quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Qual é a responsabilidade de Deus com os sabatistas?

Quão bom seria, se todos os trabalhadores pudessem descansar no fim de semana. Quem é aquele que realmente labuta, que produz, que não gostaria de poder descansar nos fins de semana? Infelizmente o mundo secular mesmo com toda a sua modernidade não nos permite isso. Porém, surge uma pergunta: e no meio religioso cristão, precisamos realmente guardar o sábado? Para essa pergunta, surge algumas respostas.

A primeira delas consta na realidade de que a lei do sábado não foi dada para nós os ditos gentios, isso é facilmente comprovado pelos escritos bíblicos, Ex. 24. 12 (Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.) Muitos dirão: - para os ensinares. Sim, verdade, mas ensinar a quem?

Dt 9. 9-10 (Subindo eu ao Monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do Concerto que o Senhor fizera convosco, então fiquei no Monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi e água não bebi; e o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus, aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no Monte, do meio do fogo, estando reunido todo povo.)

Aparentemente o ensinamento é para todos, porém, os próximos versos definem com exatidão, a quem a lei era dirigida, Ex. 34. 27-28 (Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.) (Grifo meu.)

2ª Cr. 5. 10 (Nada havia na arca senão só as duas tábuas, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel.) 2ª Cr. 6. 11 (Nela pus a arca em que estão as tábuas da Aliança que o Senhor fez com Israel.) Ex. 25. 22 (Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.)

Por esses versos fica comprovado que a aliança do AT. Foi feita somente entre Deus e os judeus. Na realidade o descanso sabático ou de outro dia qualquer é fundamental para a restauração das forças. No entanto, para nós os povos que não estamos dentro de Jerusalém, nem mesmos regidos pela lei total do AT. A exigência para se guardar o sábado em detrimento, mesmo da perda do próprio trabalho não faz sentido.

As igrejas sabatistas, ou seja, aquelas que exigem a guarda do sábado dos seus seguidores, dizem que os mesmos devem exercitar sua fé, de que Deus proverá um trabalho afim de que eles possam guardar o sábado. Concordo também de que a fé na provisão de Deus, deve sim ser uma realidade daqueles que creem. Creio piamente que todas as coisas acontecem devido a vontade e decreto de Deus.

Porém, o que não é lógico e muito menos racional, é alguém ser obrigado a deixar o seu trabalho, sem ter um apoio da instituição que o obriga a fazer tal escolha. Vale ressaltar que os israelitas foram sim obrigados a guardar o sábado. No entanto, a cidade, isto é, Jerusalém, era o seu abrigo, e existia ainda o fato de que todos indistintamente estavam obrigados a mesma coisa, a lei era para todos. E, também a própria mão de obra deles os favoreciam, eles trabalhavam com a terra.

Isso resume bem o fato de Deus não ter estabelecido a lei do sábado para todas as nações. Nós não vivemos uma teocracia, os trabalhadores na sua grande maioria não são favorecidos com relação a não trabalhar no sábado, não existe lei para isso, os variados tipos de trabalhos diferenciam em muito o estilo vivido pelos israelitas no tempo do AT. Sendo assim, constitui-se um autoritarismo muito grande por parte dessas denominações, apenas exigem, mas não movem uma palha para providenciar nada para ajudar aqueles que perderam e perdem seus empregos.

Dt. 6. 16 (Não tentarás o Senhor, teu Deus, como o tentaste em Massá.) Cito esse verso, apenas para esclarecer, os que acreditam que Deus proverá algo para aqueles que abandonaram os seus empregos por causa da guarda do sábado, pode ser que sim, pelo fato de Deus ser misericordioso, como também pode ser que não, pelo fato descrito a seguir, Dt. 28. 1 (E será que, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.)

Aqui existia uma cláusula, e essa, era a obediência em tudo aquilo que foi ordenado, o verso a seguir diz exatamente isso, Dt. 28. 15 (Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão.)

Dt. 27. 26 (Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém!) Cumpre os sabatistas na integra a lei de Deus? Não, ninguém cumpre. A exigência da lei não era algo parcial a se cumprida, não se restringia a parcialidade dos dez mandamentos, ou seja, quando era exigido a guarda do sábado a observação era para ser total e irrestrita.

Neste sentido Deus não tem nenhuma obrigação de prover um trabalho para aqueles que “guardam” o sábado, esse pacto não foi feito conosco. A obrigação deveria estar com aqueles que promovem tal ideologia, sim, as denominações sabatistas. Em outras palavras eles te “lançarão na água antes mesmo de te ensinar a nadar”. Em Israel não foi assim, já no deserto todos estavam debaixo de uma perspectiva, após o Sinai, todos eles estavam subordinados a uma obrigação comum.

Chegando na terra prometida, tudo foi feito para atender as exigências impostas pela lei, assim, as autoridades, profetas, sacerdotes, juízes e posteriormente os reis, deveriam ter o mesmo propósito do povo comum. E com relação a guarda do sábado na atualidade? Como sobreviver a um regime desconhecido por muitos, e sobretudo em uma condição que não nos foi imposta? As autoridades seculares sancionarão leis as quais beneficiarão os guardadores do sábado? Não, de jeito nenhum!

Surge uma pergunta: as denominações exigentes, com relação a obediência à guarda do dia de sábado, batalharão em prol do irmão neófito para que ele consiga guardar esse dia? Em outras palavras possivelmente eles dirão: - a batalha é sua irmão, e você já tem a arma necessária, isto é, a fé. Muito provavelmente eles estarão mais preocupados com sua fidelidade relacionado a devolução dos dízimos. Porém, isso é um outro assunto.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A bíblia não ensina a trindade. I

A Bíblia ensina que existe um Deus, o Pai, e um Messias e Senhor, Jesus Cristo. Por outro lado, A doutrina ortodoxa da Trindade ensina que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, e os três são coiguais, coeternos e compartilham a mesma essência, e juntos esses três indivíduos “Pessoas” são um Deus triúno; também, Jesus é cem por cento Deus e cem por cento homem, e tanto a natureza divina de Jesus quanto a sua natureza humana vivem juntas em seu corpo carnal. A doutrina da Trindade, embora amplamente aceita, nunca é declarada na Bíblia.

Saber que existe apenas um Deus, e que Ele não é trino e, que não compartilha Sua identidade com outros dois, eleva-o à Sua posição legítima como o único Deus da Bíblia, o Criador do universo, Aquele a quem amamos com todo o nosso coração, alma, mente e força. Da mesma forma, saber que o Senhor Jesus é quem Pedro disse em At. 2. 22 “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis”. (homem aprovado por Deus).

Como dito a cima A palavra “Trindade” não está na Bíblia. Embora isso não exclua a possível existência da Trindade. No entanto, é uma prova de que a doutrina é anti-bíblica. Os trinitarianos diferem, às vezes muito, nas suas definições da Trindade. A Igreja Ortodoxa Oriental difere da Igreja Ocidental na relação do Espírito Santo com o Pai e o Filho. Além disso, os trinitarianos que defendem a definição “clássica” da Trindade, de que Jesus era cem por cento Deus e cem por cento homem enquanto esteve na terra, acreditam de forma diferente dos trinitarianos kenóticos, que acreditam que Jesus deixou de lado sua divindade enquanto era um homem na terra. Os pentecostais unicistas dizem que a fórmula clássica da Trindade está completamente errada. No entanto, todos estes afirmam que Cristo é Deus e que a Bíblia apoia a sua posição.

Um estudo da história da Igreja Cristã, mostra um desenvolvimento definido na doutrina da Trindade ao longo dos séculos. Por exemplo, a forma inicial do Credo dos Apóstolos, que se acredita datar de pouco depois da época dos próprios apóstolos, não menciona a Trindade ou a natureza dupla de Cristo. Além disso, afirma apenas: “Creio no 'espírito santo'”, o que poderia facilmente referir-se ao dom do espírito santo, assim como a uma terceira “Pessoa” na Trindade. O Credo Niceno, escrito em 325 d.C. e modificado mais tarde, adicionou o material sobre Jesus Cristo ser “eternamente gerado” e “verdadeiro Deus”, e sobre o Espírito Santo ser “Senhor”.

Mas foi o Credo Atanasiano, provavelmente composto no final dos anos 400 ou início dos anos 500 d.C., que foi o primeiro credo a declarar explicitamente a doutrina da Trindade, e diz que se uma pessoa não acredita na doutrina, ela não é salva, mas perecerá para sempre. No entanto, dizer que uma pessoa que não acredita na Trindade não é salva contradiz a Bíblia. Por exemplo, quando Pedro se dirigiu aos judeus no Dia de Pentecostes, ele não mencionou a Trindade ou que Jesus era Deus em carne, mas cerca de 3.000 pessoas na audiência foram salvas At. 2. 41 “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”.

Um dos argumentos mais convincentes a favor do Unitarismo Bíblico é que Deus nunca é descrito como sendo composto de “três”. Ou “três em um”, “Pai, Filho e Espírito Santo”, os três formando um Deus. Muitos trinitaristas apontam para Mateus 28. 19 que lista o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas não chama os três de “Deus”. Mateus 28.19 não está definindo Deus, está afirmando a autoridade pela qual os discípulos batizarão: pela autoridade de Deus, de Cristo, e pelo poder do espírito santo. Simplesmente mencionar três coisas juntas não as torna “Deus”. Por exemplo, se em Mateus 28. 19 lesse “Batize-os no 'nome' (isto é, autoridade) de Abraão, Isaque e Jacó”, isso não tornaria essas três pessoas “uma só Pessoa”.

Além disso, as duas naturezas de Jesus (ele sendo totalmente Deus e totalmente homem) estão completamente ausentes das escrituras. Nunca se diz que Jesus tem duas naturezas, duas personalidades, duas mentes, dois espíritos dentro dele. Ele é sempre visto como uma pessoa com uma mente.

Os trinitaristas dizem que o “trio” é tão vital quanto a sua unidade, mas a Bíblia nunca menciona a “trindade” de Deus, ao passo que menciona a sua unidade muitas vezes, por exemplo: Dt. 4. 35 A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão ele”. Is. 44. 6 e 8 “Assim diz o Senhor, Rei de Israel e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não há Deus. Não vos assombreis, nem temais; porventura, desde então, não vo-lo fiz ouvir e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça”.

Jo. 5. 44 “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis”. Assim sendo, Não há versículos que definam Deus como sendo Pai, Filho e Espírito Santo. Não há versículos que definam Deus como sendo três, três em um ou um triplo de pessoas. Não há versículos que digam que Jesus tem duas naturezas ou duas mentes. Não há versículos que digam que Jesus é um Deus-homem, ou que ele é totalmente Deus e totalmente homem. Não há versículos que chamam Jesus de “gerado eternamente”, a bíblia diz que ele foi gerado ou “nascido” de Maria.

Se a doutrina da Trindade fosse realmente genuína e central para a crença cristã, como afirmam todos os trinitarianos, e especialmente se a crença nela fosse necessária para a salvação, como eles ensinam, ela teria sido claramente afirmada na Bíblia e mesmo nos primeiros credos cristãos. A Trindade não está “oculta” e não é um “mistério”, ela simplesmente não existe.

Deus deu as Escrituras ao povo judeu, e a religião e adoração judaica que vem dessa revelação não contém qualquer referência ou ensino sobre um Deus triúno. Visto que Deus deu o Antigo Testamento aos judeus, certamente eles estavam qualificados para lê-lo e compreendê-lo, mas nunca viram nele a doutrina da Trindade; na verdade, muito pelo contrário. Ao longo da sua história, os judeus defenderam ferozmente o fato de que havia apenas um Deus.

O próprio Jesus vinculou o maior mandamento da Lei com a existência de um só Deus. Um especialista na lei do Antigo Testamento perguntou a Jesus qual dos mandamentos era o mais importante. Mc. 12. 29-30 “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”.

Esse estudioso de acordo com os ensinamentos dos rabinos e a revelação e práticas dadas aos judeus, teria acreditado que Deus o criador era o único Deus verdadeiro. Mas Jesus nunca o corrigiu ou tentou modificar suas crenças, ele simplesmente reforçou o que este homem já acreditava – que há somente um Deus. Além disso, os pronomes na Bíblia que se referem a “Deus” são singulares e existem muitos deles. “A Bíblia Hebraica e o Novo Testamento contêm bem mais de vinte mil pronomes e verbos que descrevem o Deus Único” Os pronomes singulares incluem “eu”, “meu” e “ele”.

Os pronomes que se referem ao “Pai”, a Jesus e ao “Espírito Santo” se houvesse uma Trindade não poderia ser singular, pelo fato de que a Trindade é tida como sendo um “Deus” trino, isto é, consistindo em três “Pessoas ”, naturalmente os pronomes associados a “Deus” estariam no plural. De acordo com a doutrina trinitária, cada “Pessoa” no Deus triúno é individualmente onipresente, onisciente; e todo-poderoso, e cada um individualmente tem sua própria vontade, sua própria mente.

Jesus não poderia ter dito ao Pai: “não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Jo. 3. 16 “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Mas se “Deus” fosse composto de três seres co-iguais, cada um com sua própria mente e concordando juntos em enviar Cristo, esperaríamos que dissesse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que eles deram o Filho unigênito…. ” O fato de os pronomes na Bíblia se referirem a “Deus” como um ser singular é evidência de que não existe Trindade.

sábado, 1 de junho de 2024

Profetiza suscetível.

Jr. 23. 21 “Não mandei os profetas; todavia, eles foram correndo; não lhes falei a eles; todavia, eles profetizaram.” Toda a base doutrinária da IASD tem a aprovação de Ellen G. White. Na sua fundação a IASD. foi antitrinitariana, isso pode ser demonstrado através das seguintes declarações dos seus líderes: Joseph Bates escreveu com relação a sua conversão em 1827, “Com respeito à Trindade eu concluí ser impossível acreditar que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, como também o Todo Poderoso Deus, o Pai, são um e o mesmo Ser.”

Em 07 de fevereiro de 1855 Tiago White escreveu: “A grande falta da Reforma foi que os reformadores pararam de reformar. Se tivessem levado avante, não teriam deixado nenhum vestígio do papado atrás, tal como a natural imortalidade, batismo por aspersão, a trindade, a guarda do domingo, e a igreja agora estaria livre de erros escriturísticos.”

Em 06 de julho de 1869 R. F. Cottrell um pastor adventista disse: “Sustentar a doutrina da Trindade, não é mais que uma evidência da intoxicação pelo vinho que todas as nações beberam. O fato dessa ser uma das principais doutrinas, senão a principal, pela qual o bispo de Roma foi exaltado ao papado, não recomenda muito em seu favor. Isto deveria fazer alguém investigar por si mesmo, como quando os demônios fazem milagres para provar a imortalidade da alma. Se eu nunca duvidei antes, agora eu tenho que ir até o fundo para provar .... ”

Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, é uma doutrina que nós podemos proclamar ser um doutrina contrária à razão e ao senso comum.” Declaração de Tiago White em 1869. No ano de 1872 foi publicado um folheto redigido por Urias Smith com o resumo das principais doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o qual diz: Existe um Deus, pessoal, um ser espiritual, criador de todas as coisas, onipotente, onisciente e eterno; infinito em sabedoria, santidade, justiça, bondade, verdade e misericórdia; imutável e presente em toda parte por seu representante (*), o Espírito Santo. Salmos 139:7. Existe um Senhor Jesus Cristo, Filho do Pai Eterno. *representante estava em minúsculo.

Baseado nessas informações achamos muito estranho o fato de E. G. W. Não se manifestar contra esse ensinamento, visto que tudo dentro da denominação tudo passava por seu crivo. Pelo fato de acreditarem que são povo exclusivo de Deus, os adventistas como um todo, se vangloriam de pertencerem a igreja verdadeira. Mas, se prestarmos atenção nas declarações dos pioneiros e líderes adventistas, a mesma passa a se encontrar em uma encruzilhada, isso pelo fato de que na sua fundação os líderes da denominação eram antitrinitarianos, atualmente a mesma denominação mudou a sua crença e passou a adotar o trinitarianismo, com isso surge a seguinte pergunta:

A IASD. Era verdadeira no período do antitrinitarianismo ou passou após ter adotado a posição trinitária? Se disserem que ela era verdadeira nos dias da sua fundação, então agora ela não é mais. Por outro lado se disserem que ela recebeu a plena verdade após o trinitarianismo, então ela não possuía a verdade nos seus primórdios e foi fundada no erro.

E o dilema se avoluma pelo fato de possuírem uma profetiza, alias, o aspecto doutrinário dessa denominação deveria e deve passar pela profetiza Ellen G. White. Sendo assim, porque ela não censurou os pioneiros quando na posição antitrinitária? Pelo contrário, ela endossou o que eles (os pioneiros) defendiam.

Vejamos sua declaração: “Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixe os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.” Manuscript Release Vol. 1 pág. 55. É fato também que os pioneiros adventistas não foram unitarianos, mais sim arianos, pelo fato de crerem na geração eterna de Jesus.

Há aqueles que mesmo fora dos círculos do adventismo advogam a ideia de que E. G. W estava fora do país quando houve a mudança doutrinaria referente a divindade. No entanto, ela mesma faz várias declarações em seus livros dizendo que Jesus é Deus, assim sendo, ela realmente endossou a mudança doutrinaria ocorrida em sua igreja. Vejamos suas declarações: “em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada” D.T.N pg. 530.

“Desde toda a eternidade esteve Cristo unido ao Pai” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 228“. Nunca houve tempo em que Ele não estivesse em íntima comunhão com o eterno Deus” evangelismo pg. 615. “Que somos crentes em Cristo, que, cremos na divindade de Cristo e em Sua preexistência” Testemunhos para Ministros, pág. 253. Jr. 23. 16 “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades e falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor”.

Na verdade E. G. W. Era uma profetiza do óbvio, ela seguia a tendência, quando os pioneiros disseram algo, ela aceitou e endossou tal ensinamento, quando os pioneiros faleceram e começou a ocorrer a mudança doutrinária rumo ao trinitarianismo, ela apoiou e fez apologia, as palavras que Elias disse para os israelitas nos seus dias aplica bem para E. G. W. 1ª Rs. 18. 21 “Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu”.

De um modo figurado coxear é o mesmo que estar indeciso. Para uma profetiza isso é muito ruim, pelo fato de ter demonstrado indefinição em relação a um assunto tão importante. Vimos anteriormente os pioneiros adventistas dizendo que a doutrina da trindade era algo vergonhoso, desvirtuava a personalidade de Deus, ela existe pelo fato da igreja ter parado de ser reformar e etc.

No entanto, eis que surge uma declaração interessante de um teólogo adventista o qual diz:os pioneiros vinham mudando constantemente a sua concepção sobre a divindade, e não publicavam as doutrinas porque já esperavam mudanças e não queriam causar obstáculos à “revelação” que estava por vir! “...porque eles reconheceram que mais verdades estavam vindo e eles não queriam impedi-las, definindo as suas crenças muito rigidamente.”- Jerry Moon - Adventist Review, Abril 1999.

Interessante, aquilo que anteriormente era considerado abominação, agora era revelação de Deus. E a pergunta continua: quando a IASD. Teve a verdade? Nos dias do unitarismo, ou nos dias do trinitarianismo? Outro fato é: se a doutrina da trindade era malévola, quando e como passou a ser revelação de Deus? O que podemos entender disso tudo? Que E. G. W. Era a profetiza do obvio, na verdade ela não foi profetiza, ela foi uma escritora, a qual sobre aproveitar o contexto para criar as suas publicações, deve se considerar o fato de que ela era muito sugestionável, ela criava os seus enredos em cima daquilo que ela e o mundo cristão acreditavam.


quinta-feira, 2 de maio de 2024

O testemunho de Jesus.

Os adventistas do sétimo dia creem e ensinam que o livro de Apocalipse identifica sua igreja como a igreja remanescente da profecia bíblica. Tanto que no voto batismal é dito o seguinte: (Aceitam o ensino bíblico dos dons espirituais, e creem que o dom de profecia, na pessoa de Ellen White, é uma das características identificadoras da igreja remanescente?) O conceito de "remanescente" é encontrado em Ap. 12. 17 “E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.”

A lição da escola sabatina do ano de 2009 para adultos diz o seguinte: (Como adventistas do sétimo dia, acreditamos que somos membros da igreja remanescente de Deus.” E a narrativa continua: (A "mulher" descrita em Apocalipse 12 representa a verdadeira igreja de Deus. A verdadeira igreja "fugiu para o deserto" (Ap. 12. 6) por um período de 1.260 anos.

Esta profecia foi cumprida quando os valdenses e albigenses da Europa se esconderam nas montanhas durante o período da supremacia papal (de 538 DC a 1798 DC) e preservaram a bíblia e a verdade sobre o sábado por 1.260 anos. No tempo do fim, Satanás fará guerra ao "remanescente". O “remanescente” é identificado como aquele que “guarda os mandamentos de Deus” e tem o “testemunho de Jesus).

De acordo com os adventistas, os “mandamentos de Deus” são os Dez Mandamentos dados a Israel no Sinai, e o “testemunho de Jesus” é sua profetisa, Ellen G. White. E a própria Ellen White explica: A lei de Deus e o Espírito de Profecia andam de mãos dadas para guiar e aconselhar a igreja, e sempre que a igreja reconheceu isso por obedecer a Sua lei, o espírito de profecia foi enviado para guiá-la no caminho da verdade. E, Esse mostra claramente que a igreja remanescente reconhecerá a Deus e Sua lei e terá o dom profético.

A obediência à lei de Deus e o espírito de profecia sempre distinguiram o verdadeiro povo de Deus. Ellen White refere-se a si mesma ou a seus escritos como o "espírito de profecia" mais de 30 vezes. Ela diz: Irmão B ... Estude as mensagens que Deus enviou a Seu povo nos últimos sessenta anos por meio do Espírito de Profecia. (Ellen White, Mensagens em Loma Linda, p. 33)

Os adventistas usam uma fórmula interessante para igualar Ellen White ao Espírito de Profecia. Eles fazem isso ligando o "testemunho de Jesus" em Apocalipse 12. 17 à mesma frase encontrada em Ap. 19. 10 “ E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”.

Eles afirmam que Apocalipse 19. 10 revela o significado do testemunho de Jesus. Isso fornece a primeira metade da equação: Testemunho de Jesus = Espírito de Profecia. Mas a questão permanece: o que é o Espírito de Profecia? De acordo com a doutrina Adventista, a verdadeira igreja remanescente deve ter um profeta. Este argumento foi introduzido em 1855. Após sua formação em 1863, a Igreja Adventista do Sétimo Dia reconheceu Ellen White como possuidora do dom profético.

Por muitos anos, os Adventista do Sétimo Dia se gabaram de que o dom profético deve estar ativo na igreja, em outras palavras, deve haver um profeta vivo na igreja remanescente. Alguns dos livros de Ellen White (os precursores da série Conflito dos Séculos ) foram na verdade intitulados Espírito de Profecia . Conforme observado acima, E. G White e outros líderes frequentemente se referiam a seus testemunhos (seus escritos) como o "Espírito de Profecia". Portanto, uma vez que Ellen White foi reconhecida pela denominação como tendo o dom profético, a suposição foi feita de que ela era o Espírito de Profecia.

Assim sendo, Testemunho de Jesus = Espírito de Profecia = Ellen G. White. Após a sua morte em 1915, a IASD estava em um dilema porque não tinha mais um profeta vivo. Então, eles redefiniram seus ensinamentos anteriores e começaram a ensinar que Ellen White "continua viva" por meio dos seus escritos. Visto que a denominação nunca teve outro profeta depois de Ellen White, essa explicação criou raízes.

No entanto, existem vários problemas em identificar a Igreja Adventista do Sétimo Dia como a Igreja Remanescente da profecia bíblica, e o primeiro é: os valdenses mantiveram a verdade viva por 1.260 anos? Não há nenhum grupo de igreja que manteve viva a "verdade" do sábado durante a Idade média. Os valdenses não eram observadores do sábado e não se mudaram para as montanhas até depois de 1184 DC. A perseguição terminou em meados de 1600, então esse grupo estava no chamado "deserto" há menos de 500 anos.

Os albigenses mantiveram a verdade viva por 1.260 anos? Em seu livro O Grande Conflito E. G. White aponta para os Albigenses como um grupo que preservou a "verdade" durante a era da supremacia papal. No entanto, os albigenses eram um grupo herético de fanáticos que acreditavam que o Antigo Testamento foi escrito por Satanás, que Cristo não tinha um corpo real e que o casamento era mau. O grupo mal sobreviveu um século.

Os 1.260 dias de Apocalipse 12 são um período de anos? Os adventistas aplicam o principio dia ano para transformar os 1.260 dias em 1.260 anos, mas essa é uma aplicação arbitrária e injustificada e sem apoio bíblico. Eles aplicam arbitrariamente o princípio dia ano a alguns períodos de tempo no Apocalipse, mas não em outros. Mesmo se os dias fossem de fato anos, as datas de 538 DC a 1798 DC são questionadas até mesmo por muitos estudiosos Adventistas do Sétimo Dia.

Quem tem o Espírito de Profecia? Em 1ª Co. 12. 7 e 11 “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. E a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.” A Bíblia diz que o Espírito Santo ou seja, Deus é a fonte dos dons espirituais. Um desses dons é o dom de profecia Portanto, a frase "Espírito de Profecia" seria uma referência ao próprio Deus - Aquele que dá os dons – e não ao destinatário humano do presente.

E. G. White afirmou ser (ou ter) o "espírito de profecia", mas para fazer tal afirmação, é necessário primeiro passar nos testes bíblicos de um profeta . Há evidências significativas de que ela falhou em seis dos sete testes de um profeta. Mesmo se E. G White tivesse passado nos testes, a Igreja Adventista do Sétimo Dia não tem um profeta vivo há quase um século.

Isso coloca a denominação na mesma posição de todas as outras denominações religiosas cristãs. Outras igrejas cristãs seguem os escritos dos profetas mortos, aparecem na bíblia pelo menos 24 profetas mortos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é diferente das outras denominações nessa questão, os adventistas seguem os escritos de 25 profetas mortos em vez de 24. 

O "Testemunho de Jesus" são realmente os escritos de Ellen White? A palavra testemunho de Apocalipse 12. 17 (grego marturia) significa "testificar", "testemunhar" pode ser entendida de duas maneiras: O testemunho veio de Jesus. Isso enfatiza Jesus como a fonte do testemunho. O testemunho é sobre Jesus. Isso enfatiza Jesus como o sujeito do testemunho. Jo. 21. 24 “Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”

João está nos dizendo que seu evangelho é um testemunho sobre Jesus. Portanto, o evangelho de João é o "testemunho de Jesus". 1ª Jo. 5. 9-11 “Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus em si mesmo tem o testemunho; quem em Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.”

Nestes versos descobrimos que aqueles que creem em Jesus têm a marturia, o testemunho de Jesus, neles! Ap. 1. 1-2 “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.”

Neste versos, João diz que deu testemunho de três coisas, a palavra de Deus, o Testemunho de Jesus Cristo, as coisas que ele viu...

Continua.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Guerra nuclear no futuro, tem apoio bíblico?

Em toda história humana, as guerras foram e são os meios utilizados objetivando demonstrar poderio, conquista e domínio, ergueram-se reinos e nações por meio das guerras. E o ponto predominante de uma nação que busca dominar, são os seus armamentos, quanto mais sofisticado for o seu arsenal, mais temido será. Na atualidade ouvimos muito sobre a tão temida bomba nuclear, a qual dizem, que pode destruir a vida sobre à terra.

Dentro do contexto bíblico, estariam os homens contrariando a vontade de Deus ao “criarem” tais armamentos? (Está entre aspas, pelo fato de que nada do que o homem faz ele cria, mas sim, aperfeiçoa e adapta para o seu uso, tudo se encontra na natureza). Respondendo a pergunta: Não, a vontade de Deus não está sendo contrariada, pelo contrário, as coisas estão caminhando segundo o propósito, no entanto, eles serão julgados e condenados por suas mas ações, ou seja, destruir o próximo e a própria natureza.

Com relação ao o que eu digo podemos confirmar em Ez. 30. 10 “Assim diz o Senhor DEUS: Eu, pois, farei cessar a multidão do Egito, por mão de Nabucodonosor, rei de babilônia.” Ou seja, Deus usa o que é material para agir contra ou a favor daquilo que deve ser feito, segundo a sua vontade, contudo esses agentes não ficarão sem receber o que merecem, Ap. 11. 18 “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Sl. 7. 16 “A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua própria cabeça.”

Alguém pode perguntar: mas, Deus quer a destruição da humanidade por meio de um confronto armado? O método que será utilizado para a destruição das coisas que se encontram na terra não é o ponto principal, e essa destruição será a culminação daquilo que temos presenciado, Rm. 8. 22 “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” Significa que a morte é um processo natural e inevitável no contexto humano. E com relação a uma arma (uma bomba nuclear) que pode destruir a humanidade, ela não veio sem objetivos, quer queiramos quer não, um dia ela será utilizada.

Voltemos ao verso 18 de apocalipse 11: (E iraram-se as nações) atualmente percebemos algumas nações empenhadas em fazerem guerras, essa prática faz parte da natureza humana pecadora, nós não damos atenção para um detalhe interessante escrito por Paulo em gálatas capítulo cinco, onde ele enumera as obras da carne, e lá estão as disputas e as competições servindo de base para toda sorte de males que se seguirão. Assim, se as disputas darão lugar as guerras logo se assegura que o fim de todas as coisas será disparado pela mesma.

O verso 18 de apocalipse 11 diz também que nesse tempo, o tempo da ira das nações, acontecerá o julgamento para que aqueles que destroem a terra serem destruídos. Ap. 17. 12-14 “E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.”

Reparem que o verso nos diz que eles lutarão contra o cordeiro, na verdade as nações iradas incitadas pelo sistema que estará no controle (a besta) farão guerra contra o cordeiro, isto é, contra o Cristo. O livro do apocalipse nos dá uma ideia de como se dará essa batalha, Ap. 19. 19 “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.” Aqui nos é dito também que a força mandante da época, a besta, reunirá o seu exército com o intuito em fazer guerra; no verso 14 de apocalipse 17, nós lemos anteriormente, que eles combaterão contra Cristo.

Naturalmente esse combate se dará devido ao fato das nações não aceitarem a regência do Messias, ou do Cristo. Jesus voltará para por fim ao reino blasfemo, injusto e opressor; podemos ter um vislumbre de como estará o estado do mundo nessa época, segundo a bíblia, nessa época será um tempo de muita escassez, basta lerem apocalipse 16, nesse período Deus o criador, terá sido rejeitado e essa rejeição será confirmada por lei, a blasfêmia e as trevas espirituais estarão dominado o mundo.

Assim sendo, estará pronto o cenário para saques, invasões e por fim, guerras, e todo esse pano de fundo já é percebido na atualidade. Com essa intenção e com esse objetivo o governo da época, a besta, não tolerará um governo concorrente, esse governo concorrente é o reino de Deus que será implantado aqui na terra, essa é uma visão bíblia, a qual destoa inteiramente do modelo de reino apresentado pelo atual cristianismo.

1ª Co. 15. 24-25 “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.” Reparem que o fim só virá após o reinado de Cristo, antes, Ele aniquilará as nações e toda sua resistência, isso é bem esmiuçado no capítulo dois, do livro de Daniel.

Dn. 2. 34-35 “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.”

Dn. 2. 44-45 “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.”

(Consumirá todos esses reinos:) Como vimos no livro do apocalipse, as nações não se sujeitarão ao novo reino e por isso farão guerra contra Cristo, vamos ler novamente apocalipse 19. 19 “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.

Reparem que a besta e todos os seus, estavam empenhados em fazerem guerra, e qual será o resultado da guerra? Ap. 19. 20 “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”

Naturalmente eles serão presos pelas circunstâncias que estarão submetidos, empenhados em uma batalha, irão disparar as suas armas mortais e ficarão presos no próprio laço, por isso a bíblia diz que a obra do ímpio atingirá a sua própria cabeça, criarão o seu próprio lago de fogo, o verso lido não está tratando da destruição no juízo final, até porque nem todos estarão lago de fogo de apocalipse 19. 20, o verso seguinte nos confirma isso.

Aqui na verdade será a destruição da grande Babilônia, ou seja, a destruição do sistema que estará ativo na época, Ap. 18. 18-19 “E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade? E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada”.

sábado, 2 de março de 2024

Alguns motivos para a volta de Jesus.

Por que acredito que realmente Jesus há de voltar? Seria essa crença de minha parte baseada somente na fé, ou também na razão? Acredito que em ambos. A fé na verdade é o resultado de um despertar espiritual, portanto, a razão nas questões espirituais são movidas pela fé, quando digo movida, me refiro a propulsão desencadeada pela fé, em busca daquilo que é espiritual, pelo fato de que ninguém atinará para as questões espirituais a menos que tenha fé.

Lógico que por inúmeros motivos todos podem sim se envolver com questões religiosas, no entanto, não podemos confundir religiosidade com espiritualidade, isso já foi dito por Paulo 1ª Co. 2. 14 “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 2ª Ts. 3. 2 “E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.”

Voltando a pergunta feita acima: existem várias questões que estão inseridas na minha crença na volta de Jesus, posso enumerar apenas três delas. Primeiro destaco a realidade profética, o próprio Jesus nos disse algo interessante que está relacionado não só com a seu retorno, mas como estaria a sociedade nas proximidades da sua volta, Lc. 18, 8 “Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” A segunda parte do verso é muito importante para contextualizarmos com a época em que vivemos. A princípio, Jesus direcionou essas palavras para aqueles que o seguiam, e também para a nação de Israel.

No entanto, essas mesmas palavras devido a realidade que ora presenciamos está inserida e direcionada a todas as nações. Continuando ainda com a realidade profética, destaco o que a bíblia nos revela no livro de apocalipse, Ap. 13. 4 “E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” Em um futuro próximo as nações irão adorar ou se submeter irrestritamente a besta, isto é ao sistema. O que é devidamente percebido, guiado por uma tendência que ora presenciamos, culminará com a realidade descrita no verso acima.

Existe uma estatista encontrada na Internet muito interessante, nessa animação é demonstrada a religião da humanidade, desde de 1800 até o ano 2100, nessa época segundo essa estatística a crença predominante é, não ter crença alguma, isso de fato vem corroborar com tudo isso que está sendo apresentado aqui, segue a estatística: https://youtu.be/PoChbwGQ7Og?si=Wpbgm7WADg5Ig7mU

A outra realidade para o retorno de Jesus a esta terra é a necessidade humana de um mediador, entre a criatura e o criador, sabemos pela bíblia que Deus é Espírito, atemporal e transcendente, logo, a nossa natureza humana limitada não permite uma comunicação direta com Deus, At. 17. 31 “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.”

Reparem na clareza do verso, (há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou.) Será homem tratando com os homens (gênero) portanto, devido a dimensão espiritual diferente, Deus usará um mediador para tratar do juízo humano. ( Isso até causou uma falsa interpretação no meio trinitarano.)

Vejamos: assim como Atos 17 temos também outros versos que falam que o Cristo ou o Messias julgará o mundo, Rm. 14. 10 “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.” E, também que Deus há de julgar o mundo, Rm. 3. 6 “De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo?” A definição do trinitarianismo é: Jesus há de julgar o mundo, Deus há de julgar o mundo, logo a bíblia está falando de um mesmo ser.

Mas, essa interpretação por parte dos trinitarianos, não trás consigo a realidade bíblica. Na verdade, Jesus estará executando o juízo de, e para Deus, isso é bíblico, Deus julgará o mundo por meio de Cristo, Jesus será o instrumento que materializará o juízo de Deus, Rm. 2. 16 “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.”

A terceira questão que necessitará o retorno de Cristo é a necessidade da justiça de Deus. O que seria essa necessidade? 2ª Tm. 3. 1-4 “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.”

2ª Tm. 3. 13 “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.” O domínio do pecado apesar de parecer, não será eterno, a maldades humana em todas as suas formas será detida e extirpada, os ímpios e transgressores serão julgados, condenados e destruídos, Deus há de fazer isso, faz parte do desenrolar do plano e vontade de Deus.

Da mesma forma esse ato, ou o juízo, não será executado por alguém que transcende a nossa realidade temporal, segundo os relatos bíblicos, Deus julgará o mundo por meio do Cristo, neste caso também haverá um mediador entre o mundo físico e o espiritual, Jo. 5. 22 “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo.” Assim sendo, segundo os ensinamentos encontrados na bíblia, a realidade humana é bem diferente daquilo que a igreja ensinou aos longos dos séculos.

É completamente diferente do entendimento que o humano tem da realidade do futuro, não é simplesmente viver morrer e ponto, Deus estabeleceu, leis, ordens e vontades, que foram negligenciadas e por isso deverão ser respondidas, 2ª Co. 5. 10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Irrestrição humana e vontade de Deus.

Gn. 11. 6 “E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer”. Sobre os povos e os indivíduos, se aplicarmos para os nossos dias o final do verso nos diz algo interessante; ...não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. O contexto relata acontecimentos da edificação da torre de babel, e neste ocorrido as pessoas se aglomeraram com o intuito em edificar uma torre, com o objetivo em demonstrar “autonomia” e superioridade, contrariando a ordem de Deus de se espalhar sobre a terra.

Trazendo para os nossos dias, presenciamos a mesma “liberdade” a mesma autonomia com o intento em realizar tudo o que querem, o problema é que essa autonomia torceu a liberdade tornando-a em libertinagem; e as mesmas palavras podem ser repetidas nos nossos dias, ...não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. No entanto, surge um agravante, naqueles dias as pessoas eram mais supersticiosas, eram de certa forma mais envolvidas com os seus deuses, contudo, hoje essa suposta autonomia, esse desvinculo entre a criatura e o criador tem contribuído não só para a libertinagem, mas para que a impiedade como um todo tome proporções gigantescas.

O que dizer dessa situação? Para aqueles que intentam uma “liberdade” sem Deus, dizem que esse estado de coisas é natural; asseguram que isso é o resultado da luta pela sobrevivência, é a lei do mais forte do mais esperto, dizem ainda que o intuito é tirar proveito da situação, e o argumento não tem fim, o importante segundo eles, e se dar “bem” a despeito do mal que podem cometer, visto que para eles a única justiça que talvez possa ocorrer, é a justiça dos homens.

Percebemos no mundo moderno uma propagação ateísta de proporções gigantescas, não me refiro ao ateísmo tradicional esse que tenta negar a Deus por meio de suas palestras, me refiro a um tipo de negação da divindade de forma espontânea; e essas ações são resultados de um falso conceito por parte de muitos ímpios, o qual está bem explícito no Salmo 12. 1 “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.”

Esse falso conceito dá lugar aquela famosa frase: (Se Deus não existe, logo tudo é permitido). Uma representação clara do que estou dizendo é a falta da aplicação da lei em determinados países, isso contribui para o aumento dos crimes, pelo fato de que se não há justiça, logo não existe repreensão e se não existe repreensão avoluma-se a criminalidade em todas as suas formas. E como as coisas caminham nesses passos, tem-se a falsa impressão de que Deus não existe.

Lembrem-se, o simples fato de alguém querer ou traçar um juízo sobre algo, não torna esse algo legítimo, em outras palavras, a descrença na existência de Deus por parte de muitos, não contribui em nada para sua inexistência, acredito que nós temos inúmeras provas da existência de Deus, Rm. 1. 20 “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.”

Será que Deus está alheio a essas questões desacertadas? Será que tudo está fora de controle? Ou ainda, o nosso mundo está entregue nas mãos da impiedade?, Não, não mesmo; Deus não está alheio a todas essas formas de injustiças, o sistema desregrado o qual presenciamos não está fora de controle, e de forma nenhuma a injustiça perpetuará. Voltemos então, para o primeiro verso lido o qual nos diz que nenhuma restrição haveria para aquilo que as pessoas intentam fazer; vale destacar também, que esse realizar dito no verso, não se aplica somente a destreza e engenhosidade humanas semelhante a construção da torre de Babel, se aplica também as práticas abomináveis.

Rm. 1. 28- 32 “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.”

E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus.” Não é isso um atestado absoluto de ateísmo? Esse tipo de ateísmo é encontrado em todas as camadas da sociedade, e, em todas as épocas, é algo natural que extravasa do homem (gênero) quando digo natural me refiro ao estado inerte, isto é, morto em sua vida espiritual. O verso 32 é enfático, existe uma promessa de aplicação da lei para toda sorte de impiedade.

Geralmente se questiona dizendo: isso não vai ocorrer, desde sempre ouvimos isso. Podemos contra argumentar com três simples questões: (1) O ser humano não tem poder sobre si, logo ele não é capaz de evitar que algo externo venha sobre ele.(2) Não podemos basear o “tempo' de Deus com o nosso tempo, Sl. 90. 2-4 “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens. Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.”

Não somos capazes de conhecer os planos ocultos de Deus, se a impiedade sobressai, Deus não está alheio e nem mesmo é uma situação fora de controle, pelo contrário, o plano que ora se desenrola, o juízo e o tempo que irá ocorrer, fazem parte do plano de Deus, Rm. 9. 22 “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição.”

Portanto, não nos preocupemos, Deus reina.