sexta-feira, 1 de março de 2013

Premissas infundadas.


Uma verdade doutrinária deve ser baseada em um raciocínio que resista as confrontações e objeções. A IASD. Utiliza-se de ao menos três premissas para dar suporte a ideologia que eles chamam de igreja verdadeira. Todas essas premissas estão baseadas em Apocalipse 14.6-12. As mensagens dos três anjos de Apocalipse 14 são altamente significativas para a Igreja Adventista do Sétimo dia. Nos primórdios do adventismo foi ensinado que as mensagens angélicas era um cumprimento profético de que Jesus voltaria em 1844, repare o que disse EGW:

(Em conformidade com o resto do mundo cristão, os adventistas admitiam, nesse tempo, que a Terra, ou alguma parte dela, era o santuário. Entendiam que a purificação do santuário fosse a purificação da Terra pelos fogos do último grande dia, e que ocorreria por ocasião do segundo advento. Daí a conclusão de que Cristo voltaria à Terra em 1844. GC. Pg. 409.
                                    
Esta é a primeira premissa, a volta de Cristo em 1844, como Jesus não retornou logo a primeira premissa é falsa. Naturalmente o que se podia esperar dos que ficaram decepcionados com o não surgimento de Jesus é que voltassem para as suas denominações, fato é que nem todos tiveram tal humildade, disseram que a profecia era verdadeira, mas algo estava errado. Concluíram então que o ano de 1844 não era o ano do retorno de Jesus, mas sim o início do período da pregação das mensagens dos três anjos de apocalipse 14 essa é a segunda premissa. Vejam o que disse EGW. Sobre isso:

(A Guilherme Miller e seus cooperadores coube a pregação desta advertência na América do Norte. Este país se tornou o centro da grande obra do advento. Foi aqui que a profecia da mensagem do primeiro anjo teve o cumprimento mais direto. Os escritos de Miller e seus companheiros foram levados a países distantes. Em todo o mundo, onde quer que houvessem penetrado missionários, para ali se enviaram as alegres novas da breve volta de Cristo. Por toda parte se propagou a mensagem do evangelho eterno: "Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo." GC. Pg. 368.)                      

(A mensagem do segundo anjo de Apocalipse, capítulo 14, foi primeiramente pregada no verão de 1844, e teve naquele tempo uma aplicação mais direta às igrejas dos Estados Unidos, onde a advertência do juízo tinha sido mais amplamente proclamada e em geral rejeitada, e onde a decadência das igrejas mais rápida havia sido. A mensagem do segundo anjo, porém, não alcançou o completo cumprimento em 1844.) GC Pg. 389. 

Como poderia uma mensagem que chegou a menos de um por cento da população do mundo, cumprir uma profecia que ordena que o evangelho seja pregado "a toda nação, tribo, língua e povo"? O movimento de 1844 não pode ter cumprido as mensagens dos primeiro e segundo anjos de Apocalipse 14, que descrevem uma mensagem mundial atingindo todas as nações, todas as línguas, e cada grupo étnico! Se não atingiram a população mundial a segunda premissa também cai por terra.

Sendo assim tiveram que mudar a retórica. O que é o Juízo da mensagem do primeiro anjo? Em 1844, os Milleritas proclamaram que a hora do juízo de Deus, como descrito em Apocalipse 14:7, tinha começado: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo” O que eles entenderam ser este julgamento? Eles entenderam que seria o juízo de Deus sobre os ímpios. Esta é a única interpretação válida possível a partir do texto de Apocalipse 14.

Como eles poderiam continuar a reivindicar a mensagem do primeiro anjo como tendo sido pregada em 1844 se o juízo sobre os ímpios não aconteceu? A fim de explicar esse fracasso óbvio, eles elaboraram a teoria do juízo investigativo, que teve lugar no céu, não na terra. O juízo investigativo, ao invés de ser uma execução de justiça sobre os ímpios, prevê um processo judicial onde Deus pondera o destino de toda a alma e da uma decisão sobre cada caso. Esta é a terceira premissa.

A terceira premissa também não é verdadeira, pois a bíblia é clara em dizer que a salvação não é por etapas, somos ou não somos salvos, não existe avaliação no que concerne a salvação. Ademais esta "sala de audiência" ou sala de investigação não é encontrada em qualquer lugar em Apocalipse 14. E nem mesmo na bíblia. No entanto, os adventistas adotaram esse ensino, porque, mesmo que ele viole o contexto da passagem, permitiu-lhes ter um "julgamento" com início em 1844 e, ao mesmo tempo, permitindo-lhes continuar reivindicando que as mensagens dos dois primeiros anjos foram dadas por eles.

É impossível para uma pessoa se sentar com a sua Bíblia, em Apocalipse 14, e chegar a um juízo investigativo. Leia as seguintes citações e pergunte a si mesmo: A terceira premissa igualmente é falsa, será que esses versículos descrevem um juízo investigativo do justo ou eles descrevem a execução de uma sentença sobre os pecadores? Ap. 14. 10 "beber do vinho da ira" "cálice da sua ira" "será atormentado com fogo e enxofre" Aqui não está se falando de justo, mas de condenado.

Ap. 14.11 "A fumaça do seu tormento subirá" Não é juízo investigativo que ocorre neste verso, mas sim executivo. Ap. 14.19-20 "lançou-a no grande lagar da ira de Deus" "lagar foi pisado "saiu sangue do lagar" Estão estes versos tratando do juízo investigativo? O fato de que Apocalipse 14 está descrevendo um julgamento sobre os ímpios. Vemos então que as premissas alegadas pelos adventistas têm como intuito em camuflar ou dar consistência ao rótulo de denominação verdadeira, porém vê-se claramente que tudo não passa de ensinamentos vazios, em outras palavras estão forçando a barra. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A besta e a sua marca. Parte 2.


Um equivoco que cometem é ensinar que a besta que o apocalipse descreve é somente um sistema religioso, na verdade a besta, “animal” não é somente o corpo mas o corpo com a cabeça, o corpo representa o sistema e a cabeça a regência do sistema, naturalmente a besta ou o sistema mundano é mesclado, entre política, ciência, religião entre as quais está o espiritualismo, o militarismo e a economia. Podemos dizer que estes  cinco poderios unidos a tecnologia representam a elite, em outras palavras o cérebro da besta.

E como somos sabedores o sistema religioso já predominou em uma época da história, isso não significa que não mais predominará na história. Ap. 13. 3 - Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta. O contexto do capítulo nos mostra que esse período a regência do mundo era religiosa. E outro dado importante é que o que foi ferido de morte não foi a besta em si, mas aquele que regia o sistema, ou sua cabeça.

O que interessa mais neste assunto é sobre o número da besta, em outras palavras um número que representa algo muito importante nesse sistema mundano. Por que isso? Pelo fato deste acontecimento está vinculado a todas as pessoas que vivem sobre a terra. Ap. 13.16-17 - A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

O que seria mais importante para o homem moderno secularizado do que comprar e vender? Mesmo para os fiéis a sobrevivência depende deste ato. Somando a necessidade humana em consumir com a super lotação do planeta mais a escassez de recursos causada pelo consumismo predatório, intensificado pela oscilação do clima quer seja causado ou não, tudo isso contribuirá para que os governantes imponham meios e “recursos sofisticados” para regularizar um planeta que estará à beira da falência e do caos. A pergunta a se fazer é a seguinte: o que é a marca ou o número da besta? Lógico que não podemos dizer o que seja a menos que usemos de especulação. Mas que o mundo tecnológico está trabalhando para isso, não existe dúvidas, quer seja consciente ou inconscientemente. 

O mundo religioso mantém uma opinião distinta a respeito do que seja o número da besta, admitem que possa ser um microchip implantado sobre a pele, e até mesmo algumas denominações argumentam que são doutrinas consideradas espúrias, que foram adicionadas no decorrer da era cristã. Os adventistas do 7º dia por exemplo ensinam que a marca da besta é o domingo, já outras denominações sabatistas garantem que a marca da besta foram todas as doutrinas inseridas pela igreja a partir do 4º século.

Deve ficar claro que tais ensinamentos deixam muitas lacunas que não podem ser preenchidos, entre eles estão: (1) A bíblia diz que todos os moradores da terra indistintamente de sua nacionalidade ou posição social, ou religiosa deverão ter a marca da besta. Nos primeiros séculos da era cristã como é até os dias de hoje o cristianismo não predomina no mundo, em outras palavras como pode a marca da besta ser algo que venha do cristianismo? (2) o que um dia de guarda ou uma doutrina que não seja bíblica irá impedir de alguém comprar e vender? Naturalmente se requer que os espirituais entendam as coisas espirituais, não que o homem natural entenda algo espiritual.


O que estou dizendo é que para atingir toda a humanidade de maneira nenhuma o número da besta poderá ser algo apenas espiritual. (Algo como doutrinas bíblicas.) 1ª Co. 2.14 - Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Vamos ler apocalipse 13.16-17 novamente: A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Três questões que não podem ser passadas despercebidas.

(1) A marca será inserida em todas as pessoas, que sejam ou não religiosas, Isso denota que não é uma marca apenas religiosa. (2) Reparem que o ponto principal será utilizar um mecanismo para que se possa comprar e vender, ponto em relevo a questão do comercio e não a questão religiosa. (3) A palavra marca neste verso é charagma que significa  selo, marca impressa, marca estampada, marca imprimida, ou algo esculpido.

Em outras palavras o verso está nos dizendo que a marca será algo literal e não simbólico. Muitos dirão: - o apocalipse é simbólico e não podemos tirar dele algo literal. Sabemos contudo que mesmo o simbólico quer nos dizer algo literal, caso contrário não estaria escrito, ademais a representação apocalíptica do sistema que rege o mundo é simbólica, não o sistema em si.  

Acredito piamente que a besta tentará dominar o mundo começando primeiramente na questão monetária, não acredito que os cartões com chips, o tal micro chip seja a marca da besta, acredito porém que seja uma forma embrionária daquilo que será utilizado no futuro, em outras palavras são protótipos de inventos que resultará em uma tecnologia que será distribuída e consequentemente implantada em cada ser humano que habita sobre a terra.

Nós seres humanos somos condicionados pelo contexto e época que vivemos, aqui no Brasil na década de 80 falar de telefone celular era algo de ficção cientifica, porém o Brasil fechou o ano de 2012 com 261,8 milhões de telefones celulares, costumamos dizer que a tecnologia faz parte não só da  sociedade, mas da nossa vida. O mesmo podemos dizer do sistema bancário, com suas “ofertas” de cartões de crédito, isso é a marca da besta?  de maneira nenhuma, mas não podemos subestimar a intenção, quer seja voluntária ou não daqueles que promovem a tecnologia com o intuito de dominar sobre as massas.

O que dizer do código de barras? Naturalmente não é a marca da besta, porém em minha opinião é uma representação primitiva daquilo que será implantado nas pessoas, qualquer pessoa bem atenta pode fazer uma leitura daquilo que o código de barras trás consigo, reparem na figura abaixo as três barras que não trazem o número tem a mesma característica da barra que representa o número 6, será apenas coincidência? Outro fato interessante é que o próprio código de barras segundo alguns especialistas já está com os dias contados. O próximo passo será a RFID ou Radio Frequency Identification o artigo encontra-se no Site abaixo.




Somente o futuro irá nos dizer como se dará este acontecimento, mas reparem que o mundo atual, ou as pessoas da atualidade, naturalmente estão tendo repudio pela palavra de Deus. Acredito que a besta ou o sistema que irá tentar dominar o mundo será regido (cabeça) por pessoas que tentarão impor as suas ideias evolucionistas, embasadas no conhecimento tecnológico que estará em vigor na época, e com o objetivo de “abolir” Deus da vida das pessoas. Bem, o futuro nos revelará com clareza o que nos aguarda. Uma coisa não podemos olvidar, quer queiramos ou não essas coisas irão acontecer, Ap. 17.17 - Porque em seu coração incutiu Deus que realizem o seu pensamento, o executem à uma e dêem à besta o reino que possuem, até que se cumpram as palavras de Deus.








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A besta e a sua marca.


Muito se tem pesquisado, falado e escrito sobre a besta do apocalipse e também do número do seu nome. E como não poderia ser diferente, várias são as visões e opiniões que se tem obtido como resultado dessa "incessante pesquisa” e isso faz com que não se tenha uma opinião formada sobre o assunto de quem seja, ou o que seja a besta relatada no Capítulo 13 do livro do apocalipse.

A opinião que se tem no meio religioso sobre quem é a besta é variada e entre elas estão: o império romano, ou algum imperador específico, o sistema papal, ou então alguém que surgirá no futuro, o qual eles dizem ser o anticristo e pasmem, muitos dizem que é o próprio Diabo. Nota-se que para os religiosos a besta tem características religiosas. O objetivo desta abordagem não é de maneira nenhuma definir como palavra final quem é, ou o que seja a besta e o seu número, mais sim tentar desbravar um pouco mais este intrigante assunto.

Esta consideração será baseada na interpretação chamada de paralelismo profético, ou seja, a história, e a bíblia sendo sua própria interprete. A bíblia define a palavra besta do mesmo modo que nós definimos. Um animal de carga, e é exatamente isso que a bíblia nos diz. Is. 46.1 - Bel se encurva, Nebo se abaixa; os ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; as cargas que costumáveis levar são canseira para as bestas já cansadas.

De igual modo o livro do apocalipse diz, que a besta é um animal, e a palavra grega para definir a besta no NT. É therion que significa um animal selvagem, ou uma besta selvagem. A besta de apocalipse treze é uma quimera, ou seja, uma aparência de animal mesclado. Ap. 13.1-2 - Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
                 
Além de ter sete cabeças e dez chifres à besta é uma mescla de uma semelhança de leopardo, urso e leão, veja bem, ela não se assemelha a um animal somente. Outro fato interessante é que nos dias bíblicos as nações ímpias quando subjugavam os outros povos e pela forma como agiam estas nações, foram muitas das vezes consideradas como animais.

Por exemplo: o império babilônico foi considerado no livro do profeta Jeremias como leão ao levar Israel para cativeiro. Jr. 4.6-7 - Arvorai a bandeira rumo a Sião, fugi e não vos detenhais; porque eu faço vir do Norte um mal, uma grande destruição. Já um leão subiu da sua ramada, um destruidor das nações; ele já partiu, já deixou o seu lugar para fazer da tua terra uma desolação, a fim de que as tuas cidades sejam destruídas, e ninguém as habite.
                  
Jr. 50. 17 - Cordeiro desgarrado é Israel; os leões o afugentaram; primeiro, devorou-o o rei da Assíria, e, por fim, Nabucodonosor o desossou. Já o profeta Ezequiel descreveu a ação dos babilônicos como uma ave de rapina. Ez. 17.3 e 12 - Assim diz o Senhor Deus: Uma grande águia, de grandes asas, de comprida plumagem, farta de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou a ponta de um cedro. Dize agora à casa rebelde: Não sabeis o que significam estas coisas? Dize: Eis que veio o rei da Babilônia a Jerusalém, e tomou o seu rei e os seus príncipes, e os levou consigo para a Babilônia.

Percebemos que os animais relatados no apocalipse 13 verso dois são idênticos aos animais relatados no capítulo sete do livro do profeta Daniel. Dn. 7.2-4- Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande.  Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem.

Existe uma relação muito forte entre o leão e a Babilônia, o leão alado era um símbolo de babilônia. E na porta do templo dedicado a deusa Ishtar existia um leão. Não só na porta, mas, grande parte da construção babilônica encontrava-se o leão alado impresso nos azulejos e tijolos.

Considerando que o leão com asas de águia, representa a Babilônia, fica fácil identificar os outros animais, basta reconhecer quem sucedeu a quem no cenário mundial. Is. 13.17-19 - Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso de prata, nem tampouco desejarão ouro. Os seus arcos matarão os jovens; eles não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças. Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.
    
Deus por meio do profeta Isaías disse que os Medos transtornariam a Babilônia. Igualmente o profeta Daniel por inspiração divina disse que os Medos e Persas sucumbiriam diante do poder da Grécia. Dn. 8. 5-7 - Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele.
  
Os versos 20-21 esclarecem as coisas: Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei. A bíblia nos diz e a história confirma que o império grego após a morte do rei Alexandre se dividiu, perdendo com isso a sua força, dando lugar então ao império romano que por sua vez no ano 476 dC foi sucedido pelos povos que viviam ao seu derredor. Povos esses que atualmente conhecemos como o continente europeu, exatamente como predisse o profeta Daniel.

Dn. 7. 23 - Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Este quarto animal tem as mesmas características da besta de apocalipse 13. E tudo indica que representa o império romano. Antes mesmo de surgirem esses reinos, outros já atuaram no cenário mundial, entre eles o Egito e a Assíria.

O que todos eles indistintamente quiseram? Dominar sobre as nações, subjugar os seus semelhantes. E esta é a característica da besta, ter o domínio estar no comando. Na realidade a besta é uma representação do domínio e poderio humano, ou seja, é o sistema que rege os moradores da terra. Por isso a besta é retratada como um animal, o sistema humano de governo, impiedoso, injusto e perverso, em outras palavras é um sistema animal, destituído de espiritualidade. 

Continua...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Circuncisão, uma necessidade para os legalistas.


A mentalidade dos sabatistas é a mesma dos judeus que se converteram a Cristo nos dias dos apóstolos  insistiam eles que os cristãos deveriam se circuncidar conforme registrado em Atos 15. 1 - Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. Caso eles viessem a se circuncidar o que mais deveriam fazer? At. 15.6 - Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés. Como sabemos a lei de Moisés são todas as leis contidas na bíblia, não se restringe as ditas leis cerimoniais como ensinam os modernos sabatistas.

Repare que o problema em si não era só fazer a circuncisão, o fato de fazer um corte no órgão sexual masculino provavelmente era doloroso, mas as exigências que advinham de tal prática eram insuportáveis. Tanto é assim que os próprios apóstolos disseram ser um jugo. Gl. 5.1 - Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Que servidão seria essa, a prática da circuncisão? Não! A circuncisão era só a chave que ligava o jugo. Gl. 5.2-3 - Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.

Muitos sabatistas argumentam que determinados grupos de pessoas ao longo das épocas guardaram o sábado, para eles isso significa que a verdade bíblica está com os seus seguidores. Não se exclui de nenhuma forma o fato de que ao longo da história houvesse realmente determinados grupos que mantiveram o sábado como sendo obrigatório para os cristãos, porém isso não significa que estão com a verdade. Em um concílio conhecido como o concílio de Jamnia  realizado no final do século I d.C um dos objetivos para a realização desse concílio foi combater a Cristandade e de uma vez por todas se apartarem-se dos cristãos. Por que isso? Pelo fato dos cristãos não estarem em conformidade com os ensinos da liderança dos fariseus convertidos.

Vimos na carta aos gálatas que os cristãos não estavam por lei obrigada a práticas judaizantes e se não estavam não seguiram tal ensinamento e isso naturalmente contribuiu para que houvesse não só uma cisão como uma repudia por parte dos judeus aos cristãos e vive versa. E isso atualmente é confirmado pela repulsa a qual os judeus têm por ao menos dois destacados membros do cristianismo, o apostolo Paulo e o Próprio Jesus.

Mesmo assim, deve ficar claro que o fato de Paulo ter orientado aos cristãos que eles não estavam obrigados a observar as leis de Moisés, isso não coibiu as pessoas de seguirem o pensamento farisaico Gl. 5.3 - De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. Se Paulo estava preocupado com isso, naturalmente deveria ser por motivos aparentes, ou seja, os crentes estavam seguindo os conselhos dos líderes judaicos “convertidos” ao cristianismo conforme lemos em atos 15.6.

Naturalmente Paulo aconselhou aos cristãos a não se meterem debaixo de jugo, mas não obrigou os mesmos a repudiarem tal ensinamento. Porém, isso não quer dizer que os cristãos fariseus estavam com a razão, simplesmente os seus discípulos conseguiram manter vivo o ensinamento de que não era somente crer em Jesus para serem salvos, deveriam cooperar com a salvação guardando a lei de Moisés. Em outras palavras não é a época longínqua de um ensinamento que o torna verdadeiro, se fosse assim deveríamos ter o dia de domingo como sendo o dia do Senhor, como é ensinado pela maioria da cristandade. Por que não estamos sujeitos ao sábado? (1) a aliança do Sinai não foi feita com cristão. (2) Deus ao fazer a aliança com os Judeus criou meios para que eles pudessem observá-los (a) um povo e uma teocracia (b) uma terra e uma cidade comum ao povo (c) uma mesma lei para os governantes e para o povo. (3) E também pelo fato de que ninguém sem hipocrisia observa o sábado segundo a prescrição da lei. (4) A lei não se resume nos dez mandamentos, se os cristãos do primeiro século deveriam se circuncidar para guardar a lei por que os cristãos da atualidade não têm que se circuncidar? Vejam Atos 15.6 - Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés.

Surge então a pergunta: se não se circuncidassem, estavam desobrigados de observar a lei? Se não, porque era necessário circuncidá-los antes de determinar a observância da lei? Se sim, por que os cristãos sabatistas não se circuncidam atualmente? Surge então um texto do apostolo Paulo que nos obriga a fazer mais uma pergunta: Gl. 5.4 - De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei.

Continuo perguntando  E os que não se deixaram circuncidar, estão obrigados a guardar a lei? Se a questão do sábado envolve salvação porque os apóstolos de Jesus Cristo não delineou bem essa questão? A resposta costumeira para esta pergunta é que não precisamos ouvir dos apóstolos algo que está escrito no antigo testamento, mas uma resposta invalida pois, outros mandamentos que haviam sido ordenados em Israel foi repetido no novo testamento, Rm. 13.9 - Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Os crentes da nova aliança conheciam esses mandamentos? Não roubar, não matar, não cobiçar e etc. Se sim por que foi repetido? Realmente sempre existiram grupos de sabatistas, assim como sempre existiu outros grupos que defendiam outras doutrinas que lhes foram peculiares. Mas, nem por isso significa que tais grupos detiveram a verdade única. Em particular a guarda do sábado só passou a ser ponto doutrinário em meados do século 16. (Francis David (1510 – 1579) Viu no unitarismo a forma ideal de se conceber a Deus, com isso desenvolveu um monoteísmo semelhante a dos judeus e muçulmanos, foi condenado por heresia, morreu em virtude de uma doença enquanto era julgado.

Depois da morte de Davis os unitarianos se dividiram em dois grupos, os guardadores do domingo e os observadores do sábado. Na sua primeira geração, os observadores do sábado viam-se a si mesmos como cristãos com significativos pontos em comum com os judeus. (1) Criam no mesmo Deus dos judeus; (2) que a salvação viera dos judeus; (3) que os cristãos deveriam observar o sábado, como os judeus. Liechty. Pág. 55)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O sábado é guardado na integra?

Os sabatistas em geral alegam que a guarda do sábado é uma necessidade para obtermos a salvação. Porém ao analisarmos mais profundamente a questão veremos que surge uma incoerência muito grande, incoerência que se volta contra os guardadores do sábado. Quais os problemas que enfrentam os que pretendem guardar o sábado atualmente e ensinam que a sua guarda é fundamental para a salvação? O problema é que na verdade ninguém realmente guarda o sábado como ordena a lei.

Com o intuito de saírem pela tangente eles dirão: “guardamos o sábado não para sermos salvos, mas porque estamos salvos”. Dando com isso a entender que as obras que realizam só é um reflexo da fé. Mas não é bem assim. Faça para eles a seguinte pergunta: - se você já está salvo (fato consumado), naturalmente ninguém lhe tirará a sua salvação, sendo assim não precisa mais guardar o sábado... Ele lhe responderá: - Não! se não guardo o sábado demonstro que não estou salvo. Vejam então que persiste a incoerência.

Apesar dos sabatistas dizerem que guardam o sábado, a pratica e a bíblia nos demostram que isso não passa de uma desinformação bíblica sustentada por motivo denominacional, ou seja, se pertenço a denominação X e nela é ensinado que o sábado é obrigatório para os cristãos, naturalmente a minha fé estará embasada nos ensinamentos da mesma, e defenderei tal ideia com força e afinco.

Dt. 27.26 - Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!

Menciono isso baseado naquilo que a lei pede para todos aqueles que buscam ser justificado por ela, o que a lei exigia quanto a guarda do sábado? Por viverem de uma cultura agropecuária os israelitas eram por lei obrigados a trabalhar seis dias e não cinco. Ex. 35.2 - Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá. O que mais eles não podiam fazer no dia de sábado? Ex. 35.3 - Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.

Vamos ver outras obras proibidas pela lei concernente a guarda do sábado. O comércio era estritamente proibido, Ne. 10.31 - De que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria e qualquer cereal para venderem, nada comprariam deles no sábado, nem no dia santificado; e de que, no ano sétimo, abririam mão da colheita e de toda e qualquer cobrança. 

Ne. 13.15-17 - Naqueles dias, vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam trigo que carregavam sobre jumentos; como também vinho, uvas e figos e toda sorte de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles por venderem mantimentos neste dia. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixes e toda sorte de mercadorias, que no sábado vendiam aos filhos de Judá e em Jerusalém. Contendi com os nobres de Judá e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?

A lei proibia carregar peso ou qualquer tipo de carga no dia de sábado, Jr. 17.21-22 e 27 - Assim  diz o Senhor: Guardai-vos por amor da vossa alma, não carregueis cargas no dia de sábado, nem as  introduzais pelas portas de Jerusalém; não tireis cargas de vossa casa no dia de sábado, nem façais     obra alguma; antes, santificai o dia de sábado, como ordenei a vossos pais. Mas, se não me  ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas  portas de Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o   qual consumirá os palácios de Jerusalém e não se apagará. Não podiam recolher lenha no dia de sábado. 

Nm. 15. 32-36 - Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o Senhor a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.

Era proibido sair de casa no dia de sábado, Ex. 16.29 - Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Somente depois da conquista de Canaã e após o cativeiro babilônico foi que introduziram a leitura nas sinagogas aos sábados, mas, mesmo assim os judeus só podiam caminhar 2000 côvados cerca de 1 Km. At. 1.12 - Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado.

O que mais a lei proíbe fazer no dia de sábado? E diga-se de passagem que nunca vi um sabatista cumprir na risca a ordenança imposta por intermédio do profeta Isaías 58.13 - Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs.

Segundo os sabatistas palavras vãs são todas as palavras que não tem um conteúdo espiritual, em outras palavras são conversas cotidianas normais porém são assuntos que não enobrece o espírito. Por isso disse que nunca encontrei um sabatista que cumprisse a risca essa ordenança.

Muitos argumentam e erroneamente ensinam que os Fariseus enrijeceram a lei, porém o que percebemos quando fazemos uma leitura bíblica sem preconceitos é que os fariseus só “seguiam” a risca aquilo que a lei ordenava, por exemplo: Jo. 5.9-10 - Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito.

O líderes do povo disseram algo diferente daquilo que a lei ordenava? De modo nenhum! Essa foi a instrução que Deus por meio do profeta Jeremias deu para o povo de Israel. Jr. 17.21-21. Existem muitos outros exemplos que Os líderes, os fariseus fizeram nos dias de Cristo exemplos estes de seguir o que a lei ordenara. Mt. 12.1-2 - Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.

Disseram algo contrário as escrituras? Não! Ex. 34.21 - Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega. Jesus e os apóstolos não consideravam a lei com leviandade e não disseram que ela não tem o seu valor, o que eles ensinaram é que, ou você guarda na integra assim como fez Jesus, ou confia nele a fim de ser o seu substituto (algo que os fariseus não conseguiram captar) tendo um coração purificado das obras mortas para servir ao Deus vivo. Portanto, não adianta fingir que guardamos os mandamentos e que seremos salvos por sua observância.  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Definição do Decreto de Deus.


Deus tem um propósito e esse propósito é eterno. O apóstolo Paulo chamou o plano de Deus de o Seu “eterno propósito” (Efésios 3:11). O propósito de Deus inclui vários eventos, mas esses não são sucessivamente formados à medida que surge uma emergência. Todos eles são partes de um só propósito ou decreto todo-abrangente. Visto que os acontecimentos são mutuamente relacionados, eles podem ser chamados de decretos para explicá-los às mentes finitas.

Um decreto é uma determinação ou uma ordem de alguém que tem autoridade suprema. Deus é soberano e tem o direito absoluto de fazer o que lhe apraz. Decreto é um termo técnico que tem sido adotado pelos teólogos para transmitir uma idéia complexa - várias idéias por um único termo. Que Deus opera sem um plano é inconcebível. Uma pessoa não pensará em construir uma casa sem planos, assim também é Deus. (Lucas 14:28-32). Deus é infinitamente sábio (Jó 23:13). Ele propôs tudo, e tudo o que Ele propôs será realizado.

O propósito de Deus foi traçado antes da fundação do mundo. A providência de Deus opera para cumprir o Seu propósito que é realizado no tempo; Ap. 17.17. O propósito de Deus está fundamentado na soberania absoluta, ordenado pela sabedoria infinita, ratificado pela onipotência e cimentado pela imutabilidade. (Romanos 8:28). Tudo o que Deus planejou acontecerá. (Tiago 1:17). Os decretos de Deus podem ser considerados num único decreto complexo incluindo todas as coisas. A extensão do decreto de Deus cobre tudo antes do tempo, durante o tempo e subseqüente ao tempo, pelo fato de Deus não ser regido pelo tempo.

Ele é imutável. Não há alteração na intenção divina. Nenhum novo ato jamais entrou na mente divina. Além do mais, nunca haverá reversão no plano divino. O soberano Deus não criou seres que Ele não pudesse controlar. Uma declaração comum, que não tem autoridade escriturística, é: “Deixem Deus ser Deus”. Como pode uma criatura criada deixar Deus ser Deus? Do ponto de vista de Deus, Ele tem um só propósito. Incluído neste propósito estão todas as coisas pertencentes à eternidade e ao tempo:

(Isaías 14:24). Tudo ocorrerá como Ele propôs: (Isaías 46:9-11). Seu conselho permanecerá para sempre: (Salmos 33:11). Seus pensamentos estão além da compreensão do homem: (Salmos 92:5). Os pensamentos e os propósitos do infinito Deus são co-eternos com Ele mesmo. A eternidade de Deus abala a imaginação de qualquer pessoa finita. Os pensamentos e propósitos de Deus são absolutos. “Seu entendimento é infinito” (Salmos 147:5). Ele é onisciente; portanto, Ele conhece todas as coisas ao mesmo tempo e não pode ser informado, pois todas as coisas são conhecidas por Ele.

Os homens geralmente procuram ou tentam instruir a Deus concernente a Sua palavra, e sobre os seus caminhos, mas é perda de tempo. Os pensamentos de Deus são simultâneos, ou que se realizam ao mesmo tempo. Visto que os pensamentos dos homens são sucessivos, ou que segue um após outro, tentar vindicar a providência eterna e justificar os caminhos de Deus com os homens é uma tarefa difícil. Alguém pode mais facilmente criticar do que construir.

Qualquer criança pode rasgar uma rosa em pedaços, mas somente Deus pode produzir sua excelente textura e fragrância. Os pensamentos de Deus são mui profundos. Seus caminhos não são os caminhos do homem: (Isaías 55:8, 9). Deus está no trono, e Ele controla tudo. Portanto, o homem deve começar a sistematizar a verdade reconhecendo a majestade de Deus. Toda verdade envolve mais do que parece ser superficialmente.

Alguém pode olhar para os céus e admirar as estrelas. Contudo, sua significância não é a mesma para ele como o é para o astrônomo. Esta pessoa não pode explicá-las como o astrônomo, que reuniu informação estudando as estrelas através de um telescópio. O homem natural pode olhar para a palavra de Deus da mesma forma como um novato olha para as estrelas. Ele pode ler declarações que para ele são confusas e contraditórias, porque é incapaz de reunir as passagens da Escritura em sua ordem apropriada.

Um verdadeiro teólogo pensa com base nos pensamentos de Deus e busca, pelo Espírito de Deus, trazê-los para a ordem de Deus em sua própria mente. Ele procura reunir os pensamentos de Deus numa ordem sistemática. O testemunho satisfatório e eficaz de Cristo só é possível através da apresentação da verdade em sua continuidade. A teologia é a ciência de Deus - fatos mais relações.

Formar um plano e necessariamente alterá-lo ou falhar na execução dele é uma das tristes imperfeições de seres finitos. Alguém pode ter boas intenções, mas não pode prever o futuro. Uma pessoa pode traçar planos para uma casa requerendo tijolos envernizados. Contudo, antes dele terminar seus planos, os tijolos tornam-se indisponíveis. Portanto, ele deve alterar os seus planos. Ele pode começar a construir sua casa, mas antes dela ser finalizada, seu dinheiro pode se esgotar.

Se ele é incapaz de adquirir uma ajuda financeira, será compelido a mudar completamente os seus planos. Tais ilustrações não podem se aplicar ao soberano Deus. Ele não somente conhece todas as coisas, mas é onipotente e trará à existência todas as coisas para completar o Seu plano eterno. Jó 42.2. 

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

As profecias messiânicas se cumpriram em Jesus?


Muito se tem feito para descredibilizar a pessoa de Jesus Cristo. Tal atitude não é nova remonta desde os dias do próprio Cristo. Começou com os judeus, e atualmente é defendida por céticos e ateus. Mt. 26.63 - Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus . O assunto que propus para estudarmos enfatiza uma das partes da cristologia, mais especificamente as profecias veterotestamentária que descreve a meu ver com perfeição as profecias e os seus cumprimentos na pessoa de Jesus.

É fato que a igreja no decorrer dos séculos introduziu textos e pensamentos para dar suporte algumas doutrinas consideradas ortodoxa dentro do cristianismo. Mas não podemos apoiar a ideia de que tudo que se conforme ou se converge para uma verdade que aponte para Jesus como sendo o Cristo, seja uma adaptação ou uma inserção produzida pelos líderes da igreja ao longo dos séculos, longe disso. Ou mesmo se Jesus e os próprios apóstolos trabalharam com afinco afim de que pudessem adaptar todos os acontecimentos cotidianos para que todas as profecias se cumprissem na pessoa de Cristo, isso também seria ilógico. Veremos as predições dos profetas do velho testamento e em seguida o texto do novo testamento, mostrando o cumprimento literal e histórico na pessoa de Jesus. 

Por exemplo: uma predição feita uns 500 anos AC. Zc. 9.9 - Alegra-te muito, ó filha de Sião! Exulta, ó filha de Jerusalém! Vê! O teu rei virá a ti, justo e Salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, filho de jumenta. Mt. 21.1-3 - Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendei-a e trazei-mos.  Será que os tradutores adaptaram também este texto?

O relato dos evangelhos nos mostra que Jesus entrou em Jerusalém cumprindo assim a profecia. A bíblia também diz que o Messias seria desprezado por muitos judeus Sl. 2. 2-3 - Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. At. 4.26-27 - Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;  porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel.

Dizer que o próximo verso retrata a Jerusalém ao invés de Jesus é até maldade por parte de alguns Is. 53.3 - Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Nitidamente o verso está dizendo a respeito de uma pessoa o contexto do capítulo nos mostra isso. Vejam se isso não cumpre Isaías 53? Lc. 17.25 - Mas importa que primeiro ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração. Importa pelo fato de está escrito que tal procedimento seria realizado.

Outra importante profecia que de modo nenhum poderia ser forjada, esse é um salmo messiânico de Davi. Sl. 41.9 - Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar. Dizer que isso não aconteceu com Jesus é ir contra a lógica das evidencias que estão escritas. Mc. 14. 18-21 -  Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá. E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro Porventura, sou eu? Respondeu-lhes: É um dos doze, o que mete comigo a mão no prato. Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!  

O relato histórico mais antigo a respeito da vida de Jesus que é o evangelho de Marcos destaca que Judas Iscariotes foi o traidor. Algumas outras profecias que passam despercebidas, mas que são bastante significativas. Zc. 11. 12-13 - Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata. Então, o Senhor me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do Senhor. Reparem o cumprimento desta profecia:

Mt. 27.3-7 - Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo; Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se. E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros.

O cumprimento profético acerca dos relatos da vida de Cristo são ricos em detalhes, não há como dizer que tais acontecimentos poderiam se cumprir na vida de outra pessoa, muito menos dizer que são escritos forjados, os escritos históricos mais antigos que descrevem esses relatos são os evangelhos, o mais antigo é o evangelho de Marcos. Sl. 109.8 - Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo. Sobre quem estaria profetizando o salmista? O relato de Judas no novo testamento confirma  a esse respeito At. 1. 16-17 - Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. Judas foi contado porém perdeu o seu encargo e outro tomou o seu lugar.

Muitos principalmente os judeus asseguram que o Messias não pode ser Jesus, pois para eles o Messias não sofreria, antes reinaria subjugando os seus inimigos. Mas quem seria a pessoa descrita em Zacarias  13.7 - Desperta, ó espada, contra o meu pastor e contra o homem que é o meu companheiro, diz o Senhor dos Exércitos; fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas; mas volverei a mão para os pequeninos. Será quem Jesus e mesmo os discípulos forjaram tal acontecimento afim de se cumprir mais uma profecia?
Mc. 14. 49.50 - Todos os dias eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; contudo, é para que se cumpram as Escrituras. Então, deixando-o, todos fugiram.  

Os céticos dirão: as palavras não são proféticas, antes devem ser entendidas no seu contexto imediato. A nossa resposta deve ser: devemos examinar o contexto e ver se ela descreve um sentido literal imediato ou se representa uma profecia. Os próprios escritores bíblicos sabiam disso. At. 8.34 - Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? O eunuco estava lendo as palavras de Isaías, no entanto Isaías não estava falando de si mesmo. O mesmo podemos dizer das palavras encontradas no Salmo 22. 6-8 - Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que me vêem zombam de mim;  afrouxam os lábios e meneiam a cabeça: Confiou no Senhor! Livre-o ele;  salve-o, pois nele tem prazer. 

Reparem que cumprimento incrível, Mt. 27.39-42 - Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz! De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. Muitas outras profecias que demonstram sem nenhuma sombra de dúvida que Jesus Cristo é o Messias.

Outra profecia interessante a respeito do Cristo: Sl. 22.16 - Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés. Uma pergunta a ser feita é a seguinte: estaria o salmista falando dele mesmo? O que consta este salmo foi escrito por Davi, será que Davi foi pregado em algum madeiro? Mas Jesus foi crucificado. Jo. 19. 17-18 - Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

Segundo os judeus o messias não veria a morte? Zc. 12.10 - E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito. O que significa este verso? Transpassaram ou irão traspassar alguém importante o qual o antigo testamento não relaciona? Quem seria? Se não foi com Jesus que tais fatos aconteceram com quem foi? Existem portanto, inúmeras profecias a respeito de Jesus ser o Messias, não irei relatar todas elas, creio que estas são suficientes para os que não querem mais provas, exceto os relatos históricos encontrados nos evangelhos, pois para os que não querem aceitar, não há provas que irão bastar.