelo qual Deus leva efeito os seus intentos. Existem duas maneiras de se provar que os que se arrogam de possuir os dons do espírito estão na melhor das hipóteses enganados. Para ter acesso aos dons do espírito apesar de sermos pecadores é necessário obedecermos a Deus. É uma condição bíblica. At. 5:32 diz: (E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem). Outro fato é que o espírito santo não é algo que podemos ter quando bem entender é um dom de Deus. E Deus só dará este dom de forma a ser utilizado em prol de outros se tal indivíduo tiver pelo menos um pouco de conhecimento de que seja este dom. Ou seja, como Deus dará o espírito santo para um líder religioso se tal líder pensa que o espírito santo é uma pessoa, ou a terceira pessoa da trindade? A palavra espírito no “antigo testamento” é ruwach e significa: vento, hálito, mente fôlego ar, gás. Portanto, esta palavra não se aplica a uma pessoa. O salmo 139 descreve com exatidão a ação do espírito de Deus, Sl. 139:1-10 Há quem se refere Davi? Deus, lógico. Porém, como Deus faz para ter esta onisciência? O verso sete nos responde, Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? Para compreendermos melhor a questão do espírito de Deus, devemos fazer uma comparação. Em uma manhã bem fria quando nos expomos ao sol somos aquecidos e iluminados por que: pelo sol, ou pela luz proveniente do sol? Naturalmente pela luz que é emitida do sol. Assim é o espírito de Deus, é algo que pertence a Deus, não outra pessoa ou outro Deus. 1ª Co. 2: 10-12 o verso 12 nos diz que o espírito provêm de Deus. Ou seja, procede, origina-se em Deus. A palavra espírito na nova aliança é: pneuma e significa: um movimento de ar, um sopro suave do vento, respiração pelo nariz ou pela boca. Na primeira aliança somente os profetas, sacerdotes, juízes e reis é que recebiam o espírito santo. Os profetas, Nm. 11: 16-17, 25-29, 2ª Rs. 2: 15, os sacerdotes, Jr. 27:16, os juízes, Jz. 3:9-10, e os reis, 1ª Sm. 10:11, At. 2:29-30. outro fato importante é: se um individuo crê e ensina em sua congregação que a lei de Deus foi abolida tal individuo não receberá o espírito santo da parte de Deus, o espírito santo em nossas vidas tem como objetivo máximo em nos capacitar a guardarmos a lei, torá. E se o líder religioso insiste que a lei de Deus foi abolida e mesmo assim diz que em sua denominação a presença do espírito de Deus é constante, tal líder é soberbo, portanto não devemos teme-lo, ainda que profetize com acerto e realize milagres comprovados. Dt. 13: 1-3, Is. 8:20. Qual a relação da lei com o espírito santo? Jr. 31:31-34, percebemos nestes versos que não existe uma aliança entre Deus e o povo se não houver lei, torá. E como foi implantada essa lei no nosso interior? Ez. 11: 19-20, 36: 26-27. Paulo também nos diz que o espírito santo é o meio pelo qual nós podemos cumprir a lei de Deus, primeiro ele nos mostra que o homem natural é incapaz de agradar a Deus, somos carnais e tendentes ao pecado Rm 8:3, depois ele nos mostra que após a morte de Jesus o espírito santo que era derramado somente sobre os líderes entre o povo judeu, foi concedido também para os (gentios os que não são judeus). At. 10:45 e por meio do espírito de Deus nós podemos agrada-lo Rm. 8:11 como foi dito a cima Deus não pode conceder o espírito santo para quem lhe desobedece. Jl. 2:28-29 Quando Deus nos diz que derramará o seu espírito sobre toda a carne, será que ele está dizendo todos de uma forma matemática de se entender? At. 2:17-18 o contexto o qual ocorreu o derramamento do espírito santo foi em Jerusalém nos dias dos apóstolos, lógico que Deus não restringiu o seu poder somente para as pessoas daquela época, absolutamente. Porém, o que percebemos é que quem recebeu o espírito foram pessoas que tinham um compromisso com Deus e queriam agrada-lo. At. 2:37 tanto é assim que o verso 29 de Joel 2 é dito que o espírito seria derramado sobre os servos de Deus e servo não é qualquer um. O que mais o espírito santo após ser derramado faria? Ef. 4:3-4 estes versos são erroneamente utilizados pelos trinitarianos, dizem eles que este espírito o qual cita o apostolo Paulo é o espírito santo, a terceira pessoa de uma suposta trindade, mas não é uma verdade. Nestes versos Paulo está dizendo sobre a unidade espiritual da igreja, ou seja, ter o mesmo espírito, sentimento. O fato da palavra espírito está em maiúsculo, não significa nada. Mediante isto pergunto: conforme nos diz o santo apostolo, se é para existir uma unidade espiritual com aqueles que receberam o espírito santo, porque é que existe tanta divisão no meio cristão e justamente com aqueles que dizem possuir o espírito santo? Quem causa divisões tem o espírito? Rm 16:17-18, Jd. Verso 19 infelizmente o que percebemos é que existe o espírito do erro tentando passar pelo espírito de Deus, na bíblia há relatos destes acontecimentos, 1ª Rs. 22:19-25 percebemos no verso 24 que o falso profeta Zedequias cria que tinha o espírito do Senhor. Jr. 28:10-15, O mesmo aconteceu com o profeta Hananias, o fato de pensarem que tem o espírito santo não significa nada. A bíblia nos alerta sobre o espírito do erro, não é por estarem falando em nome de Deus e dizendo que fazem isso e aquilo que devemos crer em tais indivíduos; como disse anteriormente, ainda que as suas predições se cumpram devemos prova-los pela bíblia. 2ª Co. 11:13-15, 2ª Ts. 2:9-12. qual é o conselho que a bíblia nos dá com relação aqueles que dizem obrar pelo poder de Deus? 1ª Jo. 4:1, cuidado com as bajulações, com as “amizades” dos líderes religiosos, procure saber realmente em que ele crê. E qual é a sua proposta com relação a palavra de Deus. Portanto, provai os espíritos, pois, nem todos são santos.