quinta-feira, 1 de março de 2012

Pode o imortal se tornar mortal?

1ª Co. 15.46-47Se Cristo preexistia à força do argumento de 1ª Coríntios 15.46-47 está perdida. Veja o argumento dos crentes na preexistência de Jesus sobre esta passagem, dizem eles: Antes de se tornar carne o Logos era “plenamente divino”; ao vir salvar o homem, passou a ser plenamente humano. Sendo possível o carnal ganhar natureza espiritual, na volta de Jesus, também é possível o espiritual ganhar natureza carnal. Os anjos que pecaram, criados para serem imortais, sofrerão a morte. Imortalidade, na concepção que temos somente o Pai não pode perdê-la. Esse geralmente é o argumento que os trinitarianos e os que crêem na preexistência dizem. 

Mas, pelo contexto da passagem de 1ª coríntios fica claro que a idéia proposta não tem nenhum sentido. O assunto deste capítulo é a ressurreição, portanto de saída, não tem nada a ver com uma suposta existência anterior (preexistência). Veja o contexto: 1ª Co. 15.44. (Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual). 

Aqui Paulo fala do momento em que na ressurreição, o corpo natural, corruptível, (se transformará em imortal e incorruptível). Somente este versículo, poderia dar margem a uma idéia de que se há corpo natural, poderia haver também corpo espiritual antes do natural, mas qual seria a ordem, espiritual primeiro e depois natural? Não. Veja: 1ª Coríntios 15.46 – (Mas, não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual). Observem a ordem, primeiro o NATURAL, depois o ESPIRITUAL. 

Em relação ao verso 47 - O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu, Paulo está mantendo a mesma ordem, primeiro natural – da terra e o segundo espiritual – do céu, pois Cristo já se encontrava no céu, após a ressurreição  havendo recebido do Pai a imortalidade. Nós hoje trazemos a imagem dos homens terrestres, mas por ocasião da ressurreição traremos então a imagem do homem celestial, Jesus ressuscitado. 

Mas, se Cristo pré-existia, então essa ordem é invertida - espiritual primeiro, depois natural. Como então ele é o primogênito entre muitos irmãos conforme Rm. 8.29, se de fato a sua experiência é contrária a de seus irmãos? Portanto, cabe a seguinte pergunta: mediante a palavra de Deus, É POSSÍVEL, O ESPIRITUAL GANHAR NATUREZA CARNAL? ESTA IDÉIA MAIS SE PARECE COM O ESPIRITISMO!!!! A Bíblia não diz nada disso: que Jesus tornou-se mortal aniquilou em si a imortalidade, entregou sua condição de divino. Tudo são invenções. 

O que parece, nesta forma de crer é que Jesus era como uma alma ou espírito que encarnou em um corpo. Isto não é bíblico. A IMORTALIDADE. No que se refere à IMORTALIDADE, NÃO DEVEMOS ESPECULAR, APENAS APRESENTAR textos bíblicos que comprovem estas afirmações. É óbvio e concordo que sendo Deus onipotente, nada O impede de realizar e fazer aquilo que Ele realmente quiser. Mas, discordo quanto a dizer como AQUELES QUE ACREDITAM NA PREEXISTENCIA: “Quanto ao imortal não poder morrer, somente se nele não existir a onipotência”! Isto é pura especulação, sem apresentar nenhum texto bíblico comprobatório. Não existe na bíblia a idéia de seres imortais que passam a serem mortais. Esta idéia é pagã! 

Com relação à imortalidade, afirmo o seguinte: Não existe na bíblia a idéia de um ser imortal, se tornar mortal; A própria definição da palavra (IMORTALIDADE) em si mesma encerra esta verdade. A natureza de Deus é ESSENCIALMENTE IMORTAL, É DIFERENTE DA NATUREZA DO HOMEM, QUE É ESSENCIALMENTE MORTAL. Era típico no pensamento Judaico que qualquer coisa de suprema importância no propósito de Deus - Moisés, a lei, o arrependimento, o Reino de Deus, e o Messias - hajam “existido” com Deus desde a eternidade. Nestes termos João pôde falar da crucifixão como havendo “ocorrido” antes da fundação do mundo. Ap. 13.8.

Pedro, escrevendo mais tarde no primeiro século, ainda conhece da “preexistência” de Jesus somente como uma existência no pré-conhecimento de Deus 1ª Pe. 1.20. Sendo Cristo ser humano e mortal, pois há diversos textos que provam que ele morreu de fato e que era ser humano de fato, obviamente podemos concluir pela palavra que Ele é imortal "hoje", por causa da ressurreição que lhe foi efetuada pelo Pai. Cito abaixo apenas alguns versos, pois penso serem diretos no que se refere à questão da imortalidade de Jesus, e se o leitor atentar para eles vai ver que Paulo fala claramente que ser imortal (no caso de Jesus) é somente após a ressurreição, não antes. Rm. 6.9

Observem que é apenas na condição PÓS-RESSURREIÇÃO que a imortalidade DE JESUS é possível? TENDO SIDO CRISTO RESSUSCITADO DENTRE OS MORTOS, JÁ NÃO MORRE. SE CRISTO JÁ TINHA SIDO IMORTAL E SE DESFEZ DA IMORTALIDADE, PARA PODER MORRER, ESTE VERSO ESTÁ SOLTO NA LÓGICA, NÃO TEM SENTIDO NENHUM. ESSA CONDIÇÃO COMO DESCRITA POR PAULO, NÃO ADMITE UM SER IMORTAL ANTERIORMENTE, QUE PASSA A SER MORTAL, PARA DEPOIS PASSAR A IMORTALIDADE NOVAMENTE. NÃO É ESSA A CONDIÇÃO PROPOSTA POR PAULO AQUI.

E não é somente este versículo que apóia esta idéia, citarei outros para confirmar: 1ª Co. 15.54 – (E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória).  2ª Co. 5.4(Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida). 

Reafirmo que não existe na bíblia a idéia de SERES IMORTAIS QUE PASSAM A SER MORTAIS - ESTA IDÉIA É PAGÃ. (Imortalidade é o oposto à morte - Veja o significado no dicionário VINE: IMORTALIDADE - (athanasia) - a, privativo; thanatos, morte). Se traduz assim em 1ª Co. 15.53,54, do corpo glorificado do crente; Em 1ª Tm. 6.16, da natureza de Deus. Nos tempos antigos este termo tinha ampla conotação de estar livre da morte. Sem dúvida, no NT, athanasia expressa mais que imortalidade, sugerindo a qualidade da vida desfrutada, como é evidente em 2ª Co. 5.4; Para o crente o que é mortal há de ser «absorvido pela vida». Como podemos ver, não há condição de SER DESPIDO (IMORTAL, SE TORNANDO MORTAL), mas o oposto sim (O MORTAL SENDO ABSORVIDO).

Marcelo Alexandre do Valle

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O consolador Personificado.

Os estudiosos trinitarianos admitem que o conceito da Trindade não pode ser fundamentada no Antigo Testamento. In particular, “the Holy Spirit” as any kind of independent or distinct entity has no place in Old Testament revelatioEm particular, "o Espírito Santo", como uma entidade independente ou distinta, não tem lugar na revelação do Antigo Testamento. Therefore, they say the concept must be derived from the New Testament. Por isso, eles dizem que o conceito deve ser derivado do Novo Testamento. 

However, the New Testament gives no specific and certain teaching that there is a Trinity with one of the three “Persons” being “the Holy Spirit,” who is co-equal with the Father and the Son. No entanto, o Novo Testamento não dá nenhum ensinamento de que haja uma Trindade de pessoas que formam um só Deus. Surely if the doctrine of the Trinity were the foundation of biblical truth and the true nature of God, then it would be clearly set forth somewhere in the Bible. Certamente, se a doutrina da Trindade for o fundamento da verdade bíblica e a verdadeira natureza de Deus, então, naturalmente seria claramente estabelecido em algum lugar na Bíblia. The fact that it is not is very good evidence that there is no Trinity, and hence no “Person” known as “the Holy Spirit.Fato é que não existe uma evidência que corrobore com a doutrina da Trindade e, portanto, não há uma pessoa conhecida como "o Espírito Santo". 

Jo. 14.17- 30. People have argued that the “spirit of truth” in John 14:17 is a person.As pessoas têm argumentado que o espírito da verdade é uma pessoa. If this is true, then “the spirit of error” in 1 John 4:6 (KJV) would also have to be a person, since the two are directly contrasted.Se isso for verdade, então "o espírito do erro" em 1ª João 4.6 também teria que ser uma pessoa, uma vez que os dois estão diretamente contrastados. The better explanation is that each “spirit” represents an influence or power under which a person acts, but neither is a person in itself.A melhor explicação para esses versos é que cada "espírito" representa uma influência ou poder em que uma pessoa age, mas também não é uma pessoa em si. 31. The “Spirit [spirit] of your Father,” is synonymous with “the Holy Spirit,” and is said to speak in our stead on certain occasions when we might be brought before men for possible persecution or trial (Matt.10:19 and 20; Mark 13:11; Luke 12:1O espírito do seu Pai é sinônimo de "Espírito Santo", e diz-se falar em nosso lugar, em certas ocasiões, quando poderíamos ser levados diante dos homens para uma possível perseguição ou julgamento. 

Mt. 10.19-20. On the same topic, Luke 21:15 says that Christ will give us “…a mouth and wisdom, which all your [our] adversaries shall not be able to gainsay or resist.” Rather than saying that a person called “the Holy Spirit” will speak through us, these verses teach that we will be inspired by the supernatural power of God and Christ to speak as they give us guidancLc. 21.15. Ao invés de dizer que uma pessoa chamada "o Espírito Santo "falará através de nós, estes versos ensinam que estaremos inspirados pelo poder sobrenatural de Deus e de Cristo e eles nos darão orientações. 32. The spirit of God is referred to as “the helper” (sometimes known as “the Comforter” or “the Encourager”) in John 14:16, 26; 15:26; and 16:7.O espírito de Deus é referido como "o Consolador" ou "Incentivador", Jo. 14.16-26, 15.26, 16.7. “Helper” is a masculine noun, so masculine pronouns are used with it. "consolador" é um substantivo masculino, os pronomes masculinos são usados ​​com ele. However, it is clear from Christ's teaching that the helper is not a person. No entanto, é claro no ensinamento de Cristo, que o auxiliador não é uma pessoa. 

John 14:26 calls it “the holy spirit,” and its attributes match those of the gift of holy spirit. João 14. 26 o chama de "espírito santo", e seus atributos correspondem aos do dom do espírito santo. It was “with” the apostles, but would be “in” them (John 14:17), which is what happened when holy spirit went from being with or “upon” people in the Old Testament and Gospels to being “in” people in the Church and the Millennial Kingdom . Foi "com" os apóstolos, mas seria "em" eles Jo. 14.17. The helper (the holy spirit) is sent by the Father (John 14:26) and Jesus (John 16:7), and it does not speak on its own, but it speaks “only what he [it] hears” (John 16:13). O ajudante. (o espírito santo) é enviado pelo Pai. Jo. 14.26. Por Jesus, Jo. 16.7; e ele não fala por si só, mas ele fala "apenas o que ouve" Jo. 16.13. Nevertheless, there are distinct overtones of the figure of speech “personification” in John, which occurs when the qualities of a person are attributed to things that have no personality or consciousness. [4] “Wisdom” is personified in Proverbs 8 and 9, for example. No entanto, há conotações distintas da figura de linguagem "personificação" em João, que ocorre quando as qualidades de uma pessoa são atribuídas a coisas que não têm personalidade ou consciência. 

"Sabedoria" é personificada em Provérbios 8 e 9, por exemplo. In Isaiah 14:8 (KJV) the trees are said to “rejoice” and speak. Em Is. 14: 8; as árvores são ditos "alegrar-se" e falar. The gift of holy spirit is the nature of God, and as such it works in us, in conflict with our sin nature, to form us into the image of Christ. O dom do espírito santo é a natureza de Deus, e, como tal, opera em nós, em conflito com a nossa natureza pecaminosa, para formar em nós à imagem de Cristo. So, personifying it and saying that it guides, teaches, speaks, etc. is highly appropriate. Então, personificando-o e dizendo que orienta, ensina, fala, etc. é muito apropriado. 33. Jesus said that the “helper” would fill the void created by his going to the Father (John 14:12).Jesus disse que o "consolador" iria preencher o vazio criado por sua ida para o Pai Jo.14.12

Yet by this spirit he was the one who would still be present: “…I will come to you” (John 14:18); “I am in you” (John 14:20); and I will “show myself” (John 14:21). No entanto, foi por esse espírito que ele estaria presente: "Eu voltarei para vós" Jo. 14.18; "Eu estou em vós" Jo. 14.20, “e me manifestarei a ele" Jo. 14.21. By this spirit his work with them would continue: It “will teach you” (John 14:26); It “will remind you of everything I have said…” (John 14:26); It “will testify about me” (John 15:26); It “will guide you into all truth…” (John 16:13); It “...will bring glory to me by taking what is mine and making it known to you” (John 16:14). Por este espírito o seu trabalho com eles continuaria: "vos ensinará" Jo. 14.26; "vos fará lembrar de tudo que eu disse." Jo. 14.26. "dará testemunho de mim" Jo. 15.26; "vos guiará a toda a verdade" Jo. 16.13 "... trará glória para mim, tomando o que é meu e o tornará conhecido a vocês" Jo. 16.14. It seems clear that the “helper” is not someone other than Jesus, but rather a way that Jesus himself can be present. Parece claro que o "consolador" não é alguém que não seja Jesus, mas sim uma maneira que o próprio Jesus pode estar presente. 

It makes sense that “the holy spirit” is the gift of God that allows Jesus to be present with us and in us. Faz sentido que "o espírito santo" é o dom de Deus que Jesus permite estar presente com nós e em nós. 34. All of these statements point to the role of the gift of holy spirit in continuing the work that Jesus started, and even empowering his followers for greater works.Todas estas declarações apontam para o papel do dom do espírito santo em continuar a obra que Jesus começou, e até mesmo capacitar seus seguidores para obras maiores. This spirit is not independent and self-existent, but is “the mind of Christ” within the believer, guiding, teaching, reminding, and pointing the believer to follow his Lord and Savior. Este espírito não é independente e auto-existente, mas é "a mente de Cristo" dentro do crente, orientando, ensinando, lembrando e apontando o crente a seguir o seu Senhor e Salvador. This spirit is not “co-equal” when by its very design it is subservient to God and ChristIt carries the personal presence of God and Christ i35. If the spirit of God were a unique and separate person, and if having “spirit” were prerequisite to having a unique and separate personality, then the person called “the Spirit of God” would have to have his own “spirit” peculiar to himself and distinct from the Father and Son.Se o espírito de Deus fosse uma pessoa singular e distinta, e se ter "espírito" for pré-requisito para ter uma personalidade única e separada, então a pessoa chamada de "o Espírito de Deus" teria que ter o seu "espírito" peculiar para si próprio e distinto do Pai e do Filho. 

Otherwise he could not be said to have a separate “personality.” If “God” were three equal persons, the third person can no more be “the spirit” of the first person than the first person can be “the spirit” of the third person. Caso contrário, ele não poderia ser uma personalidade separada. Se "Deus" for três pessoas iguais, a terceira pessoa não pode ser "o espírito" da primeira pessoa. We can avoid this awkward rational by recognizing that “the spirit of God” does not have a separate personality, but is the power, influence, sufficiency, fullness, or some extension of the Father, who is the real and unitary person called “the one true God.”Podemos evitar este desagradável racional, reconhecendo que "o espírito de Deus" não tem uma personalidade separada, mas é o poder, influência suficiência, plenitude, ou alguma extensão do Pai, que é a pessoa real e unitária chamado de "o verdadeiro Deus.” 36. Many words associated with God's spirit give it the attributes of a liquid.Muitas palavras associadas com o espírito de Deus dão lhe os atributos de um líquido. 

Such language is consistent with the spirit being God's presence and power. Tal linguagem é consistente com o espírito de Deus e o seu poder. We are baptized (literally “dipped”) with and in it like water (Matt. 3:11; Acts 1:5).We are all made to “drink” from the same spirit, as from a well or fountain (1 Cor. 12:13).Somos todos feitos para "beber" do mesmo espírito, a partir de um poço ou fonte 1ª Co. 12.13. It is written on our hearts like ink (2 Cor. 3:3). Está escrito em nossos corações com tinta. 2ª Co. 3.3. We are “anointed” with it, like oil (Acts 10:38; 2 Cor. 1:21; 1 John 2:27). Nós somos "ungidos” com ele, At. 10.38. 2ª Co. 1.21; 1ª Jo. 2.27. We are “ sealed ” with it as with melted wax (Eph. 1:13).It is “poured out” on us (Acts 10:45;At. 10.45. Rm. 5.5. It is “measured” as if it had volume (2 Kings 2:9; John 3:34-KJV). É "medido" como se tivesse volume 2ª Rs. 2.9, Jo. 3.34. We are to be “filled” with it (Acts 2:4; Eph. 5:18). Estamos cheios de sua plenitude. At. 2:4. Ef. 5.18. This “filling” is to capacity at the new birth and to overflowing as we act according to its influence. Este "enchimento" é a capacidade do novo nascimento e até o transbordamento como agimos de acordo com sua influência. Even the use of spirit as “wind” implies a liquidity, for air masses behave as a fluid, flowing from areas of higher to lower pressure. Mesmo o uso de espírito como "vento" implica uma liquidez, por massas de ar se comportam como um líquido, que flui das áreas de maior para menor pressão. 

All this figurative language is designed to point us to the truth that the spirit of God is the invisible power and influence of God. Toda a linguagem figurativa é projetada para apontar-nos para a verdade que o espírito de Deus é o poder invisível e influência de Deus. 37. In Acts 5:3, Peter says Ananias lied to “the Holy Spirit,” and in verse 4 Peter says he lied to “God.” This is an example of a very Semitic way of expressionEm Atos 5. 3. Pedro diz, Ananias mentiu ao "Espírito Santo", e no versículo 4 Pedro diz que ele mentiu para "Deus". Este é um exemplo de uma maneira semita de expressão. It is common in Eastern and thus biblical writing to create a parallelism of equivalent terms. É comum, a bíblia criar paralelismos de termos equivalentes. Thus what Peter said is not evidence that Ananias lied to two separate persons. Assim, o que Pedro disse não é evidência de que Ananias mentiu para duas pessoas distintas.If that were the case, why would verse 4 not say that Peter lied to “the Father” instead of to “God”? Se fosse esse o caso, porque então o versículo 4 não diz que Pedro mentiu ao "Pai" em vez de "Deus"?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

ídolos, são demônios ou coisas vãs?

Uma primeira constatação é que o termo demônio (ou um equivalente hebraico para traduzir exatamente o termo grego daimónion e daimónia (ou daímon e daímones) tão freqüente, como veremos, no Novo Testamento apesar de ser tão curto, não aparece nunca nos originais do Antigo Testamento apesar de ser tão comprido. A palavra demônio no Antigo Testamento é só fruto de traduções posteriores.

Ídolos. Os sátiros espécie de bode peludos descritos por Isaías são convertidos na tradução oficial, (chamado de Setenta), em demônios. E estes dançariam com sereias nas ruínas da Babilônia. Is. 13: 21.  Na mesma versão em outras oportunidades os ídolos são traduzidos por demônios.  Dt. 32: 17; Is. 65: 3; Sl. 106: 36.  Is. 65: 11. Isaías está falando de Gad, o deus arameu da fortuna, os Setenta substituem Gad por demônio. Esses mesmos sátiros, esses mesmos ídolos, esses mesmos demônios, em Levíticos na tradução dos Setenta, são simplesmente "coisas vãs"! Lv 17: 7. Coisas: Não existem como seres pessoais. Vãs: vazias, inúteis... (Septuaginta ou versão dos 70 é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.C. por 70 rabinos, em Alexandria no Egito).

Soberania de Deus. Na sua pedagogia, a Bíblia não enfrentou diretamente desde o início os deuses estrangeiros. Utilizou-os, como instrumento de linguagem, para destacar a soberania de Deus. Apresentou-os como subordinados ao Deus dos deuses e das potestades. A hierarquia superior e aos deuses pagãos, chamou-os "Filhos de Deus", que formavam o conselho de Deus, "Potestades" que ajudavam no governo do universo. E inclusive os organizou hierarquicamente Dn. 10,13. Sl. 96: 5 no original hebraico que os deuses dos pagãos são vãos: deuses = élohim, vãos = élilim. Não pode o grego conservar este jogo de palavras. E os Setenta convertem vãos em demônios!
Os demônios são vãos, inexistentes. No Novo Testamento se recolhe a idéia: João identifica os deuses pagãos com os demônios, e são seres inertes, meras imagens feitas pelas mãos dos homens: Ap. 9: 20. E Paulo também identifica deuses pagãos e demônios, e igualmente como vãos nada, inexistentes: Os ídolos ou os demônios mesmos sejam alguma coisa?  1 Co. 10: 19-20.

Influencias pagãs. A antiqüíssima demonologia-divindade da literatura suméria, os perniciosos deuses-demônios chamados udug, e a demonologia acádia influenciaram os hebreus do Antigo Testamento, e através dos caldeus penetraram o mundo grego e depois o romano. Pouco antes de Cristo, a influência volta aos judeus, através da cultura grega, resultante da dominação romana. Dois séculos antes de Cristo e no próprio século 1º d.C., a demonologia judaica manifesta reflexos da demonologia mesopotâmica ou babilônica e grego-romana.

Demônios e demônio são as traduções vernáculas para os termos daímones no plural e daímon no singular na versão dos Setenta. Tenhamos em conta que esta tradução foi feita precisamente nesta época neo-testamentária. Ora, na literatura grega e na época helenística, daímon e daímones significam deus e deuses: divindades de grau inferior. Os judeus na época neo-testamentária, também adotaram esta denominação. Flávio Joséfo, o historiador judeu que escrevia no primeiro século, várias vezes empregou o termo daímones como sinônimo de deuses. Levemos em conta que o todo o Novo Testamento foi escrito em grego. O termo daímon procede de daiomai, que significa distribuir: eram os deuses que distribuíam os bens e os castigos aos homens.

Neste mesmo sentido, os pagãos usam o termo daímones com referência à pregação de Paulo: Dir-se-ia um pregador de divindades (daímones) exóticas, porque ele anunciava Jesus e a Ressurreição At. 17,18. Os que escutavam Paulo usaram o termo daímones no plural porque acreditavam que Jesus era anunciado como um deus e a Ressurreição como uma deusa.

Elaboração do animismo. Zoroastro o mais antigo fundador conhecido de religião, ensina que Alhura Mazda, o Deus Supremo dos persas serve-se dos chamados "santos imortais": são divindades inferiores, pois são concebidas como irradiações da natureza divina. Alhura Mazda não governa diretamente o mundo, serve-se para isso dos imortais, potestades ou daímones.

Na mais antiga mentalidade todas as manifestações da natureza, que o homem primitivo considerava superiores a ele, eram concebidas como dotadas de alma. Esses seres animados, espíritos bons ou maus, eram os responsáveis pelos acontecimentos favoráveis ou desfavoráveis.

Com o tempo, o animismo dos povos primitivos foi se fazendo mais elaborado e complexo. É substituído por potestades, ou divindades inferiores, que como intermediários governam a humanidade e o mundo. Os próprios intermediários - divindades inferiores-, se multiplicam numa subordinação hierárquica mais ou menos extensa. Elaborado ou primitivo conserva-se o animismo nas tradições de muitos povos africanos. De lá se ramificou principalmente pelos chamados cultos afro-brasileiros e de vários países latino-americanos.

O judaísmo num começo não se opôs ao animismo, mas o disciplinou, a fim de acomodá-lo às suas próprias exigências doutrinais. Por exemplo, o animismo universal considerava que os rios e os vaus tinham alma. Depois, pensou que havia neles um deus. Eram daímones. Para atravessar um rio, primeiro era preciso aplacá-lo com oferendas e dádivas.

A demonologia de Israel consta de elementos emprestados de todas as civilizações vizinhas. Tais culturas não pertencem ao conteúdo da Revelação! Trata-se de interpretação pagã de realidades do nosso mundo.  Os elementos da natureza não são deuses. Estes daímones não existem. Só metaforicamente se substituem, ou identificam, esses demônios pelo verdadeiro e único Deus.

Novo Testamento. Sob diversos nomes alude 73 vezes ao que comumente hoje se chama demônio. O Novo Testamento usa, além de daimónion, os nomes: "Diabo e seus anjos" Mt. 25,41 "espíritos imundos" Mt. 10: 1, "espírito impuro" Mc. 1: 23), etc. Demônio e os outros termos se usam indistintamente. No singular ou no plural. Assim, por exemplo, a mesma pessoa que, segundo Marcos. 5: 2, é possuída por um espírito impuro, no singular, pouco depois no mesmo Marcos (v. 13) está possuída por espíritos imundos, no plural. E segundo Lucas 8: 27; essa mesma pessoa está possuída por demônios, no plural; mas imediatamente, no mesmo Evangelho de Lucas (v. 29) Jesus Identifica esses demônios como um espírito impuro, no singular; e no versículo seguinte (30), Lucas diz que são muitos demônios.

Na Bíblia Satã nunca é designado por um ser que possamos considerar um demônio no sentido, errado, tão difundido entre os cristãos de um ser sobre-humano e perverso. Não significa um ser, mas sim a própria inimizade com Deus, o que afasta o homem de Deus. A palavra Satã, na sua forma verbal, stn em hebraico, aparece seis vezes no Antigo Testamento: Zc. 3: 1; Sl. 38: 21; Sl. 71: 13; Sl 109: 4 e 29. Poderíamos traduzi-lo por "satanizar". Os Setenta geralmente traduzem o verbo stn por endiabállô em grego; caluniar nas línguas vernáculas, ou nativas (e o substantivo Satã os Setenta geralmente o traduzem por Diábolos, que significa caluniador.  

BELIAL. Belial (forma hebraica) ou Beliar (forma grega) aparece 27 vezes no Antigo Testamento e uma no novo em 2 Co. 6: 15. Delas, 21 vezes forma a expressão "filhos de Belial", que equivale a chamar essas pessoas de "beliais", qualificativo. Belial era uma divindade Cananéia, o daíimon do mundo subterrâneo. No Antigo Testamento, em três das 27 oportunidades em que a palavra aparece significa esse mundo subterrâneo que a Bíblia utiliza no simbolismo religioso de lugar afastado de Deus. 2ª Sm. 22: 5; Sl. 18: 5 e 41: 9.
MASTEMAH. Na mitologia de certos povos orientais, o "Príncipe dos espíritos" dos gigantes, ou "Chefe dos demônios". É às vezes chamado Satã. A palavra Mastemah tem a mesma raiz stn que a palavra Satanás. Também Mastemah significa inimizade. Mastemah aparece na Bíblia sem nenhuma relação com qualquer ser sobrenatural. No livro do profeta Oséias: Os. 9: 7; A palavra ódio é mastemah
O qualificativo ou ofício aplicado ao Chefe dos Demônios era sar hammastemah, conservado em alguns manuscritos etíopes, que significa "chefe da inimizade". Depois erradamente se abreviou para "chefe Mastemah", convertendo-se assim o qualificativo em nome próprio. Como acabamos de ver, Satã, Mastema, Belial, Inimizade... (daí Incredulidade, Impiedade, Trevas, Ídolos, etc.) são sinônimos. Etimologicamente, Belial significa inútil. 
MONSTROS NA BÍBLIA. Também hoje qualquer pessoa culta, tratando de qualquer tema, poético e mesmo científico ou religioso, alude à mitologia grega ou latina. E nem por isso haveríamos de pensar que tal autor acredita na existência dos deuses Júpiter, Palas ou Posseidón. Da mesma maneira a Bíblia cita a mitologia dos pagãos. Os exílios do povo judaico o puseram em contato com os temores mágicos. Aos quais, por outra parte, são propensos. Todos os primitivos, no tempo ou na mentalidade, e, portanto também o povo israelita antigo. Após o exílio, na tentativa de evitar guerras ou de ser dominados, e na época de Cristo em que caíram sob o poder romano, os israelitas eram permeabilizados por culturas pagãs. Traziam-nas os judeus das diásporas nas suas visitas a Jerusalém. Também o comércio com os países vizinhos. Esses temores, convertidos em demônios, são citados na Bíblia.

Isaías; 13: 21, no original, fala de que no deserto habitava Lilith e sua corte, uma divindade feminina dos babilônios, traduzida depois por Satanás e seres peludos, e depois identificados com demônios. A eles, segundo o Lv. 17: 7 e 2 Cr. 11: 15 ofereciam-se sacrifícios as divindades, embora divindades de segunda categoria. É evidente que o Profeta não está aceitando nem Lilith nem sua corte de grotescos daímones, demônios peludos, nem que habitem no deserto. Como não toma a sério Leviatã, o deus monstro do mar, nem Lannin, o deus dragão. Esses demônios-divindades da mitologia Cananéia, citadas no poema de Zaratustra, são meros símbolos com que Isaías 27:1 designa o Egito. O mesmo faz o salmista Sl. 74: 13.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quem são as estrelas de Ap.12.4?

Algumas denominações cristãs, com o intuito de sustentarem a doutrina da queda dos anjos, ensinam que as estrelas citadas em apocalipse capítulo 12.4 são anjos literais que caíram do céu. O verso diz: (A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.) 

Para que se sustente tal ensinamento os versos anteriores deveriam ser entendidos literalmente, ou seja, a mulher deveria ser uma mulher realmente, deveria ter vindo literalmente do céu, o dragão o qual eles afirmam ser o diabo deveria possuir cauda. Porém o que vemos é que tais denominações ensinam que o dragão é simbolo do diabo, que a mulher é simbolo da igreja, as estrelas simbolizam os anjos caídos (símbolos) mas, o céu ensinam como sendo o céu mesmo, de uma forma literal, por isso os outros personagens envolvidos deveriam ser também literais. 

Quando envolve simbolismo no caso das estrelas, a bíblia geralmente diz que elas representam seres humanos, como por exemplo: Jz. 5.20 (Desde os céus pelejaram as estrelas contra Sísera, desde a sua órbita o fizeram.) Será que os anjos pelejaram contra Sisera o comandante do exercito de Jabim? Não, e tudo indica que Sisera não se encontrava no céu. 

Gn. 37.9-10 (Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?) Jacó pai de José compreendeu perfeitamente que Ele não estava se referindo a anjos, estrelas nestes episódios são homens, descendentes de Israel. 

Dn. 8.10 (Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.) compreendemos também que o chifre pequeno de Daniel capítulo oito não estava no céu na ocasião do seu reinado, o céu aqui é um simbolo de Jerusalém e nela se encontravam as estrelas, os fieis judeus. Assim como um chifre não simbolizava um anjo perverso que se encontrava no céu o mesmo podemos dizer do simbolo de um dragão com cauda. 

Igualmente o que ocorreu em Daniel, o livro do apocalipse descreve cenas de perseguição sobre o povo de Deus, sendo Jerusalém representada pelo céu, o dragão representa um poder opressor e as estrelas aqueles que pelo poder opressor foram oprimidos. Todos os que perseguiram o povo de Deus em todas as eras, são considerados na bíblia como sendo o diabo e satanás. 

Estrelas que são anjos e que são homens?  Ap. 1.16 (Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.) O verso nos diz que Jesus tem em suas mãos sete estrelas, os quais no verso 20 tais estrelas representam anjos, (Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.) 

Literalmente e humanamente falando as sete igrejas não foram dirigidas pelos anjos literais, a palavra anjos para esses versos é aggelos que é o mesmo que um mensageiro, embaixador, alguém que é enviado. Na realidade tais mensageiros foram os dirigentes, líderes da igreja de Cristo. Percebemos então que o fato da bíblia dizer que um terço das estrelas caíram ou foram lançadas para a terra não devemos entender como sendo algo que ocorreu literalmente, devemos recorrer aos recursos que a própria bíblia nos mostra, sendo assim as estrelas de apocalipse 12.4 não descreve a queda de anjos literais, mas, sim de homens santos que por causa da palavra de Deus foram perseguidos. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Não vos assemelheis a eles.

Ao meditarmos na quantidade de denominações cristãs existentes somente no Brasil, somos levados a crer que é muito fácil se dizer cristão. Naturalmente me incluo nesta árdua tarefa de realmente ser cristão, sim, difícil no sentido de seguir o que o nosso mestre Jesus nos ensinou. Na verdade desde tempos remotos Deus estipulou para os israelitas um princípio a se desempenhar conforme registrado em Lv. 20.7 - (Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus.) 


Esta palavra hebraica para santo é qadash e significa consagrar, santificar, preparar, dedicar, ser consagrado, ser santo, ser santificado, ser separado. Percebemos que ser santo é algo inteiramente diferente daquilo que o cristianismo popular ensina. Vemos ainda que o fato de ser separado, ou não estar em acordo com o sistema mundano vigente, já é algo sublime, naturalmente para os fieis cristãos, para os mundanos, essa atitude é denominada como loucura. 1ª Co. 1.18 - (Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.) 


É lógico que o fato de não se conformar, ou não estar de acordo com este século, deve partir do interior, em outras palavras deve ser algo realizado por Deus. O ser santo também tem outros objetivos e um deles é não ser separados apenas para viver uma vida infrutuosa, vejamos: Rm. 8.29 - (Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.) 


Deus irá salvar apenas os que se conformarem com a imagem de Cristo, Ele não salvará denominação, nem mesmo cristãos nominais. E aí é que a tarefa de ser cristão se torna difícil. Quer sejamos cristãos ou não, recebemos no decorrer de nossas vidas influências que acabam se moldando e formando nossa personalidade. Por exemplo, vivemos em uma sociedade onde o que rege a conduta do individuo é a lei de talião, ou seja, uma espécie de justiça espelho, “a lei do olho por olho”. Esse é o sistema vigente para um mundo imperfeito, ou com a medida que medires te medirão também... 


Lamentavelmente todos indistintamente agimos assim. Mas, Jesus Cristo certa vez disse: Mt. 6.8(Não vos assemelheis, pois, a eles...) Recriminamos as pessoas com relação as injustiças praticadas e certas atitudes realizadas, porém, na maioria das vezes desejamos fazer o mesmo. Qual foi a atitude de Jesus, e qual deve ser a nossa?   1ª Jo. 2.6 – (aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.) Confronte este ensinamento com o que está escrito em 2ª Tm 3.1-5 – (Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.) 


Essa é a maior realidade, os tempos são trabalhosos. Apesar do verso 5 está se referindo aos ditos cristãos, ou os que tem forma de piedade, o que dizer do mundo ímpio então? Alias, antes de dizermos que somos cristãos devemos fazer um alto exame, afim de ver se não estamos inseridos neste contexto de 2ª Tm 3.1-5. quando nos deparamos com pessoas arrogantes, por exemplo, qual é o nosso pensamento, e isso automaticamente? Mas, na verdade o que deveria surgir em nossas mentes deveria ser as palavras e Jesus, (Não vos assemelheis a eles.) 


O não revidar não parte de nós, é obra de Deus em nossas vidas. Sendo assim o cristão que está sendo santificado lutará para mortificar os desejos carnais, esses mesmos que nos incitam a respondermos aos inimigos do bem, Gl. 5.24 (E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.) Apesar de ser obra de Deus em nossas vidas, Paulo nos diz que os que são de Cristo crucificaram, ou seja, um ato humano. A obra de Deus consiste em nos chamar das trevas para a luz, e nos capacitar, a trilhar o bom caminho, no sentido de nos aperfeiçoar e dar discernimento em fazer o certo ao invés do errado, nos santificar, como está escrito em Fp. 1.6 - (Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.


Mas, o executar, materializar tal ação, eu devo fazer. Tanto é assim que o próprio Deus admoestou a Caim nestes termos, Gn. 4. 7 - (Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.) Muitos poderão argumentar, mas, isso não é santificação, é força de lei. Na realidade essa força de lei só é valida para os que estão sendo santificados, pois os ímpios não estão nem um pouco preocupado com os seus semelhantes, fato que confirma isso foi a atitude do próprio Caim. Assim como Caim somos tendentes a seguirmos o curso do mundo e os seus padrões. 


Ef. 5.3-6 – (Mas a impudicícia=( luxúria, lascívia, sensualidade)  e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.) Percebemos então que a santificação é um modo de viver diferenciado do mundo e da nossa própria natureza pecaminosa. 


Rm. 12.1-2 – (Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.) Não se conformar, ou não estar de acordo, essa é uma atitude somente de quem realmente está separado por Deus. Lógico que nós pecadores não vivemos 24 hs. sem pecar, mas, uma coisa não podemos deixar de ter em mente, é ter consciência de quem somos e professamos ser. 


Ao assistirmos os desvarios da vida somos impulsionados a dizer, todos não fazemos isso e aquilo? Lembremo-nos sempre da admoestação do apostolo que diz... Não convém a santos... Se realmente fomos chamados por Deus e separados por Ele, não podemos de nenhuma forma nos moldar aos costumes e ensinamentos dos mundanos. Ainda no caso de Caim, lembremos sempre que o seu egoísmo foi o elo que ligou o ódio a prática do assassinato, Gn. 4.9 – (Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?) 


Vivemos em uma sociedade onde não conseguimos agradar a todos, isso é ponto pacífico. Porém, ao tratarmos com os irmãos (de fé, ou carnal) não podemos como Caim ter um sentimento egoísta, pois ...não convém a santos... Gl. 6.2 – (Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.) 1ª Co. 10.24 – (Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem. Baseado nestes dois versos é que volto a lembrar o que disse no início da postagem, é muito fácil se dizer cristão, mas, na prática é uma tarefa tremendamente árdua. 


Porém, não devemos desanimar nem nos dar por vencidos, a batalha não é nossa, mesmo o reconhecimento da nossa inoperância quanto a de fato ser cristão não procede de nós, sendo assim aguardemos com oração a promessa de Deus, registrada pelo apostolo em 1ª Ts. 5.23-24 – (O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.) Somente assim se cumprirá em nós as palavras de Pedro, que disse: (Pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,  porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 1ª Pe. 1.15-16. Ser santo em todo o nosso viver.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O adventismo e a interpretação induzida.

Em se tratando de assuntos religiosos é muito fácil para alguém dizer que tem ou prega a verdade. Porém, sabemos também que a verdade só se configura como sendo verdade se ela for demonstrada sem meias mentiras, portanto em um local que existe 99% de verdade não pode ser considerada como sendo um ambiente de verdade absoluta. 

Intento nesta postagem demonstrar que a IASD. Apesar de se ufanar que tem e possui a verdade absoluta deixa transparecer através de seus ensinamentos que leva sobre si inúmeros erros doutrinários que faz com que a sua pretensa “verdade” se torne em meias verdades. Talvez o calcanhar de Aquiles da IASD. Seja a sua profetiza EGW. 

É natural no meio religioso que o profeta seja aquele que tenha o voto de minerva, infelizmente para os adventistas EGW. Não definiu a questão entre trinitarianos e antitrinitarianos que aconteceu nos arraias adventistas no início do século XIX. O silencio da profetiza contribuiu para uma das maiores e temerosas polemicas no seio do adventismo. EGW também disse o seguinte no livro O Grande Conflito pág. 400. (“o décimo dia do sétimo mês, o grande dia da expiação, tempo da purificação do santuário, que no ano de 1844 caía no dia 22 de outubro”...) 

Quando analisamos esta informação por meio de um conversor de calendários, nós percebemos que não foi bem assim. Acesse este site: www.jewishgen.org/jos/josdates.htm na segunda linha de datas, ou seja, na linha de baixo, digite em day 10, em month: 7 tishri, em year 5600, e em the civil date should be computer for: digite 6 e clique em convert dates. Neste conversor de calendários nós veremos que ao contrário do que disse E. G. W. O dia 10 do sétimo mês de 1844 não foi em 22 de outubro, mais sim 2ª feira 23 de setembro de 1844. Veja o resultado, 10 Tishri 5605 => Monday 23 September 1844. 

Para mim esta afirmação de EGW. Complica grandemente a sua posição como profetisa, mais de trinta dias de diferença. Essa foi umas de muitas “mancadas” de EGW. Outras questões pertinentes que os adventistas devem dar uma resposta sensata. Pergunto: a igreja adventista era a igreja verdadeira, antes ou após se tornar trinitariana? Se era antes    podemos afirmar que ela apostatou, se foi após, então EGW. Se enganou novamente, visto que nos seus primórdios dizia ela que a igreja era verdadeira. 

Como os adventistas responderão a questão das 2300 e manhãs de Daniel 8.14? O verso nos diz: (Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.) Pergunto: qual é o significado da palavra até de Daniel 8.14? Segundo o dicionário indica um limite posterior de tempo, neste caso o anjo está dizendo que o santuário será purificado até 2300 tardes e manhãs, já a interpretação adventista nos diz que o santuário seria purificado após as 2300 tardes e manhãs. A bíblia diz até, os adventistas ensinam que é após, e o que a bíblia diz ser 2300 tardes e manhãs, eles ensinam que são 2300 anos. Isso sem mencionar que a doutrina do santuário é a espinha dorsal da IASD. 

Em outras palavras se tal doutrina quebrar, a denominação estará fadada ao descrédito, pelo menos para aqueles que estudam. Outro fato relevante dentro da questão das 2300 tardes e manhãs que também é induzido pelos adventistas é a questão da purificação, a palavra purificar em Daniel 8.14 é tsadaq e quer dizer: (ser justo, ser correto, ter uma causa justa, ter razão, ser correto na conduta e no caráter.) Ao passo que em Levítico 16.20 a palavra não é tsadaq mais sim kaphar e quer dizer: (cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume, encobrir, pacificar, propiciar, cobrir, expiar pelo pecado, fazer expiação por.) 

Lamentavelmente os dois versos foram traduzidos para o português como purificar, e a denominação valendo-se disso induz os membros a crerem em algo inexistente, e isso destaca também mais um erro da profetisa. Dentro do mesmo assunto temos ainda outro erro, Dn. 8.12 -(O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.) O exército aqui mencionado é o povo judeu, nos é dito que eles, por causa de suas transgreções juntamente com o sacrifício diário foram entregues ao chifre pequeno, Dn. 8.13 – (Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?) 

Como sabemos, a purificação do santuário em levítico 16 tinha como objetivo em purificar os pecados dos israelitas, porém o que está demonstrado em Daniel 8.14 a purificação não é para cobrir pecados, mas sim remover do santuário a assolação e a abominação causada pelo chifre pequeno. Hb. 9.12 - (Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.) 

Em algumas traduções aparece santíssimo ao invés de santos dos santos, já em outras aparece santuário e é dessa que os adventistas se utilizam, dizem eles que o original é santuário, querem dizer com isso que Cristo entrou no santo lugar designado somente como (santuário) não no santo dos santos. Digo, porém que mesmo essa tradução não favorece a doutrina adventista, para os adventistas Jesus fez na cruz um trabalho em favor da redenção apenas parcialmente, ensinam eles que a partir de 1844 foi que Jesus começou a perscrutar os casos, para somente assim poder tomar uma decisão, se tal indivíduo é ou não digno da vida eterna. 

Mas, nós percebemos que independente da tradução de Hebreus 9.12 nos é dito que Jesus entrou no santuário tendo obtido (pretérito) uma eterna redenção, e isso naturalmente precedeu o próprio escritor de hebreus. Grande contradição essa dos adventistas, sem contar que a doutrina do santuário segundo interpretam os adventistas foi a responsável pelo surgimento dos mesmos. Mediante isso se tal doutrina foi mal interpretada significa que ela não quer dizer exatamente aquilo que pensam os adventistas, então o que eles pensam está errado, e se está errado o ponto básico da IASD. Está comprometido, neste caso a soberba adventista de se intitular como sendo a igreja verdadeira é uma farsa. 

Fico pensando, como pode os adventistas não verem essas contradições, para mim isso é um mistério, o meu objetivo não é denegrir a denominação, não existe motivo para isso, mas sim alertas os membros da denominação IASD. A fim de que implorem o favor de Deus, para que como Saulo da cidade de Tarso eles possam ter as escamas dos olhos retiradas e poderem então, enxergar. E que a falsa impressão, de que pertencem a igreja verdadeira possa ser coisa do passado.    


domingo, 1 de janeiro de 2012

A igreja de Cristo.

Freqüentemente alguém me questionou dizendo: “você está separado do corpo de Cristo, não podemos deixar de participar de uma congregação cristã.” Em outros casos alguns dizem, “fico feliz por pertencer a “tal” denominação ela sim é a igreja verdadeira de Jesus Cristo”. Geralmente quando ouço tal discurso, logo vem à mente aquele velho ditado que diz: é melhor escutar qualquer coisa do que ser surdo. 

Compreendo perfeitamente e aceito que Jesus Cristo edificou e tem UMA igreja. MT. 16.18 - (Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.) Ao passo que atualmente existem milhares de denominações, cada qual defendendo o seu estandarte de igreja verdadeira. Utilizam de varias maneiras para atrair o povo, entre elas estão: “meias verdades” e com isso enganam os incautos, “prodigios” que na sua grande maioria é charlatanismo, teatro combinado, ou mesmo HIP. Hiperistesia indireta do pensamento. 

A parapsicologia atribui tal fenômeno à aqueles que são capazes de adivinhar o pensamento, o povo em geral atribui tal acontecimento dependendo de quem o realiza, (se for um pastor, ou um líder cristão qualquer então, é obra de Deus, se for um feiticeiro por exemplo, é obra do demônio). Na verdade não é obra nem de um, nem de outro, quer seja o líder cristão ou o feiticeiro. 

Para alguém pertencer a uma denominação, primeiramente será necessário tal individuo se identificar com ela, na maioria das vezes as pessoas estão preocupadas somente em agradar aos irmão e ser agradado por eles, não questionam a veracidade das doutrinas, com o objetivo de prová-las. Em outras palavras o povo “come” pela boca dos líderes, geralmente o "alimento" dado aos membros vão em forma de palavras, e as palavras são: “pertencemos a igreja verdadeira, a única igreja de Jesus Cristo”. 

Visto que cada qual em sua denominação profere as mesmas palavras (de pertencer a igreja verdadeira) como conciliar tal ideia com milhares de denominações cristãs espalhadas por esse mundo? Para os importunos e néscios, faço a mesma pergunta que fez o apostolo Paulo. 1ª Co. 1.13 – (Acaso, Cristo está dividido Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?) Outro fato relevante é que o cristianismo é uma religião que deve ser fundamentada na bíblia, porém é o que menos vemos, não se ensina a bíblia. Atualmente na maioria das denominações ditas cristãs o ensino bíblico é algo secundário, obsoleto. 

Mediante isso podemos afirmar que o cristianismo contemporâneo não é o cristianismo puramente bíblico. Se fizermos uma analise de como se desenvolveu o cristianismo tal qual conhecemos, as suas divisões, e multiplicações voltaremos ao catolicismo, sim, na verdade todas as denominações protestantes tem o seu cordão umbilical preso a igreja católica. Existe uma pequena variação na questão doutrinaria e também na forma de culto, no mais as doutrinas principais que foram estabelecidas e decretadas nos concílios são as mesmas, tais quais: trindade, como sendo deus, o domingo como dia de guarda, a dupla natureza de Cristo, a imortalidade da alma, o diabo como um ser espiritual perverso, e a morada no céu como destino dos "bons". 

Analisem a bíblia e vejam se a igreja bíblica defendia tais credos de fé. O cristianismo que conhecemos defende o conselho do apostolo Paulo registrado em Ef. 2.20? no contexto do capítulo Paulo admoesta aos crentes que os judeus e os gentios formam o corpo de Cristo, sendo ele a nossa paz, e que por meio dele teremos acesso ao pai pois teremos o mesmo espirito. Mediante isso Paulo argumenta que deste modo não somos mais estrangeiros pois, pertencemos a família de Deus, então surge o verso 20 que é a característica daqueles que são verdadeiramente a igreja Deus e de Cristo (edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular). 

A igreja de Cristo precisa estar edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, não tem essa de que a igreja de Cristo é exclusiva do NT. A palavra edificados é: epoikodomeo e quer dizer, construir sobre edificar em. Se eu não construo a minha crença nos escritos dos apóstolos e dos profetas ainda que me iludam como sendo a igreja de Cristo, de nada adianta. Outra questão importante está no fato de que nos dias bíblicos não existiam denominações, existiam reuniões de pessoas com o objetivo de compartilhar um credo e uma fé. Reparem 

At. 8.3 - (Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere). Rm. 16.5 – (saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. 1ª Co 16.19 – (As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles). Cl. 4.15 - (Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa). (Fm) Filemon. Verso 2 (e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa). Se seguirmos a mentalidade atual iremos afirmar que possivelmente os discípulos tinham um templo fixo em suas casas? e que Saulo antes de sua conversão assolava os templos que se encontravam dentro das casas? 

Sabemos que não é nada disso, igreja que está denominada nos versos acima, nada tem a ver com um templo fixo de tijolos, mas, refere-se aos seguidores, os convertidos, tanto judeus quanto gentios, os que formaram o corpo de Cristo. Portanto, o que a bíblia na realidade quer dizer é que igreja não é necessariamente um templo de tijolos, e muito menos uma placa de denominação, igreja somos nós os que servimos a Deus em espírito. 

Jo. 4.23-24 - (Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade). Neste diálogo com a mulher samaritana Jesus declarou enfaticamente que o local da adoração não é o mais importante, mais sim o motivo da mesma. Jesus declarou. Jo. 4.22 – (Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai). Mediante isso nós devemos de considerar as seguintes questões: 

(1) Atualmente as ditas igrejas de Cristo se portam como um local de encontro, um clube social, fato que não podemos negar, e que portanto, foge das caracteristas estipuladas pelo mestre. (2) O NT. Descreve a igreja de Cristo em vários lugares, como por exemplo, Corinto, Colossos, Judeia, e etc. Porem, apesar de existir tal diversidade de povos a doutrina os ensinamento o espírito dos seguidores era o mesmo. A diversidade era de povos, não de ensinamentos. Ef. 4.3-4 – (Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação). 

Este verso tem sido erroneamente ensinado pelos trinitarianos que o espírito o qual é citado pelo verso é o espírito santo, algo que não é uma realidade, o contexto aqui descreve que o espírito referido é a unidade de propósito da igreja, algo completamente oposto do que temos presenciado atualmente. Fl. 1.27 – RA. (Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica). 

Vivem os cristãos da atualidade em um mesmo espírito? Qual é o sentimento que tem movido os cristãos atualmente a se reunirem nos seus templos? Assim sendo não preciso me preocupar em ir a uma denominação religiosa, pelo simples fato de não viverem em unidade, principalmente com os ensinamentos bíblicos. Fato é que não existe na bíblia uma ordem expressa de que para ser cristão preciso de frequentar um templo fixo, outra realidade é que se vivessem em unidade não existiria milhares de denominações principalmente se os ensinamentos provenientes das mesmas não se coadunam com os escritos dos apóstolos e dos profetas. 

Mt. 18.20 – (Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles). Reparem que Jesus disse, onde estiverem, não disse: se estiverem na igreja... é necessário sabermos também que todos aqueles que querem agradar a Deus em espírito e verdade são verdadeiramente a igreja de Deus. 1ª Co. 3.16 - (Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?) 

Co. 6.19 – (Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?) Ef. 2. 21-22 – (No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.) Portanto, não existe no templo fixo nada de diferente, ou superior no tocante a adoração que não possamos prestar a Deus em nossos lares.