quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Tentação de Jesus no Deserto.



Quem ou o quê é o diabo que tentou o Senhor Jesus Cristo no deserto?  A idéia popular prevalecente é que o diabo que tentou Cristo foi e é uma pessoa – uma poderosa, corporização do mal. Uma leitura rápida dos registros de Mateus, Marcos e Lucas parece prover suporte para esta idéia. Existe um diálogo entre o diabo e o Senhor Jesus. O diabo sugere que seria vantajoso para Jesus fazer certas coisas que são contrárias à vontade de Deus. Jesus repudia essas sugestões, e o diabo vai embora.

Uma leitura cuidadosa, no entanto, revela um número de dificuldades. Primeiro, existem dificuldades em relação às circunstâncias da tentação. É dito expressamente em Mateus, Marcos e Lucas, que a tentação teve lugar no deserto. Assim afirma Marcos: 1: 12-13. No entanto em uma das tentações o Senhor Jesus é levado até ao pináculo do templo, em Jerusalém. Jerusalém não estava situada no deserto. Lc. 4: 5. É-nos dito que o diabo levou Jesus até um alto monte, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo num instante de tempo. Existe, ou existiu no deserto ou fora dele, uma montanha de onde todos os reinos pudessem ser vistos de uma vez? Quase que se pode ouvir a reprimenda de que estas coisas estão escritas, e temos que acreditar nelas. Verdade; mas talvez possam ser entendidas de outra forma.

Mas as dificuldades ainda não terminaram. Existem objeções mais sérias contra o ponto de vista de que todos os detalhes devem ser entendidos literalmente, e que o diabo é uma pessoa. Considere a tentação em relação ao pináculo do templo. A partir dos Evangelhos aprendemos que o Senhor detestava tudo o que se opunha à vontade do Seu Pai. Com vista nisto, será que podemos imaginá-lo seguindo com resignação a trás deste perigoso inimigo até Jerusalém, e até ao templo? Podemos visualizá-los ambos subindo ao pináculo? Será que visualizamos Jesus lá à beira de cair? Será que o Senhor permitiria um tentador maligno trazê-lo até esse ponto sem que antes tenha dito, Não? Fazer tais concessões a um tentador certamente não seria consistente com o que lemos sobre o caráter de Jesus.

Ainda, pense na tentação de se curvar diante do diabo, e receber todos os reinos do mundo. Imagine que alguém importante e poderosa fizesse esta a oferta a nós. Como reagiríamos? Não importa quão grande seria o tentador, saberíamos que ele não estava numa posição de cumprir tal promessa. A tentação não seria real. Seria para nós mais uma anedota do que uma promessa real. Certamente Jesus, que tinha tanto respeito pela Palavra de Deus, e que sabia muito bem que “do Senhor é a terra e a sua plenitude”, não seria nem no menor grau tentado por qualquer impostor (pois seria um impostor) que lhe fizesse uma oferta extravagante e impossível de se cumprir como essa.

A Destruição do Diabo no Calvário

Qualquer interpretação das Escrituras que não faz sentido deve ser rejeitada. Temos que ver se a tentação no deserto pode ser entendida de uma maneira que faça sentido. Mas antes de fazer isso, primeiro queremos examinar outra passagem que nos pode ajudar. Ao passo que Jesus resistiu ao diabo no deserto (não importa como isso seja entendido), ele destruiu o diabo quando foi crucificado. Hb. 2: 14 declara: Esta passagem diz-nos que porque “os filhos” (ou seja, os que são salvos em Cristo, como se vê nos versículos anteriores) são criaturas de carne e sangue, Cristo também teve uma natureza semelhante à deles. Porque veio ele com a nossa natureza? Para poder morrer. E porque era necessário que ele morresse? Para que, pela morte, destruísse o diabo.

Suponha que a idéia popular seja verdadeira, e que o diabo é um ser maligno poderoso. É razoável supor que Jesus Cristo teria que vir com a nossa débil natureza humana e morrer na cruz para destruir esse monstro? Como poderia a morte de Cristo ter o efeito da destruição desta suprema corporização do mal – se o diabo deve ser visto como tal? E se a morte de Cristo era para o propósito de destruir um monstro, não estaria morto o monstro agora? Aqui se pode ver que é necessária outra explicação. É necessária uma definição do diabo que faça sentido a par dos relatos da tentação que se encontram nos Evangelhos, e da passagem citada de Hebreus. Pode essa definição ser encontrada?

Desejos que Vão Contra a Vontade de Deus

Alega-se que a seguinte definição remove os problemas: o diabo é um símbolo dos desejos humanos que vão contra a vontade de Deus. Não existe falta de apoio bíblico para esta definição. O nosso propósito imediato, no entanto, deve ser; como esta definição encaixa no relato da tentação no deserto, e no ensinamento de Hebreus 2: 14.

O diabo que tentou o Senhor Jesus era os seus próprios desejos humanos. Essa é a proposição que devemos examinar agora. Praticamente não é preciso mencionar que existe um grande conjunto de evidências, particularmente em Hebreus, de que o Senhor Jesus possuía uma natureza como a nossa. Novamente nos referimos a Hebreus 2: 14 – à primeira parte do versículo: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou...” As palavras, “também”, e “ele” e “igualmente” foram escolhidas para sublinhar o fato de que o Senhor Jesus realmente possuía uma natureza como a nossa. No versículo 17 do mesmo capítulo repete este mesmo ponto: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos”; e Hebreus 4: 15 diz que “foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Não desonramos Cristo quando dizemos que ele foi tentado como nós somos. Damos-lhe ainda mais honra, porque reconhecemos que, embora ele tivesse sido tentado como nós o somos, ele nunca pecou. Nisto ele foi único.

Agora tentemos resolver os detalhes da tentação no deserto. Imediatamente depois do seu batismo, o Senhor Jesus recebeu o Espírito Santo e ouviu uma voz do céu dizendo, “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo”. Estes novos poderes, e este novo estatuto anunciado, abriram possibilidades tanto excitantes como perigosas. Embora a sua vida tenha sido, até este ponto, uma preparação, esta nova situação requeria um curso curto e intensivo de preparação. Este tomou a forma de tentações onde as possibilidades desta nova situação foram exploradas ao máximo. Duas vezes as tentações foram apresentadas pelas seguintes palavras, “Se és o Filho de Deus”; e duas vezes, pelo menos, a sugestão foi feita que estes poderes acabados de receber poderiam ser usados para motivos egoístas. 

O Senhor Jesus Cristo tinha estado quarenta dias sem comida. Naturalmente, ele sentia muita fome e os seus pensamentos eram como iria encontrar comida. Quarenta dias antes ele tinha ouvido Deus chamando-lhe de Seu Filho; e tinha recebido novos poderes maravilhosos. Se ele era realmente o Filho de Deus, e se, como tal, ele possuía estes poderes, isto seria uma ocasião para agir. Tentativamente e reverentemente, tentamos pensar que com que tipos de pensamentos o nosso Senhor teve que lutar: “Tu és o Filho de Deus; tu vieste para fazer a vontade do teu Pai, tens que viver. Se é para viveres, tens que comer. E se tens que comer tem que produzir comida, porque não existe nenhuma neste deserto. 

Tu tens que usar os teus poderes milagrosos e transformar estas pedras em pão, e garantir assim que continuarás vivo para fazer a vontade de Deus”. Teria sido fatalmente fácil para alguém com a nossa carne e sangue raciocinar dessa maneira. E teria sido fatalmente fácil sucumbir a tais pensamentos. Mas se o Senhor Jesus tivesse sucumbido a isso, teria sido pecado, e a tragédia do Éden teria acontecido novamente com conseqüência irrevogáveis.

É difícil de imaginar o Senhor seguindo um tentador até ao pináculo do templo; mas é fácil imaginar os seus pensamentos tendo sido levados até esse lugar. “Se és o Filho de Deus”, ele poderá ter pensado para si mesmo, “porque não dar aos homens uma prova desse fato? Isso garantiria o sucesso da tua obra para Deus, e Deus seria glorificado. Atira-te daí abaixo!”

É difícil imaginar Jesus literalmente subindo a um monte do qual todos os reinos do mundo pudessem ser visto num momento de tempo. Mas é fácil imaginar, ele ascendendo, em sua imaginação, a um ponto de vantagem do qual poderia ver o grande reino que o seu Pai lhe prometera. Sim, foi-lhe prometido, e agora estava ao seu alcance, pois ele tinha grande poder. Se ele tomasse a posse do mundo agora, o propósito final de Deus se cumpriria, e a dor e vergonha da crucificação seriam evitadas. A idéia era atrativa. Tudo o que tinha que fazer era curvar-se perante si mesmo – e o reino seria seu!

A tensão deste tipo era real. Era uma batalha entre a carne e o espírito, e o espírito prevaleceu. O valor desta vivência era imenso, porque isto apresentou a Jesus a tentações que se poderiam apresentar de um modo mais sutil durante o seu ministério.

A Tentação se Repete

Em Lucas 4 – o capítulo que descreve a tentação – está registrado que a multidão enfurecida em Nazaré tentou jogar Jesus de um precipício. Quão fácil teria sido submeter-se a isso, e deixar que eles o jogassem de lá para baixo. Então eles ficariam pasmados ao vê-lo ser gentilmente carregado pelos anjos. A tentação era sutil, porque isto não era algo que ele tivesse planeado antes. As circunstâncias levaram-no a esta situação, e certamente Deus estava dirigindo as circunstâncias dele. 

Mas o seu pensamento já tinha sido exercitado sobre este tipo de situação no deserto. Ele sabia que qualquer demonstração desse tipo não fazia parte do plano de Deus para ele, e “Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.” Tome outro exemplo, o Senhor provavelmente vivenciou uma tentação similar à tentação das “pedras transformadas em pão” quando pregava em Samaria, Em João 4 é nos dito claramente que Jesus estava cansado (“Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte”). 

Existem indicações também que ele estava com sede e fome: os discípulos tinham ido à aldeia comprar comida; e Jesus pediu água à mulher Samaritana. O impulso de satisfazer estes desejos naturais de descansar, comer e beber deveria ser forte. Em circunstâncias normais teria sido permissível; mas havia trabalho a fazer, ele recusou se distrair com estas necessidades da carne. Água, comida e descanso tornaram-se irrelevantes. Era a vontade do Pai que Jesus continuasse trabalhando, e isso era tudo o que importava.

Novamente Hebreus 2: 14

Os desejos humanos que foram frustrados no deserto foram destruídos no Calvário. Enquanto houvesse a natureza Adâmica, haveria a possibilidade de tentação. Não foi o suficiente frustrar os desejos humanos que se opunham à vontade de Deus. Tinham que ser destruídos. E como poderia isto ser feito senão pela destruição da fonte desses desejos – a natureza herdada de Adão? Assim o Senhor Jesus destruiu o pecado no lugar onde ele residia. Ele destruiu o pecado na carne.

Esta é a mensagem de Hebreus 2: 14. Jesus veio com a nossa natureza para que pudesse morrer; para que, pela sua morte, o diabo, ou os desejos humanos contrários à vontade de Deus, pudessem ser destruídos na sua fonte. Jesus aniquilou “pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” Hebreus 9: 26.

CAPRICHOS E FALÁCIAS

JÁ vimos que a idéia de que o diabo é um monstro super-humano não se enquadra com o registro da tentação do Senhor, ou com o ensino de Hebreus 2: 14. A teoria tem outras fraquezas também, e talvez devamos examiná-las agora e limpar o caminho para uma investigação mais positiva.

Silêncio Eloqüente

Já foi apontado que o tema do diabo é um tema do Novo Testamento. Isto é, em si mesmo, significativo. Aqueles que acreditam num diabo pessoal também crêem que este diabo estava vivo e ativo, nos dias do Antigo Testamento. Porque é então só mencionado no Novo Testamento? É afirmado que o diabo foi responsável pela tentação e queda do homem, e, no entanto não existe qualquer indicação do papel fatídico atribuído a esse monstro no registro de Gênesis. É suposto que o diabo iniciou a grande tragédia humana, mas que tem estado profundamente envolvido desde então, exercendo grande força para assegurar-se que o mal e o sofrimento nunca deixem a raça humana. No entanto, o longo registro do Antigo Testamento sobre o pecado humano e graça divina nem sequer dá uma referência incidental desde espírito maligno.

Missão bíblica Cristadelfiana.

Postado por: Evandro. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Atos 15 e o desenvolvimento da igreja.


Muito se discute atualmente com relação à postura doutrinária a qual a igreja de Jesus Cristo deve tomar. Atualmente existe um esforço muito grande por parte de alguns em introduzir para dentro das denominações cristãs doutrinas e ensinamentos pertencentes ao judaísmo, mesmo naquelas denominações que se dizem contrarias ao judaísmo. Trazendo assim para dentro da igreja dogmas desnecessários para a comunidade, impondo cargas que não contribuem e não são importantes para a salvação. 

Mas, o que percebemos e ao contrário de que afirmam alguns, isso se torna um empecilho para a igreja haja vista que nos primórdios da igreja às práticas judaizantes foram uma tremenda pedra de tropeço. E por isso a igreja de Jerusalém corria o risco de se transformar em um movimento religioso como outro qualquer da Judéia. Se não fosse a sábia decisão dos Apóstolos, a Igreja de Cristo estaria fadada a um fortuito fracasso já em seus primórdios. Porém, o espírito de Deus conduziu o Concílio de Jerusalém, orientando os apóstolos a uma sábia decisão. O concílio de Jerusalém foi vital para a expansão do cristianismo.

Devemos compreender que as decisões adotadas no concílio são para os dias atuais. Outro fato marcante é que não existe a menor necessidade de procurarem estabelecer dogmas e doutrinas, como e comum na cristandade. Se os apóstolos não dessem uma resposta autêntica aos judaizantes, o cristianismo se tornaria apenas mais uma facção judaica ou uma mera religião ascética, que não sairia da Judeia. 

Gl. 5.1-3. Sob a direção do espírito de Deus, a crise foi superada, e a liberdade do Evangelho foi preservada, como herança para, as gerações futuras. Este concílio foi necessário, pois os cristãos judaizantes desejavam impor uma carga muito pesada aos gentios, a qual nem os seus próprios pais suportaram. Ao retomar da primeira viagem, Paulo deparou com um problema sério no meio dos judeus cristãos. Ele havia descoberto a fórmula da transculturação, ou seja, evangelizar os gentios sem os judaizar. 

Os radicais que permeavam a Igreja, os judaizantes, queriam que esses novos crentes seguissem o modo de vida deles. Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém. Deus abriu a porta da fé aos gentios. At. 11.17-18; 14.27. Outro problema surgiu sobre a situação deles: deviam ser judaizados? Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do Cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tomar judeus para serem salvos. Diziam que os gentios deviam viver o estilo de vida judaico, prescrito na lei. At. 15.1 e 5. Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido. At. 15. 3 e 6. 

Eles se apresentaram como vindos da parte de Tiago. GI. 2.12, que jamais os autorizou como ele mesmo declara em At. 15.13 e 24. Saíram da igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos. Em Antioquia da Síria, eles os judeus fizeram um estrago muito grande. Até Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa "dissimulação", fazendo "vista grossa" GI 2.11-13. Paulo entendeu com clareza meridiana o que isso representava e com justiça ficou revoltado. Repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja GI. 2.14. 

Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a atenção dos ouvintes. Ele evocou a revelação que recebeu, antes de ir à casa de Cornélio. Lembrou ainda que Deus o escolheu para falar aos gentios, uma alusão à experiência na residência do centurião. A declaração de Pedro nos versículos de At.11. 1-3 e 10. 34 revelam que ele concordou com Paulo na discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos gentios usou em Gl. 2.16. 

A experiência de Paulo e Barnabé, na primeira viagem, é um testemunho vivo, como Deus tratou com os gentios de maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e sem os seus encargos. Isso era a prova de que essas práticas não serviam para a salvação. Esse testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes. At. 15.12. Tiago esperou que Pedro, Paulo e Barnabé. Apresentassem o seu parecer sobre o assunto, para depois tomar a palavra. 

A citação de Amós 9.11-12 é apenas uma das muitas passagens do Antigo Testamento que prevê a salvação dos gentios. SI 22.27; Is 45.22. Jesus determinou que se pregasse a todas as nações. Mt 28.19; Lc 24.47; At. 1.8. A expressão "povo para o seu nome" era usada com referência a Israel. No entanto, Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade, constituído de judeus e gentios convertidos ao Senhor. O que os demais participantes do evento acabavam de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé, era o cumprimento das promessas de Deus e profecias do Antigo Testamento. 

Por isso, Tiago dirigiu-se, respeitosamente, aos presentes, chamando-os de "irmãos". Não tinha intenção de atacar a ninguém, mas o seu compromisso era com a Palavra de Deus. A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de suma importância, porque descarta a possibilidade de o Cristianismo ser uma seita judaica: At. 15. 14. Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a Igreja. As quatro características de Israel, Pedro aplica também à Igreja: "Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, e o povo adquirido" lª Pe 2.9. 

At. 15.29. Ao contrário do que muitos ensinam, Os gentios não observavam nenhuma dessas coisas, caso observassem não lhes seria pedido que observassem tal preceito, isso é ponto pacífico. A expressão "destas coisas fazeis bem se vos guardardes" é uma recomendação. Tiago acrescenta ainda: "Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas" (v. 21). Isso significa que os judeus tinham um alto padrão de conduta e um modo de vida exemplar, porque estudavam sobre isso nas sinagogas todos os sábados. Portanto, não era necessário recomendar isso para eles. Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse. 

Por essa razão, o modo de vida deles era precário. Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente. E que a lei de Moisés seria o complemento para a salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, além disso, confundiria com a identidade judaica. Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o talit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar (que eles usam sobre a cabeça) (barbas) além de outros ritos, como condição para a salvação. 

Os apóstolos decidiram estipular regras que coordenaria a igreja cristã. Sendo assim Tiago tomou a palavra, e disse em At. 15. 19-20. Perturbar os gentios com que? At. 15.28. Percebam também que os mandamentos que foram passados pelos apóstolos não foram formulados por homens (pareceu bem ao espírito santo)... Percebemos também que esse ensinamento não ficou restrito somente em Jerusalém, mas imediatamente os apóstolos se reuniram e instruíram outros a levarem o que por eles e pelo espírito santo  foi decidido. At. 15. 22-24; At. 16.4; At. 21.25.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Imortalidade da alma, crença pagã.


O Cristianismo ortodoxo introduziu crenças e superstições pagãs dos povos civilizados e bárbaros sobre os ensinamentos da Bíblia para com isso ganhar o controle sobre eles. E encontrou um bode expiatório para a maldade que assola a humanidade alguém que foi o originador e instigador de tudo o que é mau e ímpio. Alguém em quem o homem poderia jogar a sua própria responsabilidade de fazer o que é errado e culpando-o: diabo me fez fazer isso!

Esta invenção deu origem à introdução de novos erros no ensinamento da Igreja, pois o Diabo e os seus supostos “anjos maus” deveriam ter as suas vítimas! Uma vez que os cadáveres não desaparecem misteriosamente, mas corrompem-se, então obviamente o Diabo tinha que com as suas garras apanhar as “almas” dos mortos que, sendo maus, não são aceitas no céu. Por isso, foi fundamentado que o homem deve possuir uma “alma imortal”, um ensinamento que não é encontrado na Bíblia.

Se as almas ímpias não podem ir para o céu, elas são enviadas na direção oposta, para um lugar chamado inferno, debaixo da terra! Naturalmente, estes argumentos entram em colapso quando se percebe que o homem não possui uma alma imortal. Examine as Escrituras do início ao fim, e você nunca irá encontrar a expressão “alma imortal.” Estas duas palavras nunca ocorrem juntas, nem no mesmo versículo, nem em toda a Bíblia!

A Bíblia fala claramente sobre a origem do homem e da sua alma. Gn. 2.7.  “Formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Esta declaração é simples, e fácil de entender. Os elementos utilizados para a formação e criação do primeiro corpo humano foram retirados da terra. Aqueles que duvidam disso rejeitam as próprias palavras do próprio Jesus Cristo, pois ele claramente aprovou este relato da criação do homem. Mt. 19.4. “desde o princípio, os fez homem e mulher”.

Se Jesus Cristo, o Filho de Deus, não sabia o que era verdade sobre a origem do homem, quem o saberia? Ou acreditamos no apoio de Cristo no relato de Gênesis, ou rejeitamos todo o ensinamento da Bíblia. Não há meio-termo. Tendo feito o primeiro homem, Deus, então, “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida.” A Bíblia não diz que Deus soprou em suas narinas o “fôlego de vida eterna” - ou “vida sem fim.” Simplesmente, “o fôlego de vida” A criatura a ser conhecida como “homem” estava agora viva: “e o homem passou a ser alma vivente.”

Mais uma vez, note a simplicidade e objetividade do texto. A palavra traduzida por “vida” é de uma palavra hebraica, chay, que significa “vida” ou “vivo”. Olhe atentamente para a forma em que esta palavra é usada em Gn. 1. 30. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. (A palavra grifada é Chay)
          
Note, também, a sua aplicação a todos os animais da criação, em Gn. 2.19.       Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. ( Nephesh Chay).
 
A palavra “alma” parece ter um significado enigmático para muitos, como se isso implicasse em si mesmo que o homem é imortal. Não é assim. Traduzida a partir da Palavra hebraica nephesh, significa simplesmente “um ser vivo que respira, uma pessoa; um animal.” A palavra nunca é usada na Bíblia em relação à imortalidade. A Bíblia aplica a palavra nephesh de várias formas, mostrando absolutamente que a palavra enfatiza a mortalidade da humanidade e toda a vida animal. Por exemplo: aprendemos que: uma “alma” nasce: Gn. 46.18.

 Uma “alma” pode comer: Ex. 12.15 uma “alma” pode ser comprada: Lv. 22.11; uma “alma” pode ser livrada da morte: Sl. 56.13; uma “alma” pode morrer: Js. 11.11, até mesmo uma alma sem pecado, morreu: Is. 53.12.

A palavra nephesh ocorre 754 vezes no Antigo Testamento. Em 326 lugares a “alma” é dita estar sujeita à morte, em 203 lugares é dito estar em perigo de morte, e em 123 lugares é dito ser livrada da morte, o que implica a sua sujeição à morte. No Novo Testamento a palavra grega equivalente é psyche, que ocorre 106 vezes.

Em 45 lugares é dito estar sujeita à morte, em 29 lugares é dito estar em perigo de morte, e em 16 lugares é dito ser livrada da morte. A “alma”, nunca é descrita como sendo imortal. Nem pode ser aplicada para representar algo dentro de humanidade que continua a viver, após a morte. Não há, então, almas imortais para flutuarem para longe, seja para cima ou para baixo para o céu ou para o inferno.

Pelo contrário, a Bíblia claramente ensina que o homem é totalmente mortal, e que no momento da morte ele deixa completamente de existir. Depois de Adão e Eva terem quebrado o mandamento de Deus, Deus pronunciou a sentença de morte sobre eles: Gn. 3.22-24. Na Morte, o Homem Deixa de Existir. O relato da criação mostra que o homem foi criado uma criatura vivente. Nada mais do que isso.

Há também evidências abundantes, estabelecidas em termos claros e de fácil compreensão, o que confirma que, no momento da morte, a vida humana deixa de existir. Depois de “o fôlego da vida” deixar o corpo, nenhuma outra “vida” permanece. A Palavra de Deus declara: Sl. 6.5.  Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.  Sl. 146.3-4. Ec. 9.5,6, 10. Is. 38.18; Jó 3.17. At. 2.29; 13.36. Jo. 11.11,14.

Céu, Inferno, ou a Sepultura? Tendo em vista a evidência bíblica precedente, vê-se que as crenças comuns sobre a origem do mal e a recompensa dos justos são claramente erradas. Muitos dos erros teológicos giram em torno da falácia da imortalidade da alma. Este ensinamento exige que as “almas” têm que ir para “algum lugar” no momento da morte. Alega-se que os justos (ou pessoas “boas”), vão para o céu.

Isso significa que alguém “lá em cima” deve estar encarregado disso. É muitas vezes retratada a imagem de “almas” subindo a grandes alturas para se encontrarem com “São Pedro”, que fica de guarda nos “Portões Celestiais”, com as chaves na mão, para determinar se é concedida a entrada ou não.

Se a decisão for negativa e a entrada é negada, a “alma” tem de voltar a embarcar em sua jornada, desta vez uma curva descendente, onde deve se encolher-se diante da presença maléfica do “Diabo”. Lá, no fundo da terra (assim nos é dito) é incrivelmente quente, de modo que uma “alma” recém-chegada é saudada por gritos aterradores e gritos de gelar o sangue das “almas” que estão na interminável tortura e tormento por toda a eternidade. Demônios repugnantes saltam em volta entre as sulfurosas, chamas rugindo, brandindo tridentes e vexando as “almas ”que estão assando com crueldades infinitas... Essas são doutrinas heréticas e sem fundamento bíblico. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Os demônios e espíritos imundos.

Os demônios estão estreitamente relacionados com as enfermidades e anormalidades físicas e mentais das pessoas; De fato aparecem como causas de surdez, mudez, cegueira, epilepsia e loucura, enfermidades que não tinham causa aparente para as pessoas há 2000 anos e que por isso eram muito misteriosas. Quando Jesus lança fora um demônio é dito que a pessoa ficou curada, a mesma linguagem que se usa para as enfermidades. Em Marcos 5:15 se diz que o endemoninhado gadareno ficou “em perfeito juízo”, linguagem esta que se usa para a cura em casos de loucura. Não se distingue claramente entre as enfermidades comuns e correntes e as provocadas pelos demônios. 


Por exemplo, em Marcos 7:31-37, não se menciona a intervenção de nenhum demônio no caso do que era surdo e gago. No caso da cura da filha endemoninhada da mulher Cananéia, Mateus 15:28 diz simplesmente que “desde aquela hora sua filha ficou sã”, a mesma linguagem que se utilizaria para qualquer enfermidade. Segundo o Evangelho de João, os judeus em 4 ocasiões mencionam sobre Jesus, dizendo assim: “Tem demônio”. (João 7:20; 8:48,52; 10:20). Esta era simplesmente sua maneira de dizer que Jesus era “louco”. Fora destas passagens, os demônios não aparecem neste Evangelho.

A bíblia em nenhuma parte oferece uma explicação de qual seria a origem dos demônios, e se são seres viventes. Hoje em dia se conhecem as causas da maioria dos casos de enfermidades atribuídas aos demônios. Sabe-se que freqüentemente as crianças ficam mudas porque são surdas; Como não escutam nenhum idioma, tampouco o aprendem. Muitas vezes esta surdez pode ser curada se descoberta a tempo e a criança começa a aprender a falar se é suficientemente pequena.

Igualmente, muitos casos de cegueira se devem a um problema do nervo ótico e se detectado e reparado oportunamente, a criança cega passa a enxergar. Hoje em dia também, a maior parte dos casos de epilepsia se controla por meio de remédios e há tratamentos eficazes para vários tipos de loucuras e transtornos emocionais. Supõe-se que se estes fenômenos realmente fossem provocados por poderosos demônios, haveriam casos omissos da medicina e da cirurgia. Então, a pergunta é: Onde estão os demônios hoje em dia? Por que as enfermidades atribuídas a eles na antiguidade podem agora ser analisadas e em muitos casos curadas por meios físicos? Alguns anos atrás li um comentário interessante acerca das bruxas feito por um sociólogo que havia estudado o fenômeno e disse assim: “As bruxas manifestam-se entre as pessoas que crêem nelas”. O mesmo se pode dizer acerca dos demônios.

Quando as escrituras dizem que os demônios falam, na realidade é a pessoa supostamente possuída pelo demônio que está falando; Por isso os demônios mudos não falam (Lucas 11:14). Supõe-se que um demônio não teria que ser mudo para provocar a mudez, sendo assim, por que não falam os demônios mudos? E quando se diz em Marcos 3:11 que “os espíritos imundos vendo-o, se prostravam diante dele e clamavam”, evidentemente quem se prostravam e clamavam eram as pessoas enfermas que sentiam o poder sobrenatural que emanava de Jesus.Quando o Senhor Jesus cura a sogra de Pedro em Lucas 4:39, é nos dito que Jesus “repreendeu a febre e esta a deixou”, como se tratasse de alguma espécie de pessoa. Porém, para onde vai uma febre, quando esta deixa uma pessoa?

Em Lucas 8:24,25, Jesus “repreendeu o vento e a fúria da água” e cessaram. Acaso isto significa que o vento e as ondas são seres viventes que podem escutar e obedecer às repreensões?As pessoas que crêem na existência real dos demônios diferem muito entre si sobre qual seria a origem deles. Algumas sustentam que são espíritos de mortos, porém sabemos que biblicamente os mortos estão inconscientes e de qualquer forma, por que aos espíritos dos mortos lhes interessaria provocar enfermidades entre o povo Galileu nos tempos de Jesus?

Outros sustentam que os demônios são os anjos que apoiaram Lúcifer em sua suposta rebelião contra o Todo-Poderoso e que se converteram em seus sequazes quando foram expulsos do céu. Porém a bíblia não registra tal rebelião e ainda que fosse certo, posto que o suposto objetivo de Lúcifer seja induzir as pessoas ao pecado, por que estes servos não se dedicam a esta tarefa, ao invés de provocar enfermidades entre o povo, pois é algo muito diferente? Incluindo algumas pessoas afetadas pelos demônios reconheciam a Messianidade de Jesus, o que seria totalmente oposto ao objetivo de lúcifer se de fato existisse. E estas pessoas não eram consideradas pecaminosas.

Os historiadores ensinam que a crença nos demônios tem sua origem nas crenças populares dos povos que circundavam Israel e que os judeus foram particularmente expostos a estas superstições a partir do exílio babilônico no 6º século a.E.C. Durante o chamado período intertestamentário, a idéia alcançou credibilidade a nível de crença popular entre os camponeses galileus, que eram menos sofisticados que os judeus da região de Jerusalém. 

Jesus cria que a questão a que se deviam realmente as enfermidades não era muito importante e que o mais essencial era demonstrar que Ele gozava do poder Divino para curar toda a enfermidade, seja qual fosse sua causa. De qualquer forma, como Jesus faria para explicar a estes camponeses, que certas enfermidades são causadas por defeitos genéticos ou, por exemplo, a alguns camponeses do século XXI, que certas enfermidades são causadas por micróbios, etc.? A existência dos micróbios como causas de infecções só foram descobertas no século XIX, há menos de 150 anos. Ele só haveria convencido as pessoas de que era louco. De qualquer forma, aos demônios não lhes é atribuído papel religioso ou teológico algum, para que fosse necessário que Jesus desvirtuasse sua existência real como seres literais.

Por que deduzimos que os demônios simplesmente são enfermidades, quaisquer que sejam suas causas? Porque um “demônio mudo” é a própria mudez. Um “demônio cego” é a própria cegueira. Por isso que os endemoninhados se incluíam entre os grupos de pessoas enfermas que se apresentavam a Jesus para serem curadas. Em Mateus 8:16 é mencionado que Jesus curou tanto a enfermos como a endemoninhados, porém a citação de Isaías 53:4 que aparece no v. 17, só mencionam as enfermidades e doenças.

O caso do endemoninhado gadareno era uma manifestação de uma enfermidade mental que hoje em dia pode ser chamada de “múltiplas personalidades” e que foi tratada em obras recentes como “as 3 faces de Eva”. Outra maneira bíblica de expressar esta ideia seria dizer que os demônios são “espíritos de enfermidades”, entendendo-se que a palavra “espírito” (literalmente vento) designa qualquer classe de influencia poderosa, porém invisível, como o vento, seja boa ou má. (Isaías 11:2).

Não esqueçamos que o “espírito mau” que atormentava Saul vinha de Deus, não do diabo. A frase simplesmente significa que o poder de Deus atuou em Saul para transtornar suas emoções e suas razões. Uma enfermidade sem causa aparente era uma espécie de “espírito” e na antiguidade as pessoas freqüentemente personificavam os diferentes “espíritos” ou influências cuja origem era invisível. Os demônios são a personificação dos espíritos de enfermidades (ver Lucas 13:11). Aparecem no texto bíblico como uma espécie de superstição superficial de alguns judeus do mundo antigo, em que muitos fenômenos que para nós são explicáveis, para eles eram muito misteriosos.

No caso do jovem epilético, nos é dito em Mateus 17:15 que ele era “lunático”. Esta palavra literalmente significa “afetado pela lua”, porque antigamente se acreditava que a lua causava a loucura. Nós seguimos utilizando o termo hoje em dia, porém ninguém o toma literalmente, nem se preocupa pelo fato de estar dizendo algo literalmente falso. Este termo veio a se tornar parte do idioma, da mesma maneira que falar dos demônios como causas de enfermidades era parte da linguagem dos contemporâneos de Jesus.

Da mesma forma a bíblia fala freqüentemente acerca dos deuses pagãos como se tivessem existência real: Em Marcos 3:22 Jesus parece admitir a existência de Belzebu sem que nós suponhamos que Ele realmente acreditasse neste deus dos filisteus (2 Reis 1:2,3,6). E em 2 Corintios 6:15 Paulo fala de Belial como se fosse um personagem real.

*Comentário feito por Jim Hunter (Missão Bíblica Cristadelfiana).

Postado por Evandro.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Erros do adventismo.


Os adventistas do 7º dia alegam que são a única igreja verdadeira que existe sobre a terra. Dias atrás um adventista me “intimou” a acessar um site adventista onde o líder do programa promete responder pela bíblia todas as perguntas que forem feitas.

Penso que para se responder algo pela bíblia necessário será que a pergunta feita seja bíblica, não pode existir uma mistura de verdades bíblicas com suposições, caso exista tal mistura a verdade fica invalidada.

Nesta pequena postagem estou desafiando qualquer adventista a me responder dentro da bíblia apenas  uma questão. Os próprios adventistas terão que me dizer onde foi que arrumaram a sua quarta crença fundamental, crença essa que está registrada no livro adventista Nisto Cremos.

Que diz: Deus filho: Deus, o filho eterno, encarnou-se em Jesus cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo.

Contrastando com esta afirmação a bíblia nos diz o seguinte: Lc. 1.35 (Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.)

Reparem a parte sublinhada diz NASCER, não diz encarnar. Esse é um grande sofisma da igreja que se intitula verdadeira. Lc. 2.10-11 (O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.)


Vejam que o que os adventistas defendem não é bíblico o verso bíblico explicitamente nos mostra que Maria deu a luz a Jesus, que Ele literalmente como todo homem nasceu. Nem de longe supõe uma encarnação. Alias no credo adventista nos é dito que deus filho encarnou-se em Jesus Cristo.

Caramba, quanta heresia quantos ensinamentos errados para uma denominação que se intitula a única verdadeira. Não, não existe alguém por mais sábio que possa se intitular dizer que pode me responder (dentro da bíblia) tal doutrina como essa, não é só extra bíblica como também anti-bíblico.

Segundo o credo adventista deus filho (termo fora da bíblia) precisava encarnar para salvar o mundo, olhou segundo a sua onipotência e viu um ser (corpo) que ainda não existia chamado Jesus Cristo o qual seria o corpo perfeito para abrigar deus filho. Olha, só Jesus Cristo mesmo, não é possível, como podem bolar tamanha heresia?

Quatro questões que podemos afirmar com toda a certeza (1) A encarnação não é bíblica é fruto do concílio de Calcedônia em 451 DC.  Onde diz: Fiéis aos santos pais todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade... (2) Não é dito em lugar nenhum na bíblia que existe um tal de deus filho, são termos técnicos, utilizados pelos teólogos trinitarianos para apoiar tal doutrina. (3) Não está evidenciado nas escrituras que Jesus Cristo existia antes do seu nascimento no ventre de Maria, são meras suposições e interpretações teológicas com o objetivo de dar apoio a doutrina da trindade.

(4) Muito menos que Ele Jesus servisse de corpo para que uma suposta divindade viesse habitar nEle. Portanto, os doutores sabichões adventistas não utilizam somente a verdade para apoiar o que acreditam ser a verdade bíblica, utilizam também daquilo que dizem denunciar, a mentira. Estou esperando alguém dentro da bíblia me dizer que estou errado me mostrem, por favor, onde está inserido o texto que trata da encarnação do tal deus filho.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Falsa definição da palavra Yachid


Para alguns teólogos o uso da palavra echad (דחא) [se pronuncia Errad] por Moisés em Deuteronômio 6:4 quando ele disse: “Ouve Israel o Senhor, nosso Deus é o único (echad) Senhor.” É uma das provas da existência de um Deus triúno isto porque, para eles a palavra echad significa unidade composta. Se echad significa unidade composta, dizem eles, isto prova que Yahweh é de fato um Deus triúno. Porque se Deus fosse literalmente um, então Moisés teria usado a palavra  yachid (דיחי) [se pronuncia yarrid] que segundo os teólogos expressa literalmente uma unidade absoluta. 

Segundo os teólogos toda vez que a palavra echad aparece em textos bíblicos está sempre ligada a um contexto que expressa uma unidade composta. Isto pode ser observado em alguns textos como: Gênesis 1:15. ’’E Deus chamou à luz Dia: e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã o dia primeiro (echad).’’ Observe que são duas coisas distintas, tarde e manhã, juntas, passaram a ser consideradas um dia.  Gênesis 2:24. “Portanto, deixará o varão o seu pai e sua mãe e apegar-se-à à sua mulher, e serão ambos uma (echad) carne.’’ Gênesis 3:12. ’’Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um (echad) de nós, sabendo o bem e o mal, ora, pois, para que não estenda a sua mão e tome também da árvore da vida,e coma, e viva eternamente.’’ Gênesis 41:11. “Então sonhamos um (echad) sonho na mesma noite, eu e ele cada um conforme a interpretação do seu sonho sonhamos.’’ Números 13:23. “Depois vieram até no vale de Escol,e dali cortaram um (echad) ramo de vide com um (echad) cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens sobre uma verga, como também romãs e figos.’’

A explicação dada pelos teólogos trinitarianos de que a palavra echad é usada para expressar unidade composta e que yachid expressa unidade absoluta. Este é mais um dos erros ensinado por eles.  Isto pode ser visto quando encontramos a palavra echad em diversos textos onde o sentido que ela está dando é de um literal. Esses textos jogam por  terra a explicação inventada pelos teólogos trinitarianos que ela expressa uma unidade composta e que yachid é uma unidade absoluta. Se a palavra echad expressa uma unidade composta e  yachid uma unidade absoluta, então como explicar Isaías 51:2 e Ezequiel 33:24?  

Isaías diz: “Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara que vos deu a luz que, sendo ele só (echad) eu o chamei,e o abençoei e multipliquei.” Em Ezequiel 33:24 confirma o que Isaías disse de Abraão. “Filho do homem, os moradores destes lugares desertos da terra de Israel, falam, dizendo: Abraão era um só (echad) e possuiu esta terra; mas nós somos muitos; esta terra nos foi dada em possessão.” Isaías e Ezequiel falam de Abraão utilizando a palavra echad ambos dizem que Abraão era echad ou seja, um só. 

Se Abraão era echad, quantas pessoas eram Abraão? Era Abraão uma só pessoa literalmente ou era ele mais de uma pessoa? Todos nós sabemos que Abraão era literalmente uma só pessoa. O uso da palavra echad para a pessoa de Abraão está correto, isso porque echad também significa um literalmente no hebraico. A seguir veremos alguns textos onde a palavra echad aparece expressando literalmente um:  

I Samuel 7:9. “Então tomou Samuel um (echad) cordeiro que ainda  mamava, e sacrificou-o inteiro em holocausto ao Senhor, e clamou Samuel ao Senhor por Israel, e o Senhor lhe deu ouvido”. De acordo com o texto que lemos, quantos cordeiros Samuel sacrificou ao Senhor? O texto diz um, mas a palavra um aqui é echad, então ele teria sacrificado quantos? I Reis 13:1. ”E eis que um (echad) homem de Deus veio de Judá com a palavra do Senhor a Betel, e Jeroboão Estava junto no altar, para queimar incenso.” I Reis 13:2. “E clamou ao altar com a palavra do Senhor e disse: Altar, Altar! Assim diz o Senhor: Eis que um (echad) filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes do altar que queimam sobre ti incenso e ossos de homens se queimarão sobre ti.” 

Quantos filhos nasceriam cujo nome seria Josias? A palavra um aqui nesse texto é echad e não yachid. Então seria mais de um filho que nasceria com o nome Josias? Ou seria literalmente um? Se era um literalmente, porque não usaram a palavra yachid no lugar de echad? I Reis22:8. “Então Disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um (echad) homem por quem podemos consultar ao Senhor; porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim bem, mas só mal; este é Micaías, filho de Inlá.E disse Jeosafá: Não fale o rei assim.” II Crônicas 18:8. “Então chamou o rei de Israel um (echad) eunuco e disse: traze aqui depressa a Micaías,filho de Inlá. 

I Reis 13:11. “E morava em betelum (echad) profeta velho e veio seu filho,e contou-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel, e as palavras que dissera ao rei; e as contaram ao seu pai.” I Samuel 1:1. “Houve um (echad) homem de Ramatoim de Zafim, da montanha de Efraim cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Elirí, filho de Toú, filho de Zule efrateu.” Juízes 13:2. “E havia um (echad) homem de Zora, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá, e sua mulher era estéril, e não tinha filhos.” .I Samuel 16:20. “Então tomou um (echad) jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e enviou-os a Saul pela mão de Davi, seu filho.” Deuteronômio 12:6. “Por boca de duas testemunhas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer, por boca duma só (echad) testemunha não morrerá.” 

Eclesiastes 4:8-12. “Há um (echad) que é um só, e não tem segundo sim ele não tem filho nem irmã, e contundo de todo o seu trabalho não há fim, nem riqueza; e não diz, para quem trabalha eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação.” “Melhor é serem dois do que um (echad) porque têm melhor paga do seu trabalho.” “Porque se um (echad) cair, o outro levanta o seu companheiro, mas ai do que estiver só, pois, caindo não haverá outro que o levante.” “Também, se dois dormirem juntos eles se aquentarão, mas um só (echad) como se aquentará.” “E, se alguém quiser prevalecer contra um só (echad), os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” 

Já os textos onde aparece a palavra Yachid são: Gênesis 22:2.“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único (yachid) filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece- o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” Gênesis 22:12. “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço,  e não lhe faças nada, porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único (yachid). Gênesis 22:16. “E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único (yachid) filho,” Juízes11:34  “Quando Jefté chegou a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a filha única (yachid); além dela não tinha outro filho nem filha.” 

Salmos 25:16. “Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário (yachid) e aflito.” Salmos 68:6. “Deus faz que o solitário (yachid) viva em família; liberta aqueles que estão presos em aguilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.” Provérbio 4:3. “Porque eu era filho do meu pai; tenro e único (yachad) em estima diante de minha mãe.” Jeremias 6:26. “Ó filha do meu povo, cinge-te de saco, e revolve-te na cinza; pranteia como por um filho único (yachid), pronto de amarguras porque presto virá o destruidor sobre nós.” 

Amós 8:10. “E tornarei as vossas festas em luto, e todos os vossos cânticos em lamentações, aparecerá saco sobre todos os lombos, e calva sobre toda a cabeça, e farei que isto seja como luto de filho único (yachid), e o seu filho como dia de amarguras.” Zacarias 12:10. “E sobre a casa de Davi, e sobre os Habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de suplicas, e o olharão para mim, a quem transpassaram, e o prantearão como quem pranteia por um unigênito (yachid), e chorarão amargamente por ele como se chora amargamente pelo primogênito”. 

Conclusão: A palavra echad (דחא) no hebraico não significa unidade composta como afirmam alguns trinitarianos, e nem yachid (דיחי) significa unidade absoluta. Echad no hebraico corresponde literalmente UM assim como UM é para nós em Português. Quanto a yachid no hebraico, significa único. Ambas as palavras echad e yachid são sinônimas, o seu uso em textos hebraico vai depender do assunto.

Paulo.
Postado e editado por Evandro.

sábado, 21 de abril de 2012

O mito do livre-arbítrio.


Eis aqui um assunto profundo que nos leva a pensar. Assim como a trindade, a dupla natureza de Cristo, e mesmo o diabo como um ser espiritual, outro ensinamento existente no meio cristão que considero como sendo um mito é o livre-arbítrio. A grande maioria do mundo cristão considera este ensinamento, porém sem antes entenderem na integra o que na realidade estão crendo, isso é fato visível como também o é com as demais doutrinas, as quais eu citei na introdução do assunto.

Alguns versos bíblicos que nos mostram a liberdade de escolha. Gn. 2. 16-17 (E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.) A consequencia da ordem dada por Deus resultaria em uma escolha, algo que aconteceu. Dt. 30.19 (Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.)

Js. 24.15 (Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.)

Para um seguidor do livre-arbítrio estes poucos versos por si só provam a existência do mesmo. Na realidade as escolhas humanas ocorrem ao longo de toda a bíblia, assim como acontece com cada um de nós ao longo de nossas existências, porém o que envolve o livre-arbítrio não é a questão das escolhas, mas sim o fato de serem elas causadas ou não.

A capacidade de escolher é uma parte, ou melhor, função integral da nossa existência pessoal, portanto a vontade existe. A questão que separa os que crêem dos que não crêem no livre-arbítrio é o que faz a vontade agir. O caso de Adão e Eva. Muitos dirão: “ao usarem o livre-arbítrio Eles decidiram pecar”. O que em partes foi uma realidade, porém, tal vontade não foi livre, mas sim causada. De um lado Deus ordenando para que Eles não comecem da árvore, de outro a serpente dizendo para Eva que não haveria problema algum se Ela o fizesse.

Onde se encontra então a liberdade neste episódio? Os defensores do livre arbítrio querem que a vontade seja livre de interferência externa. Frequentemente ouço alguém dizer que Deus nunca “atropela” o nosso livre-arbítrio. Essa liberdade das causas externas é suposta para defender a nossa integridade e assegurar a nossa responsabilidade. Assim dizem também que a vontade é livre de causação, como? Contornam então esse problema dizendo que a vontade é “autocausada” asseguram que a vontade não cria a si própria, mas que os seus movimentos de escolher o curso de uma ação são espontâneos.

Porém a grande questão a se perguntar é: O que faz com que a vontade escolha um caminho e não outro? Se ela não é causada, ela é obra do acaso. Se ela é causada então ela não é livre. Para os que crêem num soberano universal não se cogita obra do acaso. Quanto à espontaneidade eu pergunto: como pode uma vontade puramente espontânea dar início a uma ação? Se a vontade é ”neutra e não predeterminada para agir de um modo ou de outro, o que faz com que ela aja? Se ela parte do neutro como ela pode sair desse centro morto?

Como disse anteriormente à vontade existe como uma capacidade de tomar decisões. Mas isso está longe de aceitar a teoria popular do livre-arbítrio a respeito de como a vontade se comporta.