segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Evidencias a favor da ressurreição de Jesus.

(1ª Pe. 3.15) Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós.” Atualmente vivemos em uma sociedade completamente descrente, onde o espiritual é tido como crença de gente ignorante, no entanto em uma sociedade materialista a realidade só pode ser mostrada através daquilo que é visível. O que as pessoas acham da ressurreição de Jesus? Como nós podemos responder com argumentos fortes a favor da ressurreição? Temos certeza em nós mesmos de que Jesus realmente ressuscitou? Como podemos evidenciar esses fatos?

Vários fatores evidenciam a verdade da ressurreição de Jesus, uma das maneiras por meio das quais podemos dizer se um autor está dizendo a verdade é testar o que diz pelo "princípio do embaraço" Esse princípio parte da premissa de que qualquer detalhe embaraçoso do autor é provavelmente verdadeiro. Por quê? Porque a tendência da maioria dos autores é deixar de fora qualquer coisa que prejudique sua aparência.

De que maneira o NT comporta-se diante do princípio do embaraço? Vamos pensar nisso da seguinte maneira: se você e seus amigos estivessem forjando uma história que você quisesse que fosse vista como verdadeira, vocês se mostrariam como covardes tolos e apáticos, pessoas que foram advertidas e que duvidaram? É claro que não. Mas é exatamente isso o que encontramos no NT. As pessoas que escreveram a maior parte do NT são personagens (ou amigo de personagens) na história e freqüentemente se mostram como “perdidos no acontecimento”.

Eles são néscios — por diversas vezes, não entenderam o que Jesus estava dizendo (Mc. 9.32) Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo”. (Lc. 18.34); “Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas; e o sentido destas palavras era-lhes encoberto, de sorte que não percebiam o que ele dizia.” Eles são apáticos — caíram no sono duas vezes quando Jesus lhes pediu que orassem (Mc. 14.32 e 37).    “Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar.” Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?

Quando queremos comprovar algo para alguém tomamos o máximo cuidado para não criarmos deslizes e assim sofrermos resistência, a história da ressurreição não é assim, veja que o próprio Jesus chamou Pedro de "Satanás" (Mc. 8.33), Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” Não que Jesus estivesse dizendo que Pedro estava sendo possuído, mas sim que naquele momento ele estava se tornando um adversário.
           
Se quisermos divulgar uma estória para que ela seja bem aceita, esta deve ser sem atritos, mas repare que Paulo repreendeu Pedro por estar errado numa questão teológica. (GI. 2.11)Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível.” tenha em mente que Pedro é um dos pilares da igreja primitiva, e, aqui, Paulo está incluindo nas Escrituras que ele estava errado!

Eles são covardes — todos os discípulos, com exceção de um, esconderam-se quando Jesus vai para a cruz. Pedro até mesmo o nega três vezes depois de prometer explicitamente “que nunca o abandonaria" (Mt 26.35)  Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.” 

Eles também duvidaram.— apesar de terem sidos informados diversas vezes de que Jesus ressuscitaria dos mortos ao terceiro dia (Mc. 9.9) “Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos.” os discípulos têm dúvidas quando ouvem sobre sua ressurreição. Alguns duvidam até mesmo depois de tê-lo visto já ressuscitado (Mt 28.17) E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.”  (adoraram) no original é proskuneo e significa prostrar-se em reverencia.

Na verdade eles ficaram confusos e com medo das autoridades locais (Mt. 28.1) No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” Tanto foi assim que os discípulos fugiram e se esconderam e as mulheres foram as primeiras a irem ao sepulcro.

Agora, pensemos um pouco: se fossemos qualquer um de nós os autores do NT, incluiríamos esses detalhes embaraçosos se estivéssemos inventando uma história? Escreveríamos que um dos seus principais líderes foi chamado de "Satanás ou adversário" por Jesus, e este mesmo homem negou o Senhor três vezes, escondeu-se durante a crucificação e, mais tarde, foi repreendido numa questão teológica?

Mostraríamos seus companheiros, incluindo você, como pessoas sem sentimentos, covardes estabanados e, ao mesmo tempo, mostraríamos mulheres — cujo testemunho não era nem sequer admitido numa corte — como corajosas que se levantaram a favor de Jesus e que, mais tarde, descobriram o túmulo vazio? Você admitiria que alguns de vocês (os 11 discípulos restantes) duvidaram do próprio Filho de Deus depois de ele ter provado a todos que ressuscitara dos mortos? É claro que não.

O que você acha que os autores do NT teriam feito se estivessem inventando uma história? Você sabe muito bem: teriam deixado de lado a sua inaptidão, sua covardia, a repreensão que receberam, as três negações e seus problemas teológicos, mostrando-se como cristãos ousados que se colocaram a favor de Jesus diante de tudo e que, de maneira confiante, marcharam até a tumba na manhã de domingo, bem diante dos guardas romanos, para encontrarem o Jesus ressurreto que os esperava para salvá-los por sua grande fé!

Os homens que escreveram o NT também diriam que foram eles que contaram às mulheres sobre o Jesus ressuscitando, que eram as únicas que estavam escondendo-se por medo dos judeus. E, naturalmente, se a história fosse uma invenção, nenhum discípulo, em momento algum, teria sido retratado como alguém que duvida (especialmente depois de Jesus ter ressuscitado.

Evandro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Não existe tentação sobre humana.

Alguns textos das escrituras são essenciais para compreendermos corretamente algumas verdades da bíblia, principalmente aqueles ensinamentos que são tidos como verdade absoluta, embora o meio religioso cristão nada faça para esclarecer ou mesmo comprovar tais ensinamentos. Entre aquelas “verdades” que precisam ser esclarecidas se encontra a fábula do diabo. 

Por que o mundo cristão evita pesquisar com mais afinco este assunto? Acredito que se deve a algumas questões, entre elas estão: (1) manter o povo desinformado, isso facilita a manipulação do mesmo, (2) medo, acreditam que não podem desafiar ou desacreditar em um ser tão poderoso, (3) muitos precisam de um substituto que possa “levar” as suas transgressões.

Nesta postagem recorrerei a um capítulo da bíblia, onde veremos que o diabo o qual assusta toda cristandade é apenas uma figura de linguagem, uma personificação da natureza humana corrompida. Veremos que tal inimigo é realmente muito poderoso, contudo não é um ser espiritual do mal como é ensinado pela cristandade, mas como disse a própria natureza humana pecadora.

Em sua primeira carta aos crentes da cidade de corinto, Paulo faz uma admoestação com o intuito de evitar uma debandada da fé das pessoas daquela localidade, naturalmente tal admoestação se estende até os nossos dias. Para isso ele utiliza de alguns acontecimentos históricos ocorridos com Israel, entretanto devemos analisar que tais acontecimentos apesar de verdadeiros e literais, Paulo utiliza neste contexto figuras de linguagem para expressar tal realidade.

1ª Co. 10.1-2 (Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés.) Ora, Paulo estava dizendo que tais pessoas não eram ignorantes ao ensinamento de Deus, o fato de Ele dizer “com respeito a Moisés” quer dizer exatamente isso.

E Paulo continua o seu discurso se valendo de uma figura de linguagem, onde diz que foram todos batizados, tanto pela nuvem, como pelo mar, e todos comeram e beberam de um só manjar e de uma mesma pedra espiritual. Gostaria de dizer também que muitos se falem deste verso para afirmar que Jesus pré-existia, ou que era eterno, isso pelo fato da bíblia dizer: “a pedra que s seguia era Cristo”. No entanto tal argumento é apenas uma evasiva com o intuito de se defender a eternidade de Jesus.

Ora, não se devem aplicar figuras de linguagem com o intuito de se favorecer uma doutrina nem mesmo para comprová-la, entendemos que uma pedra não acompanha ninguém nem mesmo se bebe dela.  Mas, este é um assunto para outra postagem. O fato é que apesar de os israelitas terem sido ensinados por Moisés as coisas concernentes a vontade de Deus não lhes garantiu ficar no agrado de Deus, antes pelo contrário. E isso nos é comprovado no verso cinco. 1ª Co. 10.5 (Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto.)

Por que ficaram prostrados no deserto? Qual foi a causa da rejeição de Deus para com o povo? É importante atentarmos para o fato de que estamos sujeitos as mesmas falhas, e se assim procedermos estaremos sujeitos a mesma rejeição, 1ª Co. 10.6 (Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.) Aqui devemos mostrar prudência e sabedoria, os versos a seguir nos mostrarão o que na realidade causou a derrocada daquela geração que saiu do Egito por meio de Moisés.

1ª Co. 10.7-10 (Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador.

Quando olhamos para estes versos e vemos o acontecimento histórico nas páginas do antigo testamento, perguntamos: o que levou o povo de Deus a praticar tais atitudes? Acredito que muitos sinceros cristãos quando influenciados, e tendo suas idéias pré concebidas e suas mentes cristalizadas, estou seguro em afirmar que acreditam, que o diabo, o inimigo das almas, levou o povo a prática de tais ações reprovadas por Deus.

O verso onze nos põe em pé de igualdade com os antigos hebreus que morreram no deserto, 1ª Co. 10.11 (Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.) E o verso doze nos alertando diz que aqueles que pensam serem fortes, que estão em pé, cuidem para não cair. Será que o inimigo dos antigos hebreus pós êxodo, está trabalhando hoje com afinco, tendo como objetivo único em nos derribar? (Sim e não). Como é isso? (Sim), o mesmo inimigo do homem que esteve com os antigos hebreus está conosco na atualidade, e (Não), não é um inimigo espiritual.

E o verso treze nos confirma isso. 1ª Co. 10.13 (Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.) [O grifo é meu.]

Voltando um pouco nos versos percebemos que tipo de pecado causou a ruptura e consequente rejeição de Deus para com os homens, entre eles nos é dito: cobiça, idolatria, imoralidades, murmuração entre outros. Isso foi causado por uma instigação demoníaca? Não, nada há que diz isto, antes pelo contrário, nos é dito que nada que nos tenta é de origem sobre humana, a tentação vem de dentro, não de fora. Reparem nas palavras (não nos sobreveio tentação que não fosse humana) isto é muito claro, o diabo é apenas uma personificação da natureza humana pecaminosa, nada além disso.

Se existe uma dificuldade para o cristão se manter perseverante “fazendo a vontade de Deus” imaginem se além da nossa natureza contrária a Deus e sua vontade existisse um ser malévolo nos instigando ao pecado? Não existiria a menor possibilidade de o ser humano vencer um inimigo espiritual superior em tudo. Mas não é assim, apesar da cristandade como um todo não divulgar tal fato a bíblia nos diz, (Não nos sobreveio tentação que não fosse humana). Lembremos sempre, o maior inimigo oculto do homem é sua própria natureza caída.





segunda-feira, 14 de julho de 2014

Futebol, ídolos e inversão de valores...

Devo admitir que aprecio o esporte, entre eles o automobilismo (F1) e o futebol. Nada contra em apreciar uma partida de futebol. Não posso negar, contudo que exista alguma inversão de valores, por exemplo: o que significa o futebol, é ele algo de grande importância? Ora, acredito que o futebol é algo menos importante dentre aqueles menos importantes, isso no que diz respeito a sua necessidade para a manutenção da vida.

Não se pode negar o fato de que principalmente a mídia televisiva tem trabalhado bastante com o intuito em cauterizar na mente dos telespectadores que o futebol seja a coisa mais importante na vida de uma pessoa. Não precisa ser um expert no assunto para saber que o povo aderiu à idéia de que alguns atletas são os seus deuses, e que o seu time do coração é a sua religião. Naturalmente a mídia televisiva percebendo a carência espiritual e emocional do povo explora com todas as suas forças com o objetivo de divulgar a sua propaganda, criar o seu comercio e manter em dia os seus altos salários. Para isso é necessário estimular e propagar o fanatismo.

Não acredito que sem o fanatismo do futebol as coisas seriam melhores, não neste mundo, isso pelo fato de... (Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.) 2 Tm. 3.13. A inversão de valores que citei se dá quando alguém ou mesmo uma nação chega ao extremo em chorar perante os atletas perdedores, mas não se comove tanto com a desigualdade social que grassa e assola o seu país. A inversão de valores se dá quando em campo de futebol a multidão extasiada canta aos prantos o hino nacional, ao passo que contra as mazelas que assolam o seu país, poucos levantam a voz.

A inversão de valores acontece quando um povo chora e lamenta por um órgão riquíssimo que de fato não lhe pertence, mas este mesmo povo raras vezes lamenta o infortúnio do pobre desprovido. A inversão de valores se dá quando uma nação afirma ser um só povo, mas somente para torcer por um órgão, que diz lhe representar, a despeito de não mover uma palha sequer em favor da nação. A inversão de valores continua, quando o órgão que diz lhe representar nada faz de concreto para o país. O que se ganha e o que se perde quando o time de futebol vence ou é derrotado? O povo, nada! 

A inversão de valores se dá quando como deuses os ídolos do povo são aclamados e cercados de jornalistas e fotógrafos do mundo inteiro, mas o cidadão trabalhador que com empenho que como artista e muitas das vezes com risco de morte desempenha a sua tarefa, de manhã à noite para verdadeiramente ajudar a progredir o seu país... Este não é lembrado. O que dizer do salário do trabalhador comparado com os dos ídolos do povo? São valores corretos ou invertidos? Pobre mundo, onde o povo destituído de saber, como maré é empurrado de um lado a outro.

Como disse acima, não sou contra a prática do esporte, ao contrário, sou espectador do mesmo. Só não participo do feitiço das massas, acredito que o esporte deva ser visto como uma diversão, não como uma questão de patriotismo, algo que realmente não é. O patriotismo só acontece quando o povo e governo querem em um  todo ver o país realmente prosperar, não se pode admitir um país que seja patriota apenas no futebol. Esta postagem não tem como intuito ser contra a prática do esporte, mas sim contra as inversões de valores, Jo. 17.14 (Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.)

O objetivo principal deste assunto apesar de ter demonstrado a inversão de valores o foco principal não são elas, sabemos que o mundo irá de mal a pior, portanto nada podemos fazer para alterá-lo ou sará-lo. O enfoque principal que devemos dar está na questão da mídia manipuladora, ou mesmo na emoção das massas, Jesus mesmo nos disse,  Mc. 14.38 (Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.) Naturalmente não era este tipo de tentação que Jesus se referia, mas tentação é tentação, seja ela qual for.

Muitos dirão: não vejo problema algum em torcer para o meu time. Lógico que não mas, qual é o divisor entre torcer e ser fanático? Saberemos separá-lo? Existem várias razões para evitarmos o fanatismo e dentre elas estão: (1) não podemos como crentes criar deuses para nós Sl. 96.5 (Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus.) (2) não se é espiritual quando não se é racional Rm. 12.1 (Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.)

(3) O fanatismo apela para a emoção e destrói a razão e a justiça, um país de fanático é um país desequilibrado, desestruturado e, portanto caótico. (4) O fanatismo apela para as emoções que nos levarão de acordo com o mundo e suas práticas desiguais, no que tange a questão social completamente desestruturada. E na questão espiritual nos empurrará para as práticas mundanas desaprovadas por Deus, 1.Jo. 2.15 (Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.)

Se o amor de Deus não está em nós é uma prova de que somos do mundo e fazemos a sua vontade; para nós os que cremos qual é a diferença entre fazer a vontade de Deus e a vontade do mundo ou da carne? 1.Jo. 2.17 (Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.) (5) Quando seguimos as massas somos tendentes em seguir as suas reivindicações, portanto iremos sustentar o marketing, o apelo à moda e a propaganda, nos tornando assim escravos do sistema.

Assim como a bíblia nos adverte a não amarmos as práticas mundanas por elas serem destituídas de justiça e misericórdia, não podemos dar vazão a carne Tito 3.3 (Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.)

Nós que não vivemos do esporte devemos apenas considerá-lo como tal, nada além. Apreciado apenas para lazer, não como uma religião, não como um estilo de vida, não devemos tê-lo como algo primordial, ao contrário, lembremo-nos também que os atletas e esportistas em geral são apenas seres humanos, não são deuses, a despeito da mídia insistir e propagar que são. Devemos amar o nosso país, não com uma mentalidade de massa, sendo empurrado por falta de racionalidade e excesso de emoção. O patriotismo não se resume em lágrimas de entretenimento, mas em ação, em cidadania, em cooperação mútua,  buscando com isso educar o povo, para somente assim termos um crescimento justo da nação, mesmo sabendo que justiça e equidade não serão encontradas plenamente neste sistema que ora opera. 2. Pe. 3.13 ( Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.)

Evandro.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Analisando Hebreus 7.12

Hb. 7.12 (Pois, quando se muda o sacerdócio necessariamente há também mudança de lei.)  A palavra lei neste verso é nomos e quer dizer: qualquer coisa estabelecida, qualquer coisa recebida pelo uso, costume, lei, comando de qualquer lei, uma lei ou regra que produz um estado aprovado por Deus.

Pois bem, nesta passagem a bíblia não classifica que tipo de lei foi mudado, nem tampouco destaca que foi a lei cerimonial, o que ela destaca é que o sacerdócio Levítico foi mudado ou retirado. Baseado nesta informação devemos analisar, que tipo de lei era administrada pelo sacerdócio Levítico? Os sabatistas responderão com ênfase: as leis cerimoniais. Alegam que pelo fato da bíblia dizer sacerdotes naturalmente leva à mente do investigador às leis de holocaustos, de purificação e etc.

Porém a bíblia vai além, descreve que juntamente com a mudança do sacerdócio mudou-se também a aliança ou concerto em outras traduções. Não podemos negar o fato de que toda a lei encontrada no antigo testamento inclusive os dez mandamentos estavam inseridos dentro do antigo concerto ou aliança. Fato é que quando os sabatistas querem fazer proselitismo destacam que o sábado está integrado dentro do decálogo e que o decálogo está integrado dentro do antigo concerto, mas a bíblia destaca também que o antigo concerto foi abolido por isso mudou-se o sacerdócio.

Vejam só como os dez mandamentos estavam integrados no antigo concerto Ex. 34.27-28 (Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.) Dt. 4.12-13  (Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma. Então, vos anunciou ele a sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.)

Muitos outros textos testificam que a lei ou mais propriamente os dez mandamentos eram à base da antiga aliança, o autor do livro aos hebreus nos diz mais, Hb. 8.6-7 (Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda.)

Mais claro que isso impossível, não resta à menor dúvida de que a antiga aliança foi substituída, mas muitos irão objetar dizendo: o que foi abolido foi o antigo concerto, não a lei. Vimos, no entanto que a lei foi uma parte inseparável do antigo concerto, como disse também, a lei como um todo era a base do antigo concerto, sendo assim os termos lei, aliança concerto, pacto e testamento são usados de modo intercambiáveis. Portanto, a lei e a aliança são paralelas umas a outra, 2 Rs. 18.12 (Porquanto não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; antes, violaram a sua aliança e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado; não o ouviram, nem o fizeram.)

Sl. 78.10 (Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei.) É praxe entre os sabatistas; destacam eles que a nova aliança é continuidade da antiga, não uma nova aliança. Mas, percebemos que a bíblia descreve duas questões importantes, (1) o verso diz: nova, não continuidade, (2) é destacado com enfase que a antiga aliança foi abolida. Mt. 26.28 (Porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.) 2 Co. 3.6 (O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.) Hb. 8.13 (Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.)

Ora, aquilo que estava prestes a desaparecer no início do primeiro século não pôde dar continuidade. Além da segunda carta aos Coríntios, a carta aos hebreus descreve com nitidez o fato de que a antiga aliança como um todo foi abolida e consequentemente introduzida outra de superior promessa, Hb. 8.6 (Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.)

A promessa consiste no fato de que a salvação do crente não seria alcançada por meio de obras, ou seja as obras do crente seria na verdade uma consequência da operação da nova aliança no seu coração, esta é a promessa de Deus para a nova aliança, Hb. 10.16-17 (Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre.)

Os sabatistas reagem dizendo: ora, que contradição, o texto não apóia a idéia da continuidade da lei agora no coração? Verdade, diz mesmo, mas devemos agir com prudência. Lembremo-nos de que toda a antiga aliança era interligada, ou seja, a lei não sobrevive sem o sacerdócio nem o sacerdócio sobrevive sem a aliança nem o pacto sobrevive sem a lei. Também é destacado pelos escritores bíblicos que foi introduzido uma nova aliança por isso a antiga deve ser eliminada. Fato é que Deus introduziu a lei na mente dos crentes, seria certo então admitir que o sábado estivesse neste conjunto?

Bem, creio que para os judeus sim, pelo fato de Deus ter feito a primeira aliança com eles. Mas, por outro lado também ficaria difícil dizer para um judeu que ele não necessitava mais oferecer holocaustos, ou mesmo observar as luas novas, e tantas outras ordenanças encontradas na antiga aliança, isso pelo fato de um judeu reconhecer que não existe uma divisão na lei. A antiga aliança não foi apenas passada de forma oral, o antigo testamento nos comprova que de forma escrita os judeus tinham acesso à aliança.

De igual modo assim é a nova aliança, não a temos apenas de forma oral, mas sim de forma escrita, sendo assim fica fácil pesquisar e ver o que está escrito, com o intuito de deparar o que a nova aliança exige do crente. Vemos a lei na nova aliança? Sim vemos. Vemos a lei como sendo a norma de salvação como se dava na antiga aliança? Não, não vemos. Vemos o sábado como sendo um mandamento obrigatório e dependente para a salvação? Também não vemos. Isso também é fato.


A lei de Deus que foi posta no coração dos crentes na nova aliança é uma lei moral natural objetiva, e tais deveres e valores morais não podem e não estão baseados em: preferências pessoais, convenções sociais (isso inclui certas denominações) ou mesmo a evolução. A promessa bíblica é que a lei de Deus seria implantada no coração do crente e que a sua obediência cresceria na conversão e consequentemente alcançará o seu ápice na santificação. Naturalmente nem todos respondem de maneira positiva ao evangelho, isso é natural, visto que nem todos serão salvos. A lei na nova aliança é espiritual, moral e vai além de estar escrito nas tábuas de pedra. Ela deve estar no coração e ser sem cerimônias e independente do sacerdócio Levítico e suas ordenações recebidas da antiga aliança.

Evandro.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paulo e sua teologia necessária.

No que concerne a questão religiosa, tenho observado em diversos blogs e Sites algumas pessoas menosprezando as epístolas paulinas e consequentemente a sua mensagem. Argumentam os críticos que Paulo não pode ser aprovado por Deus, pois segundo Eles Paulo fala contra a lei e dizem ainda que a justificação pela fé não é uma mensagem do evangelho de Cristo, mas sim de Paulo.

Segundo os críticos, Jesus Cristo ensinou que o homem deve ser perfeito, mas perfeição esta baseada nas próprias “boas obras” que segundo eles o homem pode realizar. Utilizam para isso alguns versos, dentre os quais destaco Mt. 5.48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.Segundo os críticos Jesus foi imperativo, portanto para eles a perfeição humana deve acontecer por meios de obras, diferentemente da teologia ensinada por Paulo que diz que as obras são conseqüência da salvação, não a sua causa.

Devo dizer que sou frontalmente e completamente contra tal ensinamento. E para isso devo deixar as minhas razões, Primeiro que Cristo não ensinou uma salvação ou uma perfeição baseada nas obras, caso contrário ele Cristo não poderia ter dito que deu a sua vida em “resgate” por muitos conforme Mc. 10.45Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

Claro que os objetores irão dizer que o texto mencionado foi um acréscimo nos séculos subsequentes a fim de dar apoio ao pensamento do resgate efetuado por Cristo. Acredito piamente que houve realmente inserções na bíblia, só não concordo que tais acréscimos e decréscimos deva ocorrer somente nos textos onde são favoráveis aquilo que não creio. Quanto a questão do resgate mencionado no verso acima não irei abordar nesta postagem, só posso adiantar que não é um resgate comumente aceito pela cristandade, em outras palavras os muitos que foram e serão resgatados não foi das mãos do diabo.

Porque então Jesus no sermão do monte ensinou a perfeição baseado nas obras? (1) Jesus nasceu sob a lei Gl. 4.4vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” (2) O ensinamento de Cristo para os judeus na realidade foi mais uma crítica ao comportamento “santo” que eles exerciam. Na verdade a lei que eles professavam guardar não era externada de forma a demonstrar tal cumprimento.

Analisemos um pouco o contexto do capítulo cinco de Mateus. Após reunir a multidão juntamente com os discípulos Jesus passou a falar uma série de predicados os quais os seus seguidores deverão nutrir, entre eles estão: humildade de espírito, mansidão, senso de justiça, os misericórdia, os pacificadores e etc. Mediante isto, Jesus continua dizendo que os discípulos devem não só agir mais ser assim, visto que eles os discípulos deverão ser igual ao sal o qual acentua o sabor, como a luz, que “espanta” a escuridão e que se tais coisas não acontecerem nas suas vidas, a justiça demonstrada por tais obras serão apenas hipocrisia.

A partir dai Jesus começa a demonstrar que os “guardadores da lei” estavam errados pois eles erravam quando interpretavam a questão do divórcio, do homicídio, do adultério, do juramento, da vingança e do amor ao próximo. Então Jesus enfaticamente diz Mt. 6.1 “ Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.”  Em outras palavras Jesus disse, não adianta nada vocês tentarem viver de um jeito contrário a vossa natureza; ele arremata a questão dizendo o que lemos em Mateus 5.48. O sermão da montanha primariamente tem uma advertência não só para o judeu mas para todos aqueles que fazem da hipocrisia o seu “manto” de justiça, secundariamente, ai sim demonstra como o homem perfeito deverá não só agir mais ser de verdade. O que estou dizendo é que ninguém é perfeito perante Deus, e sendo assim a teologia de Paulo é perfeitamente compatível com a ideia de Deus sobre a regeneração e santificação, portanto mais do que necessária.

Seria o homem por si só capaz de realizar boas obras pára salvação? Is 64.6Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.” Jr. 13.23Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal.” Se o etíope e o leopardo não podem mudar algo que faz parte de sua pele significa que por nós mesmos não podemos fazer aquilo que não somos capazes.

Repare também que Isaías destaca que nada que fizermos validará a nossa posição perante Deus, sendo assim, Paulo inventou a sua teologia? De maneira nenhuma! Por experiencia própria conhecia a natureza humana, e baseado nas declarações dos profetas ele arremata a questão dizendo que não há um justo sequer, Rm. 3.10como está escrito:  Não há justo, nem um sequer.”  Ec. 7.20Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.”

A teologia de Paulo é extremamente válida e competente, ele nos alerta para a falsa premissa de que o homem com suas “boas obras” pode se achegar e agradar a Deus, outro fato importante e que os críticos da teologia paulina erram é em não admitir que Paulo ensine as boas obras, usarei somente dois textos o primeiro está em Ef. 2.10 “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”  E o segundo se encontra na sua primeira carta à Timóteo 6.18 “Que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir.”  (Grifos meus.)

A única diferença foi que Ele Paulo não faz das obras um meio para a salvação, mas consequência da mesma. Em outras palavras as boas obras são resultados de Deus uma vida com Deus, não um meio para encontrar ou agradar a Deus. As grandes verdades da teologia paulina são: O homem devido a sua natureza tornou-se incapaz de se salvar por meio de obras. As obras são uma constante na teologia paulina, difere dos legalistas somente na sua causa. A salvação é algo contrário a natureza humana, portanto só Deus é capaz de opera-lá, sendo assim não se obtêm a salvação por meio de obras.

Além de demonstrar dentro da bíblia que a salvação não é alcançada por meios humanos, Paulo demonstrou com grande sabedoria baseado na sua vivencia e experiencia que o homem está fatalmente coberto de pecado e consequentemente destituído de Deus, Rm 3.12Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”  Isso seria uma invenção de Paulo? estaria Eu, sendo injusto com os seres humanos, sendo assim, estaria sendo injusto comigo mesmo? O que Paulo viu e que muitos não querem ver é que o ser humano por si só é algo complexo e deveras complexo. O humanismo rotulado de religião foi quem tentou desfigurar as grandes verdades das cartas de Paulo, mas em toda a bíblia os escritores são unanimes em afirmar que nós por nós mesmos estamos separados de Deus, e só nos uniremos com Ele por meio de sua misericórdia e misericórdia essa muito bem explanada nas epístolas paulinas.

Evandro.





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Deus ou a enzima telomerase

Dias atrás estava assistindo a um documentário cientifico onde o tema era “a fonte da juventude”. E nele o pesquisador eufórico dizia que a ciência caminha a passos largos para por um fim ao envelhecimento, e com total dedicação (disse Ele) em um futuro longínquo quem sabe por um fim na morte.

Segundo o documentário uma equipe de cientistas bem intencionados aplicou a teoria em ratos e descobriram que os ratos que foram cobaias para o experimento então realizado viveram 50% mais do que os outros que não participaram do teste. Segundo os cientistas a causa do envelhecimento é produzida pelos telômeros. O que são telômeros? Segundo os cientistas os telômeros são longas fitas repetitivas de DNA que se encurtam cada vez que a célula se divide.

Quando os telômeros se tornam muito curtos, a vida da célula chega ao fim, e o envelhecimento é um sinal que as células estão morrendo. Para os cientistas ainda resta uma “solução” acreditam eles que aumentando a proteína telomerase ajudará a manter as pontas protetoras ao final dos cromossomos, os telômeros, que agem como cadarços evitam que eles “desamarrem”, destruindo a célula.

Enquanto envelhecemos e nossas células se dividem a informação do tamanho do telômero é passada para a nova célula com um “prazo de validade” mais curto. As pontas dos cromossomos tornam-se cada vez mais curtas e frágeis e finalmente a célula morre. Portanto os cientistas pensam que aumentando os níveis naturais de telomerase poderá rejuvenescer as células.

E bem entusiasmada a cientista que liderou a pesquisa, disse com muito orgulho que a enzima era capaz de transformar “uma célula normal e mortal em uma célula imortal”.  Bem, apesar de não ser cientista e não acreditar que a ressurreição possa ocorrer sem que algo espiritual esteja relacionado, vamos deixar a mente divagar um pouco. Imaginem um mundo onde a maldade e a injustiça seriam as principais características de tais homens imortais, acredito que não será tão bom assim viver eternamente em tal contexto.

A bíblia sabiamente destaca que o homem natural não compreende as coisas do espírito, pois lhes soa como loucura, e que grande realidade é esta, 1ª Co. 2.14Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
                  
Acredito que dois grandes problemas serão encontrados pela ciência que busca a imortalidade. (1) O que os cientistas desconhecem ou não querem acreditar é que o problema da morte ou mesmo do processo da morte que é o envelhecimento não é apenas algo físico, mas sim extra físico. (2) E neste campo metafísico o homem sem Deus desconhece. Sendo assim o homem não precisa somente de um “reparo” para o corpo, mas sim para o espírito, Ef. 2.1Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.”

Jo. 3.3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” De nada irá adiantar os cientistas descobrirem um método que possa alongar para sempre as pontas dos cromossomos, se o homem não nascer de novo. Neste mundo o qual vivemos a morte é “suprema” não pelo simples fato do envelhecimento das células do corpo humano, mas sim por causa do pecado.
Rm. 5.12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” O envelhecimento das células e consequentemente de todo o nosso corpo não é a causa da morte, mas a consequência. Percebemos isso na própria natureza, sabiamente a bíblia descreve tal ocorrência, Rm. 8.22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.”

Toda a criação sofre com o processo da morte, alias dentro da mente humana existe um campo de batalha pronta para dilacerar o próximo. Portanto, a vida não deve começar do exterior mais sim do interior, sabias palavras de Jesus “primeiro nasçam no interior.” Sem isso podemos imaginar um mundo de homens imortais que estarão mortos nos seus sentimentos e praticas, onde o egoísmo e a má distribuição irão gerar um desconforto e uma revolta eterna. Em primeira instancia acredito que tal mundo seria idêntico ao que foi representado pelo filme Elysium.

Após isso acredito que tais pessoas sensíveis a necessidade alheia se tornarão como o astronauta de certa estória de ficção cientifica que foi abandonado no espaço sideral com dois frascos, um deles com veneno e o outro tinha a poção da vida eterna. Ao perceber o futuro que o aguardava, ele tomou o frasco de veneno. Mas para o seu horror ele percebeu que havia tomado o frasco errado, ele tinha tomado a poção da imortalidade! E isso significava que ele estava condenado a viver para sempre em um mundo onde as pessoas não passavam de zumbis, vivos por fora, mas mortos por dentro, e se estão mortos por dentro a todo custo elas irão querer somente destruir.

Portanto, a morte quando natural apesar de dolorosa e deveras rejeitada faz parte do sábio propósito de Deus, ela não é só existente na atualidade como também é necessária. A bíblia diz que o salário do pecado é a morte. Não acredito que com todo o avanço da ciência eles conseguirão por fim a morte, a morte não parte do físico, mas afeta o físico. A vida eterna não pode ser distribuída por dinheiro ou outro bem material, é imoral. A eternidade sem Deus seria viver uma vida de egoísmo e sem propósito, alias o único propósito seria os ditos “imortais” tentarem fabricar algo que pudesse reverter o processo de imortalidade nos seus semelhantes.

Acredito e apoio a ciência que com esforço e trabalho descobrem medicamentos e tratamentos para “prolongarem” o bem estar físico do gênero humano. Não apoio aqueles cientistas que querem brincar de Deus, tentando a meu ver em vão solucionar problemas que estão além da esfera humana, ao passo acredito eu que envolvidos em tais projetos negligenciam tarefas que estão ao seu alcance, por isso a meu ver considero tais projetos imorais e antiéticos.

Acredito piamente na ressurreição primeiro na espiritual depois na material, em outras palavras devemos nascer primeiramente no interior e este não é um processo humano, mas de Deus, (Ele vos deu vida). A vida eterna é um processo de regeneração total, partindo do interior do gênero humano, se estendendo através da natureza transformando toda a nossa mente e revitalizando os corpos. Esta é a vida eterna que aguardo, onde tudo mais terá sentido e propósito, Jo. 17.3 "  E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.


  



sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Sabatistas ou dominguistas" quem está com a razão?

A grande controvérsia entre os sabatistas, principalmente os adventistas do 7º dia e a cristandade, se dá basicamente devido à indefinição do dia do Senhor defendido por ambas as partes. Assim como os adventistas (cito o adventismo por ser de maior expressão) os grupos denominacionais quase sem exceção são trinitários, logo para eles Jesus é a segunda pessoa da trindade e, portanto Deus, como instituído nos credos Niceno-constantinopolitano. Como é sabido por todos, os sabatistas acreditam que o dia de Deus é o sábado, já os “dominguistas” acreditam que o dia de Deus é o domingo, portanto ambas as partes se “digladiam” querendo a todo custo provar que estão certos sobre o dia do Senhor.

Mediante isso quem está certo, qual grupo denominacional está com a razão? A julgar pela bíblia veremos que ambos estão errados, Segundo a bíblia o dia que Deus separou para o povo judeu foi o sábado, e isto é inquestionável, mas a questão persiste, qual foi o dia dedicado a adoração instituído para os não judeus? Nenhum, portanto ambos os lados estão errados, alguns versos bíblicos claramente nos confirma isto.

Colossenses 2.16 (Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados.) Romanos 14.5-6 (Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.)

A base do erro nesta premissa está no fato da bíblia não afirmar que Jesus é Deus, pelo contrário ela diz que Jesus é Senhor 1ª Co. 8.6 (Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.) (grifo meu)

Em outras palavras não existe um dia dedicado ao Cristo como sendo o dia do Senhor separado como foi o sábado no judaísmo. A tradição cristã se encarregou em dizer que o domingo é o dia do Senhor, isso devido à ressurreição, não por uma ordem escriturística, mas apenas por tradição. E, tradição esta que estava preocupada em manter vivo o dia da ressurreição do Senhor não o dia de Deus, haja vista que Deus não morreu.

Sendo assim a cristandade falha em promover um dia para Deus o qual ele Deus não solicitou, é verdade, não existe nada que nos mostra Deus ordenando o domingo como sendo um dia de guarda, também falha a IASD. Pois o sábado na antiga aliança era tido como o dia de Deus, e se eles não sabem a palavra Senhor para Deus, só foi possível após a septuaginta, antes disso, na bíblia hebraica Deus era Yahweh e não (Senhor). Para nós Yahweh uma convenção da palavra hebraica יהוה, transcrito em letras romanas como YAHWEH, e conhecido como o tetragrama, cuja pronúncia original é desconhecida. O significado mais provável de seu nome seria "aquele que traz à existência tudo que existe".

O que os religiosos não querem ver é que o domingo não é o dia de Deus, convencionalmente é conhecido como o dia em que o Senhor ressuscitou. Outro fato importante é que Deus e Jesus são pessoas completamente distintas. Volto a repetir Jesus não pediu nem mesmo instituiu um dia de guarda, quanto aos adventistas, Jesus não é o Deus eterno, sendo assim o sábado não foi o dia de Cristo e, portanto a “guerra” travada entre as denominações e os adventistas sobre o dia do Senhor é sem nexo. 

Suponhamos que ao menos um lado estivesse com a razão sobre o dia de Deus, o que deveria ser feito? Segundo a bíblia o dia de Deus no antigo testamento era um teste de “o que fazer e o que não fazer”; ou seria apenas um dia de lembranças e recordações? Um exemplo claro disso está no fato de como os “dominguistas” observam o dia do Senhor, a observância está somente na tradição, ou na “intenção” não passa disso, de resto o dia do senhor com raras exceções é dedicado para o próprio âmago, (passeios esportes lazer em geral.)

O mesmo se da com os sabatistas, acreditam piamente que estão agradando a Deus pelo fato de dizerem que dedicam o sábado como sendo o dia do Senhor. Erram em três questões duas já abordadas: (1) o sábado foi uma instituição para os judeus, (2) o sábado não é o dia do Senhor, mas de Deus, (3) os sabatistas falham em não cumprir as exigências implícitas no mandamento do sábado tornando a sua observância apenas uma tradição ou um sinal da aprovação de Deus, visto acreditarem com todo o empenho que estão restaurando uma verdade bíblica a muito violada.

Por exemplo, o mandamento escriturístico do sábado envolve mais do que se abster de trabalhar, nele o indivíduo não poderia acender fogo, Êxodo 35.3 (Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.), Diga-se de passagem, que o problema não estava em como proporcionar o fogo, mais sim em acendê-lo. Para os sabatistas dos dias modernos a guarda do sábado é apenas parcial, pois as exigências implícitas no mandamento são relegadas ao descaso. 

Isaías 58.13  (Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs.)

Repare no verso que o mandamento do sábado proibia também de o indivíduo tratar dos próprios negócios e de dizer palavras destituídas de espiritualidade, neste sentido o mandamento do sábado diz que a sua observância está além da mera intenção, ou seja, não adianta os sabatistas dizerem que Jesus completa a intenção, segue o velho adágio que diz que de boa intenção o inferno está cheio.

Êx. 16.29 (Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.) Após isso, os líderes judaicos instituíram por tradição uma medida pela qual o indivíduo poderia percorrer nesse dia. At. 1.12 (Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado.) “A distancia de um sábado” era aproximadamente de 1 km. 

O que estou dizendo é que não há um único individuo que guarda realmente o sábado como descrito na lei, a lei do sábado e toda a sua exigência dizia também que o transgressor deveria morrer, Nm. 15.32-36 (Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.) 

Volto a repetir a lei conforme instituída e requerida como no AT. só é cumprida quando na sua totalidade e legitimidade. Não existe nenhum texto bíblico que apoie a ideia de que a guarda do dia de Deus ou do dia do Senhor (como queiram) possa ser apenas uma observação baseada na intenção do individuo, para a lei era “8 ou 80” não tem meio termo.