terça-feira, 2 de junho de 2015

O verdadeiro Deus de 1ª João 5.20.


1ª Jo. 5.20 Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” Acreditam os trinitarianos que este verso, assim como outros vem favorecer a crença na doutrina da trindade. Quando analisado superficialmente e no primeiro momento parece realmente favorecer tal doutrina.

Na realidade tal interpretação é apenas uma inclinação, motivada por um vício tradicional vindo de uma teologia partidária, teologia essa “abastada da verdade” sem nenhuma preocupação em se aprofundar, na verdade; não irão pesquisar algo que para eles já está definido e arrematado. Segundo os teólogos trinitários 1ª João 5.20 descreve que Jesus é o Deus verdadeiro, se tal interpretação estiver correta os teólogos trinitarianos jogaram a doutrina tradicional da trindade ao descaso.

O verso acima está tratando de duas pessoas, o pai e o filho, a teologia trinitária diz que o verso trata apenas de uma única pessoa, Jesus Cristo. Tal visão não está de acordo com o credo tradicional da trindade, mas sim com o pensamento modalista, ou seja de que o pai o filho e o espírito santo são apenas modos de Deus se manifestar ao mundo. Contudo, os trinitarianos usam o final do texto que diz: "... isto é, em seu filho Jesus Cristo. Este é o Verdadeiro Deus e a vida Eterna", agem assim tentando fundamentar o pensamento de que Jesus é o Verdadeiro Deus, concluindo que o Filho e o Pai são a mesma pessoa, isto não procede.

A teologia trinitária afirma que o verso está dizendo que Jesus é o verdadeiro Deus; em se tratando de questões difíceis acredito que devemos analisar o contexto bíblico e não utilizarmos um texto com o intuito de tentar fundamentar uma doutrina. Mesmo no antigo testamento Israel fazia questão de abordar que Deus é verdadeiro, 2ª Cr. 15.3Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei.” Jr. 10.10 Mas o Senhor é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.”

Sabemos que para o povo judeu não existe lugar para uma deidade compartilhada, bem os cristãos costumam dizer que não podemos confiar na teologia dos judeus pelo fato de terem eles rejeitado o Messias... mas o que uma coisa tem a ver com a outra? O fato é que em todo o AT. O Deus verdadeiro é o Deus uno e criador. Se as pessoas não aceitam o testemunho bíblico acerca da unicidade de Deus vinda do AT. Se enlaçam no próprio proverbio que criaram: texto fora de contexto é pretexto, ou seja rejeitando o contexto bíblico geral criaram pretexto para um novo Deus. Mas, mesmo assim devemos recorrer aos versos bíblicos do NT. Para ver quem a bíblia confirma ser o Deus verdadeiro.

Antes porém devo acrescentar o fato da bíblia ou do NT. Afirmar enfaticamente que Jesus já veio e esta é a introdução do verso 20 de 1ª João 5 quando ele diz: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo”  entre várias coisas pelas quais Jesus veio ou nasceu e viveu em nosso meio, João descreve que uma dessas coisas foi para nos dar entendimento para reconhecermos o verdadeiro, nós que não somos judeus não conhecíamos a Deus, conhecemos agora graças a Jesus, Ef. 2.12 “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.” Baseado neste verso percebemos que precisávamos ou muitos realmente precisam conhecer o verdadeiro, e isso a bíblia diz que somente Jesus Cristo pode revelar. 

A tradução que costumamos usar quer nos fazer acreditar que o verso de João está nos dizendo que Jesus veio dar Entendimento para conhecer ele próprio, esta é a intenção das traduções tendenciosas que temos em mãos. Reparem só Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo.” Percebemos que verso não deixa dúvidas acerca de quem está relacionado, ora, Jesus Cristo veio com o objetivo de nos mostrar o verdadeiro, neste caso Deus, não ele próprio. Mas seguindo a tendência as tradutoras logo acrescentam após o ponto, “em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.

Não pode haver contradições a bíblia nos informa que Jesus Cristo é verdadeiramente o filho de Deus, não o Deus verdadeiro. Mc. 15.39 “O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.” Quanto a Deus, a bíblia em vários textos nos diz taxativamente que ele é o Deus verdadeiro; Jo. 3.33 “Quem, todavia, lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro.” 1ª Ts. 1.9 “Pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro.”

Portanto o tendencialismo trinitário é quem contribui para introduzir e induzir a mente das pessoas em uma visão alheia aos escritos bíblicos, João não teve a intenção de dizer que Jesus é o Deus verdadeiro, antes disse que Jesus nos leva ao Deus verdadeiro. Isso acontece devido a visão dos teólogos trinitarianos em dizerem que João é o discípulo mais trinitariano de todos, alguns chegaram ao absurdo em dizer que João era o discípulo que começou a pregar acerca da trindade, mesmo antes dela existir dentro do cristianismo.

Isso se deu pelo fato dos teólogos trinitarianos terem uma ideia diferente de João, acerca do logos Em João capítulo 1 verso 1. quando alguém com a mente já cristalizada com ensinamentos tendenciosos leêm 1. João 5. 20 inconscientemente são levados a crer que Jesus é o Deus verdadeiro, porém isso vai contra aos fundamentos da própria lógica, pois neste caso Jesus seria filho dele mesmo. Não é novidade que contrariando os conselhos bíblicos até mesmo dentro da religião cristã existiu e existe o partidarismo.

E para fortalecer um partido ou uma crença cada qual usa as suas armas. E o partido trinitário age assim, muito sutilmente, torcendo acrescentando e removendo palavras nos versos os quais podem apoiar a sua ideia e causa. E 1ª João 5.20 não é diferente, Almeida revista e atualizada, ou a ARA diz: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Induzindo a mente das pessoas a crerem que Jesus é o verdadeiro Deus. Já a Bíblia sagrada boa nova em português diz: Sabemos de fato que o Filho de Deus já veio e que nos deu inteligência para conhecermos o Deus verdadeiro. E nós estamos unidos ao Deus verdadeiro pelo seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e é vida eterna.

A diferença é pouca e sutil, mas já descreve que Jesus Cristo é o filho; e Deus é o Deus verdadeiro, ou seja, faz uma separação entre Jesus o filho e o Deus verdadeiro, não induz a mente a acreditarmos que ambos são um só. O problema é a mente condicionada, para aqueles que sabem distinguir ou não acreditam na trindade qualquer tradução está separando Jesus do Deus verdadeiro, por exemplo vamos usar a  Almeida revista e atualizada; Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Não existe dificuldade: “Sabemos que o filho de Deus é vindo”. Ótimo, normal, não está dizendo que Deus é vindo. E este filho de Deus tem nos dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro, quem, reconhecer ele mesmo? Não! O verdadeiro é Deus, o final do verso nos diz exatamente isso. E é dito ainda que estamos no verdadeiro que é Deus e em seu filho, faz uma separação de pessoas e de maneira nenhuma cria uma divindade composta.


sábado, 16 de maio de 2015

Os deuses dos povos.

A palavra de Deus em todos os seus pormenores contrasta com a tendência e o entendimento humano. E no que tange ao entendimento e mesmo a percepção que o homem (gênero) tem de Deus, no que diz respeito a sua forma e aparência são estritamente equivocadas. Saliento o fato de que esta falha mental ou mesmo espiritual não é uma particularidade dos cidadãos do nosso século, antes é um problema que atravessa os milênios.

Ex. 20.4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” Após o êxodo dos israelitas da terra do Egito, Deus estabeleceu leis que seriam as diretrizes do povo, entre essas leis o próprio Deus incisivamente alertou-os de que eles não fizessem nenhum tipo de imagem que através de suas imaginações pudessem retratá-lo; e uma imagem de Deus só poderia surgir de um ambiente onde as pessoas estariam familiarizadas, i.e. em cima na terra, debaixo do céu ou sob as águas.

Vemos porém que o mandamento invalida qualquer tentativa de criação humana para imagem de Deus, quer seja em cima da terra, em baixo do céu, ou sob as águas, ou seja a visão que o homem extrai do seu contexto como um todo não pode representar a imagem de Deus. Porque somos proibidos pela lei de fazer uma imagem de Deus? Dt. 4.15Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o Senhor, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo.”

Logo se nenhuma aparência de Deus foi vista não existe meio real para fazer uma imagem daquilo que não se vê. Qualquer tentativa de representar a Deus através de uma imagem são meras ilusões mentais, baseado na necessidade de cultuar um deus tangível, isso se dá pelo fato de o ser humano ser uma criatura física e ser dominado pelo material. Após o êxodo um pouco depois que Deus proclamou a lei os israelitas aceitaram fazer a aliança com Deus, Ex. 24.3 Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos.”

Mas mesmo antes que a lei pudesse ser escrita em tábuas de pedra os israelitas estavam invalidando o mandamento de Deus que proíbe fazer algo que represente a Deus, Ex. 32.23 Pois me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.” Aqueles homens sabiam que algo milagroso havia acontecido para tirá-los da terra do Egito e que tal milagre foi à ação de Deus, mas para eles Deus teria que ter uma forma, uma aparência física.

Bem verdade também que por terem ficados por quatrocentos anos presenciando a adoração realizada pelos egípcios por meio de ídolos influenciou ou corroborou para que o deus material pudesse fazer parte de suas mentes, tanto é assim que o “não terás outros deuses diante de mim” se transformou em “os teus deuses que te tiraram do Egito”  Ex. 32.4 “Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.” Em toda história dos judeus narrada pela bíblia, percebemos que a necessidade de fazer uma imagem para Deus estava presente, a necessidade de um Deus tangível é visível na história bíblica, mesmo em sua peregrinação pós êxodo Deus os alertou de que tal pratica poderia fazer com que eles perdessem a terra a qual iriam tomar posse.

Sabemos pela história que os judeus foram dispersos para os quatro cantos da terra, apesar do zelo de muitos a maioria foi culpada de idolatria, Dt. 4.25-27 “Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, teu Deus, para o provocar à ira,  hoje, tomo por testemunhas contra vós outros o céu e a terra, que, com efeito, perecereis, imediatamente, da terra a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos. O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá.”

Percebe-se claramente que o desterro dos judeus foi devido ao fato de fazerem para si imagens de escultura, as quais crendo eles representariam a Deus. Já nos dias dos reis o povo ainda balanceava entre Deus e os ídolos 2ª Rs. 17.33De maneira que temiam o Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados.”


Após o cativeiro babilônico os líderes enrijeceram as leis, mas não foi suficiente a evitar que fossem tributários dos romanos o fato está que as ordenanças de Deus aquelas que atualmente se aplicam para nós ou mesmo os mandamentos que Cristo deixou para sua igreja, devem surgir de um coração que está em sintonia com tal exigência, em outras palavras deve surgir de forma espontânea a fim de agradar a Deus.

E na atualidade, tem se tentado criar uma forma tangível para Deus? Sim! Acredito que tal ocorrência procede pelo fato de não terem conhecimento da bíblia, muitos dizem. –“mas isso não representa a Deus, representa uma pessoa que foi boa e etc.” Ora, segundo a bíblia não se pode criar ou fazer ídolos, a religião bíblia não aprova adoração consulta ou mesmo veneração por meio de imagens e amuletos, logo quando alguém se prostra a algum ídolo está incorrendo no pecado de idolatria.  

Outros embalados pelo ensinamento cristão de que Jesus é Deus adoram um deus homem, se põe diante de uma imagem do Cristo a qual dizem ser representativa e clamam “ó Deus” e etc., porém tal não procede se Jesus é Deus e pode ser representado por uma imagem como a bíblia diz que ninguém viu a Deus será que tais palavras não servem para os apóstolos que tiveram com Cristo? 1ª Tm. 6.16 O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!

“Homem algum jamais viu” são estas as palavras, não se pode contradizer fazendo um Deus corpóreo através de ídolos, acredito que ignorância bíblica seja a causa primária para tal procedimento, depois a influência denominacional coopera para tal atitude e terceiro a necessidade de um deus visível, 1ª Jo. 4.12 “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” Ninguém jamais viu a Deus com essas palavras João nem de longe coopera para formular ou mesmo para dar suporte a crença no deus homem, e também joga por terra toda intenção de quem quer que seja de fazer uma imagem de Deus, algo só pode ser logicamente copiado e correto se feito segundo um modelo existente, isso falando de mundo físico mas se Deus não tem forma como fazer uma imagem que possa representá-lo? Não existe como.    


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Faraó do Egito poderia ter se arrependido?

A maioria das denominações cristãs afirma que Faraó do Egito poderia por si só ter se arrependido e agido de uma forma diferente, e consequentemente o resultado de sua escolha seria outra. Mas o que diz a bíblia? Rm. 9.17 Porque a Escritura diz a Faraó:
 Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.Este verso nos mostra ao menos dois propósitos pelos quais Deus elevou faraó ao poder: (1) para o próprio faraó e todos ao redor pudessem ver o poder Deus, e (2) consequentemente o nome de Deus seria anunciado por toda a terra.

Segundo a cristandade faraó poderia ter escolhido agir diferente, mas será que Deus levantou Faraó para o propósito errado? Ou magnificar a glória de Deus e exaltar o seu grande poder era um propósito suficiente para levantar Faraó? Mas conforme diz a bíblia Deus levantou Faraó para esse propósito, então como Faraó poderia ter resistido o propósito de Deus, arrependendo-se e permitindo que os hebreus deixassem o Egito em paz?

Antes de Moisés começar sua missão de libertar o povo de Israel, Deus disse para ele algo interessante. Ex. 7.3-4 Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. Faraó não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e farei sair as minhas hostes, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes manifestações de julgamento.”

Deus endureceu ativamente o coração de Faraó, para que Ele pudesse julgar o Egito. Conforme ele Deus havia dito centenas de anos antes a Abraão, Gn. 15. 13-14 Então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.”
        
Naturalmente ele repetiu para Moisés as promessas feitas a Abraão com o intuito de cumprir o que havia dito. Então, Deus disse exatamente para Moisés que iria endurecer o coração de faraó; os israelitas deveriam sair do Egito, mas Deus deveria também ser exaltado, o seu poder deveria ser revelado, mas a questão é: como fazer isso se faraó não rejeitasse libertar os hebreus? Em outras palavras se tudo saísse sem dificuldades Deus não iria manifestar os seus sinais miraculosos no Egito.

Porem, segundo o cristianismo que conhecemos faraó poderia pelo seu livre arbítrio ter libertado os judeus e consequentemente não ter o seu coração endurecido. É fato também que Deus disse que endureceria o coração de faraó antes mesmo de Moisés confrontá-lo, e o que diz a bíblia? Poderia realmente faraó por sua própria vontade ultrapassar a vontade de Deus? Pv. 21.1 Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina.”

A despeito do ensinamento do cristianismo que conhecemos o que aconteceu com faraó? Ex. 9.12Porém o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moisés.” A Bíblia é clara: Faraó estava debaixo do controle soberano de Deus. Mas a cristandade como um todo continua atestando que a bíblia também diz que o próprio faraó endureceu seu coração, Ex. 8. 15 e 32Vendo, porém, Faraó que havia alívio, continuou de coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.” “Mas ainda esta vez endureceu Faraó o coração e não deixou ir o povo.

Baseado nestes versos os cristãos afirmam dizendo que não podemos culpar a Deus pelo coração endurecido de faraó, ademais afirmam ainda que faraó estava exercendo seu livre arbítrio, e consequentemente Deus o julgou por suas transgressões. Realmente a bíblia diz que faraó endureceu seu próprio coração, assim como todos os seres humanos faraó também era um agente moral responsável. A problemática que envolve a cristandade é a seguinte: faraó poderia ter se arrependido? Ele poderia ter amolecido o seu coração por si só?

Ex. 10.1-2 Disse o Senhor a Moisés: Vai ter com Faraó, porque lhe endureci o coração e o coração de seus oficiais, para que eu faça estes meus sinais no meio deles, e para que contes a teus filhos e aos filhos de teus filhos como zombei dos egípcios e quantos prodígios fiz no meio deles, e para que saibais que eu sou o Senhor. Se Faraó tivesse se arrependido dos seus pecados, e liberto os hebreus, como a palavra de Deus poderia ter sido cumprida?

Podemos dizer que a vontade do homem pecador (ou mesmo do justo) pode prevalecer contra o intento declarado de Deus? E se Ele fez isso com Faraó, por que não com outros rebeldes? Sim, Deus faz o mesmo com outros rebeldes e isso independente de nacionalidade, o próprio povo judeu tiveram os seus corações endurecidos por Deus, após entrarem em um estado de apostasia tiveram os seus corações endurecidos, Is. 6.10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.”

No antigo Israel quando esse estado de mornidão misturado com cerimonialismo desprovido de espiritualidade era reconhecido pelos profetas e logo eles sabiam que tal acontecimento era a mão de Deus sobre os ímpios rebeldes, Is. 63.17Ó Senhor, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos?





quinta-feira, 16 de abril de 2015

Não tenho nada com sua fé, mas...

Em outra postagem disse que qualquer doutrina ou ensinamento bíblico deve estar embasado nas escrituras. E continuo atestando o mesmo princípio. Após ler alguns artigos interessantes, eles me impulsionaram a pesquisar uma questão pouco debatida, mas sem dúvida nenhuma de uma grande importância doutrinária, principalmente para os católicos romanos. Antes, porém, gostaria de destacar novamente: Eu Evandro, não me importo com qual religião ou mesmo denominação cristã as pessoas estão filiadas. O que não deve ser admitido são doutrinas de homens mascaradas de doutrinas bíblicas e sendo ensinadas e valorizadas como tais.

É fato conhecido por todos que a tradição da igreja católica romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Porém, Desde a Reforma teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente pelo teólogo e historiador alemão Ferdinand Christian Baur. Porém, atualmente os historiadores tais como o luterano Adolf Harnack concorda que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. Percebe-se de um lado uma facção recusando e do outro defendendo a estada de Pedro em Roma e consequentemente como sendo ele o primeiro papa.

A tradição católica sustenta que Pedro foi papa em Roma, por mais de duas décadas, não se sabe exatamente os números de anos, alguns dizem que foram vinte e cinco outros vinte e sete e etc. Mas, independente do número de anos ou mesmo de que vários teólogos famosos e conceituados assumam que realmente Pedro viveu e foi papa por mais de duas décadas em Roma, surge uma pergunta muito simples que raramente é feita: onde na bíblia está escrito que Pedro após a morte de Jesus tenha ido para Roma? O NT. Nos informa que a obra religiosa realizada pelos apóstolos não foi uma tarefa de homem, ou mais propriamente uma tarefa tendo o seu efeito baseado na sabedoria e força humana.

Deus foi quem capacitou tais pessoas; inclusive eles próprios seguiram o roteiro traçado pelo próprio Cristo a fim de poder receber do céu o espírito santo. Lc. 24.49Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” Esta orientação de Cristo segundo o NT. Foi para que após a sua morte nenhum dos discípulos se ausentassem de Jerusalém, até que fossem revestidos do espírito. Após a ressurreição de Cristo Ele próprio da as coordenadas para os discípulos dizendo o que iria suceder. At. 1.8 “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

A ordem bíblica é clara, eles seriam revestidos, iriam testemunhar de Cristo primeiramente em Jerusalém, em toda a judeia depois em Samaria para poderem evangelizar após isso os confins da terra. Até esse momento Pedro não havia saído de Jerusalém, At. 8. 14Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João.” Segundo a informação bíblica somos levados a crer que tal acontecimento não se deu imediatamente, baseio-me na informação de que mesmo em Jerusalém houve resistência ao evangelho, naturalmente o mesmo ocorreu na judeia. Mas o verso nos diz que assim que os apóstolos ouviram que Samaria recebera a palavra, Pedro e João foram enviados. 

Isso quer dizer claramente que até aquele momento Pedro não estava em Roma. Baseado na informação bíblica e na orientação de Jesus aquele momento seria oportuno para os Discípulos evangelizarem outras localidades, mesmo fora de seu país, haja vista que Samaria seria a última escala intermediando Jerusalém e os confins da terra. Será que após irem a Samaria foram dispersados evangelizando o mundo? Pedro aproveitou a oportunidade e foi para Roma? Não, Pedro voltou para Jerusalém, At. 8.25 “Eles, porém, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.” Seguindo a orientação do Senhor os discípulos de Jesus fortaleciam a igreja que se encontrava em Jerusalém, At. 9. 31A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.”

Assim sendo os discípulos podiam trabalhar em toda circunvizinhança, At. 9.32 “Passando Pedro por toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida.”  At. 9.38 Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens que lhe pedissem: Não demores em vir ter conosco.” Gl. 2.11Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível.” Percebemos Pedro tendo a sua estada em algumas cidades fora de Jerusalém.

Tais como: Lida, Jope, Antioquia e voltando para Jerusalém At. 11.1-2 “Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o arguiram.” Segundo alguns estudiosos a primeira reunião da igreja também conhecida como o concílio de Jerusalém aconteceu por volta do ano 51 dC. Ora segundo a igreja católica Pedro foi papa em roma por mais de duas décadas, bem, no ano 51 Pedro ainda se encontrava em Jerusalém.

At. 15.6-7Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão. Havendo grande debate, Pedro tomou a palavra e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que, desde há muito, Deus me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a palavra do evangelho e cressem.”  Sem ser tendencioso ou mesmo tomar partido acredito que Pedro não esteve em Jerusalém, vimos no verso a cima Pedro em Jerusalém, não chegando a Jerusalém, isso no ano 51 já os versos a seguir nos mostra o imperador Claudio expulsando os judeus de Roma.

At. 18.1-2Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles.” O edito de Claudio contra os judeus foi do ano 41 a 54 dC. E a ordem de Claudio contra os judeus foi devido a desavenças por causa de Cristo. Ou seja, foi por causa dos cristãos, Pedro era um seguidor de Cristo, e naturalmente não seria tolerado pelo imperador, a bíblia não diz que ele Pedro tenha sido expulso pelo imperador, teria sido um milagre? Ou foi devido ao fato de ele não estar em Roma? 




sexta-feira, 3 de abril de 2015

O diabo, uma personificação da natureza humana pecadora.

Mt. 4.1 “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” O objetivo da ida de Jesus ao deserto foi para o seu aperfeiçoamento espiritual, enganam-se aqueles que acreditam que Jesus tinha uma natureza que de qualquer forma o livraria de pecar. Será que o “diabo” foi um colaborador de Cristo no que corresponde o seu aperfeiçoamento? Ou a guerra de Jesus era contra a sua natureza? Hb. 5.7-9 “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.”  

Nos dias de sua carne; significa os dias que Jesus esteve na terra, diz também que ele aprendeu a obediência demonstrando que Jesus tinha uma natureza semelhante a nossa. Logo também nos é dito que ele foi aperfeiçoado, ora, alguém só é aperfeiçoado quando não dispõe de tal perfeição, portanto Jesus precisou sim vencer a sua própria natureza. E tal vitória começou a acontecer quando ele venceu o diabo isto é a carne, a tendência humana.

A primeira menção da palavra "diabo" no Novo Testamento é encontrada no relato da tentação de Cristo. Somos capazes de encontrar neste relato algo semelhante com a história do Éden? A resposta é uma afirmação. Lendo cuidadosamente somos capazes de discernir o padrão da tentação do Éden, porém deve ser destacado um resultado diferente, porque Jesus resistiu onde Adão e Eva sucumbiram isso aconteceu porque Jesus manteve a palavra de Deus e desprezou as lisonjas da tentação que vieram sobre ele.

Cristo tinha estado no deserto quarenta dias e quarenta noites, e depois teve fome. Foi então que ele sofreu a tentação. Mt. 4.3 “Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.” Outra comparação que podemos fazer é compararmos a tentação que sobreveio aos israelitas no deserto, Ex. 19.1 “No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai.” Mt. 4.1 “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.” Assim como os israelitas foram levados para o deserto, (assim ocorreu com Cristo) isso por si só era uma garantia de que Deus iria prover a subsistência para eles.

A provação que sobreveio aos israelitas no deserto tinha como objetivo em demonstrar como era a dependência do povo para com Deus. Dt. 8.3 “Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem.” A queixa do povo afastou a palavra de Deus em suas mentes e consequentemente a palavra de Sua promessa de mantê-los e alimentá-los.

Suas reclamações, portanto, em princípio, foram como a ação de Adão e Eva no descumprimento da ordem de Deus. Assim, tanto a tentação do Éden como a peregrinação no deserto Jesus confrontou e suportou. Ele conhecia todas as lições da jornada no deserto; e por isso tinha a garantia e a confiança da provisão de Deus. Portanto, quando veio a tentação, nascida da longa abstinência e carregada com todo o apelo e persuasão da carne, veio como o apelo da serpente. Era um duelo entre o pensamento da carne e o pensamento do Espírito, que ele estava comprometido a seguir, Exatamente como aconteceu no Éden. 

Lá também foi um duelo entre o pensamento de carne, representado pela serpente, e o pensamento do Espírito representado pelas instruções de Deus para não comer da árvore proibida. Esta semelhança explica o uso da palavra diabo na narrativa. Embora a tentação decorresse da sua fome natural a tentação da carne, que está sempre pronta a combater contra o Espírito encaixa no padrão da tentação no Éden, Gl. 5.17 “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.”

E somos lembrados dessa semelhança, para que possamos entender melhor a lição essencial, a saber, que o pecado é sempre a anulação da Palavra de Deus. E isso significa que sempre para anulação da palavra de Deus é usado o raciocínio carnal. Mt. 4. 5 “Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo.” Mt. 4.8-9 “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” Se alguém está disposto a imaginar um tentador pessoal na tentação de Jesus no deserto, que explique a ação de Cristo em acompanhar tal ser ao pináculo do templo e para o topo da alta montanha.

Na verdade estes acontecimentos são compreensíveis como viagens mentais; como vôos da mente, da carne buscando ganhar o domínio. Cristo era o dono da situação, mantendo o seu próprio corpo sobre controle eficaz, a Palavra, todas as investidas de sua tendência carnal Jesus disse: "está escrito". O mesmo ocorreu quando Cristo chamou Pedro de Satanás. A tentação que ele colocou contra Cristo caiu no padrão da tentação edênica. O Senhor sabia que tinha de sofrer e morrer At. 2.23 “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos.”

Ele sabia que era de acordo com o conselho determinado e presciência de Deus. Então, era tudo de acordo com as Escrituras. Pedro não compreendeu nada disso na época e em sua ignorância iria remover o Senhor do caminho da obediência à Palavra. Com a rapidez de entendimento que o fez único, Jesus viu o perigo, e repreendeu a Pedro. Os termos da repreensão, nos leva de volta ao Éden Mt. 16.23 “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” "Arreda, Satanás".

O apóstolo então agiu como a serpente, daí o termo Satanás, um dos nomes da serpente. Aqui é interessante notar que este raciocínio satânico (e, portanto, serpentino) é descrito pelo Senhor como as coisas que são dos homens em contraste com as coisas que são de Deus.



segunda-feira, 16 de março de 2015

O seu cristianismo é bíblico?

Como religioso, acredito que qualquer doutrina ou ensinamento bíblico deve estar embasado nas escrituras. Quando pessoas assumem que aceitam determinados ensinamentos baseados somente nas tradições denominacionais ou mesmo devido ao incentivo familiar, de grupo ou mesmo influenciados por amigos, isso nos mostra ao menos três questões que podem estar afetando a pessoa: (1) preguiça mental; (2) raciocínio falho; (3) espiritualidade “desativada”.

Uma analise superficial as três questões: a preguiça mental é pecado, isto pelo fato de demonstrar pouco ou nenhum interesse por coisas espirituais, em outras palavras aceita-se qualquer coisa somente para acomodar os importunadores, quer sejam, familiares, amigos ou colegas de trabalho, em suma: Deus, bíblia, salvação e perdição no fim são irrelevantes e desnecessários. 

Aqui raciocínio falho não deve ser confundido como um meio de mudança de paradigma, ou seja, acredito que as pessoas que não tem preguiça mental não estão isentas de cometerem ou acreditarem em determinado erro. Ao contrário, creio que somos e (me incluo neste meio) susceptíveis de acreditar em um determinado assunto sem base bíblica, pois, quem muito procura, muito encontra. O raciocínio falho nesta apresentação é falta do mesmo, i. e. ignorância.

Espiritualidade desativada já passa a ser um problema de ordem espiritual, ou seja, Jesus certa vez disse para um mestre em Israel: Jo. 3.7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” Corroborando com este ensinamento Paulo disse: Ef. 3.5 E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos.”  Isto claramente nos mostra que espiritualidade desativada é o mesmo que morto espiritual, ou seja,  alheio a coisas espirituais, vida só biológica.

Alguém pode perguntar, porque o Evandro se preocupa com a vida religiosa dos outros, cada qual não pode acreditar no que quiser? Bem, Eu respondo a esta indagação da seguinte maneira. Não! não trago nem mesmo um milésimo de preocupação com aquilo que as pessoas creem ou deixam de crer, não é uma forma egoística de responder, o que estou dizendo é que somos responsáveis perante Deus e ninguém entrará em juízo no lugar de outro. Por isso digo, se alguém chegar para minha pessoa e dizer que é ateu ou satanista, ou pratica magia negra. Não me afeta. Todos podem crer no que quiser.

Mas quando envolve questão bíblica, então me levanto, não para ser um “advogado” de Deus,  (1º) ele não precisa de um advogado (2º) não sou advogado, e ainda que fosse, não há humano que possa acusá-lo ou defende-lo. A defesa que proponho fazer está no campo das ideias, ou seja, comparar os ensinamentos; quantas coisas “religiosas” que defendi por vários anos, pensando que estava defendendo a verdade e não estava. Indaga o leitor – então, os seus ensinamentos podem não ser uma realidade? Acredito que a verdade última só Deus tem, mas a verdade que sustento atualmente está embasada na bíblia, a qual acredito ser a palavra de Deus.

Por isso as coisas velhas que outrora defendi as abandonei, não estavam escritas na bíblia, eram somente dogmas (trindade, duas naturezas de Cristo moradas no céu e etc.) E ai entra a minha “preocupação” quando se defende ensinamentos que a cristandade afirma ser uma realidade como dizem eles, estão “entre linhas” ou seja um ensinamento subjetivo, e visto que a cristandade que conhecemos apostatou que é o mesmo que abandonar a verdade bíblica por causa das tradições e uma pseuda intelectualidade dos seus líderes, logo o que dizer daqueles ensinamentos que são baseados apenas nas tradições e no gênio inventivo e lucrativo dos falsos mestres. 

Muitas tradições que os judeus ensinavam nos dias de Cristo foram herdadas dos pais, Mt. 15.6 “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.” O que dizer das tradições ensinadas pelo cristianismo apostatado que levam os fieis a pecarem contra Deus? Volto a dizer, não estou preocupado e nem tenho nada contra a crença de quem quer que seja, porém, quando forem defender a sua fé e se esta for dita estar baseada na bíblia, cuidado com o que falam.

Os dogmas e as tradições do atual cristianismo nas suas duas vertentes, (catolicismo e protestantismo) são falhos e do catolicismo além de falho é anti-bíblico, o protestantismo herdou e levou consigo os dogmas os quais eles afirmam ser uma realidade bíblia, mas que na realidade são extremamente subjetivos e contrários ao claro ensinamento bíblico, dogmas estes formulados nos concílios eclesiásticos tendo como base o pensamento filosófico platônico, dos quais muitos “pais da igreja” eram seguidores.

Já o ensinamento católico romano além de trazer esta subjetividade dogmática trás consigo ensinamentos contrários a clara ordem bíblica, quando se diz ordem bíblica estou me referindo aos ensinamentos encontrados na mesma, ou seja, contrários ao claro ensinamento de Deus e de Jesus Cristo. Volto a afirmar, não tenho nada contra as pessoas creiam e sigam o que e quem quiser. Mas digo sem medo de errar, o catolicismo romano não é bíblico. O pentecostalismo que diz ser protestante não é bíblico, algumas se não todas as vertentes do protestantismo tem o seu ensinamento mesclado, parecido demais com o catolicismo. 

A bíblia diz que precisamos fugir mental e espiritualmente desse sistema, Ap. 18.4 E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela,  povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.”
          





domingo, 1 de março de 2015

A flexibilidade da palavra Deus na visão semítica.

Em outra postagem já tratei um pouco sobre este assunto, por ele ser abrangente merece ser destacado novamente. Este verso de hebreus é um daqueles que quando visto superficialmente parece apoiar a doutrina da trindade. Hb. 1.8 (Mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino.) O nosso idioma faz uma clara distinção entre as palavras maiúscula e minúscula, por exemplo: (Deus e deus). Assim, em nossas Bíblias, o Pai celeste é chamado de "Deus", enquanto os ídolos ou mesmo as pessoas com autoridade dada por Deus e as pessoas importantes, como reis, também são chamados de "deus" 2ª Co. 4.4; (Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.)
             
Jo. 10.34-35 (Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e Escritura não pode falhar.) At. 12.22 (E o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem!) O idioma hebraico e aramaico não faz a distinção entre "Deus" e "deus". Pelo fato destes idiomas possuírem apenas a letra maiúscula. Apesar de a língua grega ter tanto as letras maiúsculas quanto as minúsculas os manuscritos gregos foram escritos em maiúsculo. Era o estilo de escrita na época do Novo Testamento escrever os manuscritos em letras maiúsculas, assim os manuscritos gregos ficaram como o texto hebraico, tudo em maiúsculo. 

Os estudiosos chamam esses manuscritos de unciais este estilo era muito popular até o início do século IX até que um script menor foi desenvolvido. Uma vez que todos os textos estavam em maiúsculo, se, por exemplo, Gênesis 1:1-2 fosse escrito, como se copiava os manuscritos hebraicos, ele seria diferente do que seria na atualidade. Nesta época tanto os escritos hebraico quanto os manuscritos gregos não havia espaços entre as palavras, e sem pontuação, sem capítulos e sem versículos. Os textos originais, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento foram escritos em maiúsculo, e os versos de Gênesis ficaria assim:

NOPRINCIPIOCRIOUDEUSOSCEUSEATERRAATERRAPOREMERASEMFORMAEVAZIAHAVIATREVASSOBREAFACEDOABISMOEOESPIRITODEDEUSPAIRAVASOBREASAGUAS

A bíblia foi impresso a mão exatamente da mesma maneira, com todas as letras maiúsculas e sem espaços entre quaisquer palavras. Como se pode ver, isso fazia com que a leitura se tornasse muito difícil, e por isso era comum ler em voz alta, mesmo quando se lia para si mesmo, para tornar a leitura mais fácil. É foi por isso que o evangelista Filipe pode ouvir o eunuco etíope ler o livro de Isaías At. 8.30.(Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo?) Tal texto era difícil de ler e muito mais difícil de ensinar. 

Imagine não ser capaz de dizer: "Vai para o capítulo 5, versículo 15." Por isso, as divisões no texto começaram a aparecer muito cedo. No entanto, porque os escribas viviam distantes e os manuscritos sendo copiadas à mão, as divisões nos vários manuscritos não foram uniformes. As primeiras divisões padronizadas entre versos surgiram por volta de 900 dC. E as modernas divisões de capítulos foram feitas no ano de 1200. Está claro então que não havia como distinguir entre as palavras "Deus" e "Deus" nos textos iniciais, e por isso deve ser sempre determinada a partir do contexto. Para saber se a palavra "Deus" está se referindo ao Pai ou a alguém de posição. 

As línguas semíticas o grego e o latim falado pelos primeiros cristãos usavam a palavra "Deus" com um significado mais amplo do que fazemos hoje. "Deus" era um título Descritivo, como foi dito a cima, aplicado a uma série de autoridades, incluindo grandes personalidades, governantes e pessoas que atuavam com a autoridade dada por Deus. Jo. 10.33 (Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.) Quando os judeus desafiaram Jesus e disseram que ele estava afirmando ser "um deus" (mal traduzida na maioria das versões como "Deus" ele lhes respondeu, perguntando-lhes se eles tinham lido no Antigo Testamento, o qual diz que as pessoas a quem a Palavra de Deus fora direcionada foram chamadas de “deuses”.

É difícil escapar à noção moderna de que "Deus" refere-se ao Deus verdadeiro e “deuses” refere-se a “divindades” menores. Qualquer estudo das palavras para "Deus" no hebraico e no grego vai mostrar que eles foram aplicados a pessoas, bem como a Deus. Isso é estranho para as pessoas que falam nosso idioma, porque nós usamos "Deus", em referência apenas ao Deus verdadeiro, mas o hebraico e o grego usam a palavra "Deus" em maiúsculo para qualquer personalidade que tenha autoridade. 

É o contexto que determina se a palavra "Deus" está se referindo a Deus ou a uma grande personalidade. Esta é realmente uma causa de discordância entre os tradutores, e às vezes eles discutem sobre se "Deus" refere-se a Deus, o Pai, ou a uma pessoa poderosa ou representante de Deus. Um exemplo disso ocorre em Ex. 21.6 (Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.) A palavra juízes é Elohim, ou deus e também a palavra senhor que é Adown. Porém, o contexto nos mostra que tais palavras não se refere a o Deus supremo.

Assim ocorre em Hebreus 1.8 só porque a palavra " theos" (" Deus ") é usada, não significa que ele se refere ao Pai. Ela poderia facilmente estar se referindo a "deus" no sentido bíblico de que os grandes homens são chamados de "deus". A Septuaginta usa a palavra theos para Deus, mas também para os homens, como por exemplo, o Salmo 82, onde os homens representam a Deus. O contexto deve ser o fator determinante para decidir a que "Deus" refere-se. Neste caso, em Hebreus o contexto é claro. Ao longo de todo o contexto de Hebreus, Cristo é visto como sendo menor do que Deus, o Pai. Portanto, o uso de " theos "aqui deve ser traduzida como" deus ".

O contexto deve determinar se Cristo está sendo referido como o Ser Supremo, ou apenas um homem com grande autoridade, por isso deve ser lido com cuidado. Neste caso, no entanto, não é preciso ler muito para descobrir que Cristo, apesar de ser chamado de "Deus" tem um "Deus." Hb. 1.9 (Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.) Assim, Cristo não pode ser o Deus supremo, porque o Deus supremo não tem um Deus. Além disso, o Deus de Cristo está acima dos outros, e o próprio Cristo foi "ungido" por Ele.

Isso deixa bem claro que o uso de theos aqui em Hebreus não está se referindo a Cristo como sendo o Deus supremo, mas sim um homem com grande autoridade sob outro Deus, governantes juízes e autoridades em geral. Aqui o contexto prova que a palavra "Deus" não denota o Ser Supremo, mas é usado em um sentido inferior. Neste contexto a palavra Filho é abordada pelo título Deus, mas o contexto mostra que é um título oficial, que o designa como um rei, ele tem um reino, um trono e um cetro; e no versículo nove ele é comparado com outros reis, que são chamados de seus companheiros; porém Deus não pode ter companheiros. Já o filho por ser homem, pode ser classificado com os reis da terra, e sua superioridade sobre eles consiste no fato de que ele é ungido com o óleo da alegria acima deles; na medida em que seus tronos são temporários, mas o seu será eterno. O verso de hebreus capítulo um é uma citação de Sl. 45.6-7. (O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.)
        
Apesar de ler esses versículos por séculos e, sabendo que a flexibilidade da palavra os "Deus", os judeus nunca disseram que o Messias iria de alguma forma fazer parte de um Deus Uno e Trino. O verso é uma referência do Antigo Testamento, e o fato de Deus, está chamando Seu Cristo de um "deus", é simplesmente pelo fato dele (Cristo) ter recebido autoridade divina.