segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Os nossos erros não podem ser atribuídos a outros.

Gn. 3. 9-14 “E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.”

Construo o assunto de hoje a partir destes versos e neles faremos duas análises, uma introdutória e pequena e a outra predominará todo o assunto. A parte introdutória e que não faz parte principal do assunto, refere-se à serpente. No contexto dos versos acima percebemos o homem culpando a Deus, por ele ter lhe dado aquela mulher, vemos também a mesma tática utilizada pela mulher com relação à serpente, e o mais interessante foi que a serpente não encontrou um culpado, assim sendo a ideia de um Anjo poderoso valendo-se de uma cobra carece de apoio bíblico.

Mas, como dito acima não é sobre um Anjo caído que quero falar neste assunto e sim sobre a questão da responsabilidade, ou também sobre tentar passar a culpa e a responsabilidade para outros. Vimos acima à bíblia mencionando que Adão e Eva agiram assim. Esta é a característica humana, dificilmente alguém assume os seus erros, quando são questões que não fere valores, logo se esquece, mas quando não, sempre é lembrado. O episódio de gêneses 3 é lembrado até hoje, ficou marcado, naturalmente é algo muito feio e que deve ser evitado, portanto, tudo que for realizado deve ser primeiramente medido pesado e acima de tudo muito bem pensado.   

Este assunto me surgiu quando estava lendo algumas declarações de Ellen G. White e duas questões me chamaram a atenção à primeira questão refere-se ao desapontamento adventista. E a segunda foi sobre uma declaração sua em uma reunião no acampamento em Battle Creek. (Lembrando sempre que a postagem não diz respeito a questão pessoal, mas sim teológica.) Todos sabem que o desapontamento foi o resultado da não volta de Jesus em 1844. Em se tratando de jogar a culpa e responsabilidade para outros sabemos que isso trás conseqüências, imagine então quando isso ocorre em um meio religioso, ou ainda com alguém considerado um profeta ou uma profetiza? Quando se analisa o caso percebe-se que a situação fica catastrófica e tal profeta ou profetiza cai em descrédito.

Dt. 18. 22 “Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.” Baseado neste verso o profeta não pode ser inocentado nem se transformado em um “coitadinho” e muito menos o oposto disso, ou seja, alguém inspirado por Deus. Com relação ao desapontamento ocorrido em 1844 ela disse: “Houvessem os adventistas, depois da grande decepção de 1844, ficado firmes na fé, e seguido avante em união no caminho aberto pela providência de Deus, recebendo a mensagem do terceiro anjo e proclamando-a ao mundo, no poder do Espírito Santo, haveriam visto a salvação de Deus, o Senhor haveria cooperado poderosamente com seus esforços, a obra se haveria completado, e Cristo haveria vindo antes disto para receber Seu povo para lhes dar o galardão.” (Mensagens escolhidas v 1 pg. 68)

Percebemos ao menos duas falácias nas declarações dela, a primeira é tentar conformar a volta de Jesus mediante com a cooperação humana, a volta de Jesus não é condicional ela não está condicionada a nada exceto Deus, Mt. 24. 36 “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” Jesus não disse que nem mesmo Deus sabe o dia de seu retorno, pelo contrário, asa palavras “daquele dia” demonstra que esse dia está determinado pelo conselho de Deus. Dn. 7. 22 “Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino.” Veio o tempo, ou seja, ago designado. E a outra falácia diz respeito ao tema principal do assunto que é, transferir culpa e responsabilidades. Segundo Ellen White Jesus não voltou por falta de fé, consagração e espiritualidade do povo, é mais fácil dizer isso do que assumir a culpa pelo erro.

Sim, o erro está baseado no fato d’ela como profetiza embasar a crença na volta de Jesus em 1844 e como Jesus não voltou quem vai assumir a culpa por este erro? O povo claro! E ela insiste em dizer que a volta de Jesus é condicional, ou seja, está subordinada aquilo que o homem quer fazer, em outras palavras se os homens se converterem Jesus volta, se não, ele não volta. Se esta fosse a realidade de Deus, Jesus nunca voltaria, veja a sua declaração: “Os anjos de Deus em suas mensagens aos homens, apresentam o tempo como muito breve. Assim ele me tem sido sempre apresentado. É verdade que o tempo tem prosseguido mais do que esperávamos nos primeiros tempos desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão depressa como esperávamos. Falhou, porém, a palavra do Senhor? Nunca! Devemos lembrar que as promessas e ameaças de Deus são igualmente condicionais.” (Mensagens escolhidas v. 1 pg. 67)

A outra questão dita por Ellen G. White refere-se ao que ela disse em uma reunião no dia 27 de maio de 1856 em Battle Creek. Novamente ela disse que Jesus voltaria naquela época, ela disse: “Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às sete últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem trasladados na vinda de Jesus” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 131 e 132).

E qual foi à desculpa desta vez? A mesma, ou melhor, as mesmas, falta de fé do povo e condicionalidade. Mas essa não era a crença dos adventistas da época, em 1910 Evelyn Lewis-Reavis que esteve presente naquela conferência para saber quem seria ou não trasladado. Na ocasião em 1910 só restavam 27 dos 67 presentes que estiveram na reunião.  Em 1935 foi feita uma pesquisa entre os líderes adventistas para saber quais eram as “críticas feitas a Ellen White que na época pareciam mais importantes”. O documento prossegue dizendo que “quase todos eles queriam respostas para a acusação de que alguns de seus primeiros escritos haviam sido ‘tirados de circulação’ e também quase o mesmo número estava preocupado com a predição de 1856, de que alguns dos que estavam vivos na ocasião seriam transladados.

Durante anos, os pioneiros mantiveram uma lista dos que estavam presentes na conferência e passou-se o tempo e todos morreram, contrariando o que ela disse que alguns seriam comidas para vermes, após isso novamente ela transfere a sua culpa não só para a condicionalidade, mas também para a falta de fé do povo, “Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primeiros dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais. Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel…” (Evangelismo, p. 695 e 696). Assim sendo se a profecia não se cumpriu, a culpa nunca pode ser do profeta, caso isso aconteça ele (a) cai em descrédito. O líder deve ser protegido para que a instituição cresça, é melhor então que a culpa seja transferida para os leigos (o povo) “afinal de contas quem manda eles não fazerem sua parte.”

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Duvidas que requererão a tua fidelidade?

Em todas as épocas da história humana os mais sagazes sempre quiseram se sobrepor aos seus semelhantes, desde a idade mais remota foi assim, Gn. 10. 8 “Cuxe gerou a Ninrode, o qual começou a ser poderoso na terra.” A definição daqueles que querem se sobrepor é poder, dominar sobre os outros, impor a sua vontade. E a vontade desses homens é edificar um reino o qual possam dominar sobre toda a terra, Gn. 11. 4 “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.”

Esta é a perspectiva humana, edificar um reino único, não com o intuito em beneficiar a todos, mas aos poderosos a elite, ao topo da piramide, até porque são eles que impõe a sua vontade, são eles que de uma maneira humana de representar “guiam” os habitantes da terra, representado pelo olho que tudo vê. Após Ninrode, outros tentaram impor a sua soberania, temos o relato bíblico de vários reinos, entre os quais Assíria, Egito, Babilônia, Medos e Persas, o império grego e também o império romano.

Conhecemos também a história recente onde outros tentaram estabelecer impérios, através da força e da opressão. Mas a bíblia trás dois relatos interessantes, um se deu na Babilônia, o outro se dará no futuro, esses versos retratam acontecimentos, onde é dito que o governo mundial impôs e irá impor a sua vontade, Dn. 3. 1 “O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia.”

Este verso mostra um acontecimento semelhante com o que há de acontecer no futuro. Aqui vemos o rei erigindo uma estátua, com o objetivo de usá-la como um diferenciador, um meio pelo qual, ele o rei pudesse perceber a lealdade de seus súditos contrastando com aqueles insubordinados. Dn. 3. 3 “Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.”

É notório também que a imagem erigida por Nabucodonosor era um ídolo, naturalmente este ídolo representava a mescla dos deuses de Babilônia, e sendo ela Babilônia a regente das nações, não importava a que Deus ou deuses os povos que ali estavam subjugados acreditavam, não fazia diferença, o deus pátria, o deus do rei, o deus de Babilônia deveria ser exaltado e honrado por todos, caso não fosse assim pagava-se com a vida, Dn. 3. 4-6 “Nisto, o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente.”

Na atualidade a grande maioria da humanidade não acredita que um episódio semelhante possa ser repetido, a resposta conhecida dada por esses bilhões de pessoas é que não mais vivemos acreditando em deuses, como Nabucodonosor, segundo eles a era da ignorância já passou. No entanto, o que eles desconhecem é que justamente a descrença e o ceticismo o qual é tão idolatrado na atualidade é que culminará com outro episódio semelhante ao da estátua erigida na Babilônia. Como se dará o processo pelo qual “o topo da pirâmide” utilizara para estabelecer um governo único, em um mundo tão diversificado? A solução para os acontecimentos que temos presenciado os quais tem assolado a humanidade a cada dia está clamando para isso. A instabilidade financeira, as ameaças de guerras, as emigrações ilegais, o terrorismo, a corrupção, as doenças, a fome, tem exigido uma ação com o objetivo em contornar essa situação crítica. Ou ao menos esta será a retórica que ouviremos, de que todas estas catástrofes juntas necessitam de uma intervenção que possa trazer esperança paz e prosperidade, para as futuras gerações.       

Será necessário utilizar algo inovador para poder governar todas as pessoas em todas as partes do mundo, acredito que a chave para abrir esta porta já existe, em 1968 um dos prestigiados lideres da comissão trilateral por nome Zbigniew Brzezinski afirmou: “Muito em breve será possível termos um acervo de dados pessoais sobre cada cidadão. Essas informações permitirão um controle sobre cada pessoa da face da Terra, a qualquer hora... E cada cidadão poderá ser sondado e controlado pelas autoridades”.

Sobre essa nova era profetizada por Brzezinski, que ele chamava de “Era da Tectrônica”, ele disse ainda: “A era da eletrônica envolverá gradualmente o controle da sociedade, que será dirigida por uma elite, onde os tradicionais valores devem ser destruídos. A humanidade tem passado por grandes evoluções. O primeiro estado era o estado primitivo envolto em religião. Antigamente, o homem acreditava que seu destino estava nas mãos de Deus. Isso é resultado de uma mente débil de algum ignorante iletrado.”

Atualmente presenciamos pessoas descrentes quanto ao fato de criarem um acervo com os dados de todos os habitantes da terra, para tais pessoas, é impossível de algo assim acontecer, pois segundo eles, em um mundo desigual, diversificado e tão grande, muitos não têm acesso à tecnologia e, portanto tal pensamento seria inviável. Mas é bom lembrar que embora a desigualdade exista, não existe um único país que não possua uma moeda de troca, o comercio existe em todas as culturas e épocas.

Não podemos furtar o fato da realidade dita por Brzezinski no final dos anos 60, percebemos claramente este acontecimento se materializando, ou seja, ter um acervo de cada cidadão e consequentemente ter o controle do mesmo. O controle das massas está acontecendo atualmente de forma subjetiva, e isso através das mídias. Percebe-se claramente a sociedade como um todo, seguindo um padrão pré-estabelecido, ou seja, um condicionamento fabricado, em nome da tecnologia e da ideologia.

A ideia de governar o mundo não é nova, imagine então quando essa ideia caminhar junto com a necessidade? Listei alguns problemas entre os quais tem causado desarmonia em nossa estada neste mundo, naturalmente aqueles que estão “a testa” das nações externam a vontade de governar para amenizar os problemas, no entanto, o objetivo que não é externado é o de dominar para prevalecer a sua forma de governar. Nos dias de Daniel, o decreto do rei era para que qualquer que não fizesse a vontade do rei deveria ser morto, a vontade do rei era de que todos sem exceção se encurvassem para a imagem de ouro que ele erigiu.

A bíblia nos mostra dizendo que no futuro tal ameaça se repetirá, Ap. 13. 15 “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.” Negar que este acontecimento não se dará, é um certificado de alienação daquilo que temos presenciado na atualidade. Tudo tem demonstrado como a sociedade caminha para um governo único, para uma moeda virtual de troca que envolverá toda a sociedade, e para uma ideologia universal, que removera os valores morais cristão que ora conhecemos. Este será o novo método de governo que se instalará sobre a terra, muitos se oporão a esta forma de governo, mas a grande maioria não, pelo fato desse sistema se adaptar melhor com a tendência dos cidadãos que ora temos presenciado, Ap. 13. 3 “Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.” A última parte do verso é uma realidade que presenciaremos, ou melhor, é uma realidade que já temos presenciado. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O evangelho e as "igrejas verdadeiras".

Mt. 4. 23 “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.”  Estão às igrejas (denominações) cristãs da atualidade cumprindo este (exemplo), ensinamento de Jesus? A outra pergunta a ser formulada é: compreendem as ditas denominações o que significa evangelho? A palavra evangelho ou evanggelion no grego significa as boas novas da salvação através de Cristo e mesmo a proclamação da graça de Deus manifesta e garantida em Cristo.

Uma questão importante demonstrada no verso acima nos mostra a princípio o que o evangelho não é: curas de toda sorte de enfermidade, ou seja, o verso claramente faz uma distinção entre pregar à graça ou salvação que é o evangelho por curas de doenças. As curas físicas realizadas por Jesus era apenas uma extensão do evangelho, não era na verdade o objetivo principal do seu ministério, mas sim uma extensão de sua obra.

Assim sendo podemos descartar várias denominações que se intitulam igrejas verdadeiras, mas que no fundo o seu principal motivo religioso ou cristão é se auto proclamar dizendo que coopera com o evangelho por meio de curas e pseudo-s exorcismos. Mt. 11. 5 “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.” Reparem que o verso destaca toda sorte de curas e benefícios físicos, no entanto, distingue dizendo que o evangelho está sendo pregando.

Então se alguém está sendo iludido dizendo que está frequentando a denominação (a ou b) pelo simples fato de se intitularem verdadeiras igrejas por estarem “curando ou exorcizando” não acreditem, a igreja verdadeira de Jesus Cristo não se promove não se vale de subterfúgios ante o evangelho. Existem alguns que se vangloriam dizendo que agora estão na igreja de Jesus, pertencem à denominação verdadeira, pois acreditam eles que foram batizados com o espírito santo.

O que seria ser batizado com o espírito santo? Muitos responderão dizendo: é falar línguas estranhas e fazer curas e milagres. Is. 28. 11 “Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o Senhor a este povo.” O que seria essas línguas estranhas? Seria algo incompreensível? Os “pentecostais” afirmam que sim, afinal o verso diz ser línguas estranhas... No entanto, o que o verso não diz é que o fato de ser estranha não significa ser incompreensível.

Citando Isaías 28; Paulo nos mostra o que é na verdade essas línguas estranhas, 1ª Co. 14. 21 “Na lei está escrito Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.” Na realidade a bíblia está nos dizendo que as línguas estranhas são nada menos do que as línguas estrangeiras. Este é um assunto que tentarei abordar em outra postagem, farei um estudo em cima de 1ª Coríntios 14.

Por ora, quero dizer que o dom de línguas ou as ditas línguas estranhas, interpretadas pelo seguimento dos pentecostais, onde asseguram que tal “sinal” seria uma comprovação do batismo pelo espírito santo não está de acordo com a revelação bíblica. Alguém pode refutar dizendo: mas a bíblia é clara em admitir que aqueles que foram batizados falaram em outras línguas; sim só não diz que falavam algo incompreensível e sem significado. O dom de línguas foi uma demonstração real de que o espírito santo estava realmente com a igreja. 

No entanto, deve-se estudar mais profundamente o assunto a fim de tentar obter uma melhor compreensão daquilo que realmente a bíblia está nos dizendo. Outra propaganda denominacional muito grande realizada por aqueles que querem angariar ou formar uma membresia extensa, consiste no fato de assegurarem de todas as maneiras e formas a ideia que propagam a mensagem verdadeira, em outras palavras, estão assegurando que são os únicos portadores do verdadeiro evangelho bíblico.

Assim sendo e é comum ouvirmos determinados seguimentos religiosos dizerem que se você quer realmente agradar a Deus nesta vida, e ser salvo para a vida eterna, necessário será você comungar a mesma doutrina, experiência, membresia, em outras palavras, será necessário se converter aquele sistema denominacional, contrariando assim o próprio ensinamento de Jesus e mesmo a realidade ensina em todo o novo testamento.

Lc. 9. 49-50 “Falou João e disse: Mestre, vimos certo homem que, em teu nome, expelia demônios e lho proibimos, porque não segue conosco. Mas Jesus lhe disse: Não proibais; pois quem não é contra vós outros é por vós.” Não entra em discussão aqui neste assunto a questão de expulsar demônio, mas sim o ensinamento de Jesus para os seus discípulos, de que o importante ali ou mesmo na atualidade era e é seguir os ensinamentos de Jesus.

Na atualidade o que temos presenciado são as pessoas seguindo a denominação religiosa, querendo por meio dela ser um bom cristão, nos dias de Paulo as pessoas queriam ser boas ou verdadeiras seguidoras de Cristo seguindo aqueles os quais foram designados a pregar o evangelho, 1ª Co. 1. 10-12 “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.”

Não é o mesmo que temos presenciado hoje? A diferença consiste em que para sermos salvos somos instruídos a seguir determinada instituição ou denominação, e lá naqueles dias eles seguiam os representantes. Vale salientar também que não existia uma denominação religiosa, muito menos várias, conforme presenciamos na atualidade. Outro fato importante que percebemos na bíblia foi que Paulo os repreendeu; já na atualidade são os próprio líderes que estimulam e induzem um intermediário entre o crente ansioso por salvação e Jesus, e este intermediário é a denominação religiosa.

Ficou evidente que a pregação do evangelho, do anuncio que o reino de Deus virá, passou a depender de outro fator importante, ou a crença de que precisamos seguir determinada denominação religiosa. Crer em Cristo somente já não basta como diz a bíblia, em outras palavras o evangelho na atualidade se resume em seguir determinada denominação, sim, pois lá eles te ensinarão o que é necessário para você se salvar, sim crer e aceitar (praticar) os ensinamentos de Cristo somente não tem validade.

É necessário outros apetrechos, tais como: pertencer a denominação, crer em profetas, devolver dízimos, vestir a melhor roupa, ir nas reuniões de preferencia em todas, guardar dias, seguir a lei, conhecer as doutrinas da igreja, não comer isso e aquilo outro, fazer cálculos matemáticos com o objetivo em descobrir e afirmar para outros que a denominação teve uma previsão matemática no tempo para o seu aparecimento, incorporar livros religiosos e etc. Ao passo que a própria bíblia nos ensina o contrário, At. 16. 29-31 “Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.”
   
Aqueles que defendem uma entrega incondicional a denominação argumentam dizendo que isso é necessário para produzir salvação, ou seja, para eles o crer em Jesus como é ensinado não é suficiente. Naturalmente a crença exigida pela bíblia não consiste em palavras apenas, mas em conformidade com aquilo que é ensinado no evangelho, em outras palavras evangelho significa: arrependimento, conversão e o aguardo da manifestação física, do reino de Deus.









  











terça-feira, 15 de agosto de 2017

A criação aponta para um ser inteligente.

Desde os tempos mais antigos, os homens distanciados de Deus, procuram desvendar o mistério da origem do universo. Para tanto, dão asas a imaginação, criando muitas lendas e fábulas e com isso não conseguem desvendar esse mistério. Assim desde o princípio, quando o homem rejeitou a revelação de Deus, toda a cosmogonia (criação ou origem do universo) tem se revestido muito mais de mitologia do que de ciência.

A mitologia chinesa, por exemplo, apresenta a sua versão da origem do universo a partir de um ovo de galinha chamado caos, que teria gerado a terra e céu, sendo que a raça humana teria tido origem a partir de pulgas! Esta história nos soa familiar. Um ovo cósmico que explode (Big bang) gerando o universo; pequenas formas de vida que dão origem a seres maiores e mais aperfeiçoados (evolução).

Já na mitologia grega, a deusa Gaia (terra) dá a luz Urano (céu). Depois, Gaia e Urano se unem para gerar Cronos (tempo). Atualmente uma das teorias que se originou da evolução é a do Big bang, segundo os cientistas há cerca de 10 ou 15 bilhões de anos, eles não sabem ao certo, toda a matéria do universo estaria concentrada em um único ponto do espaço, formando um imenso “ovo cósmico” que teria explodido, dando origem a todas as galáxias e sistemas solares, inclusive o nosso.

Assim surgindo do nada como um passe de mágica, as leis da física, vindas não se sabem de onde, começaram a atuar no universo. Deste modo dizem os evolucionistas, teriam surgido todas as estrelas, como também o sol, todos os planetas incluindo a terra. Isso a partir do Big bang, a terra teria sido “criada” como uma esfera sem forma e vazia, somente contendo uma enorme “sopa” onde os elementos inorgânicos se encontravam mergulhados em outro elemento, a água.

Ao passo que a bíblia descreve a realidade que nos cerca como sendo um acontecimento causado pela vontade de Deus, Sl. 33. 6 e 9 “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Não se pode afirmar e nem mesmo descartar uma grande explosão na origem do universo, o que tem de ser descartado é uma explosão causadora, ao invés de uma explosão conseqüente.

Quando a bíblia diz que Deus falou e tudo se fez, o efeito de sua ordem (palavra) e o aparecimento da matéria pode ter tido como resultado uma explosão gigantesca, A bíblia descreve a ordem criadora de Deus ou as suas palavras produzindo som como um trovão, Hb. 11. 3 “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

Sl. 104. 6-7 “Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas; à tua repreensão, fugiram, à voz do teu trovão, bateram em retirada.” Ap. 14. 2 “Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa.” O trovão é simbolo da voz de Deus. O fato de dizer que não é possível acreditar com certeza que houve uma explosão no princípio do universo está embasado na premissa levantada pelos adeptos da teoria da evolução.

Segundo eles não existe como provar a veracidade do reato da criação citado pela bíblia sem ter existido uma testemunha ocular que tivesse acompanhado o momento da criação em si. Assim sendo, o mesmo deve ser exigido com respeito a teoria do Big bang. (1) Ninguém presenciou tal acontecimento, (2) uma explosão aleatória jamais poderia criar matéria e leis organizadas, pelo contrário, iria fazer justamente o oposto, apesar dos próprios cientistas dizerem que o Big bang não causou o universo mais apenas o expandiu e formou somente os átomos de hidrogênio e hélio; o bom disso tudo é que a própria ciência diz que o big bang é apenas uma teoria e não uma lei definida. 

Bem, nada mais do que justo, pois formular algo apenas admitindo terem descoberto o eco do Big bang... Então surge o impasse: se o Big bang aconteceu por si só como ele foi disparado? O argumento é o seguinte, dizem eles: "Antes do Universo, apenas existia um ponto sem volume, mas com uma densidade enorme" Bem, a densidade determina a quantidade de matéria que está presente em uma unidade de volume, estamos falando de matéria, ora no nada absoluto não existe matéria, e sendo assim não poderia ocorrer uma explosão no nada absoluto.

Assim sendo eles mudaram a retórica, o Big bang não causou o universo, mas apenas o expandiu. E dentro da própria comunidade cientifica já existe a possibilidade de lançarem por terra a teoria do big bang, segundo eles os 13.5 bilhões de anos é um período muito curto para explicar a formação do universo. A bíblia é muito clara com relação ao comportamento de rejeição humana com relação a Deus e sua criação, Rm. 1. 20 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.”

A desculpa ocorre por dois motivos, o motivo secundário é que muitas pessoas querem se aparecer provocar não se importando como. E o segundo e principal motivo é que a grande maioria das pessoas prefere ser um macaco encurvado a um homem  erectus ou reto aprumado, ou seja, poucos querem se sentir dominado por um ser superior que lhes impõe ordem, o animal não deve satisfações a ninguém e segue apenas o seu instinto e isso também é destacado pela bíblia, Rm. 1. 28 “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes.”

Então esta é realidade humana, as teorias humanas são tidas como a mais pura verdade, e poucos questionam a sua realidade e validade, o importante para muitos é a “anulação” de Deus e suas obras. O fascínio para retirar Deus de sua posição de criador e regente do universo é tão grande que muitos o surgimento da matéria ou da criação do universo como sendo o acaso, outros dizem que o universo se auto causou, mas não admitem um ser superior criador de todas as coisas, como isso é irracional atualmente estão dizendo que o universo é eterno, contrariando a própria teoria do Big bang que diz que o universo teve um começo e terá um fim.  

Infelizmente a tentativa humana de abolir Deus sempre existiu, e nos últimos tempos se avolumou por meio de teorias evolucionistas, naturalmente esse é um processo que ira evoluir até chegar ao ponto de negarem completamente a existência de Deus abolindo-o por completo, isso é algo inegável, mas também necessário.  



                      

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Existem apóstolos e profetas na atualidade?

Uma questão bíblica a ser destacado no AT. diz respeito à autoridade secundária de um profeta. 2ª Rs. 21. 10 “Então, o Senhor falou por intermédio dos profetas, seus servos, dizendo:” Disse secundário, pelo fato da autoridade primária ser proveniente de Deus, sabendo também que o termo profeta não dá garantias de que tal pessoa pudesse realmente falar segundo a vontade de Deus, ou seja, um profeta poderia ser verdadeiro ou falso, Mt. 7. 15 “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”.

Outro fato a ser destacado é que no NT. Apesar de ser mencionado por meio de alguns versos a autoridade secundária não mais pertence ao profeta e sim aos apóstolos, destacando também que a atividade apostólica findou no primeiro século, ou seja, na atualidade existem sim os falsos apóstolos assim como no dias do AT. Existiram os falsos profetas. Alguns versos que falam de profetas no NT. At. 15. 32 “Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram.”

At. 21. 10 “Demorando-nos ali alguns dias, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo.”  Mas, segundo Paulo, a autoridade no NT. É baseada em uma autoridade apostólica, não mais em um profeta, 1ª Co. 12. 28 “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.”  A palavra primeiramente do verso acima é proton e significa: primeiro em tempo ou lugar, primeiro em posição.

Ditas essas coisas, vamos levar em consideração o fato de que algumas denominações na atualidade acreditam estarem sendo dirigidas por profetas ou mesmo por profetizas. Qual deveria ser a postura tomada pelos seguidores de tal denominação? Respeitar as declarações do profeta é lógico! Por exemplo, a IASD. Acredita piamente que a sua constituição veio diretamente de Deus por meio de sua profetiza E.G.W. Isso pelo fato dela mesma se auto declarar como sendo uma profetisa. Eis as suas declarações:  

“Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, p. 106). “Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la.”(Idem, p. 290).

“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas.’” (Primeiros Escritos, p. 258)

Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos.Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter.” (Testemunhos Seletos,vol. II, p. 276, 

Não há como negar que EGW. Denomina-se como uma verdadeira e importante profetisa, mas tal auto declaração é posto em xeque por grande parte de seus seguidores, por que isso? Antes veremos dois versos que nos revelam a necessidade da profecia nos dias bíblicos, 2ª Cr. 24. 19 “Porém o Senhor lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos”. Zc. 7. 12 Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos”.

Os versos nos mostram os profetas tentando através da admoestação levar o povo de volta para aquilo que lhes foi ensinado, ou seja, relembrá-los das ordenanças de Deus por meio da lei, os profetas não administraram um ensinamento novo, ou fora daquilo que eles já sabiam, mas rejeitavam. Talvez seja por isso a rejeição por grande parte daqueles professos seguidores da profetisa EGW. Cabe uma pergunta, a rejeição se dá devido às profecias ou ensinamentos novos fora da bíblia, mas que estão em seus livros, ou a rejeição acontece por desconfiança da profetisa?

O ensinamento extra-bíblico o qual ela garante que se encontra na bíblia diz respeito à reforma de saúde, eis algumas declarações sua com relação ao regime alimentar:

Os princípios que nos foram propostos no começo desta mensagem são tão importantes e devem ser considerados com tanta consciência hoje em dia como o foram então. Muitos há que nunca seguiram a luz dada com respeito ao regime alimentar. É tempo de tirar a luz de sob o alqueire e fazê-la resplandecer com luminosidade clara e brilhante. Os princípios do regime alimentar significam muito para nós, individualmente, e como povo. Conselhos sobre o regime alimentar pág. 23.

Há mais de quarenta anos o Senhor nos deu luz especial sobre a reforma do regime alimentar, mas de que modo estamos andando nessa luz? Quantos têm recusado viver de acordo com os conselhos de Deus! Como povo, nossos progressos deveriam ser proporcionais à luz que recebemos. Nosso dever é compreender e respeitar os princípios da reforma de saúde. No tocante à temperança, deveríamos haver progredido mais do que qualquer outro povo e, entretanto, há ainda entre nós membros da igreja bem-instruídos e mesmo pastores que têm pouco respeito pela luz que Deus deu sobre o assunto. Comem o que lhes apraz e procedem do mesmo modo. Idem, pág 24.

Manteiga e carne são estimulantes. Isto tem danificado o estômago e pervertido o gosto. Idem pág. 48. Por ser moda, e estar em harmonia com o apetite doentio, são amontoados no estômago bolos substanciosos, tortas e pudins e tudo que é prejudicial. A mesa tem de estar repleta de variedade de pratos, ou não se satisfaz o apetite pervertido. Idem pág. 158.

Segundo o relato bíblico ao se rejeitar o conselho despreza-se o profeta, e o desprezo pode estar associado a duas questões: rebelião a Deus e suas ordens, isso caso o profeta for verdadeiramente enviado por Deus, ou descrédito no profeta, pelo fato dele (a) exigir e ensinar algo além do que está escrito. Acredito no caso do adventismo que a rejeição está associada ao descrédito; e isto pelo fato das leis de saúde ensinadas por EGW ser um ensinamento extra-bíblico, e a outra questão, EGW ensina que o regime alimentar saudável é o meio pelo qual demonstra-se a santificação daquele que pratica. Este assunto será abordado em outra ocasião.   

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A teologia espiritual de Paulo.

O judaísmo bem como os irreligiosos céticos e ateus tem promovido uma questão na internet, a questão promovida é de que os escritos do NT. mais propriamente os escritos de Paulo são sem valor, ou desprovidos da verdade. Na realidade o que tem se visto na internet, e isso apoiados pela teologia judaica é que Paulo foi um mentiroso subversivo. Uma das questões importantes a serem destacadas e que alguns pontos devem ser defendidos se encontra na teologia judaica, o judaísmo acertadamente defende que o Messias é uma pessoa completamente humana, contrariando assim a teologia cristã.
Mais esperem, Eu disse contrariando a teologia cristã, não a teologia de Paulo. Sabendo que a teologia cristã foi formulada quase na sua totalidade por teólogos em um período posterior aos apóstolos, fica fácil saber quem foi que disse que o Messias é sobre humano, ou um semi-deus. Apesar da crítica destacar que Paulo fez de Jesus deus não se encontra nada nos seus escritos que credibilize isso, pelo contrário, em vários versos Paulo destaca a supremacia de Deus sobre Jesus, 1ª Co. 11. 3 "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo."
1ª Co. 15. 28 "E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos."  Estes e muitos outros versos de Paulo descrevem Deus tendo primazia sobre Jesus, é claro que existem aqueles os quais a teologia se encarregou em transformar, por exemplo Rm. 9. 5 "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém." Deus bendito eternamente, isso parece descrever que Jesus é o Deus bendito, no entanto, não é isso que várias outras traduções descrevem.
Elas descrevem assim: "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, seja Deus bendito eternamente. Amém." Então fica muito fácil culpar alguém, principalmente quando ele não está aqui para se defender, é claro que ao retirarem a palavra "seja" os tradutores tendencialistas tinham em mente tornar Jesus em Deus, isso é claro. Muitos ainda argumentam sobre as palavras encontradas ainda neste mesmo verso, e são elas:  Cristo segundo a carne. Dizem eles, -ora se Paulo está destacando essas palavras é porque ele acreditava nas origens celestiais do Messias.
Não necessariamente, por um simples motivo, quando Paulo disse essas palavras Jesus segundo nos é relatado já havia subido aos céus, ou seja, Paulo estava descrevendo o Messias do jeito que ele veio ao mundo, lógico de uma forma humana, naqueles dias em que descrevia essas palavras Jesus era um Messias espiritual, conforme o próprio Paulo descreveu: 1ª Co. 15. 46 "Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual."  E é exatamente isso que o verso nove de romanos quer nos dizer, ou seja, Jesus primeiro foi homem natural, terreno, depois, passou a ser homem espiritual.
E talvez seja aí onde o judaísmo vê discrepância na teologia paulina, assim como o judaísmo vê um Messias completamente humano em seu nascimento e missão assim também o vê Paulo, no entanto, o judaísmo acredita em um Messias completamente humano que irá subjugar os inimigos de Deus, Já Paulo acredita em um Messias humano que passou para um estágio espiritual livre da morte, que irá voltar para estabelecer o reino de Deus. Rm. 6. 9 "Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele."
Agora comparem as duas teologias: um Messias humano, mas segundo o judaísmo que permanece para sempre, Jo. 12. 34 "O povo lhe replicou: “Nós temos ouvido da Lei que o Cristo permanecerá para sempre, como podes afirmar: ‘o Filho do homem precisa ser levantado’? Quem é afinal esse Filho do homem?" Uma pergunta deve ser feita: como alguém completamente humano pode viver para sempre, sem ser transformado espiritualmente? A tendência do ser humano natural é ir envelhecendo até fim, é claro que nem sempre é uma regra, visto que se morre novo.
Neste ponto discordo da teologia judaica, a teologia paulina é mais lógica, a transformação ou a ressurreição espiritual é mais sensata, até mesmo do ponto de vista da implantação do reino de Deus. Nenhum ser humano que esteja sujeito as mesmas coisas que estamos pode transformar o mundo, a própria situação belicosa que irá desencadear esse momento será preciso de alguém que já passou pela morte, o qual enfrentará todo este mundo, não sem retaliações, mas sem prejuízo, Ap. 2. 26-27 "E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai."
Outra questão onde tentam menosprezar o trabalho evangelístico de Paulo é com relação a lei de Deus. Argumentam dizendo que Paulo é contrário a lei e assim ensina, seria isso mesmo? Rm. 3. 31 "Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei." Naturalmente Paulo está dizendo que um ambiente (e este é o mundo) deve ser regido pela lei de Deus, naturalmente em seu entendimento ele está dizendo que esta lei está no coração daquele que crê, ou mais propriamente na lei natural que Deus implantou, e foi isso que ele disse em Rm. 7. 14 "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado."
Desta forma Paulo, não foi e nem mesmo ensinou a desobediência a lei, mas sim a invalidade do legalismo para poder agradar a Deus, em outras palavras fazer algo minucioso, programado, aquilo que não é natural para agradar a Deus, não tem mérito. E dizendo que Paulo foi um transgressor eles insistem dizendo que Ele sozinho ou por iniciativa própria, ou por iniciativa dos pais da igreja criaram um grupo de seguidores os quais denominaram cristãos. Seria isso mesmo? Os discípulos de Jesus não estavam de acordo com Paulo?
At. 15. 22 "Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos." O verso é claro assim com outros em dizer que havia sim uma uniformidade entre os discípulos de Jesus e Paulo, o que revoltou o judaísmo foi a não adesão das práticas legalistas aos gentios, inclusive por parte dos próprios discípulos de Jesus, e não somente Paulo. Os judeus acreditam que podem plenamente obedecer as leis de Deus, segundo eles próprios estas leis são classificadas em 613 mandamentos, sem contar os mandamentos dentro dos mandamentos, como a questão do sábado, por exemplo: http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/657775/jewish/Os-39-Trabalhos-Proibidos.htm
Eles não acreditam em um substituto, como os cristãos acreditam, para eles não pode haver um intermediário entre Deus e o homem, algo que foi ensinado pelo próprio Jesus e depois por Paulo, Jo. 14. 6 "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Naturalmente os judeus discordam de tais declarações pelo fato de todos os personagens do AT. terem se comunicado diretamente com Deus, mas, deve ficar entendido que Jesus estava se referindo a uma "ida" ou de um encontro espiritual com Deus, algo que os judeus também rejeitam.

sábado, 1 de julho de 2017

Mais sobre Tiago 2. 10

Vez por outra os sabatistas acusam os não sabatistas dizendo que estes são transgressores da lei, para isso valem-se de textos os quais supostamente fundamentam tal acusação, porém em outro assunto postado aqui neste blog: evandro-blogdoevandro.blogspot.com.br/2013/05/tiago-210-e-os-sabatistas.html disse que Tiago 2. 10 não serve para condenar os não sabatistas; pelo contrário, caso alguém ou alguma denominação religiosa utiliza-se de Tiago 2 10 para tentar se justificar perante a lei está completamente equivocado, o verso diz assim: "Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos." Os sabatistas argumentam dizendo: (- este verso cai como luva para os transgressores, uma vez que eles estão de acordo quanto a permanência dos outros mandamentos do decálogo.

Mas seria isso mesmo? Lógico que não! Primeiramente deve se argumentar que a defesa da não obrigatoriedade do sábado para os não judeus é bíblico, este é o primeiro e mais relevante argumento. E para isso podemos depreender de passagens como:  Sl. 147. 19-20 "Ele revelou sua palavra a Jacó, sua lei e seus preceitos a Israel. Com nenhum outro povo agiu assim, a nenhum deles manifestou seus mandamentos." O contra argumento será que a partir de Israel foi manifestado a todas as nações.

Dt. 4. 12-13, 44 "Então o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. Esta é, pois, a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel."  O mesmo contra argumento será utilizado, mas eu insisto em dizer que Deus não fez um pacto baseado na lei conosco, ou seja, a obrigatoriedade era exclusiva de Israel.

Então, a primeira e mais importante questão é o fato bíblico de Deus não ter feito conosco um pacto (mediante a lei) com relação a própria lei. O que Deus propôs para todos os povos e em todas as épocas, foi que a lei interior deve ser respeitada e exaltada. A lei interior é aquela que universalmente falando quando transgredida a consciência acusa, Rm. 2. 14-15 "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os."

Muitos contestam dizendo: - Com relação ao sábado não se dá o mesmo? Não, o sábado e sua obrigatoriedade não foi estendida a todos os povos, tanto é assim, que quando alguém houve pela primeira vez que deve se guardar o sábado a sua consciência não lhe acusa, tal coisa só irá acontecer quando o indivíduo for completamente doutrinado a pensar e agir assim, em outras palavras tal ordenança não está escrito internamente nos não judeus. Mais duas questões importantes que se deve destacar, 1º dentro do cristianismo quando se faz um processo de conversão a lei, torna-se uma prática judaizante, ou seja, os primeiros cristãos sofreram e rechaçaram tal prática.

At. 15. 5 "Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés."  Os apóstolos resistiram tal instrução; e a segunda questão refere-se ao ato cerimonial do sábado, todas as ordenanças que são pronunciadas as palavras: até a tarde, até ao por do sol, estatuto perpétuo e para sempre, são entendidos como mandamentos cerimoniais. Com relação a guarda de toda a lei a própria lei ordena: Dt. 27. 26  "Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém."

A lei impõe um risco muito grande, ou se guarda a sua totalidade, ou se torna culpado de transgredir parte dela. Gl. 3. 10 "Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las."  Torna-se evidente que a arma do sabatista se volta contra ele, sim, se diz que guarda o sábado conforme recomenda a lei e não o faz, a condenação da lei recai sobre ele.

É de conhecimento de todos os sabatistas que ninguém observa o sábado segundo as ordenanças impostas na lei do próprio sábado, ou seja, pode-se até não trabalhar no período de 24 hs. que compreende o dia de sábado, no entanto isso não significa nada. A lei do sábado proibia de carregar cargas, nas horas do sábado, falar algo de interesse próprio, não comercializar no dia de sábado, também não podia caminhar neste dia; no período intertestamentário os líderes religiosos afrouxaram um pouco a lei e introduziram uma cláusula dizendo que poderia se caminhar por um percurso de 1 km.

Tg. 2. 8-9 "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis." "Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores."  Em qual dos dez mandamentos se diz para amarmos o próximo e a não fazer acepção de pessoas? Em nenhum dos dez diz isso. Isso está registrado na chamada lei de Moisés, o que isso significa? simplesmente que a pretensão de se cumprir os dez mandamentos não livra ninguém da condenação da transgressão da lei.

Ou seja, Tiago é explícito ao afirmar, que qualquer que observa a lei mas não a sua totalidade me refiro toda a torá, transgride a lei. No pensamento judaico a lei deve ser observada num todo não em partes, e só observar os dez mandamentos tornam a lei fragmentada, portanto fica invalidada a sua observância. Assim sendo a acusação dos sabatistas contra aqueles que não observam o sábado como algo importante para a salvação fica sem valor, pois os próprios são responsabilizados perante a lei por não observá-la na sua totalidade. Resumindo, se alguém utiliza Tiago 2. 10 como um argumento de defesa dizendo que observa a lei deve ter cuidado, visto ser a observância da lei algo bastante inflexível.