sábado, 21 de janeiro de 2012

Não vos assemelheis a eles.

Ao meditarmos na quantidade de denominações cristãs existentes somente no Brasil, somos levados a crer que é muito fácil se dizer cristão. Naturalmente me incluo nesta árdua tarefa de realmente ser cristão, sim, difícil no sentido de seguir o que o nosso mestre Jesus nos ensinou. Na verdade desde tempos remotos Deus estipulou para os israelitas um princípio a se desempenhar conforme registrado em Lv. 20.7 - (Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus.) 


Esta palavra hebraica para santo é qadash e significa consagrar, santificar, preparar, dedicar, ser consagrado, ser santo, ser santificado, ser separado. Percebemos que ser santo é algo inteiramente diferente daquilo que o cristianismo popular ensina. Vemos ainda que o fato de ser separado, ou não estar em acordo com o sistema mundano vigente, já é algo sublime, naturalmente para os fieis cristãos, para os mundanos, essa atitude é denominada como loucura. 1ª Co. 1.18 - (Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.) 


É lógico que o fato de não se conformar, ou não estar de acordo com este século, deve partir do interior, em outras palavras deve ser algo realizado por Deus. O ser santo também tem outros objetivos e um deles é não ser separados apenas para viver uma vida infrutuosa, vejamos: Rm. 8.29 - (Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.) 


Deus irá salvar apenas os que se conformarem com a imagem de Cristo, Ele não salvará denominação, nem mesmo cristãos nominais. E aí é que a tarefa de ser cristão se torna difícil. Quer sejamos cristãos ou não, recebemos no decorrer de nossas vidas influências que acabam se moldando e formando nossa personalidade. Por exemplo, vivemos em uma sociedade onde o que rege a conduta do individuo é a lei de talião, ou seja, uma espécie de justiça espelho, “a lei do olho por olho”. Esse é o sistema vigente para um mundo imperfeito, ou com a medida que medires te medirão também... 


Lamentavelmente todos indistintamente agimos assim. Mas, Jesus Cristo certa vez disse: Mt. 6.8 – (Não vos assemelheis, pois, a eles...) Recriminamos as pessoas com relação as injustiças praticadas e certas atitudes realizadas, porém, na maioria das vezes desejamos fazer o mesmo. Qual foi a atitude de Jesus, e qual deve ser a nossa?   1ª Jo. 2.6 – (aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.) Confronte este ensinamento com o que está escrito em 2ª Tm 3.1-5 – (Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.) 


Essa é a maior realidade, os tempos são trabalhosos. Apesar do verso 5 está se referindo aos ditos cristãos, ou os que tem forma de piedade, o que dizer do mundo ímpio então? Alias, antes de dizermos que somos cristãos devemos fazer um alto exame, afim de ver se não estamos inseridos neste contexto de 2ª Tm 3.1-5. quando nos deparamos com pessoas arrogantes, por exemplo, qual é o nosso pensamento, e isso automaticamente? Mas, na verdade o que deveria surgir em nossas mentes deveria ser as palavras e Jesus, (Não vos assemelheis a eles.) 


O não revidar não parte de nós, é obra de Deus em nossas vidas. Sendo assim o cristão que está sendo santificado lutará para mortificar os desejos carnais, esses mesmos que nos incitam a respondermos aos inimigos do bem, Gl. 5.24 (E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.) Apesar de ser obra de Deus em nossas vidas, Paulo nos diz que os que são de Cristo crucificaram, ou seja, um ato humano. A obra de Deus consiste em nos chamar das trevas para a luz, e nos capacitar, a trilhar o bom caminho, no sentido de nos aperfeiçoar e dar discernimento em fazer o certo ao invés do errado, nos santificar, como está escrito em Fp. 1.6 - (Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.) 


Mas, o executar, materializar tal ação, eu devo fazer. Tanto é assim que o próprio Deus admoestou a Caim nestes termos, Gn. 4. 7 - (Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.) Muitos poderão argumentar, mas, isso não é santificação, é força de lei. Na realidade essa força de lei só é valida para os que estão sendo santificados, pois os ímpios não estão nem um pouco preocupado com os seus semelhantes, fato que confirma isso foi a atitude do próprio Caim. Assim como Caim somos tendentes a seguirmos o curso do mundo e os seus padrões. 


Ef. 5.3-6 – (Mas a impudicícia=( luxúria, lascívia, sensualidade)  e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.) Percebemos então que a santificação é um modo de viver diferenciado do mundo e da nossa própria natureza pecaminosa. 


Rm. 12.1-2 – (Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.) Não se conformar, ou não estar de acordo, essa é uma atitude somente de quem realmente está separado por Deus. Lógico que nós pecadores não vivemos 24 hs. sem pecar, mas, uma coisa não podemos deixar de ter em mente, é ter consciência de quem somos e professamos ser. 


Ao assistirmos os desvarios da vida somos impulsionados a dizer, todos não fazemos isso e aquilo? Lembremo-nos sempre da admoestação do apostolo que diz... Não convém a santos... Se realmente fomos chamados por Deus e separados por Ele, não podemos de nenhuma forma nos moldar aos costumes e ensinamentos dos mundanos. Ainda no caso de Caim, lembremos sempre que o seu egoísmo foi o elo que ligou o ódio a prática do assassinato, Gn. 4.9 – (Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?) 


Vivemos em uma sociedade onde não conseguimos agradar a todos, isso é ponto pacífico. Porém, ao tratarmos com os irmãos (de fé, ou carnal) não podemos como Caim ter um sentimento egoísta, pois ...não convém a santos... Gl. 6.2 – (Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.) 1ª Co. 10.24 – (Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem. Baseado nestes dois versos é que volto a lembrar o que disse no início da postagem, é muito fácil se dizer cristão, mas, na prática é uma tarefa tremendamente árdua. 


Porém, não devemos desanimar nem nos dar por vencidos, a batalha não é nossa, mesmo o reconhecimento da nossa inoperância quanto a de fato ser cristão não procede de nós, sendo assim aguardemos com oração a promessa de Deus, registrada pelo apostolo em 1ª Ts. 5.23-24 – (O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.) Somente assim se cumprirá em nós as palavras de Pedro, que disse: (Pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,  porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 1ª Pe. 1.15-16. Ser santo em todo o nosso viver.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O adventismo e a interpretação induzida.

Em se tratando de assuntos religiosos é muito fácil para alguém dizer que tem ou prega a verdade. Porém, sabemos também que a verdade só se configura como sendo verdade se ela for demonstrada sem meias mentiras, portanto em um local que existe 99% de verdade não pode ser considerada como sendo um ambiente de verdade absoluta. 

Intento nesta postagem demonstrar que a IASD. Apesar de se ufanar que tem e possui a verdade absoluta deixa transparecer através de seus ensinamentos que leva sobre si inúmeros erros doutrinários que faz com que a sua pretensa “verdade” se torne em meias verdades. Talvez o calcanhar de Aquiles da IASD. Seja a sua profetiza EGW. 

É natural no meio religioso que o profeta seja aquele que tenha o voto de minerva, infelizmente para os adventistas EGW. Não definiu a questão entre trinitarianos e antitrinitarianos que aconteceu nos arraias adventistas no início do século XIX. O silencio da profetiza contribuiu para uma das maiores e temerosas polemicas no seio do adventismo. EGW também disse o seguinte no livro O Grande Conflito pág. 400. (“o décimo dia do sétimo mês, o grande dia da expiação, tempo da purificação do santuário, que no ano de 1844 caía no dia 22 de outubro”...) 

Quando analisamos esta informação por meio de um conversor de calendários, nós percebemos que não foi bem assim. Acesse este site: www.jewishgen.org/jos/josdates.htm na segunda linha de datas, ou seja, na linha de baixo, digite em day 10, em month: 7 tishri, em year 5600, e em the civil date should be computer for: digite 6 e clique em convert dates. Neste conversor de calendários nós veremos que ao contrário do que disse E. G. W. O dia 10 do sétimo mês de 1844 não foi em 22 de outubro, mais sim 2ª feira 23 de setembro de 1844. Veja o resultado, 10 Tishri 5605 => Monday 23 September 1844. 

Para mim esta afirmação de EGW. Complica grandemente a sua posição como profetisa, mais de trinta dias de diferença. Essa foi umas de muitas “mancadas” de EGW. Outras questões pertinentes que os adventistas devem dar uma resposta sensata. Pergunto: a igreja adventista era a igreja verdadeira, antes ou após se tornar trinitariana? Se era antes    podemos afirmar que ela apostatou, se foi após, então EGW. Se enganou novamente, visto que nos seus primórdios dizia ela que a igreja era verdadeira. 

Como os adventistas responderão a questão das 2300 e manhãs de Daniel 8.14? O verso nos diz: (Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.) Pergunto: qual é o significado da palavra até de Daniel 8.14? Segundo o dicionário indica um limite posterior de tempo, neste caso o anjo está dizendo que o santuário será purificado até 2300 tardes e manhãs, já a interpretação adventista nos diz que o santuário seria purificado após as 2300 tardes e manhãs. A bíblia diz até, os adventistas ensinam que é após, e o que a bíblia diz ser 2300 tardes e manhãs, eles ensinam que são 2300 anos. Isso sem mencionar que a doutrina do santuário é a espinha dorsal da IASD. 

Em outras palavras se tal doutrina quebrar, a denominação estará fadada ao descrédito, pelo menos para aqueles que estudam. Outro fato relevante dentro da questão das 2300 tardes e manhãs que também é induzido pelos adventistas é a questão da purificação, a palavra purificar em Daniel 8.14 é tsadaq e quer dizer: (ser justo, ser correto, ter uma causa justa, ter razão, ser correto na conduta e no caráter.) Ao passo que em Levítico 16.20 a palavra não é tsadaq mais sim kaphar e quer dizer: (cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume, encobrir, pacificar, propiciar, cobrir, expiar pelo pecado, fazer expiação por.) 

Lamentavelmente os dois versos foram traduzidos para o português como purificar, e a denominação valendo-se disso induz os membros a crerem em algo inexistente, e isso destaca também mais um erro da profetisa. Dentro do mesmo assunto temos ainda outro erro, Dn. 8.12 -(O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.) O exército aqui mencionado é o povo judeu, nos é dito que eles, por causa de suas transgreções juntamente com o sacrifício diário foram entregues ao chifre pequeno, Dn. 8.13 – (Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?) 

Como sabemos, a purificação do santuário em levítico 16 tinha como objetivo em purificar os pecados dos israelitas, porém o que está demonstrado em Daniel 8.14 a purificação não é para cobrir pecados, mas sim remover do santuário a assolação e a abominação causada pelo chifre pequeno. Hb. 9.12 - (Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.) 

Em algumas traduções aparece santíssimo ao invés de santos dos santos, já em outras aparece santuário e é dessa que os adventistas se utilizam, dizem eles que o original é santuário, querem dizer com isso que Cristo entrou no santo lugar designado somente como (santuário) não no santo dos santos. Digo, porém que mesmo essa tradução não favorece a doutrina adventista, para os adventistas Jesus fez na cruz um trabalho em favor da redenção apenas parcialmente, ensinam eles que a partir de 1844 foi que Jesus começou a perscrutar os casos, para somente assim poder tomar uma decisão, se tal indivíduo é ou não digno da vida eterna. 

Mas, nós percebemos que independente da tradução de Hebreus 9.12 nos é dito que Jesus entrou no santuário tendo obtido (pretérito) uma eterna redenção, e isso naturalmente precedeu o próprio escritor de hebreus. Grande contradição essa dos adventistas, sem contar que a doutrina do santuário segundo interpretam os adventistas foi a responsável pelo surgimento dos mesmos. Mediante isso se tal doutrina foi mal interpretada significa que ela não quer dizer exatamente aquilo que pensam os adventistas, então o que eles pensam está errado, e se está errado o ponto básico da IASD. Está comprometido, neste caso a soberba adventista de se intitular como sendo a igreja verdadeira é uma farsa. 

Fico pensando, como pode os adventistas não verem essas contradições, para mim isso é um mistério, o meu objetivo não é denegrir a denominação, não existe motivo para isso, mas sim alertas os membros da denominação IASD. A fim de que implorem o favor de Deus, para que como Saulo da cidade de Tarso eles possam ter as escamas dos olhos retiradas e poderem então, enxergar. E que a falsa impressão, de que pertencem a igreja verdadeira possa ser coisa do passado.    


domingo, 1 de janeiro de 2012

A igreja de Cristo.

Freqüentemente alguém me questionou dizendo: “você está separado do corpo de Cristo, não podemos deixar de participar de uma congregação cristã.” Em outros casos alguns dizem, “fico feliz por pertencer a “tal” denominação ela sim é a igreja verdadeira de Jesus Cristo”. Geralmente quando ouço tal discurso, logo vem à mente aquele velho ditado que diz: é melhor escutar qualquer coisa do que ser surdo. 

Compreendo perfeitamente e aceito que Jesus Cristo edificou e tem UMA igreja. MT. 16.18 - (Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.) Ao passo que atualmente existem milhares de denominações, cada qual defendendo o seu estandarte de igreja verdadeira. Utilizam de varias maneiras para atrair o povo, entre elas estão: “meias verdades” e com isso enganam os incautos, “prodigios” que na sua grande maioria é charlatanismo, teatro combinado, ou mesmo HIP. Hiperistesia indireta do pensamento. 

A parapsicologia atribui tal fenômeno à aqueles que são capazes de adivinhar o pensamento, o povo em geral atribui tal acontecimento dependendo de quem o realiza, (se for um pastor, ou um líder cristão qualquer então, é obra de Deus, se for um feiticeiro por exemplo, é obra do demônio). Na verdade não é obra nem de um, nem de outro, quer seja o líder cristão ou o feiticeiro. 

Para alguém pertencer a uma denominação, primeiramente será necessário tal individuo se identificar com ela, na maioria das vezes as pessoas estão preocupadas somente em agradar aos irmão e ser agradado por eles, não questionam a veracidade das doutrinas, com o objetivo de prová-las. Em outras palavras o povo “come” pela boca dos líderes, geralmente o "alimento" dado aos membros vão em forma de palavras, e as palavras são: “pertencemos a igreja verdadeira, a única igreja de Jesus Cristo”. 

Visto que cada qual em sua denominação profere as mesmas palavras (de pertencer a igreja verdadeira) como conciliar tal ideia com milhares de denominações cristãs espalhadas por esse mundo? Para os importunos e néscios, faço a mesma pergunta que fez o apostolo Paulo. 1ª Co. 1.13 – (Acaso, Cristo está dividido Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?) Outro fato relevante é que o cristianismo é uma religião que deve ser fundamentada na bíblia, porém é o que menos vemos, não se ensina a bíblia. Atualmente na maioria das denominações ditas cristãs o ensino bíblico é algo secundário, obsoleto. 

Mediante isso podemos afirmar que o cristianismo contemporâneo não é o cristianismo puramente bíblico. Se fizermos uma analise de como se desenvolveu o cristianismo tal qual conhecemos, as suas divisões, e multiplicações voltaremos ao catolicismo, sim, na verdade todas as denominações protestantes tem o seu cordão umbilical preso a igreja católica. Existe uma pequena variação na questão doutrinaria e também na forma de culto, no mais as doutrinas principais que foram estabelecidas e decretadas nos concílios são as mesmas, tais quais: trindade, como sendo deus, o domingo como dia de guarda, a dupla natureza de Cristo, a imortalidade da alma, o diabo como um ser espiritual perverso, e a morada no céu como destino dos "bons". 

Analisem a bíblia e vejam se a igreja bíblica defendia tais credos de fé. O cristianismo que conhecemos defende o conselho do apostolo Paulo registrado em Ef. 2.20? no contexto do capítulo Paulo admoesta aos crentes que os judeus e os gentios formam o corpo de Cristo, sendo ele a nossa paz, e que por meio dele teremos acesso ao pai pois teremos o mesmo espirito. Mediante isso Paulo argumenta que deste modo não somos mais estrangeiros pois, pertencemos a família de Deus, então surge o verso 20 que é a característica daqueles que são verdadeiramente a igreja Deus e de Cristo (edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular). 

A igreja de Cristo precisa estar edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, não tem essa de que a igreja de Cristo é exclusiva do NT. A palavra edificados é: epoikodomeo e quer dizer, construir sobre edificar em. Se eu não construo a minha crença nos escritos dos apóstolos e dos profetas ainda que me iludam como sendo a igreja de Cristo, de nada adianta. Outra questão importante está no fato de que nos dias bíblicos não existiam denominações, existiam reuniões de pessoas com o objetivo de compartilhar um credo e uma fé. Reparem 

At. 8.3 - (Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere). Rm. 16.5 – (saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. 1ª Co 16.19 – (As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles). Cl. 4.15 - (Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa). (Fm) Filemon. Verso 2 (e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa). Se seguirmos a mentalidade atual iremos afirmar que possivelmente os discípulos tinham um templo fixo em suas casas? e que Saulo antes de sua conversão assolava os templos que se encontravam dentro das casas? 

Sabemos que não é nada disso, igreja que está denominada nos versos acima, nada tem a ver com um templo fixo de tijolos, mas, refere-se aos seguidores, os convertidos, tanto judeus quanto gentios, os que formaram o corpo de Cristo. Portanto, o que a bíblia na realidade quer dizer é que igreja não é necessariamente um templo de tijolos, e muito menos uma placa de denominação, igreja somos nós os que servimos a Deus em espírito. 

Jo. 4.23-24 - (Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade). Neste diálogo com a mulher samaritana Jesus declarou enfaticamente que o local da adoração não é o mais importante, mais sim o motivo da mesma. Jesus declarou. Jo. 4.22 – (Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai). Mediante isso nós devemos de considerar as seguintes questões: 

(1) Atualmente as ditas igrejas de Cristo se portam como um local de encontro, um clube social, fato que não podemos negar, e que portanto, foge das caracteristas estipuladas pelo mestre. (2) O NT. Descreve a igreja de Cristo em vários lugares, como por exemplo, Corinto, Colossos, Judeia, e etc. Porem, apesar de existir tal diversidade de povos a doutrina os ensinamento o espírito dos seguidores era o mesmo. A diversidade era de povos, não de ensinamentos. Ef. 4.3-4 – (Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação). 

Este verso tem sido erroneamente ensinado pelos trinitarianos que o espírito o qual é citado pelo verso é o espírito santo, algo que não é uma realidade, o contexto aqui descreve que o espírito referido é a unidade de propósito da igreja, algo completamente oposto do que temos presenciado atualmente. Fl. 1.27 – RA. (Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica). 

Vivem os cristãos da atualidade em um mesmo espírito? Qual é o sentimento que tem movido os cristãos atualmente a se reunirem nos seus templos? Assim sendo não preciso me preocupar em ir a uma denominação religiosa, pelo simples fato de não viverem em unidade, principalmente com os ensinamentos bíblicos. Fato é que não existe na bíblia uma ordem expressa de que para ser cristão preciso de frequentar um templo fixo, outra realidade é que se vivessem em unidade não existiria milhares de denominações principalmente se os ensinamentos provenientes das mesmas não se coadunam com os escritos dos apóstolos e dos profetas. 

Mt. 18.20 – (Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles). Reparem que Jesus disse, onde estiverem, não disse: se estiverem na igreja... é necessário sabermos também que todos aqueles que querem agradar a Deus em espírito e verdade são verdadeiramente a igreja de Deus. 1ª Co. 3.16 - (Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?) 

1ª Co. 6.19 – (Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?) Ef. 2. 21-22 – (No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.) Portanto, não existe no templo fixo nada de diferente, ou superior no tocante a adoração que não possamos prestar a Deus em nossos lares.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A serpente literal. Parte final.

Percebam que no verso 14 Deus está amaldiçoando a serpente e dizendo literalmente que ela a serpente é um animal. Como se todos os animais fossem amaldiçoados, mas, sobretudo a serpente.


Apesar de não está escrito, mas a julgar pelo diálogo, possivelmente Eva e a serpente mantiveram várias conversas antes do registrado em Gênesis 3. As primeiras palavras gravadas da serpente para Eva são: "Sim, Deus disse. Gn. 3.1 - a palavra "Sim", possivelmente implica que esta era uma continuação de uma conversa anterior que não foi registrada.


O Pentateuco também teve como objetivo em remover das mentes dos judeus as várias lendas e mitos que envolvem a criação, mostrando qual é a verdade. Moisés estava tentando dissuadir Israel de todos os mitos e pontos de vista errados que tinham ouvido no Egito. Por isso ele escreveu Gênesis 1-3 para mostrar a compreensão das origens que Deus desejava que Seu povo tivesse.


A serpente tinha uma grande importância nas culturas vizinhas. Foi vista como uma representante dos deuses, uma espécie de demônio, um gênio. Mas o registro de Gênesis é a dor para mostrar que a serpente no Éden não foi nenhuma dessas coisas, era simplesmente um dos "animais do campo". Nenhuma identidade oculta é sugerida para a serpente no Gênesis. Não há nenhum indício no AT que a serpente do Gênesis 2 e 3 fosse identificada com Satanás ou inspirada por Satanás.


As primeiras referências existentes para qualquer associação é encontrada em Sabedoria de Salomão 2.24 que diz: (É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão.) Escrito no 1º século AC. a mais antiga referência a Satanás como o tentador por meio da serpente está no Apocalipse de Moisés capítulo 16, contemporâneo ao NT.


O capítulo 16 nos diz algo “interessante”: (E falou o diabo para a serpente dizendo: Levanta-te, vem para mim e eu te direi uma palavra em que tu podes ter lucro. “E ela se levantou e veio até ele. E o diabo disse-lhe: "Ouvi dizer que tu és o mais sábio de todos os animais, e eu vim para te aconselhar. Por que vives tu a 'comer' do joio e não das frutas do paraíso? Levanta-te e vamos fazer com que Adão seja expulso do paraíso, assim como nós fomos expulsos por meio dele. “A serpente lhe respondeu: "temo que o Senhor irar-se-á comigo". O diabo lhe disse: Não temas, eu vou falar através da tua boca para enganá-lo...)


Nos escritos dos Padres da Igreja, um dos primeiros a associar a serpente com Satanás foi Justino Mártir, mesmo dentro do judaísmo, se aceita a idéia de que a serpente foi Satanás, não está no texto em si, e levantou-se apenas dentro de comentários rabínicos mais tarde: a serpente primordial é apenas uma espécie de animal, não há dúvida de que a Bíblia se refere a uma criatura, comum natural, pois é claramente afirmado que ela foi o mais sagaz animal do campo que o Senhor Deus tinha feito.


Em toda a história do pensamento judaico e cristão, Gênesis capítulos 1-3 foram as passagem mais estudadas, os versos mais utilizados para justificar teorias, teologias, dogmas e exigências comportamentais. Há simplesmente uma enorme quantidade de material escrito sobre esses capítulos, e um peso colossal de dogma construído sobre eles.


O resultado é que, psicologicamente, a maioria das pessoas se aproximam desses capítulos com idéias pré-existentes, sendo assim corremos o risco de fazer uma leitura pré concebida do texto, ao invés de uma exegese, ou uma leitura de todo o contexto para ver o que Deus está dizendo.


Agostinho, um dos maiores influenciadores do cristianismo, baseou grande parte de seus ensinamentos sobre Gênesis. Todo o seu ensinamento sobre o sexo, a natureza humana, Satanás, tentação, salvação, julgamento e etc. todos tinham sua base em seu entendimento ou mal-entendido destes capítulos. Não é surpreendente que muitos têm notado que essa passagem é uma das mais mal utilizadas e mal compreendidas em toda a Bíblia.


Mas por quê? Digo que é porque a humanidade e isso incluem os teólogos e os formuladores da doutrina da igreja que querem se eximir do simples registro da culpa humana. E, portanto, a serpente foi transformada em um ser sobre-humano que começou toda a culpa, e o pecado humano foi minimizado, em detrimento do sentido literal do texto.


Toda a estrutura da narrativa bíblica está preocupada com a culpa e o pecado do homem e da mulher, a cobra não é o lugar onde o foco está. Percebam que a bíblia insiste em apontar o homem como o responsável pelo pecado Gn. 3.10-13. “Eu ouvi... eu estava com medo... eu estava nu, eu escondi... eu comi. Ninguém lendo o relato do Gênesis com uma mente aberta, certamente não vê outra coisa, a não ser a culpa sendo colocada sobre a humanidade.


Sendo assim, Satanás, Lúcifer, e a idéia da serpente como um anjo caído simplesmente não são encontradas em Gênesis. Elas devem de ser lidas a partir de pressupostos, que em última análise, têm sua raiz nos mitos pagãos. Quais foram os motivos de Adão e Eva para pecar, para aceitar a sugestão da serpente? Considerando que isso pode ajudar a abrir uma janela para a questão da origem do pecado de Adão.


Eles foram atraídos pela idéia de "conhecer o bem e o mal". Simplesmente isso, não há nenhum indício de que "Satanás tentou eles a transgredirem, ou que eles eram possuídos por algum espírito pecaminoso. Tg. 1.14. (Mas, cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.) Gn 3.15 temos a famosa profecia de que a semente da mulher teria conflito com a semente da serpente. O filho da mulher iria ferir mortalmente a cobra batendo na cabeça, enquanto que a serpente feriria temporariamente o filho da mulher no calcanhar.


O Novo Testamento sugere que devemos entender isso como uma previsão da luta entre o Senhor Jesus, como a semente de Eva, e o poder do pecado. O Senhor Jesus foi temporariamente ferido, morrendo três dias, mas através deste, o poder da morte, isto é, o pecado, foi destruído, Hb 2.14. (Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A serpente literal. 1ª Parte.

Gn. 3.4-5- A interpretação Popular: é tradicional o ensino que a serpente aqui é um anjo que pecou, chamado de "Satanás". Tendo sido expulso do céu por seu pecado, ele veio à terra e tentou Eva a pecar. Eis alguns comentários:

(1) A passagem fala sobre "a serpente". As palavras "satanás" e "diabo" não ocorrem em todo o livro de Gênesis. (2) A serpente nunca é descrita como um anjo. (3) Portanto, não há nenhuma referência no Gênesis que diga que alguém foi expulso do céu. O pecado traz a morte Rm. 6.23. Os anjos não podem morrer Lc. 20.35-36, pois os anjos não podem pecar.

A recompensa dos justos será igual a dos anjos, ou seja, não mais morrer. Se os anjos podem pecar, então os justos também serão capazes de pecar e, portanto, terão a possibilidade de morrer, o que significa que realmente não vão ter a vida eterna. Os personagens envolvidos no registro de Gênesis sobre a queda do homem são: Deus, Adão, Eva e a serpente. Ninguém mais é mencionado.

Não há nenhuma evidência bíblica que qualquer coisa tenha estado dentro da serpente para fazer o que ela fez. 2ª Co. 11.3. O que Deus disse à serpente? Gn 3.14. Se "satã" usou a serpente, porque Deus mencionou somente a serpente e não mencionou a Satanás, e por que não foi ele ( Satã) punido também? Adão culpou Eva por seu pecado Gn. 3.12- Eva culpou a serpente Gn. 3.13. A serpente não culpou o diabo.

Argumenta-se que as cobras não têm o poder da fala ou raciocínio como a serpente no Éden tinha, lembre-se que um burro já falou e argumentou com um homem (Balaão) 2ª Pe. 2.16 a serpente era um dos mais inteligentes de todos os animais Gn. 3.1. Como lemos em Gênesis 3.1 Deus criou a serpente, o verso não diz que outro ser chamado "satanás" se transformou em serpente, se acreditarmos nisso, estamos efetivamente dizendo que uma pessoa pode entrar na vida de alguém e controlá-la. Esta é uma idéia pagã, não bíblica.

Lembre-se que o pecado entrou no mundo por causa do homem, Rm. 5.12 a serpente era, portanto, amoral, falando de suas próprias observações naturais, e não era tão responsável com Deus e, portanto, não cometeu pecado. Em gênesis 3.1 também nos é dito que a serpente era um dos animais do campo que Deus tinha feito. Não fora da terra. [Heb. adamah- terra, solo].

Deus formou todos os animais do campo, incluindo a serpente Gn. 2.17. Então, a serpente também foi criada por Deus para povoar a terra, nada diz que ela era um agente pré-existente do mal. Note a serpente, como um dos animais do campo. Gn. 1.31. Seria muito difícil descrever a serpente de acordo com o raciocínio ortodoxo. A Torá não relata os acontecimentos dentro de uma visão puramente simbólica, ou conceitos abstratos; há sempre uma realidade literal, que pode então ser interpretada de uma forma simbólica. A serpente, por isso, pede para ser entendido neste contexto como apenas isso: uma serpente literal enganou Eva.

Isto significa que a natureza de Eva enganou Eva, assim também a nossa natureza nos engana. Alguns sugerem que a serpente de Gênesis 3 está relacionada com os serafins. No entanto, a palavra hebraica normal para "serpente", que é usado em Gênesis 3, é totalmente alheia à palavra para "serafins". A palavra hebraica traduzida por "serafim" significa, basicamente, um "fogo" e é traduzido como "serpente" em Nm. 21.8, mas esta não é a palavra traduzida como "serpente" em Gênesis 3. A palavra hebraica para o bronze vem da mesma raiz que "serpente" em Gênesis 3. Em muitos casos o bronze representa cadeias, amarras que simbolizam o pecado. Jz. 16.21; 2ª Rs. 25.7; 2ª Cr. 36.6.

Assim, a serpente pode ser conectada com a idéia de pecado, mas não um anjo pecador. Note-se que a inimizade, o conflito, é entre a mulher e a serpente, e suas respectivas sementes. A serpente é apresentada não tanto como o inimigo de Deus, mas o inimigo da humanidade. A promessa de que a semente da mulher esmagaria a cabeça é ecoado nas palavras de Caim em relação ao pecado: Gn 4.7. A cobra deve ser ligada simbolicamente com o pecado humano, não uma figura de Satanás sobre-humana. Não parece haver nenhuma razão para duvidar do que nos é dito sobre a criação e a queda nos primeiros capítulos do Gênesis, portanto, devem ser tomados literalmente.

"A serpente" era uma serpente literal. O fato de que podemos ver hoje serpentes rastejando sobre suas barrigas em cumprimento da maldição colocada sobre a serpente original Gn. 3.14, prova isso. Da mesma forma que vemos homens e mulheres que sofrem as maldições que foram colocadas sobre eles. Podemos perceber que Adão e Eva foram humanos literais, assim como são os homens e mulheres de hoje, portanto a serpente original era um animal literal, embora de uma forma muito mais inteligente do que as cobras são atualmente.

Outras indicações que os primeiros capítulos do Gênesis devem ser lidos literalmente: Jesus se refere ao registro da criação de Adão e Eva como a base do Seu ensinamento sobre casamento e divórcio Mt. 19.5-6; não há nenhum indício de que Jesus tenha falado em sentido figurado. 1ª Tm 2.13-14 - Para Paulo, o Gênesis também deve ser entendido literalmente. E o mais importante, ele escreveu anteriormente sobre a forma como a "serpente enganou Eva. 2ª Co. 11.3 - Note que Paulo não menciona o "diabo" diz que a serpente a enganou com sua própria astúcia.

O mundo foi criado em seis dias de acordo com Gênesis 1. E estes se destinavam a ser entendidos como dias literais de 24 horas. Encontramos alguns comentários no próprio Gênesis que confirmam a criação literal, por exemplo: Gn. 2.11-12. Nos fala das pedras preciosas que existiam lá, se o Éden fosse um lugar simbólico não existiria razão para dizer que poderia neste local encontrar ouro e outros materiais preciosos. O Jardim do Éden não era um jardim sobrenatural, suas árvores traziam frutos que era bom para se comer e agradável aos olhos. A literalidade é de fato enfatizada, portanto, sugerem que o mesmo se da com a serpente como sendo literalmente a "besta do campo" criado por Deus e nada mais.

O fato da serpente ser amaldiçoada e ter que rastejar sobre o ventre Gn. 3.1 e 14, pode implicar que anteriormente ela não rastejasse, era provavelmente a forma de vida animal mais inteligente e próxima ao homem.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Trindade, paradoxo ou contradição?

Nós que somos originários de países cristãos, que fomos educados mesmo por tradição dentro de princípios religiosos, fomos informados que Deus é uma trindade. Deste modo tudo contribui para tal ensinamento, o contexto religioso, as literaturas, e o meio social.

Apesar da informação acerca de Deus ser limitada, poucos se aventuram a pesquisar por si mesmo. Isso acontece devido a fatos como: como pesquisar algo que não é comentado? Ou seja, para muitos a doutrina da trindade é e deve continuar um mistério. Para os que lideram e isso em qualquer setor da vida deve prevalecer à ignorância dos liderados, o modelo vale também para o mundo religioso.

Alias no contexto religioso é bem pior, quando um membro leigo “trás” algum pensamento que difere do que é ensinado, primeiro eles tentam esconder o fato, depois dão evasivas, e posteriormente começam a demonizar o membro “cabeça fervilhante” (termo utilizado para os que pensam) e tudo mais que está associado com suas pesquisas.

Quando os recursos “técnicos” acabam aparecem então os teólogos de plantão trazendo as mais mirabolantes informações, isso associado à defesa da doutrina da trindade. Uma vez libertados do sistema, por que então é difícil aceitar a doutrina da trindade?

(1) Não é encontrada na bíblia, me refiro não à palavra trindade, mas sim a doutrina, (2) Ela foi criada em um período pós-bíblico, por homens que apesar de boa intenção formularam tal pensamento rejeitando os ensinamentos sobre Deus, ensinamentos estes que são à base do cristianismo, o tanahc (velho testamento). Ou as escrituras hebraicas.

Deve ficar claro que de uma forma escrita a pessoa de Deus já era definida no primeiro século. Como a base de ensino naqueles dias era a filosofia grega, mais o anti-semitismo por parte de muitos (Marcião de Sinope, por exemplo). Formularam depois de alguns séculos de debates e “embates” a doutrina da trindade, doutrina essa que é aceita como sendo a mais pura verdade bíblica.

Para a cristandade em geral a doutrina da trindade é um ensinamento do próprio Jesus, ou mesmo dos apóstolos, algo que não é uma realidade. Não encontramos uma prova concreta sobre a trindade, encontramos sim inserções textuais e traduções tendenciosas, sem contar as passagens subjetivas que são utilizadas pelos teólogos com o objetivo de tornar a trindade bíblica.

Alias, Eles tentam conformar a bíblia com a trindade. Porém a lógica é contra a trindade! O primeiro pensamento ilógico foi terem abandonado o único Deus, apresentado pelo povo judeu. Isso pelo fato de muitos judeus terem rejeitado a Jesus, na verdade esquecem que tal rejeição deveria acontecer, mas isso é um outro assunto. Depois que a trindade passou a ser uma doutrina os teólogos começaram a explicar o inexplicável, disseram que a trindade é um mistério, me perdoem os teólogos, mas se é um mistério, como eles puderam entender e explicar que são três pessoas que formam um Deus?

Ora se é um mistério logo deveria ser indecifrável, atualmente eles estão ensinando que a trindade é um paradoxo não uma contradição. Perdoem-me novamente os teólogos é uma contradição sim. Como Deus pode ser três pessoas em uma única essência? Onde é dito isso? Bem, vamos tentar entender. Se a essência é compartilhada pelos três indiscutivelmente terão de ser três deuses não existe outra alternativa.

O próprio credo trinitário ensina isso, se os três têm as mesmas características, ou seja, a eternidade inerente em si mesmo, conforme diz o credo, os três são Deus, logo não é a essência que os faz Deus, mas sim cada um individualmente é Deus. Não ensinam os trinitarianos que são Deus pai, Deus filho e Deus espírito santo? COMO PODE CADA UM SER DEUS E AO MESMO TEMPO NÃO SEREM TRÊS DEUSES? Ensinam também que Jesus não é menor que o pai contradição bíblica, visto que o próprio Cristo afirmou isso.

Jo. 14.28- (Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu). Ensinam também que o pai só é maior devido a questões funcionais. Para dar suporte a doutrina são utilizados termos técnicos, tais como: funcionalidade, Deus filho, Deus espírito santo, tri-unidade, termos esses não encontrados na bíblia.

Ensinam também que os três seres da trindade compartilham de uma mesma essência e tal essência é que os torna Deus, visto que são três pessoas mas não são três deuses, fica entendido que a substância é que os torna Deus (Bastante confuso) sendo assim teremos que admitir que existe um quarto ser, a tal substância é o elemento principal da divindade. Isso significa que os três seres da trindade sem o quarto elemento não são Deus, bem sendo assim Deus é a substância.

Essas declarações não são nenhum gracejo é uma realidade ensinada pelos teólogos trinitarianos. Vendo que tal ensinamento é indevido, procuram os doutores encontrar na bíblia apoio para a doutrina, gostam de citar tais versos. Hb. 1.8-9- (mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.)

Argumentam os trinitarianos que este verso junto com João 1.1- (No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.) garantem a validade da doutrina, somente pelo fato dos versos repetirem a palavra Deus. Desconhecem ou não aceitam o fato do verbo não ser Jesus, utilizam desta sutileza para “provar” a trindade.

Quanto a Hebreus 1.8-9 o verso realmente fala de Jesus, isso é um ponto a favor da trindade? De jeito nenhum. Simplesmente isso acontece devido os tradutoras trinitarianos interpretarem quem ou não é Deus, ou seja, quando refere-se a Jesus eles escrevem com maiúsculo, quando é um ídolo, então não é o Deus verdadeiro, utilizam minúsculo. Não levam em consideração o fato de Jesus ser Deus, assim como foi Moisés,

Ex. 4.16- ( Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.) Para um trinitariano a palavra Deus se refere somente ao próprio Deus, a entidade coletiva formada por três pessoas, pai, filho e espírito santo. Mas, não é assim, a bíblia apresenta várias vezes o título Deus em um sentido amplo, Moisés foi chamado de Deus, os deuses pagãos, Jesus, Herodes, o próprio Paulo na ilha de Malta foi considerado um deus. A bíblia apresenta Deus no sentido amplo geralmente quando alguém sobressai sobre outro, seja um rei, seja um operador de milagres, ou mesmo um ídolo.

O credo trinitário nos diz que é proibido segundo a religião cristã dizer que existem dois ou mais deuses, sendo assim como fica então os versos utilizados em defesa da trindade, Hebreus 1.8-9 e João 1.1? em Hebreus nos é dito ...por isso, Deus, o teu Deus... se Jesus é Deus no sentido restrito teremos que admitir que existem dois deuses contrariando a doutrina bíblica do único Deus verdadeiro e até mesmo a doutrina da trindade que diz que existem três pessoas mas um só Deus, neste caso uma pessoa da trindade não pode chamar a outra pessoa da trindade de Deus, senão torna-se em triteísmo.

Portanto o verso de Hebreus não serve para mostrar a trindade, vai contra a própria doutrina, ademais Hebreus chama Jesus de Deus no sentido de posição, regência, domínio, soberania, não existe na bíblia lugar para dois ou mais deuses.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os dízimos em Malaquias.

Em um passado recente, digo, na era pré Internet, principalmente aqui no Brasil. Muitos sinceros cristãos dentro das variadas denominações foram literalmente enganados com a pregação de Malaquias capítulo (3). É lamentável mas, ainda muitos são enganados.

O engano aqui referido não se restringe somente ao aspecto teológico, é um insulto a inaptidão do individuo. Creio que atualmente, por força da lavagem cerebral a mensagem da maldição de Malaquias capítulo três continua enraizada nas mentes do povo. É importante ressaltar que na maioria das vezes o próprio povo leigo contribui para ser enganado, isso por vários motivos, enumero três deles.

(1) Inabilidade, pois, dizem eles: “Se o líder tal disse, quem poderá contestar, é o ungido do Senhor”. (2) “Se Deus manda prová-lo, e estou precisando adquirir isso e aquilo outro, irei prová-lo”. (3) “Não podemos contestar, está escrito na bíblia, portanto devemos obedecer. A mensagem usada. Ml. 3.10 - (Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida).

Infelizmente não é feito pelos membros uma análise aprofundada do verso e muito menos dos versos anteriores e posteriores do capítulo. Se fizessem isso descobririam que a mensagem de Malaquias capítulo três foi direcionada exclusivamente ao povo judeu dos dias de Malaquias. Vejamos o contexto. Ml. 1.1 – (Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias).

Reparem que a sentença é exclusivamente contra Israel. A primeira reprovação foi contra os sacerdotes vejam: Ml. 1.6-7 – (O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do Senhor é desprezível).

Todo o capítulo um e dois, a reprovação é dirigida aos sacerdotes, isso pelo fato de estarem agindo e permitindo que o povo agissem aleivosamente. Não cabe aqui os defensores do dízimo dizerem que o Israel referido é o Israel espiritual. Ml. 3.6 - (Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos). Filhos de Jacó, retrata o Israel literal. O capítulo 1 nos mostra que os sacerdotes ofereciam ofertas e neste caso no antigo pacto não representava dinheiro mas sim sacrifícios de animais limpos.

Porém, os sacerdotes estavam desobedecendo esta ordem direta de Deus, ofereciam sacrifícios defeituosos, e o pão da proposição era imundo. Percebemos então que o capítulo retrata o Israel literal dos dias do profeta Malaquias. Além das ofertas defeituosas o povo estava roubando no que concernia os dízimos e as ofertas. Ml. 3.8-9 – (Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda).

Percebam que o verso 9 claramente confirma que se trata de uma revelação para os judeus, onde nos é dito “vós a nação toda.” Ou seja, a nação judaica, primeiro pacto, e não (as nações), segundo pacto. O verso 9 Deus continua dizendo por intermédio do profeta que Ele era roubado, (Todavia, vós me roubais...) Podemos enumerar alguns aspectos que consolidam o argumento que tal profecia não está direcionada a igreja cristã.

(1) No que se refere os dízimos, Deus, ou mesmo Jesus não estabeleceram nenhum pacto com a igreja, (2) todas as denominações cristãs que praticam o dízimo usam Malaquias capítulo três para “persuadir” os seus membros a serem fiéis, em meio a isso pergunto: em qual denominação Deus e Cristo estão? Estão eles divididos? Apoiam a divisão denominacional? Estão em todas? Ou em nenhuma delas?

O Deus que estabeleu os dízimos e as ofertas foi um deus trinitário? Ml. 3.10 - (Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida). Este é o verso preferido dos líderes religiosos, trazei todos os dízimos a casa do tesouro. Como se a casa do tesouro fosse cada denominação em particular, omitem também o restante do verso onde diz para que haja mantimento na minha casa.

Em meio a um mundo materialista quando se fala em bênçãos vem logo a mente o dinheiro, igualmente quando se fala em mantimento, bem, ninguém adquire mantimento sem dinheiro. Mas, com a questão dos dízimos não era assim, pois mantimento era mantimento mesmo, ninguém bancava luxo de líderes denominacionais. Voltando ao contexto de Malaquias. Deus havia estabelecido um pacto com Israel, e que se eles fossem fiéis na questão dos dízimos e das ofertas, Ele, Deus os abençoaria. Isso devido ao fato de que o culto, os ritos, os simbolismos a subsistência dos sacerdotes, tudo isso dependiam dos frutos da terra que eram doados.

Quando o povo assim agia era sinal que estavam obedecendo a Deus, e evitando a idolatria. E consequentemente seriam abençoados. Reparem que a bênção está intimamente ligada com a manutenção da vida dos israelitas, era uma recompensa pelo árduo trabalho por eles realizados na agricultura, e se tal bênção decorresse a manutenção do culto em todos os seus aspectos seriam mantidos. Atualmente para os cristãos e seus líderes religiosos janelas dos céus tem um significado diferente dos dias bíblicos, é ensinado nos variados púlpitos que as janelas dos céus são bênçãos $$. Tal pensamento se encaixa perfeitamente na expectativa de muitos cristãos havidos por enriquecimento. Mas, isso é uma afronta ao claro ensino bíblico.

O que significa as janelas dos céus? Gn. 7.11-12 - (No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites). Dt. 28.12 - (O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado).

Para os personagens bíblicos chuvas era sinônimo de bênçãos, Jr. 14.4 - (Por não ter havido chuva sobre a terra, esta se acha deprimida; e, por isso, os lavradores, decepcionados, cobrem a cabeça). E Malaquias 3.11 é explícito em dizer que as bênçãos realmente são os produtos da terra, Ml. 3.11 -(Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos). E, se o povo se convertesse Deus repreenderia o devorador que é o gafanhoto, Jl. 1.4 - (O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor).

Para os teólogos da atualidade até mesmo o devorador tem um significado diferente. Mas, não é assim que ensina a bíblia, com a bênção de Deus no contexto de Malaquias que é a chuva, com os gafanhotos impossibilitados de destruírem, haveria fartura. É o que nos diz o final do verso onze de Malaquias três.