terça-feira, 11 de setembro de 2012

A doutrina da encarnação.



Vamos examinar o contexto histórico do desenvolvimento do que se tornou a pedra angular da ortodoxia cristã, a doutrina da "Encarnação." Veremos que esta doutrina não surgiu no vácuo, nem estritamente a partir do texto da Escritura. Foi o resultado da influência de certas crenças e atitudes que prevaleceu em torno da igreja cristã depois do primeiro século.

 A mitologia pagã, e pontos de vista gnósticos da redenção e da pré-existência humana, e a incompreensão da linguagem joanina, tudo isso contribuiu para o ensino de que o próprio Deus se tornou homem. Embora a "Encarnação" seja assumida como um princípio básico do Cristianismo, o termo não é usado ou encontrado em nenhum lugar na Escritura. 

Mas, é admitido por estudiosos trinitarianos. Encarnação, em seu sentido pleno e adequado, não é algo diretamente apresentado na Bíblia. A doutrina da Encarnação foi realmente formulada durante os primeiros séculos da era cristã. A doutrina, que tomou forma clássica, sob a influência das controvérsias dos séculos quarto e quinto, foi formalmente definida no Concílio de Calcedônia em 451. Foi em grande parte moldada pela diversidade da tradição nas escolas de Antioquia e de Alexandria. 

Refinamentos foram adicionados nos períodos posteriores a patrística e medieval. A razão pela qual os conselhos e sínodos levaram centenas de anos para desenvolver a doutrina da Encarnação é que ela não é declarada nas Escrituras, e os versos usados ​​para apoiá-la podem ser explicados sem recorrer a uma doutrina que tem mais semelhança com a mitologia pagã do que a verdade bíblica. 

Ensinar aos judeus que Deus desceu na forma de um homem teria ofendido completamente aqueles que viveram na época de Cristo e os Apóstolos.  Essa doutrina é derivada mais proeminente do evangelho de João, e em particular a partir da frase em Jo. 1.14 . Este plano de Deus para a salvação do homem, finalmente, "se fez carne" em Jesus Cristo. Este versículo não estabelece a doutrina da Encarnação é um ensinamento do grande amor de Deus em trazer à existência o Seu plano para salvar o homem dos seus pecados. 

Antes de prosseguir, devemos definir o que é tradicionalmente compreendido por "encarnação" de Cristo. A tradição ensina que, sem deixar de ser Deus, Deus se fez homem.” Vejam o que diz o Novo Dicionário da Bíblia, uma fonte trinitária: Textos entre parênteses. (Parece significar que o Criador divino se tornou uma das suas próprias criaturas, que é uma contradição, em termos teológicos.” “A Encarnação do Filho de Deus, não era uma diminuição da divindade, mas uma aquisição da humanidade.” Se quiser saber como um pré-existente "Deus Filho" pode se tornar um homem sem qualquer "diminuição da sua divindade", ou como ele poderia viver entre os humanos" sem deixar de exercer as funções divinas que exercia desde a eternidade. Os trinitarianos dizem que isso é parte do “mistério "da Encarnação.) 

O Novo Dicionário da Bíblia admite que o conceito não é desenvolvido ou discutido no Novo Testamento. O fato dos escritores do novo testamento não tentarem explicar a doutrina da encarnação mostra que tal doutrina não existia. Portanto, se ela não se encontra na bíblia em nenhum dos dois testamentos como pode eventualmente ela ser considerada uma parte da "Doutrina dos Apóstolos"? Os estudiosos admitem que esta doutrina é fraca biblicamente, devemos examinar então por que os teólogos cristãos do terceiro e quarto séculos tornaram-se tão preocupados em estabelecê-la como a pedra angular da fé cristã trinitária. 

Devemos, primeiramente, estabelecer o fato de que o próprio processo de se transformar de verdade histórica a mitologia foi claramente profetizado pelo apóstolo Paulo no final de sua vida. Isso é incrível, mas não surpreendente, tendo em vista as muitas vezes na Escritura que Deus advertiu seu povo sobre ser influenciado pela cultura pagã. 

"Encarnação", pelo menos na concepção mais comum da visão cristã, é a crença de que Jesus não é um ser criado, mas o Deus invisível "vestido" em carne humana. Assim, a nosso ver, o relato bíblico da criação do último Adão é trocado por um mito. O conceito de Deus, ou qualquer ser espiritual, tornando-se um bebê é completamente inconsistente com a verdade bíblica. Reconhecemos que a doutrina da Encarnação não é o resultado direto da incursão da mitologia pagã, no entanto, os líderes da Igreja dos séculos III e IV depois de Cristo não foram diligentes para permitir que toda a Escritura pudesse determinar a doutrina cristã. 

Na ausência de um compromisso total com a Bíblia, eles interpretaram erradamente a linguagem do evangelho de João e usaram esse mesmo evangelho para estabelecer uma doutrina que não se harmoniza com a profecia do Antigo Testamento, os Evangelhos sinópticos (os outros três evangelhos) e o resto do Novo Testamento. O resultado tem sido deslocar o centro da mensagem cristã da ressurreição, e estabelecer a idéia da Encarnação, uma idéia muito mística, mitológica e misteriosa. 

A história nos mostra que a Igreja sempre reconheceu a natureza altamente misteriosa da crença na encarnação. Poderíamos argumentar que esta doutrina tem feito mais para enfraquecer a fundação do núcleo racional da fé cristã do que todos os assaltos dos chamados hereges juntos. A idéia de que o próprio Deus veio e viveu entre nós na forma de um homem ecoa mitológica e pagã, e, no mínimo, deixou a mensagem cristã aberta ao ridículo. 

Um ser divino preexistente, feito em carne criado por pais humanos soa tão mitológico que tem sido muitas vezes ridicularizado por críticos, especialmente judeus e muçulmanos. Isto é ainda admitido por fonte trinitariana: Tal afirmação, considerada abstratamente no contexto do monoteísmo do Antigo Testamento, pode parecer uma blasfêmia ou sem sentido. A Cristologia tradicional tem trabalhado com um esquema de supranaturalismo. (sobrenatural) O cristianismo expressou isso mitologicamente e os teólogos dos primeiros séculos desenvolveram então a doutrina da Encarnação, encarnação significa que Deus, o Filho, desceu a terra, e nasceu, viveu e morreu dentro deste mundo como um homem. 

Do céu desceu e gentilmente entrou em cena o ser humano, se revestiu em carne algo que não era "dele" e viveu verdadeiramente e completamente dentro dela. Como o homem-Deus, uniu em sua pessoa o sobrenatural e o natural. Porém o problema da cristologia é como Jesus pode ser plenamente Deus e plenamente homem, e ainda verdadeiramente uma pessoa. A maneira tradicional de descrever a doutrina da Encarnação, quase inevitavelmente, sugere que Jesus era realmente o Deus Todo-Poderoso andando na terra, vestido como um homem. 

Jesus não era um homem nascido e criado, ele era Deus por um período limitado participando de uma farsa. Ele parecia um homem, ele falava como um homem, ele se sentia como um homem, mas no fundo ele era Deus vestido em carne. Na verdade, a própria palavra "encarnação" [que não é um termo bíblico] inevitavelmente sugere a idéia de uma substância divina mergulhada em carne e revestido com ela. A doutrina da encarnação foi derivada do paganismo, a doutrina soa tão semelhante a Muitos outros mitos sobre seres divinos que veio e viveu entre os homens é difícil não concluir que os pensadores cristãos empregaram a linguagem das religiões pagãs, em vez de aderir diligentemente à linguagem das Escrituras. 

A idéia de que Deus ou os deuses podiam descer na forma de homens era uma visão comum nos tempos do Novo Testamento. Vemos um exemplo muito claro disso no livro de Atos, após a cura de um paralítico: At. 14,11-13. É digno de nota que Paulo e Barnabé não aproveitaram a oportunidade para explicar que eles não eram deuses ou que vieram na forma humana, Em vez disso, eles argumentaram contra a base mitológica de tais crenças e práticas pagãs: At. 14,14-15. 

Estes versos bíblicos indicam que a maioria das pessoas influenciadas pela religião grega e romana acreditava em uma variedade de mitos, envolvendo a mistura de deuses, homens, mulheres e até animais. Por exemplo, os romanos acreditavam que Rômulo e Remo foram gêmeos nascidos de uma mãe mortal e Marte, o deus da guerra. A lenda diz que eles foram trazidos à tona em um cesto do rio Tibre. Uma loba encontrou os bebês e os criou. Um pastor encontrou os gêmeos e os levou. Já na idade adulta os gêmeos decidiram construir uma cidade no local onde o lobo encontrou-os, mas Rômulo matou Remo e fundou Roma, supostamente em 753 AC. 

O panteão mitológico romano incluía uma tríade, ou seja, um grupo de três deuses, composto de Júpiter, Marte e Quirino. Júpiter era o deus dos céus e Marte, o deus da guerra, enquanto Quirino representava o povo comum. No final dos anos 500, AC, os romanos substituíram a tríade arcaica com outra tríade de Júpiter, Juno e Minerva. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Analisando Atos 15.3.


Os sabatistas alegam que quando no novo testamento é proferido as palavras “lei de Moisés” está se referindo as leis cerimoniais que pré-figuravam ou apontavam para Cristo. Mas, surgem então baseados em alguns poucos versos bíblicos algumas perguntas pertinentes, citarei o primeiro verso. Gl. 5.3 (De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.) 

A circuncisão era a prova final de que tal individuo era realmente judeu, e o mesmo valia para os convertidos ao judaísmo. Em outras palavras se alguem quisesse se “tornar” ser participante das praticas judaicas deveriam se circuncidar. Paulo testifica dizendo que se alguem se circuncidar deve guardar toda a lei, mediante isso eu pergunto: e o inverso disso, não deve ser o mesmo? Ou seja, se alguem quiser observar toda a lei, não deve se circuncidar? 

Lógico que sim. Se a circuncisão me obriga a guardar toda a lei, o inverso disso deve ter as mesmas proporções. Não se pode tentar pertencer a um povo adotando somente parte dos seus costumes e obrigações. Vejam os versos: 

Gn. 17.12-14 (O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.) 

(A) Natural e estrangeiro deveriam se circuncidar. (B) Se não fizessem assim estariam quebrando a aliança, e não seriam considerados por Deus como povo.                             

Outra questão interessante é encontrado em At. 15.3 que diz: (Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés.) 

Vejam algumas questões interessantes: (1) para que se observassem a lei de Moisés era necessário circuncidá-los, uma coisa dependia da outra. (2) Que lei de Moisés o verso se refere? (3) São as ditas leis cerimoniais? Vamos analisar as questões: 

A circuncisão não é, pois foi pedido conjuntamente que se circuncidassem, e que observassem a lei de Moisés. O cerimonial que apontava para Cristo, também não é, pelo fato do verso dizer que alguns dos fariseus que creram estavam tentando induzir os apóstolos. Ora, se eles creram no Messias naturalmente não mais haveria necessidade de sacrificar cordeiros, portanto está descartada a hipótese de ser a lei do holocausto. 

E a palavra lei do verso 5 é nomos a mesma palavra encontrada para definir a lei de Deus. Sendo assim dentro da visão sabatista os apóstolos deveriam ser os primeiros a serem considerados antinomistas, visto que eles resistiram a sugestão dos fariseus convertidos de que os gentios deveriam observar a lei de Moisés, lei esta que no grego é nomos, mesma palavra que descreve a lei encontrada em romanos 7.22 por exemplo. 

Seriam os apóstolos contrários a lei? De maneira nenhuma, eles só não eram mais dependentes da lei para salvação, em outras palavras a aliança do Sinai e todas as suas ordenanças não era mais importante para a salvação. Naturalmente os sabatistas irão dizer: Você quer dizer que os apóstolos se rebelaram contra a lei? Lógico que não é isso, os apóstolos estavam dizendo que o sistema mosaico era inoperante para a salvação. 

Observem também que o verso 5 diz que os fariseus que aceitaram a Cristo insurgiram; em outras palavras eles começaram a revoltar-se, pelo fato dos cristãos não estarem se circuncidando e nem mesmo observando a lei. Alegar que todos naquela época guardavam o sábado é uma incoerência muito grande, isso para não dizer mentira muito grande, caso fosse uma realidade não haveria a necessidade dos fariseus convertidos se levantarem dizendo que era necessário os gentios guardarem a lei. 

Ora, se eles já guardavam a lei, que lei então os fariseus que aceitaram o Messias estavam incitando os cristãos a obedecerem? Veremos outros versos interessantes que muitas das vezes passam desapercebidos. At. 15.28 ( Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais.) 

Já ouvi o absurdo por parte dos sabatistas que o verso em questão se refere as ditas leis cerimoniais, mas o que vemos é que isso não passa de uma falsa premissa. Observem o seguinte: se os fariseus convertidos estavam incitando os gentios a guardarem a lei, naturalmente chegamos a conclusão que entre os gentios não havia tal costume. Ninguém obriga outro a cumprir aquilo que lhe é uma prática. Então, o que foi considerado pelos apóstolos como um encargo? 

As festas? Se foi, os sabatistas estão em débito com Deus, visto não terem como uma necessidade atual, todas as leis consideradas cerimoniais não pode ser, devido ao fato dos judeus convertidos não mais precisarem de figuras que representassem o Messias. Naturalmente nós deveríamos de esperar que os apóstolos sendo todos judeus a dois mil anos atrás fossem tremendamente judaizantes, isso deve ser considerado assim pelo fato de que muitos gentios querem a todo custo tornar-se judeu, ou pelo menos impor na nova aliança práticas judaizantes. 

Outros vão além disso,dizendo que devem ter os nomes trocados, devem falar em hebraico, outros vão ao extremo dizendo que são descendentes direto dos judeus e portanto são obrigados mesmo sem se circuncidar em aderir praticas judaizantes. Mas que surpresa temos quando Paulo no livro de Gálatas descreve as atitudes de Pedro. Gl. 2.14 (Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?) 

Naturalmente Pedro não vivia como um depravado gentil, não era isso. Tanto é assim que o próprio Paulo disse que nós não somos pecadores dentre os gentios. Quanto ao verso acima devemos entender que: (1) Pedro não vivia como um judaizante, (2) o próprio Paulo descartou a questão da obrigatoriedade, ou seja não devemos obrigar um gentil convertido a ser um judaizante, (3) algo muito diferente daquilo que os gentios sabatistas fazem, (4) se um judeu natural convertido ao cristianismo não deve obrigar um gentil convertido a se tornar judeu, por que um gentil deve obrigar outro gentil a praticas judaizantes? 

Logo após o “pedido” dos da seita dos fariseus que haviam crido, em seu discurso Pedro faz uma declaração muito interessante, diz Ele: At. 15.10 ( Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?) Sendo assim a questão continua, que jugo seria esse? 

Os adventistas argumentam que o jugo aqui referido são os dogmas (tradições) ensinadas pelos líderes judeus, mas não é isso que o contexto mostra, pelo fato da pergunta de Pedro está relacionada a uma exigência dos fariseus convertidos, ou seja, a questão que estava sendo discutida naquele momento era sobre a lei.  

Em outras palavras os fariseus tiveram a mesma atitude dos sabatistas modernos, disseram que o fato dos gentios crerem em Cristo não era suficiente para a salvação a crença deveria está acompanhada das obras da lei. 

Santas palavras do apostolo inspirado que disse: Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Atos 15.10. O que percebemos nestes versos que foram relacionados é que a lei que estava em discussão foi toda a primeira aliança, Pedro, Paulo, Tiago e os demais estavam dizendo que tal prática não tem lugar no evangelho de Cristo.     

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Moisés, legislador ou mediador?


As denominações sabatistas enfatizam veementemente que existe uma separação de leis, ensinam eles que a bíblia divide as leis em duas porções, para eles uma parte da lei é a lei moral ensinada como sendo a imutável lei de Deus. A outra parte como sendo a lei de Moisés, essa já ab-rogada. Leiam com atenção.


Será que este ensino suporta a um estudo mais aprofundado das escrituras? Em assuntos anteriores vimos que as leis citadas como a lei de Moisés e a lei de Deus são termos semelhantes. E que na verdade Moisés não foi legislador, mas sim mediador, o que a bíblia realmente nos diz? Naturalmente será necessário investigarmos alguns textos que outrora já foi visto. 

Lc. 2.22 (Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor.) Neste verso vimos claramente que a dedicação do primogênito é chamada de lei de Moisés, verso 24 (E para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.) 

E naquele contexto de apresentar o menino e dedicá-lo a Deus, o evangelista diz que os seus pais cumpriram tudo que a lei exigia, mas lei de quem mesmo? Lc. 2.39 (Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.) Errou quem pensou ser a lei de Moisés. 

Veremos também que a bíblia é enfática em dizer de quem é a lei, e por quem ela foi transmitida. 2ª Cr. 34.14 (Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à Casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés.) Ed. 7.6 (Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel; e, segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira.) Verso 10 (Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.) 

Percebemos claramente a semelhança; e os versos continuam. Ed. 7.12 e 21 (Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz perfeita!) Verso 21 (Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decreto a todos os tesoureiros que estão dalém do Eufrates: tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu, pontualmente se lhe faça.) 

Ainda falando sobre Esdras, o livro de Neemias declara também a singularidade entre a lei de Deus e a lei de Moisés. Ne. 8.1 (Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel.) Ne. 8.8 (Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.) 

Aqui o livro é chamado de lei de Deus, Ne. 13.1 e 3 (Naquele dia, se leu para o povo no Livro de Moisés; achou-se escrito que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus.) 


Neste verso nos é dito que o livro ou a lei é de Moisés. Quando ouviram sobre o livro entenderam que se referia a lei. Verso 3 (Ouvindo eles, o povo, esta lei, apartaram de Israel todo elemento misto.) Ne. 8.14 (Acharam escrito na Lei que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a festa do sétimo mês.) 

Não ensinam que as festas pertencem a lei de Moisés e por isso não mais existe a obrigatoriedade em observá-las? Mas vejam que o verso enfaticamente diz que o cerimonial dos tabernáculos é uma lei de Deus. E o novo testamento, será que faz alguma distinção entre as leis? Mc. 7.10 (Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.) 

Ora, não é assim que os sabatistas ensinam, até pelo fato por este mandamento pertencer ao rol do decálogo, no caso este é o 5º mandamento. Porém outro evangelista cita o mesmo mandamento dizendo que Deus ordenou isso, só confirma que não existe distinção de leis. Mt. 15.4 (Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.) 

Argumentam também que o fato dos dez mandamentos terem sido colocados dentro da arca e o rolo do livro fora da arca faz com que as tábuas de pedra tenham maior valor do que os livros. Ex. 25.22 (Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.) 

A arca era chamada de arca do testemunho, ela era a prova legal que Deus havia feito aliança com Israel. Além das tábuas de pedra foram depositadas na arca o bordão que pertencia a Arão que floresceu, e o maná. Ex. 16.33-34 (Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e coloca-o diante do Senhor, para guardar-se às vossas gerações. Como o Senhor ordenara a Moisés, assim Arão o colocou diante do Testemunho para o guardar.) 

Nm. 17.10 (Disse o Senhor a Moisés: Torna a pôr o bordão de Arão perante o Testemunho, para que se guarde por sinal para filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, para que não morram.) Hb. 9.4 (ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança.) 

Por que então os livros ficaram fora da arca? Dt. 31.24-26 (Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do Senhor, dizendo: Tomai este Livro da Lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti.) O rolo do livro deveria ser consultado, enquanto que a arca ficaria fechada. 

O fato de terem ficadas na arca não quer dizer que as pedras eram eternas ou mais importantes do que o livro, pois se caso fosse assim o maná e o bordão de Arão teriam que perdurar até hoje, 1ª Rs. 8.9 (Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel, ao saírem da terra do Egito.) 

Os sabatistas destacam também que por ter sido escrito por Deus os dez mandamentos, escrito em pedras tem maior autoridade do que a lei escrita por Moisés, e portanto deve ser eterna, mas o que vemos é que a mesma lei escrita nas pedras são tratadas como abolidas em 2ª Co. 3.7 (E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente.) 

Ministério da morte escrito em tábuas de pedra, o que será isso? Versos 14 a 16 (Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.) 

Todas as leis que Deus estabeleceu no monte sinai com Israel fazia parte da antiga aliança e são exatamente essas que não servem mais como aliança, neste sentido não existe uma separação entre lei de Deus e lei de Moisés.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS EXISTIAM NO ÉDEN?



(UMA ANÁLISE DO ARGUMENTO ADVENTISTA)

A LEI dada a Adão no Éden não foi o "decálogo" , conhecido como "os dez mandamentos". Seria ir além do que está escrito no relato de Genesis cogitar tal coisa.

Gênesis 2:16-17 diz:

Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: "De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, de

ssa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás".

Esta foi a única LEI promulgada na época e dada a Adão para ser observada. Qualquer um sabe compreender que o texto citado não é uma “ordem”, “mandamento” para se observar o sábado. É pretender demais pensar isto. Se Adão foi criado no sexto dia não justificaria ele ter de descansar já no dia seguinte, como prefigura o próprio mandamento: SEIS DIAS TRABALHARÁS.......

Se Adão guardou o sábado, Moisés poderia muito bem ter mostrado isso de modo claro, tomando-o como exemplo de que este mandamento foi realmente observado desde a criação para toda a raça humana.

Qual seria o melhor exemplo de que a RAÇA HUMANA DESDE OS PRIMÓRDIOS GUARDAVA O SÁBADO?

Seria dizer que Adão (O PAI DA RAÇA HUMANA) O FAZIA. Moisés registrou em Genesis, com relação ao descanso de Deus depois de sua atividade criativa. GENESIS “MENCIONA” O SÁBADO – NÃO “ORDENA” GUARDAR O SÁBADO.

Se foi essa a intenção de Moisés (provar que o sábado foi guardado desde o Éden) ele falhou barbaramente.

Uma lei é uma norma escrita por uma autoridade competente e tem força a partir da sua promulgação, podendo ter ou não prazo de duração.

E para confirmar que a única lei dada a Adão no Éden foi a árvore da ciência do bem e do mal, leia o seguinte texto:

Gênesis 3:9-11, 17 - Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? 
"Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses"? E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.

Veja a clareza do texto: "Comestes da árvore que te ordenei que não comesses"?

Não existia nenhum outro mandamento do tipo: Honra a teu pai, não adulterarás, não furtarás, não cobiçarás ou quaisquer outros do decálogo.

Ora, Se Deus deu o sábado PARA SER OBSERVADO COMO MANDAMENTO a Adão no Éden (entende-se que excluir um mandamento é excluir os outros), então seria óbvia a conclusão que os mandamentos restantes também foram dados. Mas a verdade não é esta. O texto não diz. E, por quê?

Haveria sentido Deus dizer a Adão, no Éden:

a) Honra teu pai e tua mãe - Se ele não tinha pai nem mãe?

b) Não adulterarás - Se só existia Eva; Com quem Ele Adulteraria?

c) Não furtarás - Se ele tinha de tudo e não tinha ninguém de quem furtar?

d) Não cobiçarás a mulher ou a casa do teu próximo - se nem próximo existia?
A lei que Adão transgrediu foi a lei de "Não comer da árvore da ciencia do bem e do mal".

O decálogo não era do conhecimento de Adão porque o pecado ainda não havia entrado no mundo e por esta razão não carecia de regras do tipo “não farás isto e aquilo” como se vê no decálogo.

Da mesma forma, é errado dizer que o decálogo e com ele o sábado foi conhecido e observado pelos patriarcas, só porque Genesis o menciona:

Genesis 2:2,3 - Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 

A lei não foi dada aos antepassados dos israelitas, pois está escrito:

"Não com nossos pais fez o SENHOR esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos". (Deuteronômio 5:3).

Isto é ainda sugerido pela ignorância de Moisés e Aarão, a respeito do que fazer com o homem pego apanhando lenhas no sábado:

"Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda NÃO ESTAVA DECLARADO O QUE SE LHE DEVIA FAZER. (Números 15:32-34).

Se a LEI estivesse em vigor desde o Éden, porque Moisés não soube o que fazer com o homem que transgredia o sábado?

É certo que o tempo foi dividido em semanas de sete dias desde o princípio, mas a lei do sábado como tal, estabelecendo como santo o sétimo dia para ser observado de maneira especial, não foi instituída senão depois de Israel sair do Egito.

Estas palavras foram escritas por Moisés para o povo de Israel e serviram para explicar-lhes o porquê do mandamento para observar esse dia.

Deus declarou a Israel:

"Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento." (Êxodo 31:17).

Observem: Qual a explicação para o povo de Israel guardar o sábado? Moisés apela ao registro de Genesis, obviamente escrito por Ele mesmo, relatando a criação.

Vários textos confirmam que A LEI foi dada a Israel no Sinai: NÃO A TODA HUMANIDADE.

exemplos:

Neemias 9:13-14 - Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles, e lhes deste juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos; "O TEU SANTO SÁBADO LHES FIZESTE CONHECER; E LHES ordenaste mandamentos e estatutos e uma lei, por intermédio de teu servo Moisés ".

Deut. 5:1-3 - Chamou, pois, Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e preceitos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprir. "O Senhor nosso Deus fez um pacto conosco em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esse pacto, mas conosco, sim, com todos nós que hoje estamos aqui vivos".

Hebreus 8:9 - Não segundo "o pacto que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito"; pois não permaneceram naquele meu pacto, e eu para eles não atentei, diz o Senhor.

Pergunto: Com quem foi feito o pacto e em que local? O santo sábado não era conhecido? E, se era conhecido, porque Neemias disse que foi no “Monte Sinai” (v.13), que o dia de guarda foi lhes dado a conhecer?

Considere mais estes fatos importantes:

O sábado era sinal de aliança entre Deus e Israel (Ex. 31:17). As escrituras são provas disso, não declarações de homens, nem de supostas profetisas!

Mas, que interessante, não foi o sábado dado como “sinal” de aliança com Abraão, FOI A CIRCUNCISÃO (GENESIS 17:10). Ora, se Abraão guardava o sábado, era de se esperar que este mesmo “sinal” fosse a aliança com ele, não acham?

Se eu usar o argumento de que - O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM - dando a entender que Jesus não se referia aos judeus mas ao gênero humano em geral, cabe uma pergunta:

O SÁBADO FOI "FEITO"? SE FOI, ENTÃO ISTO MOSTRA QUE NÃO ERA ETERNO, JÁ QUE TEVE QUE SER FEITO. E se não era eterno, nem o decálogo era. Isto mostra o aspecto puramente circunstancial e cerimonial do sábado.

Não se pode apanhar uma declaração de Jesus concernente a um contexto em que estava sendo dita e a transformar em uma “ordem” para ser cumprida......Estranho!!

O contexto de Marcos 2:27,28 não enfoca a universalidade do sábado, mas a autoridade de Jesus sobre ele. Jesus não alargou o mandamento, mas Restringiu-o aos judeus.

Se Jesus estivesse realmente dizendo que o sábado era para todo ser humano, isto teria levantado outra controvérsia com o fariseu e não o refutado, pois estes consideravam o sábado como posse única da nação judaica.

Porque a verdade é esta:

O sábado não tem natureza moral. Há igrejas que fazem uma verdadeira “tortura” psicológica junto a seus membros, com relação à “GUARDA DO SÁBADO”, exemplificando como “heróis”, aqueles que deixam de conseguir um bom ou ótimo emprego, ou deixam de entrar numa faculdade, ou deixam de se formar, por causa de utilização de horas daquele dia que em português é chamado de SÁBADO!, Mas que nem sempre atende às normas do 4º Mandamento!

Imaginemos se um hospital poderia fechar as suas portas, colocar seus pacientes no olho da rua, sexta-feira ao por do sol, e no “sábado” ao por do sol, reabrir e colocá-los de volta!

Ou os que estivessem de plantão: Médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, funcionários administrativos de plantão, (para admitir pacientes, ou fechar as contas dos que tivessem alta ou falecessem) no Sábado, estariam pecando?

Assim como hospitais, inúmeras outras atividades também têm de seguir a mesma regra, como por exemplo: Delegacias de Polícia, BOMBEIRO MILITAR, empresas de ônibus urbanos, intermunicipais, e interestaduais, funcionários de empresas de telefonia, de energia elétrica, de água e saneamento, refinarias, pólos petroquímicos e indústrias que precisam manter sistemas funcionando 24 horas em caráter ininterrupto; enfim, uma infinidade de atividades que não podem parar.

E inclusive, alguns destes que eu citei acima, trabalham para que vocês (observadores do sábado) possam ter segurança e tranquilidade para manterem suas vidas, se reunindo aos sábados em suas igrejas e se deslocando para suas casas depois.

Eles estão pecando? Sejam verdadeiros!!

Mais uma coisa:

O sábado não foi utilizado como “mandamento de teste” para Abraão, como afirmam muitos adventistas e nem o é para nós que “estamos em Cristo”.

Por duas razões simples:

Primeiro porque que as promessas de Deus a Abraão não tinham a lei como base. É Paulo quem diz isso: Gálatas 3:6-29; Romanos 4:13.

Segundo que “muitos preceitos e mandamentos” foram dados a Abraão por Deus e Genesis não menciona “o sábado” como sendo preceito dado a Abraão.

Algumas perguntas, portanto, são necessárias:

O DECALOGO EXISTIA NO ÉDEN? Se sim, qual texto podemos comprovar?

ADÃO GUARDAVA O DECÁLOGO? E O SÁBADO ELE GUARDOU?

Jesus teve que morrer pela transgressão dos dez mandamentos no Éden, como disse em seu site o senhor ENNIS MEIER?

Se devemos guardar o sábado, por ser mandamento perpétuo (Ex. 31:13-16), então porque não observamos também os seguintes preceitos (pois também eram considerados perpétuos):

A páscoa (Ex. 12:14); os holocaustos (lev. 3:16-17); A circuncisão (Gen 17:13); O sacerdócio Aronico (Ex. 29:9); A festa das primicias (Lev. 23:14); o dia da expiação (lev. 23:32).

Veja este link (EM INGLÊS), onde rabinos judeus ortodoxos afirmam que o sábado não foi dado a toda humanidade antes do Sinai.


Ou, poderão utilizar a ferramenta de tradução do google, para compreender em português, acessando aqui:


Marcelo Valle.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


INCOERÊNCIAS DOS DEFENSORES DA LEI

1 – Alegam que em Mateus 5:17, Jesus se referia aos dez mandamentos quando disse que não veio ab-rogar, mas cumprir a LEI.

INCOERÊNCIA: 

No mesmo capitulo Jesus cita mandamentos que não fazem parte das “duas tábuas”, por exemplo: 

"Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher dê-lhe carta de divórcio" (vers. 31; Citado em Deuteronômio, 24: 1-4); "olho por olho, dente por dente" (vers. 38; Citado em Êxodo 21: 24). 

Assim não podemos dizer que a lei aqui referida se constitua apenas dos dez mandamentos, mas de toda a Lei.

2 - Alegam ser a lei dos "dez mandamentos" que Tiago se refere quando diz: "qualquer que guarda toda lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos" (Tiago 2: 10).

INCOERÊNCIA: 

Está claro que esses mandamentos fazem parte da lei referida, como vemos no versículo 11: "Não adulterarás....Não matarás". 
No entanto, a lei não se limita a apenas aqueles dez mandamentos nas duas tábuas de pedra, porque ele citou também "amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Vers. 8; Citado em Levíticos 19: 18), a qual Tiago chama de LEI REAL e afirma ser pecado fazer “acepção de pessoas” (v. 9), as quais também são condenadas pela Lei como transgressão. 
A lei aqui referida é a LEI TODA e não as duas tábuas somente.


3 – Alegam que “os sábados” de Col.2:16,17 não se referem ao “sábado do 4º mandamento” porque eles são os chamados “sábados cerimoniais”.

Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.

INCOERÊNCIA: 

Talvez seja este o texto mais importante de toda esta discussão, porque ele claramente menciona o dia do sábado como parte da sombra que foi substituída por Cristo.

Os defensores dos 10 mandamentos se esquecem de que neste célebre texto de Colossenses há um “agrupamento de termos” que não pode ser interrompido, sob pena de interpretar mal o versículo. A única festa anual, para a qual a palavra sábado foi aplicada é o Dia da Expiação (Levítico 16:31-32; 23:32).

Olhem cuidadosamente a lista dos tipos de "sombra" em Colossenses 2:16: "comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados". 

Depois de mencionar comida e bebida, Paulo também menciona festas (celebrações anuais), ou dia de festa, lua nova (celebrações mensais) e sábados (celebrações semanais).  

Este “agrupamento de termos” - anual, mensal e semanal é feito na Bíblia, mesmo não estando necessariamente nesta ordem: Veja os exemplos:

1 Crônicas 23:30 -  E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos sábados, nas luas novas, e nas solenidades, segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR; 


2 Crônicas 2:4 - Eis que estou para edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados e nas luas novas, e nas festividades do SENHOR nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel. 

2 Crônicas 8:13 - ­  E isto segundo a ordem de cada dia, fazendo ofertas conforme o mandamento de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa das tendas. 


2 Crônicas 31:3 -  A contribuição da fazenda do rei foi designada para os holocaustos: os holocaustos da manhã e da tarde, e os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, como está escrito na lei do Senhor. 



Neemias 10:33­  - Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, para as festas solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus. 



Ezequiel 45:17­  - E estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de alimentos, e as libações, nas festas, e nas luas novas, e nos sábados, em todas as solenidades da casa de Israel.... 
Oséias 2:11­ -   E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades. 

Paulo usa o mesmo agrupamento em Colossenses 2:16,17, talvez mais precisamente se referindo a Oséias 2:11.  Por que haveria alguém de torcer suas palavras para fazer com que os sábados mencionados significassem festas anuais?

Colossenses 2:16,17 mostra claramente que não devemos nos ocupar com as prescrições alimentares e o calendário religioso de Israel. O Calendário Judaico envolviafestas anuais – dias de festa, festas mensais – lua nova e festas semanais – sábados, rejeitando dessa forma todo o sistema de culto judaico.

Há mais um texto que complementa Colossenses 2:16,17 desmentindo a falácia adventista:

Isaías 66:23 - E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. 

Curioso é que neste texto de Isaías, o sábado é um princípio moral para ser guardado na nova terra, mas em Colossenses 2: 16 são princípios cerimoniais, sem mais validade. Em Isaías aceitam que é o sábado do sétimo dia, mas em Colossenses dizem ser ossábados cerimoniais. 

Se o texto de Isaías justifica a guarda do sábado do 4º mandamento na Nova Terra, também aprova a da lua nova, o que os sabatistas não guardam. 

Marcelo Valle.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sábado, uma questão moral ou cerimonial?


A bíblia apresenta a lei de Deus e a lei de Moisés como sendo termo sinônimo, mas algumas denominações preferem ensinar que são leis distintas (Ver esta Postagem.) http://evandro blogdoevandro.blogspot.com.br/2012/03/lei-de-deus-e-lei-de-moises-termos.html Fazem isso dizendo que a lei encontrada em êxodo 20 são leis morais e que, portanto são eternas.

O que realmente é a moral e a ética? A palavra moral vem do (Latim mores.) Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem na sociedade a qual Ele faz parte. Sendo assim, aquilo que foi implantado como certo, para esse grupo é algo moral. Lógico que para nós os cristãos, nem tudo que a sociedade considera como sendo moral nós temos como certo isso é ponto pacifico.

Mas, dentro do princípio cristão, moral são as normas, costumes, os mandamentos, hierárquicos e religiosos implantado na sociedade. Já a ética vem do grego (ethos) e é um conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive. Ética significa aquilo que pertence ao caráter.


Algumas denominações cristãs enfatizam que estamos vivendo debaixo da primeira aliança, ou melhor, ensinam, argumentam, fazem lavagem cerebral, até mesmo brigam dizendo que ao menos estamos debaixo dos dez mandamentos como aliança, pois esses mandamentos não podem ter sido abolidos como aliança. Argumentam eles que os dez mandamentos são leis morais e por isso de maneira nenhuma podem ter sido abolidos.

Imaginem então o povo de Israel sendo instruídos acerca das leis que deveriam lhes orientar a conduta. Para qualquer judeu dos dias bíblicos qualquer mandamento era considerado como um mandamento moral, pois, baseado no que vimos moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem na sociedade a qual ele pertence.

Se alguém objetasse um judeu a não participar do ritual do sacrifício, tal individuo estaria agindo contra os padrões morais que regiam a conduta israelita. O mesmo se daria contra as leis da purificação, ofertas, circuncisão e tudo mais. Analisando desse ponto de vista realmente os dez mandamentos são leis morais, alias não só os dez mandamentos mais todo o conjunto de normas que regulamentavam o povo judeu.

Porém, para nós nem tudo que era moral, ou seja, nem tudo que regia a conduta religiosa dos hebreus podemos considerar como ético, as cerimônias em todas as suas formas são um exemplo. Já no novo testamento Cristo e seus apóstolos deixaram através da igreja leis morais e éticas as quais nós os cristãos devemos atentar.  Mt. 5.21-22; 5.27. Este é só um pequeno resumo das leis morais e éticas que atualmente regulamentam ou deveriam regulamentar o cristão.

E a questão do sábado? Realmente o sábado foi designado na bíblia como sendo o dia de Deus e no período da antiga aliança todos os que não o observavam eram passiveis de pena de morte. Ex. 31.15, porém ao analisarmos a questão, nós veremos que o sábado se encaixa dentro dos preceitos cerimoniais. Se bem que não existiam tais divisões no antigo Israel, entre cerimonial e moral, até pelo fato de que isso regia a nacionalidade e então era considerado como sendo de ordem moral. E consequentemente uma questão de ética.

Mas para ilustrarmos a questão, e mesmo para analisarmos segundo o que os sabatistas ensinam, ou seja, de que existe uma divisão de leis entre moral e cerimonial nós veremos que o sábado do sétimo dia se encaixa dentro da ordem das leis cerimoniais.

Lv. 11.39-40; 17. 15-16. Estes versos retratam um pequeno resumo da lei cerimonial da purificação, percebemos que apesar de terem as vestes e os corpos lavados os indivíduos ficavam imundos, mas somente até a tarde. Por que tal ensinamento nos leva a crer que seja um ato cerimonial?

Pelo fato de se constituir de ordenanças, tais como tocar no cadáver, lavar as mãos, as vestes, e mesmo pelo fato da água em si não limpar prontamente o individuo, dependia de chegar à tarde para que o processo de purificação ficasse completo. O que a noite poderia fazer para trazer a purificação? Nada, simplesmente um rito.

Assim também é o sábado, o que a observância de um dia com horário determinado tem de moral e ético dentro do nosso contexto? Por exemplo: supondo que o horário do término do por do sol do sábado seja às 18 horas, então as 17:59 eu pela lei do sábado não posso tratar dos meus interesses, Is. 58.13, nem acender fogo Ex. 35.3, nem mesmo carregar carga nas horas de sábado, Jr. 17.21.

Um minuto depois as 18: hs. Se eu vier a realizar qualquer um desses itens relacionados tal ordenança deixa de produzir pecado, neste caso percebemos que não existe um conceito ético nestas questões, pois algo que de um minuto para o outro deixa de ser transgressão não pode ferir a norma.

O fato de o mandamento ser determinado por horário faz com que ele se encaixe na lista de ordenanças cerimoniais, e não fere a moral cristã. Já para o povo judeu tal ordenança era visto como algo que não só feria a moral como também a ética, alias todas as ordenanças para um povo que é regido por elas, quando alguém não as cumpre está ferindo seus princípios.

Raciocinem então: um minuto faltando para o término do sábado, ficamos restritos pela lei de fazermos algo lícito que não fere a moral e muito menos a ética, porém perante a lei “somos” transgressores. Um minuto depois termina o sábado, pronto, não somos mais transgressores se fizermos as mesmas coisas lícitas as quais um minuto antes propomos fazer.

Isso não é simplesmente um ato cerimonial? Dentro do nosso contexto o que tais ações seriam imorais ou antiéticas? Por que se eu fizer uma obra lícita dentro das horas do sábado terei que ser considerado como transgressor e mesmo de ser tratado como imoral? Se a mesma obra que eu venha realizar após o sábado não será considerado como imoral?

Mas muitos irão objetar da seguinte forma: “o sábado está dentro dos mandamentos, é ordem de Deus, por isso é dever nosso observá-lo”. A resposta a esta questão é simples, (1) Não existe uma separação de leis, isso foi fruto dos sabatistas, sendo assim teríamos que observar todos os mandamentos. (2) Lei cerimonial e lei moral, não se encaixa no perfil bíblico é somente convenção adotada pelos sabatistas. (3) Vimos que moral e ética não corresponde ao que é ensinado pelos sabatistas, no que concerne a questão do sábado.
Outra objeção que será encontrada é a seguinte: A questão não é fazer mais sim obedecer, Deus mandou e pronto... Concordo que Deus tenha mandado, mas discordo do fato de ela pertencer ao rol de lei moral. 

E acredito piamente que o fato de observar o sábado segundo os ditames da lei não me faz agradável a Deus. (1) Deus não se agrada de nada mecânico, ou seja, “acabou o por do sol, vamos lá então”... (2) na integra não guardamos sábado coisa nenhuma. (3) a salvação não é concedida por guardarmos a lei, pelo fato de não guardarmos. (4) não existe uma ordem específica dos apóstolos na nova aliança para que o sábado seja observado. (5) Deus não criou para os gentios um contexto propicio que os possibilitasse a guardar o sábado, assim como Ele fez com os judeus.

 Vários preceitos que eles ensinam como lei cerimonial que não está registrado nos dez mandamentos, mas dentro da ética cristã nós devemos observá-lo. Eis alguns. Dt. 19.14; Lv. 19.15, 16 e 18. Apesar de a bíblia dar um destaque para os profetas e deles serem honrados pelo seu povo e apesar de algumas denominações dizerem que podem instruir os seus membros, pois eles são amparados por profetas e profetizas percebemos que o novo testamento não tem os profetas como aqueles que iriam reger os cristãos.

1ª Co. 12.28. Sendo assim na era cristã os apóstolos e não os profetas foram instituídos por Deus a não só comandar a igreja, mas instruí-la. E é aí que entra o apostolo Paulo, uma autoridade instituída por Deus para nós os gentios. Sendo assim no desenvolvimento da igreja cristã quais foram as regras estabelecidas por Paulo para os cristãos, não só coletivamente, mas individualmente? Rm. 6.6 e 12; Ef. 4.22; Gl. 5. 19-21; 1ª Co. 6. 9-10; Gl. 5.22-24.

O mais interessante disso tudo é que nas admoestações daquele que foi posto por Deus como o apostolo dos gentios, quer seja descrevendo as obras da carne quanto às obras do espírito, não há nenhuma referencia a guarda do sábado; neste sentido aqueles que não observam o sábado não são considerados por Ele como transgressores ou praticantes das obras da carne, e também não existe menção de que os que “guardam” o sábado praticam as obras do espírito. Fica explicito pelas declarações de Paulo que a moral e a ética não estão ligados a observância de um dia. Rm. 14. 5-6.                          

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Livre Arbítrio, Teoria Pagã.


Quando analisamos a teoria do livre arbítrio a luz da bíblia percebemos claramente que ela apresenta várias lacunas que não podem ser preenchidas. As pessoas que defendem o livre arbítrio querem que a vontade seja livre de qualquer interferência externa, para que o livre arbítrio se torne uma realidade nada poderá estimular ou causar a vontade. 

Os defensores do livre arbítrio asseguram que a vontade é auto causada, ou seja, ela causa a si mesma. O problema desse argumento que ao dizerem que a vontade é auto causada os defensores do livre arbítrio estão colocando os seus destinos nas “mãos” do acaso, (indeterminismo) esse ponto de vista pode ser até relevante desde que não seja um ensinamento cristão, se vier de um ateu não iremos discutir a questão.

Algo que acontece inesperadamente ou casualmente não tem suporte dentro das escrituras, vejamos. Pv. 16.9 (O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.) Pv. 20.24 (Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor;  como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?) Jr. 10.23 (Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos.) 

A teoria do livre arbítrio exige também que nem mesmo o próprio Deus poderá intervir no livre arbítrio do homem, essa teoria foi defendida até mesmo por Jonh Wesley que disse: “Nem Deus nem o pecado podem limitar o livre arbítrio”. Outros ensinam que Deus quer salvar a todos “usamos o livre arbítrio para querer ou não ser salvos”. 

Essa teoria é muito pobre e desprovida de apoio bíblico, para provar isso vamos “lançar mão” de um texto bíblico. Ef. 2.5 (E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos.) A morte que o apostolo está dizendo se da na ordem espiritual, em outras palavras Ele quer dizer que tais individuos são impossiveis de por si só irem a Deus, a menos que o próprio Deus por meio de Cristo os “ressuscite”. 

Usando apenas este verso bíblico pergunto: como alguém que está espiritualmente destituído de força ou poder, inativo, inoperante pode aceitar ou rejeitar algo que Ele mesmo desconhece? Tal ressurreição espiritual só começará a acontecer quando Deus passar a intervir na vida do indivíduo, mas isso pode contrariar a definição dos defensores do livre arbítrio visto que Eles argumentam que Deus não pode “atropelar” o livre arbítrio. 

Cabe então uma pergunta: Se Deus não pode “atropelar” o nosso livre arbítrio porque então todos os que acreditam na teoria do livre arbítrio oram para que Deus atue para salvar determinada pessoa? Desnecessário não? Ora se Deus não “atropela” o livre arbítrio ou não causa a salvação, porque então orar para que Ele atue na vida de alguém? 

Na realidade mesmo na vida física somos impossibilitados de fazer muitas coisas que gostaríamos de fazer, isso nos leva a crer que não é pela força do querer que alcançamos um objetivo. Não basta simplesmente escolher algo para ele se tornar uma realidade. Lc. 12.25-26 (Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras?) 

Fato é que as pessoas atuam como “advogados” de Deus, dizem que somente o livre arbítrio pode nos dar devidamente a responsabilidade por nossas ações. Mas como pode uma pessoa ser responsável por um acontecimento do acaso? Eu posso ser responsável por lançar uma moeda, visto que eu provoquei a queda da moeda, mas eu não posso ser responsável por fazê-la cair de um lado ou de outro. 

Os que crêem no livre arbítrio devem crer também que o teremos por toda a eternidade, em outras palavras os salvos terão livre arbítrio, sendo assim a possibilidade de pecar deve existir mesmo na eternidade, isso é incoerente com o plano de Deus. Fato é que se depender da escolha humana para a salvação, não haverá ninguém salvo, portanto existe algo que não se encaixa, visto que Deus é plenamente soberano e isso também para salvar o pecador, como pode então a sua soberania ser ofuscada pelo livre arbítrio? 

Todos nós cremos (ou deveríamos crer) que Deus tem um plano que está se desenrolando a despeito de qualquer coisa que pareça contraditório, sendo assim será que Deus irá esperar que os homens tomem decisões baseadas no livre arbítrio concernente a salvação? Deus precisa das atividades humanas para escrever a história humana? Ou os homens estão desenrolando e cumprindo os planos de Deus? 

Na verdade o livre arbítrio é um ensinamento pagão baseado em filosofias de homens destituído da verdade. Sócrates disse que a consciência humana é autônoma é o seu próprio ponto de referência de modo que as chaves da verdade suprema devem ser encontradas “dentro” de nós. Muitos ensinamentos bíblicos que ora nós conhecemos foram desenvolvidos baseados em crenças pagãs, e o livre arbítrio foi um deles.