quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Romanos 14.6 que dia é esse?


Os supostos guardadores do sábado alegam que a passagem bíblica de romanos 14.6 não comprova que o sábado da antiga aliança não é mais necessário para nós que vivemos na nova aliança. O fato das palavras não mencionarem o dia da semana alegam eles que não existe como provar que o texto se refira ao sábado do 4º mandamento da antiga aliança. 

Rm 14.6 diz: (Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.) Percebam que o verso não define que dia o apostolo está mencionando, para algumas corrente do sabatismo Paulo está dizendo sobre o jejum, em outras palavras segundo eles, nós os cristãos não temos que nos preocupar com dias estabelecidos para jejuar. 

Mas convenhamos, se não podemos provar que o dia mencionado seja o sábado, eles também não podem afirmar que o apostolo esteja falando sobre o jejum. Alegam isso baseado no contexto do capítulo e no restante do verso seis que diz: quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. 

Se somos considerados como nos baseando em uma exegese pobre com o intuito de reforçar o que cremos o mesmo devemos dizer para os opositores. Se analisarmos o contexto do capítulo o fato do verso dois dizer sobre alimento nada diz sobre jejum, se prestarmos bastante atenção veremos que o capítulo está tratando da tolerância entre os irmãos o que Paulo está dizendo é que nós, os que estamos em Cristo, devemos ter uma boa consciência e praticar o certo, e não impor algo desnecessário que não serve para a edificação. 

 Se romanos 14 não serve para dizer que o sábado como ordenança foi abolido o que dizer de Colossenses 2.16?  que diz: (Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados.) Se a questão é encontrar no verso a palavra que define o dia, ai está! 

Mas, para saírem pela tangente os supostos guardadores do sábado alegam que o texto está se referindo aos por eles chamados "dias de festa" ou "sábados cerimoniais ou anuais”. Porém, se eles aceitassem que a palavra sábados do texto de Colossenses se aplica corretamente ao sábado semanal, não haveria prova bíblica para sustentar a guarda do sábado no Novo Testamento. 

Explicam que a palavra sábados de Cl 2.16 se aplica aos por eles intitulados sábados cerimoniais ou anuais de Levítico 23. Dizem eles: existem dois sábados na escritura. O sábado semanal, que é de caráter moral, e o sábado cerimonial ou anual.  Este sim foi abolido na cruz, mas o sábado semanal continua obrigatório. Será isso mesmo, que Paulo está dizendo? Vamos ler o verso novamente. 

Cl. 2.16. Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados. As palavras de Colossenses 2.16 "dias de festa' se relaciona com os feriados anuais ou sábados cerimoniais denominados dias de festa" de Lv. 23.37 que diz: (São estas as festas fixas do Senhor, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio.) 

Naturalmente os sábados cerimoniais ou anuais, já estão incluídos nessa frase, pois eram dias de festas. As festas em Israel eram as seguintes: festa da páscoa, festa dos pães ázimos, festa de pentecostes, festas das trombetas, festa da expiação e festa dos tabernáculos, ou das cabanas.  As palavras dias de festa, luas novas e sábados' é a fórmula consagrada para indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais ou inversamente, semanais, mensais e anuais. 

Eis alguns versos: Nm. 28.9-10 (No dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, e a sua libação; é holocausto de cada sábado, além do holocausto contínuo e a sua libação.) No sábado semanal era oferecido holocaustos ver o verso 14 As suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, por todos os meses do ano. Reparem que o holocausto da lua nova era para ser feito todos os meses do ano. 

1ª Cr. 23.31 (E para cada oferecimento dos holocaustos do Senhor, nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas festas fixas, perante o Senhor, segundo o número determinado. Reparem sábados semanais, luas novas mensais, e festas fixas anuais. 

Ez. 45.17 (Estarão a cargo do príncipe os holocaustos, e as ofertas de manjares, e as libações, nas Festas da Lua Nova e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel; ele mesmo proverá a oferta pelo pecado, e a oferta de manjares, e o holocausto, e os sacrifícios pacíficos, para fazer expiação pela casa de Israel.) 

Percebemos aqui o seguinte: dias se referindo ao sábado, meses, luas novas, e ano, festas fixas, páscoa, tabernáculo e etc. Como se isso não bastasse os supostos guardadores do sábado dizem que apesar das palavras sábado e sábados aparecerem sessenta vezes no novo testamento somente o sábado de Colossenses 2.16 não se refere ao sétimo dia da semana. Pode uma coisa dessas? 

Alegam ainda que no texto de Colossenses 2.16 a palavra "sábados" aparece no plural e que essa palavra no Velho Testamento não é aplicada ao sétimo dia, mas a todos os outros dias de repouso sagrado que eram observados pelos hebreus, e particularmente ao começo e encerramento de suas grandes festividades. E dizem mais: “Se houvesse usado a palavra no singular, ‘o sábado’, teria ficado claro. Naturalmente, que ele pretendia ensinar que esse mandamento havia deixado de ser obrigatório, e que o sábado não mais devia ser observado.” Se a questão é essa então observem. 

Mt. 12.5 Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?) Que sábados Jesus estava se referindo? Ao sétimo dia é claro! Lc. 6.2 (E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito aos sábado?) 

O fato é que Paulo não estava dizendo sobre os sábados ditos cerimoniais, pois eles já estavam inseridos nas festas, Ele disse: Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados. Dias de festas, anuais, lua nova, mensal, e sábados, semanal.  

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Imortalidade da alma, mito do paganismo.


Um conceito teológico completamente estranho as escrituras é a doutrina da permanência eterna da alma. Tal doutrina sustenta que ao morrer o ser humano vai através da alma diretamente para o céu a se encontrar com Deus. O termo alma é encontrado 522 vezes na Almeida revista e corrigida, e 381 vezes na Almeida revista e atualizada. 

A palavra alma no antigo testamento é nephesh e significa: alma, ser, vida, criatura, pessoa, mente, ser vivo, desejo, emoção, paixão, aquele que respira a substância ou ser que respira, o ser interior do homem, ser vivo (com vida no sangue) o próprio homem, ser, indivíduo, lugar das emoções e paixões, atividade da mente. 

Já no novo testamento a palavra é psykhé e tem o mesmo significado. Em nenhum lugar os léxicos grego/hebraico destacam que alma é um ser vivente independente do corpo. Mas, os imortalistas dizem que existem textos bíblicos que apoiam tal ensinamento. Iremos analizar alguns textos que falam sobre a alma. Lv. 17.12 (Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: nenhuma alma de entre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que peregrina entre vós o comerá.) 

Se admitirmos que a alma é um ser que vive a parte do corpo logo teremos que acreditar que tal alma se alimenta e sente fome. Lv. 23.27 (Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao Senhor. Sabemos que o espiritual tem superioridade sobre o físico, em outras palavras o corpo do homem está subordinado as forças espirituais, Deus, Jesus, os Anjos, se a alma que diz o verso 27 de levítico fosse do mundo espiritual, como poderia o corpo subjuga-lo? Vejam que o verso diz: Afligireis a vossa alma.  

Nm. 9.13 (Porém, se um homem achar-se limpo, e não estiver de caminho, e deixar de celebrar a Páscoa, essa alma será eliminada do seu povo, porquanto não apresentou a oferta do Senhor, a seu tempo; tal homem levará sobre si o seu pecado.) Se acreditarmos que a alma que o verso está dizendo é um ser independente do corpo, logo teremos que acreditar que somente a alma seria eliminada, nada diz sobre o corpo. Ez. 18.4 (Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.) O que Deus está dizendo através do profeta é que o homem que pecar esse morrerá, a alma nada mais é do que a junção corpo + fôlego de vida= alma vivente. 

Isso é comprovado por Gn. 2.7 (Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.) Reparem que o verso diz que o homem passou a ser e não a ter uma alma. Dt. 10.22 (Com setenta almas, teus pais desceram ao Egito; e, agora, o Senhor, teu Deus, te pôs como as estrelas dos céus em multidão.) Sabemos que Jacó ou Israel desceu para o Egito juntamente com setenta pessoas o qual a bíblia diz que são almas. 

Jó 47.10 (O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está?) Ec. 9.10 (Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.) Assim como outros temas importantes tais como trindade, morada no céu, diabo e etc. a questão da imortalidade da alma não é tratada no antigo testamento, em outras palavras esse era um conceito completamente desconhecido. 

A questão do diabo só começou a vir a tona após o cativeiro babilônico e ganhou forças no período inter-testamentário. O mesmo ocorreu com a crença na imortalidade da alma. Segundo o profº de filosofia João Francisco P Cabral  [Desde Homero, a alma ganhou contornos de fumaça, sombra, uma aspecto menos denso daquilo que é o corpo. No entanto, a partir de concepções místicas e religiosas, tais como o orfismo e o pitagorismo, a noção de alma foi ganhando contornos mais conceituais, ainda que de forma dialética, sem pretender formar uma posição absoluta sobre ela ou demonstrar o que ela seja. Platão foi o responsável por essa mudança.] 

No que concerne a questão religiosa a alma só é vista como parte importante da doutrina cristã devido ao fato de estar alicerçada por textos bíblicos isolados, entre os quais são perfeitamente refutáveis,  no momento o objetivo não é refutar tais textos mas, mostrar que o novo testamento emprega perfeitamente a palavra alma com o mesmo sentido do antigo testamento.  

Lc. 12.19 (Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.) Se levarmos em consideração que a alma descrita no verso é uma entidade imortal, pelo menos podemos dizer que ela sente fome e sede. 

At. 2.27 (porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.)   Falando sobre a ressurreição de Jesus nos é dito que Deus não deixou a sua alma na morte, ora não é ensinado que a alma é imortal?  Como então ela poderia ficar na morte? 

O que os escritores do novo testamento estão dizendo é que o homem é alma, assim como é dito em gênesis, corpo + folego de vida = alma vivente. No caso de Jesus o que podia ver a corrupção era o seu corpo. A alma que estava se regalando não era nenhum ser imortal mas, o próprio homem rico da parábola. Em outra palavras a alma como é ensinada no meio cristão é um mito. Assim como a psiquê da mitologia grega. Seu mito é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Deus Elege Pessoas Baseado na Presciência da Fé?


Eis um assunto que gera bastante polemica, mas que preserva a realidade bíblica sobre a soberania de Deus. Vale ressaltar que as palavras, presciência da fé, quer dizer que Deus escolhe alguém olhando para a futura fé que tal individuo exercerá. 

As Escrituras ensinam que tudo relacionado ao evangelho tem o propósito de glorificar A Deus e a Cristo, e destruir o orgulho do homem, ao pensar que pode salvar a si próprio. Por consequência, alguma coisa que diminui a glória de Cristo é inconsistente com o verdadeiro evangelho. Então, meu propósito nesta questão não é ser contencioso, mas glorificar ao Pai e ao Filho. 

Este pequeno artigo se propõe a desafiar a posição antibíblica que alguns evangelistas modernos insistem em pregar: a presciência da fé. Eu gostaria especificamente de confrontar essa posição, sustentada por alguns, que crêem que Deus observa de fora os corredores do tempo tentando ver quem crerá e então os escolhe baseado na sua resposta positiva a Ele. Eu entendo que um dos grandes motivos para alguns cristãos acreditarem neste conceito é que eles desejam preservar o amor irrestrito de Deus a todos e não podem imaginar um Deus que arbitrariamente escolhe alguns e condena o resto. 

Se a eleição incondicional fosse verdade, argumentam, então porque Deus não salvou todo mundo? Escolher alguns e deixar outros não tornaria Deus arbitrário em Sua escolha? Essas são objeções compreensíveis que eu espero responder no que se segue: Se entendo corretamente a idéia da presciência da fé, os próximos três pontos expressam corretamente o conceito central que esta posição sustenta: 

A salvação dos homens é definitivamente o resultado de suas escolhas ao contrário de uma escolha divina, unicamente. A eleição é baseada pela presciência divina da fé de certas pessoas e não somente por estar de acordo com Seu desejo e misericordiosa vontade. A eleição é condicional, baseada na aceitação de Jesus Cristo e não na determinação de Deus, mesmo quando a graça de Deus está certamente envolvida neste processo. 

Antes de entrarmos numa discussão dos méritos da racionalidade (lógica), devemos considerar primeiramente que o Cristianismo não é algo que nós deduzimos de uma mera filosofia especulativa. Deus decidiu nos dar faculdades racionais e as ferramentas da lógica; mas, como cristãos, isto deve sempre ser usado dentro dos parâmetros bíblicos que Ele graciosamente nos concedeu. Pensar cristologicamente é reconhecer que podemos saber de Deus somente da forma que Ele revelou-se a nós nas Escrituras; e as Escrituras não dão evidência da doutrina da presciência da fé. 

Portanto, sustentar uma teologia apenas numa inútil lógica humana não é nada mais que tirar os mais profundos fundamentos da nossa fé de fontes extra bíblicas. De fato, as Escrituras dizem... Aqueles que [Deus] de antemão conheceu, também os predestinou, mas seria uma exegese pobre concluir que isto deve significar uma fé prevista. É ir bem mais além do que o texto realmente quer dizer. Todos devemos admitir que isto é ler um conceito adicional que simplesmente não está lá, pelo motivo de o texto em questão não dizer que Deus prevê algum evento (nossa fé) ou as atitudes que as pessoas tomam. 

Pelo contrário, ele diz aqueles que de antemão conheceu... Em outras palavras, Paulo informa que Deus prevê pessoas. As Escrituras, toda vez que citam Deus conhecendo pessoas, referem-se àqueles em quem o Senhor imputou seu amor. Isto expressa à intimidação do conhecimento pessoal. Por exemplo, o Senhor diz a Jeremias: Antes que eu te formasse no ventre te conheci . Deus determinou de antemão separar certas pessoas por amor, mas não pelas decisões delas (Amós 3:2; Mt. 7:23; João 10:14; 2 Tm 1:19). 

Na verdade, a Bíblia ensina que a graça de Deus em nos escolher é livre, baseada unicamente em Sua vontade, e não influenciada por capacidades natas, desejo espiritual (Rm 9:16, João 1:13), mérito religioso ou a presciência da fé das pessoas que ele escolheu para Si (Ef 1:5; 2:5,8). Pelo contrário, Deus atua de acordo com Seu supremo propósito, que é Sua própria glória. 

A todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e fiz. (Isaías 43:7) Inconsistências Lógicas. A partir da falta de evidência bíblica para os defensores da presciência da fé, eu também gostaria de evidenciar a falha fatal e a lógica inconsistente da própria pressuposição antibíblica. Enquanto alguns retratam a fé prevista como uma dádiva de grande liberdade à livre escolha de todos os homens, após uma reflexão mais profunda, esta idéia mostra que nenhuma liberdade é dada ao homem no final. 

Ora, se Deus pode olhar o futuro e ver que uma pessoa A virá a Cristo e que a pessoa B não irá crer em Cristo, então esses fatos já estão consumados, eles já foram determinados. A presciência divina da fé e arrependimento dos crentes implica a certeza, ou necessidade moral desses atos, tanto quanto um decreto soberano.  Porque aquilo que é certamente previsto deve ser certo (R.L. Dabney). 

Se nós assumirmos que o conhecimento divino do futuro é correto (ponto pacífico entre todos os evangélicos), então é absolutamente certo que a pessoa A crerá e a pessoa B não crerá. Não existe qualquer forma de suas vidas tornarem-se diferente disso. Conseqüentemente, é mais que correto dizer que seus destinos já estão determinados, porque não poderiam ser diferentes. A questão é: pelo que seus destinos são determinados? 

Se o próprio Deus os determina, então nós não temos eleição baseada na presciência da fé, e sim na vontade soberana do Senhor. Porém, se Deus não determina seus destinos, então quem ou o que os determina? É claro que nenhum cristão diria que existe um ser mais poderoso que Deus controlando o destino dos homens. Portanto, a única alternativa possível é dizer que seus destinos são determinados por alguma força impessoal, algum tipo de sorte, operante no Universo, fazendo todas as coisas agirem como elas agem. 

Mas, qual o benefício disso? Trocamos, então, a eleição em amor, de um Deus pessoal e compassivo, por um tipo de determinismo guiado por uma força impessoal; e Deus deixa de receber a autoridade final para nossa salvação. (Wane Grudem, Systematic Theology). Além disso, ninguém poderia argumentar consistentemente que Deus previu aqueles que creriam e seriam salvos e também pregar que Deus está tentando salvar todo o mundo. 

Se Deus sabe quem será salvo, então seria um absurdo Ele acreditar que mais pessoas podem ser salvas que aquelas que Ele previamente sabia que o escolheriam. Seria inconsistente afirmar que Deus está tentando fazer alguma coisa que Ele já sabia que nunca aconteceria. Da mesma forma, ninguém pode consistentemente dizer que Deus previu aqueles que seriam salvos e em seguida ensinar que Ele faz tudo que pode para salvar todos os homens do mundo. 

Por este sistema, Deus estaria perdendo tempo e esforço na tentativa de converter um homem que Ele sabia desde o princípio que não O escolheria. O sistema antibíblico desaba por si mesmo. Alguns poderão responder que não é nem eleição nem fé previstas, mas alguma coisa no meio. Esta opção é excluída, por definição, a não ser que você acredite que Deus não conhece o futuro. Em outras palavras, a única forma da posição de meio-termo ser verdade é o caso de limitarmos a onisciência de Deus (uma impossibilidade). Ou Deus sabe e decreta o futuro ou não. 

Se Deus sabe o futuro e sua posição da fé prevista é verdadeira, então Deus nos deixou nas mãos de um acaso impessoal. Nossas escolhas seriam pré-arranjadas por um determinismo impessoal. Sua posição coluna do meio poderia teoricamente ser correta se você afirmar a ignorância de Deus em relação ao futuro, mas então Deus não saberia quem iria escolhê-lo e a teoria inteira se desmancharia pelo fato da presciência da fé gerá-la. 

Concluindo, a não ser que você deseje acreditar que uma força impessoal determina nossa salvação, e que Deus não conhece o futuro (a heresia do Teísmo Aberto), a posição da fé prevista é, ao mesmo tempo, biblicamente e logicamente impossível. Com o propósito de honrar a Deus, nós devemos, neste assunto, originar nossa autoridade das Escrituras e ser cuidadosos para não nos apoiarmos meramente naquilo que nos foi ensinado em nossa igreja. 

Antecipando o contra-argumento que isto faria Deus arbitrário... Primeiramente, eu gostaria de desafiá-lo a confrontar a seguinte passagem. Paulo encontrou a mesma argumentação contra a eleição que isto faria Deus injusto e arbitrário. Romanos 9:18-23 18. (Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer. Mas algum de vocês me dirá: Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade? Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? 

Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: Por que me fizeste assim? O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso? E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira, preparados para a destruição? Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória. 

Para começar, Paulo não faria esta questão hipotética a não ser que ele acreditasse que a determinação final da salvação estava apenas nas mãos de Deus. Paulo está dizendo que Deus tem o direito supremo de fazer conosco o que Ele quiser. Você irá condená-lo por este direito? Além disso, como nós conhecemos a personalidade de Deus, nós não devemos pensar que, a Seu modo, Deus não tinha razões ou causas para salvar a alguns e outros não o propósito divino sempre conspira com a sabedoria de Deus e nada ocorre sem motivos ou despropositadamente, apesar destas razões e causas não terem sido reveladas a nós. 

Nos Seus conselhos e obras nos quais nenhum propósito é perceptível, este propósito ainda está oculto com Deus. Logo, o que Ele decretou nunca está fora de uma justa e sábia concordância com Seu beneplácito, fundamentado em Seu gracioso amor que nos envolve. Apenas não saber o porquê de Ele escolher alguns para a fé e outros para a descrença não é razão suficiente para rejeitar isto. Na falta de dados relevantes, nós, portanto, não temos razão, ou o que for, para assumir o pior, portanto não há base legítima para duvidar da benignidade de Deus aqui. 

Conseqüentemente, duvidar que Deus possa escolher-nos baseado somente no seu bel consentimento não é duvidar da bondade de Deus. Os defensores da presciência da fé estão, na verdade, dizendo que são incapazes de crer na escolha de Deus e preferem dá-la a seres decaídos, como se eles pudessem tomar uma decisão melhor que Deus. Vamos resumir então a resposta à acusação de Deus ser arbitrário: As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei. (Deuteronômio 29:29) 

A eleição é baseada nas qualidades morais de Deus (por exemplo: bondade, compaixão, empatia, integridade, não-fingimento, imparcialidade, justiça, etc.) Deus tem causas e razões para Suas escolhas, mesmo que estas sejam íntima dEle (ou seja, desconhecidas nas criaturas). Nós sabemos que o Senhor é bom e, portanto podemos confiar que Ele faria uma escolha melhor que as nossas. Deus não faz nada sem razão. Ele não faz nada despropositadamente. Ele simplesmente não nos revelou estas razões e causas, apesar de elas certamente existirem. 

Como elas não foram reveladas, estamos proibidos de tentar adivinhá-las. Porém, como conhecemos a fidelidade de Deus, podemos nos regozijar em Sua sabedoria. Deus não falta com razões justas para Seus atos. Estas razões justas estão simplesmente ocultas para nós. Salvação não é condicionada por algo que Deus vê em nós e que nos torna dignos de Sua escolha. 

NENHUM dos Seus decretos é feitos sem justiça e sabedoria. Devemos sempre ter em mente que Deus não é obrigado a salvar ninguém e que todos nós somos justamente merecedores de Sua ira. Assim, se Deus salva alguém, é puramente um ato de Sua misericórdia. Todos os evangélicos concordam que seria justiça de Deus pôr toda a humanidade em julgamento. Por que, então, seria injustiça de Sua parte julgar alguns e ter misericórdia do resto? 

Se seis pessoas me devessem certo valor, por exemplo, e eu perdoasse quatro deles, mas ainda quisesse o pagamento dos outros dois, eu estaria totalmente dentro de meu direito. Quanto mais Deus está? (Leia A Parábola dos Trabalhadores na Vinha. Mateus 20:1-16). Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. (Romanos 9:16)


Por, John Hendryx

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A doutrina da encarnação.



Vamos examinar o contexto histórico do desenvolvimento do que se tornou a pedra angular da ortodoxia cristã, a doutrina da "Encarnação." Veremos que esta doutrina não surgiu no vácuo, nem estritamente a partir do texto da Escritura. Foi o resultado da influência de certas crenças e atitudes que prevaleceu em torno da igreja cristã depois do primeiro século.

 A mitologia pagã, e pontos de vista gnósticos da redenção e da pré-existência humana, e a incompreensão da linguagem joanina, tudo isso contribuiu para o ensino de que o próprio Deus se tornou homem. Embora a "Encarnação" seja assumida como um princípio básico do Cristianismo, o termo não é usado ou encontrado em nenhum lugar na Escritura. 

Mas, é admitido por estudiosos trinitarianos. Encarnação, em seu sentido pleno e adequado, não é algo diretamente apresentado na Bíblia. A doutrina da Encarnação foi realmente formulada durante os primeiros séculos da era cristã. A doutrina, que tomou forma clássica, sob a influência das controvérsias dos séculos quarto e quinto, foi formalmente definida no Concílio de Calcedônia em 451. Foi em grande parte moldada pela diversidade da tradição nas escolas de Antioquia e de Alexandria. 

Refinamentos foram adicionados nos períodos posteriores a patrística e medieval. A razão pela qual os conselhos e sínodos levaram centenas de anos para desenvolver a doutrina da Encarnação é que ela não é declarada nas Escrituras, e os versos usados ​​para apoiá-la podem ser explicados sem recorrer a uma doutrina que tem mais semelhança com a mitologia pagã do que a verdade bíblica. 

Ensinar aos judeus que Deus desceu na forma de um homem teria ofendido completamente aqueles que viveram na época de Cristo e os Apóstolos.  Essa doutrina é derivada mais proeminente do evangelho de João, e em particular a partir da frase em Jo. 1.14 . Este plano de Deus para a salvação do homem, finalmente, "se fez carne" em Jesus Cristo. Este versículo não estabelece a doutrina da Encarnação é um ensinamento do grande amor de Deus em trazer à existência o Seu plano para salvar o homem dos seus pecados. 

Antes de prosseguir, devemos definir o que é tradicionalmente compreendido por "encarnação" de Cristo. A tradição ensina que, sem deixar de ser Deus, Deus se fez homem.” Vejam o que diz o Novo Dicionário da Bíblia, uma fonte trinitária: Textos entre parênteses. (Parece significar que o Criador divino se tornou uma das suas próprias criaturas, que é uma contradição, em termos teológicos.” “A Encarnação do Filho de Deus, não era uma diminuição da divindade, mas uma aquisição da humanidade.” Se quiser saber como um pré-existente "Deus Filho" pode se tornar um homem sem qualquer "diminuição da sua divindade", ou como ele poderia viver entre os humanos" sem deixar de exercer as funções divinas que exercia desde a eternidade. Os trinitarianos dizem que isso é parte do “mistério "da Encarnação.) 

O Novo Dicionário da Bíblia admite que o conceito não é desenvolvido ou discutido no Novo Testamento. O fato dos escritores do novo testamento não tentarem explicar a doutrina da encarnação mostra que tal doutrina não existia. Portanto, se ela não se encontra na bíblia em nenhum dos dois testamentos como pode eventualmente ela ser considerada uma parte da "Doutrina dos Apóstolos"? Os estudiosos admitem que esta doutrina é fraca biblicamente, devemos examinar então por que os teólogos cristãos do terceiro e quarto séculos tornaram-se tão preocupados em estabelecê-la como a pedra angular da fé cristã trinitária. 

Devemos, primeiramente, estabelecer o fato de que o próprio processo de se transformar de verdade histórica a mitologia foi claramente profetizado pelo apóstolo Paulo no final de sua vida. Isso é incrível, mas não surpreendente, tendo em vista as muitas vezes na Escritura que Deus advertiu seu povo sobre ser influenciado pela cultura pagã. 

"Encarnação", pelo menos na concepção mais comum da visão cristã, é a crença de que Jesus não é um ser criado, mas o Deus invisível "vestido" em carne humana. Assim, a nosso ver, o relato bíblico da criação do último Adão é trocado por um mito. O conceito de Deus, ou qualquer ser espiritual, tornando-se um bebê é completamente inconsistente com a verdade bíblica. Reconhecemos que a doutrina da Encarnação não é o resultado direto da incursão da mitologia pagã, no entanto, os líderes da Igreja dos séculos III e IV depois de Cristo não foram diligentes para permitir que toda a Escritura pudesse determinar a doutrina cristã. 

Na ausência de um compromisso total com a Bíblia, eles interpretaram erradamente a linguagem do evangelho de João e usaram esse mesmo evangelho para estabelecer uma doutrina que não se harmoniza com a profecia do Antigo Testamento, os Evangelhos sinópticos (os outros três evangelhos) e o resto do Novo Testamento. O resultado tem sido deslocar o centro da mensagem cristã da ressurreição, e estabelecer a idéia da Encarnação, uma idéia muito mística, mitológica e misteriosa. 

A história nos mostra que a Igreja sempre reconheceu a natureza altamente misteriosa da crença na encarnação. Poderíamos argumentar que esta doutrina tem feito mais para enfraquecer a fundação do núcleo racional da fé cristã do que todos os assaltos dos chamados hereges juntos. A idéia de que o próprio Deus veio e viveu entre nós na forma de um homem ecoa mitológica e pagã, e, no mínimo, deixou a mensagem cristã aberta ao ridículo. 

Um ser divino preexistente, feito em carne criado por pais humanos soa tão mitológico que tem sido muitas vezes ridicularizado por críticos, especialmente judeus e muçulmanos. Isto é ainda admitido por fonte trinitariana: Tal afirmação, considerada abstratamente no contexto do monoteísmo do Antigo Testamento, pode parecer uma blasfêmia ou sem sentido. A Cristologia tradicional tem trabalhado com um esquema de supranaturalismo. (sobrenatural) O cristianismo expressou isso mitologicamente e os teólogos dos primeiros séculos desenvolveram então a doutrina da Encarnação, encarnação significa que Deus, o Filho, desceu a terra, e nasceu, viveu e morreu dentro deste mundo como um homem. 

Do céu desceu e gentilmente entrou em cena o ser humano, se revestiu em carne algo que não era "dele" e viveu verdadeiramente e completamente dentro dela. Como o homem-Deus, uniu em sua pessoa o sobrenatural e o natural. Porém o problema da cristologia é como Jesus pode ser plenamente Deus e plenamente homem, e ainda verdadeiramente uma pessoa. A maneira tradicional de descrever a doutrina da Encarnação, quase inevitavelmente, sugere que Jesus era realmente o Deus Todo-Poderoso andando na terra, vestido como um homem. 

Jesus não era um homem nascido e criado, ele era Deus por um período limitado participando de uma farsa. Ele parecia um homem, ele falava como um homem, ele se sentia como um homem, mas no fundo ele era Deus vestido em carne. Na verdade, a própria palavra "encarnação" [que não é um termo bíblico] inevitavelmente sugere a idéia de uma substância divina mergulhada em carne e revestido com ela. A doutrina da encarnação foi derivada do paganismo, a doutrina soa tão semelhante a Muitos outros mitos sobre seres divinos que veio e viveu entre os homens é difícil não concluir que os pensadores cristãos empregaram a linguagem das religiões pagãs, em vez de aderir diligentemente à linguagem das Escrituras. 

A idéia de que Deus ou os deuses podiam descer na forma de homens era uma visão comum nos tempos do Novo Testamento. Vemos um exemplo muito claro disso no livro de Atos, após a cura de um paralítico: At. 14,11-13. É digno de nota que Paulo e Barnabé não aproveitaram a oportunidade para explicar que eles não eram deuses ou que vieram na forma humana, Em vez disso, eles argumentaram contra a base mitológica de tais crenças e práticas pagãs: At. 14,14-15. 

Estes versos bíblicos indicam que a maioria das pessoas influenciadas pela religião grega e romana acreditava em uma variedade de mitos, envolvendo a mistura de deuses, homens, mulheres e até animais. Por exemplo, os romanos acreditavam que Rômulo e Remo foram gêmeos nascidos de uma mãe mortal e Marte, o deus da guerra. A lenda diz que eles foram trazidos à tona em um cesto do rio Tibre. Uma loba encontrou os bebês e os criou. Um pastor encontrou os gêmeos e os levou. Já na idade adulta os gêmeos decidiram construir uma cidade no local onde o lobo encontrou-os, mas Rômulo matou Remo e fundou Roma, supostamente em 753 AC. 

O panteão mitológico romano incluía uma tríade, ou seja, um grupo de três deuses, composto de Júpiter, Marte e Quirino. Júpiter era o deus dos céus e Marte, o deus da guerra, enquanto Quirino representava o povo comum. No final dos anos 500, AC, os romanos substituíram a tríade arcaica com outra tríade de Júpiter, Juno e Minerva. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Analisando Atos 15.3.


Os sabatistas alegam que quando no novo testamento é proferido as palavras “lei de Moisés” está se referindo as leis cerimoniais que pré-figuravam ou apontavam para Cristo. Mas, surgem então baseados em alguns poucos versos bíblicos algumas perguntas pertinentes, citarei o primeiro verso. Gl. 5.3 (De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.) 

A circuncisão era a prova final de que tal individuo era realmente judeu, e o mesmo valia para os convertidos ao judaísmo. Em outras palavras se alguem quisesse se “tornar” ser participante das praticas judaicas deveriam se circuncidar. Paulo testifica dizendo que se alguem se circuncidar deve guardar toda a lei, mediante isso eu pergunto: e o inverso disso, não deve ser o mesmo? Ou seja, se alguem quiser observar toda a lei, não deve se circuncidar? 

Lógico que sim. Se a circuncisão me obriga a guardar toda a lei, o inverso disso deve ter as mesmas proporções. Não se pode tentar pertencer a um povo adotando somente parte dos seus costumes e obrigações. Vejam os versos: 

Gn. 17.12-14 (O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.) 

(A) Natural e estrangeiro deveriam se circuncidar. (B) Se não fizessem assim estariam quebrando a aliança, e não seriam considerados por Deus como povo.                             

Outra questão interessante é encontrado em At. 15.3 que diz: (Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés.) 

Vejam algumas questões interessantes: (1) para que se observassem a lei de Moisés era necessário circuncidá-los, uma coisa dependia da outra. (2) Que lei de Moisés o verso se refere? (3) São as ditas leis cerimoniais? Vamos analisar as questões: 

A circuncisão não é, pois foi pedido conjuntamente que se circuncidassem, e que observassem a lei de Moisés. O cerimonial que apontava para Cristo, também não é, pelo fato do verso dizer que alguns dos fariseus que creram estavam tentando induzir os apóstolos. Ora, se eles creram no Messias naturalmente não mais haveria necessidade de sacrificar cordeiros, portanto está descartada a hipótese de ser a lei do holocausto. 

E a palavra lei do verso 5 é nomos a mesma palavra encontrada para definir a lei de Deus. Sendo assim dentro da visão sabatista os apóstolos deveriam ser os primeiros a serem considerados antinomistas, visto que eles resistiram a sugestão dos fariseus convertidos de que os gentios deveriam observar a lei de Moisés, lei esta que no grego é nomos, mesma palavra que descreve a lei encontrada em romanos 7.22 por exemplo. 

Seriam os apóstolos contrários a lei? De maneira nenhuma, eles só não eram mais dependentes da lei para salvação, em outras palavras a aliança do Sinai e todas as suas ordenanças não era mais importante para a salvação. Naturalmente os sabatistas irão dizer: Você quer dizer que os apóstolos se rebelaram contra a lei? Lógico que não é isso, os apóstolos estavam dizendo que o sistema mosaico era inoperante para a salvação. 

Observem também que o verso 5 diz que os fariseus que aceitaram a Cristo insurgiram; em outras palavras eles começaram a revoltar-se, pelo fato dos cristãos não estarem se circuncidando e nem mesmo observando a lei. Alegar que todos naquela época guardavam o sábado é uma incoerência muito grande, isso para não dizer mentira muito grande, caso fosse uma realidade não haveria a necessidade dos fariseus convertidos se levantarem dizendo que era necessário os gentios guardarem a lei. 

Ora, se eles já guardavam a lei, que lei então os fariseus que aceitaram o Messias estavam incitando os cristãos a obedecerem? Veremos outros versos interessantes que muitas das vezes passam desapercebidos. At. 15.28 ( Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais.) 

Já ouvi o absurdo por parte dos sabatistas que o verso em questão se refere as ditas leis cerimoniais, mas o que vemos é que isso não passa de uma falsa premissa. Observem o seguinte: se os fariseus convertidos estavam incitando os gentios a guardarem a lei, naturalmente chegamos a conclusão que entre os gentios não havia tal costume. Ninguém obriga outro a cumprir aquilo que lhe é uma prática. Então, o que foi considerado pelos apóstolos como um encargo? 

As festas? Se foi, os sabatistas estão em débito com Deus, visto não terem como uma necessidade atual, todas as leis consideradas cerimoniais não pode ser, devido ao fato dos judeus convertidos não mais precisarem de figuras que representassem o Messias. Naturalmente nós deveríamos de esperar que os apóstolos sendo todos judeus a dois mil anos atrás fossem tremendamente judaizantes, isso deve ser considerado assim pelo fato de que muitos gentios querem a todo custo tornar-se judeu, ou pelo menos impor na nova aliança práticas judaizantes. 

Outros vão além disso,dizendo que devem ter os nomes trocados, devem falar em hebraico, outros vão ao extremo dizendo que são descendentes direto dos judeus e portanto são obrigados mesmo sem se circuncidar em aderir praticas judaizantes. Mas que surpresa temos quando Paulo no livro de Gálatas descreve as atitudes de Pedro. Gl. 2.14 (Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?) 

Naturalmente Pedro não vivia como um depravado gentil, não era isso. Tanto é assim que o próprio Paulo disse que nós não somos pecadores dentre os gentios. Quanto ao verso acima devemos entender que: (1) Pedro não vivia como um judaizante, (2) o próprio Paulo descartou a questão da obrigatoriedade, ou seja não devemos obrigar um gentil convertido a ser um judaizante, (3) algo muito diferente daquilo que os gentios sabatistas fazem, (4) se um judeu natural convertido ao cristianismo não deve obrigar um gentil convertido a se tornar judeu, por que um gentil deve obrigar outro gentil a praticas judaizantes? 

Logo após o “pedido” dos da seita dos fariseus que haviam crido, em seu discurso Pedro faz uma declaração muito interessante, diz Ele: At. 15.10 ( Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?) Sendo assim a questão continua, que jugo seria esse? 

Os adventistas argumentam que o jugo aqui referido são os dogmas (tradições) ensinadas pelos líderes judeus, mas não é isso que o contexto mostra, pelo fato da pergunta de Pedro está relacionada a uma exigência dos fariseus convertidos, ou seja, a questão que estava sendo discutida naquele momento era sobre a lei.  

Em outras palavras os fariseus tiveram a mesma atitude dos sabatistas modernos, disseram que o fato dos gentios crerem em Cristo não era suficiente para a salvação a crença deveria está acompanhada das obras da lei. 

Santas palavras do apostolo inspirado que disse: Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Atos 15.10. O que percebemos nestes versos que foram relacionados é que a lei que estava em discussão foi toda a primeira aliança, Pedro, Paulo, Tiago e os demais estavam dizendo que tal prática não tem lugar no evangelho de Cristo.     

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Moisés, legislador ou mediador?


As denominações sabatistas enfatizam veementemente que existe uma separação de leis, ensinam eles que a bíblia divide as leis em duas porções, para eles uma parte da lei é a lei moral ensinada como sendo a imutável lei de Deus. A outra parte como sendo a lei de Moisés, essa já ab-rogada. Leiam com atenção.


Será que este ensino suporta a um estudo mais aprofundado das escrituras? Em assuntos anteriores vimos que as leis citadas como a lei de Moisés e a lei de Deus são termos semelhantes. E que na verdade Moisés não foi legislador, mas sim mediador, o que a bíblia realmente nos diz? Naturalmente será necessário investigarmos alguns textos que outrora já foi visto. 

Lc. 2.22 (Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor.) Neste verso vimos claramente que a dedicação do primogênito é chamada de lei de Moisés, verso 24 (E para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.) 

E naquele contexto de apresentar o menino e dedicá-lo a Deus, o evangelista diz que os seus pais cumpriram tudo que a lei exigia, mas lei de quem mesmo? Lc. 2.39 (Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.) Errou quem pensou ser a lei de Moisés. 

Veremos também que a bíblia é enfática em dizer de quem é a lei, e por quem ela foi transmitida. 2ª Cr. 34.14 (Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à Casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés.) Ed. 7.6 (Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel; e, segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira.) Verso 10 (Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.) 

Percebemos claramente a semelhança; e os versos continuam. Ed. 7.12 e 21 (Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz perfeita!) Verso 21 (Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decreto a todos os tesoureiros que estão dalém do Eufrates: tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu, pontualmente se lhe faça.) 

Ainda falando sobre Esdras, o livro de Neemias declara também a singularidade entre a lei de Deus e a lei de Moisés. Ne. 8.1 (Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel.) Ne. 8.8 (Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.) 

Aqui o livro é chamado de lei de Deus, Ne. 13.1 e 3 (Naquele dia, se leu para o povo no Livro de Moisés; achou-se escrito que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus.) 


Neste verso nos é dito que o livro ou a lei é de Moisés. Quando ouviram sobre o livro entenderam que se referia a lei. Verso 3 (Ouvindo eles, o povo, esta lei, apartaram de Israel todo elemento misto.) Ne. 8.14 (Acharam escrito na Lei que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a festa do sétimo mês.) 

Não ensinam que as festas pertencem a lei de Moisés e por isso não mais existe a obrigatoriedade em observá-las? Mas vejam que o verso enfaticamente diz que o cerimonial dos tabernáculos é uma lei de Deus. E o novo testamento, será que faz alguma distinção entre as leis? Mc. 7.10 (Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.) 

Ora, não é assim que os sabatistas ensinam, até pelo fato por este mandamento pertencer ao rol do decálogo, no caso este é o 5º mandamento. Porém outro evangelista cita o mesmo mandamento dizendo que Deus ordenou isso, só confirma que não existe distinção de leis. Mt. 15.4 (Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.) 

Argumentam também que o fato dos dez mandamentos terem sido colocados dentro da arca e o rolo do livro fora da arca faz com que as tábuas de pedra tenham maior valor do que os livros. Ex. 25.22 (Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.) 

A arca era chamada de arca do testemunho, ela era a prova legal que Deus havia feito aliança com Israel. Além das tábuas de pedra foram depositadas na arca o bordão que pertencia a Arão que floresceu, e o maná. Ex. 16.33-34 (Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e coloca-o diante do Senhor, para guardar-se às vossas gerações. Como o Senhor ordenara a Moisés, assim Arão o colocou diante do Testemunho para o guardar.) 

Nm. 17.10 (Disse o Senhor a Moisés: Torna a pôr o bordão de Arão perante o Testemunho, para que se guarde por sinal para filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, para que não morram.) Hb. 9.4 (ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, o bordão de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança.) 

Por que então os livros ficaram fora da arca? Dt. 31.24-26 (Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do Senhor, dizendo: Tomai este Livro da Lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti.) O rolo do livro deveria ser consultado, enquanto que a arca ficaria fechada. 

O fato de terem ficadas na arca não quer dizer que as pedras eram eternas ou mais importantes do que o livro, pois se caso fosse assim o maná e o bordão de Arão teriam que perdurar até hoje, 1ª Rs. 8.9 (Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel, ao saírem da terra do Egito.) 

Os sabatistas destacam também que por ter sido escrito por Deus os dez mandamentos, escrito em pedras tem maior autoridade do que a lei escrita por Moisés, e portanto deve ser eterna, mas o que vemos é que a mesma lei escrita nas pedras são tratadas como abolidas em 2ª Co. 3.7 (E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente.) 

Ministério da morte escrito em tábuas de pedra, o que será isso? Versos 14 a 16 (Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.) 

Todas as leis que Deus estabeleceu no monte sinai com Israel fazia parte da antiga aliança e são exatamente essas que não servem mais como aliança, neste sentido não existe uma separação entre lei de Deus e lei de Moisés.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS EXISTIAM NO ÉDEN?



(UMA ANÁLISE DO ARGUMENTO ADVENTISTA)

A LEI dada a Adão no Éden não foi o "decálogo" , conhecido como "os dez mandamentos". Seria ir além do que está escrito no relato de Genesis cogitar tal coisa.

Gênesis 2:16-17 diz:

Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: "De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, de

ssa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás".

Esta foi a única LEI promulgada na época e dada a Adão para ser observada. Qualquer um sabe compreender que o texto citado não é uma “ordem”, “mandamento” para se observar o sábado. É pretender demais pensar isto. Se Adão foi criado no sexto dia não justificaria ele ter de descansar já no dia seguinte, como prefigura o próprio mandamento: SEIS DIAS TRABALHARÁS.......

Se Adão guardou o sábado, Moisés poderia muito bem ter mostrado isso de modo claro, tomando-o como exemplo de que este mandamento foi realmente observado desde a criação para toda a raça humana.

Qual seria o melhor exemplo de que a RAÇA HUMANA DESDE OS PRIMÓRDIOS GUARDAVA O SÁBADO?

Seria dizer que Adão (O PAI DA RAÇA HUMANA) O FAZIA. Moisés registrou em Genesis, com relação ao descanso de Deus depois de sua atividade criativa. GENESIS “MENCIONA” O SÁBADO – NÃO “ORDENA” GUARDAR O SÁBADO.

Se foi essa a intenção de Moisés (provar que o sábado foi guardado desde o Éden) ele falhou barbaramente.

Uma lei é uma norma escrita por uma autoridade competente e tem força a partir da sua promulgação, podendo ter ou não prazo de duração.

E para confirmar que a única lei dada a Adão no Éden foi a árvore da ciência do bem e do mal, leia o seguinte texto:

Gênesis 3:9-11, 17 - Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? 
"Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses"? E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.

Veja a clareza do texto: "Comestes da árvore que te ordenei que não comesses"?

Não existia nenhum outro mandamento do tipo: Honra a teu pai, não adulterarás, não furtarás, não cobiçarás ou quaisquer outros do decálogo.

Ora, Se Deus deu o sábado PARA SER OBSERVADO COMO MANDAMENTO a Adão no Éden (entende-se que excluir um mandamento é excluir os outros), então seria óbvia a conclusão que os mandamentos restantes também foram dados. Mas a verdade não é esta. O texto não diz. E, por quê?

Haveria sentido Deus dizer a Adão, no Éden:

a) Honra teu pai e tua mãe - Se ele não tinha pai nem mãe?

b) Não adulterarás - Se só existia Eva; Com quem Ele Adulteraria?

c) Não furtarás - Se ele tinha de tudo e não tinha ninguém de quem furtar?

d) Não cobiçarás a mulher ou a casa do teu próximo - se nem próximo existia?
A lei que Adão transgrediu foi a lei de "Não comer da árvore da ciencia do bem e do mal".

O decálogo não era do conhecimento de Adão porque o pecado ainda não havia entrado no mundo e por esta razão não carecia de regras do tipo “não farás isto e aquilo” como se vê no decálogo.

Da mesma forma, é errado dizer que o decálogo e com ele o sábado foi conhecido e observado pelos patriarcas, só porque Genesis o menciona:

Genesis 2:2,3 - Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 

A lei não foi dada aos antepassados dos israelitas, pois está escrito:

"Não com nossos pais fez o SENHOR esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos". (Deuteronômio 5:3).

Isto é ainda sugerido pela ignorância de Moisés e Aarão, a respeito do que fazer com o homem pego apanhando lenhas no sábado:

"Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda NÃO ESTAVA DECLARADO O QUE SE LHE DEVIA FAZER. (Números 15:32-34).

Se a LEI estivesse em vigor desde o Éden, porque Moisés não soube o que fazer com o homem que transgredia o sábado?

É certo que o tempo foi dividido em semanas de sete dias desde o princípio, mas a lei do sábado como tal, estabelecendo como santo o sétimo dia para ser observado de maneira especial, não foi instituída senão depois de Israel sair do Egito.

Estas palavras foram escritas por Moisés para o povo de Israel e serviram para explicar-lhes o porquê do mandamento para observar esse dia.

Deus declarou a Israel:

"Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento." (Êxodo 31:17).

Observem: Qual a explicação para o povo de Israel guardar o sábado? Moisés apela ao registro de Genesis, obviamente escrito por Ele mesmo, relatando a criação.

Vários textos confirmam que A LEI foi dada a Israel no Sinai: NÃO A TODA HUMANIDADE.

exemplos:

Neemias 9:13-14 - Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles, e lhes deste juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos; "O TEU SANTO SÁBADO LHES FIZESTE CONHECER; E LHES ordenaste mandamentos e estatutos e uma lei, por intermédio de teu servo Moisés ".

Deut. 5:1-3 - Chamou, pois, Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e preceitos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprir. "O Senhor nosso Deus fez um pacto conosco em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esse pacto, mas conosco, sim, com todos nós que hoje estamos aqui vivos".

Hebreus 8:9 - Não segundo "o pacto que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito"; pois não permaneceram naquele meu pacto, e eu para eles não atentei, diz o Senhor.

Pergunto: Com quem foi feito o pacto e em que local? O santo sábado não era conhecido? E, se era conhecido, porque Neemias disse que foi no “Monte Sinai” (v.13), que o dia de guarda foi lhes dado a conhecer?

Considere mais estes fatos importantes:

O sábado era sinal de aliança entre Deus e Israel (Ex. 31:17). As escrituras são provas disso, não declarações de homens, nem de supostas profetisas!

Mas, que interessante, não foi o sábado dado como “sinal” de aliança com Abraão, FOI A CIRCUNCISÃO (GENESIS 17:10). Ora, se Abraão guardava o sábado, era de se esperar que este mesmo “sinal” fosse a aliança com ele, não acham?

Se eu usar o argumento de que - O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM - dando a entender que Jesus não se referia aos judeus mas ao gênero humano em geral, cabe uma pergunta:

O SÁBADO FOI "FEITO"? SE FOI, ENTÃO ISTO MOSTRA QUE NÃO ERA ETERNO, JÁ QUE TEVE QUE SER FEITO. E se não era eterno, nem o decálogo era. Isto mostra o aspecto puramente circunstancial e cerimonial do sábado.

Não se pode apanhar uma declaração de Jesus concernente a um contexto em que estava sendo dita e a transformar em uma “ordem” para ser cumprida......Estranho!!

O contexto de Marcos 2:27,28 não enfoca a universalidade do sábado, mas a autoridade de Jesus sobre ele. Jesus não alargou o mandamento, mas Restringiu-o aos judeus.

Se Jesus estivesse realmente dizendo que o sábado era para todo ser humano, isto teria levantado outra controvérsia com o fariseu e não o refutado, pois estes consideravam o sábado como posse única da nação judaica.

Porque a verdade é esta:

O sábado não tem natureza moral. Há igrejas que fazem uma verdadeira “tortura” psicológica junto a seus membros, com relação à “GUARDA DO SÁBADO”, exemplificando como “heróis”, aqueles que deixam de conseguir um bom ou ótimo emprego, ou deixam de entrar numa faculdade, ou deixam de se formar, por causa de utilização de horas daquele dia que em português é chamado de SÁBADO!, Mas que nem sempre atende às normas do 4º Mandamento!

Imaginemos se um hospital poderia fechar as suas portas, colocar seus pacientes no olho da rua, sexta-feira ao por do sol, e no “sábado” ao por do sol, reabrir e colocá-los de volta!

Ou os que estivessem de plantão: Médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, funcionários administrativos de plantão, (para admitir pacientes, ou fechar as contas dos que tivessem alta ou falecessem) no Sábado, estariam pecando?

Assim como hospitais, inúmeras outras atividades também têm de seguir a mesma regra, como por exemplo: Delegacias de Polícia, BOMBEIRO MILITAR, empresas de ônibus urbanos, intermunicipais, e interestaduais, funcionários de empresas de telefonia, de energia elétrica, de água e saneamento, refinarias, pólos petroquímicos e indústrias que precisam manter sistemas funcionando 24 horas em caráter ininterrupto; enfim, uma infinidade de atividades que não podem parar.

E inclusive, alguns destes que eu citei acima, trabalham para que vocês (observadores do sábado) possam ter segurança e tranquilidade para manterem suas vidas, se reunindo aos sábados em suas igrejas e se deslocando para suas casas depois.

Eles estão pecando? Sejam verdadeiros!!

Mais uma coisa:

O sábado não foi utilizado como “mandamento de teste” para Abraão, como afirmam muitos adventistas e nem o é para nós que “estamos em Cristo”.

Por duas razões simples:

Primeiro porque que as promessas de Deus a Abraão não tinham a lei como base. É Paulo quem diz isso: Gálatas 3:6-29; Romanos 4:13.

Segundo que “muitos preceitos e mandamentos” foram dados a Abraão por Deus e Genesis não menciona “o sábado” como sendo preceito dado a Abraão.

Algumas perguntas, portanto, são necessárias:

O DECALOGO EXISTIA NO ÉDEN? Se sim, qual texto podemos comprovar?

ADÃO GUARDAVA O DECÁLOGO? E O SÁBADO ELE GUARDOU?

Jesus teve que morrer pela transgressão dos dez mandamentos no Éden, como disse em seu site o senhor ENNIS MEIER?

Se devemos guardar o sábado, por ser mandamento perpétuo (Ex. 31:13-16), então porque não observamos também os seguintes preceitos (pois também eram considerados perpétuos):

A páscoa (Ex. 12:14); os holocaustos (lev. 3:16-17); A circuncisão (Gen 17:13); O sacerdócio Aronico (Ex. 29:9); A festa das primicias (Lev. 23:14); o dia da expiação (lev. 23:32).

Veja este link (EM INGLÊS), onde rabinos judeus ortodoxos afirmam que o sábado não foi dado a toda humanidade antes do Sinai.


Ou, poderão utilizar a ferramenta de tradução do google, para compreender em português, acessando aqui:


Marcelo Valle.