quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A instituição religiosa faz diferença em minha vida?

Existem muitas táticas utilizadas pelo sistema denominacional religioso com o intuito de se propagar como instituição religiosa verdadeira. Algumas se arrogam por serem muito antigas, utilizam disso com o intuito de se auto- proclamar como única igreja de Cristo, existe aquela que diz dar sequencia ao apostolado de Pedro e por isso é a única verdadeira, e existem ainda aquelas que se arrogam de ser a restauradora de verdades esquecidas. Não se pode negar o fato de que as propagandas “evangelísticas” tem contribuído grandemente para o crescimento denominacional de tais instituições religiosas.

Mas deparando os ensinamentos doutrinários existentes nessas instituições religiosas com aquilo que a bíblia ensina sobre a igreja de Cristo percebemos um grande abismo espiritual, entre a verdade revelada pelo evangelho e aquilo que defende as corporações religiosas da atualidade. Lc. 17. 20-21 “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós”.

Existe tradução que diz dentro de vós e acredito ser a mais correta. Naturalmente isso deve ser entendido como sendo a vida espiritual existindo dentro de uma pessoa que nasceu de novo, pois, dizer que o reino de Deus está literalmente entre nós como defendido por algumas denominações religiosas é ir contra a lógica que presenciamos. O verso a seguir confirma o que estou dizendo Jo. 3. 3 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Na realidade existe uma verdade muito cruel para os nossos ouvidos, contudo ela não pode deixar de ser dita, não importa o que o sistema denominacional prega ou ensina, objetivando com isso se transformar em uma instituição verdadeira, não importa há quanto tempo me rotulo de cristão, se na verdade o reino de Deus está longe de mim. As práticas cerimoniais de nada valem, dizer que minha igreja faz isso e isso outro, ou que é restauradora de verdades esquecidas... mas se o espírito transformador não é encontrado, é uma prática morta.

Tg. 1. 22-24 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era”. Por disse acima, a verdade do evangelho são cruéis aos nossos ouvidos. Viver de promessas de instituição religiosa ou acreditando que Deus não irá levar em conta a minha conduta é um erro grave para aqueles que acreditam na bíblia.

As promessas denominacionais podem ser rotuladas de práticas cerimoniais, ou seja, não valem nada Hb. 9. 10 “Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção”. Naturalmente o autor de hebreus falou sobre o cerimonialismo judaico, utilizei o verso para reprovar a arrogância das instituições atuais as quais se julgam verdadeiras, visto que as práticas realizadas por elas não as classificam como representantes fieis do evangelho.

Em outras palavras ensinamentos doutrinários ainda que envolto com aparência  de realidade não transforma vidas, Tg. 2. 26 “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. O mesmo pode-se dizer de cada um de nós, pouco vale o tempo de “cristianismo” ou mesmo daquilo que dizemos ser ou fazer, ser cumpridor da Palavra essa é a essência do evangelho. Portanto, as doutrinas, os dogmas e os costumes até certo ponto representam alguma coisa, contudo, a bíblia exorta-nos a sermos mais diligentes quanto a sua exigência.

 Gl. 6. 15 “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”. Acredito que este é o ponto chave que abre toda a problemática que circunda o cristão da atualidade; estamos tão acomodados com o padrão mundano da atualidade ou tão absorvidos com os ensinamentos das instituições religiosas que perdemos o foco do que é ser nova criatura.

Ef. 5. 11 “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”. Naturalmente este conselho de Paulo estendido aos nossos dias, nos estimula a buscarmos entendimento através da palavra do evangelho, diferentemente daquilo que o padrão mundano de certo e errado tem disseminado mundo afora, a bíblia tem nos estimulado a seguirmos um padrão diferente, claro está que tal conduta só será possível se nos tornarmos novas criaturas.

De igual modo as igrejas ditas cristãs também têm estimulado os seus membros a seguir determinados padrões os quais eles acreditam que os tornará mais santos (separados) do mundo e não conformados com este século, para isso utiliza-se doutrinas, dogmas sem fim, tornando-os “inchados” em seus entendimentos, contudo o interior carece de uma verdadeira transformação, assim sendo, não se ilude em dizer que pertence a denominação A ou B, isso não é garantia de nada, não transforma vidas.

Citarei dois episódios relatados na bíblia que demonstra a realidade do que estou dizendo, o primeiro foi nos dias do profeta Jeremias, Jr. 7. 3-4 “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar. Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”. Em outras palavras o povo da época acreditava que por pertencer à nação escolhida por Deus e por ter o templo erigido em seu território lhes garantia a aceitação de Deus independente de suas obras e ações.

A atualidade o pensamento é o mesmo, muitos dizem: pertenço a denominação dirigida por fulano de tal... isso é sinônimo de estar no lugar certo, outros acreditam que a sua igreja é prospera e milagreira, para ele significa pertencer a igreja certa, e outras acreditam ainda que foi escolhida por Deus, o seu surgimento tem cunho profético, é amparada por profetas e profetizas, foi instituída para proclamar verdades esquecidas e pisadas pela cristandade, tornam assim o Deus criador uma propriedade privada.

Para esses e outros além, o episódio bíblico que se encaixa como luva se encontra em Mt. 23. 24-27 “Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.

Este acontecimento nos lembra de que não adianta nada o cerimonialismo. Uma religiosidade exterior de nada vale. O evangelho e as cartas no NT. Estimula-nos a sermos novas criaturas, como me tornar em uma nova criatura? A bíblia apenas recomenda a estarmos em Cristo, segundo ela, se estivermos em Cristo naturalmente seremos novas criaturas, 2ª Co. 5. 17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

sábado, 16 de dezembro de 2017

As seitas e seus ensinamentos.

Em outro assunto, https://evandro-blogdoevandro.blogspot.com.br/2013/08/seitas-e-heresias.html vimos que nos dias do NT. O termo seita não "se caracterizava" como algo pejorativo. No entanto, o mesmo não podemos dizer da atualidade. Em termos de cristandade, o que pode ser caracterizado como uma seita? Em outras palavras, pertenço ou não a uma seita religiosa? Para isso será necessário utilizar um aferidor como padrão, afim de estabelecer uma base para ser o divisor de águas, e esse divisor será a bíblia.

Assim sendo e utilizando a bíblia como base, sem preconceito e sem demonizar os grupos cristãos existentes, posso dizer que todas as denominações quer sejam atuais ou milenares, devem ser consideradas como sendo seitas. Naturalmente não se pode negar o fato das ações benéficas exercidas e realizadas por essas denominações e mesmo a importância social para o grupo pertencente, o que se discute no presente artigo é a questão doutrinária e denominacional. Exclui-se também a questão pessoal, algo que a grande maioria não sabe separar.

Jo. 17. 1-2 "Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". O catolicismo juntamente com o protestantismo asseguram com todas as letras que aqueles que não acreditam na doutrina da trindade e suas ramificações (duas naturezas de Cristo, Jesus pré-existente) devem ser taxados de apóstatas.

No entanto, se olharmos atentamente para o verso acima e muitos outros os quais não estão relacionados, podemos assegurar facilmente que a ortodoxia defendida por esses grupos religiosos não passa de um castelo de areia, reparem nas palavras de Jesus: (Conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro.) Com estas palavras exclui-se toda a possibilidade bíblica da doutrina da trindade.

Outro fato, a doutrina da trindade e suas vertentes não são ensinamentos nem dos profetas e nem mesmo dos apóstolos, são ensinamentos pós bíblico, ou seja, surgiu num período posterior aos livros ou as cartas que perfazem a bíblia. Alegar como alegam os protestantes de que a bíblia e ela somente é a regra de fé e prática na vida do crente, destoa grandemente da realidade ensinada pelos próprios protestantes, isto é: a doutrina da trindade não provêm da bíblia, ainda que queiram ou insistam assim.

Sendo assim uma das primeiras questões a serem analisadas em uma denominação é o que ela ensina sobre o Deus da bíblia, na atualidade temos percebido uma contradição entre o que a bíblia ensina sobre Deus e o que tem ensinado a cristandade em geral. Mt. 10. 8-9 "Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro nem de prata, nem de cobre nas vossas bolsas."

Outra característica das seitas é fazer o oposto deste ensinamento, não estou dizendo que não existe a necessidade do dinheiro para a propagação do evangelho, na atualidade qualquer movimento que se faça faz-se necessário o dinheiro, no entanto, a característica da seita é tornar o suposto evangelho em um meio ilícito de enriquecimento individual ou coletivo, isto é, transformar a denominação religiosa em empresa. Muitas denominações ditas cristãs tem utilizado dos dízimos (algo não exigido no NT.) para movimentar uma empresa secular.

Mt. 10. 10 "Nem de alforge para o caminho, nem de duas túnicas, nem de calçado, nem de bordão; pois digno é o trabalhador do seu alimento. A parte do verso que lhes interessa é somente a que diz: digno é o trabalhador do seu trabalho, ou seja, trabalho gera dinheiro. Na verdade a proposta do evangelho com que diz respeito ao reino de Deus ao distribuir é completamente oposto daquilo que temos presenciado na atualidade, neste sentido todas estão classificadas como seitas.

E dentro deste contexto a própria bíblia classifica as atitudes e ações de determinados líderes religiosos, os quais "trabalham com afinco para certas denominações ditas cristãs, Mt. 7. 15 "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores."  2ª Pe. 2. 3 "Também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme."

Outra característica de uma seita são os supostos dons espirituais, as ditas línguas estranhas por exemplo, Is. 28. 11 "Na verdade por lábios estranhos e por outra língua falará a este povo". 1ª Co. 14. 21 "Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas, e por intermédio de lábios de estrangeiros, falarei a este povo, todavia, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor. As línguas estranhas as quais a bíblia descreve são outros idiomas, e não sons desconexos sem significado e incompreensível. Portanto, o pseudo dom espiritual não transforma uma denominação em uma verdade absoluta.

Uma característica muito grande de uma seita é a suposta alegação de que ela está revestida de uma autoridade tal que aqueles que pisam em seus átrios e passam a pertencer ao seu corpo doutrinário passaram da morte para vida, em outras palavras alegam que fora de seus arraias não existe salvação. Isso contraria grandemente o ensino bíblico, At. 4. 11-12 "Este Jesus é ‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular’. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".

Como disse anteriormente, pertencer a uma denominação pode trazer certos benefícios, entre aqueles que sobressai está o vínculo social, no entanto, dizer que isso lhe garante salvação e eternidade, não a passa de balela, Jo. 4. 20-21 "Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus declarou: Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém". 

Assim sendo, a falsa denominação não se caracteriza somente por apresentar e ensinar o erro, ou seja, aquilo que não está escrito e é contrário ao ensinamento bíblico. A falsa denominação religiosa também se materializa quando tenta apresentar aquilo que ela não possui, e são: dons espirituais, profetas e profetizas, profecias infalíveis para os últimos dias, surgimento profético encontrado nas escrituras. Essas e outras características perfazem a face de uma denominação arrogante ainda que se diz cristã, Cl. 2. 4 "E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas".




sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O bem e o mal e sua influência.

A bíblia claramente nos diz que a questão do bem e do mal interferiu não só na parte externa e visível da natureza, causando com isso os desastres naturais, mas também interferiu internamente na natureza humana. E segundo a bíblia, essa interferência está associada ou mais precisamente influenciando diretamente a espiritualidade humana. Sendo assim e segundo a bíblia, o bem e o mal rege a natureza humana.

Já no livro do Gênesis a bíblia começa a descrever essa característica;  Gn. 3. 15 "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Percebe-se claramente uma dicotomia, duas descendências com tendências diferentes.  Antes porém, deve ficar claro aqui que o verso está tratando de descendências humanas, fato é está se tratando de espiritualidade de pessoas, não de pessoas espirituais (Anjos ou demônios). 

No livro de Gênesis temos várias informações sobre esta questão, Gn. 4. 3-5 "E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante."

Fato é que a bíblia claramente descreve que Deus não só rejeitou a oferta de Caim, mas sim o próprio Caim. Baseado em Gênesis 3 a bíblia parece nos dizer que duas linhagens se levantariam na terra, uma se tornaria inclinado para Deus e sua palavra e a outra faria de forma oposta, resistiria a Deus e a sua palavra. Isso fica patente quanto a questão das ofertas oferecidas por Caim e Abel; apesar de não existir uma declaração bíblica, sabemos no entanto que o cordeiro foi algo requerido por Deus como oferta, não um cesto cheio de frutos.

A oferta de Caim demonstrou ou revelou a sua disposição para com Deus, em outras palavras nenhuma disposição. Pelo contrário, demonstrou uma indisposição, uma resistência a mesma. Gn. 4. 25-26 "E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor."

Analisando estes versos, percebemos que a bíblia não menciona pessoa alguma da descendência de Caim invocando o nome de Deus, pelo contrário, é nos dito que foi necessário a mulher ter um filho que substituísse Abel, e este segundo a bíblia, foi Sete, a partir daí a sua descendência começou a invocar o nome do Senhor. Imaginamos então o cenário religioso daqueles dias, podemos perceber claramente que aquelas pessoas deveriam ser estritamentes religiosas, obedientes e espirituais.

Mas não foi assim com Caim e os seus daqueles dias. A influência espiritual que Caim recebeu de seus pais e do próprio irmão Abel não fizeram efeitos em sua vida, nem mesmo para arrependimento; isso só pode ter uma explicação, Caim não compartilhava de uma natureza espiritual, Caim como a bíblia classifica era do mundo, em outras palavras o que lhe preenchia o vazio de sua vida era as coisas do mundo, Gn. 4. 16-17  "E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden. E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque."

Os dois versos nos descrevem algo incrível, o verso 16 diz que Caim saiu de diante da face do Senhor... e o 17 nos diz que após isso, ele constituiu uma família teve um filho, e este edificou uma cidade. O problema não está em edificar um cidade, em construir uma casa, ou torcer para um time de futebol, o problema é "sair de diante da face de Deus" e constituir essas coisas e outras mais em seu lugar, assim como fez Caim. 

O contraste é evidente, Sete e sua descendência começaram novamente (após Abel ter sido assassinado) a invocar o nome do Senhor, Caim por sua vez fugiu de diante da face do Senhor e instituiu outras coisas visíveis, tangíveis em seu lugar. Voltando a questão da influência: não é a influência "religiosa" ou espiritual que irá fazer com que alguém "invoque" o nome do Senhor, no entanto sem a influência espiritual as pessoas estão fazendo conforme Caim e sua descendência, isso é claramente notado no mundo secular que atualmente temos presenciado. 

A bíblia não nos deixa dúvidas quanto a questão da dicotomia causada entre o bem e o mal nas pessoas, Gn. 6. 1-2 "E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Algumas denominações religiosas ensinam que estes versos retratam a união nupcial entre os Anjos denominados por eles como filhos de Deus e as filhas dos homens e isso literalmente.

Este ensinamento por parte de algumas instituições religiosas é um equívoco baseado nas fábulas encontradas no livro apócrifo de Enoque. A bíblia está tratando literalmente de seres humanos, até aqueles dias a genealogia bíblica descrevia as gerações de Sete e de Caim separadamente, assim sendo aqueles que invocaram o nome do Senhor foram considerados a linhagem da mulher descrita em Gênesis 3 e também tidos como filhos de Deus.

Já aqueles que se apartaram de Deus e buscaram outras atividades para preencher o espaço deixado por sua ausência, foram considerados filhos dos homens, ou a descendência da serpente, conforme registrado em Gênesis capítulo 3. Foi então que essas duas linhagens se misturaram, em Gênesis ainda é dito que Deus resolveu destruir o homem pela ação do dilúvio, em parte nenhuma da bíblia nos é mostrado Anjos ou demônios sendo presos ou destruídos após isso.

Gn. 6. 7 "E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito."  ...Destruirei o homem que criei... não diz, Anjos que criei. Quanto a ser de Deus ou dos homens a bíblia classifica também Mt. 16. 23 "Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."

O cogitar as coisas dos homens e não compreender as coisas de Deus, segundo a bíblia é somente andar nos passos da serpente a qual mais tarde foi personificada por Satanás, já ser filho de Deus não significa ser um Anjo ou ser de outro planeta 1ª Jo. 3. 2  "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos."

Ainda há muito a dizer sobre esta questão, mas é assunto para outra ocasião.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Os "tempos" da salvação.

   Em um mundo materialista e relativista o termo salvação tem conotações puramente físicas e humanas, no entanto, para os que crêem e entendem tem outros processos e estes espirituais, e é neste segmento que iremos prosseguir.  Rm. 1. 16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”
   
  As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as idéias de livramento, segurança, conservação, cura e santidade. Salvação é a grande palavra inclusiva do Evangelho, reunindo em si todos os atos e processos redentivos: como justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação. Salvação, portanto, no seu sentido amplo, tem a ver tanto com a vida presente bem como com a futura.

  Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. É só pelo reconhecimento disto que alguém pode agarrar o alcance completo da doutrina bíblica de salvação. Assim sendo, a bíblia expõe a palavra salvação em três tempos, veremos as passagens que classificam cada tempo.

 O TEMPO PASSADO DA SALVAÇÃO: Tito 3. 5 Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” Esta passagem e muitas outras nos falam da salvação como uma obra terminada no passado. Este tempo de salvação coincide com a santificação passada daquele que crê, com a remissão da penalidade do pecado, a remoção da culpa e mesmo a remoção da presença do pecado.

   Neste sentido a salvação está completa. Sendo assim, podemos dizer que este tempo da salvação é um ato e não um processo ocorreu antes da fundação do mundo Ef. 1. 4 Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor”. 2ª Tm. 1. 9 Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.”
         
   E se materializa no momento em que o indivíduo crê; não admite graus nem estágios, esse é o processo. É sob este tempo de salvação que devemos entender as passagens que falam do crente como possuindo vida eterna agora. Jo. 5. 24 Em verdade, em verdade vos digo quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” 6. 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.” Podemos afirmar então, como dito nestes versos que aquele que crê está livre de todo perigo de condenação e do poder da segunda morte.

   O TEMPO PRESENTE DA SALVAÇÃO: 1ª Co. 1. 18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” Outras traduções dizem: que estamos sendo salvos; Fl. 2. 12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor.” O sentido desta passagem é que os Filipenses tiveram de efetivar em suas vidas a nova vida que Deus implantara nos seus corações.
   
No tempo presente da salvação os crentes estão sendo salvos, através da obra do Espírito sendo materializado no hábito e domínio do pecado. A salvação é assim equivalente à santificação progressiva 2ª Co. 3. 18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

  O TEMPO FUTURO DA SALVAÇÃO: Nas passagens seguintes a salvação é falada como algo ainda futuro: Rm. 5. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Rm. 13. 11 E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.” 1ª Pe. 1. 5 Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.”
    
   Vamos voltar em Rm. 8. 23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” Neste verso Paulo nos fala da salvação futura e total, a redenção de nosso corpo, esta salvação total e completa terá lugar na ressurreição dos que dormem em Cristo, 1ª Co. 15. 51-52 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”

   Este tempo de salvação está no futuro tem a ver com o corpo, e a anulação do pecado no corpo. E essas passagens podem juntamente ser classificadas juntas com outras que tratam da vida eterna como algo que os que crêem receberão no futuro. Mt. 25. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.” Não há conflito entre estas passagens, pelo fato delas se referirem a diferentes fases da salvação. A pergunta a se fazer é: estamos salvos ou seremos salvos.

   A bíblia nos dá todas as possibilidades, no entanto devemos entender que a bíblia não só fala do tempo do homem, mas também do “tempo” de Deus. Assim sendo a nossa esperança de salvação deve estar baseada na salvação do tempo de Deus, ou que já estamos salvos. Mas tal salvação deve ser manifestada no tempo presente, em outras palavras dentro da nossa visão de mundo, neste caso, estamos sendo salvos.

   O processo de salvação do ponto de vista de Deus em nossas vidas se dá quando somos atraídos pela sua palavra, e apesar de sermos pecadores e relutantes sentimos prazer em Deus e em seus ensinamentos. Mas, o processo de salvação do ponto de vista humano é materializado com a santificação, Rm. 6. 22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.”
      
  1ª Ts. 4. 7 porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” Do ponto de vista humano a salvação é diária, Se tal acontecimento se dá em nossas vidas, a salvação está em ocorrência, não podemos nunca nos esquecer que a salvação é um dom de Deus, que está sendo materializado em nossas vidas, mas devemos sempre estar atentos, percebendo sempre a sua manifestação. Mas isso não significa que não iremos pecar e nem mesmo que não seremos tendentes a fazê-lo. O fato de sermos tendentes ao pecado não é desculpa para a prática do mesmo, Gl. 5. 13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.”

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Baal o deus da sujeira.


    A cidade de Ecrom foi uma das cinco cidades filisteias no sudoeste de Canaã. Era uma cidade na divisa da fronteira entre a Filístia e o Reino de Judá. Js. 13. 3 Desde Sior, que está defronte do Egito, até ao limite de Ecrom, para o norte, que se considera como dos cananeus; cinco príncipes dos filisteus: o de Gaza, o de Asdode, o de Asquelom, o de Gate e o de Ecrom. A prática do culto a Baal infiltrou na vida religiosa judaica durante o tempo dos juízes  Jz. 3. 7 Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o Senhor e se esqueceram do Senhor, seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo.”

   Tornou-se comum em Israel durante o reinado de Acabe 1ª Rs. 16. 31-32 “Como se fora coisa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou. Levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria.”  E também afetou Judá 2ª Cr. 28. 1-2  “Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e não fez o que era reto perante o Senhor, como Davi, seu pai. Andou nos caminhos dos reis de Israel e até fez imagens fundidas a baalins.”

   Baal era considerado um deus da fertilidade que, de acordo com a crença comum, permitia que a terra produzisse colheitas e pessoas produzissem crianças. Diferentes regiões adoravam Baal de diferentes maneiras, e ele provou ser um deus altamente adaptável. Várias localidades enfatizavam um ou outro de seus atributos e desenvolveram vários nomes a baal. Baal-Peor Nm. 25. 3 Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel.”

    Baal-Berite  Jz. 8. 33 Morto Gideão, tornaram a prostituir-se os filhos de Israel após os baalins e puseram Baal-Berite por deus.” Estes são apenas dois exemplos de divindades localizadas. O culto a Baal estava enraizado na sensualidade e envolvia prostituição ritualística nos templos. Às vezes, para apaziguar Baal necessitava o sacrifício humano, geralmente o primogênito de quem fazia o sacrifício Jr. 19. 5 E edificaram os altos de Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em holocaustos a Baal, o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me passou pela mente.”
 
   Os sacerdotes de Baal apelavam ao seu deus em ritos selvagens que incluíam gritos de êxtase e ferimentos auto-infligidos 1ª Rs. 18. 28 E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue.” Todos estes versos relatam acontecimentos relacionados aos israelitas, quero dizer, um deus da cultura pagã passou a fazer parte da mentalidade religiosa dos judeus. Mas, ainda que a idolatria estivesse operante no meio da nação de Israel eles não viam tal ídolo como viram os judeus do tempo do NT.

   O erro de cultuar Baal no AT. Existiu, porém, tal “culto” não era direcionado ao demônio, assim como acreditavam os judeus nos dias do NT. Para os judeus do AT. O culto a um ídolo qualquer era direcionado a uma divindade inferior, Lv. 17. 7 “Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações.”  O original a palavra é sátiro que quer dizer animal peludo, bode por exemplo. O termo demônio só veio a aparecer em traduções posteriores.

   Os profetas, por exemplo, Ainda que cressem em deuses não os temiam, Sl. 136. 2 Rendei graças ao Deus dos deuses, porque a sua misericórdia dura para sempre.” O mesmo fez o profeta Elias no confronto com os sacerdotes de Baal, 1ª Rs. 18. 26-27 Tomaram o novilho que lhes fora dado, prepararam-no e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém não havia uma voz que respondesse; e, manquejando, se movimentavam ao redor do altar que tinham feito. Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará.”

   Diferentemente no NT. Devido a influência grega os ídolos ou os deuses inexistentes das nações passaram a ser temido pelo povo judeu, não só pelo povo comum, mesmo a elite, os líderes da nação criam assim Mt. 9. 34 “Mas os fariseus murmuravam: Pelo maioral dos demônios é que expele os demônios.”  Mesmo antes de Cristo a mitologia cananeia advertia sobre os cuidados que se devia ter após o corte de unhas e cabelos, pois uma vez cortados e separados do corpo, já pertencem ao maligno.

   Maligno esse conhecido por demônio mosca, e outras devas de espíritos maléficos, pelo fato mesmo de serem moradas da sujeira. Neste sentido na mesma mitologia cananeia, se adorava a Baal-Zebub, que segundo muitos significava “Baal, do estrume das moscas”. Mt. 12. 24 “Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” Jesus foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, Mt. 10. 25Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?”

   Lc. 11. 21 Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens.” Reparem que no contexto da acusação dos fariseus Jesus usou várias vezes a palavra casa, lembrando também que a palavra Belzebu significa senhor da casa. E neste jogo de palavras Jesus leva os seus ouvintes a perceberem que Belzebu na verdade é apenas o deus das moscas o deus da mitologia que mora na sujeira.

   Lc. 11. 24-26 “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, tendo voltado, a encontra varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro. Saindo do homem, o espírito imundo perambula por lugares áridos... Chegando lá encontra a casa varrida e arrumada, (o que debilitaria as forças de baal-zebub).

   Diante disso, vai e toma outros sete espíritos piores do que ele, os quais vai habitar na casa, e (acumulam tanta sujeira) que com isso a condição daquele torna-se pior do que antes. Tanto na bíblia quanto na literatura rabínica e apócrifa, como também na cultura tradicional cristã que apresentam os demônios habitando desertos, lugares áridos, ruínas de casas abandonadas e lugares imundos como esgotos e cemitérios. Na verdade isso é um reflexo da mitologia pagã que adentrou no judaísmo. No entanto quando Cristo fez eco dessas crenças populares, emprestadas do paganismo, evidentemente que não pretendia confirmar a fábula, senão dar à sua argumentação um cunho pitoresco e bem humorado. 











segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A natureza aponta para um Criador inteligente.

   Desde que Charles Darwin escreveu as bases do evolucionismo moderno, milhões de pessoas têm sido levados ao ateísmo e ao vazio espiritual. A evolução tem se tornado uma espécie de religião cientifica, composta de dogmas que precisam ser aceitos por sábios e leigos, que são forçados a moldar seu pensamento para não serem tachados de ignorantes e hereges. Embora hoje saibamos que a evolução nada mais é do que uma teoria não provada, mesmo assim, livros científicos e escolares a classificam sob o rótulo de fato científico, o que é mais um engano, uma armadilha perigosa.

   Por que tantos na atualidade acreditam na teoria da evolução? Porque assim não precisam crer em Deus e se não há crença em Deus, dispensa-se a obediência devida a ele. Sl. 10. 4 O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.Darwin introduziu o que parecia ser a base cientifica para não se crer em um Deus criador. O impacto desse pensamento é que, a partir da ideia de que o homem não teve um começo ele também não teria finalidade ou destinação, este pensamento tem levado a muitos a ter um comportamento amoral, pois se não há Deus tudo passa ser permitido.
  
  O problema da teoria da evolução é que ela é autoritária, por exemplo, sabemos que os ossos das asas dos pássaros são ossos pneumáticos isto é ocos e cheio de ar, para poder voar quanto mais leve melhor, então por isso ele é oco. O mesmo ocorre com o cacto, uma planta do deserto que armazena água, aos nossos olhos que acreditamos na criação isso é fantástico, porém os evolucionistas atribuem estes e outros fatos com um trabalho da evolução. E a arbitrariedade é demonstrada quando é ensinado que a necessidade adaptou e evoluiu, tanto o cacto quanto as asas dos pássaros e outros, ou seja, eles mesmos por necessidade se adaptaram e evoluíram.

   Acreditar nisso necessita ter mais fé do que crer em um criador inteligente. É conhecido por todos que um ser animado não pode se auto-recriar, exceto para aquilo que já está determinado, por exemplo, ninguém ao perder um de seus membros tem capacidade para reconstruí-lo. Mesmo a substituição do dente de leite não é uma capacidade ou uma adaptação do ser humano, é algo natural determinado, sem a necessidade de uma vontade propulsora. O mesmo ocorre com um galho de árvore que foi cortado, a árvore não necessita de uma força interna propulsora que capacite a ter o galho crescido novamente.

   Acreditar que as asas dos pássaros e mesmo o cacto terem se evoluído conseguindo tomar as formas que presenciamos hoje é uma das maiores invenção já ditas. Primeiro, baseado pela inteligência e aspirações humanas isso é impossível. É fácil acreditar que em todas as épocas da historia humana o homem pretendeu e sempre quis ter asas, como seria bom, muitos problemas seriam evitados, por que então não desenvolvemos asas? Mais que droga, que frustração, o pássaro conseguiu desenvolver! A segunda questão é: baseado nas criaturas mencionadas acima, quantas as que não evoluíram, eles se depararam com elas para poderem afirmar que as atuais evoluíram?

   Em outras palavras seria necessário encontra pássaros cactos e outros, diferentes daqueles que presenciamos na atualidade. É mais fácil acreditar que o cacto foi projetado para viver no deserto que o pássaro foi projetado para voar. Na verdade o que determinadas pessoas querem é se livrar de prestar obediência a Deus, ao passo que metaforicamente o escritor bíblico demonstra ago completamente inverso daquela ensinada pela teoria da evolução Jó 12. 7-9Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão. Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto?” Em outras palavras jó está dizendo: “vê todas as coisas na natureza? elas te demonstram um criador!

   A teoria da evolução afirma que o homem é descendente do macaco devido as semelhanças físicas entre as duas espécies. Porém, bioquimicamente, o homem assemelha-se muito mais as porco do que ao macaco. É fato conhecido que atualmente já se realizam transplantes de órgãos de suínos para seres humanos. Contudo, isto não quer dizer que o homem descenda do porco. O fato de um animal se assemelhar bastante ao outro não prova que tenha evoluído a partir daquela espécie ou de um ancestral comum.

   A inteligencia do macaco não é a das mais privilegiadas, pois não fica nada a dever a do cachorro. Além disso, o papagaio é o único animal que consegue produzir palavras, porém sua inteligência é mínima. Em matéria de inteligência poderíamos dizer que o homem descende dos golfinhos, a inteligência dos golfinhos supera em muito a dos macacos. E por que insistem os evolucionistas em dizer que o homem é filho do macaco? Como afirmou Fritz Bind: “o homem prefere ser um macaco refinado do que um Adão caído”.

   Gn. 2. 7Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”. Essas palavras soam estranhas para os evolucionistas, para eles é mais fácil acreditar em um macaco se auto evoluindo do que em um criador inteligente, por quê isso? Uma parábola dita por Jesus para os judeus que o rejeitavam se aplica exatamente para os céticos dos dias de hoje, Lc. 19. 14Mas os seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós”.

   É isto, poucos realmente querem estar subordinados a Deus. Contudo, se as semelhanças físicas entre o homem e o macaco são grandes, as diferenças são ainda maiores: o homem tem polegares nas mãos, enquanto o macaco os tem nas mãos e nos pés; o homem tem a cabeça sobre a coluna vertebral, enquanto a cabeça do macaco está ligada à parte anterior da coluna, o homem anda ereto, o macaco anda curvado; o volume cerebral do homem é maior do que o do macaco, a dentição, o nariz a pelve, a mandíbula são diferentes um do outro.


   Além disso, o macaco é incapaz de aprender a falar ler ou escrever. Enquanto uma criança de seis anos pode aprender vários idiomas simultaneamente. E mais, as estruturas bioquímicas dos códigos de DNA de um e de outro são diferentes. Assim sendo, a possibilidade de se provar a teoria da evolução tem as mesmas chances de um macaco colocado perante um computador e escrever todo o livro teoria das espécies de Charles Darwin. A bíblia é simples e ao mesmo tempo enfática, Ap. 4. 11 Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.”

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Os nossos erros não podem ser atribuídos a outros.

Gn. 3. 9-14 E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.”

Construo o assunto de hoje a partir destes versos e neles faremos duas análises, uma introdutória e pequena e a outra predominará todo o assunto. A parte introdutória e que não faz parte principal do assunto, refere-se à serpente. No contexto dos versos acima percebemos o homem culpando a Deus, por ele ter lhe dado aquela mulher, vemos também a mesma tática utilizada pela mulher com relação à serpente, e o mais interessante foi que a serpente não encontrou um culpado, assim sendo a ideia de um Anjo poderoso valendo-se de uma cobra carece de apoio bíblico.

Mas, como dito acima não é sobre um Anjo caído que quero falar neste assunto e sim sobre a questão da responsabilidade, ou também sobre tentar passar a culpa e a responsabilidade para outros. Vimos acima à bíblia mencionando que Adão e Eva agiram assim. Esta é a característica humana, dificilmente alguém assume os seus erros, quando são questões que não fere valores, logo se esquece, mas quando não, sempre é lembrado. O episódio de gêneses 3 é lembrado até hoje, ficou marcado, naturalmente é algo muito feio e que deve ser evitado, portanto, tudo que for realizado deve ser primeiramente medido pesado e acima de tudo muito bem pensado.   

Este assunto me surgiu quando estava lendo algumas declarações de Ellen G. White e duas questões me chamaram a atenção à primeira questão refere-se ao desapontamento adventista. E a segunda foi sobre uma declaração sua em uma reunião no acampamento em Battle Creek. (Lembrando sempre que a postagem não diz respeito a questão pessoal, mas sim teológica.) Todos sabem que o desapontamento foi o resultado da não volta de Jesus em 1844. Em se tratando de jogar a culpa e responsabilidade para outros sabemos que isso trás conseqüências, imagine então quando isso ocorre em um meio religioso, ou ainda com alguém considerado um profeta ou uma profetiza? Quando se analisa o caso percebe-se que a situação fica catastrófica e tal profeta ou profetiza cai em descrédito.

Dt. 18. 22 Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.” Baseado neste verso o profeta não pode ser inocentado nem se transformado em um “coitadinho” e muito menos o oposto disso, ou seja, alguém inspirado por Deus. Com relação ao desapontamento ocorrido em 1844 ela disse: Houvessem os adventistas, depois da grande decepção de 1844, ficado firmes na fé, e seguido avante em união no caminho aberto pela providência de Deus, recebendo a mensagem do terceiro anjo e proclamando-a ao mundo, no poder do Espírito Santo, haveriam visto a salvação de Deus, o Senhor haveria cooperado poderosamente com seus esforços, a obra se haveria completado, e Cristo haveria vindo antes disto para receber Seu povo para lhes dar o galardão.” (Mensagens escolhidas v 1 pg. 68)

Percebemos ao menos duas falácias nas declarações dela, a primeira é tentar conformar a volta de Jesus mediante com a cooperação humana, a volta de Jesus não é condicional ela não está condicionada a nada exceto Deus, Mt. 24. 36 Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” Jesus não disse que nem mesmo Deus sabe o dia de seu retorno, pelo contrário, asa palavras “daquele dia” demonstra que esse dia está determinado pelo conselho de Deus. Dn. 7. 22 “Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino.” Veio o tempo, ou seja, ago designado. E a outra falácia diz respeito ao tema principal do assunto que é, transferir culpa e responsabilidades. Segundo Ellen White Jesus não voltou por falta de fé, consagração e espiritualidade do povo, é mais fácil dizer isso do que assumir a culpa pelo erro.

Sim, o erro está baseado no fato d’ela como profetiza embasar a crença na volta de Jesus em 1844 e como Jesus não voltou quem vai assumir a culpa por este erro? O povo claro! E ela insiste em dizer que a volta de Jesus é condicional, ou seja, está subordinada aquilo que o homem quer fazer, em outras palavras se os homens se converterem Jesus volta, se não, ele não volta. Se esta fosse a realidade de Deus, Jesus nunca voltaria, veja a sua declaração: Os anjos de Deus em suas mensagens aos homens, apresentam o tempo como muito breve. Assim ele me tem sido sempre apresentado. É verdade que o tempo tem prosseguido mais do que esperávamos nos primeiros tempos desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão depressa como esperávamos. Falhou, porém, a palavra do Senhor? Nunca! Devemos lembrar que as promessas e ameaças de Deus são igualmente condicionais.” (Mensagens escolhidas v. 1 pg. 67)

A outra questão dita por Ellen G. White refere-se ao que ela disse em uma reunião no dia 27 de maio de 1856 em Battle Creek. Novamente ela disse que Jesus voltaria naquela época, ela disse: “Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às sete últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem trasladados na vinda de Jesus” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 131 e 132).

E qual foi à desculpa desta vez? A mesma, ou melhor, as mesmas, falta de fé do povo e condicionalidade. Mas essa não era a crença dos adventistas da época, em 1910 Evelyn Lewis-Reavis que esteve presente naquela conferência para saber quem seria ou não trasladado. Na ocasião em 1910 só restavam 27 dos 67 presentes que estiveram na reunião.  Em 1935 foi feita uma pesquisa entre os líderes adventistas para saber quais eram as “críticas feitas a Ellen White que na época pareciam mais importantes”. O documento prossegue dizendo que “quase todos eles queriam respostas para a acusação de que alguns de seus primeiros escritos haviam sido ‘tirados de circulação’ e também quase o mesmo número estava preocupado com a predição de 1856, de que alguns dos que estavam vivos na ocasião seriam transladados.

Durante anos, os pioneiros mantiveram uma lista dos que estavam presentes na conferência e passou-se o tempo e todos morreram, contrariando o que ela disse que alguns seriam comidas para vermes, após isso novamente ela transfere a sua culpa não só para a condicionalidade, mas também para a falta de fé do povo, “Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primeiros dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais. Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel…” (Evangelismo, p. 695 e 696). Assim sendo se a profecia não se cumpriu, a culpa nunca pode ser do profeta, caso isso aconteça ele (a) cai em descrédito. O líder deve ser protegido para que a instituição cresça, é melhor então que a culpa seja transferida para os leigos (o povo) “afinal de contas quem manda eles não fazerem sua parte.”