sexta-feira, 16 de março de 2018

Leis de saúde ou impureza cerimonial?

   Dias atrás estava assistindo um programa na TV. Novo Tempo, se não me falha a memória o programa chama-se evidências, nele o apresentador estava destacando a localidade habitada pelos judeus e os filisteus, o apresentador fazia questão de enfatizar que no local da habitação dos judeus não foram encontradas ossadas de porco, sugerindo com isso que o povo de Deus deve se abster de tal carne, por ser considerada na bíblia ou mais propriamente no AT. Como sendo uma carne imunda.
   
   Que a localidade residida pelos judeus dos dias do AT. Não fosse encontradas ossadas de porcos é mais do que natural, visto que a lei proibia aos judeus de utilizarem de tal carne, mas sugerir que os cristãos da atualidade devem fazer o mesmo, pelo fato de não ter sido encontrado vestígio de carne de porco no arraial judaico é forçar um pouco a doutrina da denominação. Os que conhecem a bíblia sabem que entre os regulamentos que Deus deu aos antigos israelitas havia várias leis sobre limpeza e impureza. No entanto, o que não foi dito pelo apresentador e não é dito pelas denominações que ensinam tal doutrina é que essas leis não foram instituídas com o objetivo de evidenciar a higiene e nem mesmo com a questão da saúde, mas sim com o status puramente religioso, cerimonial. 

   Assim sendo as pessoas que não eram consideradas puras ou limpas não podiam participar das cerimônias religiosas. Baseado nisso pergunto: Essas leis se aplicam aos cristãos? Examinemos a evidência nos livros de Moisés e algumas passagens do Novo Testamento. Para obter um contexto para o conceito de alimentos limpos e sujos, discutiremos primeiro os outros tipos de impurezas. Isso pode parecer tedioso, mas nos ajudará a entender melhor o conceito de impureza do Antigo Testamento.

   Pureza religiosa: a palavra "limpo" ( tahôr ) também pode ser traduzida como "pura", como vemos em vários lugares no Êxodo. Os móveis e utensílios do tabernáculo tinham que ser feitos com ouro puro, por exemplo: Ex. 25. 11 “E cobri-la-á de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor”.

   O mesmo ocorreu em um episódio anterior ao êxodo, com Jacó e sua família, Gn. 35. 2 “Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes.” Jacó disse a sua casa para se livrar de seus ídolos e se "purificar" e mudar suas vestes, Não nos é dito como eles se purificaram, mas parece ter sido relacionado à adoração. Mais tarde, os levitas foram purificados com "a água da purificação"

   Nm. 8. 6-7 “Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os; E assim lhes farás, para os purificar: Esparge sobre eles a água da expiação; e sobre toda a sua carne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e se purificarão”. De igual modo as partes de uma oferta para o pecado tinham que ser queimadas fora do acampamento em um lugar limpo, Lv. 4.12 “Enfim, o novilho todo levará fora do arraial a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se queimará”. Mesmo as cinzas das ofertas tinham que ser levadas também para um lugar limpo, Lv. 6. 11 “Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza fora do arraial para um lugar limpo”.

   Os sacerdotes também deveriam comer a carne sacrificada em um lugar limpo Lv. 10.14 “Também o peito da oferta movida e a espádua da oferta alçada, comereis em lugar limpo, tu, e teus filhos e tuas filhas contigo; porque foram dados por tua porção, e por porção de teus filhos, dos sacrifícios pacíficos dos filhos de Israel”. Os sacerdotes jamais poderiam ministrar o seu trabalho estando imundo, Lv. 22. 3 “Dize-lhes: Todo o homem, que entre as vossas gerações, de toda a vossa descendência, se chegar às coisas santas que os filhos de Israel santificam ao Senhor, tendo sobre si a sua imundícia, aquela alma será extirpada de diante da minha face. Eu sou o Senhor”.

   De igual modo eles só poderiam comer a oferta que lhes era designada se estivessem limpos. Lv. 22. 4-5 “Ninguém da descendência de Arão, que for leproso, ou tiver fluxo, comerá das coisas santas, até que seja limpo; como também o que tocar alguma coisa imunda de cadáver, ou aquele de que sair sêmen da cópula, Ou qualquer que tocar a algum réptil, pelo qual se fez imundo, ou a algum homem, pelo qual se fez imundo, segundo toda a sua imundícia”.

   No entanto, pessoas impuras poderiam comer carne que não fazia parte de um sacrifício Dt. 12. 15 “Porém, conforme a todo o desejo da tua alma, matarás e comerás carne, dentro das tuas portas, segundo a bênção do Senhor teu Deus, que te dá em todas as tuas portas; o imundo e o limpo dela comerá, como do corço e do veado”. Fica evidente que a questão do puro e do impuro se restringia apenas para fins religiosos, em relação ao sistema levítico e sacrificial do antigo Israel.

   No sistema levítico a impureza era tida como contagiosa: "Qualquer coisa que um indivíduo impuro toque torna-se impura, e qualquer um que a toca fica impuro até a tarde" Nm. 19. 22 “E tudo o que tocar o imundo também será imundo; e a pessoa que o tocar será imunda até à tarde. Se as pessoas entrassem em uma casa em quarentena, eles seriam impuros. Mesmo que as pessoas tocassem acidentalmente qualquer coisa que os tornasse impuros, eles eram "culpados". Lv. 5. 2 “Ou, quando alguma pessoa tocar em alguma coisa imunda, seja corpo morto de fera imunda, seja corpo morto de animal imundo, seja corpo morto de réptil imundo, ainda que não soubesse, contudo será ele imundo e culpado.

   Não há qualquer verso bíblico dos quais foram lidos acima que trate da questão de saúde, não se fala de doenças, percebe-se claramente a questão cerimonial, ou seja, algo relacionado aos sacrifícios e ofertas. Se as impurezas relacionadas fossem tidas como algo contagioso, então as palavras “imundo até a tarde” deveriam ser suprimidas dos versos, no entanto, as mesmas palavras tem conotações de ritualismo. Assim sendo, aquilo que deveria ser dedicado a Deus, (as ofertas e ofertantes) não poderiam ser considerados como sendo impuros ou imundos. Dizer que os versos relacionados acima estão prevenindo alguém contra doenças, é um tanto demais.

quinta-feira, 1 de março de 2018

O capitalismo e sua influência no meio religioso.

O mundo contemporâneo com o seu modelo capitalista, tem influenciado a todos indistintamente, as instituições religiosas mais propriamente dita à cristã, tem sorvido dessa cisterna rota padronizada pelo mundo. Atualmente o sistema denominacional se vale do modelo capitalista, não só para atrair aos que a ela se achegam, como também para manter os seus que lhes são filiados. Em outras palavras existe uma propaganda enganosa no meio denominacional o qual estimulam os membros a barganharem com Deus.

Assim sendo, percebe-se uma explosão muito grande de adeptos com o intuito de se favorecerem, principalmente na concorrência secular; é o materialismo ditando as regras. Mas, o que dizer de tal pensamento e atitude? Com relação a este modelo “cristão” de auto-ajuda pode-se dizer que isso não passa de uma tática vazia, com o único intuito em angariar membros e consequentemente redundar em lucro financeiro aos líderes da instituição, ou a própria instituição em si, isto é conseguido por meio de dízimos, ofertas e doações.

A lógica dos números diz que, quanto maior o número de adeptos maior o caixa da instituição. Com relação ao povo leigo que em muitos casos são conduzidos devido à falta de informação e mesmo pela propaganda que vai de encontro a sua necessidade e tendência, pode-se dizer que cedo ou tarde a decepção lhe baterá na porta, Deus não faz barganhas. Alias, se o objetivo de alguém ao se filiar a alguma instituição que professa a Deus e a sua palavra for tentar obter lucro de alguma forma, tal pessoa está perdendo tempo.

Quando digo perda de tempo estou dizendo em duplo sentido, (1) você não irá prosperar em todos os sentidos em sua vida, visto esta não ser a promessa encontrada na bíblia, pelo contrário Fl. 4. 12 “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”.  (2) se este for o intuito, a espiritualidade é zero, isto só confirma a perda de tempo.

O próprio Jesus nos diz isso em dois versos, o primeiro se encontra em Jo. 16. 33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. E o outro se encontra no mesmo evangelho, Jo. 18. 36 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”.

Jesus estava dizendo a Pilatos, vocês os romanos estão se preocupando a toa, o fato de eu ser rei não significa que irei reinar neste momento, ou mesmo dar sequencia ao império. O termo (deste mundo) significa o atual sistema existente, o reino dos homens. Assim sendo, se nem mesmo o próprio Cristo lutou ou mesmo estimulou alguém para conquistar o reino dos homens, fica uma pergunta, alias duas: por que os líderes religiosos ensinam diferente? Por que as pessoas acreditam que irão prosperar, apenas por se dizer cristão?

O reino de Deus é algo diferente, o ter ou o não ter, não é o termômetro da espiritualidade de ninguém, quando digo espiritualidade estou me referindo a lei da atração, atração esta descrita pela bíblia, 1ª Jo. 4. 19 “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro”. Quando digo lei da atração me refiro ao fato de ir a Deus, só irei verdadeiramente buscar a Deus sem nenhum interesse mundano, se o próprio Deus me buscar primeiro, está é a regra bíblica, tudo o mais é invencionice para atrair os incautos com segundas intenções. Jo. 6. 44 “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. 

Como devemos entender o chamado de Deus para as nossas vidas? Algo como uma apólice de seguro? Algo como uma blindagem contra a enfermidade e mazelas da vida? Se este for o nosso entendimento, então estamos equivocados, se esta for a nossa intenção, então estamos fadados ao completo fracasso. O verdadeiro evangelho não promete glórias para esta vida, ao contrário, Lc. 9. 23 “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” Deve ficar entendido que tomar a cruz não significa uma vida só de lucros.

Assim sendo, quando presenciamos na mídia principalmente na televisiva o evangelho da prosperidade, estamos nos deparando com uma aberração camuflada de evangelho, e porque esses templos estão todos cheios de adeptos? Fruto do capitalismo, que tem promovido o materialismo, o qual tem publicado a viva voz que este trás felicidades. A despeito de muitos não saberem o real significado da palavra felicidade, confundem felicidade com tranquilidade o qual o dinheiro proporciona, no entanto a tranquilidade gerada pelo dinheiro não pode promover a felicidade duradoura em todas as suas formas.

Não que eu esteja propagandeando ou mesmo que seja adepto do ascetismo, (O ascetismo é uma prática da abstenção de prazeres e até do conforto material). Não é isto que estou dizendo, na verdade o que eu insisto segundo o ensino bíblico é que: Quando Deus chama alguém, o objetivo é puramente espiritual, não existem promessas para este período em que vivemos, se vamos a Deus com o objetivo puramente material significa que não fomos chamados por Ele.

E, a condição financeira de um indivíduo de um grupo ou mesmo de uma empresa, quer seja na bonança ou no revés, não é o resultado de ser ou não cristão, de crer ou não em Deus. Uma das maiores mazelas como dito acima é o evangelho da prosperidade esse “evangelho” distorcido, corrompido e manipulador, tem confundido a muitos, tem levados tantos outros a fazerem comparações; a falsificação apresentada pelos líderes no que se refere aos bens materiais que o adepto fiel consegue adquirir, quando digo fiel me refiro a $.

Portanto, ninguém que realmente foi chamado por Deus se deixe levar por propagandas estranha e principalmente enganosas, Deus não faz barganhas, não podemos comprar a Deus, Deus não precisa de dinheiro, fala-se dízimo e ofertas, o chamado de Deus não se refere a ter ou possuir algo nesta vida, Lc. 12. 15 “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Quem não é contra, naturalmente é a favor.

O conceito religioso derivado da bíblia tem demonstrado ao menos dois tipos de ensinamentos, ensino este que tem formado a religiosidade de nossos dias, uma dessas normas é genuína, ou seja, original, está embasada nos ditos de Jesus e dos apóstolos, e para infelicidade geral está praticamente em desuso. Já o outro ensinamento é o preceito que tem formado a cristandade em geral, ou mais basicamente o sistema denominacional existente.

Como dito acima, o conceito genuíno ensinado, principalmente nas páginas do NT. Tem como objetivo formar discípulos e estes naturalmente teriam uma missão, e segundo a bíblia qual missão seria? Divulgar o reino de Deus. Este sempre foi o objetivo, podemos ver isso nas próprias declarações de Jesus Mc. 1. 14-15 "E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho."

Após o discípulo se arrepender e crer, ou seja, ter uma visão daquilo que é espiritual e passar a vivenciá-lo, não por si só, mas pela graça de Deus em sua vida, deve pregar o evangelho do reino, isto é um mandamento. Vejam bem, ensinar o evangelho do reino, não podemos confundir com evangelho denominacional, Mt. 24. 14 “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."

O evangelho denominacional o qual está em alta, e que tem predominado não só nos púlpitos dos templos religiosos, mas principalmente na mentalidade do cristão contemporâneo é um "evangelho" fracionado que se apresenta de vários modos, gostos e tendências. O modo como a muito ele tem sido apresentado refere-se não ao evangelho da conversão e da instalação do reino de Deus por meio de Jesus Cristo, mas sim ao do orgulho, do denominacionalismo.

Na atualidade pertencer a uma denominação religiosa é algo mais importante do que ser alguém que pregue o evangelho do reino, e o orgulho denominacional está tão em alta que existe até mesmo uma disputa psicológica entre as denominações, lá não existe consenso sobre o que disse Jesus e os discípulos, mas sim exaltação própria, dizem eles: pertenço à igreja verdadeira, e continuam dizendo, "se você não está congregando na minha denominação você é um coitado, está ausente da presença de Deus". Agindo assim estão testemunhando que desconhecem a realidade apresentada pela bíblia?

1ª Co 3. 3-4 “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?” Quando alguém, quem quer que seja, se valem das palavras acima, exaltando a sua igreja, está fazendo nada mais do que os cidadãos pertencentes a igreja de Corinto, sendo estritamente carnal, o denominacionalismo pode ser comparado a um time de futebol, cada qual tem o seu e o dele é o melhor, o mais importante.

O gosto pela denominação é bem variado, há aqueles que preferem o pentecostalismo acreditando que por presenciar certas práticas, Deus se faz presente, outros preferem as instituições mais tradicionais, o primeiro argumento é de que se ela é antiga logo ela é verdadeira, já existem aqueles que preferem seguir as instituições que se rotulam como sendo verdadeiras e que tem profetas e profetizas, e o seu surgimento foi previsto e determinado antes da fundação do mundo. Existem ainda aqueles que gostam do “evangelho” da prosperidade, onde é cultuado uma espécie de deus mago. 

A necessidade da denominação é tão grande que mesmo alguns não conseguem prestar culto a Deus fora de um templo religioso, acreditam que igreja se restringe a um lugar feito de alvenaria. Tudo isso e ainda mais existe no mundo religioso denominacional, todas elas sem exceção infla o ego do seguidor que uma vez cegado pela constante lavagem cerebral aderiu à ideia de que ele (a) é um escolhido a trilhar os caminhos da amada igreja.

Quando Israel foi chamado a ser o povo peculiar de Deus entre todas as nações, Dt. 7. 6 “Porque povo santo és ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra.” Foi instituído um lugar exclusivo de culto, 2ª Cr. 6. 5-6 “Desde o dia em que tirei a meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa em que estivesse o meu nome; nem escolhi homem algum para ser líder do meu povo, Israel. Porém escolhi a Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi a Davi, para que estivesse sobre o meu povo Israel.” 

Nem por isso o lugar de culto ficou eternamente sendo exclusiva e unicamente sendo Jerusalém Jo. 4. 20-21 “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.” Antigamente os judeus diziam e com razão aos samaritanos, “vocês estão perdendo tempo Deus não habita neste lugar, portanto o seu culto é sem valor”, atualmente o meio denominacional cristão diz: se você não se converter a minha igreja... é perda de tempo.

Mc. 9. 38 “E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.” Jesus não aprovou tal conduta e naturalmente não aprova a que vemos na atualidade. Na realidade o que temos percebido em meio a este crescente número de instituições denominadas cristãs onde cada qual diz ter um benefício que a destaca das demais é algo que a bíblia denomina como Babilônia. 

O termo babel expressa na verdade confusão, para aquele caso específico confusão de linguagem, a Babilônia que estou retratando é a Babilônia religiosa, ou mais precisamente confusão religiosa. Mc. 9. 39. 40 “Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”. Qual denominação religiosa cristã preciso me filiar para não ser contra Cristo? Por isso o título da postagem, não é o fato de pertencer a uma denominação específica que me torna  favorável a Cristo.




 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Frases de auto ajuda, frustração e o hedonismo...

Dias desses me deparei com uma dessas frases que vemos estampadas nos para-brisas dos veículos, estava escrito: Crês em ti mesmo e prosperaras. A partir daquele momento Eu passei a imaginar o que levou alguém a escrever ou a estampar tal declaração. Naturalmente o ateísmo crescente tem contribuído para a proliferação de ideias um tanto temerárias, não que Eu me importe se alguém não acredita em Deus, não é isso, fato é também que eu não tenho nada com a crença a descrença ou com a declaração de uma pessoa, o que me chamou a atenção foi: realmente tal pessoa acredita no que estampou no vidro do seu carro?

Ela tem como certo realmente a declaração: "Crês em ti mesmo e prosperaras". O que tem levado tais pessoas a se portarem assim? Uma convicção estrita ou falta dela? O período do mundo em que estamos tem contribuído grandemente para isso, o pós-modernismo tem forçado as pessoas a se igualarem em suas práticas e tendências, ninguém quer ser deixado para trás, o materialismo tem prometido conforto, segurança e status, outra ideologia que não seja o materialismo, é ensinar a caminhar ao contrário, infelizmente tal tendência tem contaminado até mesmo aqueles que asseguram ter uma percepção espiritual.

Quando vemos por exemplo a declaração de Paulo encontrada na epístola de Coríntios não conseguimos assimilar como sendo uma realidade para os nossos dias, 2ª Co. 4. 18 "Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas". O que temos visto em nossos dias é algo completamente contrário a esta afirmação, na verdade, temos presenciado por todos os meios e grupos uma crescente tendência ao hedonismo. O hedonismo é uma teoria ou doutrina que afirma ser o prazer, o supremo bem da vida humana.

Tal teoria Surgiu na Grécia, e a partir dos iluministas alguns deles diferenciaram a "doutrina" hedonista, e a diferenciação é demonstrada entre, egoísmo hedonista e hedonismo universalista, assim, diferenciam-se tal doutrina, o egoísmo hedonista é onde o indivíduo busca somente o seu próprio bem, e o hedonismo universalista ou utilitarismo, que busca o bem de todos, atualmente e talvez até mesmo por instinto, percebemos o hedonismo egoísta como o que mais bem representa a humanidade, e isso em todos os grupos e indivíduos, com raras exceções.

Mas como o meu objetivo não é dissolver crenças e nem mesmo dissuadir opiniões individuais e sim exaltar a palavra de Deus e a espiritualidade encontrada nela e nos que crêem, devo alertar que o egoísmo hedonista apesar de ser muito propagado e ser tido como uma religião, (pois tem muitos adeptos) ela só tem como objetivo proporcionar (e não sanar) momentos prazerosos, assim sendo as palavras de Paulo ainda são de grande valia, não atentando nas coisa que se vê, por quê isso? Paulo nos responde, 2ª Co. 4. 16 "Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia".

A vida humana pode ser comparada como um punhado de areia dentro de uma ampulheta, os prazeres proporcionados por aquilo que é material não são ruins; ter conquistar, possuir trás prazer para o ego, mas o que será do homem natural, além disso? o homem dos nossos dias está agindo instintivamente como o rico da parábola contada por Jesus, Lc. 12. 16-20 "E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"

Tentando entender a questão do adesivo ateísta no para-brisa do automóvel, percebe-se que o hedonismo e podemos dizer o hedonismo egoísta, visto que cada qual quer seu bem estar a despeito do outro, tem infiltrado também em nosso meio, devido a propaganda que temos ingerido diariamente e sem falar que a propaganda hedonista egoísta tem encontrado abrigo e aceitação em nossas mentes, assim sendo, mesmo no meio dito cristão a propagação do reino de Deus (algo que já não é propagado) ou podemos dizer a necessidade do reino de Deus passou a ser algo secundário, quando digo secundário quero dizer de menos importância.

Esta é a realidade encontrada no meio dito cristão, independente de denominação, lembrando sempre que a denominação se faz com indivíduos. Nos como seres humanos avaliamos muito pouco a nossa realidade, a bíblia está cheia de ilustrações daquilo que pode representar a realidade da vida humana, Jó. 14. 1-2 "O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece." Sl. 144. 4 "O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa." Quando se fala em homem quer dizer gênero humano.

A história tem nos comprovado que tais relatos não são uma simples teoria, mas uma realidade imutável, ao menos da perspectiva humana, e sendo isso uma realidade, a necessidade do reino de Deus deveria ser algo de primeira importância no meio daqueles que se intitulam cristãos, Mt. 6. 31-33 "Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

Os gentios na atualidade é o equivalente ao mundano que não tem conhecimento do espiritual. Assim sendo a frase crê em ti mesmo e prosperarás é cheia de falhas, alguém por si só pode se manter vivo? Pode alguém dizer que ficará para sempre isento de sofrer um acidente? pode alguém ainda que contribua com o bem estar de sua condição física dizer que nunca ficará doente? O que se percebe é que declaração como essa e outras similares, são produzidas por pessoas que de alguma forma ficaram frustradas com aquilo que eles compreendiam como fé e Deus.

A frustração começa a se desenvolver quando a pessoa não adquiri aquilo que ele (a) achava que era justo ter conseguido, principalmente nos nossos dias, onde as pessoas tem como prioridade aquilo que se vê. Ou mesmo em uma situação onde existe uma necessidade extrema, como um caso de vida ou morte, por exemplo, se tal petição não foi respondida, já é motivo para banir a existência de Deus, no entanto, tentar banir a existência de Deus e mesmo elevar o estado humano a uma onipotência tal, não muda a realidade dos fatos. A declaração dita por Jesus nos versos lidos acima, nos revela algo de suma importância e que muitas das vezes nós não atentamos.

Ele disse: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." O melhor para o ser humano, Deus já realizou, a sua promessa é a ressurreição dos mortos. No contexto humano que ora presenciamos Deus não fará um milagre para modificar o atual estado de coisas, salvo com exceções daquilo que é a sua vontade para cumprir os seus desígnios; nós não podemos acreditar em Deus baseado na perspectiva daquilo que queremos, ou mesmo daquilo que achamos ser justo merecermos, isto não é um ensinamento bíblico.

Outro fato pode ser descrito em ao menos duas questões de muita importância, 1º o mundo o qual pertencemos é regido pelo reino dos homens e por isso é extremamente injusto e sem misericórdia e sujeito a corrupção em todos os sentidos, portanto, não creia que irá prosperar em tudo. Já a segunda questão está na realidade de que apesar da existência de Deus ser comprovada por aquilo que presenciamos e sentimos, Ele Deus, não está obrigado a satisfazer a nossa vontade, o Deus ensinado pelo cristianismo contemporâneo é um deus servo, o qual está submisso a vontade humana, e por isso tem causado frustrações em muitas pessoas, longe disso, a bíblia tem nos revelado um Deus supremo, o qual não está sujeito ou obrigado a atender a vontade humana.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A tendência humana corruptível e as obras do diabo.

No que diz respeito à interpretação bíblica o estudante deve ficar atento ao menos em três questões as quais considero de muita importância: o contexto da época, a cultura e a linguagem. É comum ver nos relatos bíblicos os hebreus se valerem de parábolas, personificação e figuras de linguagens, vejamos este exemplo: Jo. 8.44 "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”

A interpretação que é dada pelas instituições religiosas cristãs sobre este e outros versos similares e conjuntamente com a interpretação popular não cristã é que o Diabo é uma pessoa que tem filhos, e que são pessoas pecadoras. E tais pessoas lhe Obedecem em tudo o que ele diz para fazer. O cristianismo tem interpretado tal paternidade baseado no verso encontrado em Gênesis, Gn. 6. 2 e 4 “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.”

Na verdade esta interpretação é tendenciosa e equivocada, os versos estão tratando de pessoas humanas não seres espirituais. O versos de João 8 diz que “Ele” o diabo foi homicida desde o princípio... No entanto, o uso do pronome "ele" não indica que o Diabo é uma pessoa. A "sabedoria" tem sido personificada como um construtor ou alguém Expert na arte de cozinhar Pv. 9. 1-2 “A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa.”

E mesmo o pecado é tido como um trabalhador que recebe salário, Rm. 6. 23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” Em muitas ocorrências a bíblia faz o mesmo com o desejo e a tendência humana, isto é personifica-a e esta personificação é que um personagem extra-humano nos atrai e nos impulsiona em tentação. Mas, por outro lado à mesma bíblia trata de sua literalidade. Nós pecamos devido aos desejos que nascem dentro de nós.

Mc. 7. 21-23 “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” Tg. 1.14 “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.”

Segundo a bíblia o nosso coração, referindo-se a mente, é completamente corrompido tornando-se assim o Diabo real que é o “pai” dos nossos desejos e pecados. "Os desejos de vosso pai" o diabo é, portanto, o mesmo que os maus desejos do nosso coração. É dito também que o Diabo é um assassino. 1ª João 3. 15 “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.” Se o diabo é homicida naturalmente ele tem de morrer, visto que o homicida não tem vida eterna permanente nele mas, segundo a bíblia  os anjos não podem morrer Lc. 20. 36 “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.”

Isso quer nos dizer que os Anjos são imortais e tem a vida eterna permanentemente neles, algo contrario daquilo que é ensinado pela cristandade em geral, onde é afirmado que o diabo um ser angélico irá morrer. Jo. 8. 38 “Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.” Quando Jesus disse que os judeus tinham visto algo que os identificava junto do pai deles não estava literalmente dizendo que uma pessoa chamada diabo era o pai daqueles que o rejeitavam, naturalmente isso foi uma figura de linguagem demonstrando a espécie de natureza regia aqueles.

Jo. 8. 41 “Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.” Eles eram do Diabo, no sentido de que davam sequencia a obra “do vosso pai”. Ou seja, continuaram a semelhança familiar. A Própria bíblia se interpreta cito, por exemplo, a passagem de 1ª Co. 15.56 “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” Refere-se a picada da serpente no Éden, mas não significa que a morte é uma serpente literal, no entanto, tem as características de uma cobra. Ap. 12. 9 “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” O dragão de Apocalipse 12:9 é chamado de "a antiga serpente". Um dragão não pode ser uma serpente e um dragão ao mesmo tempo, no entanto tinha as características da serpente do Gênesis.

Da mesma forma, o Diabo, ou os desejos que estão em nossos corações formando e estimulando a tendência maligna, tem as características da cobra, mas não significa que a serpente era o próprio Diabo. Segundo o relato bíblico a serpente era "inteligente" Gn. 3.1 “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” 2ª Co. 11.3 “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.”       

Esta descrição retrata os judeus que estavam conspirando contra Jesus, Mt. 26.4 “E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem”. A serpente do Éden era o protótipo do judeu assassino, o assassinato de Jesus foi o cumprimento da profecia de que a semente da serpente (pecado manifestado nos judeus) picaria a semente da mulher que foi Cristo, no calcanhar Mt. 12.34 “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.”

João 8. 44  também é uma referência a Caim, o primeiro assassino ", ele foi homicida desde o princípio" Gn. 4.8 “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.” Ele também "não se firmou na verdade, como ele era o pai da semente da serpente que corrompeu o verdadeiro caminho para adorar a Deus Gn. 4. 16 “E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden.”  É através da palavra de Deus que os nossos maus desejos podem ser superados, aqueles que rejeitam a Palavra e vivem as suas vidas e tomam decisões regidas apenas por seus maus desejos, eles são de fato "o Diabo" . 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A instituição religiosa faz diferença em minha vida?

Existem muitas táticas utilizadas pelo sistema denominacional religioso com o intuito de se propagar como instituição religiosa verdadeira. Algumas se arrogam por serem muito antigas, utilizam disso com o intuito de se auto- proclamar como única igreja de Cristo, existe aquela que diz dar sequencia ao apostolado de Pedro e por isso é a única verdadeira, e existem ainda aquelas que se arrogam de ser a restauradora de verdades esquecidas. Não se pode negar o fato de que as propagandas “evangelísticas” tem contribuído grandemente para o crescimento denominacional de tais instituições religiosas.

Mas deparando os ensinamentos doutrinários existentes nessas instituições religiosas com aquilo que a bíblia ensina sobre a igreja de Cristo percebemos um grande abismo espiritual, entre a verdade revelada pelo evangelho e aquilo que defende as corporações religiosas da atualidade. Lc. 17. 20-21 “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós”.

Existe tradução que diz dentro de vós e acredito ser a mais correta. Naturalmente isso deve ser entendido como sendo a vida espiritual existindo dentro de uma pessoa que nasceu de novo, pois, dizer que o reino de Deus está literalmente entre nós como defendido por algumas denominações religiosas é ir contra a lógica que presenciamos. O verso a seguir confirma o que estou dizendo Jo. 3. 3 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Na realidade existe uma verdade muito cruel para os nossos ouvidos, contudo ela não pode deixar de ser dita, não importa o que o sistema denominacional prega ou ensina, objetivando com isso se transformar em uma instituição verdadeira, não importa há quanto tempo me rotulo de cristão, se na verdade o reino de Deus está longe de mim. As práticas cerimoniais de nada valem, dizer que minha igreja faz isso e isso outro, ou que é restauradora de verdades esquecidas... mas se o espírito transformador não é encontrado, é uma prática morta.

Tg. 1. 22-24 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era”. Por disse acima, a verdade do evangelho são cruéis aos nossos ouvidos. Viver de promessas de instituição religiosa ou acreditando que Deus não irá levar em conta a minha conduta é um erro grave para aqueles que acreditam na bíblia.

As promessas denominacionais podem ser rotuladas de práticas cerimoniais, ou seja, não valem nada Hb. 9. 10 “Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção”. Naturalmente o autor de hebreus falou sobre o cerimonialismo judaico, utilizei o verso para reprovar a arrogância das instituições atuais as quais se julgam verdadeiras, visto que as práticas realizadas por elas não as classificam como representantes fieis do evangelho.

Em outras palavras ensinamentos doutrinários ainda que envolto com aparência  de realidade não transforma vidas, Tg. 2. 26 “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. O mesmo pode-se dizer de cada um de nós, pouco vale o tempo de “cristianismo” ou mesmo daquilo que dizemos ser ou fazer, ser cumpridor da Palavra essa é a essência do evangelho. Portanto, as doutrinas, os dogmas e os costumes até certo ponto representam alguma coisa, contudo, a bíblia exorta-nos a sermos mais diligentes quanto a sua exigência.

 Gl. 6. 15 “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”. Acredito que este é o ponto chave que abre toda a problemática que circunda o cristão da atualidade; estamos tão acomodados com o padrão mundano da atualidade ou tão absorvidos com os ensinamentos das instituições religiosas que perdemos o foco do que é ser nova criatura.

Ef. 5. 11 “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”. Naturalmente este conselho de Paulo estendido aos nossos dias, nos estimula a buscarmos entendimento através da palavra do evangelho, diferentemente daquilo que o padrão mundano de certo e errado tem disseminado mundo afora, a bíblia tem nos estimulado a seguirmos um padrão diferente, claro está que tal conduta só será possível se nos tornarmos novas criaturas.

De igual modo as igrejas ditas cristãs também têm estimulado os seus membros a seguir determinados padrões os quais eles acreditam que os tornará mais santos (separados) do mundo e não conformados com este século, para isso utiliza-se doutrinas, dogmas sem fim, tornando-os “inchados” em seus entendimentos, contudo o interior carece de uma verdadeira transformação, assim sendo, não se ilude em dizer que pertence a denominação A ou B, isso não é garantia de nada, não transforma vidas.

Citarei dois episódios relatados na bíblia que demonstra a realidade do que estou dizendo, o primeiro foi nos dias do profeta Jeremias, Jr. 7. 3-4 “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar. Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”. Em outras palavras o povo da época acreditava que por pertencer à nação escolhida por Deus e por ter o templo erigido em seu território lhes garantia a aceitação de Deus independente de suas obras e ações.

A atualidade o pensamento é o mesmo, muitos dizem: pertenço a denominação dirigida por fulano de tal... isso é sinônimo de estar no lugar certo, outros acreditam que a sua igreja é prospera e milagreira, para ele significa pertencer a igreja certa, e outras acreditam ainda que foi escolhida por Deus, o seu surgimento tem cunho profético, é amparada por profetas e profetizas, foi instituída para proclamar verdades esquecidas e pisadas pela cristandade, tornam assim o Deus criador uma propriedade privada.

Para esses e outros além, o episódio bíblico que se encaixa como luva se encontra em Mt. 23. 24-27 “Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.

Este acontecimento nos lembra de que não adianta nada o cerimonialismo. Uma religiosidade exterior de nada vale. O evangelho e as cartas no NT. Estimula-nos a sermos novas criaturas, como me tornar em uma nova criatura? A bíblia apenas recomenda a estarmos em Cristo, segundo ela, se estivermos em Cristo naturalmente seremos novas criaturas, 2ª Co. 5. 17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

sábado, 16 de dezembro de 2017

As seitas e seus ensinamentos.

Em outro assunto, https://evandro-blogdoevandro.blogspot.com.br/2013/08/seitas-e-heresias.html vimos que nos dias do NT. O termo seita não "se caracterizava" como algo pejorativo. No entanto, o mesmo não podemos dizer da atualidade. Em termos de cristandade, o que pode ser caracterizado como uma seita? Em outras palavras, pertenço ou não a uma seita religiosa? Para isso será necessário utilizar um aferidor como padrão, afim de estabelecer uma base para ser o divisor de águas, e esse divisor será a bíblia.

Assim sendo e utilizando a bíblia como base, sem preconceito e sem demonizar os grupos cristãos existentes, posso dizer que todas as denominações quer sejam atuais ou milenares, devem ser consideradas como sendo seitas. Naturalmente não se pode negar o fato das ações benéficas exercidas e realizadas por essas denominações e mesmo a importância social para o grupo pertencente, o que se discute no presente artigo é a questão doutrinária e denominacional. Exclui-se também a questão pessoal, algo que a grande maioria não sabe separar.

Jo. 17. 1-2 "Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". O catolicismo juntamente com o protestantismo asseguram com todas as letras que aqueles que não acreditam na doutrina da trindade e suas ramificações (duas naturezas de Cristo, Jesus pré-existente) devem ser taxados de apóstatas.

No entanto, se olharmos atentamente para o verso acima e muitos outros os quais não estão relacionados, podemos assegurar facilmente que a ortodoxia defendida por esses grupos religiosos não passa de um castelo de areia, reparem nas palavras de Jesus: (Conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro.) Com estas palavras exclui-se toda a possibilidade bíblica da doutrina da trindade.

Outro fato, a doutrina da trindade e suas vertentes não são ensinamentos nem dos profetas e nem mesmo dos apóstolos, são ensinamentos pós bíblico, ou seja, surgiu num período posterior aos livros ou as cartas que perfazem a bíblia. Alegar como alegam os protestantes de que a bíblia e ela somente é a regra de fé e prática na vida do crente, destoa grandemente da realidade ensinada pelos próprios protestantes, isto é: a doutrina da trindade não provêm da bíblia, ainda que queiram ou insistam assim.

Sendo assim uma das primeiras questões a serem analisadas em uma denominação é o que ela ensina sobre o Deus da bíblia, na atualidade temos percebido uma contradição entre o que a bíblia ensina sobre Deus e o que tem ensinado a cristandade em geral. Mt. 10. 8-9 "Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro nem de prata, nem de cobre nas vossas bolsas."

Outra característica das seitas é fazer o oposto deste ensinamento, não estou dizendo que não existe a necessidade do dinheiro para a propagação do evangelho, na atualidade qualquer movimento que se faça faz-se necessário o dinheiro, no entanto, a característica da seita é tornar o suposto evangelho em um meio ilícito de enriquecimento individual ou coletivo, isto é, transformar a denominação religiosa em empresa. Muitas denominações ditas cristãs tem utilizado dos dízimos (algo não exigido no NT.) para movimentar uma empresa secular.

Mt. 10. 10 "Nem de alforge para o caminho, nem de duas túnicas, nem de calçado, nem de bordão; pois digno é o trabalhador do seu alimento. A parte do verso que lhes interessa é somente a que diz: digno é o trabalhador do seu trabalho, ou seja, trabalho gera dinheiro. Na verdade a proposta do evangelho com que diz respeito ao reino de Deus ao distribuir é completamente oposto daquilo que temos presenciado na atualidade, neste sentido todas estão classificadas como seitas.

E dentro deste contexto a própria bíblia classifica as atitudes e ações de determinados líderes religiosos, os quais "trabalham com afinco para certas denominações ditas cristãs, Mt. 7. 15 "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores."  2ª Pe. 2. 3 "Também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme."

Outra característica de uma seita são os supostos dons espirituais, as ditas línguas estranhas por exemplo, Is. 28. 11 "Na verdade por lábios estranhos e por outra língua falará a este povo". 1ª Co. 14. 21 "Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas, e por intermédio de lábios de estrangeiros, falarei a este povo, todavia, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor. As línguas estranhas as quais a bíblia descreve são outros idiomas, e não sons desconexos sem significado e incompreensível. Portanto, o pseudo dom espiritual não transforma uma denominação em uma verdade absoluta.

Uma característica muito grande de uma seita é a suposta alegação de que ela está revestida de uma autoridade tal que aqueles que pisam em seus átrios e passam a pertencer ao seu corpo doutrinário passaram da morte para vida, em outras palavras alegam que fora de seus arraias não existe salvação. Isso contraria grandemente o ensino bíblico, At. 4. 11-12 "Este Jesus é ‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular’. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".

Como disse anteriormente, pertencer a uma denominação pode trazer certos benefícios, entre aqueles que sobressai está o vínculo social, no entanto, dizer que isso lhe garante salvação e eternidade, não a passa de balela, Jo. 4. 20-21 "Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus declarou: Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém". 

Assim sendo, a falsa denominação não se caracteriza somente por apresentar e ensinar o erro, ou seja, aquilo que não está escrito e é contrário ao ensinamento bíblico. A falsa denominação religiosa também se materializa quando tenta apresentar aquilo que ela não possui, e são: dons espirituais, profetas e profetizas, profecias infalíveis para os últimos dias, surgimento profético encontrado nas escrituras. Essas e outras características perfazem a face de uma denominação arrogante ainda que se diz cristã, Cl. 2. 4 "E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas".