terça-feira, 15 de agosto de 2017

A criação aponta para um ser inteligente.

Desde os tempos mais antigos, os homens distanciados de Deus, procuram desvendar o mistério da origem do universo. Para tanto, dão asas a imaginação, criando muitas lendas e fábulas e com isso não conseguem desvendar esse mistério. Assim desde o princípio, quando o homem rejeitou a revelação de Deus, toda a cosmogonia (criação ou origem do universo) tem se revestido muito mais de mitologia do que de ciência.

A mitologia chinesa, por exemplo, apresenta a sua versão da origem do universo a partir de um ovo de galinha chamado caos, que teria gerado a terra e céu, sendo que a raça humana teria tido origem a partir de pulgas! Esta história nos soa familiar. Um ovo cósmico que explode (Big bang) gerando o universo; pequenas formas de vida que dão origem a seres maiores e mais aperfeiçoados (evolução).

Já na mitologia grega, a deusa Gaia (terra) dá a luz Urano (céu). Depois, Gaia e Urano se unem para gerar Cronos (tempo). Atualmente uma das teorias que se originou da evolução é a do Big bang, segundo os cientistas há cerca de 10 ou 15 bilhões de anos, eles não sabem ao certo, toda a matéria do universo estaria concentrada em um único ponto do espaço, formando um imenso “ovo cósmico” que teria explodido, dando origem a todas as galáxias e sistemas solares, inclusive o nosso.

Assim surgindo do nada como um passe de mágica, as leis da física, vindas não se sabem de onde, começaram a atuar no universo. Deste modo dizem os evolucionistas, teriam surgido todas as estrelas, como também o sol, todos os planetas incluindo a terra. Isso a partir do Big bang, a terra teria sido “criada” como uma esfera sem forma e vazia, somente contendo uma enorme “sopa” onde os elementos inorgânicos se encontravam mergulhados em outro elemento, a água.

Ao passo que a bíblia descreve a realidade que nos cerca como sendo um acontecimento causado pela vontade de Deus, Sl. 33. 6 e 9 Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir. Não se pode afirmar e nem mesmo descartar uma grande explosão na origem do universo, o que tem de ser descartado é uma explosão causadora, ao invés de uma explosão conseqüente.

Quando a bíblia diz que Deus falou e tudo se fez, o efeito de sua ordem (palavra) e o aparecimento da matéria pode ter tido como resultado uma explosão gigantesca, A bíblia descreve a ordem criadora de Deus ou as suas palavras produzindo som como um trovão, Hb. 11. 3Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

Sl. 104. 6-7Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas; à tua repreensão, fugiram, à voz do teu trovão, bateram em retirada.” Ap. 14. 2 “Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa.” O trovão é simbolo da voz de Deus. O fato de dizer que não é possível acreditar com certeza que houve uma explosão no princípio do universo está embasado na premissa levantada pelos adeptos da teoria da evolução.

Segundo eles não existe como provar a veracidade do reato da criação citado pela bíblia sem ter existido uma testemunha ocular que tivesse acompanhado o momento da criação em si. Assim sendo, o mesmo deve ser exigido com respeito a teoria do Big bang. (1) Ninguém presenciou tal acontecimento, (2) uma explosão aleatória jamais poderia criar matéria e leis organizadas, pelo contrário, iria fazer justamente o oposto, apesar dos próprios cientistas dizerem que o Big bang não causou o universo mais apenas o expandiu e formou somente os átomos de hidrogênio e hélio; o bom disso tudo é que a própria ciência diz que o big bang é apenas uma teoria e não uma lei definida. 

Bem, nada mais do que justo, pois formular algo apenas admitindo terem descoberto o eco do Big bang... Então surge o impasse: se o Big bang aconteceu por si só como ele foi disparado? O argumento é o seguinte, dizem eles: "Antes do Universo, apenas existia um ponto sem volume, mas com uma densidade enorme" Bem, a densidade determina a quantidade de matéria que está presente em uma unidade de volume, estamos falando de matéria, ora no nada absoluto não existe matéria, e sendo assim não poderia ocorrer uma explosão no nada absoluto.

Assim sendo eles mudaram a retórica, o Big bang não causou o universo, mas apenas o expandiu. E dentro da própria comunidade cientifica já existe a possibilidade de lançarem por terra a teoria do big bang, segundo eles os 13.5 bilhões de anos é um período muito curto para explicar a formação do universo. A bíblia é muito clara com relação ao comportamento de rejeição humana com relação a Deus e sua criação, Rm. 1. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.”

A desculpa ocorre por dois motivos, o motivo secundário é que muitas pessoas querem se aparecer provocar não se importando como. E o segundo e principal motivo é que a grande maioria das pessoas prefere ser um macaco encurvado a um homem  erectus ou reto aprumado, ou seja, poucos querem se sentir dominado por um ser superior que lhes impõe ordem, o animal não deve satisfações a ninguém e segue apenas o seu instinto e isso também é destacado pela bíblia, Rm. 1. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes.”

Então esta é realidade humana, as teorias humanas são tidas como a mais pura verdade, e poucos questionam a sua realidade e validade, o importante para muitos é a “anulação” de Deus e suas obras. O fascínio para retirar Deus de sua posição de criador e regente do universo é tão grande que muitos o surgimento da matéria ou da criação do universo como sendo o acaso, outros dizem que o universo se auto causou, mas não admitem um ser superior criador de todas as coisas, como isso é irracional atualmente estão dizendo que o universo é eterno, contrariando a própria teoria do Big bang que diz que o universo teve um começo e terá um fim.  

Infelizmente a tentativa humana de abolir Deus sempre existiu, e nos últimos tempos se avolumou por meio de teorias evolucionistas, naturalmente esse é um processo que ira evoluir até chegar ao ponto de negarem completamente a existência de Deus abolindo-o por completo, isso é algo inegável, mas também necessário.  



                      

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Existem apóstolos e profetas na atualidade?

Uma questão bíblica a ser destacado no AT. diz respeito à autoridade secundária de um profeta. 2ª Rs. 21. 10 Então, o Senhor falou por intermédio dos profetas, seus servos, dizendo:” Disse secundário, pelo fato da autoridade primária ser proveniente de Deus, sabendo também que o termo profeta não dá garantias de que tal pessoa pudesse realmente falar segundo a vontade de Deus, ou seja, um profeta poderia ser verdadeiro ou falso, Mt. 7. 15 “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”.

Outro fato a ser destacado é que no NT. Apesar de ser mencionado por meio de alguns versos a autoridade secundária não mais pertence ao profeta e sim aos apóstolos, destacando também que a atividade apostólica findou no primeiro século, ou seja, na atualidade existem sim os falsos apóstolos assim como no dias do AT. Existiram os falsos profetas. Alguns versos que falam de profetas no NT. At. 15. 32Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram.”

At. 21. 10 “Demorando-nos ali alguns dias, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo.”  Mas, segundo Paulo, a autoridade no NT. É baseada em uma autoridade apostólica, não mais em um profeta, 1ª Co. 12. 28 “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.”  A palavra primeiramente do verso acima é proton e significa: primeiro em tempo ou lugar, primeiro em posição.

Ditas essas coisas, vamos levar em consideração o fato de que algumas denominações na atualidade acreditam estarem sendo dirigidas por profetas ou mesmo por profetizas. Qual deveria ser a postura tomada pelos seguidores de tal denominação? Respeitar as declarações do profeta é lógico! Por exemplo, a IASD. Acredita piamente que a sua constituição veio diretamente de Deus por meio de sua profetiza E.G.W. Isso pelo fato dela mesma se auto declarar como sendo uma profetisa. Eis as suas declarações:  

“Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, p. 106). “Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la.”(Idem, p. 290).

“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas.’” (Primeiros Escritos, p. 258)

Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos.Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter.” (Testemunhos Seletos,vol. II, p. 276, 

Não há como negar que EGW. Denomina-se como uma verdadeira e importante profetisa, mas tal auto declaração é posto em xeque por grande parte de seus seguidores, por que isso? Antes veremos dois versos que nos revelam a necessidade da profecia nos dias bíblicos, 2ª Cr. 24. 19 Porém o Senhor lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos”. Zc. 7. 12 Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos”.

Os versos nos mostram os profetas tentando através da admoestação levar o povo de volta para aquilo que lhes foi ensinado, ou seja, relembrá-los das ordenanças de Deus por meio da lei, os profetas não administraram um ensinamento novo, ou fora daquilo que eles já sabiam, mas rejeitavam. Talvez seja por isso a rejeição por grande parte daqueles professos seguidores da profetisa EGW. Cabe uma pergunta, a rejeição se dá devido às profecias ou ensinamentos novos fora da bíblia, mas que estão em seus livros, ou a rejeição acontece por desconfiança da profetisa?

O ensinamento extra-bíblico o qual ela garante que se encontra na bíblia diz respeito à reforma de saúde, eis algumas declarações sua com relação ao regime alimentar:

Os princípios que nos foram propostos no começo desta mensagem são tão importantes e devem ser considerados com tanta consciência hoje em dia como o foram então. Muitos há que nunca seguiram a luz dada com respeito ao regime alimentar. É tempo de tirar a luz de sob o alqueire e fazê-la resplandecer com luminosidade clara e brilhante. Os princípios do regime alimentar significam muito para nós, individualmente, e como povo. Conselhos sobre o regime alimentar pág. 23.

Há mais de quarenta anos o Senhor nos deu luz especial sobre a reforma do regime alimentar, mas de que modo estamos andando nessa luz? Quantos têm recusado viver de acordo com os conselhos de Deus! Como povo, nossos progressos deveriam ser proporcionais à luz que recebemos. Nosso dever é compreender e respeitar os princípios da reforma de saúde. No tocante à temperança, deveríamos haver progredido mais do que qualquer outro povo e, entretanto, há ainda entre nós membros da igreja bem-instruídos e mesmo pastores que têm pouco respeito pela luz que Deus deu sobre o assunto. Comem o que lhes apraz e procedem do mesmo modo. Idem, pág 24.

Manteiga e carne são estimulantes. Isto tem danificado o estômago e pervertido o gosto. Idem pág. 48. Por ser moda, e estar em harmonia com o apetite doentio, são amontoados no estômago bolos substanciosos, tortas e pudins e tudo que é prejudicial. A mesa tem de estar repleta de variedade de pratos, ou não se satisfaz o apetite pervertido. Idem pág. 158.

Segundo o relato bíblico ao se rejeitar o conselho despreza-se o profeta, e o desprezo pode estar associado a duas questões: rebelião a Deus e suas ordens, isso caso o profeta for verdadeiramente enviado por Deus, ou descrédito no profeta, pelo fato dele (a) exigir e ensinar algo além do que está escrito. Acredito no caso do adventismo que a rejeição está associada ao descrédito; e isto pelo fato das leis de saúde ensinadas por EGW ser um ensinamento extra-bíblico, e a outra questão, EGW ensina que o regime alimentar saudável é o meio pelo qual demonstra-se a santificação daquele que pratica. Este assunto será abordado em outra ocasião.   

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A teologia espiritual de Paulo.

O judaísmo bem como os irreligiosos céticos e ateus tem promovido uma questão na internet, a questão promovida é de que os escritos do NT. mais propriamente os escritos de Paulo são sem valor, ou desprovidos da verdade. Na realidade o que tem se visto na internet, e isso apoiados pela teologia judaica é que Paulo foi um mentiroso subversivo. Uma das questões importantes a serem destacadas e que alguns pontos devem ser defendidos se encontra na teologia judaica, o judaísmo acertadamente defende que o Messias é uma pessoa completamente humana, contrariando assim a teologia cristã.
Mais esperem, Eu disse contrariando a teologia cristã, não a teologia de Paulo. Sabendo que a teologia cristã foi formulada quase na sua totalidade por teólogos em um período posterior aos apóstolos, fica fácil saber quem foi que disse que o Messias é sobre humano, ou um semi-deus. Apesar da crítica destacar que Paulo fez de Jesus deus não se encontra nada nos seus escritos que credibilize isso, pelo contrário, em vários versos Paulo destaca a supremacia de Deus sobre Jesus, 1ª Co. 11. 3 "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo."
1ª Co. 15. 28 "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos."  Estes e muitos outros versos de Paulo descrevem Deus tendo primazia sobre Jesus, é claro que existem aqueles os quais a teologia se encarregou em transformar, por exemplo Rm. 9. 5 "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém." Deus bendito eternamente, isso parece descrever que Jesus é o Deus bendito, no entanto, não é isso que várias outras traduções descrevem.
Elas descrevem assim: "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, seja Deus bendito eternamente. Amém." Então fica muito fácil culpar alguém, principalmente quando ele não está aqui para se defender, é claro que ao retirarem a palavra "seja" os tradutores tendencialistas tinham em mente tornar Jesus em Deus, isso é claro. Muitos ainda argumentam sobre as palavras encontradas ainda neste mesmo verso, e são elas:  Cristo segundo a carne. Dizem eles, -ora se Paulo está destacando essas palavras é porque ele acreditava nas origens celestiais do Messias.
Não necessariamente, por um simples motivo, quando Paulo disse essas palavras Jesus segundo nos é relatado já havia subido aos céus, ou seja, Paulo estava descrevendo o Messias do jeito que ele veio ao mundo, lógico de uma forma humana, naqueles dias em que descrevia essas palavras Jesus era um Messias espiritual, conforme o próprio Paulo descreveu: 1ª Co. 15. 46 "Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual."  E é exatamente isso que o verso nove de romanos quer nos dizer, ou seja, Jesus primeiro foi homem natural, terreno, depois, passou a ser homem espiritual.
talvez seja aí onde o judaísmo vê discrepância na teologia paulina, assim como o judaísmo vê um Messias completamente humano em seu nascimento e missão assim também o vê Paulo, no entanto, o judaísmo acredita em um Messias completamente humano que irá subjugar os inimigos de Deus, Já Paulo acredita em um Messias humano que passou para um estágio espiritual livre da morte, que irá voltar para estabelecer o reino de Deus. Rm. 6. 9 "Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele."
Agora comparem as duas teologias: um Messias humano, mas segundo o judaísmo que permanece para sempre, Jo. 12. 34 "O povo lhe replicou: “Nós temos ouvido da Lei que o Cristo permanecerá para sempre, como podes afirmar: ‘o Filho do homem precisa ser levantado’? Quem é afinal esse Filho do homem?" Uma pergunta deve ser feita: como alguém completamente humano pode viver para sempre, sem ser transformado espiritualmente? A tendência do ser humano natural é ir envelhecendo até fim, é claro que nem sempre é uma regra, visto que se morre novo.
Neste ponto discordo da teologia judaica, a teologia paulina é mais lógica, a transformação ou a ressurreição espiritual é mais sensata, até mesmo do ponto de vista da implantação do reino de Deus. Nenhum ser humano que esteja sujeito as mesmas coisas que estamos pode transformar o mundo, a própria situação belicosa que irá desencadear esse momento será preciso de alguém que já passou pela morte, o qual enfrentará todo este mundo, não sem retaliações, mas sem prejuízo, Ap. 2. 26-27 "E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai."
Outra questão onde tentam menosprezar o trabalho evangelístico de Paulo é com relação a lei de Deus. Argumentam dizendo que Paulo é contrário a lei e assim ensina, seria isso mesmo? Rm. 3. 31 "Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei." Naturalmente Paulo está dizendo que um ambiente (e este é o mundo) deve ser regido pela lei de Deus, naturalmente em seu entendimento ele está dizendo que esta lei está no coração daquele que crê, ou mais propriamente na lei natural que Deus implantou, e foi isso que ele disse em Rm. 7. 14 "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado."
Desta forma Paulo, não foi e nem mesmo ensinou a desobediência a lei, mas sim a invalidade do legalismo para poder agradar a Deus, em outras palavras fazer algo minucioso, programado, aquilo que não é natural para agradar a Deus, não tem mérito. E dizendo que Paulo foi um transgressor eles insistem dizendo que Ele sozinho ou por iniciativa própria, ou por iniciativa dos pais da igreja criaram um grupo de seguidores os quais denominaram cristãos. Seria isso mesmo? Os discípulos de Jesus não estavam de acordo com Paulo?
At. 15. 22 "Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos." O verso é claro assim com outros em dizer que havia sim uma uniformidade entre os discípulos de Jesus e Paulo, o que revoltou o judaísmo foi a não adesão das práticas legalistas aos gentios, inclusive por parte dos próprios discípulos de Jesus, e não somente Paulo. Os judeus acreditam que podem plenamente obedecer as leis de Deus, segundo eles próprios estas leis são classificadas em 613 mandamentos, sem contar os mandamentos dentro dos mandamentos, como a questão do sábado, por exemplo: http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/657775/jewish/Os-39-Trabalhos-Proibidos.htm
Eles não acreditam em um substituto, como os cristãos acreditam, para eles não pode haver um intermediário entre Deus e o homem, algo que foi ensinado pelo próprio Jesus e depois por Paulo, Jo. 14. 6 "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Naturalmente os judeus discordam de tais declarações pelo fato de todos os personagens do AT. terem se comunicado diretamente com Deus, mas, deve ficar entendido que Jesus estava se referindo a uma "ida" ou de um encontro espiritual com Deus, algo que os judeus também rejeitam.

sábado, 1 de julho de 2017

Mais sobre Tiago 2. 10

Vez por outra os sabatistas acusam os não sabatistas dizendo que estes são transgressores da lei, para isso valem-se de textos os quais supostamente fundamentam tal acusação, porém em outro assunto postado aqui neste blog: evandro-blogdoevandro.blogspot.com.br/2013/05/tiago-210-e-os-sabatistas.html disse que Tiago 2. 10 não serve para condenar os não sabatistas; pelo contrário, caso alguém ou alguma denominação religiosa utiliza-se de Tiago 2 10 para tentar se justificar perante a lei está completamente equivocado, o verso diz assim: "Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos." Os sabatistas argumentam dizendo: (- este verso cai como luva para os transgressores, uma vez que eles estão de acordo quanto a permanência dos outros mandamentos do decálogo.

Mas seria isso mesmo? Lógico que não! Primeiramente deve se argumentar que a defesa da não obrigatoriedade do sábado para os não judeus é bíblico, este é o primeiro e mais relevante argumento. E para isso podemos depreender de passagens como:  Sl. 147. 19-20 "Ele revelou sua palavra a Jacó, sua lei e seus preceitos a Israel. Com nenhum outro povo agiu assim, a nenhum deles manifestou seus mandamentos." O contra argumento será que a partir de Israel foi manifestado a todas as nações.

Dt. 4. 12-13, 44 "Então o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. Esta é, pois, a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel."  O mesmo contra argumento será utilizado, mas eu insisto em dizer que Deus não fez um pacto baseado na lei conosco, ou seja, a obrigatoriedade era exclusiva de Israel.

Então, a primeira e mais importante questão é o fato bíblico de Deus não ter feito conosco um pacto (mediante a lei) com relação a própria lei. O que Deus propôs para todos os povos e em todas as épocas, foi que a lei interior deve ser respeitada e exaltada. A lei interior é aquela que universalmente falando quando transgredida a consciência acusa, Rm. 2. 14-15 "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os."

Muitos contestam dizendo: - Com relação ao sábado não se dá o mesmo? Não, o sábado e sua obrigatoriedade não foi estendida a todos os povos, tanto é assim, que quando alguém houve pela primeira vez que deve se guardar o sábado a sua consciência não lhe acusa, tal coisa só irá acontecer quando o indivíduo for completamente doutrinado a pensar e agir assim, em outras palavras tal ordenança não está escrito internamente nos não judeus. Mais duas questões importantes que se deve destacar, 1º dentro do cristianismo quando se faz um processo de conversão a lei, torna-se uma prática judaizante, ou seja, os primeiros cristãos sofreram e rechaçaram tal prática.

At. 15. 5 "Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés."  Os apóstolos resistiram tal instrução; e a segunda questão refere-se ao ato cerimonial do sábado, todas as ordenanças que são pronunciadas as palavras: até a tarde, até ao por do sol, estatuto perpétuo e para sempre, são entendidos como mandamentos cerimoniais. Com relação a guarda de toda a lei a própria lei ordena: Dt. 27. 26  "Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém."

A lei impõe um risco muito grande, ou se guarda a sua totalidade, ou se torna culpado de transgredir parte dela. Gl. 3. 10 "Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las."  Torna-se evidente que a arma do sabatista se volta contra ele, sim, se diz que guarda o sábado conforme recomenda a lei e não o faz, a condenação da lei recai sobre ele.

É de conhecimento de todos os sabatistas que ninguém observa o sábado segundo as ordenanças impostas na lei do próprio sábado, ou seja, pode-se até não trabalhar no período de 24 hs. que compreende o dia de sábado, no entanto isso não significa nada. A lei do sábado proibia de carregar cargas, nas horas do sábado, falar algo de interesse próprio, não comercializar no dia de sábado, também não podia caminhar neste dia; no período intertestamentário os líderes religiosos afrouxaram um pouco a lei e introduziram uma cláusula dizendo que poderia se caminhar por um percurso de 1 km.

Tg. 2. 8-9 "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis." "Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores."  Em qual dos dez mandamentos se diz para amarmos o próximo e a não fazer acepção de pessoas? Em nenhum dos dez diz isso. Isso está registrado na chamada lei de Moisés, o que isso significa? simplesmente que a pretensão de se cumprir os dez mandamentos não livra ninguém da condenação da transgressão da lei.

Ou seja, Tiago é explícito ao afirmar, que qualquer que observa a lei mas não a sua totalidade me refiro toda a torá, transgride a lei. No pensamento judaico a lei deve ser observada num todo não em partes, e só observar os dez mandamentos tornam a lei fragmentada, portanto fica invalidada a sua observância. Assim sendo a acusação dos sabatistas contra aqueles que não observam o sábado como algo importante para a salvação fica sem valor, pois os próprios são responsabilizados perante a lei por não observá-la na sua totalidade. Resumindo, se alguém utiliza Tiago 2. 10 como um argumento de defesa dizendo que observa a lei deve ter cuidado, visto ser a observância da lei algo bastante inflexível.   


quinta-feira, 15 de junho de 2017

A incapacidade humana e o novo nascimento.

As tragédias humanas bem como a sua incapacidade de sanar as mazelas que acometem não só o indivíduo mas toda a sociedade e em todas as épocas, são questões pertinentes que trás a tona várias indagações. As tragédias humanas podem ser classificadas com aquilo que cada dia presenciamos em nosso contexto, a fome, as guerras as revoltas, tudo isso instigado por uma falta de boa vontade e liderado e embasado pelo egoísmo. Entre outras mazelas, podemos destacar a própria incapacidade humana de se superar, não falo de superação contextual, ou seja, aquela em que o indivíduo a despeito das dificuldades encontradas se torna um vencedor.

Me refiro a superação da própria natureza, em outras palavras falo da própria regeneração humana. É desnecessário dizer que nem mesmo a pessoa mais rica do planeta tem condições de anular o envelhecimento do seu corpo e uma consequente morte, infelizmente para muitos, essa é uma tarefa do ponto de vista humano impossível. A despeito da falsa esperança que permeia a mentalidade cientifica, em conseguir reverter o envelhecimento e por fim interromper o processo que leva a morte. Não só a bíblia testifica, mas a própria experiência tem demonstrado o processo de corrupção em todas as coisas vivas.

Rm. 8. 21 "Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus". Servidão da corrupção, isso quer dizer escravidão em um sistema corrompedor, podemos entender duas formas de corrupção neste verso, a corrupção que leva as tragédias humanas e a própria corrupção natural, o verso 22 destaca a corrupção natural Rm. 8. 22 "Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora". Em outras palavras a experiência humana testificada pela bíblia nos diz que o final da história humana é se tornar aquilo que ele era antes de existir, ou seja, nada, a menos que Deus intervenha. na história, Is. 40. 7-8 "Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente". 

Naturalmente isso não significa que aqueles que creem nunca mais passarão por aflições e estarão isentos de problemas, a bíblia não diz e muito menos promete isso, ela confirma o processo de envelhecimento e corrupção, no entanto testifica dizendo que isso não é o fim de tudo. 2 Co. 4. 16 "Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia". O processo de corrupção é natural, não necessita de nada e nem de ninguém para acontecer, ao passo que o processo de renovação é espiritual, me refiro a espiritualidade bíblica, ou a transformação em um novo homem, esta sim não pode ser realizada sozinha. 

Temos visto vários movimentos educativos propagando a paciência e a paz, contudo percebemos cada vez mais um mundo conturbado intolerante e violento. Por quê isto? A preocupação em satisfazer o ego em todas as suas esferas, não deixa espaço para o (homem termo genérico), pensar em se reestruturar interiormente, para o pensamento moderno a estruturação deve ser física, afinal o interessante é mostrar sobressair e curtir, infelizmente esta é a mentalidade que tem permeado o mundo, mas alguém irá perguntar: - e isso não é bom, não saímos da era das trevas jogando para o alto aquilo que era rudimentar desnecessário? Não temos feito grandezas com nossos descobrimentos científicos?

Ninguém pode negar o fato que houve um progresso gigantesco no meio científico e em toda a área tecnológica, no entanto, aquilo que o homem busca ou mesmo aquilo que ele propõe não houve sequer um movimento que pudesse testificar um progresso ou mesmo um pequeno avanço; que são na realidade aquilo que estamos discutindo, a saber: - reversão da degradação da natureza humana, em outras palavras aniquilamento do envelhecimento e por fim a imortalidade, e mesmo a paz a justiça e o equilíbrio interior, ou seja, satisfação plena consigo mesmo e com o planeta em lugar do egoísmo.

É sabido por todos que tem sido feito uma propaganda enorme para se investir a procura de água no sub solo de marte, naturalmente este investimento não é uma pequena soma, assim sendo pergunto: existiu algum progresso regenerativo no ser humano a despeito de dizerem que estamos na era da luz e do descobrimento? Não! É mais fácil encontrar, tratar, investir onde já existe água, no entanto os investidores argumentam que eles não podem investir tanto dinheiro em um mundo onde as pessoas não são educadas e que brevemente o investimento e mão de obra seriam sucumbidos, visto que as pessoas poluiriam e esgotariam o investimento feito.

Assim sendo somente a elite "irá" se favorecer. mas, mesmo assim surge uma pergunta importante feita por Jesus,  Mt. 16. 26 "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" Em outras palavras, o envelhecimento a morte e o próprio egoísmo continuarão a reinar neste mundo elitizado, que ninguém acredite que as façanhas desfrutadas pela elite de Elisyum se concretizarão, aquilo era pura ficção. Para o homem moderno ou pós moderno, para o rico ou o pobre, o culto como o iletrado, só existe uma maneira de ver o futuro.

E esta, do jeito que vemos e presenciamos na atualidade: as promessas infundadas de justiça, a corrupção ética e moral, a ira das nações em pé de guerra, o culto ao ego, idolatria a coisas descabidas e sem sentido, a inversão de valores, o envelhecimento e por fim a morte, esta é uma lei do ponto de vista humano inviolável. No entanto, para estas mesmas pessoas existem duas maneiras de viver estas mesmas coisas descritas acima. Deste jeito natural tentando não se lembrar de que o futuro é sombrio; ou acreditando que do mesmo jeito que nós não existíamos e não fizemos nenhum esforço para nascer podemos esperar uma mudança para este mundo, não nas promessas infundadas e destituídas não sei nem se destituída de vontade, mas de capacidade para sua realização. Por que desta incapacidade? Ef. 2. 5 "Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo pela graça sois salvos"

E esta morte espiritual gera todos os frutos que temos presenciado Ef. 2. 3 "Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais." Geralmente se argumenta dizendo: - Eu não acredito nisso, vou morrer assim mesmo. Eu geralmente respondo dizendo, todas as vontades devem ser respeitadas, mas entre viver em um mundo corrupto e sofrer na carne a corrupção, ou acreditar que Deus pode tudo, e a Seu tempo interromper a lei da degeneração em todas as suas formas, a escolha fica evidente.

Lembrando também que isso não é somente um aspecto puramente de fé, a prática tem demonstrado isso, tanto no que diz respeito a corrupção generalizada quanto mesmo ao novo nascimento, necessário para se adentrar na nova vida, Jo. 3. 3 "Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A analogia dos daimones e a política dos nossos dias.

A palavra diabo provém do grego diabolos, por sua vez procede de bállo = arrojar, lançar, com o prefixo dia = através de. A escolha da palavra é uma referência a queda dos anjos rebeldes relatado no livro de Henoc. De dia-bállo, arrojar através de, procede o substantivo diábolos – diabo – que passou a significar caluniador e opositor. Antes, no entanto, as palavras dia-bállo significava lançar através de, ou seja, os daimones ou as divindades inferiores (deuses) são os distribuidores de bênçãos. Depois disso deixam de ser distribuidores de bênçãos e convertem-se unicamente num ser mau caluniador e opositor.

A bíblia usa a linguagem simbólica para descrever uma realidade, por exemplo, em certos casos ela se refere aos judeus hipócritas como pertencendo a sinagoga de satanás, é sabido por todos que o satanismo não era praticado pelos judeus daqueles dias, portanto a sinagoga significava eles mesmos, ou seja os próprios judeus perseguidores, Ap. 3. 9 Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.”

Uma das características encontradas nesses falsos judeus era a mentira o engano. Assim, a bíblia podia condenar ou seus opositores sem ao menos ser destruída ou interpelada; outro acontecimento onde a bíblia vale-se dos símbolos, Ap. 2. 9 Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.” O verso é claro em dizer que falsos judeus eram sinagoga, ou um ajuntamento de satanás ou satanases, em outras palavras tais “judeus” se oporiam a nascente igreja.

Repare também que o verso não está dizendo que eles pertenciam a uma sinagoga, mas que eles próprios eram a sinagoga. No contexto do livro de revelação ou apocalipse, percebemos a evidência explícita onde os inimigos da igreja de Cristo são simbolicamente nomeados por dragão, diabo e satanás, Ap. 12. 3-4 “Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.”

O contexto do verso está se referindo primeiramente ao governo do império romano e depois ao judaísmo que rejeitou a mensagem do Messias. Em outro verso podemos ver novamente um simbolismo, onde ocultamente se descreve os inimigos da igreja, Ap. 2. 10 Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Sabemos que os prisioneiros cristãos foram encerrados através da autoridade dos judeus e dos romanos, assim sendo a ideia bíblica de dragão, diabos demônios e satanás tem muito a ver com dia-bállo, ou seja, com aquele ou aqueles que lançam sobre si, ou mais precisamente sobre os distribuidores, não só de bençãos como também de maldição; e na explanação apocalíptica quem seriam esses distribuidores, no contexto ali descrito de perseguição, sim quem seriam eles? O GOVERNO, NÃO OUTRO.

O problema se deu quando o dia-bállo os daimones passaram a ser identificados como os distribuidores de maldição somente, eles não mais distribuíam bênçãos. Assim Podemos trazer para o nosso contexto, espiritualizando conforme o livro do apocalipse teremos então um retrato exato do nosso contexto político. Jo. 10. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” A classe política excetuando alguns, se auto-intitulam o protetor e o benfeitor do povo, em outras palavras são os distribuidores de benção daqueles pobres oprimidos de uma nação necessitada.

Ao confiar em uma classe corrompida esperando o cumprimento da promessa feita de que muitas bênçãos seriam “distribuídas” para a nação, percebeu-se apenas a distribuição de maldição, corrupção, mentiras, desvio de bilhões, enquanto o povo iludido padece com a escassez em todas as suas formas. Mas os daimones, o distribuidor de maldição (não de benção) ainda não contente, querem fazer o povo pagar o alto débito, que os ditos distribuidores criaram.

A analogia dos daimones ou dos distribuidores com certos políticos é perfeita, assim como no contexto bíblico esses distribuidores não distribuem bênçãos e também como na bíblia são identificados como os líderes de uma nação. É claro que o que permeava a mente das pessoas dos dias bíblicos era que o daimone era um semideus o qual foi rebaixado pouco depois para um ídolo sem valor.

1ª Co. 8. 4No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.” No entanto, quer seja de uma forma espiritual, um ídolo ou mesmo um líder de uma nação como é o caso descrito em apocalipse, o daimone ou o distribuidor é sempre temido, e quase invencível, ora ele é um semideus. E  no nosso contexto, alguns políticos privilegiados que se sentem sobre a lei, que por outro lado exige a lei e a ordem, como se sentem?

Invencíveis inexpugnável, um verdadeiro semideus. Qual a perspectiva bíblica para este acontecimento, os distribuidores irão se converter e passarão a distribuir bençãos? Não! não só na questão religiosa, mas também na política a realidade será uma, 2ª Tm. 3. 13 “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.”
   
Assim sendo, podemos dizer que na esfera humana, tais distribuidores são invencíveis. E devemos não viver iludidos, acreditando que tudo irá melhorar ou mesmo que a justiça será feita, que as bençãos prometidas para o necessitado da nação será distribuída, nada disso, o contexto nos mostra que os daimones ou os distribuidores só espalham a maldição, humanamente falando não há o que fazer.

Podemos somente esperar pelo cumprimento bíblico onde é dito que tais pessoas pagarão pelo seus feitos, Ap. 21. 8 “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Hebreus 4 apóia a guarda do sábado?

Os sabatistas se valem de textos os quais possam lhes dar uma segurança doutrinária. Principalmente os leigos, quando estes estão doutrinando recém convertidos. Imagine um membro sabatista instruindo alguém quanto a questão do sábado, naturalmente usará de todos os recursos para convencer o seu expectador e entre os vários textos usados destaco a carta aos hebreus capítulo 4.

Hb. 4. 1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.” Sem sarcasmo, mas com honestidade quando um sabatista lê este verso logo lhe vem a mente o descanso sabático semanal. Outros versos relacionados podem ser citados, Hb. 4. 9-10 “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.”

Para os “guardadores do sábado” tais versos estão relacionados com o livro de Gênesis, ou mais  propriamente com a parte a qual relata que Deus cessou a sua obra criadora. No entanto, não encontramos nenhuma menção da palavra “Sábado”, no livro de Gênesis e também nenhum mandamento para a humanidade descansar, Gn. 2. 1-3 Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”

Segundo o relato bíblico a primeira vez a primeira vez que houve uma ordem para se guardar o sábado se encontra em Êxodo capítulo 16 verso 23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.”  Os versos 29-30 também confirmam isso, “Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia.”

Moisés, ao escrever Gênesis 2:1-3 sobre o descanso de Deus no sétimo dia, evitou usar o vocábulo Shabbth, porque segundo o autor inspirado, o Sábado só será imposto no Sinai, onde se tornará o sinal da Aliança Mosaica. O autor de Hebreus nos capítulos 3 e 4 também faz a mesma coisa para diferenciar a realidade (descanso de Deus) que “hoje” possuímos, da sombra (sábado semanal) que cumpriu sua função tipológica em Cristo, Cl. 2. 16-17 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”

O “descanso” de Deus registrado em Gênesis 2 existia antes da entrada do pecado e era uma realidade que continuou a existir, o Sábado foi dado para Israel como mandamento escrito no Sinai, após a entrada do pecado. Ao ensinar a Israel sobre a Antiga Aliança, Moisés estava “dando testemunho do que haveria de ser dito no futuro.” A Aliança Mosaica apresentada a Israel ensinou o povo de Deus sobre a vinda do Messias. Revelou-lhes seus pecados e sua necessidade de um Salvador. 

Tudo na Antiga Aliança apontava para Cristo. Tudo na Antiga Aliança foi cumprido Nele, até mesmo o Sábado.   Hb. 10. 1 Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Hb. 3. 7-8 Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto.”

Observem que este descanso NÃO é um determinado dia da semana. Não é o domingo, ou o sábado. É HOJE! A palavra grega katapausis traduzida por “repouso” ou “descanso” aparece 8 vezes no NT. Iremos ver apenas três deles. At. 7. 49 O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Hb. 3. 11 “Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.” Hb. 4. 1 “Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.”

Assim sendo esta palavra não se refere à palavra grega sabatton ou sábado. Dando-nos a entender que o sábado era apenas uma sombra física do descanso espiritual que seria dado pela fé em Jesus.  Em Cristo, o perfeito descanso espiritual que Adão e Eva perderam quando pecaram foi agora restaurado. As obras criativas de Deus foram concluídas em seis dias e no sétimo “dia” (yom) Ele descansou de Sua obra criadora. Deus ainda está nesse descanso atualmente. Deus nunca deixou seu descanso.  (Apesar de nunca ter se cansado) Ao contrário dos outros seis dias, o sétimo “dia” (yom) da criação não teve tarde ou manhã, nem fim.

Os israelitas receberam um símbolo cerimonial desse descanso, mas eles não conseguiram compreender para quem ele apontava. Nós estamos sendo chamados para esse descanso hoje através da fé em Jesus Cristo. Não estamos sendo chamados para uma sombra, mas para uma realidade. Estamos sendo convidados a retornar para o descanso espiritual que foi perdido no Éden. No relato da criação de Gênesis 1 e 2 há um fato curioso. Nos primeiros seis dias da criação fala-se da tarde e da manhã; em outras palavras, cada dia tinha seu começo e seu fim. Mas no sétimo dia, o dia do descanso de Deus, não se menciona absolutamente o sobrevir da tarde. A partir daqui os rabinos argumentavam que enquanto os outros dias se concluíam, o dia do descanso de Deus não tinha fim: era eterno e perdurável, o descanso de Deus não tem entardecer, mas sim perdura para sempre.

Portanto, ainda que na antiguidade os israelitas não tivessem podido entrar nesse repouso, este ainda permanecia, já que era um repouso eterno. Mesmo depois da entrada dos filhos de Israel na Terra Prometida sob a liderança de Josué, eles ainda continuavam fora do verdadeiro descanso de Deus. A Terra Prometida, assim como o sábado, era apenas uma sombra do descanso que Deus queria restaurar as pessoas. Há ainda um descanso para nós entrarmos, mas não é um determinado dia da semana. É o descanso espiritual que foi perdido no Éden e restaurado somente pela fé em Cristo. Hb. 4. 9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.”

Neste verso a palavra utilizada para repouso não é sabatton, mas sabbatismos. A palavra grega sabbatismos traduzida corretamente por descanso sabático,  não significa “guardar o sábado nem o domingo”. Não estamos sendo convidados a entrar no dia de sábado semanal (sabbaton), mas no descanso eterno de Deus (sabbatismos). Não estamos sendo convidados a descansar durante um dia da semana, mas para descansar eternamente em Cristo e na Sua obra consumada. Outro fato importante está na realidade de que seria desnecessário o autor da carta aos hebreus convidar ou relembrar os seus conterrâneos de que eles deveriam guardar o sábado. Portanto, este não foi um apelo para retornarem as obras do passado mais sim para visualizarem ou entrarem em um novo descanso e este espiritual.