sexta-feira, 21 de junho de 2013

Analisando o credo trinitário.

A primeira menção bíblica que evidencia a divindade e apresenta a Deus como um é Deuteronômio 6.4 o qual está escrito: (Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.) Apesar da clareza do verso em questão os teólogos trinitarianos contestam a sua interpretação, asseguram que a palavra hebraica para “um” neste verso é echad e representa um e não único.

Baseados neste entendimento, ensinam que o verso está assegurando que Deus é uma entidade composta, compartilhada por três pessoas. Quanto ao termo hebraico echad literalmente significa um, de nenhuma maneira echad significa dois, três e assim sucessivamente. Antes, porém quer destacar que para os hebreus a quem primeiramente este mandamento fora direcionado, que o Deus ao qual eles estavam ouvindo era o maior entre todos os outros deuses.

Para a mentalidade judaica da época pós servidão no Egito, a noção de um Deus único no mundo era impossível dado a pluralidade de deuses existentes. O contexto do capítulo 6 de deuteronômio está exatamente exortando o povo, que apesar de não entenderem que Deus é yachid ou único no sentido terminante, Ele é o maior de todos os deuses existentes e que o povo hebreu deve se esforçar para se lembrar disso.

Deuteronômio 6.5 diz: (Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.) Agindo assim, Deus estava dizendo ao povo que não lhes era permitido deixar “espaço” para nenhum outro. Os versos 12-14 concluem exatamente essa linha de raciocínio. (Guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti.)

Fica claro nestes versos que de nenhuma maneira a bíblia exclui a possibilidade de outros “deuses’ mesmo o apostolo Paulo confirmou este pensamento. 1ª Coríntios 8.5 o qual está escrito: (Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores.) Porém, se valer de uma palavra para tentar comprovar uma unidade composta, não faz qualquer sentido e viola mesmo o credo trinitário.

O credo trinitário ensina que Deus é um ser, em três pessoas, em outras palavras negam o politeísmo, asseguram a unicidade de Deus. Ensinam também que a palavra echad é um entre outros, aproveitam desse ensejo para dizerem que se trata dos membros da trindade, baseado neste conceito a doutrina trinitária cai por terra e da forças ao triteísmo rejeitado pelos trinitarianos.

Como entender isso? Ora, se “um entre outros” “se refere aos membros da trindade”, logo os teólogos trinitários estão complicando ainda mais a doutrina da trindade estão quebrando a unicidade e evidenciando a individualidade. Ou seja se os “membros” da trindade é que são um entre outros (deuses ?) Teremos um politeísmo. Em todo o antigo testamento a bíblia atesta e confirma a unicidade de Deus, para o povo que fora escravizado, a cultura egípcia Cananeia mostrava que existiam muitos deuses, porém a bíblia tomada sem superstições de um modo claro ensina que Deus é yachid único.

O um entre outros é válido para as mentes aprisionadas pelo paganismo, o um entre outros significa um entre muitos deuses, e este era o caso dos israelitas antes do êxodo. Sem superstições e apoiando a teologia da unicidade de Deus, Paulo confirma os escritos do antigo testamento, não só confirma mas amplia a questão. Além dEle dizer que Deus é somente um Ele nos esclarece quem é este um; seria a trindade? Não!

Paulo em sua carta aos Corintios, nos mostra que a nossa fé tem que ser maior que a superstição, o pagão sempre fez apologia para aquelas coisas que nada representam dentro do escopo religioso, porém, Paulo nos diz que não devemos temer os ídolos, pois eles nada são. 1ª Co. 8.6 – (Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.) (Grifo meu) Considero este um dos argumentos mais fortes a favor da unicidade de Deus, reparem que Paulo diz quem é Deus, Ele claramente nos diz que é o pai.

Devemos considerar uma doutrina bíblica como tendo validade teológica quando ela for amparada por textos bíblicos, o fato de os teólogos trinitarianos dizerem que existe uma funcionalidade dentro da trindade carece de apoio escriturístico. Afirmam eles que o pai só é o pai dentro do contexto da criação e redenção, assim também o filho só se tornou filho mediante o mesmo acontecimento e igualmente o espírito santo, segundo os teólogos trinitários Ele também desempenha um papel funcional. 

A nossa pergunta para essa questão deve ser uma somente, e ela é: onde está escrito na bíblia algo que valide tal ensinamento? A teologia trinitária também ensina que em sua função de filho Jesus morreu e ressuscitou a si mesmo. Fazem esta afirmação baseados em apenas um verso bíblico, e verso este que no seu contexto não está dizendo que Jesus possuía vida antes de morrer, mas que possuiria a vida após a ressurreição. Jo. 5. 26 (Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.)

O mesmo podemos dizer do verso 27 (E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.) Não podemos entender que Jesus esteja falando do momento imediato, mas sim em um futuro distante, isso pelo fato de Jesus não ter desempenhado um juízo em sua época, contraste com este verso, Jo. 12.47 ( Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.) E a ação de julgar por parte de Jesus está confirmada em At. 17.31 (porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.)


Se Jesus é Deus no sentido estrito da palavra como é ensinado no credo trinitário, como podemos ter certeza que Ele morreu? 1ª Tm. 1.17 (Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!) 1ª Tm. 6.16 (O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!) Sabemos contudo que o imortal é alguém que não pode morrer, mas se Jesus foi sempre imortal, como morreu então? Bem, só resta duas alternativas, (1º) ou Ele não era imortal e passou a ser após a sua ressurreição, algo que tem apoio bíblico, (2º) ou Ele não morreu, algo que contraria as informações bíblicas. Fica aqui um desafio para quem quiser me explicar dentro da bíblia a questão trinitária. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

O que é ordenança de Colossenses 2.14?

Os legalistas e consequentemente os sabatistas, apesar de sua constante reivindicação e dedicação sobre o assunto que tenho proposto, quer queiram quer não se encontram em uma “encruzilhada”. O assunto proposto é analisarmos alguns versos bíblicos que comprovadamente demonstrará que os legalistas e os sabatistas estão equivocados quanto a afirmação da perpetuidade da lei como necessário a salvação.

E nesta explanação pretendo demonstrar que nós os gentios que agora cremos, estamos salvos pelo simples fato de que Deus em Cristo nos salvou, isto é, nós não seremos salvos, mas somos salvos pelo fato de ter Deus cancelado o escrito de divido que era contra nós. A demonstração da salvação em nossa vida começa com as seguintes palavras de Paulo, Cl. 2.6 - (Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.) Isto significa que aqueles que nasceram de novo apesar de serem pecadores, não vivem na prática do pecado.

Este verso não nos dá margem para dizermos qual era o público alvo de Paulo, naturalmente tanto judeu quanto gentio podem receber a Cristo, porém, o verso 11 claramente nos mostra que Paulo está dirigindo as suas palavras para os cristão gentios Cl. 2.11(Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo.) Somente os gentios não foram literalmente circuncidados, foram somente no coração, isto é, figuradamente.

E falando para os gentios o verso 13 confirma a declaração do verso 11 o apostolo nos diz que estávamos condenados ou em uma tremenda dívida para com Deus, Cl. 2.13(E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.) dentro da ótica judaica os “incircuncisos’ de coração são os não judeus (gentios) portanto, Paulo está falando primeiramente para os gentios convertidos de Colossos, e naturalmente as suas palavras são estendidas para nós através dos séculos.

A pedra de tropeço para os legalistas e sabatistas é justamente a palavra que utilizam para tentarem torcer os ensinamentos de Paulo quanto ao cancelamento de dívida efetuado por Deus, mediante Cristo ter encravado-o na cruz. A palavra encontrada no verso 14 é: ORDENANÇA. Esta palavra é utilizada por eles com o objetivo de tentarem sair pela “tangente”, ensinam que a palavra ordenança de colossenses 2.14 está se referindo ao sistema cerimonial judaico, em outras palavras os legalistas entendem e ensinam que o fato da palavra dizer “ordenança” significa ritos, costumes, cerimônias, lei do sacerdócio levítico, ou lei “cerimonial”.

A palavra original para ordenanças em Cl. 2.14 é DOGMA  e significa: lei, doutrina ou mesmo decreto. O verso por si só não quer dizer lei cerimonial isso pelo fato de não ser uma pratica comum no judaísmo, ou seja, não existia a prática de separar as leis no regime judaico. O verso por um todo confirma que a lei que Cristo cravou-a na cruz não foi a dita lei cerimonial, vários fatos confirmam isso, vamos as questões.

“Tendo cancelado o escrito de dívida”... Atentemos para a seguinte questão, caso o escrito de dívida fosse as ofertas e os sacrifícios e todas as atividades exercidas pelo sacerdócio aarônico, poderíamos dizer sem medo de errar que estamos isentos da lei no que tange a salvação, em outras palavras não somos mais devedores a lei para sermos salvos. Isso pelo fato de que toda a liturgia do antigo testamento ser uma sombra (representação) daquilo que Cristo seria, em outras palavras se Cristo excluiu tais cerimônias é porque eles não são mais necessárias, ou sem utilidades.      

Se os sacrifícios de animais no antigo testamento foram postos por causa dos pecados e se eles foram por Cristo removidos, significa que Cristo pagou a nossa dívida, em outras palavras cancelou os escritos de dívidas os quais eramos devedores. E se os escritos foram cancelados logo não há nada nem ninguém que possa nos cobrar, não existe mais dívidas! Vejam bem, isso põe em xeque a visão adventista da guarda da lei, pois tentam estabelecer a lei como um todo, ou melhor parte dela, mas, não se tocam que a abolição da lei cerimonial dá fim a obediência cega a lei para salvação. Acredito que o apostolo não está descrevendo para os seus leitores que a lei a qual Ele menciona possa ser a lei de sacrifícios, mas sim a lei que nos tornava devedores.

Os sacrifícios nos faziam devedores? Em outras palavras, eramos obrigados a sacrificar algum animal para agradar a Deus? Lógico que não. O que nos tornava devedores era a lei que nos acusava de falta para com Deus, ao contrário os sacrifícios foram estabelecidos como um meio para quitar tal dívida, então o que nos fazia devedores era aquilo que contrastava a nossa natureza. O que contrastava a nossa natureza é a lei como um todo, exceto a de sacrifícios e de ofertas e dádivas e etc. Estas foram usadas como pagamento provisório até que Cristo viesse.

Como vimos acima, Paulo escreveu a carta aos crentes gentios de Colossos, ora aos gentios não foi exigido sacrifícios, em outras palavras a lei de ofertas não nos era contrária, ou não nos era prejudicial, em que sentido ela seria prejudicial? Em nenhum sentido, ela não foi exigida para nós. Cl. 2.13 (E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.) O verso 13 nos esclarece amplamente, reparem que Paulo está se referindo a lei que condenava, não a lei dos sacrifícios, “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões”... A transgressão só pode ser”detectada” caso haja uma lei para isso, no caso a lei de Deus.

Os sabatistas no entanto, tentarão sair pela “tangente”, alegando que estou sendo anomista, ou contrário a lei. Se o que falo for contra a bíblia, então estão dizendo que Paulo foi contra bíblia e a lei, logo o que estou  fazendo é tentar refutar um erro teológico, mas se estou errado no meu argumento e antes de me criticarem me respondam por favor algumas perguntas: qual lei nos fazia devedores? Qual lei apontava os nossos delitos? A lei dita cerimonial apontava o delito, ou foi posta para que se pagasse o delito? A palavra ordenança é dogma, e, significa somente os ritos ditos cerimoniais, ou aquilo que era ordenado como lei em todo Israel? Em qual parte da bíblia é ensinado que em Israel existia uma lei cerimonial e uma lei moral? 


O que nos era prejudicial? a acusação da lei, pois pelas obras da lei ninguém será justificado, ou a lei de ordenanças, a qual não tínhamos obrigação em cumpri-lá?  Se não era a nossa obrigação participar dos ritos cerimoniais, qual dívida Jesus cancelou então? O verso 13 diz que Ele nos deu vida perdoando todos os nossos delitos. Fez isso removendo apenas o cerimonialismo? O que nos fazia devedores era a sistemática “cerimonial” de Israel?   

sábado, 1 de junho de 2013

O sábado de Colossenses 2. 16

Apesar de ser humano e consequentemente pecador, tenho zelo pelas coisas de Deus, muito embora o nosso zelo possa ser sem entendimento.  No que corresponde a questão religiosa o zelo pode ser fortalecido devido a alguns fatores, e entre eles estão: tradição que perpetuamos dos nossos familiares; por causa do nosso relacionamento com os “irmãos”; ou mesmo pelo ardor bíblico o qual defendemos por pensarmos ser ele verdadeiro.

Por muito tempo defendi a palavra de Deus com zelo, quando examinava o texto bíblico de Colossenses 2.16 o qual diz: (Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados.) Entendia que o tal sábado referido por Paulo neste verso não compreendia o sábado dos dez mandamentos, mas acreditava que se tratava de sábados cerimoniais, ou como se entende “os vossos sábados”.

Após examinar a bíblia sem questões pré-concebidas livre de influência denominacional, entendi que o meu zelo era sem entendimento. O texto bíblico mencionado destaca sem nenhuma sombra de dúvida, que o sábado o qual Paulo está se referindo é o sábado dos dez mandamentos. Como provar biblicamente isso?

Como é sabido os sabatistas tentam ludibriar a inteligencia dos incautos dizendo que o sábado do texto referido são os “vossos sábados”, dizem eles que se são os “vossos sábados” não pode dessa forma ser o sábado do Senhor. Ao instruir o povo de Israel, ao saírem do Egito com relação ao dia da expiação Deus disse:

Lv. 23.32 (Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.) Assim sendo, para os sabatistas, principalmente os adventistas do 7º dia, o sábado de colossenses 2.16 está tratando de um feriado religioso judaico, o qual podia “cair” em qualquer dia da semana.

Lv. 23.38 (Além dos sábados do Senhor, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.) Aqui é que os sabatistas utilizam do “trunfo”, vossos sábados e meus sábados. Na realidade esse é um argumento infantil e sem lógica, vamos fazer uma comparação. Is. 56.7 (Também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração...)minha casaMt. 23.38 ( Eis que a vossa casa vos ficará deserta.)vossa casa”. Segundo os textos bíblicos a “casa” é de quem? Deus lógico!

Is. 43.23 (Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios; não te dei trabalho com ofertas de manjares, nem te cansei com incenso.) “teus sacrifícios1ª Sm. 2.29 (Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada?) “meus sacrifícios”. Jo. 20.17 (Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai para meu Deus e vosso Deus.) Aquele Pai, mencionado por Jesus como “meu Pai” é diferente do Pai também chamado por Jesus de “vosso Pai”? Só por que mudou o pronome possessivo também mudou o Pai? Não, de forma nenhuma!

Outras expressões idênticas, Lv. 23.2 (Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas.) Nm. 29.39 (Estas coisas oferecereis ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos e das vossas ofertas voluntárias, para os vossos holocaustos, as vossas ofertas de manjares, as vossas libações e as vossas ofertas pacíficas.)minhas festas” “vossas festasAo compararmos os termos vemos que o tal “trunfo” do adventismo e do sabatismo em geral torna-se em um subterfúgio, tornando a diferenciação de “vossos sábados” e dos “meus sábados” em uma afirmação simplória e sem valor.

Os sabatistas afirmam ainda que os sábados de colossenses 2.16 representam os feriados os quais marcavam as festas dentre o povo de Israel, seria isso verdade? Lógico que não! Como os próprios adventistas ensinam os dias de festas representavam toda a sistemática dos feriados religiosos de Israel, sendo assim as palavras (dia de festa) de colossenses 2.16 está sem nenhuma dúvida representando os feriados nacionais de Israel.

Isto é claro, pelo fato de qualquer feriado religioso ser um dia de descanso, sendo assim as festas de colossenses 2.16 incluem os “sábados cerimoniais”. Pelo fato de um feriado ser dia de descanso, independente do dia da semana,  Portanto, o sábado de colossenses 2.16 é o sétimo dia da semana. Analisem uma coisa, Paulo diz Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”.

Dia de festa, que festa seriam estas? Eram sete as festas anuais judaicas mencionadas em Levítico. 23. (1ª). Verso 5. Festa da páscoa (2ª) Verso 6. Festa dos Pães ázimos (3ª) versos 15 e 16. Festa de Pentecostes. (4ª) verso 24 Festa das Trombetas. (5ª) versos 27 e 28. Festa da Expiação. (6ª) versos 34 a 36. Festa dos Tabernáculos (primeiro dia da festa)- v. 34 (7ª). Festa dos Tabernáculos (último dia da festa) - v. 36.

Se os feriados religiosos os ditos sábados cerimoniais judaicos estão incluídos nas festas, por que Paulo utilizou as palavras dia de festa e sábados? Pelo fato de que Ele estava relacionando duas coisas completamente distintas. Ou seja, festas, feriados religiosos considerados pelos sabatista adventistas como sábado cerimonial e o sábado semanal. Mas, os sabatistas e adventistas tentarão sair pela tangente, dirão o seguinte:

O texto de Colossenses 2.16 está relacionando o sábado cerimonial, pois diz sábados, plural e não sábado singular. Será que isso procede realmente? Mt. 12.5 e 12 (Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.) Lc. 6.2 (E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito aos sábados?)      

Reparem que estes versos está tratando do sábado do sétimo dia, mesmo assim considerado no plural. Os adventistas sabem disso, mas não podem dar a “mão a palmatória” pois reparar o erro é sinônimo de fraqueza  e isso serve para todas as denominações cristãs, ou seja, preferem perpetuar no erro do que admitirem o mesmo.

Vejam uma declaração da revista adventista  janeiro de 2009, p. 18. Diz assim: “Uma importante questão hermenêutica (ou interpretativa) suscitada por Gálatas diz respeito à natureza da lei de que se fala o apóstolo. Espera-se que, depois dessas lições, tenhamos sepultado para sempre aquela velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como a chave para se entender a epístola. Não que não houvesse leis morais e cerimoniais na vida do antigo Israel, mas o ponto é que tal distinção não é de forma alguma a solução para se interpretar Gálatas ou quaisquer outras passagens em que Paulo parece falar da lei...”

A referida passagem em gálatas é o inverso de Colossenses 2.16, Gl. 4.10 (Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.) Isso significa que no sábado podemos praticar o que é mal? De maneira nenhuma! Ou melhor, não podemos praticar o mal em nenhum dia da semana, essa é a mensagem da nova aliança. Quanto a reparar o erro doutrinário, poucos estão dispostos ou mesmo apto a fazer, requer preparo emocional, visto que a pressão contrária é forte; infelizmente o zelo e o orgulho denominacional são na maioria das vezes um véu que impede as pessoas de enxergarem a realidade.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Objeções lógicas e bíblicas a imortalidade da alma.

A cristandade com poucas exceções são imortalistas, (termo utilizado para aqueles que acreditam na permanência da vida após a morte.) Em outras palavras acreditam que após a morte o ser humano tem um encontro com Deus desfrutando assim das bênçãos eternas. 

Algumas objeções a este pensamento: se o ser humano já desfruta das glórias eternas com Deus, para que a ressurreição? Logo temos um paradoxo, pois a ressurreição é um ensinamento bíblico ao passo que a imortalidade não é. E para preencher essa “lacuna” teológica, ensinam que o corpo precisa ressurgir para se encontrar com a alma. Mas, tal ensinamento não tem apoio bíblico. 

Imaginem se a alma se desprendesse do corpo e fosse viver as delícias do paraíso como é ensinado nas denominações cristãs, para somente depois no juízo o corpo ser ressuscitado e formar novamente a unidade corpo alma, tal ensinamento veiculado pela igreja católica foi necessário para conformar com a ideia bíblica da ressurreição. Como vemos foi necessário um malabarismo teológico para conformar a ideia da imortalidade da alma. 

Outra objeção a imortalidade da alma se encontra no fato da ausência do ente querido, ou seja, imaginem se determinada pessoa morre e vai para o céu, como estão emocionalmente os seus parentes e amigos? Tristes naturalmente! Mas, por outro lado a alma está alheia as tristezas e sofrimentos dos seus familiares, e pouco se importando com os que “ficaram”. Chegaram ao absurdo de desenvolver o dogma da interseção dos santos, acreditam que os salvos ou as almas salvas que estão no céu podem interceder pelos seus que ficaram aqui na terra, isso é completamente contrário as escrituras, não existe apoio bíblico e nem mesmo lógico. 

Imaginem se alguém é assassinado, por que então tal pessoa, ou melhor, tal alma não descreve para as autoridades quem foi que o matou? Se fizesse o espiritismo estaria certo. Como não existe tal fato a igreja ensina que a alma não pode entrar em contato com o mundo dos “vivos’. Outras objeções a imortalidade da alma são as seguintes: O termo alma, no hebraico e mesmo no grego não coaduna com a ideia de um ser se desprendendo de um ser humano. Em hebraico a palavra alma (nephesh) significa várias coisas e entre elas estão: vida, criatura, pessoa, apetite, mente, ser vivo, desejo, emoção, paixão, ser vivo (com vida no sangue) lugar dos apetites, lugar das emoções e paixões, atividade da mente. 

Nada diz a respeito de algo desencarnado. Quanto ao grego do novo testamento o mesmo é dito sobre a alma (Psychē), porém a igreja usou dos ensinos de Platão para dar suporte à imortalidade da alma, observem o que Platão disse na parte IV do seu livro “República” Platão concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina. A alma inteligente presa ao corpo um dia foi livre e contemplou o mundo das idéias, mas as esqueceu. 

Além das objeções lógicas que vão contra a imortalidade natural da alma, existem também versos bíblicos que apoiam o aniquilamento da mesma, e por incrível que pareça são os mesmos versos utilizados pelos imortalistas, os quais usam com o intuito de dar suporte a sua doutrina. Antes, porém é preciso salientar que os imortalistas fazem “guerra” aberta a alguns versos bíblicos, os quais são usados para dar suporte o aniquilamento do homem na morte. 

Ec. 9.5-6 (Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.) A “guerra” consiste em insistirem que o verso não descreve o aniquilamento total do homem, só em partes, em outras palavras, insistem os teólogos imortalistas que o texto apenas diz que a natureza humana morreu, nada mais. Por outro lado é bom lembrarmos que o verso diz que tudo no período pós morte perece, naturalmente isso se dá por falta de consciência no individuo, observem que o verso não diz que somente a parte física do homem perece, não! não se insinua uma ruptura, diz que o homem morto pereceu, um todo. 

Versos usados pelos imortalistas para dar suporte a imortalidade do homem. Lc. 23. 42-43. (E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.) Não precisamos dizer que a palavra "que" é uma introdução tardia, em outras palavras é um acréscimo nos escritos feito pelas tradutoras com o objetivo de acomodar a crença da morada no céu e da imortalidade da alma. Mas, se admitirmos que não existe tal acréscimo e que essas palavras foram ditas na integra por Jesus, nós teremos uma contradição. Imagine que Jesus tenha realmente dito que o “malfeitor” estaria naquele mesmo dia com Ele no paraíso. 

Pois bem, Jesus morreu naquele dia, ficou no sepulcro por três dias, neste caso a contradição tem início,  Jesus não disse que depois de ressuscitar o malfeitor arrependido estaria com Ele, mas que naquele dia estaria com Ele. Estranho não. At. 1.3 (A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.) Quarenta dias depois e o ex-malfeitor não recebeu a promessa? Não! Não existe contradição, existe uma inserção, a palavra “que” a tradução correta é: (Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso.) 

Jesus estava afirmando para o arrependido o seguinte: hoje te digo estarás comigo no paraíso. Quando acontecerá nós não sabemos. O outro texto utilizado se encontra em Lc. 12.4-5  Digo-vos, pois, amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer. 

A bíblia menciona que Deus por meio de Cristo irá julgar o mundo, e nesse juízo muitos, ou segundo a bíblia a maioria das pessoas serão condenadas à morte eterna o qual o apocalipse descreve que será em um lago de fogo. Ap. 20.15 (E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.) Mas, acreditam os imortalistas, que a alma sobreviverá ao lago de fogo, em outras palavras as denominações cristãs ensinam que a alma é indestrutível.  E o que dizer do texto de Lucas 12.4-5? 

Naturalmente muitos irão objetar dizendo que o texto não diz que a alma será destruída  Diz que Deus tem poder superior ao homem, naturalmente dirão que o homem pode apenas matar o corpo, ao passo que Deus pode além de matar o corpo jogar a alma no inferno, é digno de nota que a tradução correta deveria ser lago de fogo, pois a palavra inferno na bíblia é sinônimo de sepultura. Mas, vamos contrastar a seguinte questão. Jesus disse: O homem pode apenas matar o corpo, então não devemos temê-lo, devemos temer a Deus, pelo fato dEle ter o poder de não só matar o corpo como joga-lo no lago de fogo. 

Ao menos o que parece era isso que Jesus estava dizendo, Mt. 10.28 (Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.) Reparem que o evangelho de Mateus a questão torna-se mais clara, aqui o autor está pondo fim a imortalidade da alma, ou seja, acaba com o mito da permanência eterna da mesma. Então temos realmente uma alma viva dentro de nós? Não! Era linguagem da época, naturalmente Jesus estava dizendo que somente Deus pode destruir algo ou alguém a ponto de não deixar registros ou vestígios, a palavra alma não nos dá base para crermos em algo extra humano que vive dentro de cada um de nós, como já apresentei a palavra  Psychē não dá suporte para algo imortal. 

Quando o homem morre, segundo a bíblia as suas atitudes o acompanham, se alguém é assassinado, segundo a bíblia ela ira ressuscitar quer para vida ou para a morte. Mas se for julgado por Deus e condenado, então, cumpre-se o que Mateus 10.28 está dizendo, a destruição é definitiva e eterna, logo se Deus pode fazer isso, como coadunar a ideia da imortalidade da alma?      

sábado, 11 de maio de 2013

Semelhanças entre o pecado e o diabo.



É dito que o diabo popular é um ser sobrenatural que tem o poder de escravizar o ser humano. Porém, algumas passagens no livro de romanos nos mostram que quem nos escraviza é o pecado e não o diabo. Considere as seguintes passagens: Rm. 3.9. (Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado.) Rm. 6.1-2. (Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?)
        
Como sabemos o pecado é algo inerente ao ser humano, um “estilo de vida” universal, que tem um efeito maligno sobre todos indistintamente, e se manifesta em atos pecaminosos. Rm. 7.16 - 17. (Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.) Nestes dois versos a palavra pecado é usada para descrever os impulsos dentro do homem que o induzem a cometer atos pecaminosos.


A epístola aos Romanos não faz qualquer referência ao diabo, exceto o verso 20 do capítulo 16 que diz que em breve Deus esmagará a Satanás debaixo dos pés, mas o contexto anterior demonstra que não se trata de ser maligno, e sim de falsos crentes. O que vemos na realidade é que a epístola de romanos tem muito que dizer sobre o pecado, especialmente pecado no sentido de desejos humanos errados.

O mais interessante é que o que Romanos diz sobre o pecado, outras passagens do Novo Testamento dizem sobre o diabo. Estudando a bíblia podemos chegar à conclusão que o diabo é uma personificação dos desejos humanos errados. Paulo usa a palavra pecado neste sentido. Por isso a comparação é inevitável. A analogia que se segue é uma simples maneira de mostrar que o que Romanos diz sobre o pecado, outras passagens do Novo Testamento atribuem ao diabo e Satanás.

Em outras palavras o pecado e o Diabo são a mesma coisa. Vejam a comparação: Rm. 6.12. (Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões.) Tg. 4.7. (Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.) Percebemos que ambos devem ser resistidos.
     
Tanto o diabo quanto o pecado são Enganadores, Rm. 7.11, (Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.) Ap. 12.9 (E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.) Ambos os versos nos mostram que, tanto o pecado quanto o diabo são chamados de enganadores.

Rm. 6.23. (porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.) Comparar com Hb. 2.14(Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.) Vejam que ambos são considerados como destruidores de vida
Ambos também são Destruídos pela morte de Cristo, Rm. 6.6. (sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos.) Hb. 2.14.  (Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.)
                    
Ambos são chamados de Governantes e mestres, Rm. 5.21. (a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.) Rm. 6.16; (Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Lc. 11.18. (Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Isto, porque dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu.)

A bíblia quer nos passar a ideia de que o maior adversário que o homem tem é Ele mesmo, em outras palavras a sua natureza pecaminosa, sujeita as paixões. Assim como o pecado personifica algo ou alguém, o mesmo acontece com o diabo, ao examinarmos os escritos bíblicos veremos que o diabo como um ser sobrenatural inimigo de Deus e do homem é apenas fruto da imaginação de um contexto e de uma época. Naturalmente os escritores bíblicos a utilizaram.              

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tiago 2.10 e os sabatistas.


Geralmente os adventistas e outros sabatistas perguntam aos cristãos se eles praticam os nove mandamentos do decálogo, por sua vez os outros cristãos respondem que sim. Então perguntam por que não guardam também o sábado do decálogo já que este faz parte do quarto mandamento da Lei, o que os outros respondem que o sábado não foi instituído para nós os cristãos.

Em cima disso os adventistas e sabatistas em geral contra-argumentam citando Tiago 2.10. (Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.) Este é o verso preferido dos sabatistas. Alegam então, que Tiago estaria falando da lei dos dez mandamentos, pois o verso 11 cita dois mandamentos do decálogo: Não adulterarás, e Não matarás. Tg. 2.11-12 (Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.)
                                     
Dizem ainda que a “lei real” e a “lei da liberdade” faz referência ao decálogo. Pois bem, vamos analisar e ver se de fato possui base sólida tal afirmação. Antes de tudo é bom salientar que Tiago cita mandamentos que estão fora do decálogo e que se encontram no livro da lei, cujo conteúdo os adventistas e sabatistas dizem ser cerimonial: Tg. 2.8. (Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.) Se o fato de Tiago citar mandamentos do decálogo implica que a lei ai é somente a do decálogo, também podemos dizer que ele está então falando de toda a lei, pois cita um mandamento que se encontra no livro de Levítico cujo conteúdo é da lei cerimonial. Lv. 19.18. (Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.)


Eis as razões porque que Tiago está se referindo a toda a lei e não somente ao decálogo: (1). Os judeus não dividiam a lei em moral e cerimonial, a lei era uma só, algo que os sabatistas modernos têm o péssimo habito de fazer. (2) Tiago era líder da igreja em Jerusalém, Gl. 2.9 (E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão.)
         
Esta igreja era composta por judeus convertidos, mas que ainda guardavam a lei mosaica sem nenhum prejuízo. Veja o perfil teológico do rol de membros da igreja de Tiago em At. 10.45. (E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo.) At.15.5. (Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés.)
              
 At. 21.18-22. (No dia seguinte, Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros se reuniram. E, tendo-os saudado, contou minuciosamente o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério. Ouvindo-o, deram eles glória a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei; e foram informados a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei. Que se há de fazer, pois? Certamente saberão da tua chegada.)

Qual lei era essa? Estaria Tiago falando da lei moral, apenas dos dez mandamentos? Não. Vamos prosseguir na leitura e ver que tipo de lei a igreja de que Tiago pertencia obedecia: A mesma acusação foi apresentada contra Estevão em At. 6.14. (Porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.) Que costumes eram estes? 

Porventura eram costumes da lei moral ou da lei cerimonial? Tiago nos dá a resposta pelo pedido que ele faz a Paulo, vejamos: At. 21. 23-24 (Faze, portanto, o que te vamos dizer: estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram voto; toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a lei.)
           
Qual lei era esta que Paulo precisava provar aos judeus que guardava? Era a lei moral ou a chamada lei cerimonial? At. 21.26 (Então, Paulo, tomando aqueles homens, no dia seguinte, tendo-se purificado com eles, entrou no templo, acertando o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferta em favor de cada um deles.)


Os líderes da igreja de Jerusalém e especificamente Tiago, queriam que Paulo, de modo prático, desmentisse a notícia de que ele dissuadia os cristãos judeus de guardar a lei e de circuncidar os filhos At. 16.3. (Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.)

Paulo, até onde podemos ver, continuou a observar a lei e isso fez enquanto viveu, especialmente na companhia de judeus, e sua aquiescência no conselho de Tiago, nessa ocasião, participando da cerimônia de purificação de quatro homens que haviam tomado voto temporário de nazireu, e pagando as respectivas despesas, estava em perfeita concordância com o princípio por ele estabelecido.

1ª Co. 9.20. (Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.) Podemos comparar isto com o voto por ele mesmo tomado, os costumes isto é, os ensinamentos que eram determinados na lei judaica, “recebidos de Moisés por tradição” Gl. 1.14.   (E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.)
     
Faze por eles as despesas... Sobre a natureza de tais despesas veja, Nm 6.14-15-19. Isto posto, concluímos que: A igreja de Tiago era composta por judeus convertidos zelosos da lei, e dos costumes da lei mosaica. Estes judeus guardavam a lei da purificação, circuncisão, voto, sábado, frequentavam o templo etc. Tiago em nenhum momento condena a prática desta lei de Moisés. Pelo contrário, pede para Paulo se enquadrar na fé da igreja judaica naquelas circunstancias de perigo iminente.

Ele nunca divide a lei em duas, nem mesmo as denominas lei moral e lei cerimonial. Com este pano de fundo do contexto histórico, podemos entender agora a carta de Tiago e o que ele quis dizer com a expressão “guardar toda a lei” em Tiago 2.10.

Tiago foi bispo da primeira igreja judaico-cristã da história, onde ainda não havia se convertido nenhum gentio. Veja que mesmo Pedro teve dificuldades em explicar aqueles irmãos sua pregação a um gentio do grupo dos “tementes a Deus” At. 11.2-3. (Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o arguiram  dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles...) A epístola de Tiago é considerada uma das mais antigas do NT. Os críticos colocam sua data entre 46 e 60 d.C. bem nos primórdios do cristianismo.

Esta carta foi endereçada não a gentios, mas a judeus convertidos é o que se depreende da introdução que Tiago faz; Tg. 1.1 (Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.) Tiago 2.2 usa até mesmo a palavra sinagoga para a reunião dos cristãos. (Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem com anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso.)

Veja que ele chama a igreja pelo costume nacional judaico. Isto mostra sem sombra de dúvida que o pensamento teológico de Tiago e de sua igreja, contida nesta epístola, era perfeitamente compreensível para aqueles judeus cristãos dispersos. Então quando Tiago fala de guardar “toda a lei” está falando da lei inteira e não de uma parte dela apenas. Não está ai falando do decálogo que os adventistas e sabatistas chamam de lei moral. Este tipo de linguagem era desconhecida da mentalidade da igreja judaica na qual Tiago presidia.

Disto concluímos, quanto aos mandamentos, que quem despreza uns e pratica outros, a si mesmo constitui transgressor, como o disseram Paulo e Tiago. É bom recordar o que eles falaram sobre o assunto: Paulo; Gl. 3.10, (Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.
     
Tiago; Tg. 2.10 (Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.) Essas duas citações são perfeitamente idênticas em seu sentido. Os dois escritores disseram a mesma coisa com palavras diferentes.

Agora veja você que é guardador do sábado, mas não deixa se circuncidar, tosquiar-se ou purificar-se, sacrificar e etc. que também é da mesma lei, como pode deixar de ser transgressor da lei? Relembrando ainda que a lei citada não é o decálogo apenas, mas todo o sistema do judaísmo. Se os adventistas e sabatistas quiserem se socorrer neste verso citado terão que guardar toda a lei. Se não o fazem, eles são, os que mais incorrem neste pecado. Não há para onde fugir!

domingo, 21 de abril de 2013

Brasil, um País cristão...


Apesar de o Brasil ser um país predominantemente cristão, vemos no corpo doutrinário das instituições religiosas, ensinamentos que destoam grandemente da bíblia. Todos sabem ou deveriam saber que o cristianismo é uma religião que tem como base doutrinária a bíblia. Sendo assim pergunto: por que as religiões (denominações) ditas cristãs e mesmo as pessoas individualmente insistem em um cristianismo que não é bíblico?

Onde na bíblia ensina que Deus deve ser representado por amuletos e objetos de culto? Em lugar nenhum! Ao contrário, o que a bíblia diz: Ex. 20.4 (Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.) O que temos visto e presenciado é que muitos estão influenciados pelo paganismo, os povos pagãos da antiguidade tinham em mente que deveriam levar consigo amuletos e também fazer suas oferendas a Deus, com o intuito de aplacar a sua ira.

O ser humano como um ser físico necessita de um deus que possa ser tangível, na falta de uma imagem real de Deus passam a imaginar a deus como sendo qualquer coisa, uma das primeiras invenções para Deus foi dentro do cristianismo, imaginaram Deus como sendo um homem. Instituiram a Jesus Cristo como Deus, algo completamente estranho aos ensinamentos bíblicos, tudo isso com o objetivo de ter um Deus palpável. Vejam o contraste, o que o povo viu no monte Sinai que deu margem para fazerem um bezerro de fundição? Dt. 4.12 (Então, o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes aparência nenhuma.)

Reparem que o verso é enfático em dizer que o povo não viu absolutamente nada. Novamente o episódio ocorreu com o povo judeu pós êxodo, Deus os libertou do cativeiro, e como tentativa de “agradecimento” o que fizeram? Ex. 32.8 (E depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.)

O mesmo ocorre atualmente, fizeram e fazem diversas imagens, tentando em vão representar a Deus, criaram com seus devaneios, meios pelos quais tentam provar que o corpo de Cristo pode ser comido, alegando que tal símbolo se transforma no corpo de Cristo, e com isto pecam. Sobre este assunto abro um parentese (se o corpo de Cristo se transforma em algo físico que pode ser literalmente comido, naturalmente ele deve ser digerido pelo sistema digestivo após isso o que irá ocorrer com ele? O pão ou a ceia ou o que restou dele o que não foi aproveitado pelo organismo será naturalmete expelido e lançado para um lugar escuso.

Deste modo é até blasfemo dizer que o corpo de Cristo literalmente se transforma a partir de um pedaço de pão). Fecho parentese. Com a iniciativa extra bíblica de inserir amuletos, imagens e tantas outras formas que tentam representar a Deus ou objeto de culto, as pessoas estão fazendo mais mal para sua vida espiritual do que bem. É bom lembrar que tradição religiosa acompanhada de longevidade da denominação não irá salvar ninguém, em outras palavras pertencer a essa ou aquela instituição religiosa não é passaporte para a vida eterna, muito menos quando essa destoa da realidade simples da bíblia, utilizando em seu lugar amuletos, imagens, rezas, imprecações e tradição.

O próprio povo de Deus da antiguidade, os judeus, foram inúmeras vezes reprovados por tentarem utilizar da tradição, ao invés das escrituras sagradas, um relato desse acontecimento está registrado no evangelho de Mateus, do qual podemos traçar um paralelo com a realidade que vemos na atualidade. Mt. 15.6-9 (E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.)

Tenho inúmeras vezes ouvido citações de líderes religiosos cristãos, dizem eles que qualquer pessoa ou instituição religiosa que não adere a determinados ensinamentos considerados por eles ortodoxo, não deve ser considerado cristão. Em minha análise, acredito que se o cristianismo aderiu a determinados ensinamentos o fez após um período de apostasia (negação da fé) instituído juntamente com ensinamentos pagãos carentes de apoios bíblicos. Onde na bíblia ensina que devemos ter um ídolo para representar a Deus ou anjo ou etc? Ao contrário 1ª Jo. 5.21 (Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.) A palavra grega “guardar” neste verso é  phulasso e entre outras coisas quer dizer: guardar a si mesmo de algo.

At. 15.20 (mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.) Reparem que no princípio da igreja cristã era recomendado que os ídolos deveriam ser evitados, por que foi feito essa admoestação? Pelo fato já mencionado acima que nós seres humanos dependemos de algo real tangível para prestarmos culto, mediante isso os apóstolos recomendaram os seguidores a se absterem dos ídolos, que ídolos seriam estes? A palavra grega deste verso é eidolon que significa: uma imagem, uma réplica, qualquer coisa que representa a forma de um objeto, seja real ou imaginária.

Podemos destacar duas coisas interessantes (1) A permissão para se ter um ídolo não pode ter vindo dos apóstolos (2) O argumento que os ídolos da atualidade são apenas representativo não são válidos, pois viola diretamente os ensinamentos bíblicos, os quais ainda dizem: abstenham-se de qualquer coisa que representa a forma de Deus ou de Jesus Cristo, mesmo dos anjos e etc. Outro fato relevante é que a bíblia não diz que o ídolo o qual não deve ser feito e muito menos reverenciado ou representado não é uma imagem de Deus, mas sim de qualquer coisa que passa a ser objeto de culto. Em outras palavras ídolo é aquilo que toma o lugar da adoração espiritual, ou seja, um objeto visível que diretamente passa a ser o canal da minha adoração.


Jo. 4.24 (Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.) Em suma, Deus não pode ser representado, Deus não pode ser medido, Deus não pode ser comparado, Deus não precisa que imaginemos sua forma e aparência, Deus só pede que a nossa adoração seja espiritual, não representativa. Representações e cerimônias não salvam, não elevam e não enobrecem o espírito, precisamos ser transformados. Mas, por outro lado, todos os que estão satisfeitos com tais ensinamentos, não sou contra não faço campanha denominacional, nem mesmo proselitismo, antes, que vejam a luz da bíblia, não dos líderes, ainda que tenham eles as melhores das intenções, analisem a bíblia sem pré-conceitos estabelecidos e cristalizados. Tenho feito isso. 1ª Pe. 3.15 (antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós.)