quarta-feira, 1 de agosto de 2012


INCOERÊNCIAS DOS DEFENSORES DA LEI

1 – Alegam que em Mateus 5:17, Jesus se referia aos dez mandamentos quando disse que não veio ab-rogar, mas cumprir a LEI.

INCOERÊNCIA: 

No mesmo capitulo Jesus cita mandamentos que não fazem parte das “duas tábuas”, por exemplo: 

"Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher dê-lhe carta de divórcio" (vers. 31; Citado em Deuteronômio, 24: 1-4); "olho por olho, dente por dente" (vers. 38; Citado em Êxodo 21: 24). 

Assim não podemos dizer que a lei aqui referida se constitua apenas dos dez mandamentos, mas de toda a Lei.

2 - Alegam ser a lei dos "dez mandamentos" que Tiago se refere quando diz: "qualquer que guarda toda lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos" (Tiago 2: 10).

INCOERÊNCIA: 

Está claro que esses mandamentos fazem parte da lei referida, como vemos no versículo 11: "Não adulterarás....Não matarás". 
No entanto, a lei não se limita a apenas aqueles dez mandamentos nas duas tábuas de pedra, porque ele citou também "amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Vers. 8; Citado em Levíticos 19: 18), a qual Tiago chama de LEI REAL e afirma ser pecado fazer “acepção de pessoas” (v. 9), as quais também são condenadas pela Lei como transgressão. 
A lei aqui referida é a LEI TODA e não as duas tábuas somente.


3 – Alegam que “os sábados” de Col.2:16,17 não se referem ao “sábado do 4º mandamento” porque eles são os chamados “sábados cerimoniais”.

Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.

INCOERÊNCIA: 

Talvez seja este o texto mais importante de toda esta discussão, porque ele claramente menciona o dia do sábado como parte da sombra que foi substituída por Cristo.

Os defensores dos 10 mandamentos se esquecem de que neste célebre texto de Colossenses há um “agrupamento de termos” que não pode ser interrompido, sob pena de interpretar mal o versículo. A única festa anual, para a qual a palavra sábado foi aplicada é o Dia da Expiação (Levítico 16:31-32; 23:32).

Olhem cuidadosamente a lista dos tipos de "sombra" em Colossenses 2:16: "comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados". 

Depois de mencionar comida e bebida, Paulo também menciona festas (celebrações anuais), ou dia de festa, lua nova (celebrações mensais) e sábados (celebrações semanais).  

Este “agrupamento de termos” - anual, mensal e semanal é feito na Bíblia, mesmo não estando necessariamente nesta ordem: Veja os exemplos:

1 Crônicas 23:30 -  E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos sábados, nas luas novas, e nas solenidades, segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR; 


2 Crônicas 2:4 - Eis que estou para edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados e nas luas novas, e nas festividades do SENHOR nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel. 

2 Crônicas 8:13 - ­  E isto segundo a ordem de cada dia, fazendo ofertas conforme o mandamento de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa das tendas. 


2 Crônicas 31:3 -  A contribuição da fazenda do rei foi designada para os holocaustos: os holocaustos da manhã e da tarde, e os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, como está escrito na lei do Senhor. 



Neemias 10:33­  - Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos sábados, das luas novas, para as festas solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus. 



Ezequiel 45:17­  - E estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de alimentos, e as libações, nas festas, e nas luas novas, e nos sábados, em todas as solenidades da casa de Israel.... 
Oséias 2:11­ -   E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades. 

Paulo usa o mesmo agrupamento em Colossenses 2:16,17, talvez mais precisamente se referindo a Oséias 2:11.  Por que haveria alguém de torcer suas palavras para fazer com que os sábados mencionados significassem festas anuais?

Colossenses 2:16,17 mostra claramente que não devemos nos ocupar com as prescrições alimentares e o calendário religioso de Israel. O Calendário Judaico envolviafestas anuais – dias de festa, festas mensais – lua nova e festas semanais – sábados, rejeitando dessa forma todo o sistema de culto judaico.

Há mais um texto que complementa Colossenses 2:16,17 desmentindo a falácia adventista:

Isaías 66:23 - E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. 

Curioso é que neste texto de Isaías, o sábado é um princípio moral para ser guardado na nova terra, mas em Colossenses 2: 16 são princípios cerimoniais, sem mais validade. Em Isaías aceitam que é o sábado do sétimo dia, mas em Colossenses dizem ser ossábados cerimoniais. 

Se o texto de Isaías justifica a guarda do sábado do 4º mandamento na Nova Terra, também aprova a da lua nova, o que os sabatistas não guardam. 

Marcelo Valle.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sábado, uma questão moral ou cerimonial?


A bíblia apresenta a lei de Deus e a lei de Moisés como sendo termo sinônimo, mas algumas denominações preferem ensinar que são leis distintas (Ver esta Postagem.) http://evandro blogdoevandro.blogspot.com.br/2012/03/lei-de-deus-e-lei-de-moises-termos.html Fazem isso dizendo que a lei encontrada em êxodo 20 são leis morais e que, portanto são eternas.

O que realmente é a moral e a ética? A palavra moral vem do (Latim mores.) Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem na sociedade a qual Ele faz parte. Sendo assim, aquilo que foi implantado como certo, para esse grupo é algo moral. Lógico que para nós os cristãos, nem tudo que a sociedade considera como sendo moral nós temos como certo isso é ponto pacifico.

Mas, dentro do princípio cristão, moral são as normas, costumes, os mandamentos, hierárquicos e religiosos implantado na sociedade. Já a ética vem do grego (ethos) e é um conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive. Ética significa aquilo que pertence ao caráter.


Algumas denominações cristãs enfatizam que estamos vivendo debaixo da primeira aliança, ou melhor, ensinam, argumentam, fazem lavagem cerebral, até mesmo brigam dizendo que ao menos estamos debaixo dos dez mandamentos como aliança, pois esses mandamentos não podem ter sido abolidos como aliança. Argumentam eles que os dez mandamentos são leis morais e por isso de maneira nenhuma podem ter sido abolidos.

Imaginem então o povo de Israel sendo instruídos acerca das leis que deveriam lhes orientar a conduta. Para qualquer judeu dos dias bíblicos qualquer mandamento era considerado como um mandamento moral, pois, baseado no que vimos moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem na sociedade a qual ele pertence.

Se alguém objetasse um judeu a não participar do ritual do sacrifício, tal individuo estaria agindo contra os padrões morais que regiam a conduta israelita. O mesmo se daria contra as leis da purificação, ofertas, circuncisão e tudo mais. Analisando desse ponto de vista realmente os dez mandamentos são leis morais, alias não só os dez mandamentos mais todo o conjunto de normas que regulamentavam o povo judeu.

Porém, para nós nem tudo que era moral, ou seja, nem tudo que regia a conduta religiosa dos hebreus podemos considerar como ético, as cerimônias em todas as suas formas são um exemplo. Já no novo testamento Cristo e seus apóstolos deixaram através da igreja leis morais e éticas as quais nós os cristãos devemos atentar.  Mt. 5.21-22; 5.27. Este é só um pequeno resumo das leis morais e éticas que atualmente regulamentam ou deveriam regulamentar o cristão.

E a questão do sábado? Realmente o sábado foi designado na bíblia como sendo o dia de Deus e no período da antiga aliança todos os que não o observavam eram passiveis de pena de morte. Ex. 31.15, porém ao analisarmos a questão, nós veremos que o sábado se encaixa dentro dos preceitos cerimoniais. Se bem que não existiam tais divisões no antigo Israel, entre cerimonial e moral, até pelo fato de que isso regia a nacionalidade e então era considerado como sendo de ordem moral. E consequentemente uma questão de ética.

Mas para ilustrarmos a questão, e mesmo para analisarmos segundo o que os sabatistas ensinam, ou seja, de que existe uma divisão de leis entre moral e cerimonial nós veremos que o sábado do sétimo dia se encaixa dentro da ordem das leis cerimoniais.

Lv. 11.39-40; 17. 15-16. Estes versos retratam um pequeno resumo da lei cerimonial da purificação, percebemos que apesar de terem as vestes e os corpos lavados os indivíduos ficavam imundos, mas somente até a tarde. Por que tal ensinamento nos leva a crer que seja um ato cerimonial?

Pelo fato de se constituir de ordenanças, tais como tocar no cadáver, lavar as mãos, as vestes, e mesmo pelo fato da água em si não limpar prontamente o individuo, dependia de chegar à tarde para que o processo de purificação ficasse completo. O que a noite poderia fazer para trazer a purificação? Nada, simplesmente um rito.

Assim também é o sábado, o que a observância de um dia com horário determinado tem de moral e ético dentro do nosso contexto? Por exemplo: supondo que o horário do término do por do sol do sábado seja às 18 horas, então as 17:59 eu pela lei do sábado não posso tratar dos meus interesses, Is. 58.13, nem acender fogo Ex. 35.3, nem mesmo carregar carga nas horas de sábado, Jr. 17.21.

Um minuto depois as 18: hs. Se eu vier a realizar qualquer um desses itens relacionados tal ordenança deixa de produzir pecado, neste caso percebemos que não existe um conceito ético nestas questões, pois algo que de um minuto para o outro deixa de ser transgressão não pode ferir a norma.

O fato de o mandamento ser determinado por horário faz com que ele se encaixe na lista de ordenanças cerimoniais, e não fere a moral cristã. Já para o povo judeu tal ordenança era visto como algo que não só feria a moral como também a ética, alias todas as ordenanças para um povo que é regido por elas, quando alguém não as cumpre está ferindo seus princípios.

Raciocinem então: um minuto faltando para o término do sábado, ficamos restritos pela lei de fazermos algo lícito que não fere a moral e muito menos a ética, porém perante a lei “somos” transgressores. Um minuto depois termina o sábado, pronto, não somos mais transgressores se fizermos as mesmas coisas lícitas as quais um minuto antes propomos fazer.

Isso não é simplesmente um ato cerimonial? Dentro do nosso contexto o que tais ações seriam imorais ou antiéticas? Por que se eu fizer uma obra lícita dentro das horas do sábado terei que ser considerado como transgressor e mesmo de ser tratado como imoral? Se a mesma obra que eu venha realizar após o sábado não será considerado como imoral?

Mas muitos irão objetar da seguinte forma: “o sábado está dentro dos mandamentos, é ordem de Deus, por isso é dever nosso observá-lo”. A resposta a esta questão é simples, (1) Não existe uma separação de leis, isso foi fruto dos sabatistas, sendo assim teríamos que observar todos os mandamentos. (2) Lei cerimonial e lei moral, não se encaixa no perfil bíblico é somente convenção adotada pelos sabatistas. (3) Vimos que moral e ética não corresponde ao que é ensinado pelos sabatistas, no que concerne a questão do sábado.
Outra objeção que será encontrada é a seguinte: A questão não é fazer mais sim obedecer, Deus mandou e pronto... Concordo que Deus tenha mandado, mas discordo do fato de ela pertencer ao rol de lei moral. 

E acredito piamente que o fato de observar o sábado segundo os ditames da lei não me faz agradável a Deus. (1) Deus não se agrada de nada mecânico, ou seja, “acabou o por do sol, vamos lá então”... (2) na integra não guardamos sábado coisa nenhuma. (3) a salvação não é concedida por guardarmos a lei, pelo fato de não guardarmos. (4) não existe uma ordem específica dos apóstolos na nova aliança para que o sábado seja observado. (5) Deus não criou para os gentios um contexto propicio que os possibilitasse a guardar o sábado, assim como Ele fez com os judeus.

 Vários preceitos que eles ensinam como lei cerimonial que não está registrado nos dez mandamentos, mas dentro da ética cristã nós devemos observá-lo. Eis alguns. Dt. 19.14; Lv. 19.15, 16 e 18. Apesar de a bíblia dar um destaque para os profetas e deles serem honrados pelo seu povo e apesar de algumas denominações dizerem que podem instruir os seus membros, pois eles são amparados por profetas e profetizas percebemos que o novo testamento não tem os profetas como aqueles que iriam reger os cristãos.

1ª Co. 12.28. Sendo assim na era cristã os apóstolos e não os profetas foram instituídos por Deus a não só comandar a igreja, mas instruí-la. E é aí que entra o apostolo Paulo, uma autoridade instituída por Deus para nós os gentios. Sendo assim no desenvolvimento da igreja cristã quais foram as regras estabelecidas por Paulo para os cristãos, não só coletivamente, mas individualmente? Rm. 6.6 e 12; Ef. 4.22; Gl. 5. 19-21; 1ª Co. 6. 9-10; Gl. 5.22-24.

O mais interessante disso tudo é que nas admoestações daquele que foi posto por Deus como o apostolo dos gentios, quer seja descrevendo as obras da carne quanto às obras do espírito, não há nenhuma referencia a guarda do sábado; neste sentido aqueles que não observam o sábado não são considerados por Ele como transgressores ou praticantes das obras da carne, e também não existe menção de que os que “guardam” o sábado praticam as obras do espírito. Fica explicito pelas declarações de Paulo que a moral e a ética não estão ligados a observância de um dia. Rm. 14. 5-6.                          

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Livre Arbítrio, Teoria Pagã.


Quando analisamos a teoria do livre arbítrio a luz da bíblia percebemos claramente que ela apresenta várias lacunas que não podem ser preenchidas. As pessoas que defendem o livre arbítrio querem que a vontade seja livre de qualquer interferência externa, para que o livre arbítrio se torne uma realidade nada poderá estimular ou causar a vontade. 

Os defensores do livre arbítrio asseguram que a vontade é auto causada, ou seja, ela causa a si mesma. O problema desse argumento que ao dizerem que a vontade é auto causada os defensores do livre arbítrio estão colocando os seus destinos nas “mãos” do acaso, (indeterminismo) esse ponto de vista pode ser até relevante desde que não seja um ensinamento cristão, se vier de um ateu não iremos discutir a questão.

Algo que acontece inesperadamente ou casualmente não tem suporte dentro das escrituras, vejamos. Pv. 16.9 (O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.) Pv. 20.24 (Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor;  como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?) Jr. 10.23 (Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos.) 

A teoria do livre arbítrio exige também que nem mesmo o próprio Deus poderá intervir no livre arbítrio do homem, essa teoria foi defendida até mesmo por Jonh Wesley que disse: “Nem Deus nem o pecado podem limitar o livre arbítrio”. Outros ensinam que Deus quer salvar a todos “usamos o livre arbítrio para querer ou não ser salvos”. 

Essa teoria é muito pobre e desprovida de apoio bíblico, para provar isso vamos “lançar mão” de um texto bíblico. Ef. 2.5 (E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos.) A morte que o apostolo está dizendo se da na ordem espiritual, em outras palavras Ele quer dizer que tais individuos são impossiveis de por si só irem a Deus, a menos que o próprio Deus por meio de Cristo os “ressuscite”. 

Usando apenas este verso bíblico pergunto: como alguém que está espiritualmente destituído de força ou poder, inativo, inoperante pode aceitar ou rejeitar algo que Ele mesmo desconhece? Tal ressurreição espiritual só começará a acontecer quando Deus passar a intervir na vida do indivíduo, mas isso pode contrariar a definição dos defensores do livre arbítrio visto que Eles argumentam que Deus não pode “atropelar” o livre arbítrio. 

Cabe então uma pergunta: Se Deus não pode “atropelar” o nosso livre arbítrio porque então todos os que acreditam na teoria do livre arbítrio oram para que Deus atue para salvar determinada pessoa? Desnecessário não? Ora se Deus não “atropela” o livre arbítrio ou não causa a salvação, porque então orar para que Ele atue na vida de alguém? 

Na realidade mesmo na vida física somos impossibilitados de fazer muitas coisas que gostaríamos de fazer, isso nos leva a crer que não é pela força do querer que alcançamos um objetivo. Não basta simplesmente escolher algo para ele se tornar uma realidade. Lc. 12.25-26 (Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras?) 

Fato é que as pessoas atuam como “advogados” de Deus, dizem que somente o livre arbítrio pode nos dar devidamente a responsabilidade por nossas ações. Mas como pode uma pessoa ser responsável por um acontecimento do acaso? Eu posso ser responsável por lançar uma moeda, visto que eu provoquei a queda da moeda, mas eu não posso ser responsável por fazê-la cair de um lado ou de outro. 

Os que crêem no livre arbítrio devem crer também que o teremos por toda a eternidade, em outras palavras os salvos terão livre arbítrio, sendo assim a possibilidade de pecar deve existir mesmo na eternidade, isso é incoerente com o plano de Deus. Fato é que se depender da escolha humana para a salvação, não haverá ninguém salvo, portanto existe algo que não se encaixa, visto que Deus é plenamente soberano e isso também para salvar o pecador, como pode então a sua soberania ser ofuscada pelo livre arbítrio? 

Todos nós cremos (ou deveríamos crer) que Deus tem um plano que está se desenrolando a despeito de qualquer coisa que pareça contraditório, sendo assim será que Deus irá esperar que os homens tomem decisões baseadas no livre arbítrio concernente a salvação? Deus precisa das atividades humanas para escrever a história humana? Ou os homens estão desenrolando e cumprindo os planos de Deus? 

Na verdade o livre arbítrio é um ensinamento pagão baseado em filosofias de homens destituído da verdade. Sócrates disse que a consciência humana é autônoma é o seu próprio ponto de referência de modo que as chaves da verdade suprema devem ser encontradas “dentro” de nós. Muitos ensinamentos bíblicos que ora nós conhecemos foram desenvolvidos baseados em crenças pagãs, e o livre arbítrio foi um deles.    

domingo, 1 de julho de 2012

O Selo de Deus na bíblia.


A bíblia menciona os sinais, sempre que existe uma permuta entre os homens, Js. 2.12 ou quando Deus exigia, ou mesmo atribuía algo aos homens. Na maioria das vezes ela descreve que Deus a fim de demonstrar a sua autoridade utilizou dos sinais para estabelecer ou comprovar um concerto, pacto, sinal, com o homem. 

Deus fez uma aliança com Noé. Gn 9. 8-13. Para demonstrar e dar certeza a sua promessa de que não mais existiria o dilúvio, Deus tornou manifesto a sua aliança com Noé, através do arco.  Uma aliança com Abraão. Gn. 17. 9-11. O Sinal da aliança foi a exigência da prática da circuncisão. Duas questões que encontramos nesta aliança que são importantes. (1) No verso sete é nos dito que tal aliança entre Deus, Abraão e a sua descendência era perpétua. Porém não para os cristãos ou mesmo para os judeus cristãos. Paulo esclarece essa questão em Gl. 5.2-3; (2) Ela foi estabelecida primeira do que a aliança mosaica, e nem por isso é exigida para os nossos dias, portanto, nem tudo que é dito como sendo perpétuo na bíblia, deve ser entendido como eterno. 

O Sinal de sangue nos umbrais e verga das portas. Ex. 11. 4 – 7. Ex. 12. 3-9, 12-14. O sangue nas vergas era um sinal visível de que Israel havia aceitado e estava obedecendo a Deus, além disso, foi dito que tais festas seriam por estatuto perpetuo, mas nem por isso as praticamos atualmente. Sinais nos dias de Ezequiel. Ez. 8.9-18. Por causa das transgressões e rebeldia do povo, haveria um extermínio dos moradores e somente os que estivessem marcados não seriam exterminados, tudo indica que tal marca foi espiritual. 

O sinal na testa, para livrar da espada. Ez. 9. 1 – 6. Israel ficou no Egito por 430 anos, Ex. 12.40. E por muitos destes anos eles foram escravizados, naturalmente que após a libertação caso Deus não houvesse estipulado uma lei de descanso igual para todos os israelitas a opressão haveria de existir entre o povo, possivelmente os senhores de terra iriam sobrecarregar os seus escravos. Por isso o sábado foi uma necessidade para os judeus. Dt. 5.12-15. 

O que mais o sábado seria? Um sinal entre Deus e os Israelitas. Deus retirou Israel do Egito, e por causa desse feito deu o sábado como sinal entre Deus e o povo. Ex. 34.27-28. O verso 28 nos diz que as dez palavras ou os dez mandamentos faziam parte da aliança. Nesta aliança o sábado estava inserido, Ex. 34.21; Dt. 29.1; Dt. 5.1-3; Ex. 31.12-17. Percebemos claramente nestes versos que o sábado era entre Deus e Israel.

O sábado para Israel era para que Eles se lembrassem de Deus e assim evitassem a idolatria. Ez. 20.1-20. Naturalmente o sábado seria um selo físico e visível apenas, e não os transformaria de suas obras más. O Selo de Deus no Novo Testamento. Selo na Fronte. O selo dos 144.000 (Israelitas de linhagem) Ap. 7.1 – 4. E Ap. 14.1-3. Na realidade estes versos aludem aos judeus que aceitaram a Cristo nos dias apostólicos, e também os gentios foram selados. At. 10.45. Se observarmos atentamente percebemos ao menos duas coisas, (1) os gentios que receberam o espírito santo naturalmente não eram pessoas incrédulas, pois ouviam a palavra. (2) apesar disso não nos é dito que tais pessoas “guardavam” como os judeus os mandamentos de Deus, alias vemos nos capítulos posteriores do livro de Atos que até aquele momento não havia sido estipulado nenhuma norma de conduta para os gentios. 

At. 15.1-5 A lei de Moisés que o verso se refere representa toda a lei. At. 15.6-11. At. 15.13-14 e 19-21. A bíblia nos mostra que foi nesta ocasião que os gentios receberam pela primeira vez instruções acerca dos seus procedimentos. Reparem também que o verso 21 confirma tal compreensão, pois para os judeus não haveria necessidade de tal norma de conduta visto que eles já liam a lei por muito tempo. Sendo assim os apóstolos logo enviaram a Judas e Silas os quais relataram a igreja o que foi discutido e definido no concílio. 

At. 15.27.29. O verso 29 claramente nos prova que os gentios não praticavam nenhum ensinamento dos quais foi dado aos judeus. “... Não vos impor maior encargo além dessas coisas essenciais...”  A palavra encargo deste verso é baros  é significa: “opressão, peso, carga, preocupação”. Ao chegar a Jerusalém Paulo se encontrou com os irmãos e a conversa tomou o seguinte rumo: At. 21.17-25. (ARC) Para os judeus convertidos Paulo deveria guardar a lei e todos os cristão se circuncidar isso pelo fato de não terem entendido na totalidade aquilo que Paulo entendeu. Percebemos então que o sábado não foi um sinal entre Deus e os gentios. 

Mas Deus não tomou os gentios para fazer deles um povo? At. 15.14. Não seria o caso de terem os gentios o mesmo sinal de distinção entre eles e Deus? Rm. 4.7-11. Realmente, assim como em toda a bíblia existe um sinal entre Deus e os que o aceitam, no novo testamento tal sinal deve ter as mesmas características da aceitação, que é algo espiritual. Segundo Paulo, o que temos que fazer para tal aceitação? Rm. 4.1-6. Percebemos aqui que ao contrário da antiga aliança não é preciso fazer obras para ser aceito por Deus é algo espiritual é crer, é ser transformado não viver tentando operar a salvação. Assim sendo o sinal entre Deus e os gentios convertidos também deve ser espiritual. 

Rm 15.8-9. Fl. 3.3; Cl. 2.11. Qual foi o selo que esteve sobre os cristãos, tanto judeus como gentios do 1º século? A circuncisão do coração. Não houve um sinal visível. Veja o que Paulo diz do selo no período da nova aliança e como eles foram e nós somos selados. 2ª Co. 1.21-22; Ef. 1.12-14; Ef. 4.30; 

Para que Deus tivesse exigido a guarda do sábado para os gentios seria necessário ao menos duas coisas: (1) que o novo testamento trouxesse tal informação, algo que não é encontrado. (2) o governo das nações deveria ser teocrático. Ne. 13.19. Jr. 17.21. Percebe-se claramente que o sábado foi instituído para o povo de Israel, visto que tal ordenança deveria ser praticada dentro das portas da cidade de Jerusalém, naturalmente todo povo deveria obedecer tal ordenança, tanto o rico quanto o pobre, o rei e súditos, até mesmo os animais. 

Deste modo ninguém ficaria em prejuízo e ou com medo de perder o seu trabalho. Israel passou a cumprir as ordenanças quando passaram a possuir a terra. Dt. 4.14; Dt. 5.14. Mesmo o estrangeiro que estivesse dentro de Jerusalém deveria guardar o sábado. Quanto aos gentios, não possuímos ainda a terra, portanto, Deus foi coerente em não exigir tal ordenança.   

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Tentação de Jesus no Deserto.



Quem ou o quê é o diabo que tentou o Senhor Jesus Cristo no deserto?  A idéia popular prevalecente é que o diabo que tentou Cristo foi e é uma pessoa – uma poderosa, corporização do mal. Uma leitura rápida dos registros de Mateus, Marcos e Lucas parece prover suporte para esta idéia. Existe um diálogo entre o diabo e o Senhor Jesus. O diabo sugere que seria vantajoso para Jesus fazer certas coisas que são contrárias à vontade de Deus. Jesus repudia essas sugestões, e o diabo vai embora.

Uma leitura cuidadosa, no entanto, revela um número de dificuldades. Primeiro, existem dificuldades em relação às circunstâncias da tentação. É dito expressamente em Mateus, Marcos e Lucas, que a tentação teve lugar no deserto. Assim afirma Marcos: 1: 12-13. No entanto em uma das tentações o Senhor Jesus é levado até ao pináculo do templo, em Jerusalém. Jerusalém não estava situada no deserto. Lc. 4: 5. É-nos dito que o diabo levou Jesus até um alto monte, e mostrou-lhe todos os reinos do mundo num instante de tempo. Existe, ou existiu no deserto ou fora dele, uma montanha de onde todos os reinos pudessem ser vistos de uma vez? Quase que se pode ouvir a reprimenda de que estas coisas estão escritas, e temos que acreditar nelas. Verdade; mas talvez possam ser entendidas de outra forma.

Mas as dificuldades ainda não terminaram. Existem objeções mais sérias contra o ponto de vista de que todos os detalhes devem ser entendidos literalmente, e que o diabo é uma pessoa. Considere a tentação em relação ao pináculo do templo. A partir dos Evangelhos aprendemos que o Senhor detestava tudo o que se opunha à vontade do Seu Pai. Com vista nisto, será que podemos imaginá-lo seguindo com resignação a trás deste perigoso inimigo até Jerusalém, e até ao templo? Podemos visualizá-los ambos subindo ao pináculo? Será que visualizamos Jesus lá à beira de cair? Será que o Senhor permitiria um tentador maligno trazê-lo até esse ponto sem que antes tenha dito, Não? Fazer tais concessões a um tentador certamente não seria consistente com o que lemos sobre o caráter de Jesus.

Ainda, pense na tentação de se curvar diante do diabo, e receber todos os reinos do mundo. Imagine que alguém importante e poderosa fizesse esta a oferta a nós. Como reagiríamos? Não importa quão grande seria o tentador, saberíamos que ele não estava numa posição de cumprir tal promessa. A tentação não seria real. Seria para nós mais uma anedota do que uma promessa real. Certamente Jesus, que tinha tanto respeito pela Palavra de Deus, e que sabia muito bem que “do Senhor é a terra e a sua plenitude”, não seria nem no menor grau tentado por qualquer impostor (pois seria um impostor) que lhe fizesse uma oferta extravagante e impossível de se cumprir como essa.

A Destruição do Diabo no Calvário

Qualquer interpretação das Escrituras que não faz sentido deve ser rejeitada. Temos que ver se a tentação no deserto pode ser entendida de uma maneira que faça sentido. Mas antes de fazer isso, primeiro queremos examinar outra passagem que nos pode ajudar. Ao passo que Jesus resistiu ao diabo no deserto (não importa como isso seja entendido), ele destruiu o diabo quando foi crucificado. Hb. 2: 14 declara: Esta passagem diz-nos que porque “os filhos” (ou seja, os que são salvos em Cristo, como se vê nos versículos anteriores) são criaturas de carne e sangue, Cristo também teve uma natureza semelhante à deles. Porque veio ele com a nossa natureza? Para poder morrer. E porque era necessário que ele morresse? Para que, pela morte, destruísse o diabo.

Suponha que a idéia popular seja verdadeira, e que o diabo é um ser maligno poderoso. É razoável supor que Jesus Cristo teria que vir com a nossa débil natureza humana e morrer na cruz para destruir esse monstro? Como poderia a morte de Cristo ter o efeito da destruição desta suprema corporização do mal – se o diabo deve ser visto como tal? E se a morte de Cristo era para o propósito de destruir um monstro, não estaria morto o monstro agora? Aqui se pode ver que é necessária outra explicação. É necessária uma definição do diabo que faça sentido a par dos relatos da tentação que se encontram nos Evangelhos, e da passagem citada de Hebreus. Pode essa definição ser encontrada?

Desejos que Vão Contra a Vontade de Deus

Alega-se que a seguinte definição remove os problemas: o diabo é um símbolo dos desejos humanos que vão contra a vontade de Deus. Não existe falta de apoio bíblico para esta definição. O nosso propósito imediato, no entanto, deve ser; como esta definição encaixa no relato da tentação no deserto, e no ensinamento de Hebreus 2: 14.

O diabo que tentou o Senhor Jesus era os seus próprios desejos humanos. Essa é a proposição que devemos examinar agora. Praticamente não é preciso mencionar que existe um grande conjunto de evidências, particularmente em Hebreus, de que o Senhor Jesus possuía uma natureza como a nossa. Novamente nos referimos a Hebreus 2: 14 – à primeira parte do versículo: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou...” As palavras, “também”, e “ele” e “igualmente” foram escolhidas para sublinhar o fato de que o Senhor Jesus realmente possuía uma natureza como a nossa. No versículo 17 do mesmo capítulo repete este mesmo ponto: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos”; e Hebreus 4: 15 diz que “foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Não desonramos Cristo quando dizemos que ele foi tentado como nós somos. Damos-lhe ainda mais honra, porque reconhecemos que, embora ele tivesse sido tentado como nós o somos, ele nunca pecou. Nisto ele foi único.

Agora tentemos resolver os detalhes da tentação no deserto. Imediatamente depois do seu batismo, o Senhor Jesus recebeu o Espírito Santo e ouviu uma voz do céu dizendo, “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo”. Estes novos poderes, e este novo estatuto anunciado, abriram possibilidades tanto excitantes como perigosas. Embora a sua vida tenha sido, até este ponto, uma preparação, esta nova situação requeria um curso curto e intensivo de preparação. Este tomou a forma de tentações onde as possibilidades desta nova situação foram exploradas ao máximo. Duas vezes as tentações foram apresentadas pelas seguintes palavras, “Se és o Filho de Deus”; e duas vezes, pelo menos, a sugestão foi feita que estes poderes acabados de receber poderiam ser usados para motivos egoístas. 

O Senhor Jesus Cristo tinha estado quarenta dias sem comida. Naturalmente, ele sentia muita fome e os seus pensamentos eram como iria encontrar comida. Quarenta dias antes ele tinha ouvido Deus chamando-lhe de Seu Filho; e tinha recebido novos poderes maravilhosos. Se ele era realmente o Filho de Deus, e se, como tal, ele possuía estes poderes, isto seria uma ocasião para agir. Tentativamente e reverentemente, tentamos pensar que com que tipos de pensamentos o nosso Senhor teve que lutar: “Tu és o Filho de Deus; tu vieste para fazer a vontade do teu Pai, tens que viver. Se é para viveres, tens que comer. E se tens que comer tem que produzir comida, porque não existe nenhuma neste deserto. 

Tu tens que usar os teus poderes milagrosos e transformar estas pedras em pão, e garantir assim que continuarás vivo para fazer a vontade de Deus”. Teria sido fatalmente fácil para alguém com a nossa carne e sangue raciocinar dessa maneira. E teria sido fatalmente fácil sucumbir a tais pensamentos. Mas se o Senhor Jesus tivesse sucumbido a isso, teria sido pecado, e a tragédia do Éden teria acontecido novamente com conseqüência irrevogáveis.

É difícil de imaginar o Senhor seguindo um tentador até ao pináculo do templo; mas é fácil imaginar os seus pensamentos tendo sido levados até esse lugar. “Se és o Filho de Deus”, ele poderá ter pensado para si mesmo, “porque não dar aos homens uma prova desse fato? Isso garantiria o sucesso da tua obra para Deus, e Deus seria glorificado. Atira-te daí abaixo!”

É difícil imaginar Jesus literalmente subindo a um monte do qual todos os reinos do mundo pudessem ser visto num momento de tempo. Mas é fácil imaginar, ele ascendendo, em sua imaginação, a um ponto de vantagem do qual poderia ver o grande reino que o seu Pai lhe prometera. Sim, foi-lhe prometido, e agora estava ao seu alcance, pois ele tinha grande poder. Se ele tomasse a posse do mundo agora, o propósito final de Deus se cumpriria, e a dor e vergonha da crucificação seriam evitadas. A idéia era atrativa. Tudo o que tinha que fazer era curvar-se perante si mesmo – e o reino seria seu!

A tensão deste tipo era real. Era uma batalha entre a carne e o espírito, e o espírito prevaleceu. O valor desta vivência era imenso, porque isto apresentou a Jesus a tentações que se poderiam apresentar de um modo mais sutil durante o seu ministério.

A Tentação se Repete

Em Lucas 4 – o capítulo que descreve a tentação – está registrado que a multidão enfurecida em Nazaré tentou jogar Jesus de um precipício. Quão fácil teria sido submeter-se a isso, e deixar que eles o jogassem de lá para baixo. Então eles ficariam pasmados ao vê-lo ser gentilmente carregado pelos anjos. A tentação era sutil, porque isto não era algo que ele tivesse planeado antes. As circunstâncias levaram-no a esta situação, e certamente Deus estava dirigindo as circunstâncias dele. 

Mas o seu pensamento já tinha sido exercitado sobre este tipo de situação no deserto. Ele sabia que qualquer demonstração desse tipo não fazia parte do plano de Deus para ele, e “Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.” Tome outro exemplo, o Senhor provavelmente vivenciou uma tentação similar à tentação das “pedras transformadas em pão” quando pregava em Samaria, Em João 4 é nos dito claramente que Jesus estava cansado (“Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte”). 

Existem indicações também que ele estava com sede e fome: os discípulos tinham ido à aldeia comprar comida; e Jesus pediu água à mulher Samaritana. O impulso de satisfazer estes desejos naturais de descansar, comer e beber deveria ser forte. Em circunstâncias normais teria sido permissível; mas havia trabalho a fazer, ele recusou se distrair com estas necessidades da carne. Água, comida e descanso tornaram-se irrelevantes. Era a vontade do Pai que Jesus continuasse trabalhando, e isso era tudo o que importava.

Novamente Hebreus 2: 14

Os desejos humanos que foram frustrados no deserto foram destruídos no Calvário. Enquanto houvesse a natureza Adâmica, haveria a possibilidade de tentação. Não foi o suficiente frustrar os desejos humanos que se opunham à vontade de Deus. Tinham que ser destruídos. E como poderia isto ser feito senão pela destruição da fonte desses desejos – a natureza herdada de Adão? Assim o Senhor Jesus destruiu o pecado no lugar onde ele residia. Ele destruiu o pecado na carne.

Esta é a mensagem de Hebreus 2: 14. Jesus veio com a nossa natureza para que pudesse morrer; para que, pela sua morte, o diabo, ou os desejos humanos contrários à vontade de Deus, pudessem ser destruídos na sua fonte. Jesus aniquilou “pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” Hebreus 9: 26.

CAPRICHOS E FALÁCIAS

JÁ vimos que a idéia de que o diabo é um monstro super-humano não se enquadra com o registro da tentação do Senhor, ou com o ensino de Hebreus 2: 14. A teoria tem outras fraquezas também, e talvez devamos examiná-las agora e limpar o caminho para uma investigação mais positiva.

Silêncio Eloqüente

Já foi apontado que o tema do diabo é um tema do Novo Testamento. Isto é, em si mesmo, significativo. Aqueles que acreditam num diabo pessoal também crêem que este diabo estava vivo e ativo, nos dias do Antigo Testamento. Porque é então só mencionado no Novo Testamento? É afirmado que o diabo foi responsável pela tentação e queda do homem, e, no entanto não existe qualquer indicação do papel fatídico atribuído a esse monstro no registro de Gênesis. É suposto que o diabo iniciou a grande tragédia humana, mas que tem estado profundamente envolvido desde então, exercendo grande força para assegurar-se que o mal e o sofrimento nunca deixem a raça humana. No entanto, o longo registro do Antigo Testamento sobre o pecado humano e graça divina nem sequer dá uma referência incidental desde espírito maligno.

Missão bíblica Cristadelfiana.

Postado por: Evandro. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Atos 15 e o desenvolvimento da igreja.


Muito se discute atualmente com relação à postura doutrinária a qual a igreja de Jesus Cristo deve tomar. Atualmente existe um esforço muito grande por parte de alguns em introduzir para dentro das denominações cristãs doutrinas e ensinamentos pertencentes ao judaísmo, mesmo naquelas denominações que se dizem contrarias ao judaísmo. Trazendo assim para dentro da igreja dogmas desnecessários para a comunidade, impondo cargas que não contribuem e não são importantes para a salvação. 

Mas, o que percebemos e ao contrário de que afirmam alguns, isso se torna um empecilho para a igreja haja vista que nos primórdios da igreja às práticas judaizantes foram uma tremenda pedra de tropeço. E por isso a igreja de Jerusalém corria o risco de se transformar em um movimento religioso como outro qualquer da Judéia. Se não fosse a sábia decisão dos Apóstolos, a Igreja de Cristo estaria fadada a um fortuito fracasso já em seus primórdios. Porém, o espírito de Deus conduziu o Concílio de Jerusalém, orientando os apóstolos a uma sábia decisão. O concílio de Jerusalém foi vital para a expansão do cristianismo.

Devemos compreender que as decisões adotadas no concílio são para os dias atuais. Outro fato marcante é que não existe a menor necessidade de procurarem estabelecer dogmas e doutrinas, como e comum na cristandade. Se os apóstolos não dessem uma resposta autêntica aos judaizantes, o cristianismo se tornaria apenas mais uma facção judaica ou uma mera religião ascética, que não sairia da Judeia. 

Gl. 5.1-3. Sob a direção do espírito de Deus, a crise foi superada, e a liberdade do Evangelho foi preservada, como herança para, as gerações futuras. Este concílio foi necessário, pois os cristãos judaizantes desejavam impor uma carga muito pesada aos gentios, a qual nem os seus próprios pais suportaram. Ao retomar da primeira viagem, Paulo deparou com um problema sério no meio dos judeus cristãos. Ele havia descoberto a fórmula da transculturação, ou seja, evangelizar os gentios sem os judaizar. 

Os radicais que permeavam a Igreja, os judaizantes, queriam que esses novos crentes seguissem o modo de vida deles. Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém. Deus abriu a porta da fé aos gentios. At. 11.17-18; 14.27. Outro problema surgiu sobre a situação deles: deviam ser judaizados? Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do Cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tomar judeus para serem salvos. Diziam que os gentios deviam viver o estilo de vida judaico, prescrito na lei. At. 15.1 e 5. Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido. At. 15. 3 e 6. 

Eles se apresentaram como vindos da parte de Tiago. GI. 2.12, que jamais os autorizou como ele mesmo declara em At. 15.13 e 24. Saíram da igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos. Em Antioquia da Síria, eles os judeus fizeram um estrago muito grande. Até Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa "dissimulação", fazendo "vista grossa" GI 2.11-13. Paulo entendeu com clareza meridiana o que isso representava e com justiça ficou revoltado. Repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja GI. 2.14. 

Havia grande discussão, quando Pedro se levantou, chamando a atenção dos ouvintes. Ele evocou a revelação que recebeu, antes de ir à casa de Cornélio. Lembrou ainda que Deus o escolheu para falar aos gentios, uma alusão à experiência na residência do centurião. A declaração de Pedro nos versículos de At.11. 1-3 e 10. 34 revelam que ele concordou com Paulo na discussão da Antioquia da Síria. São as mesmas palavras que o apóstolo dos gentios usou em Gl. 2.16. 

A experiência de Paulo e Barnabé, na primeira viagem, é um testemunho vivo, como Deus tratou com os gentios de maneira extraordinária, sem o ritualismo judaico e sem os seus encargos. Isso era a prova de que essas práticas não serviam para a salvação. Esse testemunho esmagador de Paulo e Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes. At. 15.12. Tiago esperou que Pedro, Paulo e Barnabé. Apresentassem o seu parecer sobre o assunto, para depois tomar a palavra. 

A citação de Amós 9.11-12 é apenas uma das muitas passagens do Antigo Testamento que prevê a salvação dos gentios. SI 22.27; Is 45.22. Jesus determinou que se pregasse a todas as nações. Mt 28.19; Lc 24.47; At. 1.8. A expressão "povo para o seu nome" era usada com referência a Israel. No entanto, Tiago reconhecia que a Igreja era um povo com essa dignidade, constituído de judeus e gentios convertidos ao Senhor. O que os demais participantes do evento acabavam de ouvir de Pedro, Paulo e Barnabé, era o cumprimento das promessas de Deus e profecias do Antigo Testamento. 

Por isso, Tiago dirigiu-se, respeitosamente, aos presentes, chamando-os de "irmãos". Não tinha intenção de atacar a ninguém, mas o seu compromisso era com a Palavra de Deus. A citação parafraseada que Tiago faz nas palavras de Pedro se reveste de suma importância, porque descarta a possibilidade de o Cristianismo ser uma seita judaica: At. 15. 14. Assim como Israel era uma nação, da mesma maneira seria a Igreja. As quatro características de Israel, Pedro aplica também à Igreja: "Mas vós sois geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, e o povo adquirido" lª Pe 2.9. 

At. 15.29. Ao contrário do que muitos ensinam, Os gentios não observavam nenhuma dessas coisas, caso observassem não lhes seria pedido que observassem tal preceito, isso é ponto pacífico. A expressão "destas coisas fazeis bem se vos guardardes" é uma recomendação. Tiago acrescenta ainda: "Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas" (v. 21). Isso significa que os judeus tinham um alto padrão de conduta e um modo de vida exemplar, porque estudavam sobre isso nas sinagogas todos os sábados. Portanto, não era necessário recomendar isso para eles. Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse. 

Por essa razão, o modo de vida deles era precário. Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente. E que a lei de Moisés seria o complemento para a salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, além disso, confundiria com a identidade judaica. Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o talit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar (que eles usam sobre a cabeça) (barbas) além de outros ritos, como condição para a salvação. 

Os apóstolos decidiram estipular regras que coordenaria a igreja cristã. Sendo assim Tiago tomou a palavra, e disse em At. 15. 19-20. Perturbar os gentios com que? At. 15.28. Percebam também que os mandamentos que foram passados pelos apóstolos não foram formulados por homens (pareceu bem ao espírito santo)... Percebemos também que esse ensinamento não ficou restrito somente em Jerusalém, mas imediatamente os apóstolos se reuniram e instruíram outros a levarem o que por eles e pelo espírito santo  foi decidido. At. 15. 22-24; At. 16.4; At. 21.25.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Imortalidade da alma, crença pagã.


O Cristianismo ortodoxo introduziu crenças e superstições pagãs dos povos civilizados e bárbaros sobre os ensinamentos da Bíblia para com isso ganhar o controle sobre eles. E encontrou um bode expiatório para a maldade que assola a humanidade alguém que foi o originador e instigador de tudo o que é mau e ímpio. Alguém em quem o homem poderia jogar a sua própria responsabilidade de fazer o que é errado e culpando-o: diabo me fez fazer isso!

Esta invenção deu origem à introdução de novos erros no ensinamento da Igreja, pois o Diabo e os seus supostos “anjos maus” deveriam ter as suas vítimas! Uma vez que os cadáveres não desaparecem misteriosamente, mas corrompem-se, então obviamente o Diabo tinha que com as suas garras apanhar as “almas” dos mortos que, sendo maus, não são aceitas no céu. Por isso, foi fundamentado que o homem deve possuir uma “alma imortal”, um ensinamento que não é encontrado na Bíblia.

Se as almas ímpias não podem ir para o céu, elas são enviadas na direção oposta, para um lugar chamado inferno, debaixo da terra! Naturalmente, estes argumentos entram em colapso quando se percebe que o homem não possui uma alma imortal. Examine as Escrituras do início ao fim, e você nunca irá encontrar a expressão “alma imortal.” Estas duas palavras nunca ocorrem juntas, nem no mesmo versículo, nem em toda a Bíblia!

A Bíblia fala claramente sobre a origem do homem e da sua alma. Gn. 2.7.  “Formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Esta declaração é simples, e fácil de entender. Os elementos utilizados para a formação e criação do primeiro corpo humano foram retirados da terra. Aqueles que duvidam disso rejeitam as próprias palavras do próprio Jesus Cristo, pois ele claramente aprovou este relato da criação do homem. Mt. 19.4. “desde o princípio, os fez homem e mulher”.

Se Jesus Cristo, o Filho de Deus, não sabia o que era verdade sobre a origem do homem, quem o saberia? Ou acreditamos no apoio de Cristo no relato de Gênesis, ou rejeitamos todo o ensinamento da Bíblia. Não há meio-termo. Tendo feito o primeiro homem, Deus, então, “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida.” A Bíblia não diz que Deus soprou em suas narinas o “fôlego de vida eterna” - ou “vida sem fim.” Simplesmente, “o fôlego de vida” A criatura a ser conhecida como “homem” estava agora viva: “e o homem passou a ser alma vivente.”

Mais uma vez, note a simplicidade e objetividade do texto. A palavra traduzida por “vida” é de uma palavra hebraica, chay, que significa “vida” ou “vivo”. Olhe atentamente para a forma em que esta palavra é usada em Gn. 1. 30. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. (A palavra grifada é Chay)
          
Note, também, a sua aplicação a todos os animais da criação, em Gn. 2.19.       Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. ( Nephesh Chay).
 
A palavra “alma” parece ter um significado enigmático para muitos, como se isso implicasse em si mesmo que o homem é imortal. Não é assim. Traduzida a partir da Palavra hebraica nephesh, significa simplesmente “um ser vivo que respira, uma pessoa; um animal.” A palavra nunca é usada na Bíblia em relação à imortalidade. A Bíblia aplica a palavra nephesh de várias formas, mostrando absolutamente que a palavra enfatiza a mortalidade da humanidade e toda a vida animal. Por exemplo: aprendemos que: uma “alma” nasce: Gn. 46.18.

 Uma “alma” pode comer: Ex. 12.15 uma “alma” pode ser comprada: Lv. 22.11; uma “alma” pode ser livrada da morte: Sl. 56.13; uma “alma” pode morrer: Js. 11.11, até mesmo uma alma sem pecado, morreu: Is. 53.12.

A palavra nephesh ocorre 754 vezes no Antigo Testamento. Em 326 lugares a “alma” é dita estar sujeita à morte, em 203 lugares é dito estar em perigo de morte, e em 123 lugares é dito ser livrada da morte, o que implica a sua sujeição à morte. No Novo Testamento a palavra grega equivalente é psyche, que ocorre 106 vezes.

Em 45 lugares é dito estar sujeita à morte, em 29 lugares é dito estar em perigo de morte, e em 16 lugares é dito ser livrada da morte. A “alma”, nunca é descrita como sendo imortal. Nem pode ser aplicada para representar algo dentro de humanidade que continua a viver, após a morte. Não há, então, almas imortais para flutuarem para longe, seja para cima ou para baixo para o céu ou para o inferno.

Pelo contrário, a Bíblia claramente ensina que o homem é totalmente mortal, e que no momento da morte ele deixa completamente de existir. Depois de Adão e Eva terem quebrado o mandamento de Deus, Deus pronunciou a sentença de morte sobre eles: Gn. 3.22-24. Na Morte, o Homem Deixa de Existir. O relato da criação mostra que o homem foi criado uma criatura vivente. Nada mais do que isso.

Há também evidências abundantes, estabelecidas em termos claros e de fácil compreensão, o que confirma que, no momento da morte, a vida humana deixa de existir. Depois de “o fôlego da vida” deixar o corpo, nenhuma outra “vida” permanece. A Palavra de Deus declara: Sl. 6.5.  Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.  Sl. 146.3-4. Ec. 9.5,6, 10. Is. 38.18; Jó 3.17. At. 2.29; 13.36. Jo. 11.11,14.

Céu, Inferno, ou a Sepultura? Tendo em vista a evidência bíblica precedente, vê-se que as crenças comuns sobre a origem do mal e a recompensa dos justos são claramente erradas. Muitos dos erros teológicos giram em torno da falácia da imortalidade da alma. Este ensinamento exige que as “almas” têm que ir para “algum lugar” no momento da morte. Alega-se que os justos (ou pessoas “boas”), vão para o céu.

Isso significa que alguém “lá em cima” deve estar encarregado disso. É muitas vezes retratada a imagem de “almas” subindo a grandes alturas para se encontrarem com “São Pedro”, que fica de guarda nos “Portões Celestiais”, com as chaves na mão, para determinar se é concedida a entrada ou não.

Se a decisão for negativa e a entrada é negada, a “alma” tem de voltar a embarcar em sua jornada, desta vez uma curva descendente, onde deve se encolher-se diante da presença maléfica do “Diabo”. Lá, no fundo da terra (assim nos é dito) é incrivelmente quente, de modo que uma “alma” recém-chegada é saudada por gritos aterradores e gritos de gelar o sangue das “almas” que estão na interminável tortura e tormento por toda a eternidade. Demônios repugnantes saltam em volta entre as sulfurosas, chamas rugindo, brandindo tridentes e vexando as “almas ”que estão assando com crueldades infinitas... Essas são doutrinas heréticas e sem fundamento bíblico.