domingo, 21 de julho de 2013

O Apocalipse 12, representa Maria?

Qualquer que seja a religião, ela deverá possuir um manual de orientação, afim de que os seus adeptos possam ser orientados de uma forma coerente e organizada. O livro máximo que cumpre esse papel no cristianismo é a bíblia, ou ao menos deveria cumprir. Na realidade, o que se vê no cristianismo é uma pluralidade de ensinamentos que não são encontrados na bíblia, percebe-se também que muitas doutrinas apesar de não serem bíblicas confundem a mente do leitor que está despreocupado em conhecer a verdade, ou ainda confunde um seguidor que está com a mente permeada com tal ensinamento.

Mas, ainda com relação ao cristianismo, o que dizer de um ensinamento ou mesmo uma doutrina que não é encontrada na bíblia? Como pode as pessoas ou os fieis aceitarem um dogma que não tem nem mesmo de longe um parecer bíblico? Existe algum verso bíblico que nos mostre Maria como estando no céu? A resposta é não, não existe! O que existe na realidade é uma apologética baseada na carência do povo. O que existe são apenas ensinamentos fora completamente de contexto que é apocalipse 12.

O texto e o seu contexto tratam de um simbolismo, que de maneira nenhuma pode ser utilizado de forma literal. Vários componentes que estão inseridos no drama dão prova de que tal descrição não pode ser levado ao pé da letra. Ap. 12.1 (Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.) Quase todos os estudiosos da bíblia concordam que a mulher que fala o apocalipse 12 trata-se primariamente do povo de Israel, e consequentemente os cristãos; vejamos e deixemos a própria bíblia dizer.

Isaías 54.6-8 (Porque o Senhor te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus. Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te; num ímpeto de indignação, escondi de ti a minha face por um momento; mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu Redentor.) Jr. 3.21 (Deveras, como a mulher se aparta perfidamente do seu marido, assim com perfídia te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor.)

Os. 2.2 (Repreendei vossa mãe, repreendei-a, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido, para que ela afaste as suas prostituições de sua presença e os seus adultérios de entre os seus seios.) Verso 16. (Naquele dia, diz o Senhor, ela me chamará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal.)

Paulo então aplica a condição de esposa aos seguidores de Jesus Cristo, O que Deus era para Israel Jesus é para os cristãos. 2 Co. 11.2 (Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.)

Suponhamos que a mulher seja literalmente Maria, o que seria o sol que a cobre? E as doze estrelas, e igualmente a lua? Não deveriam todos estes corpos celestes serem entendidos de uma forma igualmente literal?  Então, imaginem uma mulher vestida com sol? Impossível! Na realidade são símbolos que estão representando algo, algo este que a própria bíblia deve interpretar.

Percebemos nos poucos versos que lemos o quão os profetas destacavam a analogia entre Israel (esposa) e Deus (marido) salientei também que Paulo aplicou tal analogia para a igreja de Cristo, Ef. 5. 22-24 . (As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.)

Se a mulher primariamente representava Israel o que representava o sol que “ela” trazia? Sl. 37.6 ( Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.) Sl. 84.11 (Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.) Ml. 4.2 (Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.)

Dentre os versos que retratam o sol de uma forma metafórica nos é dito que o sol significa: justiça e direito, representa por isso o próprio Deus. Baseado nisso a mulher de apocalipse 12 era representante de Deus trazendo luz, justiça e direito. Tal era Israel, que aguardava com ânsias de “parto” o Cristo, toda a nação? De maneira nenhuma, antes os “justos” que ansiavam pela libertação não só do povo inimigo mas do jugo do pecado.

Qual sentido real haveria para Maria estar com a lua debaixo dos pés? Nenhum sentido! Mas se tratarmos da questão utilizando textos bíblicos, teremos mais sucesso? Creio que sim; muitos versos ou ao menos 70 versos na ARA. Retratam a lua de forma literal, porém alguns versos de forma metafórica, e como o apocalipse é um livro simbólico acredito que os símbolos e as metáforas devam ser utilizadas com o objetivo de dar sentido ao simbolismo descrito no livro.

O Salmo 89.37 nos diz sobre o trono de Davi e sua posteridade: (Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço.) As promessas de Deus para com Israel de que o messias viria da linhagem da mulher também seria fiel como a lua testemunha no espaço. Igualmente as doze estrelas as quais a mulher tem sobre a cabeça são representativas.

Representa não só os doze apóstolos que deram sequência a igreja como os doze patriarcas os quais formaram Israel, o mesmo que deu origem a igreja neo testamentaria a mesma que esperou e revelou o Messias. Utilizando o mesmo pressuposto percebemos que estrela quando empregada de uma forma metafórica pode significar pessoas de destaque. Dn. 8.10 (Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.)

Estrela neste verso significa os sacerdotes que ministravam no templo de Jerusalém Judas 13. (ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre. Este verso confirma que estrela pode e significa homens. No caso da mulher ou igreja do capítulo doze de apocalipse representa a igreja descendendo dos doze patriarcas e sequenciando com os doze apóstolos. O método que utilizei para este estudo foi um método de evidencias do texto bíblico.

Mas, o que quero deixar claro neste assunto é que apocalipse doze nem mesmo sonha em dizer que está relacionando Maria, não existe um único texto bíblico literal que demonstre que Maria esteja no céu. Em 1 de novembro de 1950, o papa a Pio XII declarou a Assunção de Maria como sendo um dogma, Ele não citou nenhuma fonte bíblica que realmente comprove tal acontecimento. Portanto, tal ensinamento não está embasado na afirmativa bíblica.





quinta-feira, 11 de julho de 2013

EGW erra ao interpretar João 5.8-10.


No desejo em defender a validade da antiga aliança adaptando-a ao adventismo, EGW desvirtuou as informações bíblicas acerca da guarda do sábado. O sábado bíblico para o povo de Israel era cercado de várias cerimônias impostas por Deus, as quais o povo deveria obedecer sob o risco de ser penalizado, ou mesmo ser levado a morte. A seguir veremos na declaração de EGW ao menos duas situações bizarras, uma que compromete o seu entendimento das escrituras e outra que compromete a fidelidade dos membros da sua igreja com relação à guarda do sábado.

Diz Ela: “Por tal forma haviam os judeus pervertido a lei, que a tornavam um jugo de servidão. Suas exigências destituídas de significado eram um provérbio entre as outras nações. Especialmente havia o sábado sido cercado de toda espécie de restrições destituídas de senso. Não lhes era um deleite o santo dia do Senhor, digno de honra. Os escribas e fariseus lhe tinham tornado a observância intolerável fardo.

Ao judeu não era permitido acender fogo, nem mesmo uma vela no sábado. Conseqüentemente, o povo dependia dos gentios quanto a muitos serviços que seus regulamentos proibiam que fizessem para si mesmos. Não refletiam que, se essas ações eram pecaminosas, os que empregavam outros para as praticar eram tão culpados como se as houvessem praticado eles próprios. Julgavam que a salvação se restringia aos judeus, e sendo a condição dos outros já desesperada, não se poderia tornar pior. Mas Deus não deu mandamentos que não possam ser obedecidos por todos. Suas leis não sancionam quaisquer restrições irrazoáveis ou egoístas”. DTN. 204.

Analisando esta página do livro o Desejado de Todas as Nações de EGW, percebe-se claramente que o jugo de servidão o qual Ela se refere, se deu pelo fato, após Jesus ter curado um indivíduo no sábado; João 5. 8-10 (Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito.) Pelo que o livro revela, os líderes judaicos dos dias de Cristo estavam pervertendo a lei e pondo um jugo de servidão, o fato dos judeus terem dito ao curado que era proibido pela lei carregar objetos no sábado EGW, afirmou que os judeus estavam acrescentando normas desnecessárias ao mandamento do sábado.

Tal informação não procede, pelo fato de tais normas e mandamentos estarem diretamente vinculadas a lei. Ne. 13. 15 (Naqueles dias, vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam trigo que carregavam sobre jumentos; como também vinho, uvas e figos e toda sorte de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles por venderem mantimentos neste dia.) Jr. 17. 27 (Mas, se não me ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém e não se apagará.)

Ora, os líderes de Israel não estavam adicionando nenhum jugo de servidão, na realidade estavam apenas fazendo valer o que a lei determinava, naquele contexto eles se valeram única e simplesmente da lei, ao passo que Cristo fez prevalecer à misericórdia, em detrimento do aspecto cerimonial destituído de caráter moral. O que Jesus quis dizer com a sua ação restauradora, foi que o carregar ou não carregar algo no sábado, não tornava alguém mais justo, ao contrário a reação dos fariseus demonstrou que tal cerimônia não tinha transformado as suas personalidades e ações. 

O fato é que dentro da ótica restrita da lei os líderes judaicos estavam com a razão. Imagine quando eles liam o livro da lei e os escritos dos profetas e se deparavam com escritos como o de Jeremias capítulo 17 o qual acabamos de ler, imaginem o cumprimento da profecia de Jeremias o qual se deu com a invasão dos exércitos babilônicos liderado por Nabucodonosor, registrado em 2ª Cr. 36. 21 (Para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.)

Muitos se perguntam o seguinte: por que os líderes dos judeus detestavam Jesus, os seus discípulos e Paulo? Como pode, eram todos da mesma nação, todos tinham o mesmo objetivo de agradar a Deus, todos eram zelosos da lei em todas as suas minúcias, seria isso mesmo? Claro que não, ou melhor, sim pertenciam a mesma nação de Israel, tinham o mesmo objetivo em agradar a Deus, apesar dos líderes se importarem com a letra fria da lei e por isso o seu zelo era sem intendimento, e claro Jesus assim como os discípulos e mesmo Paulo não foram tanto conservadores da letra fria da lei.

Basta reler o conflito que se configurou quando Jesus após curar um indivíduo, o mandou carregar a sua maca, e isso em pleno sábado, algo que contrariava aspectos relacionados a lei, isso é ponto pacífico. Afirmar como EGW, que aspectos relacionados a lei foi jugo de escravidão adicionados pelos líderes da nação, carecem de fundamento escriturístico. Naturalmente os líderes judeus cegados pelo zelo legalista, viram em Jesus e nos seus seguidores pessoas transgressoras da lei, e portanto, passiveis de morte, fato é que culminou na execução de Jesus e de alguns de seus seguidores.

Claro está que Cristo não transgrediu lei nenhuma ao permitir que o ex enfermo carregasse a sua maca, apesar dos escritos assim dizerem. Mas Jesus ao realizar tal ação demonstrou que a lei não tinha trazido perfeição ao líderes e quando eles os judeus resolveram matar a Cristo estavam demonstrando quem era realmente o transgressor.

Portanto, podemos retirar desta análise ao menos três questões importantes: (1) EGW errou em dizer que os líderes dos judeus foi quem estabeleceram os mandamentos acoplados a guarda do sábado ( carregar cargas no sábado e etc.) Ao contrário a bíblia claramente descreve tal advertência através dos profetas. (2) Ao assim proceder, EGW está nitidamente estimulando os membros de sua denominação a transgredir aquilo que tanto eles prezam e tem como ponto de salvação, que é o sábado.

(3) Jesus com sua visão espiritual demonstrou através de atos, e atos estes que foram contrários a expectativa dos líderes da nação, sendo assim nós devemos não nos restringirmos a aspectos cerimoniais os quais não nos fazem crescer na graça. Pergunto: dentro da ação lícita permitida pelo evangelho, qual o pecado de se carregar ou não cargas no sábado? Em outras palavras o que tal ação (lícita) pode contribuir tanto para o bem quanto para o mal?

Sejamos honestos, não contribui em nada, nem pró nem contra. Os judeus que viveram a antiga aliança, dependiam de aspectos cerimonias que dentro de uma visão espiritual são destituídas de significado e completamente irrelevantes. Qual foi o agravo moral que o ex enfermo cometeu ao carregar a sua maca no sábado? Bem, acredito que para o povo judeu da época, Ele feriu as suas consciências legalistas, porém no que tange a sua ação nada de imoral, sendo assim ninguém pode ser considerado um transgressor ao portar uma carga qualquer no sábado, exceto se for algo ilícito. 

No que diz respeito a ser legalista, ou ter zelo pela aplicação da lei os judeus eram por mandamento, Rm. 10. 5 “Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela”. E era assim que os judeus tentavam viver, eles não inventaram nada só seguiam o mandamento estipulado.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Diabo evangelista, o que é isso?

O ensinamento popular acerca do diabo é que ele é um ser perverso. Tal ensinamento também afirma que este ser está preocupado em trazer o mal para a humanidade. O cristianismo popular seguindo uma tradição judaica tardia, oriunda do dualismo persa crê e ensina nos púlpitos denominacionais que, Deus opera o bem, ao passo que o diabo opera o mal.

Segundo o ensinamento cristão popular, acreditar que o diabo possa fazer algo de bom é uma contradição. Mas, o que dizer de um diabo evangelista? Mt. 8.28-29 (Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?)

Lc. 8.28 (E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.)

Os versos nos mostram que o trabalho de “evangelista” o qual cabe ao homem de Deus foi também realizado pelo diabo, o mais interessante foi que naqueles dias nos primórdios do cristianismo, quando muitos não visavam em Jesus o messias, quando muitos judeus o rejeitavam, o diabo fez o trabalho de evangelista.

Não tem cabimento que o demônio se converta em apóstolo, o menos que se pode esperar é que o diabo de testemunho da messianidade de Jesus. O cristianismo popular jamais aceitaria que o diabo confessasse a Cristo, mas foi o que aconteceu. Outro fato interessante aconteceu nos dias de Paulo está registrado em Atos 16.16-17.

Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação.”

Aqui literalmente o “demônio” torna-se um grande evangelista. Ora, dizer que o demônio fez isso é contradizer o argumento popular sobre o diabo, pois se espera que o diabo negue a Deus e tudo aquilo que está relacionado com a bíblia. O verso nos diz que a jovem estava possuída por um espírito adivinhador, ou espírito de pitão, na mitologia grega, nome da serpente ou dragão Pitiã que habitava na região de Pito, junto ao Parnasso em Focis. Diz-se ter ela guardado o oráculo de Delfos. Foi eliminada por Apolo.

Naturalmente não nego o acontecimento registrado em atos, nego, no entanto que a jovem estivesse realmente possuída. A grande maioria das pessoas em todas as épocas, quando não podem detectar um acontecimento físico atribuem então a forças espirituais, no primeiro século não foi diferente, as pessoas apesar de serem santas não estavam obrigadas a compreender tudo, Paulo foi um evangelista, falou a linguagem da sua época, associou o acontecimento ao ensinamento popular da época.

Até mesmo a medicina desconhecia (e desconhece) casos complexos e atribuía tais acontecimentos a questões espirituais. O mesmo acontece atualmente, os líderes religiosos, muitos na ignorância e outros com “esperteza” acrescentam na mente do povo que o inimigo é espiritual e maligno, e o povo pessimista e envolvido com superstição, aceita tal ensinamento e acabam sendo vitimas do sistema. Uma questão muito simples de se entender, quando um “possuído” nas ditas denominações torna-se “liberto das garras do diabo” qual a sua reação fisiológica? O que ele (a) quer de imediato? Descansar, e se refazer fisicamente, o esgotamento foi severo, então o organismo precisa se recuperar. Bem, caso fosse um ser espiritual que estivesse operado toda aquela contorção, toda aquela “ginástica” porque estaria o pobre oprimido cansado?

Ora, devemos saber definir o que é espiritual do físico, devemos saber definir o que é milagre daquilo que é meramente humano. A realidade humana é uma só, aquilo que não se consegue explicar atribui ao espiritual. Evidencias bíblicas que os textos que foram citados não podem ser entendidos ao “pé da letra”.

Pelo simples fato de que segundo a teologia e ensinamento popular diz sobre o verdadeiro papel do diabo, em outras palavras nunca, o diabo pode fazer uma propaganda em favor de Cristo e da bíblia. O mais lógico era que os personagens “endemoninhados” dissessem ao contrário, ou seja, certo seria “eles” terem dito: o que eles irão dizer (sobre o evangelho) não deem ouvidos. 

Naturalmente acredito piamente nos acontecimentos tanto dos evangelhos quanto no que está em atos 16.16-17 só discordo da interpretação do fenômeno que acometeu aquelas pessoas, e baseado no ensinamento sobre a malignidade do diabo tenho apoio para não acreditar que o "diabo" daqueles episódios tenham se tornado evangelistas. Nos versos bíblicos citados todos foram curados, isto é, eram doentes, precisavam de cura física, e foi isso mesmo que aconteceu. Reparem que o verso não cita uma cura espiritual, apenas uma cura física.

Alguns parapsicólogos (ciência) acreditam que o caso desses personagens bíblicos se deu pela HIP hiperestesia Indireta do Pensamento. Hiperestesia HIPER vem do grego (HYPÉR), que significa super posição, superior. ESTESIA é derivado de ESTESE, uma palavra de origem grega; (AISTHESIS), que significa sensibilidade. Sim, é um assunto cientifico, não estou trocando o espiritual pelo cientifico, não mesmo. Porém, os personagens bíblicos que foram citados não estavam possuídos, visto o caso de que todos eles “trabalharam” para a pregação do evangelho, contrariando assim o ensinamento popular acerca do trabalho do diabo que é o impedimento da pregação do reino de Deus.     


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Analisando o credo trinitário.

A primeira menção bíblica que evidencia a divindade e apresenta a Deus como um é Deuteronômio 6.4 o qual está escrito: (Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.) Apesar da clareza do verso em questão os teólogos trinitarianos contestam a sua interpretação, asseguram que a palavra hebraica para “um” neste verso é echad e representa um e não único.

Baseados neste entendimento, ensinam que o verso está assegurando que Deus é uma entidade composta, compartilhada por três pessoas. Quanto ao termo hebraico echad literalmente significa um, de nenhuma maneira echad significa dois, três e assim sucessivamente. Antes, porém quer destacar que para os hebreus a quem primeiramente este mandamento fora direcionado, que o Deus ao qual eles estavam ouvindo era o maior entre todos os outros deuses.

Para a mentalidade judaica da época pós servidão no Egito, a noção de um Deus único no mundo era impossível dado a pluralidade de deuses existentes. O contexto do capítulo 6 de deuteronômio está exatamente exortando o povo, que apesar de não entenderem que Deus é yachid ou único no sentido terminante, Ele é o maior de todos os deuses existentes e que o povo hebreu deve se esforçar para se lembrar disso.

Deuteronômio 6.5 diz: (Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.) Agindo assim, Deus estava dizendo ao povo que não lhes era permitido deixar “espaço” para nenhum outro. Os versos 12-14 concluem exatamente essa linha de raciocínio. (Guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti.)

Fica claro nestes versos que de nenhuma maneira a bíblia exclui a possibilidade de outros “deuses’ mesmo o apostolo Paulo confirmou este pensamento. 1ª Coríntios 8.5 o qual está escrito: (Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores.) Porém, se valer de uma palavra para tentar comprovar uma unidade composta, não faz qualquer sentido e viola mesmo o credo trinitário.

O credo trinitário ensina que Deus é um ser, em três pessoas, em outras palavras negam o politeísmo, asseguram a unicidade de Deus. Ensinam também que a palavra echad é um entre outros, aproveitam desse ensejo para dizerem que se trata dos membros da trindade, baseado neste conceito a doutrina trinitária cai por terra e da forças ao triteísmo rejeitado pelos trinitarianos.

Como entender isso? Ora, se “um entre outros” “se refere aos membros da trindade”, logo os teólogos trinitários estão complicando ainda mais a doutrina da trindade estão quebrando a unicidade e evidenciando a individualidade. Ou seja se os “membros” da trindade é que são um entre outros (deuses ?) Teremos um politeísmo. Em todo o antigo testamento a bíblia atesta e confirma a unicidade de Deus, para o povo que fora escravizado, a cultura egípcia Cananeia mostrava que existiam muitos deuses, porém a bíblia tomada sem superstições de um modo claro ensina que Deus é yachid único.

O um entre outros é válido para as mentes aprisionadas pelo paganismo, o um entre outros significa um entre muitos deuses, e este era o caso dos israelitas antes do êxodo. Sem superstições e apoiando a teologia da unicidade de Deus, Paulo confirma os escritos do antigo testamento, não só confirma mas amplia a questão. Além dEle dizer que Deus é somente um Ele nos esclarece quem é este um; seria a trindade? Não!

Paulo em sua carta aos Corintios, nos mostra que a nossa fé tem que ser maior que a superstição, o pagão sempre fez apologia para aquelas coisas que nada representam dentro do escopo religioso, porém, Paulo nos diz que não devemos temer os ídolos, pois eles nada são. 1ª Co. 8.6 – (Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.) (Grifo meu) Considero este um dos argumentos mais fortes a favor da unicidade de Deus, reparem que Paulo diz quem é Deus, Ele claramente nos diz que é o pai.

Devemos considerar uma doutrina bíblica como tendo validade teológica quando ela for amparada por textos bíblicos, o fato de os teólogos trinitarianos dizerem que existe uma funcionalidade dentro da trindade carece de apoio escriturístico. Afirmam eles que o pai só é o pai dentro do contexto da criação e redenção, assim também o filho só se tornou filho mediante o mesmo acontecimento e igualmente o espírito santo, segundo os teólogos trinitários Ele também desempenha um papel funcional. 

A nossa pergunta para essa questão deve ser uma somente, e ela é: onde está escrito na bíblia algo que valide tal ensinamento? A teologia trinitária também ensina que em sua função de filho Jesus morreu e ressuscitou a si mesmo. Fazem esta afirmação baseados em apenas um verso bíblico, e verso este que no seu contexto não está dizendo que Jesus possuía vida antes de morrer, mas que possuiria a vida após a ressurreição. Jo. 5. 26 (Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.)

O mesmo podemos dizer do verso 27 (E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.) Não podemos entender que Jesus esteja falando do momento imediato, mas sim em um futuro distante, isso pelo fato de Jesus não ter desempenhado um juízo em sua época, contraste com este verso, Jo. 12.47 ( Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.) E a ação de julgar por parte de Jesus está confirmada em At. 17.31 (porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.)


Se Jesus é Deus no sentido estrito da palavra como é ensinado no credo trinitário, como podemos ter certeza que Ele morreu? 1ª Tm. 1.17 (Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!) 1ª Tm. 6.16 (O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!) Sabemos contudo que o imortal é alguém que não pode morrer, mas se Jesus foi sempre imortal, como morreu então? Bem, só resta duas alternativas, (1º) ou Ele não era imortal e passou a ser após a sua ressurreição, algo que tem apoio bíblico, (2º) ou Ele não morreu, algo que contraria as informações bíblicas. Fica aqui um desafio para quem quiser me explicar dentro da bíblia a questão trinitária. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

O que é ordenança de Colossenses 2.14?

Os legalistas e consequentemente os sabatistas, apesar de sua constante reivindicação e dedicação sobre o assunto que tenho proposto, quer queiram quer não se encontram em uma “encruzilhada”. O assunto proposto é analisarmos alguns versos bíblicos que comprovadamente demonstrará que os legalistas e os sabatistas estão equivocados quanto a afirmação da perpetuidade da lei como necessário a salvação.

E nesta explanação pretendo demonstrar que nós os gentios que agora cremos, estamos salvos pelo simples fato de que Deus em Cristo nos salvou, isto é, nós não seremos salvos, mas somos salvos pelo fato de ter Deus cancelado o escrito de divido que era contra nós. A demonstração da salvação em nossa vida começa com as seguintes palavras de Paulo, Cl. 2.6 - (Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.) Isto significa que aqueles que nasceram de novo apesar de serem pecadores, não vivem na prática do pecado.

Este verso não nos dá margem para dizermos qual era o público alvo de Paulo, naturalmente tanto judeu quanto gentio podem receber a Cristo, porém, o verso 11 claramente nos mostra que Paulo está dirigindo as suas palavras para os cristão gentios Cl. 2.11(Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo.) Somente os gentios não foram literalmente circuncidados, foram somente no coração, isto é, figuradamente.

E falando para os gentios o verso 13 confirma a declaração do verso 11 o apostolo nos diz que estávamos condenados ou em uma tremenda dívida para com Deus, Cl. 2.13(E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.) dentro da ótica judaica os “incircuncisos’ de coração são os não judeus (gentios) portanto, Paulo está falando primeiramente para os gentios convertidos de Colossos, e naturalmente as suas palavras são estendidas para nós através dos séculos.

A pedra de tropeço para os legalistas e sabatistas é justamente a palavra que utilizam para tentarem torcer os ensinamentos de Paulo quanto ao cancelamento de dívida efetuado por Deus, mediante Cristo ter encravado-o na cruz. A palavra encontrada no verso 14 é: ORDENANÇA. Esta palavra é utilizada por eles com o objetivo de tentarem sair pela “tangente”, ensinam que a palavra ordenança de colossenses 2.14 está se referindo ao sistema cerimonial judaico, em outras palavras os legalistas entendem e ensinam que o fato da palavra dizer “ordenança” significa ritos, costumes, cerimônias, lei do sacerdócio levítico, ou lei “cerimonial”.

A palavra original para ordenanças em Cl. 2.14 é DOGMA  e significa: lei, doutrina ou mesmo decreto. O verso por si só não quer dizer lei cerimonial isso pelo fato de não ser uma pratica comum no judaísmo, ou seja, não existia a prática de separar as leis no regime judaico. O verso por um todo confirma que a lei que Cristo cravou-a na cruz não foi a dita lei cerimonial, vários fatos confirmam isso, vamos as questões.

“Tendo cancelado o escrito de dívida”... Atentemos para a seguinte questão, caso o escrito de dívida fosse as ofertas e os sacrifícios e todas as atividades exercidas pelo sacerdócio aarônico, poderíamos dizer sem medo de errar que estamos isentos da lei no que tange a salvação, em outras palavras não somos mais devedores a lei para sermos salvos. Isso pelo fato de que toda a liturgia do antigo testamento ser uma sombra (representação) daquilo que Cristo seria, em outras palavras se Cristo excluiu tais cerimônias é porque eles não são mais necessárias, ou sem utilidades.      

Se os sacrifícios de animais no antigo testamento foram postos por causa dos pecados e se eles foram por Cristo removidos, significa que Cristo pagou a nossa dívida, em outras palavras cancelou os escritos de dívidas os quais eramos devedores. E se os escritos foram cancelados logo não há nada nem ninguém que possa nos cobrar, não existe mais dívidas! Vejam bem, isso põe em xeque a visão adventista da guarda da lei, pois tentam estabelecer a lei como um todo, ou melhor parte dela, mas, não se tocam que a abolição da lei cerimonial dá fim a obediência cega a lei para salvação. Acredito que o apostolo não está descrevendo para os seus leitores que a lei a qual Ele menciona possa ser a lei de sacrifícios, mas sim a lei que nos tornava devedores.

Os sacrifícios nos faziam devedores? Em outras palavras, eramos obrigados a sacrificar algum animal para agradar a Deus? Lógico que não. O que nos tornava devedores era a lei que nos acusava de falta para com Deus, ao contrário os sacrifícios foram estabelecidos como um meio para quitar tal dívida, então o que nos fazia devedores era aquilo que contrastava a nossa natureza. O que contrastava a nossa natureza é a lei como um todo, exceto a de sacrifícios e de ofertas e dádivas e etc. Estas foram usadas como pagamento provisório até que Cristo viesse.

Como vimos acima, Paulo escreveu a carta aos crentes gentios de Colossos, ora aos gentios não foi exigido sacrifícios, em outras palavras a lei de ofertas não nos era contrária, ou não nos era prejudicial, em que sentido ela seria prejudicial? Em nenhum sentido, ela não foi exigida para nós. Cl. 2.13 (E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.) O verso 13 nos esclarece amplamente, reparem que Paulo está se referindo a lei que condenava, não a lei dos sacrifícios, “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões”... A transgressão só pode ser”detectada” caso haja uma lei para isso, no caso a lei de Deus.

Os sabatistas no entanto, tentarão sair pela “tangente”, alegando que estou sendo anomista, ou contrário a lei. Se o que falo for contra a bíblia, então estão dizendo que Paulo foi contra bíblia e a lei, logo o que estou  fazendo é tentar refutar um erro teológico, mas se estou errado no meu argumento e antes de me criticarem me respondam por favor algumas perguntas: qual lei nos fazia devedores? Qual lei apontava os nossos delitos? A lei dita cerimonial apontava o delito, ou foi posta para que se pagasse o delito? A palavra ordenança é dogma, e, significa somente os ritos ditos cerimoniais, ou aquilo que era ordenado como lei em todo Israel? Em qual parte da bíblia é ensinado que em Israel existia uma lei cerimonial e uma lei moral? 


O que nos era prejudicial? a acusação da lei, pois pelas obras da lei ninguém será justificado, ou a lei de ordenanças, a qual não tínhamos obrigação em cumpri-lá?  Se não era a nossa obrigação participar dos ritos cerimoniais, qual dívida Jesus cancelou então? O verso 13 diz que Ele nos deu vida perdoando todos os nossos delitos. Fez isso removendo apenas o cerimonialismo? O que nos fazia devedores era a sistemática “cerimonial” de Israel?   

sábado, 1 de junho de 2013

O sábado de Colossenses 2. 16

Apesar de ser humano e consequentemente pecador, tenho zelo pelas coisas de Deus, muito embora o nosso zelo possa ser sem entendimento.  No que corresponde a questão religiosa o zelo pode ser fortalecido devido a alguns fatores, e entre eles estão: tradição que perpetuamos dos nossos familiares; por causa do nosso relacionamento com os “irmãos”; ou mesmo pelo ardor bíblico o qual defendemos por pensarmos ser ele verdadeiro.

Por muito tempo defendi a palavra de Deus com zelo, quando examinava o texto bíblico de Colossenses 2.16 o qual diz: (Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados.) Entendia que o tal sábado referido por Paulo neste verso não compreendia o sábado dos dez mandamentos, mas acreditava que se tratava de sábados cerimoniais, ou como se entende “os vossos sábados”.

Após examinar a bíblia sem questões pré-concebidas livre de influência denominacional, entendi que o meu zelo era sem entendimento. O texto bíblico mencionado destaca sem nenhuma sombra de dúvida, que o sábado o qual Paulo está se referindo é o sábado dos dez mandamentos. Como provar biblicamente isso?

Como é sabido os sabatistas tentam ludibriar a inteligencia dos incautos dizendo que o sábado do texto referido são os “vossos sábados”, dizem eles que se são os “vossos sábados” não pode dessa forma ser o sábado do Senhor. Ao instruir o povo de Israel, ao saírem do Egito com relação ao dia da expiação Deus disse:

Lv. 23.32 (Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.) Assim sendo, para os sabatistas, principalmente os adventistas do 7º dia, o sábado de colossenses 2.16 está tratando de um feriado religioso judaico, o qual podia “cair” em qualquer dia da semana.

Lv. 23.38 (Além dos sábados do Senhor, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.) Aqui é que os sabatistas utilizam do “trunfo”, vossos sábados e meus sábados. Na realidade esse é um argumento infantil e sem lógica, vamos fazer uma comparação. Is. 56.7 (Também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração...)minha casaMt. 23.38 ( Eis que a vossa casa vos ficará deserta.)vossa casa”. Segundo os textos bíblicos a “casa” é de quem? Deus lógico!

Is. 43.23 (Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios; não te dei trabalho com ofertas de manjares, nem te cansei com incenso.) “teus sacrifícios1ª Sm. 2.29 (Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada?) “meus sacrifícios”. Jo. 20.17 (Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai para meu Deus e vosso Deus.) Aquele Pai, mencionado por Jesus como “meu Pai” é diferente do Pai também chamado por Jesus de “vosso Pai”? Só por que mudou o pronome possessivo também mudou o Pai? Não, de forma nenhuma!

Outras expressões idênticas, Lv. 23.2 (Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas.) Nm. 29.39 (Estas coisas oferecereis ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos e das vossas ofertas voluntárias, para os vossos holocaustos, as vossas ofertas de manjares, as vossas libações e as vossas ofertas pacíficas.)minhas festas” “vossas festasAo compararmos os termos vemos que o tal “trunfo” do adventismo e do sabatismo em geral torna-se em um subterfúgio, tornando a diferenciação de “vossos sábados” e dos “meus sábados” em uma afirmação simplória e sem valor.

Os sabatistas afirmam ainda que os sábados de colossenses 2.16 representam os feriados os quais marcavam as festas dentre o povo de Israel, seria isso verdade? Lógico que não! Como os próprios adventistas ensinam os dias de festas representavam toda a sistemática dos feriados religiosos de Israel, sendo assim as palavras (dia de festa) de colossenses 2.16 está sem nenhuma dúvida representando os feriados nacionais de Israel.

Isto é claro, pelo fato de qualquer feriado religioso ser um dia de descanso, sendo assim as festas de colossenses 2.16 incluem os “sábados cerimoniais”. Pelo fato de um feriado ser dia de descanso, independente do dia da semana,  Portanto, o sábado de colossenses 2.16 é o sétimo dia da semana. Analisem uma coisa, Paulo diz Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”.

Dia de festa, que festa seriam estas? Eram sete as festas anuais judaicas mencionadas em Levítico. 23. (1ª). Verso 5. Festa da páscoa (2ª) Verso 6. Festa dos Pães ázimos (3ª) versos 15 e 16. Festa de Pentecostes. (4ª) verso 24 Festa das Trombetas. (5ª) versos 27 e 28. Festa da Expiação. (6ª) versos 34 a 36. Festa dos Tabernáculos (primeiro dia da festa)- v. 34 (7ª). Festa dos Tabernáculos (último dia da festa) - v. 36.

Se os feriados religiosos os ditos sábados cerimoniais judaicos estão incluídos nas festas, por que Paulo utilizou as palavras dia de festa e sábados? Pelo fato de que Ele estava relacionando duas coisas completamente distintas. Ou seja, festas, feriados religiosos considerados pelos sabatista adventistas como sábado cerimonial e o sábado semanal. Mas, os sabatistas e adventistas tentarão sair pela tangente, dirão o seguinte:

O texto de Colossenses 2.16 está relacionando o sábado cerimonial, pois diz sábados, plural e não sábado singular. Será que isso procede realmente? Mt. 12.5 e 12 (Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.) Lc. 6.2 (E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito aos sábados?)      

Reparem que estes versos está tratando do sábado do sétimo dia, mesmo assim considerado no plural. Os adventistas sabem disso, mas não podem dar a “mão a palmatória” pois reparar o erro é sinônimo de fraqueza  e isso serve para todas as denominações cristãs, ou seja, preferem perpetuar no erro do que admitirem o mesmo.

Vejam uma declaração da revista adventista  janeiro de 2009, p. 18. Diz assim: “Uma importante questão hermenêutica (ou interpretativa) suscitada por Gálatas diz respeito à natureza da lei de que se fala o apóstolo. Espera-se que, depois dessas lições, tenhamos sepultado para sempre aquela velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como a chave para se entender a epístola. Não que não houvesse leis morais e cerimoniais na vida do antigo Israel, mas o ponto é que tal distinção não é de forma alguma a solução para se interpretar Gálatas ou quaisquer outras passagens em que Paulo parece falar da lei...”

A referida passagem em gálatas é o inverso de Colossenses 2.16, Gl. 4.10 (Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.) Isso significa que no sábado podemos praticar o que é mal? De maneira nenhuma! Ou melhor, não podemos praticar o mal em nenhum dia da semana, essa é a mensagem da nova aliança. Quanto a reparar o erro doutrinário, poucos estão dispostos ou mesmo apto a fazer, requer preparo emocional, visto que a pressão contrária é forte; infelizmente o zelo e o orgulho denominacional são na maioria das vezes um véu que impede as pessoas de enxergarem a realidade.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Objeções lógicas e bíblicas a imortalidade da alma.

A cristandade com poucas exceções são imortalistas, (termo utilizado para aqueles que acreditam na permanência da vida após a morte.) Em outras palavras acreditam que após a morte o ser humano tem um encontro com Deus desfrutando assim das bênçãos eternas. 

Algumas objeções a este pensamento: se o ser humano já desfruta das glórias eternas com Deus, para que a ressurreição? Logo temos um paradoxo, pois a ressurreição é um ensinamento bíblico ao passo que a imortalidade não é. E para preencher essa “lacuna” teológica, ensinam que o corpo precisa ressurgir para se encontrar com a alma. Mas, tal ensinamento não tem apoio bíblico. 

Imaginem se a alma se desprendesse do corpo e fosse viver as delícias do paraíso como é ensinado nas denominações cristãs, para somente depois no juízo o corpo ser ressuscitado e formar novamente a unidade corpo alma, tal ensinamento veiculado pela igreja católica foi necessário para conformar com a ideia bíblica da ressurreição. Como vemos foi necessário um malabarismo teológico para conformar a ideia da imortalidade da alma. 

Outra objeção a imortalidade da alma se encontra no fato da ausência do ente querido, ou seja, imaginem se determinada pessoa morre e vai para o céu, como estão emocionalmente os seus parentes e amigos? Tristes naturalmente! Mas, por outro lado a alma está alheia as tristezas e sofrimentos dos seus familiares, e pouco se importando com os que “ficaram”. Chegaram ao absurdo de desenvolver o dogma da interseção dos santos, acreditam que os salvos ou as almas salvas que estão no céu podem interceder pelos seus que ficaram aqui na terra, isso é completamente contrário as escrituras, não existe apoio bíblico e nem mesmo lógico. 

Imaginem se alguém é assassinado, por que então tal pessoa, ou melhor, tal alma não descreve para as autoridades quem foi que o matou? Se fizesse o espiritismo estaria certo. Como não existe tal fato a igreja ensina que a alma não pode entrar em contato com o mundo dos “vivos’. Outras objeções a imortalidade da alma são as seguintes: O termo alma, no hebraico e mesmo no grego não coaduna com a ideia de um ser se desprendendo de um ser humano. Em hebraico a palavra alma (nephesh) significa várias coisas e entre elas estão: vida, criatura, pessoa, apetite, mente, ser vivo, desejo, emoção, paixão, ser vivo (com vida no sangue) lugar dos apetites, lugar das emoções e paixões, atividade da mente. 

Nada diz a respeito de algo desencarnado. Quanto ao grego do novo testamento o mesmo é dito sobre a alma (Psychē), porém a igreja usou dos ensinos de Platão para dar suporte à imortalidade da alma, observem o que Platão disse na parte IV do seu livro “República” Platão concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina. A alma inteligente presa ao corpo um dia foi livre e contemplou o mundo das idéias, mas as esqueceu. 

Além das objeções lógicas que vão contra a imortalidade natural da alma, existem também versos bíblicos que apoiam o aniquilamento da mesma, e por incrível que pareça são os mesmos versos utilizados pelos imortalistas, os quais usam com o intuito de dar suporte a sua doutrina. Antes, porém é preciso salientar que os imortalistas fazem “guerra” aberta a alguns versos bíblicos, os quais são usados para dar suporte o aniquilamento do homem na morte. 

Ec. 9.5-6 (Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.) A “guerra” consiste em insistirem que o verso não descreve o aniquilamento total do homem, só em partes, em outras palavras, insistem os teólogos imortalistas que o texto apenas diz que a natureza humana morreu, nada mais. Por outro lado é bom lembrarmos que o verso diz que tudo no período pós morte perece, naturalmente isso se dá por falta de consciência no individuo, observem que o verso não diz que somente a parte física do homem perece, não! não se insinua uma ruptura, diz que o homem morto pereceu, um todo. 

Versos usados pelos imortalistas para dar suporte a imortalidade do homem. Lc. 23. 42-43. (E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.) Não precisamos dizer que a palavra "que" é uma introdução tardia, em outras palavras é um acréscimo nos escritos feito pelas tradutoras com o objetivo de acomodar a crença da morada no céu e da imortalidade da alma. Mas, se admitirmos que não existe tal acréscimo e que essas palavras foram ditas na integra por Jesus, nós teremos uma contradição. Imagine que Jesus tenha realmente dito que o “malfeitor” estaria naquele mesmo dia com Ele no paraíso. 

Pois bem, Jesus morreu naquele dia, ficou no sepulcro por três dias, neste caso a contradição tem início,  Jesus não disse que depois de ressuscitar o malfeitor arrependido estaria com Ele, mas que naquele dia estaria com Ele. Estranho não. At. 1.3 (A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.) Quarenta dias depois e o ex-malfeitor não recebeu a promessa? Não! Não existe contradição, existe uma inserção, a palavra “que” a tradução correta é: (Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso.) 

Jesus estava afirmando para o arrependido o seguinte: hoje te digo estarás comigo no paraíso. Quando acontecerá nós não sabemos. O outro texto utilizado se encontra em Lc. 12.4-5  Digo-vos, pois, amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer. 

A bíblia menciona que Deus por meio de Cristo irá julgar o mundo, e nesse juízo muitos, ou segundo a bíblia a maioria das pessoas serão condenadas à morte eterna o qual o apocalipse descreve que será em um lago de fogo. Ap. 20.15 (E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.) Mas, acreditam os imortalistas, que a alma sobreviverá ao lago de fogo, em outras palavras as denominações cristãs ensinam que a alma é indestrutível.  E o que dizer do texto de Lucas 12.4-5? 

Naturalmente muitos irão objetar dizendo que o texto não diz que a alma será destruída  Diz que Deus tem poder superior ao homem, naturalmente dirão que o homem pode apenas matar o corpo, ao passo que Deus pode além de matar o corpo jogar a alma no inferno, é digno de nota que a tradução correta deveria ser lago de fogo, pois a palavra inferno na bíblia é sinônimo de sepultura. Mas, vamos contrastar a seguinte questão. Jesus disse: O homem pode apenas matar o corpo, então não devemos temê-lo, devemos temer a Deus, pelo fato dEle ter o poder de não só matar o corpo como joga-lo no lago de fogo. 

Ao menos o que parece era isso que Jesus estava dizendo, Mt. 10.28 (Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.) Reparem que o evangelho de Mateus a questão torna-se mais clara, aqui o autor está pondo fim a imortalidade da alma, ou seja, acaba com o mito da permanência eterna da mesma. Então temos realmente uma alma viva dentro de nós? Não! Era linguagem da época, naturalmente Jesus estava dizendo que somente Deus pode destruir algo ou alguém a ponto de não deixar registros ou vestígios, a palavra alma não nos dá base para crermos em algo extra humano que vive dentro de cada um de nós, como já apresentei a palavra  Psychē não dá suporte para algo imortal. 

Quando o homem morre, segundo a bíblia as suas atitudes o acompanham, se alguém é assassinado, segundo a bíblia ela ira ressuscitar quer para vida ou para a morte. Mas se for julgado por Deus e condenado, então, cumpre-se o que Mateus 10.28 está dizendo, a destruição é definitiva e eterna, logo se Deus pode fazer isso, como coadunar a ideia da imortalidade da alma?