sábado, 5 de setembro de 2015

Evidências a favor da ressurreição de Jesus, parte II.

1ª Pe. 3.15 (Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós.) Atualmente vivemos em uma sociedade completamente descrente, onde o espiritual é tido como crença de gente ignorante, em uma sociedade materialista a realidade só pode ser mostrada através daquilo que é visível. O que as pessoas acham da ressurreição de Jesus? Como nós podemos responder com argumentos fortes a favor da ressurreição? Temos certeza em nós mesmos de que Jesus realmente ressuscitou dos mortos? Como podemos evidenciar esses fatos?

Existe uma crítica muito grande, tanto dentro quanto fora da cristandade, lutando de todas as formas com o objetivo em espalhar o máximo possível a idéia de que a ressurreição de Jesus não aconteceu. Sendo assim, muitos que se dizem crentes são na verdade céticos e mesmo ateus. O “trabalho” desse grupo é tentar de todas as formas mostrar que são intelectuais, capazes de tirar as trevas da ignorância daqueles que foram iludidos com a mensagem da ressurreição.

Ao contrário do ensinamento dos céticos as evidencias da ressurreição podem ser resumidas em quatro fatos independentes: (1) o sepultamento de Jesus: (2) o sepulcro vazio: (3) as aparições de Jesus após sua morte e (4) o início da convicção dos discípulos na ressurreição de Jesus. Naturalmente não iremos tratar em apenas uma postagem as quatro questões. Vamos analisar a questão número um.

O sepultamento de Jesus: O sepultamento de Jesus é atestado por fontes primitivas independentes, ou seja, por Mateus, Marcos, Lucas e João, que formam o Novo Testamento juntamente com várias cartas de Paulo. O relato do sepultamento é uma parte do relato de Marcos sobre a história do sofrimento e morte de Jesus. Mc. 15.46 (Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.)
      
Trata-se de uma fonte muito próxima aos acontecimentos que provavelmente é baseada no testemunho de um observador dos eventos e que, sobre a qual, Rudolf Pesch especialista no livro de Marcos data para algum momento entre sete anos após a crucificação. Além disso, Paulo cita uma fonte extremamente antiga para o sepultamento de Jesus que a maioria dos estudiosos data para algum momento entre cinco anos após a crucificação de Jesus.

 1ª Co. 15.3-9 (Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.)

A importância ou o significado da ressurreição de Jesus será dada pelo contexto em que ela ocorre: Vamos primeiro dar uma olhada nas evidências a serem explicadas e, então, na melhor explicação para essas evidências. Se os quatro fatos mencionados anteriormente – (1) o sepultamento de Jesus, (2) sepulcro vazio; (3) as aparições de Jesus após sua morte e (4) o início da convicção dos discípulos na ressurreição de Jesus Podem ser tidos como algo estabelecido, e se não há nenhuma outra explicação natural e plausível para eles que seja tão boa quanto à da hipótese da ressurreição. Então temos motivo para deduzir que a ressurreição de Jesus é a melhor explicação para os fatos. Assim, vamos examinar as evidências que sustentam cada um desses quatro fatos.

Mc. 15.43 (Vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.) Sabemos que existia uma hostilidade entre os membros do sinédrio contra Jesus e seus seguidores, para os discípulos esses homens maquinaram a morte de Jesus; At. 2.23 (Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de Iníquos.) At. 2.36 (Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.)

Sendo membro do sinédrio José de Arimatéia é a última pessoa que se podia esperar que cuidasse devidamente do corpo de Jesus. Assim o sepultamento de Jesus por José de Arimatéia é muito provável, uma vez que seria quase inexplicável imaginar o motivo por que os cristãos teriam inventado tal história sobre um membro do sinédrio que fez o que era correto por Jesus. 

Vimos acima tanto os evangelhos quanto Paulo atestando a questão (1) que Jesus realmente morreu e foi sepultado, sabemos também que a bíblia é um livro histórico e a confiabilidade histórica do sepultamento de Jesus sustenta o fato do sepulcro vazio. Questão (2):   Mt. 28.6 (Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.)
           
Como o sepultamento de Jesus prova que seu sepulcro foi encontrado vazio? Se o que está escrito sobre o sepultamento for preciso, então o local em que ficava o sepulcro era conhecido em Jerusalém, tanto por seguidores quanto por não seguidores de Jesus. Uma vez que os dois grupos estavam presentes quando Jesus foi sepultado. Mas nessa hipótese, o sepulcro tinha que estar vazio quando os discípulos começaram a proclamar que Jesus ressuscitara.

Por quê? Primeiro, porque os discípulos não poderiam ter crido na ressurreição se o corpo de Jesus ainda estivesse no sepulcro. Teria sido algo totalmente contrário aos judeus, para não dizer estúpido, acreditar que um homem tivesse ressuscitado dos mortos se o seu corpo ainda estivesse no sepulcro. Segundo, ainda que os discípulos tivessem proclamado a ressurreição de Jesus apesar de o sepulcro não estar vazio, dificilmente alguém teria acreditado neles.

Um dos fatos mais notáveis sobre a incipiente crença dos discípulos na ressurreição de Jesus foi que ela surgiu na própria cidade em que Jesus tinha sido publicamente crucificado. Enquanto as pessoas de Jerusalém pensassem que o corpo de Jesus estava no sepulcro, poucas estariam preparadas para acreditar em um absurdo como o fato de que tinha ressuscitado. E terceiro, ainda que elas tivessem acreditado nisso, as autoridades judaicas teriam trazido a verdade à tona simplesmente apontando para o sepulcro de Jesus ou, talvez, exumando o corpo como prova definitiva de que Jesus não havia ressuscitado.

Sugerir como fizeram certos críticos, de que as autoridades judaicas não consideravam essa história de Jesus ter ressuscitado como algo que merecesse atenção é uma alegação fantasiosa e contrária as evidências. As autoridades estavam profundamente interessadas em esmagar o nascente movimento cristão que fizeram o seguinte:

Mt. 27.62-66. (No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.)

Mt. 28.11-12. (E, indo elas, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram enquanto dormíamos.) E mesmo que não desse mais para reconhecer os restos mortais que estivessem no sepulcro, o ônus da prova recairia sobre quem dissesse que aqueles não eram os restos mortais de Jesus, mas parece que nunca houve essa discussão, para ver se era ou não o corpo de Jesus. 

Evandro.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os três Anjos de apocalipse e a interpretação adventista.

Ap. 14. 6-7 (Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.)
          
A igreja adventista do 7º dia seguindo a orientação de Ellen G. White a qual eles os adventistas tem como profetiza, ensina que as mensagens angélicas encontradas em Apocalipse 14 referem-se ao movimento adventista. No entanto, segundo ela as duas primeiras mensagens particularmente descrevem o início do movimento. (O movimento Adventista de 1840 a 1844 foi uma manifestação gloriosa do poder de Deus; a mensagem do primeiro anjo foi levada a todos os postos missionários do mundo, e nalguns países houve o maior interesse religioso que se tem testemunhado em qualquer nação desde a Reforma de século dezesseis. Meditação Matinal pág. 18. Aqui E.G. W claramente nos diz que o movimento adventista que compreendeu de 1840-1844 proclamou a mensagem do primeiro anjo.

(Vi que Deus estava na proclamação do tempo em 1843. Era Seu desígnio suscitar o povo, e trazê-los a uma condição em que seriam provados, na qual decidiriam ou pró ou contra a verdade. Pastores se convenceram da exatidão da atitude assumida quanto aos períodos proféticos, e alguns renunciaram seu orgulho e deixaram seus salários e igrejas para sair de um lugar para outro a fim de apregoar a mensagem. E mesmo alguns profissionais foram compelidos a deixar suas profissões a fim de se empenharem na obra impopular de proclamar a mensagem do primeiro anjo.) Primeiros Escritos pág. 232.

Na visão adventista a mensagem do primeiro anjo foi à pregação de Guilherme Miller, o qual baseado em Daniel 8.14 valendo-se de um cálculo matemático disse que Jesus voltaria a terra em 22 de outubro de 1844. (A Guilherme Miller e seus cooperadores coube a pregação desta advertência na América do Norte. Este país se tornou o centro da grande obra do advento. Foi aqui que a profecia da mensagem do primeiro anjo teve o cumprimento mais direto.) O grande Conflito pág. 379. Se segundo os adventistas a mensagem do primeiro anjo foi a pregação de Miller, qual seria a mensagem do segundo anjo?

Ap. 14. 8 (Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.) Para Ellen White a mensagem do segundo anjo cumpriu-se nos religiosos que recusaram ouvir a mensagem de Guilherme Miller, que para ela e para os adventistas representa a mensagem do primeiro anjo. Em outras palavras Ela disse: “vocês não querem ouvir o que Miller disse, vocês cairão em declínio moral e espiritual”.

Como as igrejas se recusassem a receber a mensagem do primeiro anjo, rejeitaram a luz do Céu, e caíram do favor de Deus. Confiaram em sua própria força, e, opondo-se à primeira mensagem, colocaram-se onde não poderiam ver a luz da mensagem do segundo anjo. Mas os amados de Deus, que eram oprimidos, aceitaram a mensagem: "Caiu Babilônia" (Ap. 14.8), e deixaram as igrejas. Primeiros Escritos, Pág. 237. Sendo assim para E.G. W. O “caiu Babilônia” é o rejeitar a mensagem do adventismo segundo o ensinamento de Guilherme Miller, portanto mesmo na atualidade aqueles que não professam ensinamentos que condiz com o adventismo pertencem a Babilônia ou de uma forma espiritual estão caídos.

Na verdade percebemos E.G.W fazendo um “malabarismo” com as mensagens dos anjos de apocalipse, primeiro ela disse que o primeiro anjo representou a pregação de Miller, até ai tudo bem levando-se em conta o fato da palavra anjo ser mensageiro, mas apesar da boa intenção de Miller a sua predição não se cumpriu, ou seja, Jesus não voltou, sendo assim eles mudaram a mensagem, de vinda de Jesus a terra, para ida de Jesus do santo lugar do santuário para o lugar santíssimo do mesmo. E a mensagem do segundo anjo, seria literalmente a queda espiritual daqueles que rejeitaram a controversa mensagem de Miller?

Acredito que não. Quando João em seu livro descreve as palavras, “caiu Babilônia” ele está tomando emprestadas as ocorrências encontradas no AT. Em outras palavras João está fazendo uma analogia; e qual seria? Os profetas do AT. Disseram que Babilônia o império que dominou o mundo entre 605-538 aC. Cairia. Será que a Babilônia a qual iria cair segundo os profetas, se tratava apenas a parte religiosa do império? Is. 21.9 (Eis agora vem uma tropa de homens, cavaleiros de dois a dois. Então, ergueu ele a voz e disse: Caiu, caiu Babilônia; e todas as imagens de escultura dos seus deuses jazem despedaçadas por terra.)

Jr.50.35-37 (A espada virá sobre os caldeus, diz o Senhor, e sobre os moradores da Babilônia, sobre os seus príncipes, sobre os seus sábios. A espada virá sobre os gabarolas, e ficarão insensatos; virá sobre os valentes dela, e ficarão aterrorizados. A espada virá sobre os seus cavalos, e sobre os seus carros, e sobre todo o misto de gente que está no meio dela, e este será como mulheres; a espada virá sobre os tesouros dela, e serão saqueados.) Jr. 51.8 (Repentinamente, caiu Babilônia e ficou arruinada; lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua ferida; porventura, sarará.)

Estes versos nos demonstram Babilônia como um todo, não descreve apenas a sua parte religiosa. Apesar da palavra babel significar confusão por mistura, não podemos dizer que tal “mistura” refira-se somente a sua parte religiosa, pelo contrário, refere-se a confusão generalizada que as mentes humanas são capazes de produzir. O cenário atual não é diferente, a diversidade de pensamente, a novidade do momento, as muitas indagações, e as respostas subjetivas moldou o mundo em uma verdadeira Babilônia ou numa confusão por mistura generalizada, sempre lembrando que tal confusão não deve ser entendido somente no escopo religioso, mas em tudo que permeia a sociedade.

Sendo assim quando João toma emprestado as palavras dos profetas do AT. Ele da uma interpretação real do mundo, sem dúvidas o mundo como um todo é uma tremenda confusão, por isso é interpretado como sendo Babilônia. Há aqueles que atribuem a Babilônia do apocalipse como sendo somente o império romano, porém tal interpretação deixa lacunas, acredito que a Babilônia do apocalipse está presente em toda era cristã, não podemos aceitar que vivemos em uma época onde estejamos livres de confusão em todas as suas fases.

Ainda em Jeremias vemos Deus dizendo que queria curar Babilônia, estaria tal relado tentando descrever somente a sua parte religiosa? Acredito que não, Jr. 51.9 (Queríamos curar Babilônia, ela, porém, não sarou; deixai-a, e cada um vá para a sua terra; porque o seu juízo chega até ao céu e se eleva até às mais altas nuvens.) O verso é claro, não há dúvida, Babilônia aqui significa o império não a sua parte religiosa. Sendo assim o mesmo podemos entender de Babilônia do apocalipse, se João tomou emprestado as palavras dos profetas para descrever um acontecimento similar, logo somos obrigados a concordar que tal acontecimento deve ter as mesmas conotações, ou seja, ele está dizendo que o mundo que ora presenciamos é uma Babilônia e consequentemente vai cair. (Veremos mais sobre isso e outra postagem).


Evandro.



sábado, 1 de agosto de 2015

Minha impressão do livro: "Zelota, A vida e a época de Jesus de Nazaré".

Nesta postagem irei fazer uma análise resumida da impressão que tive após ler o livro: “Zelota, A vida e a época de Jesus de Nazaré”. Naturalmente não conseguirei “descrevê-lo” de uma só vez, portanto irei fazê-lo por mais de um tópico. Não devendo fazer em seqüência. O livro foi considerado um Best Seller internacional. Na verdade o autor um iraniano, muçulmano de nascimento, imigrou para o EUA e lá se “converteu” ao cristianismo. Na realidade o livro no que diz respeito à história judaica e o momento turbulento do primeiro século é até interessante. Apesar de como o autor eu também acreditar que houve acréscimos por parte daqueles que quiseram tornar o cristianismo um tanto mitológico.

Acredito, no entanto que o objetivo maior do autor é descredibilizar a bíblia, ou mais propriamente o NT. Nas páginas (16-17) do referido livro, o autor descreve a condição turbulenta que era o início do 1º século, atesta também que se levantaram vários homens, dizendo ser o libertador de Israel, e Jesus foi um deles, nada além disso. Para o autor do livro, a visão que os evangelhos e mesmo as cartas paulinas passam de Jesus, não descreve a realidade dos fatos. Para ele, a ideia de um Jesus misericordioso não coaduna com a missão do messias judeu, sendo assim para o autor tanto as cartas de Paulo quanto os evangelhos é uma adaptação dos primeiros cristãos.

Mt. 2.1 (Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.) Lc. 2.15 (E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.) Uma das primeiras tentativas em descredibilizar a bíblia reside no fato do autor negar que Jesus tenha nascido em Belém da Judéia, para ele tais versos são acréscimos; o autor é categórico em afirmar que Jesus não nasceu em Belém mas sim na Galileia.  

Sem duvida, Jesus morava na Galileia, e segundo os relatos bíblicos cresceu naquela aldeia. Mas isso não impede que ele realmente tenha nascido em Belém e muito menos de ser descendente de Davi. Vejamos: Lc. 2.1 (Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.) Para o autor do livro o censo não foi para todo o império, mas só para a judeia e, portanto segundo ele José não precisou se alistar por morar na Galileia.

O autor se estriba dizendo que a história mostra isso. Mas em se tratando de história, a bíblia é um livro de história. Por que as pessoas recorrem a história para tentar descredibilizar a bíblia? Se a bíblia não retrata a realidade que ela afirma quem pode garantir a credibilidade da história paralela? O fato é que a bíblia diz e isso o autor não nega é que José era descendente de Davi, e tentar provar que José não foi a Belém sua terra natal, é o mesmo que tentar afirmar que Cabral não descobriu o Brasil.

Mesmo assim suponhamos que realmente acrescentaram na bíblia o fato de José ter ido a Belém a despeito da história confirmar que realmente houve tal senso nos dias de Quirino governador da Síria, digamos então que “coloriram” a história para se adaptar a um acontecimento no caso o nascimento de Jesus em Belém, isso de maneira nenhuma descarta a sua genealogia, ou seja Jesus continua sendo descendente de Davi. Mas o fato do autor de Lucas descrever o senso e a época ocorrida nos demonstra a plausibilidade de tal acontecimento, em outras palavras o autor quis deixar o senso como um “marco” comprovante histórico. 

O autor também se contradiz, ele argumenta o seguinte: “Quirino convocou um senso para todas as pessoas, bens, e escravos na Judeia, Samaria e Edom – não em todo mundo romano.” “ Além disso o único propósito do senso era Fiscal, o direito romano avaliava a propriedade, não o lugar de nascimento...” Pág. 56. Particularmente quando se tratava de imposto. Ora, segundo o autor de Zelota, os moradores da Galileia eram todos pobres analfabetos, inclusive o próprio Jesus. Mas depois ele descreve que o senso abrangia até mesmo os escravos, não importando o lugar de nascimento, mas o senso foi feito na judeia, e também o que importava segundo o autor era a questão dos impostos, mas recolher imposto de escravos, ou de pobres analfabetos? Bem, não vou duvidar da tirania dos governos opressores, mas a história se adapta mais ao registro do povo, conforme o relato bíblico.

Outra tentativa de deturpação da pessoa de Jesus se encontra na declaração do autor, onde ele afirma baseado em sua pesquisa histórica que Jesus não foi nem de longe esse homem bondoso, paciente e longânimo apresentado pelos evangelhos e pelas cartas paulinas. O autor declara que há uma contradição nos relatos, Lc. 22.36 “Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma.”  Mt. 10.34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.”  Segundo o autor de Zelotas, essas palavras não procedem de um pacifista, mas de alguém que pela força deseja estabelecer sua vontade.

Como sempre, as suas alegações são que as palavras de paz ditas por Jesus não é dele e sim dos evangelistas os quais segundo o autor foram pessoas de segunda e terceira geração pós discípulos que escreveram (embelezaram) segundo suas intenções e dedicaram tais escritos aos apóstolos de Jesus. Sabemos no entanto que a maioria dos estudiosos acreditam que os evangelhos foram escritos entre 85-95 dC. Isto é, primeiro século, já as cartas de Paulo foram escritas antes disso entre 48-85 segundo os eruditos.

Acerca disso o que podemos dizer sobre o livro Zelota? O professor Luke Jonson um estudioso do NT. Acertadamente diz: “A enxurrada de livros recentes que alegam desvendar o verdadeiro Jesus, todos sem exceção seguem o mesmo padrões previsíveis”. O livro começa alardeando as credenciais acadêmicas do autor e de sua prodigiosa pesquisa. O autor alega oferecer alguma interpretação nova, e quem sabe até mesmo propositadamente ocultada, acerca de quem realmente Jesus foi.

Afirma-se que a verdade sobre Jesus foi descoberta por meios de fontes externas à bíblia que nos possibilitam ler os evangelhos de uma nova maneira que está em desacordo com seu sentido superficial. E é exatamente essa linha que segue o autor de zelota, quer recopiar os evangelhos baseado em fontes posteriores e externas ao evangelho. Ora se não podemos confiar nos evangelhos, como poderemos confiar em escritos externos aos evangelhos? Se de alguma forma os líderes da igreja, (pós apóstolos) acrescentaram algo, esse algo não foi sobre o que Jesus fazia, mas sim quem ele era.

Ou seja, realmente tornaram o Jesus humano em um Jesus Deus, isso é ponto pacifico. Agora, dizer que Jesus não era um pacifista, e que ele queria estabelecer o reino de Deus a força, e naqueles dias, não acredito. Diferentemente daqueles que se rebelaram contra o domínio romano, Jesus não buscou muitos seguidores, a maioria o rejeitava, diferente daqueles nos dias do massacre em Massada. O autor de Zelota falha por não ter uma percepção espiritual, acredito que este público fará apologia ao seu livro. 

Jesus não veio brigar com os romanos, não tem como dizer o contrário, Mt. 8. 9-10 “Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.”  A realidade é que o evangelho não é uma questão somente de fé cega, mas sim de espiritualidade, a qual transforma a mente. 

  
Evandro.

      

         


quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Ave Cesar", e a marca da besta.

Dentro do contexto religioso e profético entendemos como preterista a visão que ensina que todos os acontecimentos relacionados ao fim do mundo já aconteceram, se consumando no ano 70 dC. Inclusive para os preteristas, mesmo a marca da besta também já aconteceu, para eles a marca foi o sinal com as mãos que os romanos e todos aqueles que demonstravam lealdade tinham que fazer para saudar o imperador. Tal saudação era conhecida como “Ave César”.

Ap. 13.16 “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte. Devo ressaltar o fato que a bíblia diz que a marca é na mão ou na testa, não diz que é com as mãos, em outras palavras não é dito que é para fazer um aceno indicando um sinal. Essa distinção, que a primeira vista parece pequena, é de crucial importância para rejeitarmos tal interpretação. O “Ave César” era um gesto de saudação corrente entre os romanos. Logo, tal interpretação preterista carece de fundamentação bíblica sólida ou consistente. 

Segundo a bíblia para que servirá o sinal na mão ou na testa? Ap. 13.17 “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.” Sendo assim não há nada que indique que sem fazer o “Ave César” ninguém podia comprar nem vender nada. Em qual livro de História os preteristas descobriram que sem fazer esta saudação com as mãos não podia comprar nem vender nada? Por acaso quando alguém ia comprar alguma coisa o vendedor pedia primeiramente que fizesse a saudação do “Ave César”?  

Então, ainda que o “Ave César” identificasse os que eram do império romano, não é verdade que sem praticá-lo fosse proibido de comprar ou vender algo. Se fosse assim, então os discípulos de Cristo, todos os cristãos e o próprio Senhor Jesus nunca teriam comprado nem vendido coisa nenhuma, pois eles também não faziam o “Ave César”! 

Será, então, que Jesus ou seus discípulos morreram de fome por causa disso? Onde está na Bíblia ou na História Cristã qualquer relato de qualquer cristão que tenha sido proibido de comprar algo por ter rejeitado fazer esta saudação? Como que os discípulos de Jesus e o próprio Cristo conseguiram viver sem nunca terem comprado nada de ninguém e nem vendido coisa alguma, se eles não faziam o “Ave César” e, segundo os preteristas, quem não fazia isso não podia comprar nem vender nada?  

Em quarto lugar, como se tudo isso não fosse suficiente para desmoronar essa interpretação falida do preterismo, vemos que Barnabé vendeu um campo, e depositou o preço aos pés dos apóstolos At. 4.37 “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. Como ele conseguiu fazer isso, se os preteristas dizem que sem fazer o “Ave César” ninguém podia vender nada?  

Não há nada na história que diga que foi proibido o comprar e vender sem antes fazer a saudação típica dos cidadãos romanos. A verdade é que nunca foi proibido, na época de Jesus os cristãos não faziam o “Ave César”, mas mesmo assim compravam e vendiam naturalmente, e não há absolutamente nada, nem uma linha, nem um única afirmação histórica que nos diga que isso mudou depois, e que os romanos começaram a proibir de comprar coisas sem fazer este sinal. Como este é um argumento fraco os preteristas apelaram para a insígnia da moeda corrente no império romano. Os preteristas disseram que pelo fato de haver uma efígie de Cesar na moeda e pelo imperador se declarar um deus, então os cristãos não usavam as moedas do império, pois caso fizessem isso estariam incorrendo na idolatria.

Será que tais declarações têm apoio bíblico? Mt. 22. 17-21 “Dize-nos, pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não? Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Isso quer dizer que Jesus não era contra fazer comércio com a moeda de César. Ele mandou que dessem o imposto devido fazendo uso exatamente desta moeda com a inscrição de César, então por que ele não iria permitir que comprassem alguma coisa com ela? Será que Barnabé vendeu o seu campo sem receber as “moedas de César”? É claro que não. Vemos Jesus contanto diversas parábolas dando como exemplo o denário da época, que tinha a inscrição de César Mt.10.29 “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai.”  Mt. 20.2 “E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha.”  Jesus usaria algo como exemplo caso fosse proibido? 

Em momento algum vemos Jesus proibindo que se fizessem uso do denário; ao contrário, vemos que os discípulos possuíam uma bolsa onde guardavam as moedas ali dentro Jo. 12.6 “Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava.” Vemos no NT. Os cristãos comprando e vendendo com a moeda que tinha a inscrição de César!  

Embora a moeda realmente tivesse a inscrição de César, o qual era cultuado como um deus na época, isso nunca, jamais, e em circunstância nenhuma foi qualquer impedimento aos cristãos fazerem comércio com ela, comprarem coisas com ela ou venderem propriedades recebendo essas moedas! Sendo assim, chegamos à conclusão óbvia e inequívoca que a marca da besta não era o “Ave César”, e muito menos a moeda com a inscrição do imperador romano.

Outro fato que não podemos esquecer é que a palavra (certa marca, ou um sinal) de apocalipse treze dezesseis que dizer algo gravado, estampado, imprimido, esculpido; o mesmo que fosse feito a ferro em brasa. Resumindo algo posto sobre a mão ou sobre a testa.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

O ensino preterista e a volta de Jesus.

Na atualidade há um grande consenso por parte da denominação católica romana e grande parte das denominações intituladas protestantes, no que diz respeito à questão preterista. Dentro do contexto religioso e profético entendemos como preterista a visão que ensina que todos os acontecimentos relacionados ao fim do mundo já aconteceram. Segundo tal ensinamento às profecias ditas por Jesus e as tribulações que viriam sobre o mundo já foram cumpridas em 70 d.C, tal acontecimento se deu entre Jerusalém e Roma; sendo assim para os preteristas Jesus já veio.

Ao olharmos para a bíblia a argumentação preterista cria um impasse para si mesmo, ou seja, como conciliar tal argumentação com as seguintes questões: Mc. 13.7 (Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.) Naturalmente os preteristas irão dizer que o verso acima favorece a sua argumentação, segundo eles os rumores de guerras aconteceram antes do ano 70 dC. E para eles foi somente entre Roma e Jerusalém.

No entanto o verso posterior começa a trazer dificuldades para o ensino preterista Mc. 13.8 (Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.) Certamente nação contra nação e reino contra reino não se restringiu apenas entre Jerusalém e Roma, mais ao mundo como um todo.

O que dizer dos terremotos? Segundo a história, aconteceu realmente vários terremotos porém  é evidente que nenhum grande terremoto abalou a terra entre 30 e 70 d.C. Ap. 16.18-19. (E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.)

Para os preteristas esse acontecimento é simbólico e segundo eles já aconteceu, mas, no entanto acredito que o juízo de Deus será literal e, portanto o terremoto de apocalipse terá lugar no futuro, logo os terremotos preditos por Jesus são os que têm acontecido em toda era cristã, não acredito que ele tenha dito isso somente até o ano 70 EC. Mt. 24.24 (porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.)

Realmente um pouco antes de 70 dC. Houve aqueles que se intitulavam o Cristo, ou o Messias, entre eles: Judas o galileu, Simão filho de Giora, Menahem, porém após o ano 70 dC. Continuou a aparecer os candidatos a messias, tanto foi assim que massada foi destruída no ano 73 dC. E somente no ano 132 dC. Apareceu um falso messias, chamado Simão filho de Kochba.

Mt. 24.21 (Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.) Segundo a história a destruição de Jerusalém pelo exército romano em 70 dC foi algo realmente terrível, mas dizer que a destruição foi algo tão terrível que nunca mais poderia ser comparado não faz sentido, ou seja, já houve tribulações maiores e de dimensão muito mais catastrófica, inclusive com o próprio povo judeu. Ainda segundo a história à guerra entre judeus e romanos entre 66 a 73 dC. Teve como vítimas um milhão e cem mil pessoas, já a 2ª guerra mundial matou setenta e três milhões de pessoas.

Portanto, a grande tribulação dita por Jesus não pode ser entendida literalmente como sendo a destruição de Jerusalém pelos romanos. E para conformar o pensamento preterista ensinam ainda que depois dessa grande tribulação ocorrida em 70 dC. Jesus veio cumprindo as próprias palavras de Jesus, Mt. 24. 29-31 (Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.)

É aí então que entra a grande controversa preterista, até este momento eles utilizaram as palavras de Cristo e da bíblia como um todo, de uma forma literal e local, a partir daí a coisa muda de figura, a interpretação começa a ser simbólica espiritual. A tribulação é literal ocorreu em Jerusalém, já os elementos da natureza tais qual o sol estrelas e o céu são interpretados de uma forma simbólica. 

E para fechar o ensino preterista dizem eles que Jesus já veio, pronto! A bíblia se cumpriu na integra no ano 70 dC. Afirmam os preteristas. Mas, Jesus já veio? Sim dizem eles! Como se ninguém viu? Foi espiritual cumprindo as palavras do próprio Jesus e por fim a profecia de Daniel, afirmam eles. Dn. 7.13 (Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.)

Esta é a profecia que os preteristas dizem que de uma forma espiritual aconteceu no ano 70 dC. Bem, estamos de frente a um impasse, onde aparece ao menos quatro questões, as quais os preteristas terão de responder. (1) Jesus não disse que o seu retorno seria espiritual, o fato de Daniel dizer que o filho do homem, o qual os cristãos entendem como sendo Jesus, dirigindo-se para o “Ancião de Dias” (Deus) não ensina e nem confirma o retorno de Jesus a terra, pois esta é o destino do retorno de Cristo.

(2) A bíblia diz que na sua vinda ele enviará os seus anjos e estes reunirá os seus escolhidos  Mt. 24.31 (E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.) Isso não aconteceu e mesmo Daniel 7.13 e 14 não aparece os Anjos acompanhando o Filho do Homem. (3) Como os preteristas poderão confirmar um acontecimento espiritual, i.e. a ida de Jesus para Deus se não existe como provar tal acontecimento? (4) O profeta Daniel diz que o reino de Deus será visível, literal e será na terra. Dn. 7.14 (Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.)


Logo, segundo as informações dos evangelhos, Jesus retornará sim, para à terra. Dn. 7.18 (Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade.) Este ensinamento está em sintonia com todo o registro do NT. Mas, o ensino preterista leva a mente dos crentes a se acomodarem acreditando que espiritualmente Jesus já voltou, não serve como conforto, não serve como um incentivo ao crescimento espiritual. Qual é a síntese de tal evangelismo? 

terça-feira, 2 de junho de 2015

O verdadeiro Deus de 1ª João 5.20.


1ª Jo. 5.20 “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” Acreditam os trinitarianos que este verso, assim como outros vem favorecer a crença na doutrina da trindade. Quando analisado superficialmente e no primeiro momento parece realmente favorecer tal doutrina.

Na realidade tal interpretação é apenas uma inclinação, motivada por um vício tradicional vindo de uma teologia partidária, teologia essa “abastada da verdade” sem nenhuma preocupação em se aprofundar, na verdade; não irão pesquisar algo que para eles já está definido e arrematado. Segundo os teólogos trinitários 1ª João 5.20 descreve que Jesus é o Deus verdadeiro, se tal interpretação estiver correta os teólogos trinitarianos jogaram a doutrina tradicional da trindade ao descaso.

O verso acima está tratando de duas pessoas, o pai e o filho, a teologia trinitária diz que o verso trata apenas de uma única pessoa, Jesus Cristo. Tal visão não está de acordo com o credo tradicional da trindade, mas sim com o pensamento modalista, ou seja de que o pai o filho e o espírito santo são apenas modos de Deus se manifestar ao mundo. Contudo, os trinitarianos usam o final do texto que diz: "... isto é, em seu filho Jesus Cristo. Este é o Verdadeiro Deus e a vida Eterna", agem assim tentando fundamentar o pensamento de que Jesus é o Verdadeiro Deus, concluindo que o Filho e o Pai são a mesma pessoa, isto não procede.

A teologia trinitária afirma que o verso está dizendo que Jesus é o verdadeiro Deus; em se tratando de questões difíceis acredito que devemos analisar o contexto bíblico e não utilizarmos um texto com o intuito de tentar fundamentar uma doutrina. Mesmo no antigo testamento Israel fazia questão de abordar que Deus é verdadeiro, 2ª Cr. 15.3“Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei.” Jr. 10.10 “Mas o Senhor é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.”

Sabemos que para o povo judeu não existe lugar para uma deidade compartilhada, bem os cristãos costumam dizer que não podemos confiar na teologia dos judeus pelo fato de terem eles rejeitado o Messias... mas o que uma coisa tem a ver com a outra? O fato é que em todo o AT. O Deus verdadeiro é o Deus uno e criador. Se as pessoas não aceitam o testemunho bíblico acerca da unicidade de Deus vinda do AT. Se enlaçam no próprio proverbio que criaram: texto fora de contexto é pretexto, ou seja rejeitando o contexto bíblico geral criaram pretexto para um novo Deus. Mas, mesmo assim devemos recorrer aos versos bíblicos do NT. Para ver quem a bíblia confirma ser o Deus verdadeiro.

Antes porém devo acrescentar o fato da bíblia ou do NT. Afirmar enfaticamente que Jesus já veio e esta é a introdução do verso 20 de 1ª João 5 quando ele diz: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo”  entre várias coisas pelas quais Jesus veio ou nasceu e viveu em nosso meio, João descreve que uma dessas coisas foi para nos dar entendimento para reconhecermos o verdadeiro, nós que não somos judeus não conhecíamos a Deus, conhecemos agora graças a Jesus, Ef. 2.12 “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.” Baseado neste verso percebemos que precisávamos ou muitos realmente precisam conhecer o verdadeiro, e isso a bíblia diz que somente Jesus Cristo pode revelar. 

A tradução que costumamos usar quer nos fazer acreditar que o verso de João está nos dizendo que Jesus veio dar Entendimento para conhecer ele próprio, esta é a intenção das traduções tendenciosas que temos em mãos. Reparem só “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo.” Percebemos que verso não deixa dúvidas acerca de quem está relacionado, ora, Jesus Cristo veio com o objetivo de nos mostrar o verdadeiro, neste caso Deus, não ele próprio. Mas seguindo a tendência as tradutoras logo acrescentam após o ponto, “em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.

Não pode haver contradições a bíblia nos informa que Jesus Cristo é verdadeiramente o filho de Deus, não o Deus verdadeiro. Mc. 15.39 “O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.” Quanto a Deus, a bíblia em vários textos nos diz taxativamente que ele é o Deus verdadeiro; Jo. 3.33 “Quem, todavia, lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro.” 1ª Ts. 1.9 “Pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro.”

Portanto o tendencialismo trinitário é quem contribui para introduzir e induzir a mente das pessoas em uma visão alheia aos escritos bíblicos, João não teve a intenção de dizer que Jesus é o Deus verdadeiro, antes disse que Jesus nos leva ao Deus verdadeiro. Isso acontece devido a visão dos teólogos trinitarianos em dizerem que João é o discípulo mais trinitariano de todos, alguns chegaram ao absurdo em dizer que João era o discípulo que começou a pregar acerca da trindade, mesmo antes dela existir dentro do cristianismo.

Isso se deu pelo fato dos teólogos trinitarianos terem uma ideia diferente de João, acerca do logos Em João capítulo 1 verso 1. quando alguém com a mente já cristalizada com ensinamentos tendenciosos leêm 1. João 5. 20 inconscientemente são levados a crer que Jesus é o Deus verdadeiro, porém isso vai contra aos fundamentos da própria lógica, pois neste caso Jesus seria filho dele mesmo. Não é novidade que contrariando os conselhos bíblicos até mesmo dentro da religião cristã existiu e existe o partidarismo.

E para fortalecer um partido ou uma crença cada qual usa as suas armas. E o partido trinitário age assim, muito sutilmente, torcendo acrescentando e removendo palavras nos versos os quais podem apoiar a sua ideia e causa. E 1ª João 5.20 não é diferente, Almeida revista e atualizada, ou a ARA diz: Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Induzindo a mente das pessoas a crerem que Jesus é o verdadeiro Deus. Já a Bíblia sagrada boa nova em português diz: Sabemos de fato que o Filho de Deus já veio e que nos deu inteligência para conhecermos o Deus verdadeiro. E nós estamos unidos ao Deus verdadeiro pelo seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e é vida eterna.

A diferença é pouca e sutil, mas já descreve que Jesus Cristo é o filho; e Deus é o Deus verdadeiro, ou seja, faz uma separação entre Jesus o filho e o Deus verdadeiro, não induz a mente a acreditarmos que ambos são um só. O problema é a mente condicionada, para aqueles que sabem distinguir ou não acreditam na trindade qualquer tradução está separando Jesus do Deus verdadeiro, por exemplo vamos usar a  Almeida revista e atualizada; Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Não existe dificuldade: “Sabemos que o filho de Deus é vindo”. Ótimo, normal, não está dizendo que Deus é vindo. E este filho de Deus tem nos dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro, quem, reconhecer ele mesmo? Não! O verdadeiro é Deus, o final do verso nos diz exatamente isso. E é dito ainda que estamos no verdadeiro que é Deus e em seu filho, faz uma separação de pessoas e de maneira nenhuma cria uma divindade composta.


sábado, 16 de maio de 2015

Os deuses dos povos.

A palavra de Deus em todos os seus pormenores contrasta com a tendência e o entendimento humano. E no que tange ao entendimento e mesmo a percepção que o homem (gênero) tem de Deus, no que diz respeito a sua forma e aparência são estritamente equivocadas. Saliento o fato de que esta falha mental ou mesmo espiritual não é uma particularidade dos cidadãos do nosso século, antes é um problema que atravessa os milênios.

Ex. 20.4 “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” Após o êxodo dos israelitas da terra do Egito, Deus estabeleceu leis que seriam as diretrizes do povo, entre essas leis o próprio Deus incisivamente alertou-os de que eles não fizessem nenhum tipo de imagem que através de suas imaginações pudessem retratá-lo; e uma imagem de Deus só poderia surgir de um ambiente onde as pessoas estariam familiarizadas, i.e. em cima na terra, debaixo do céu ou sob as águas.

Vemos porém que o mandamento invalida qualquer tentativa de criação humana para imagem de Deus, quer seja em cima da terra, em baixo do céu, ou sob as águas, ou seja a visão que o homem extrai do seu contexto como um todo não pode representar a imagem de Deus. Porque somos proibidos pela lei de fazer uma imagem de Deus? Dt. 4.15 “Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o Senhor, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo.”

Logo se nenhuma aparência de Deus foi vista não existe meio real para fazer uma imagem daquilo que não se vê. Qualquer tentativa de representar a Deus através de uma imagem são meras ilusões mentais, baseado na necessidade de cultuar um deus tangível, isso se dá pelo fato de o ser humano ser uma criatura física e ser dominado pelo material. Após o êxodo um pouco depois que Deus proclamou a lei os israelitas aceitaram fazer a aliança com Deus, Ex. 24.3 “Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos.”

Mas mesmo antes que a lei pudesse ser escrita em tábuas de pedra os israelitas estavam invalidando o mandamento de Deus que proíbe fazer algo que represente a Deus, Ex. 32.23 “Pois me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.” Aqueles homens sabiam que algo milagroso havia acontecido para tirá-los da terra do Egito e que tal milagre foi à ação de Deus, mas para eles Deus teria que ter uma forma, uma aparência física.

Bem verdade também que por terem ficados por quatrocentos anos presenciando a adoração realizada pelos egípcios por meio de ídolos influenciou ou corroborou para que o deus material pudesse fazer parte de suas mentes, tanto é assim que o “não terás outros deuses diante de mim” se transformou em “os teus deuses que te tiraram do Egito”  Ex. 32.4 “Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.” Em toda história dos judeus narrada pela bíblia, percebemos que a necessidade de fazer uma imagem para Deus estava presente, a necessidade de um Deus tangível é visível na história bíblica, mesmo em sua peregrinação pós êxodo Deus os alertou de que tal pratica poderia fazer com que eles perdessem a terra a qual iriam tomar posse.

Sabemos pela história que os judeus foram dispersos para os quatro cantos da terra, apesar do zelo de muitos a maioria foi culpada de idolatria, Dt. 4.25-27 “Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, teu Deus, para o provocar à ira,  hoje, tomo por testemunhas contra vós outros o céu e a terra, que, com efeito, perecereis, imediatamente, da terra a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos. O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá.”

Percebe-se claramente que o desterro dos judeus foi devido ao fato de fazerem para si imagens de escultura, as quais crendo eles representariam a Deus. Já nos dias dos reis o povo ainda balanceava entre Deus e os ídolos 2ª Rs. 17.33 “De maneira que temiam o Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados.”


Após o cativeiro babilônico os líderes enrijeceram as leis, mas não foi suficiente a evitar que fossem tributários dos romanos o fato está que as ordenanças de Deus aquelas que atualmente se aplicam para nós ou mesmo os mandamentos que Cristo deixou para sua igreja, devem surgir de um coração que está em sintonia com tal exigência, em outras palavras deve surgir de forma espontânea a fim de agradar a Deus.

E na atualidade, tem se tentado criar uma forma tangível para Deus? Sim! Acredito que tal ocorrência procede pelo fato de não terem conhecimento da bíblia, muitos dizem. –“mas isso não representa a Deus, representa uma pessoa que foi boa e etc.” Ora, segundo a bíblia não se pode criar ou fazer ídolos, a religião bíblia não aprova adoração consulta ou mesmo veneração por meio de imagens e amuletos, logo quando alguém se prostra a algum ídolo está incorrendo no pecado de idolatria.  

Outros embalados pelo ensinamento cristão de que Jesus é Deus adoram um deus homem, se põe diante de uma imagem do Cristo a qual dizem ser representativa e clamam “ó Deus” e etc., porém tal não procede se Jesus é Deus e pode ser representado por uma imagem como a bíblia diz que ninguém viu a Deus será que tais palavras não servem para os apóstolos que tiveram com Cristo? 1ª Tm. 6.16 “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!

“Homem algum jamais viu” são estas as palavras, não se pode contradizer fazendo um Deus corpóreo através de ídolos, acredito que ignorância bíblica seja a causa primária para tal procedimento, depois a influência denominacional coopera para tal atitude e terceiro a necessidade de um deus visível, 1ª Jo. 4.12 “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” Ninguém jamais viu a Deus com essas palavras João nem de longe coopera para formular ou mesmo para dar suporte a crença no deus homem, e também joga por terra toda intenção de quem quer que seja de fazer uma imagem de Deus, algo só pode ser logicamente copiado e correto se feito segundo um modelo existente, isso falando de mundo físico mas se Deus não tem forma como fazer uma imagem que possa representá-lo? Não existe como.